Girl power - Avril é a mais vista do YouTube

A colega de Ilustrada Raquel Cozer foi quem me avisou: "Girlfriend", de Avril Lavigne, acabou de passar o já lendário "Evolution of Dance" como o vídeo mais visto de todos os tempos no YouTube (93.522.390 views and counting...).
O "Guardian" dá a dimensão do fenômeno: graças a essa visibilidade toda no YouTube, a loirinha faturou US$ 2 milhões, só com anúncios ligados ao vídeo de "Girlfriend" (e isso já tirando a parte da grana que cabe ao próprio YouTube). Isso tudo em um ano, desde que a gravadora dela botou o vídeo oficialmente no site.
Enquanto isso, boa parte da indústria ainda segue lamentando o dinheiro "perdido" com a internet e tentando combatê-la...
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h32
O morto-vivo que não volta pra tumba
Quem me explica a inacreditável (e inaceitável, inimaginável, intolerável etc.) resistência da música da década de 80 nos dias de hoje?
A primeira onda saudosista, ali pelo começo deste século, eu consigo entender. A mistura de saudosismo da infância/adolescência com a descoberta daquilo tudo por um público novo, que gerou festas como a Ploc e a Trash 80's, é algo de que se pode gostar ou não, mas que teve certa lógica (comercial, inclusive), como evento pontual.
Agora, às portas dos anos 2010, olha o que está chegando por aqui:
- Caixa com todos os discos do RPM, mais "remixes e raridades" e DVD com show da turnê "Rádio Pirata" e programas da Globo
- DVD "Pra Sempre Cazuza", com apresentações em programas da Globo e antecipando a caixa com todos os discos solos do cantor
- Coletânea (3 CDs) "Rock Brasil 25 anos", com "singles, remixes e raridades"
- "O Trovador Solitário", com as gravações de Renato Russo pré-Legião
- "Simony Superfantástica", com a inacreditável Simony regravando Balão Mágico
Quem é o público disso? E por quê?
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h20
MIA e Santogold juntas
Vocalistas que não se cansam de correr atrás de influências diversas, a anglo-cingalesa MIA e a norte-americana Santogold foram reunidas numa mesma faixa. A culpa é da dupla britânica Radioclit. Johan Karlberg and Etienne Tron começaram a ficar conhecidos alguns anos atrás, quando apresentavam um programa de rádio de Londres. Hoje são requisitados produtores; já remixaram Brodinski, Shit Disco e Bonde do Rolê. Nos seus sets encontra-se house, electro, grime, Baltimore club, funk e outras coisas que fazem rebolar. O fato é que o Radioclit chamou a MIA e a Santogold pra cantarem em "Get It Up". Só lembrando que MIA lançou "Kala", um dos mais criativos álbuns do ano passado, enquanto Santogold colocou nas lojas, há pouco, seu disco de estréia, homônimo. "Get It Up" tem um climão meio dark, com muita percussão pesada e um grave forte. Ouça aqui.
Escrito por Thiago Ney às 19h34
Rock e dance: cenas de um casamento
Chris Cornell, ex-Soundgarden, ex-Audioslave e uma das grandes vozes do rock dos anos 90, se une ao ultra-mega-hiper-pop-deu-pra-ti Timbaland e comete "Long Gone" - o título deve se referir a onde anda a qualidade na produção solo do rapaz. Uma versão completa da música está aqui, para os corajosos.
Em compensação, o também "tô em todas" Diplo se une à Santogold e faz bonito com o clássico "Guns of Brixton", do Clash, criando "Guns of Brooklyn" (não se assuste, não é a música que abre no MySpace, tem que selecionar ela na lista!) em clima dub, me lembrando da grande Sister Nancy.
Escrito por Thiago Ney às 14h29
Aqui e ali
Quinta-feira teve Conor Oberst no Studio SP. Como é legal ir num show de artista de médio porte, num lugar apropriado e com som decente... O Studio SP estava cheio, mas não lotado e, com um público que o venerava, Conor subiu ao palco vestindo blusa com capuz. Foi o primeiro show da turnê de seu novo disco, "Conor Oberst" (ele vai a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires e, depois, Europa e EUA). Mas a base do show foram as faixas do Bright Eyes, sua banda "oficial".
Conor é comumente comparado a Bob Dylan, provavelmente porque a raiz de suas composições é o cancioneiro folk americano. Mas, ao vivo, ele mostra um lado quase punk (ao dedilhar violão e guitarra com agressividade). Acompanhado por um baterista e por um (ótimo) tecladista (que também fazia intervenções com trumpete), Conor conduziu o show unindo a energia de sua guitarra e a amargura/doçura de certas canções. Em certo momento, quando fica sozinho com o violão, o ritmo cai bastante, e ele torna-se um cantor qualquer de folk. No bis, volta com a banda e, simpático, chama Stephanie Toth, a ex-cantora de 16 anos (agora ela tem 17) que fez o show de abertura, para um dueto. Uma noite excelente, com um dos mais criativos cantores do folk-rock americano.
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Não ouvi ainda o novo disco do Primal Scream, apenas a faixa "Love to Hurt (You Love to be Hurt)", que tem participação da Lovefoxxx (Cansei de Ser Sexy). É um Primal Scream bem mais promissor do que aquele do disco anterior, que tentava recriar, sem muito sucesso, um rock sujo baseado em guitarra. "Love to Hurt" tem uma base eletrônica de tom grave e as vozes de Bobby Gillespie e Lovefoxxx fazem belo contraponto, aparecendo quase sussurradas. Lembra o Primal Scream do dark "Vanishing Point".
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Remix do dia: "One Pure Tought", do Hot Chip, por Supermayer. Superpitcher + Michael Mayer passam longe do minimal chato; criam um clima alegre, com um grave que dá a cadência da faixa e com bem-vindas quebras de ritmo.
Escrito por Thiago Ney às 19h40
Leão por um dia, ou cordeiro a vida toda

Está na rede "Wild International", a primeira faixa do One Day as a Lion, o projeto solo de Zack de La Rocha, vocalista do Rage Against the Machine, com Jon Theodore, ex-baterista do Mars Volta, cujo disco foi mixado pelo brasileiro Mario Caldato Jr.
É boa a música, mas pede a pergunta: não é o tipo de coisa que de la Rocha poderia ter gravado no Rage?
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 23h10
Nneka - a nova Lauryn Hill?
A dica veio de Alcino Leite Neto, editor de Moda da Folha, editor do site Trópico e homem sempre bem informado:
"Vocês já deram matéria sobre a Nneka, cantora nigeriana que estuda antropologia em Hamburgo e está sendo considerada a nova Lauryn Hill? Ela é ótima, e mais divertida que a Hill, achei."
De fato, Nneka tem um visual bacana e uma voz idem; seu "Victim of Truth" (2006) foi considerado pelo britânico "Sunday Times" "tão bom quanto 'The Miseducation of Lauryn Hill'" e seu novo álbum, "No Longer at Ease", saiu no fim de abril. É uma moça a ser escutada com atenção - eu, sinceramente, não conhecia, mas gostei do que ouvi. Abaixo, uma amostra do talento de Nneka:
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h32
Os grandes discos perdidos


Conhece a capa (e contracapa) aí de cima? São do lendário "Verses", o disco perdido dos Beatles, gravado secretamente em 1975, a partir de uma aposta/brincadeira do quarteto: a de que George e Ringo formariam uma dupla de compositores ainda melhor do que Lennon & McCartney; para tirar a dúvida, cada uma das duplas compôs meia dúzia de canções e dividiram os dois lados do disco.
Ok, na verdade isso não aconteceu (daí o "lendário"). "Verses" faz parte de um projeto/exibição sensacional, "Lost Masters", do artista Max Lowry - que escreveu um texto no "Observer Music Monthly" deste mês mostrando sua idéia.
"Centrada no conceito de 9 álbums 'perdidos' de alguns dos maiores nomes da história da música popular, incluindo os Beatles, Elvis Presley, Madonna, Prince e Jimi Hendrix, 'Lost Masters' apresenta uma ilusão divertida e intrigante, um momento do tipo 'e se isso realmente aconteceu?'. É um ambiente em que colaborações imaginárias entre alguns dos artistas mais amados do mundo ganham vida."
Se você não vai poder passar na Selfridges em Londres para conferir a brincadeira ao vivo, pode pelo menos juntar-se a ela no site, que permite que você crie sua própria obra-prima perdida (e, aparentemente, vai haver um concurso em algum momento).
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h21
Quincy Jones, o Barack Obama da música
Por Marcelo Ninio, correspondente da Folha em Genebra
Enviado especial a Montreux
Quincy Jones anda se aconselhando com seu velho amigo Gilberto Gil. O assunto não é música mas política: o premiado produtor musical norte-americano está obcecado com a idéia de criar um Ministério da Cultura em seu país.
"Parece inacreditável, mas os Estados Unidos não têm um", diz Jones, sentado à vontade num sofá de couro ao lado do criador e diretor do Festival de Jazz de Montreux, Claude Nobs. "Espero que com Barack Obama isso mude. Os americanos estão crescendo sem conhecer sua história cultural".
O encontro entre Jones e Gil aconteceu no último sábado, nos bastidores da tradicional noite brasileira do Festival de Jazz de Montreux. Além do músico baiano a noite teve apresentações de Mart’nália e Elba Ramalho. Para Quincy Jones, foi uma chance de aprender algumas lições com o músico-ministro brasileiro. "Gil tem muito a ensinar, nas duas áreas", disse Jones à Folha, emendando com sotaque carregado: "Beleza pura".
Grande homenageado deste ano em Montreux, Jones recebeu ontem um tributo a seus 75 anos num megashow com a participação de mais de 30 estrelas da música que já trabalharam com ele, do pianista Herbie Hancock ao cantor Al Jarreau. Do Brasil só havia o percussionista Paulinho da Costa, mas Jones garante que a influência do país é fundamental em seu trabalho.
"A música brasileira é como uma dose diária de Ômega 3", brinca Jones, que cita Jorge Ben, Chico Buarque, Milton Nascimento e Elis Regina entre os artistas que nunca deixa de ouvir. O músico e arranjador americano está produzindo um documentário em parceria com Gil sobre o Carnaval brasileiro, chamado "Soul Brazil". É apenas um dos muitos projetos aos quais ele está se dedicando no momento.
"Estou fazendo nove filmes e três discos, e continuo me divertindo muito", diz Jones. Entre seus projetos está o CD do ator Joe Pesci, que ficou conhecido no cinema por papéis violentos em filmes sobre a máfia. "Ele é um cantor de jazz extraordinário. As pessoas vão ficar de boca aberta."
Mesmo com tanto trabalho na área musical, Jones afirma que sua prioridade é promover a idéia de que os Estados Unidos precisam de uma secretaria (ministério) da Cultura. "Está no topo de minhas prioridades no momento. Os jovens de hoje não sabem quem foi Duke Ellington e Charlie Parker", reclama Jones, que fez arranjos para os dois ícones do jazz americano no início de sua carreira. "Precisamos de uma secretaria das Artes, que também envolva o sistema escolar público".
Os EUA não têm um Ministério da Cultura, mas um conselho rotativo, o National Endowment for the Arts, constituído por artistas e intelectuais. Indagado se gostaria de seguir os passos do amigo brasileiro e se tornar ministro caso a pasta da Cultura seja criada nos EUA, Jones solta uma gargalhada. "Não sou candidato a nada, mas certamente quero estar associado ao projeto".
Jones pretende conversar sobre o assunto com Barack Obama, e vê boas chances de o projeto ser aceito caso o candidato democrata à Casa Branca vença as eleições de novembro. E solta mais uma gargalhada quando é chamado de "Obama da música", por ser considerado uma ponte entre a América branca e a negra, assim como o político democrata. "É um grande elogio", afirma.
Produtor do lendário disco "Thriller", que alçou Michael Jackson ao status de ícone pop em escala planetária, Jones afasta os rumores de que voltará a trabalhar com o cantor, mas diz que não pretende diminuir o ritmo de trabalho. "A aposentadoria não está em meus planos", diz o septuagenário produtor, ganhador de 27 Grammys. "Ainda tenho muito a fazer."
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h10
Imagem do dia
Em homenagem ao Anima Mundi, que começa hoje no Rio (e vem pra São Paulo dia 23/7), um encontro da Aardman com a Hanna Barbera. E, no festival, não percam "Princess"!
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h59
Revista de HQ grátis - "Subversos"
Não li ainda esta nova revista de quadrinhos, "Subversos", mas o projeto soa bem interessante: "A revista é p/b, 48 páginas e tem como temática única o Cotidiano Urbano. Conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo, por isso conseguiremos distribui-la gratuitamente em diversos pontos da cidade", me disse o editor, Alexandre Ferrerira.
No blog da revista descobre-se que serão mais de 2.000 exemplares distribuídos gratuitamente e que os autores participantes foram selecionados num concurso aberto. O lançamento é hoje (sexta, 11/7), na HQ Mix.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h43
Tim confirma MGMT, Paul Weller e Gogol Bordello
Email do povo do Tim que acabou de chegar:
Rio de Janeiro, 09 de julho de 2008 – Os grupos norte-americanos Gogol Bordello, MGMT e The National, a renomada compositora e pianista de jazz Carla Bley, a revelação do jazz Esperanza Spalding e um dos papas do britpop, o cantor, compositor e instrumentista Paul Weller são as novas atrações confirmadas para o TIM Festival 2008. Com estes, já somam dez os nomes fechados para a edição deste ano. Os anteriores foram a lenda-viva do sax tenor Sonny Rollins, a cantora de jazz Stacey Kent e as bandas indie Klaxons e The Gossip, da vocalista Beth Ditto.
Surgida
Originalmente conhecido como The Management, a banda indie nova-iorquina MGMT, formada pela dupla Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, aposta em sonoridades retrô como o pop-psicodélico, eletro-rock e dance music. Criado no final de 2001 pelos então colegas da universidade Wesleyan, em Connecticut, o duo chamou a atenção do público e da crítica a partir das muitas turnês realizadas para o lançamento do EP Time to pretend, em 2005, em que abriam shows para o grupo Of Montreal. Dois anos depois lançaram o primeiro álbum, Oracular Spectacular, que chegou à décima-segunda posição nas paradas britânicas e ao primeiro lugar na parada Top Hearseekers da Billboard, onde aparecem os artistas emergentes.
Também nova-iorquino, o grupo The National é liderado pelo barítono Matt Berninger. A banda de indie-rock criada em 1999 conta ainda com dois pares de irmãos: Aaron (baixo) e Bryce Dressner (guitarra) e Bryan (bateria) e Scott Devendorf (guitarra). Em 2001, lançaram o primeiro disco, que levava o nome do grupo. Seguiram-se Sad songs for dirty lovers, em 2003, e os EPs Cherry tree, em 2004, e Alligator, em 2005. No ano passado, lançaram Boxer, puxado pelas faixas Fake empire, Slow show e Mistaken for Strangers.
Do outro lado dos EUA vem a pianista de jazz Carla Bley. Aos 72 anos, a compositora e instrumentista californiana é uma referência dentro do estilo. Ganhadora de diversos prêmios e honrarias, como o Oscar du Disque de Jazz, o Guggenheim Fellowship, o Prix Jazz Moderne (conferido pela Academia Francesa de Jazz) e eleita melhor compositora pela renomada revista Downbeat, Carla foi ainda figura importante e pioneira no desenvolvimento de selos independentes, dirigidos pelos próprios artistas. Entre os diversos músicos com quem trabalhou estão Charlie Haden, Phil Woods, Jack Bruce, George Russel, Art Farmer, Robert Wyatt e Nick Mason, baterista do Pink Floyd. Nascida Carla Borg, começou a estudar piano ainda criança, com o próprio pai, Emil Borg. Adolescente, mudou-se para Nova Iorque, onde conheceu o também pianista Paul Bley, com quem teve um breve casamento. Depois de passar um período na Califórnia natal, retorna novamente a Nova Iorque e conhece o compositor Michael Mantler, com quem mais tarde se casa e forma o grupo The Jazz Composer’s Orchestra. Com ele tem, em 1966, sua única filha, Karen. Com letras de Paul Haines, lança em 1971 uma de suas mais importantes obras, a operística Escalator over the hill, vencedora do Oscar du Disque. Seu mais recente trabalho, The Last Chords find Paolo Fresu, lançado em 2007, é o seu 27º álbum.
Em turnê mundial de lançamento de seu segundo disco, Esperanza, a compositora, cantora e contra-baixista norte-americana Esperanza Spalding, de apenas 23 anos, chega ao Brasil em outubro trazendo sua mistura de jazz tradicional com soul, pop e world music. Da infância em Portland, Oregon, aos estudos na Berklee College of Music, sua história é pontuada pela precocidade. Tocou violino clássico dos 5 aos 15 anos em uma orquestra de câmera de sua cidade natal até começar a flertar com ritmos populares como rap, r&b, rock e soul. Atravessou o país de costa a costa até Boston, onde ingressou na conceituada Berklee com apenas 16 anos de idade. Após quatro anos de estudos, tornou-se a mais jovem professora da história da escola. Ainda em 2005, lançou seu álbum de estréia, Junjo. Antes mesmo de se formar, participou de turnês ou gravou com grandes nomes da música como Joe Lovano, Pat Metheny, Stanley Clarke e Patti Austin. Fã entusiasta da música brasileira, Esperanza reservou nada menos que as faixas de abertura e fechamento do disco respectivamente para Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant) e Samba em prelúdio (Baden Powell / Vinicius de Moraes), ambas cantadas
Compositor, cantor e multi-instrumentista (guitarra, piano, baixo e violoncelo), o inglês Paul Weller é um dos principais nomes da música pop britânica. Em meados da década de 70, em plena eclosão do movimento punk capitaneado por The Clash e Sex Pistols, Paul liderou uma das bandas pop mais influentes dos anos 80: The Jam (1976-1982). Mais tarde, entre 1983 e 1989, formou a igualmente bem-sucedida Style Council, um duo com o pianista e compositor Mick Talbot. Com o The Jam, atingiu o topo das paradas em 1980, com o single Going Underground. Seguiram-se outros primeiros lugares com Start! e com Town called Malice, canção que anos depois conseguiu renovada repercussão ao integrar a trilha de Billy Elliot (2001). O sucesso avassalador na Grã-Bretanha levou o grupo a emplacar duas músicas (Town called Malice e Precious) na mesma edição do programa da BBC Top of the Pops, feito até aquele momento só alcançado pelos Beatles. O último single antes do término da banda, Beat surrender, chegou ao primeiro lugar da parada britânica na primeira semana de lançamento, fato raro para a época. Os shows de despedida lotaram todas as noites o Wembley Arena e depois o Brighton Centre, em dezembro de 1982. Com letras quase sempre politizadas, assim como o The Jam, o Style Council se engajou em diversos movimentos, apresentando-se em grandes eventos beneficentes como Live Aid, no estádio de Wembley, em 1985, e integrando a Band Aid, formada por estrelas da época para gravar a canção Do They Know it’s Christmas?. O grupo emplacou hits, inclusive nos EUA e Austrália,
Agendado mais uma vez para a segunda quinzena de outubro, o TIM Festival acontece este ano nos mesmos locais do ano passado tanto no Rio de Janeiro como em Vitória – a Marina da Glória e o Teatro UFES, respectivamente. Já
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h58
Novos e de graça: Rappa, Carla Bruni, Mogwai
- "Monstro Invisível", primeiro single do próximo CD do Rappa, que sai em agosto
- "Comme si de Rien N'Était", o novo CD da primeira-dama francesa, Carla Bruni
- "The Sun Smells Too Loud", primeiro single do próximo CD do Mogwai
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h47
Mash up de festas!

Noitada terça-feira, coisa de profissional - um dos motivos por que eu gosto de São Paulo (e de Londres). Alexandre Matias, amigo da casa, manda chamar:
Gente Bonita + Popscene @ Glória
Mashup de festas!
DJs: Luciano Kalatalo & Alexandre Matias (Gente Bonita Clima de
Paquera), Flávia Durante & Hector Lima (Popscene), Marcelo Fubah,
Pomada e Fabrício Miranda (Funhell) e Miss Má
Terça, dia 8 de julho de 2008
23h59
Local: Rua 13 de Maio, 830 - Bela Vista
Preço: R$ 25 (porta) ou R$ 10 (se cadastrando na lista de descontos)
Possui serviço de valet: R$ 12,00
Capacidade: 500 pessoas
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h29
Terror, Babe, Terror
Sobre sua vida pessoal, sabe-se que o nome é Claudio, que ele tem 28 anos e que mora a quatro quadras do parque Antarctica, o estádio do Palmeiras, em Perdizes (São Paulo). Há pouco tempo, passou a ser conhecido fora do país, sob o nome Babe, Terror. A dica veio do Dago, que topou com Babe, Terror pelo site do Sasha Frere-Jones, da revista "New Yorker". O fato é que Frere-Jones usou o Animal Collective como parâmetro para descrever a música do Babe, Terror. Ou seja: sons construídos de forma aparentemente descontínua, longe do padrão pop estrofe-refrão. Babe, Terror usa elementos diversos (pequenos barulhos, efeitos, palmas, batuques em mesa etc) para compor suas canções, que são ao mesmo tempo lo-fi e ricas em detalhes. Após sair no Sasha Frere-Jones, o músico ganhou menção no Pitchfork, que colocou link para o "hit" "Nasa Goodbye".
No My Space, além de "Nasa Goodbye", há outras três canções do "Animal Collective de Perdizes".
Escrito por Thiago Ney às 22h46


