Ilustrada no Pop
 

O que Billy Corgan vai levar ao Brasil

Assisti na última segunda (26/7) ao Smashing Pumpkins em Nova York e, dois dias depois, a banda anuncia que virá ao Brasil pela terceira vez, em novembro, para o Planeta Terra.

E o que Billy Corgan, o único remanescente, vai levar ao país dessa vez? É aquele clássico caso do copo meio cheio/meio vazio, ou seja, depende de como você encara, quais são suas expectativas, o quanto você gosta da banda e o que já viu eles fazerem: o show atual, que promove o álbum/projeto "Teargarde by Kaleidyscope" (cujas canções vêm sendo lançadas on-line gradativamente), é melhor do que o que a banda mostrou em sua última passagem pelo Brasil (em 1998, na turnê do "Adore", com um set list que praticamente só tinha músicas desse disco e a banda tocando burocraticamente e com um mau humor contagiante, ao menos no Rio), mas não é tão bom quanto o da primeira vinda, em 1996 (na turnê do "Mellon Collie", com músicas só deste e do "Siamese Dream").

A maior parte do set list da atual turnê é calcada nas canções do último disco (poucas até agora, mas algumas bem interessantes, como "Freak" e "A Stitch in Time", que lembram o material da era 1991-1995) e nas do anterior, "Zeitgeist" (que eu achei uma lástima e que fazem os piores momentos do show). Há ainda algumas canções "perdidas" (como a bacana "Owata" e as malas "Eye" - essa totalmente da era "Adore" - e "Gossamer", com inacreditáveis 16 minutos e que é usada para fechar o show, um equívoco), além, é claro, dos hits: do "Adore" ("Ava Adore" e "Perfect"), alguns do "Siamese" ("Today" e "Cherub Rock", mais a boa "Hummer") e alguns do "Mellon Collie" ("Bullet with Butterfly Wings" e "Tonight Tonight"), que, obviamente, garantiram os momentos mais empolgados do show.

De resto, é curioso notar como a postura de Billy Corgan no palco mudou, certamente um reflexo de tudo que aconteceu na sua conturbada vida e carreira até aqui. Se no show de 1996 ele encarnava totalmente o espírito "despite all my rage I'm still just a rat in a cage" (a cabeça raspada como uma mensagem, assim como o zero que ele vestia, uma mistura de raiva e depressão) e personificava nitidamente cada letra de suas músicas, atualmente ele parece um "tio" careca que acompanha uma banda de jovens admiradores, meio abobalhado, sem foco, talvez tentando fazer a linha "disarm you with a smile" - fala algumas gracinhas sem graça, algumas coisas desconexas, alguns "God bless", pede desculpas aos fãs "old school", diz que é um "marionete" que faz o que plateia mandar... enfim, um personagem bem menos interessante e carismático.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 22h10

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Dos Beatles à cozinha

Bob Spitz, jornalista e escritor norte-americano, passou oito anos escarafunchando os Beatles. A jornada ajudou a acabar com seu casamento e resultou em "The Beatles", extensa e detalhada biografia da banda, lançada no Brasil pela Larousse em 2007.

Um tempinho depois, Spitz lançou-se em nova missão. Percorrer França e Itália atrás de bons restaurantes, boas comidas, boas histórias sobre comida. Ele descreve a experiência em "Aprendiz de Cozinheiro", livro que a Zahar coloca à venda no final desta semana.

"Aprendiz de Cozinheiro" é uma delícia. É um texto leve, bem-humorado e cativante.

Antes de iniciar sua viagem, Spitz nos coloca na cozinha de sua casa numa noite de sexta-feira, dia em que costuma receber amigos para preparar pratos como paleta de cordeiro laqueada com molho de pinot noir ou robalo enrolado em prosciutto sobre uma camada de salsa verde.

Como todo bom gourmet, Spitz gosta de ser mimado, paparicado. Gourmets levam a comida muito a sério. No universo dos relacionamentos, existem duas leis: 1) Quando uma mulher perguntar se está gorda, sempre diga 'não'; 2) Quando uma mulher perguntar se está bonita, sempre diga 'sim'. No universo dos gourmets, há a seguinte lei: 1) Quando um anfitrião te perguntar se a comida está boa, sempre diga 'sim'. Você pode xingar a mãe de um gourmet, mas nunca diga que ele cozinha mal.

Spitz brinca com suas neuroses na cozinha, com seu desespero, ansiedade. Fica angustiado com a namorada que parece não ver muita diferença entre saborear um filé de bacalhau ou pedir uma pizza. E ele leva esse espírito tanto a restaurantes de Paris como a vilarejos italianos.

"Aprendiz de Cozinheiro" é apaixonante. Aposto que até a namorada do Spitz adorou.

Escrito por Thiago Ney às 16h48

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Hora de Lemonade

Uma das novas bandas americanas de que mais gosto é o Lemonade, trio originalmente de San Francisco mas atualmente baseado em Nova York.

E são responsáveis por um dos eventos mais esperados por mim neste ano. O Lemonade fará uma turnê pelo Brasil em setembro. Já há uma data fechada: 11/9, no Estúdio Emme, em São Paulo. Eles devem ir ainda a Campinas e outras duas cidades do país.

Atualização: o grupo toca em Campinas no dia 28 de agosto, no Bar do Zé, na Festa Rock 'n' Beats.

O Lemonade é parte do imparável selo True Panther, que lança coisas como Girls, Tanlines, Delorean, Magic Kids e outros.

Músicas dançantes cheias de percussão, de baixo e de clima festivo fazem parte do repertório do Lemonade.

Abaixo, a linda "Lifted".

Escrito por Thiago Ney às 15h50

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Férias = leitura em dia

1) "Desde o começo de sua carreira Madonna foi uma manipuladora pop sagaz, usando visuais ultrajantes como distração enquanto inseria ideias sobre religião e política social em sua música. A maior parte da geração Gaga, no entanto, está interessada na distração como um fim em si mesmo." Não sei se concordo com a tese (porque acho que esse status intelectual/questionador da Madonna foi uma leitura posterior do fenômeno, mais do que a ideia fundadora do mito), mas o artigo em que Jon Caramanica, do "New York Times", compara o feminismo da atual geração de Lady Gaga com o da anterior (a turma do Lilith Fair, que está de volta em turnê no atual verão americano, e em baixa) é bem interessante de ler

2) "Em sociedades tradicionais, onde os equívocos são observados, mas não necessariamente gravados, os limites da memória humana garantem que os pecados das pessoas sejam esquecidos eventualmente. Em comparação, nota Mayer-Schönberger, uma sociedade em que tudo é gravado 'vai nos acorrentar para sempre a todas as nossas ações passadas, tornando impossível, na prática, escapar delas.' Ele conclui que 'sem alguma forma de esquecimento, perdoar se torna difícil'." Pois é, a web significa o fim do esquecimento, e as implicações disso estão cada vez mais sendo discutidas.

3) Férias = shows também, ainda mais em NY; nesta semana a revista "Spin" celebra seus 25 anos com uma série de cinco shows (com cinco horas cada, incluindo bandas de abertura) que começa hoje com o Smashing Pumpkins e segue com Flaming Lips, Black Keys, The National e Spiritualized, um em cada dia da semana, todos com transmissão ao vivo pela internet. Tenho ingresso para os Pumpkins, Lips e National.

4) "Inception"? Sensacional. Duas horas e meia totalmente preso na tela. Vou precisar ver de novo pra tentar responder a todas as perguntas que ele gera (acho que algumas não têm resposta por buraco no roteiro mesmo), e olha que eu li a HQ on-line que serve de "prequel" antes de assistir ao filme - não adiantou muito, apesar de se passar antes da história na tela, só dá pra entendê-la por completo depois de ver o filme (e ela tem um visual horrível, ao contrário do filme). Um blockbuster que faz pensar e que gera discussões acaloradas (não só sobre o significado da história, mas sobre a qualidade do filme). Há quanto tempo não pintava um desses.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h39

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Kings of Leon e os pombos

Sério.

Já tinha visto várias desculpas para uma banda sair do palco. Gente que atira garrafas, copos, pilhas; má iluminação de palco; equipamento de som ruim; invasão de palco. Mas o Kings of Leon se superou.

Ontem (23 de julho), a banda norte-americana tinha show no Verizon Wireless Amphitheater, em St. Louis (EUA), quando, após três músicas, o quarteto saiu. E não voltou mais.

Depois de alguns minutos, foi anunciado que a apresentação havia sido terminada devido a "questões de segurança". Ninguém entendeu nada e começaram a vaiar a banda.

O baterista, Nathan Followiil, foi ao Twitter e justificou:

"Desculpa, St. Louis. Tivemos que cancelar, pombos estavam fazendo cocô na boca do Jared [baixista do KoL] e não era nada higiênico continuar".

Outro tweet dele:

"Não culpem o Jared. É culpa da porra do lugar. Você pode gostar de levar cocô, mas nós não. Desculpa a todos que tiveram que viajar por várias milhas".

(Agora Nathan protegeu sua conta do Twitter.)

Segundo o Gigwise, o caso até levou alguns fãs a criarem o @KOLPigeon.

Abaixo, vídeo do pós-show em St. Louis.

Portanto, SWU, cuidado. Arme esquema forte para evitar que pombos sobrevoem o evento em Itu durante o show do Kings of Leon. Vai que...

Escrito por Thiago Ney às 16h25

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Apanhador

Tô pra escrever aqui há algum tempo sobre o Apanhador Só, grupo do Rio Grande do Sul que depois de dois EPs lançou seu primeiro disco (em maio, acho).

Na sexta-feira passada eles tocaram em SP, numa noite promovida pela Confraria Pop. Não pude ir, vou tentar ver o show no Berlin em 12/8.

Já li comparações entre o Apanhador Só e Los Hermanos. Não vejo muita relação, a não ser o idioma. Enquanto o LH parece perseguir o samba antigo com uma certa melancolia forçada que não me desce bem, o Apanhador Só tem músicas "roqueiras", com boa energia e força. E humor.

O disco, homônimo, é um achado. E tem algo que falta a muitos grupos daqui: o vocal é redondinho, bem gravado, sem arestas.

No site da banda dá pra fazer o download do disco. Minhas prediletas: "Um Rei e o Zé" e "Maria Augusta", cujo clipe está abaixo.

Escrito por Thiago Ney às 17h19

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Bill Murray

Em sua breve participação no divertido "Zumbilândia", Bill Murray faz piada com sua presença no péssimo "Garfield" (no qual ele dubla o gato gordo). Mas a explicação sobre o porquê de ele ter aceitado fazer o filme é ainda melhor: ele achou que fosse um filme dos irmãos Coen, com quem sempre quis trabalhar. Tudo porque um certo Joel Cohen assina o roteiro do filme.

A história está contada em uma boa (e rara) entrevista, à revista "GQ".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h23

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Caribou em novo festival em SP

Um novo evento movimentará este já movimentado segundo semestre.

É o FourFest, mini-festival que terá como atração principal o excelente Caribou.

A primeira edição do FourFest rola no dia 27 de outubro (uma quarta-feira), no clube Clash, em São Paulo.

O preço do ingresso ainda não foi definido. A noite terá, além do Caribou, outro nome gringo.

E, pelo que eu soube, o FourFest colocará suas bandas para tocar em horário decente. Ou seja, por volta da 1h, o evento já terá terminado e todo mundo poderá dormir relativamente cedo.

*****

O Caribou, do canadense Daniel Snaith, 32, é responsável por um dos discos do ano, "Swim", lançado lá fora em abril.

Se em estúdio Snaith é quem compõe e produz todas as faixas, ao vivo ele tem a ajuda de músicos, que se revezam em bateria, sintetizadores, baixo etc. É essa formação que vem ao Brasil.

É difícil classificar o Caribou. É eletrônico, mas é também pop e psicodélico, como atesta a intensa "Odessa".

"Swim" sucede a "Andorra", disco não menos elogiado lançado em 2007 e que trazia, entre outras, a linda "Melody Day".

*****

Outros festivais deste segundo semestre em SP:

Nova: Cultura Contemporânea - até 15 de agosto, no MIS e no Sesc Pompeia (com Fuck Buttons, Chicks on Speed, entre outros)

Creators Project - 14 de agosto, galeria Baró (com DJ set do Mark Ronson, Emicida, NASA)

Tribaltech - 21 de agosto, Itu (com Derrick Carter, Satoshi Tomiie, Marcelo D2, Céu, Bonde do Rolê)

SWU - Entre 9 e 11 de outubro, Itu (com Regina Spektor, Kings of Leon, Erol Alkan, Jota Quest, Capital Inicial)

Natura About Us - 16 de outubro, Chácara do Jockey (Air)

XXXPerience - 14 de novembro, Itu (DJ set de Calvin Harris, Paul Van Dyk)

Planeta Terra - 20 de novembro, Playcenter (Phoenix, Hot Chip)

Escrito por Thiago Ney às 17h38

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Grace Jones

Você já ouviu Janelle Monáe, certo?

Bem, uma das principais referências na música da Janelle é Grace Jones, americana nascida na Jamaica que começou a lançar discos no final dos anos 1970.

Seu primeiro grande álbum é "Nightclubbing", de 1981, que trazia o hit "Pull Up to the Bumper". Depois Jones teve discreta carreira como atriz (participou até de filme do 007).

Nos últimos anos, ela vem sendo, digamos, redescoberta, sendo chamada para vários festivais ao redor do mundo.

Como o inglês Lovebox, ocorrido há pouco. Ela fechou o evento, após show do Hot Chip.

Abaixo, Grace Jones no Lovebox, com a ótima "Slave to the Rhytm".

Escrito por Thiago Ney às 15h35

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Delicadeza

O XX se apresentou na semana passada (13 de julho) em uma série de shows que rola na Somerset House, espaço lindo, ao ar livre, na região central de Londres, com vista para o Tâmisa.

Acho que é o lugar perfeito para a música do XX: delicada, detalhista, lenta, emotiva.

Vários já me falaram não gostar do XX ao vivo. A música meio que se perde; é monótono; falta vibração.

Não concordo. Sempre que vejo/ouço, a banda me pega e não solta. 

Veja a banda em "Infinity".

Escrito por Thiago Ney às 17h47

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Psicopata Americano

Um dos escritores que mais li, que mais me divertiram, impressionaram, foi o norte-americano Bret Easton Ellis. Adorava como ele costurava histórias de gente jovem com habilidade, humor, auto-ironia. Há tudo isso em "Regras da Atração" e "Psicopata Americano".

O primeiro livro de Ellis, hoje com 46 anos, foi "Abaixo de Zero". Foi um livro que de certa maneira ajudou a definir a Geração X, termo que foi criado pelo escritor canadense Douglas Coupland no romance de mesmo nome, para classificar os filhos dos baby-boomers (este últimos, nascidos no pós-guerra, nos anos 1940, início dos anos 1950), gente mais ou menos bem de vida que não tinha contra o que lutar, a não ser o tédio (veja também o filme "Singles: Vida de Solteiro"). 

Bem, Ellis acaba de lançar a continuação de "Abaixo de Zero", "Imperial Bedrooms". Não li e confesso que não estou muito a fim. Primeiro porque "Lunar Park", o anterior de Ellis, que é uma das obras mais pretensiosas e ocas que já vi; segundo, porque escrever uma sequência de um livro é algo que me cheira a falta de ideias.

O "Guardian" aproveita para fazer uma pequena entrevista com Ellis. O escritor, por exemplo, relaciona o amor com sadismo e masoquismo; diz que não vivemos, não damos importância ao tátil, pois estamos em uma era em que tudo é digitalizado e a tecnologia nos impede de sentir; e não enxerga moralismos em seus livros, como em "Psicopata Americano" (ótimo livro; bom filme).

*****

Tô em uma fase Ariel Pink.

Vi na "Fader" que saiu um novo vídeo do Haunted Graffiti, banda formada pelo cara com outros três músicos. O vídeo é para "Mistaken Wedding".

Abaixo, um dos singles do disco do Haunted Graffiti, "Round and Round". 

Escrito por Thiago Ney às 16h18

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NY

Vou passar os próximos 45 dias em Nova York, e a temporada promete bons shows. Já na sexta passada fui ver o Weezer no Williamsburg Waterfront, um terreno na beira do East River, com um visual incrível da cidade (esse na foto acima). O mesmo lugar ainda vai receber bandas como Modest Mouse (que eu vou ver) e Primus + Gogol Bordelo (idem),  Belle & Sebastian e Pavement (esses dois já depois da minha volta).

 

O Weezer fez um bom show, com um repertório cheio de velhos sucessos, ainda que não tantos quanto na passagem pelo Brasil. Gostei de ouvir "Dope Nose" e "Keep Fishin" (essa, apenas um trecho, no meio da nova "Trippin' Down the Freeway", do fraco "Raditude"), duas que eu acho ótimas e que eles não tocaram em Curitiba; "Pork and Beans" e "Troublemaker" também são bem legais, das melhores da banda nos últimos anos (e que, por isso, também não estiveram no show brasileiro). Em compensação, não teve "In the Garage", "Photograph", "Don't Let Go" nem "The Good Life", que ajudaram a fazer um show histórico em Curitiba.

Já na hora da cover, a mistura de "Kids" com "Pokerface" ficou bem mais interessante do que a versão de "Big Me" em 2005.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 02h03

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Believe the hype

Não sei se acontece com vocês, mas às vezes eu ouço falar tanto (e tão bem) de um artista novo, cria-se um hype tão grande que me dá uma certa preguiça (pra não dizer antipatia) e eu acabo nem indo atrás pra ouvir e tirar uma opinião. É claro que essa postura é meio boba, porque às vezes o hype é justificado - quando você ouve, descobre que o tal artista realmente é bom pra caramba.

O caso mais recente desses a acontecer comigo foi a Tiê: logo que ela começou a despontar, antes mesmo de lançar o disco, o que eu mais ouvia era gente falando bem dela - muita gente que já a conhecia pessoalmente, por círculos de amizade etc. Foi o mesmo Carnaval de quando a Céu começou a despontar. Resultado: preguiça total, não fui atrás de ouvir nem uma música.

Aí eis que estou eu num voo de 10 horas de duração, sem maiores possibilidades de diversão além dos CDs que estavam disponíveis no sistema de som do avião - e um deles era o "Sweet Jardim", da Tiê. Comecei a ouvir e gostei de saída, e ouvi inteiro, e ouvi umas três ou quatro vezes na íntegra. Me pareceu uma Mallu Magalhães 15 anos mais experiente, e isso nem é uma crítica. É um disco muito, muito bom. "Quinto Andar", "Chá Verde" e "Stranger but mine" são realmente encantadoras. E cá estou eu me juntando ao hype em torno da moça (falta ver ao vivo, é claro).

Já da Céu eu não gostei mesmo (nem depois de ouvir).

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 00h56

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Calvin Harris em SP

Autor de "Merrymaking at My Place", o produtor e DJ escocês Calvin Harris fechou contrato para tocar na ex-rave hoje festival XXXPerience.

A XXXPerience rola em 14 de novembro, na fazenda Maeda (o mesmo local do SWU), em Itu, e terá quatro palcos.

Além do Calvin Harris (que fará DJ set, não show), o festival terá o alemão Paul Van Dyk.

Abaixo, "Flashback".

Escrito por Thiago Ney às 17h48

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Imagem do dia

                                                       Charles Gallay/France Presse

Latoya Jackson.

Escrito por Thiago Ney às 17h52

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PERFIL

Thiago Ney Thiago Ney, 36, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000.
Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.

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