Ilustrada no Pop

 

 

Até mais!

Galera, por total falta de mão de obra dos blogueiros, estamos fechando o Ilustrada no Pop.

O blog surgiu em 2007, como uma ideia do Thiago Ney (aprovada pelo Marcos Augusto Gonçalves, então editor da Ilustrada), na qual eu fui "convidado" a entrar absolutamente de gaiato - eu já achava, naquela época, que não teria tempo para cuidar das minhas funções no jornal e de um blog simultaneamente (já que blog exige atualização constante). Também achava que não tinha muito sentido participar de um blog com  o Thiago, porque nossos gostos pra música (e nosso estilo de texto e de cobertura de eventos) eram bastante diferentes. Mas o Ney, com seu típico jeito "vai, Marco Aurélio", disse que ia dar certo, que a ideia era fazer algo misturado mesmo, ter uma parte de música nacional (MPB, por exemplo) que jamais apareceria aqui se fosse só ele, fora quadrinhos etc.

E assim fomos. Só que o blog, e eu já escrevi isso mais de uma vez aqui, sempre foi um subproduto do nosso trabalho para o jornal impresso - nossa função primordial era escrever para o jornal; no tempo que sobrava, escrevíamos pra cá. Nem sempre sobrava tempo, por isso o blog passava algumas fases com atualização precária. Em outras fases, ao contrário, postávamos freneticamente, especialmente quando tinha coberturas de festivais e de confusões com vendas de ingressos para shows. Uma coisa que nunca mudou foi que sempre tratamos os posts e a função de blogueiros com seriedade - não fazíamos um trabalho meia boca só pra preencher espaço, fazíamos à vera e com gosto. Certamente muitos posts não agradaram, mas aí a culpa é ou de pontos de vista conflitantes ou da competência dos autores mesmo.

Em 2010, esse cenário de trabalhos paralelos para o blog e o jornal chegou a um ponto sem volta: eu virei editor de Fotografia da Folha e, nessa função, além de não ter nenhum tempo para escrever aqui (nem no jornal, na verdade), não tenho tempo nem para me informar sobre o mundo pop a ponto de ter o que postar. Minha participação aqui foi a zero desde que mudei de cargo (só voltei a postar durante minhas férias em NY), o que me levou até a tirar a ficha do meu perfil. O Thiago vinha tocando o blog praticamente sozinho. E, agora, o Thiago também passou por uma mudança de carreira: saiu da Folha. Ou seja, nenhum dos dois vai poder tocar o blog e, por isso, ele se encerra aqui (eu nem consegui acabar o último post, que é esse do Scott Pilgrim abaixo, que eu já tô pra terminar há mais de uma semana).

Posso dizer que fazer este blog foi muito mais prazeroso do que eu poderia imaginar. Eu esperava muitos comentários que fossem ou inúteis ou impublicáveis e a verdade é que, olhando pra trás, acho que esse tipo de participação foi minoria. Fomos criticados inúmeras vezes e nunca censuramos isso (a menos, é claro, que tivessem palavrões), não só porque muitas vezes as críticas eram corretas e construtivas (a gente erra, certo?) mas também porque sempre levamos fé que é debatendo, levando em conta pontos de vista diferentes, que a gente aprende mais. Acima de tudo, sempre tivemos uma maioria de leitores regulares inteligentes, que sabem escrever, argumentar, que são bem informados. E lidar com gente boa, trocar ideia com gente que sabe fazer isso, é sempre um prazer.

Então, por isso tudo, só posso agradecer a vocês, que leram, participaram, criticaram, apoiaram. Vocês fizeram essa experiência valer a pena, e espero que nós tenhamos feito as visitas de vocês valerem também.

Eu sigo na Folha, Thiagão segue por aí, facilmente localizável (ele não me deu maiores detalhes da saída e do futuro dele, o traíra), e a gente se esbarra com vocês na noite, nos shows, na vida.

Abraços,

Marco

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h02

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Scott Pilgrim

Você, indie, que nunca se interessou por quadrinhos (HQ é mais coisa de nerd, não?), pode investir tempo e dinheiro sem medo em "Scott Pilgrim",  uma série absolutamente sensacional e totalmente indie, escrita pelo canadense Bryan Lee O'Malley, 31, "cartunista e músico ocasional".

As referências musicais indies já começam no título da série, que foi tirado de uma música da banda canadense Plumtree. Ao longo das histórias, o herói e seus amigos aparecem com camisetas de bandas como Shins e Smashing Pumpkins (cujas iniciais são as mesmas do protagonista), além de conversarem muito sobre música e fazerem música também (há inclusive partituras para as canções que a banda punk de Scott, Sex Bob-omb, compõe).

Além da música, as referências a games (especialmente os dos anos 90) aparecem aos montes

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 22h16

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Belle and Sebastian

Boas, muito boas, as duas músicas novas ("I Want the World to Stop" e "I Didn't See It Coming") que o Belle & Sebastian está soltando nesse videozão promocional abaixo, que é meio doc, meio apresentação ao vivo.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h14

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Bigmouth strikes again

Esse é o título, meio inescapável, para uma entrevista com Morrissey, no "Guardian", na qual ele diz, a certa altura, que os chineses são uma "subespécie" por conta dos maus tratos aos animais:

"Did you see the thing on the news about their treatment of animals and animal welfare? Absolutely horrific. You can't help but feel that the Chinese are a subspecies."

O próprio jornal inglês já disparou a polêmica por conta da frase.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h05

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Calipso!

Voltando de NY, 10 horas dentro de um avião sem conseguir dormir, só Tim Burton salva - tinha vários filmes dele na programação do voo e eu aproveitei pra assistir a dois que não via há décadas: "Edward Mãos-de-Tesoura" e "Beetlejuice". Nesse último, nem lembrava de como é boa a trilha sonora, basicamente só com músicas do "rei do calipso", Harry Belafonte.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 23h39

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45 dias em Nova York

Weezer, The National, Rufus Wainwright, Primus, Gogol Bordello, Smashing Pumpkins, Almaz (Seu Jorge), Flaming Lips, Wavves, Dead Weather, Strawberry Fields, Arcade Fire, Spoon, Mighty Mighty Bosstones, USA x Brazil, Scissor Sisters, Devendra Banhart, "Million Dollar Quartet" e Lollapalooza (em Chicago).

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 23h34

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Creamfields (e férias)

Devido às minhas férias, este blog terá poucas atualizações nos próximos dias.

Neste final de semana estará (espero) muito movimentado porque estarei em Liverpool, para cobrir o Creamfields, festival enorme dedicado à eletrônica e que terá, em suas várias tendas, no sábado e no domingo, gente como Erol Alkan, Richie Hawtin, Calvin Harris, Audio Bullys, Crookers, Tiga, Switch, Major Lazer e vários de dubstep, como Benga, Rusko, Caspa etc.

Não sei se já escrevi aqui, mas o Creamfields terá uma edição brasileira em janeiro (provavelmente no penúltimo fim de semana do mês), em Florianópolis.

Escrito por Thiago Ney às 14h12

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Música do ano?

Sério. Se não for a música do ano, está entre elas.

"Fuck You", Cee Lo Green.

Escrito por Thiago Ney às 17h30

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"Aqua" profunda

O Angra acaba de lançar um disco.

O nome do objeto é "Aqua".

Abaixo, divido com você alguns trechos do release.

"...Desta vez os músicos estavam completamente inspirados. O sentimento de banda, de companheirismo e de, efetivamente, mostrar aquela velha gana e atitude positiva voltaram com força total."

"O design da capa e arte do CD foi criado pelo (...), com supervisão (...), que transmitiram o conceito das letras, que têm o elemento água como tema central. 'A Tempestade', última peça escrita pelo poeta inglês Shakespeare, revela uma história de dor e reconciliação que serviu de base para a criação deste conceito e o título. O termo em latim 'Aqua' engloba as variáveis deste elemento da natureza, já que a água pode representar a fúria das marés e das tempestades, bem como o perdão e a sabedoria nos momentos de calmaria."

"O enredo da história criada pelo Angra se desenrola após uma grande tempestade, que aconteceu na costa de uma ilha e, enquanto as águas turvas rodeiam um navio, sua tripulação luta com todas as forças para não ser abatida. A partir desse ponto, a banda desenvolveu uma narrativa que irá prender a atenção dos ouvintes. Todos sabem, quando o Angra some e trabalha com serenidade, vem com um trabalho marcante. 'Somos da mesma substância que os sonhos'."

É isso.

Escrito por Thiago Ney às 17h12

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Festival terá Janelle e Mayer

A movimentada temporada de shows e festivais no Brasil neste segundo semestre terá continuidade no início do ano que vem.

Mayer Hawthorne e Janelle Monáe (sim, Janelle Monáe!) já fecharam contrato para se apresentarem em um festival que será montado em três cidades brasileiras em janeiro de 2011.

Amy Winehouse também deve vir na mesma época (começo do ano que vem). Será que é para o mesmo festival?

Escrito por Thiago Ney às 16h51

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Mars Volta no SWU

O Mars Volta, banda de Omar Rodriguez-López e Cedric Bixler Zavala, estará no SWU.

Eles tocarão na primeira noite do evento, que terá também Rage Against the Machine, Mutantes, Marky, Twelves entre outros.

Na segunda noite estarão Dave Matthews Band, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime, Capital Inicial, Jota Quest.

E, na terceira, Linkin Park, Incubus, Pixies, Avenged Sevenfold, Cavalera Conspiracy, Yo La Tengo, Erol Alkan, Gui Boratto, Anderson Noise, entre outros.

SWU, se você não sabe, acontece entre 9 e 11 de outubro, em uma fazenda em Itu (interior de SP).

Escrito por Thiago Ney às 16h41

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Imagens do dia

                                                    Balazs Mohai/Associated Press

John Lydon, em show do PIL no festival Sziget, na Hungria

                                  Bryan Bedder/France Presse

Rihanna em show no Madison Square Garden (NY)

Escrito por Thiago Ney às 11h36

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Melhores e piores voltas

O "Independent" fez duas listas com as melhores e piores voltas da música. Duas coisas que nunca saem de moda no pop: voltas e listas.

Listas são sempre divertidas, mesmo não concordando com elas. Entre as piores voltas, por exemplo, eles colocaram a do Limp Bizkit, que, convenhamos, não teria como fazer uma volta minimamente digna.

As melhores voltas

1. Blur
2. Elvis Presley
3. Take That
4. Brian Wilson
5. Johnny Cash
6. Green Day
7. Bob Dylan
8. New York Dolls
9. Leonard Cohen
10. The Eagles


As piores voltas

1. East 17
2. Sex Pistols
3. Van Halen
4. The Doors
5. Britney Spears
6. Mötley Crüe
7. All Saints
8. The Smashing Pumpkins
9. Velvet Underground
10. Limp Bizkit

Faltou alguém? Jesus & Mary Chain? Pavement? Soundgarden? Gang of Four? Los Hermanos? Queen?

Escrito por Thiago Ney às 18h07

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Gold Panda vem aí

O Fourfest, evento que vai trazer o excelente Caribou ao clube Clash, em São Paulo, em 27 de outubro, terá outra atração gringa.

É o inglês Gold Panda, projeto de um londrino de 29 anos.

Uma referência básica do Gold Panda é o Four Tet (que, inclusive, foi sondado para vir para o Fourfest). Ele remixou Bloc Party e Little Boots, entre outros.

Até 20 de setembro, o ingresso para o mini-festival custa R$ 70. Dá pra comprar por aqui.

Abaixo, o vídeo do Gold Panda para "Back Home".

Escrito por Thiago Ney às 16h25

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Lolla 2010 em pílulas - 2

  • Os mais subestimados pela organização do festival: The xx, tocando no quarto maior palco do festival e nitidamente precisando de algo maior para acomodar a multidão que queria vê-los; Edward Sharpe & The Magnetic Zeros, tocando num palco ainda menor do que o do xx e fazendo com que várias pessoas se espremessem e chegassem a subir em árvores para assitir, era outro que encheria palco maior.

  • Os superestimados: Jimmy Cliff tocou no mesmo palco que o xx e não chamou nem metade do público deste; aliás, a escalação do velho reggaeiro também leva o Troféu Roberto Medina de Escalação de Festival, porque ele ainda por cima tocou imediatamente antes do Strokes (ou seja, horário nobre), na mesma área; outro que recebeu palco muito maior do que o que merecia foi o X Japan, que, sabe-se lá como, tocou no maior palco disponível.

  • O X Japan também leva o troféu De Onde Menos se Espera É que Não Sai Nada Mesmo: o que você esperaria de uma banda japonesa de hair-metal farofa para fãs de mangá e anime?

  • Merecia melhor sorte: Nneka, a Lauryn Hill da Nigéria, tocou no palco principal, mas ao meio-dia de domingo, debaixo de chuva. Resultado: ninguém viu (foi, de longe, o show a que eu assisti mais de perto, no main stage). Uma pena, porque foi um show ótimo, em que ela não se importou com as condições adversas e mandou ver. O pequeno público se sentiu privilegiado, num grande show particular.

  • Da série "Como é que eu nunca tinha ouvido antes?": além da Nneka (que foi inclusive capa da Ilustrada, deu entrevista pra Adriana Ferreira), que é ótima, Edward Sharpe & The Magnetic Zeros. O vocalista (que também canta no Ima Robot e não se chama Edward Sharpe, aliás) é daqueles em que você bate o olho e pensa: "Pô, já dei um trocado pra esse cara na rua", no melhor estilo hippie-mendigo. A banda é daquele gênero "sempre cabe mais um", tipo o I'm From Barcelona. E o som é um pop-folk animado, com destaque para o hit "Home", que aparentemente só eu não conhecia entre toda a plateia. O refrão é fofura total: "Home/ let me come home/ Home is wherever I'm with you".

  • Falando em fofura, a cena "cute" do festival, vista várias vezes: bebês curtindo os shows com fones de ouvido gigantes como proteção

  • Camiseta mais indie: "I like bands that don't even exist yet"

  • Sabe quando você gosta de umas três músicas de uma banda e vai assistir ao show torcendo para gostar de mais? Fui eu indo ver o Blitzen Trapper. Infelizmente, só gostei mesmo das que eu já conhecia, "Furr" e "Wild Mountain Nation". Pior só quando a banda não toca nem a única que você conhece/gosta - meu caso com o Frightened Rabbit (que não tocou "The Twist")

  • Da série "Não acredito que eu não vi": sem dúvida nenhuma o momento mais surpreendente do festival foi o crowdsurfing da Lady Gaga durante sua participação-surpresa no show do desconhecido (mas amigões dela) Semi-Precious Weapons (e põe semi-precious nisso). Eu estava passando exatamente ao lado do palco em que esse show estava rolando (sem ter visão dele, no entanto), a caminho do New Pornographers, e ouvi claramente o vocalista fazer um discurso sobre como a Lady Gaga era o máximo, como patrocinava o rock etc. e tal. Só que nada no discurso permitia supor que a própria Gaga estava ali no palco, e prestes a se jogar na massa. Então ouvi e passei batido. Perdi.

  • Falando em Lady Gaga, dei um rápido confere na mocinha que estava sendo vendida como "a nova sensação da dance music, o próximo fenômeno tipo Kei$ha e Gaga", a inglesa Neon Hitch, que nem lançou disco ainda, mas já morou com a Amy Winehouse e tem o mesmo produtor da Kei$ha. É animadinha, uma dance music com percussão ao vivo, mas só peguei duas músicas (sendo uma delas uma cover de "Seven Nation Army"), então não consigo dizer o quanto tem de hype e o quanto pode virar algo grande. A ver.

  • Momento "Não é só no Brasil": som baixo para o Green Day, principal atração do sábado; revista na entrada tomando filtros solares (sob um sol escaldante), repelentes (num parque cheio de mosquitos) e garrafas de água (pelo menos não tentaram faturar à custa da saúde do público e colocaram bebedouros gratuitos lá dentro)

  • Momento "É só no Brasil": festival barrar menor por causa da venda de bebida alcoólica. Checa a identidade de quem quer beber, dá uma pulserinha para os que podem e vamos lá. Não vi problemas nesse esquema.

  • O livrinho com a programação do festival, distribuído gratuitamente e em farta quantidade, era sensacional: formato pocket, 128 págs., mapa + cronograma dos shows destacável, ficha de cada banda, dicas e ainda um cartão do iTunes que dá direito a baixar 40 músicas de artistas que tocaram no festival; aliás, não usei o meu código, se alguém se interessar, deixa um recado (e o e-mail) aí nos comentários.  

  • Ideia a ser copiada: app gratuito para celulares com mapa da área do festival, lista de todos os shows (mais biografias dos artistas), palcos e horários, mais a possibilidade de fazer um cronograma dos shows a que você quer assistir, dia a dia, hora a hora; e um simulador de chama de isqueiro, para o indefectível momento de levantar o celular na hora da balada.

  • Ideia a nunca ser copiada: shows de artistas badalados (principalmente os que atraem público semelhante) concorrendo entre si no mesmo horário; dentro da cultura americana, faz sentido; no Brasil, não.

 

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 06h14

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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