Ilustrada no Pop

 

 

A Donzela volta a 1985

Enquanto a temporada de malhar o Tim continua, interrompemos nossas transmissões para informar que foi confirmado o show do Iron Maiden no mesmíssimo Anhembi (e também num domingo), em São Paulo, dia 2 de março de 2008. A banda também vai tocar no Gigantinho, em Porto Alegre, dia 5 de março.

A boa notícia é que, segundo a divulgação, essa turnê ("Somewhere Back in Time World Tour 2008") vai ser uma volta ao passado, unindo os cenários e os set lists da histórica "World Slavery Tour", de 1984/85 (a do "Powerslave", que passou pelo primeiro Rock in Rio e gerou o clássico "Live After Death") e da subseqüente "Somewhere on Tour" (1986/87).

Sinceramente, não tem nem erro, é só repetir o set list do "Live After Death" (o completo, digo, álbum duplo) e tacar "Heaven Can Wait", que é a melhor do "Somewhere in Time":

  1. "Intro: Churchill's Speech
  2. "Aces High"
  3. "2 Minutes to Midnight"
  4. "The Trooper
  5. "Revelations
  6. "Flight of Icarus
  7. "Rime of the Ancient Mariner
  8. "Powerslave"
  9. "The Number of the Beast
  10. "Hallowed Be Thy Name
  11. "Iron Maiden"
  12. "Run to the Hills"
  13. "Running Free"
  14. "Wrathchild" 
  15. "22 Acacia Avenue
  16. "Children of the Damned" 
  17. "Die With Your Boots On
  18. "Phantom of the Opera

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h11

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Tim Festival - você reclama

Muita gente tem reclamado do Tim Festival, não apenas dos atrasos dos shows, mas também de falhas estruturais. Separei dois e-mails que resumem a indignação de quem foi ao evento paulistano. Esses e-mails foram enviados à organização do festival, para que justificassem o ocorrido. Segue abaixo as duas reclamações e a resposta dos organizadores do Tim Festival.

Ariadne Natal

Escrevo para reportar a (des)organização ABSURDA, EXTORSIVA e IRRESPONSÁVEL do Tim Festival!
Pensando friamente, um festival que foi das 18h30 até as 5h (10h30 de shows, com muitos atrasos), no qual você não podia entrar com comida ou líquidos próprios, a água custava R$ 20 o litro (R$ 5 - 250ml), a única opção de comida custava R$ 15 e para completar, ambos acabaram muito cedo (a água antes das 2h), deixando milhares de pessoas que estavam em pé e apertadas em um ambiente de alta temperatura, desidratadas. É uma tremenda irresponsabilidade, é uma questão de saúde pública!!!
Para completar, no final do show o pessoal do Piola fechou o bar e se recusou a devolver o dinheiro de quem tinha comprado as fichas a preço de ouro, e ainda ficaram tirando sarro de quem tentou trocar. Eu fiquei tão indignada que tentei chamar a polícia. Sim, havia alguns policiais militares e eles me levaram até um posto da polícia civil, no backstage, para fazer uma ocorrência, mas já estava fechado. Se eu tivesse de carro e não de taxi eu juro que teria ido até o DP da Casa Verde fazer a ocorrência (esse seria o procedimento padrão), mas considerando o meu estado físico, psicológico e financeiro, não consegui.
Voltei lá no bar e disse que ia escrever pro "Guia da Folha" ... O meu dinheiro apareceu na hora!!!
Ainda que na base da ameaça e com o uso das "palavras chaves" o meu dinheiro tenha voltado, muitas outras pessoas foram lesadas de acordo com o código de defesa do consumidor. Sei que o restaurante é muito conceituado e tem filiais no mundo inteiro, é uma pena que não consigam crescer com a mesma qualidade, chegando a esse ponto e deixando uma imagem criminosa.
O Tim Festival, como contratador do serviço, também tem uma imensa parcela de responsabilidade. Pelo atendimento da empresa contratada por eles e pelos atrasos dos shows e falhas no som. O serviço prestado pela foi absurdo, uma falta de respeito imensa, pela bagatela de R$ 200!

Maria Andrade, jornalista

Gostaria de registrar minha indignação a respeito de uma série de graves falhas na organização do TIM Festival em São Paulo.
Estive nas últimas duas edições do TIM no Rio de Janeiro (cobrindo o evento em uma delas e, na outra, como público) e só tinha elogios a fazer ao festival. Depois da noite de ontem, em São Paulo,  me pergunto por que é tão grande o descuido com a versão paulistana. Imagino que a TIM já tenha conquistado uma grande clientela na cidade, senão, estou certa, a empresa não teria a empáfia de tratar tão mal seus consumidores.
1. Apesar de duras críticas do público e da imprensa a respeito da má qualidade do som no Anhembi nos anos anteriores - e a despeito dos ingressos caros - a produção do evento mais uma vez não dispensou atenção suficiente para a questão. Quando o público já estava empolgado com o show do Hot Chip, a apresentação foi interrompida por cerca de 15 minutos, sem ninguém fosse informado sobre o motivo do silêncio do grupo. Ainda sem entender nada, vimos a banda voltar para tocar mais algumas músicas, mas o show já tinha sido comprometido.
2. Os intervalos entre um show e outro chegaram a durar mais de uma hora. Depois do Arctic Monkeys, o público, já exausto, esperou cerca de 1h30 para que o palco do The Killers fosse montado. Em pleno domingo, o show  marcado para 1h começou quase às 4h. Nunca vi tamanha desconsideração. Se o objetivo da enorme espera entre um show nem era lucrar com as vendas nos bares -que vendiam cerveja quente a R$ 5 a lata-, nem nisso a produção teve sucesso porque não havia mais nada para beber já no meio do show dos Arctic Monkeys. Alguns amigos foram obrigados a tomar água da torneira do banheiro.
3. Outro curioso fato era a venda de destilados apenas nos bares da área VIP. Será que o ingresso de R$ 400 estava tão inflacionado que a organização precisou criar uma "vantagem" a mais para quem aceitou pagar essa quantia? Prefiro pensar que o motivo (torpe) seja este, e não simples discriminação contra o público que pagou o ingresso para a pista (entre R$ 80 e R$ 200). Ou a organização temia ter problemas vendendo destilados para os que tinham menos dinheiro para gastar com ingresso?

A reposta da Dueto Produções, que organiza o festival

São Paulo, 31 de outubro de 2007

Conforme amplamente divulgado ontem pela imprensa, os atrasos nos shows do TIM Festival 2007 na Arena Skol Anhembi deveram-se basicamente a três motivos - todos, infelizmente, acima do controle da organização do evento. A saber:
1) A chuva torrencial com fortes rajadas de vento que tomou São Paulo de assalto no sábado à tarde impediu a montagem do palco de Björk. A artista só pôde fazer a sua passagem de som no próprio domingo, o que retardou em meia hora o início da programação. Para evitar atrasos ainda maiores no cronograma, a passagem de som do The Killers teve de ser transferida para mais tarde, antes da apresentação da banda.
2) Durante o show do Hot Chip, segunda atração da noite, a central de distribuição de força do som  foi desligada por seu sistema de alarme (possivelmente em decorrência da forte incidência de chuva no dia anterior). Graças à agilidade e competência da equipe responsável pelo palco, o problema foi imediatamente detectado e a troca do equipamento pelo sistema auxiliar contratado durou exatos 18 minutos.
3) A desmontagem do show de Björk, planejada para durar apenas 30 minutos, estendeu-se por quase 70, pois não pôde contar com o comando do diretor de palco da cantora, Peter van der Velder, que na  véspera sofrera  um acidente durante a desmontagem do equipamento no Rio de Janeiro e teve um ferimento na mão. Operado de emergência, ele precisou permanecer em repouso na cidade.
Os inesperados atrasos acumulados no decorrer da noite infelizmente refletiram-se nos serviços de um dos bares e lanchonetes instalados no local, o de número 4, cujos estoques acabaram não sendo suficientes para atender a demanda tão longa.
Os organizadores do festival se desculpam pelos transtornos causados e agradecem a tenacidade de seus colaboradores, a compreensão dos artistas e, sobretudo, a paciência e generosidade do público que compareceu ao Anhembi e permaneceu até o fim do último show. Graças a esse esforço coletivo, São Paulo presenciou shows de grandes artistas, apesar de todos os percalços e contratempos involuntários.

Escrito por Thiago Ney às 13h44

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Tim Festival - valeu ou não?

                                                             Sidinei Lopes/Folha Imagem

 

Alguns amigos acharam esta a pior edição do Tim Festival. Não fui à The Week na sexta, mas disseram que, tirando Lindstrom, os outros DJs (Daniel Haaskman, Sinden...) foram uma piada. E não tinha clima nenhum, público meio desanimado. No domingo, no Anhembi, o som até que estava bom, mas a estrutura do local não ajuda. Faltam bons banheiros, faltou cerveja em alguns horários, teve o absurdo atraso de três horas. No Rio também teve atraso no sábado, havia filas nos bares etc.

Outros gostaram bastante, principalmente da parte paulistana. O auditório Ibirapuera foi adequado para os shows de Cat Power e Antony & the Johnsons; o som do Anhembi, cronicamente ruim, estava alto; Hot Chip, Bjork e Arctic Monkeys fizeram boas apresentações...

                                                         Sidinei Lopes/Folha Imagem

 Minhas impressões.

Alguns shows muito bons: Arctic Monkeys (principalmente o do Rio; mais longo), Hot Chip (SP; pop eletrônico ousado; "Over and Over" ao vivo fica ainda melhor), Björk (SP; não dá para entender Bjork; tem que estar a fim de entrar no clima dela), Lindstrom (Rio; une com perfeição clima viajante, melodia e vocais etéreos), Girl Talk (Rio; já era quase manhã de domingo, mas o cara acertou no setlist animado; Daft Punk, Michael Jackson, Nirvana etc.).

Alguns shows muito ruins: The Killers (o do Rio foi uma das coisas mais bregas que já vi; pomposidade oca, excesso de orquestrações, cenário kitsch, Brandon Flowers com o ego lá em cima; o show de SP foi melhor, mais rock, menos afetado); Juliette and the Licks (Rio e SP; uma atriz interpretando uma rockstar, com todos os piores vícios do rock and roll; rock setentista genérico); Spank Rock (Rio e SP; o rap electro-percussivo não funcionou...); Craig Armstrong + CirKus (RJ; pra quê fazer uma tenda com isso????).

A estrutura acertou: na decoração da Marina da Glória, no Rio. Bem feita, bonita, sem excessos do patrocinador; no som do Anhembi, que dava para ser ouvido não apenas por quem estava na área VIP.

A estrutura errou feio: nos atrasos tanto no Rio quanto em SP (não dá para terminar um festival às 5h de segunda-feira...); na falta de importância que se deu ao evento no Anhembi (eram mais de 20 mil pessoas; por que não fizeram alguma decoração especial, algo que atenuasse a feiúra do Anhembi? Por que faltou cerveja em alguns momentos? E tem gente reclamando que comprou fichas de comida, a lanchonete fechou e não queriam devolver o dinheiro...); na montagem do palco Rock BR (as bandas brasileiras não tocaram por causa da chuva...); na área VIP na frente do palco, no Anhembi (frente do palco é para fãs, não para VIPs).

Enfim, com um pouco mais de cuidado, daria para montar um festival bem mais agradável.

 

Escrito por Thiago Ney às 17h29

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Tim Festival - segunda noite

Se na primeira noite do Tim Festival no Rio tivemos shows empolgantes (Arctic Monkeys), surpreendentes (Bjork) ou bonitos (Antony and the Johnsons), o sábado foi um marasmo. As coisas legais vieram na madrugada, com um ou outro DJ. E só.

Como atriz, não deve ter sido difícil para Juliette Lewis interpretar o papel de vocalista e líder de banda roqueira. Vestindo uma calça preta justíssima e um top, ela corre pelo palco, atiça o público, até se jogou na platéia. Mas fica apenas no esforço. Suas músicas vêm da tradição de guitarras dos anos 70, sem nenhuma personalidade, tocada de forma potente, mas pouco criativa. Rock genérico.

Alex Ferro/UOL

Antes do início da apresentação do Killers, no palco principal, chega o aviso: a banda proibiu o acesso de fotógrafos na frente do palco. Atitude boba e inútil. Vem o show, e percebe-se com nitidez como o Killers deixou de ser uma banda pop para tornar-se uma entidade pretensiosa, grandiloquente e oca.

Do cenário do palco (tomado por lâmpadas) às roupas dos integrantes da banda, passando pelos arranjuos das músicas, é tudo pomposo demais, exagerado. Muitas das canções têm orquestrações supérfluas, Brandon Flowers faz gestos dramáticos e desnecessários. O curioso é que esses excessos acentuam o conservadorismo estilístico do Killers -não assumem riscos; produzem melodias palatáveis (mas capengas) para serem facilmente acompanhadas pelo público. A apresentação tem dois grandes momentos. Com "When You Were Young" e "Mr. Brightside", faixas que são carregadas de energia e que fazem do Killers uma bela banda pop. Mas é muito pouco.


A confusão na Marina da Glória para conseguir bebidas nos bares continuou no sábado. Colocaram poucos bares na área de convivência, e em vários momentos era impossível pegar qualquer coisa sem entrar em uma batalha.


Tirando o palco principal, todos os outros sofreram com atrasos. A apresentação do CirKus (de Neneh Cherry) começou por volta da 1h. O que não deu para entender foi a demora em iniciar a apresentação dos DJs no palco que ficava na área de convivência. Estava marcado para 1h; começou lá pelas 2h. Em outro palco, os rappers do Spank Rock iniciaram show (que foi bem mediano...) depois das 3h (a previsão era à 1h...). Por causa dos atrasos, o set brilhante do norueguês Lindstrom teve de ser encurtado, e ele tocou por menos de uma hora.


Na correria de um palco a outro, deu para pegar o final do set do Girl Talk. Estava uma festa, com o DJ já sem camisa, cercado por um bando de gente, pulando e usando um microfone. Tocou rock, electro, rap, coisas clássicas... Mas já eram mais de cinco da manhã, e o público parecia cansado da maratona.

 

   

Escrito por Thiago Ney às 14h22

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Tim Festival Rio - primeira noite

Foi uma noite de opostos a sexta-feira do Tim Festival no Rio de Janeiro. De um lado, Bjork e seu carnaval multicolorido, eletrônico-percussivo, extravagante, ritualístico. Do outro, a economia cenográfica, a explosão enérgica de guitarras do Arctic Monkeys.

Bjork superou as expectativas. Primeiro, com sua imponente banda: dez moças nos metais, além de tecladistas, baterista e outro que manipulava timbres sintéticos em uma mesa de som sensível ao toque (um show à parte). Segundo, porque conteve os excessos vocais e deixou as músicas respirarem.

Publius Vergilius/UOL

O show teve início sob chuva de papel picado. Bjork, num estranho vestido dourado, fazia sua voz duelar com as batidas sincopadas de "Earth Intruders". Canções antigas como "Army of Me" tiveram seus arranjos alterados -esta apareceu mais vibrante, futurista até.

A narrativa da apresentação de Bjork não é nada convencional, linear. A cantora intercala momentos tribalísticos, catárticos com outros de batidas eletrônicas que encostam no funk. E, aqui, Bjork claramente se perde. Em "Innocence", por exemplo, uma das músicas do álbum "Volta" que foram produzidas por Timbaland, a cantora parece nao saber o que fazer enquanto os músicos soltam batidas quebradas, sexies. Bjork não é Nelly Furtado: não dança, não rebola; mexe pernas e braços de forma desengonçada.

O clímax veio no bis, com "Declare Independence". Os metais apitavam, a bateria martelava, papéis coloridos voavam e Bjork gritava "Raise your flags!" (e nao "erase your flags", como eu havia escrito...). O ritual da cantora chegava ao fim -e ao seu máximo.

Após Bjork (que tocou depois do vozeirão de Antony, do Antony and the Johnsons; show curtíssimo, com público pequeno que mais conversava do que ouviu o cantor), o palco principal foi esvaziado para que o público que esperava o Arctic Monkeys pudesse entrar. (E fazia um calor inexplicável nessa tenda; o que aconteceu com o ar condicionado glacial de anos anteriores?)

Formado por muitos adolescentes, o público, que começou a chegar à Marina da Glória às 9h de sexta, surpreendeu-se com a apresentação electro-pop do Hot Chip. Música dançante feita com instrumentos orgânicos, que corre de maneira fluida, solta, hipnótica. "Over and Over" periga ser o hit do Tim Festival.

Era 1h30 da madrugada de sábado quando o Arctic Monkeys subiu ao palco. Passada das 2h45 quando eles foram embora, sem bis. E nesse intervalo pouco falaram com o público. Apenas soltavam música atrás de música.

Publius Vergilius/UOL

Tocaram quase tudo de seus dois discos, além de uma faixa nova. Ao vivo o Arctic Monkeys é ainda mais barulhento; a voz de Alex Turner sai mais rápida; o baixo é mais estridente. Eles quase não se movimentam pelo palco; o cenário do show são apenas sete refletores colocados atrás da bateria. É uma energia juvenil despejada com ar blasé, aparentemente indiferente, mas com um vigor que vai crescendo com cada riff de guitarra, com cada mudança de verso cantado por Alex Turner. É rock criativo, que remete a punk, ska, grime, com estrutura dançante e funkeada. O show não tem acessórios, não tem disfarces, nada que tire a atenção da música. É o essencial, não?


Não havia tantas celebridades como em anos anteriores de festival. Mas, no show de Bjork, via-se Gael García Bernal seguido por uma legião de fãs. A islandesa foi assistida também por Milton Nascimento. A atriz Dira Paes e Marcelo Camelo (Los Hermanos) posavam para fotos com fãs.


"Quem esperou cinco anos pode esperar mais cinco minutos!" Esta é Cibelle, lá pelas 4h, tentando segurar o público que já saía do palco Novas Divas. Ela passou o show inteiro reclamando que estava levando choques. Faltou eletrificar suas músicas, que não saíam de um folk-bossa gelado e desestimulante.


A área de convivência do festival, montada em formato circular, rodeada pelos bares e pelos palcos, ficou bonita. Na decoração, foram utilizados materiais que simulavam contêineres estilizados, bem coloridos. Pena que não havia quantidade suficiente de bar; formaram-se filas enormes e a cerveja acabou em vários momentos.


Vanguart, Montage e Del Rey, que iriam tocar num palco ao ar livre armado na área de convivência, não se apresentaram. A chuva alagou o palco. Falha chata, incômoda, que poderia ter sido evitada se houvesse um pouco mais de cuidado para montar a estrutura do palco.

 

Escrito por Thiago Ney às 11h45

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Feist - devolução de dinheiro

A organização do Tim Festival enviou novo comunicado mudando as recomendações para quem comprou ingresso para os shows da canadense Feist (que cancelou sua vinda ao país) e quer a devolução do dinheiro.

Segundo os organizadores, o pedido de ressarcimento pode ser feito nos pontos-de-venda:

em São Paulo

Lojas Saraiva

Citibank Hall

Teatro Abril

Auditório Ibirapuera

no Rio de Janeiro

Modern Sound

Lojas AM/PM

Lojas Saraiva

em Vitória

Teatro da UFES

"Para compras através do Call Center e Internet, deve ser solicitado o estorno através do telefone: (11) 6846.6200. O prazo máximo para ressarcimento é o dia do evento", diz o comunicado.

Escrito por Thiago Ney às 20h52

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Bjork e Chico Buarque

Bjork chegou há alguns dias no Rio. Foi na estréia de "O Passado", do Babenco, passeou pela cidade e tal. Anteontem, foi na Livraria da Travessa e comprou DVDs de documentários de música brasileira. Mas procurava (e encontrou) especialmente os livros de Chico Buarque, em inglês. Comprou todos...

 

 

Escrito por Thiago Ney às 16h22

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Ouça os 40 anos de covers da Radio 1

Como já dissemos antes, a britânica Radio 1 chegou aos 40 anos e, pra celebrar, convidou figuras variadas do pop/rock para gravar um CD duplo de covers que cobrisse as quatro décadas da rádio. As regras eram simples: uma versão por ano de existência (1967 a 2007), cada artista escolhe a sua entre os hits de cada ano (menos o Kaiser Chiefs, que teve de abrir com "Flowers in the Rain", do The Move, a primeira música que a Radio 1 tocou). Se fosse por qualidade, o resultado poderia ser facilmente condensado em um único CD. As idiossincrasias britânicas estão presentes em várias das 40 faixas, seja nos intérpretes (vide McFly e Mutya Buena) ou nas canções escolhidas (vide "Betcha By Golly, Wow" e "Englishman in New York"), mas o resultado é satisfatório. Abaixo, você confere faixa a faixa (isto é, os 30 segundos que a legislação permite sem vir nos acossar atrás de dinheiro). Com a capinha de cada um dos singles.

"Flowers in the Rain", The Move (por Kaiser Chiefs)

"All Along the Watchtower", Jimi Hendrix Experience, por The Fratellis

"Cupid", Johnny Nash, por Amy Winehouse

"Lola", The Kinks, por Robbie Williams

"Your Song", Elton John, por The Streets

"Betcha by Golly, Wow", The Stylistics, por Sugababes

"You're So Vain", Carly Simon, por The Feeling

"Band On the Run", Wings, por Foo Fighters

"Love Is the Drug", Roxy Music, por Kylie Minogue

"Let's Stick Together", Bryan Ferry, por KT Tunstall

"Sound & Vision", David Bowie, por Franz Ferdinand

"Teenage Kicks", The Undertones, por The Raconteurs

"Can't Stand Losing You", The Police, por Mika/Armand Van Helden

"Too Much Too Young", The Specials, por Kasabian

"Under Pressure", Queen & David Bowie, por Keane

"Town Called Malice", The Jam, por McFly

"Come Back and Stay", Paul Young, por James Morrison

"Careless Whisper", George Michael, por The Gossip

"The Power of Love", Huey Lewis & The News, por The Pigeon Detectives

"Don't Get Me Wrong", The Pretenders, por Lily Allen

"You Sexy Thing", Hot Chocolate, por Stereophonics

"Fast Car", Tracy Chapman, por Mutya Buena Car"

"Lullaby", the Cure, por Editors

"Englishman in New York", Sting, por Razorlight

"Crazy for You", Madonna, por Groove Armada com Alan Donohue

"It Must Be Love", Madness, por Paolo Nutini

"All That She Wants", Ace Of Base, por The Kooks

"You're All I Need to Get By", Mary J Blige, por Mark Ronson

"Stillness in Time", Jamiroquai, por Calvin Harris

"No Diggity', Blackstreet, por Klaxons

"Love Fool", The Cardigans, por Just Jack

"Ray of Light", Madonna, por Natasha Bedingfield

"Drinking in LA", Bran Van 3000, por The Twang

"The Great Beyond", REM, por The Fray

"Teenage Dirtbag", Wheatus, por Girls Aloud

"Like I Love You", Justin Timberlake, por Maximo Park

"Don't Look Back into the Sun", The Libertines, por The View

"Toxic", Britney Spears, por Hard-Fi

"Father & Son", Yusuf & Ronan Keating, por The Enemy

"Steady As She Goes", The Raconteurs, por Corinne Bailey Rae

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h44

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Feist cancela vinda ao Tim

Notícia de última hora: a cantora Feist cancelou a vinda ao Tim Festival por estar com labirintite.

A confirmação oficial acabou de sair.

Feist tocaria sexta no Rio, sábado em São Paulo e domingo, em Vitória.

Cat Power substituirá Feist em São Paulo e Vitória, enquanto Antony and the Johnsons ficará com o show do Rio.

Diz o comunicado do Tim Festival:

"Os espectadores que preferirem podem solicitar o dinheiro de seu ingresso de volta no ponto de venda onde efetuaram a compra. Aqueles que compraram seus ingressos através do site da Ticketmaster (www.ticketmaster.com.br) podem solicitar a devolução através do própria página da empresa, na Internet. O prazo máximo para a devolução do dinheiro é até o dia do evento em cada praça, na hora de abertura dos portões."

 

Escrito por Thiago Ney às 10h14

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Alex Turner dá as dicas

Uma consulta com o dentista deve ser mais animada do que conversar com Alex Turner. O vocalista do Arctic Monkeys é até simpático, mas não esconde que odeia entrevistas, que preferia estar fazendo qualquer outra coisa. Numa das entrevistas que Turner concedeu à Folha por telefone, pedi que citasse três bandas ou artistas que indicaria para o leitor. Ele pensou um pouco e topou. Não falou muito, mas veio com essas dicas:

The Rascals - São amigos meus, têm um EP para sair e já ouvi algumas outras músicas deles: são fantásticas.

 

Jake Thackray - Ele morreu em 2002. Contava histórias com seu violão, era bem eloqüente. Gosto bastante. É uma grande influência para mim.

 

Black Lips - É uma banda americana divertida. Eles acabaram de lançar um disco, tenho escutado bastante. Tem algo de... psicodélico que me atrai.

 

Escrito por Thiago Ney às 22h18

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Nuances numa pista de dança

Minimal é música para dançar? Não é chato ouvir minimal por muito tempo? Não é apenas repetição de blips e ruídos?

Bem, essas perguntas foram respondidas com propriedade por Ricardo Villalobos, no último sábado (20.out), no clube D-Edge, em São Paulo.

O minimalismo ganhou impulso na música eletrônica há alguns anos, principalmente pelas idéias apresentadas por gente como Richie hawtin, Michael Mayer, Luciano, Ricardo Villalobos, Luomo, Steve Bug, Sven Väth e vários outros. Basicamente, esses caras mudaram alguns paradigmas do tecno feito nos anos 90 ao retrabalhar formatos do tecno de Detroit, da deep house. Trouxeram de volta timbres orgânicos (de piano, sopro...), as batidas desaceleraram -e há a sensação que o espaço entre as batidas (o silêncio, até) é tão importante quanto. Recentemente, o gênero motivou reportagens no "New York Times" e no "Guardian".

Mas o termo minimal ficou desgastado para alguns. Muitos produtores e DJs embarcaram na onda e transformaram essas idéias em música asséptica, de dinâmica monótona, sem qualquer traço de energia, humor ou criatividade.

Nesse sentido, o set de Villalobos no D-Edge foi uma aula (mas uma aula BEM divertida).

Fábio Tavares/Divulgação

Villalobos é tachado de "DJ de minimal", mas ele não se prende a rótulos ou barreiras. Em seu set, entram faixas com vocais latinos, há muita percussão, linhas melódicas de sintetizadores, batidas graves e secas, momentos de euforia, momentos tranqüilos -teve até trecho de "Pump Up the Jam", do Technotronic... Sua música é cheia de nuances, de detalhes sutis que fazem um todo encorpado, sólido, rico. É minimal? É house? É tecno? Faz sentido esse tipo de preocupação?

Acho que não. Fumiya Tanaka deve compartilhar essa opinião. O japonês, velho conhecido dos amantes do tecno, fez uma apresentação primorosa antes de Villalobos, com um set também desacelerado, mas longe do óbvio. Presenciei esse mesmo clima no dia anterior, no Clash, no criativo e animado set de quase quatro horas do esloveno Valentino Kanzyani e do sérvio Marko Nastic. A influência de Villalobos e do minimalismo é forte tanto em Tanaka quanto em Kanzyani e Nastic. Mas chamar apenas de minimal seria cometer um injusto reducionismo. São DJs que aproveitam as idéias minimalistas de forma construtiva, respeitosa, e não como matriz para um clone disforme, como vem fazendo gente como Misstress Barbara e Marco Bailey.

O minimalismo está aí, não dá para negar ou fugir. E, nas mãos de Villalobos, tomara que ainda dure por um bom tempo.

 

Escrito por Thiago Ney às 20h32

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Que crise?

 O mesmo Chris Anderson dos "3 Minutos Com..." abaixo fez um post muito legal, sexta passada, em um de seus blogues, o do livro "The Long Tail", sobre a tão debatida crise da indústria fonográfica.

 Nele, questiona a noção de que a indústria da música está indo pelo ralo graças à internet, mostrando que todas as partes desta indústria, com exceção da venda de CDs, estão registrando altas:

  • Shows e merchandise: alta de +4%
  • Faixas digitais: alta de +46%
  • Ringtones: alta de +86% no ano passado, mas, provavelmente, de apenas um dígito em 2007
  • Licenciamento para comerciais, TV, filmes e videogames: alta (Warner Music viu seu licenciamento aumentar cerca de US$20 million em 2006)
  • Singles em vinil: venderam mais do que o dobro no Reino Unido
  • E, se o iPod for considerado parte da indústria da música, como Anderson argumenta que deveria ser, a alta já é de +31% neste ano

Só a venda de CDs caiu (-18%).

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h13

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3 Minutos com... Chris Anderson

3 Minutos com... Chris Anderson

O norte-americano Chris Anderson, 45, é um dos gurus da web 2.0 e não apenas porque edita a principal revista do ramo, a "Wired": o cara criou uma teoria, chamada de "long tail", que se tornou extremamente popular porque explica bem o novo funcionamento da economia a partir do advento da internet. Entrevistei ele pra Folha (a matéria deve sair na semana que vem) e aproveitei para fazer nosso tradicionais 3 minutos de conversa solta, que você pode conferir no áudio original em inglês, abaixo, ou na versão escrita e traduzida, mais abaixo.

Ouça aqui a entrevista com Chris Anderson.

 
Ilustrada no Pop: Presumo que você tenha um tocador de mp3 portátil, certo? O que tem nele?

Chris Anderson: Oh, meu Deus, tenho 22 mil faixas!

IlusPop: Ok, deixe-me mudar a questão: o que você acrescentou recentemente, o que escuta mais?

Anderson: Ele está em modo aleatório, então não sei o que eu escuto mais. O que eu acrescentei recentemente... o "Cross", novo álbum do Justice, estava ouvindo de novo um álbum do Lemon Jelly, não consigo me lembrar, só tenho playlists e coisas variadas que as pessoas me mandam.

IlusPop: Como deve ser um bom blog de música pop?

Anderson: Ainda não achei um, leio muitos, mas não encontrei um perfeito para mim ainda. Assim como não existe uma lista do tipo Top 40 que sirva para todo mundo, talvez não haja um blog de música perfeito porque o gosto de ninguém combina perfeitamente. De modo geral, acho que [um bom blog] tem de ser consistente, e com isso não quero dizer que deve se restringir a um gênero [de música], mas deve ter uma visão de mundo bastante clara, você tem de ser capaz de dizer rapidamente qual é o gosto do blogueiro e se você concorda ou não com ele. Uma vez que você concorda com ele, então você confia em suas recomendações. É engraçado, eu não presto muita atenção em blogues de música, sou mais interessado em playlists, acho um modo mais fácil de processar as recomendações de uma pessoa e ver seu gosto. Sou mais inclinado a assinar uma playlist do que um blog, não sei por quê, talvez porque seja um pouco estranho ler sobre música quando você deveria ouvir música.

IlusPop: É, você tem um ponto aí, mas não é tão simples colocar música em blogues de modo legal, as gravadoras reclamam.

Anderson: Do jeito que eu faço, com playlists do iTunes ou do Rhapsody, é tudo de graça, fácil e legal. Você tem razão, para os blogues é um pouco complicado, mas eu não consumo minha música a partir de blogues.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h10

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Pop/Flop

Pop/Flop

POP

Tecnobrega - para John Perry Barlow, ex-Grateful Dead, é “música genial”.

Technotronic - tá no disco do Simian Mobile Disco, tá no set do Ricardo Villalobos...

FLOP

1ª Divisão do Brasileiro - vai fricar tão sem graça sem o Corinthians...

“Across the Universe” - Forrest Gump + Moulin Rouge. Os Beatles mereciam filme melhor.

Escrito por Thiago Ney às 13h51

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Os covers que nós amamos

É tempo de cover!

Não, não acabei de voltar do Café Piu Piu nem vou mencionar show do Australian Pink Floyd. O que acontece é que aqui neste blog nós adoramos covers (quando não feitas... profissionalmente) e adoramos listas. Encontramos um mote pra juntar essas duas maravilhas. A Radio 1, para comemorar 40 anos de vida, lançou um CD duplo em que convida gente como Lily Allen, Klaxons, Franz Ferdinand, Gossip, Fratellis, Amy Winehouse, Mika, entre muitos outros, a interpretar um cover. Assim, tem Lily Allen cantando "Don't Get me Wrong", Maximo Park tocando Justin Timberlake, The Streets assassinando Elton John...

E a fofa Cat Power, que faz shows no Brasil daqui a alguns dias, anunciou seu segundo álbum em que se dedica a cantar versões de músicas de outros artistas.

O cover sempre esteve presente na música pop. Assim, pedimos a alguns amigos que selecionassem seus covers prediletos. Aqui vai a lista.

Alexandre Matias
"All Along the Watchtower" - Jimi Hendrix Experience
Mashup de personalidades numa mesma canção - Dylan vira Hendrix, Hendrix vira Dylan.

"Mr. Pharmacist" - Fall
Pérola garageira vira hino pós-punk supremo (o mesmo aconteceu com "Satisfaction" via Devo, mas aqui a pegada é pra valer). Mark E. Smith é um dos rostos de Deus.

"I Fought the Law‘ - Clash
Podia ter escolhido "Police and Thieves" também. Uma das dez melhores bandas de todos os tempos, transformou um roquinho médio numa bordoada com personalidade.

Bruno Yutaka Saito
"Tainted Love" (cover do Soft Cell p/ Gloria Jones)
A versão ficou tão boa e tocou tanto que a gente até esquece que é um cover. Onipresente, continua tocando tanto nas rádios e nas pistas que a gente até esquece o quanto é boa.

"Gloria" (cover de Patti Smith para o Them)
Primeira música do primeiro disco da primeira-dama da cena punk nova-iorquina. Patti Smith é uma hippie chata ou uma punk de verdade? Quem esteve na sua despedida no CBGB ou no Tim Festival no Rio, no ano passado, teve a chance de ouvi-la modificar o refrão original para : "Glooooria/ Hey, ho, let's go"

"Into the Groove" (cover do Sonic Youth para Madonna)
Um daqueles casos em que a versão original é massacrada e, mesmo assim, surge algo genial. O Sonic Youth, ou melhor, Ciccone Youth, criou um clássico das pistas indies a partir de um clássico das pistas pop.

Camilo Rocha
"Satisfaction", Devo (original Rolling Stones)
Como transformar uma música definitiva em outra música definitiva, sem guardar sombra do original.

"Tainted Love", Soft Cell (original Gloria Jones)
Pouca gente sabe mas é cover de uma música dos anos 60 de Gloria Jones (mulher de Marc Bolan). Acho que não preciso falar sobre o cover, né? Mas vale a pena conhecer a original, que é muito boa também.

"Sunglasses At Night", Tiga (original Corey Hart)
Tocou muito, mas ainda impressiona como Tiga conseguiu transformar rock brega de FM dos anos 80 em um hit cool de pista.

Cláudia Assef
Vou dizer umas óbvias, a mais martelada de todas é também a melhor de todas pra mim: "I Can't Get No (Satisfaction)", versão do Devo. Porque com certeza até o Mick Jagger achou melhor que a original.

Gosto muito da versão que a Ada fez pra "Each and Everyone", do Everything but the Girl. Mais animada que a original e tão feminina quanto.

"Love Will Tear Us Appart", com o Nouvelle Vague.
Eles conseguiram deixar a música mais deprê da história do rock mais alegre diminuindo ainda mais seu andamento. Bizarramente legal.

Dagoberto Donato
"Apache" - The Incredible Bongo Band
Versão funk percussiva para a música que ficou popular com o Shadows. A banda lançou dois discos no início dos anos 70 e permaneceu obscura até que os pioneiros do hip hop passaram a samplear à exaustão o momento de percussão em uma das quebras dessa música. (http://www.youtube.com/watch?v=W2SKM81jXmc)

"Sexyback" - Rock Plaza Central
A banda é mais um dos bons nomes da belíssima safra recente da música canadense. Herdeiros da lisergia campestre do Neutral Milk Hotel e adeptos da celebração coletiva no palco nos moldes do Arcade Fire, aqui eles transformam o hino sacolejante do Justin Timberlake em balada country. Das boas.
(http://www.youtube.com/watch?v=JhO9qkB0YXQ)

"Over" - Elma
Essa aí não tem em nenhum lugar. Só rolou uma vez, no show de tributo que o Elma fez ao Portishead no Milo. Foi uma das coisas mais legais que vi este ano. Elma ao vivo é impressionante. Poderia estar no cast de qualquer selo de metal "moderno", como a Hydrahead e a Southern Lord. Nesse show, a banda, que não tem vocalista, chamou a mãe do guitarrista pra cantar as músicas da banda britânica. Na versão, o que era plácido e melancólico virou pesado e torto. Em comum com a original, só a tensão.

Fábio Massari
"All Along the Watchtower" (Bob Dylan) - J. Hendrix
A poesia de Bob Dylan em registro contundente, definitivo e visceral; cortesia do maioral Hendrix, que poderia participar da brincadeira com outro "cover" famoso, aquela do hino americano!

"Gloria" (Van Morrison) - Patti Smith
O modelo seminal -padrão para gerações futuras!- dos rapazes raivosos de Belfast (Them) reconstruido em clave punkpoética por Patti Smith.

"Hurt" (Trent Reznor) - Johnny Cash
Da incrível fase terminal do homem de preto, uma balada comovente, dilacerante. Johhny Cash levando um Nine Inch Nails em ritmo de gospel existencial. De arrasar.

Guilherme Werneck
Franco Saint de Bakker tocando "No One Knows" do Queens of the Stone Age.
Uma versão feita por esse grupo belga que mantém o peso do original, mas construída em cima de elementos de uma big band de jazz. O trompete que parece estar debaixo d'água é sensacional.

"Satisfaction", dos Rolling Stones, com a Cat Power.
Ela teve a idéia genial de fazer a sua leitura desse clássico meio batido sem cantar o refrão e deu outro significado para a música dos Stones.

"Just", do Radiohead, pelo Mark Ronson.
Cada riff e solo da música original do Radiohead na sua fase mais pop ganhou seu correspondente num arrano de metais inspirado na soul music dos anos 60.

José Flávio Júnior
"Common People" (Pulp), por William Shatner.
O ator e figuraça deixa a letra de Jarvis Cocker ainda mais forte - e mais sarcástica. Gravada no surpreendente CD "Has Been", de 2004, produzido por Ben Folds.
 
"Bitches Ain't Shit" (Dr. Dre), por Ben Folds.
Boas versões é com ele mesmo. Isso que o cantor e pianista fez com a música do Dr. Dre é inacreditável. Uma balada sincera sobre vacas e felação. Lembro do Ben Folds anunciando a música num show em Los Angeles. Eu simplesmente não podia acreditar naquilo.
 
"Rosemary's Baby" (Christopher Komeda), por Fantômas.
Uma das inúmeras releituras magníficas do álbum "The Director's Cut". Essa tem um sabor especial porque foi a primeira que os fãs de Mike Patton puderam ouvir. Impressionante. Mas talvez ele já tenha até se superado com a cover de "L'Urlo Negro", do obscuro grupo sessentista italiano The Blackmen (ainda não lançada).

Leandro Fortino
"The Model", do Kraftwerk, na versão do Big Black.
A banda de Steve Albini anulou os beats dos pais da música eletrônica e transformou o clássico do álbum "The Man-Machine", de 1978, em um rock barulhento, sujo e imoral.

"Into the Groove", da Madonna, na versão do Ciccone Youth.
O pop descartável de Madonna caiu no gosto dos nova-iorquinos do Sonic Youth que, usando outro nome, prestaram uma bela homenagem à cantora em um rock de vanguarda e barulhento pacas

"Iron Man", do Black Sabbath, na versão do Cardigans.
Ouvindo o som do Cardigans, é difícil imaginar que uma de suas principais influências é a pesada banda de Ozzy; a faixa, do disco "Paranoid", de 1971, ficou doce na voz macia e suave da sueca Nina Persson

"Comfortably Numb", do Pink Floyd, na versão do Scissor Sisters.
A clássica faixa do álbum "The Wall", de 1979, nem parece a mesma nessa louca versão disco music à la Bee Gees

Lúcio Ribeiro
"All My Friends", LCD Soundsystem, por Franz Ferdinand.
Antes, um disco-punk-emo; depois, garageira-disco-emo

"Where Did You Sleep Last Night", Lead Belly, por Nirvana.
Por quê? Vem aqui: http://www.youtube.com/watch?v=NEtDC6MuImU

"You Know I'm No Good", da Amy Winehouse, por Arctic Monkeys.
Arctic Winehouse? Tem combinação melhor?

Marcelo Negromonte
"Gimme Shelter" - Patti Smith
É o melhor cover dessa música que tem zilhões de covers.

"Into the Groove(y)" - Ciccone Youth
Distorcer Madonna é sempre uma boa idéia.

"Space Oddity" - The Langley Schools Music Project
A morte do major Tom fica mais desoladora.

Marco Aurélio Canônico
"I Fought the Law", The Clash
Tão boa que muita gente nem sabe que é cover; uma das melhores músicas do Clash, o que não é pouca coisa.

"Jolene", White Stripes
Uma versão desesperadora da música tristíssima da Dolly Parton, sobre a mulher que sabe que está perdendo seu homem para outra mais bela do que ela.

"Hard to Handle", Black Crowes
Os corvos fizeram uma versão mais veloz e dançante dessa pérola de Otis Redding

Paulo Terron
"Love in Vain" (Robert Johnson), Rolling Stones
Puxando o blues mais obscuro para o lado mais comercial da época -em uma época em que isso não era exatamente comum.

"Crazy" (Gnarls Barkley), Raconteurs
Bateria meio disco, mas 100% roqueira. A letra faz mais sentido agora que a Meg White deu uma de Cat Power e fez o White Stripes cancelar a tour do White Stripes, a outra banda de Jack White.

"Doo Wop (That Thing) / Home Is Where You're Happy" (Lauryn Hill/Charles Manson)
Essa coloca o "freak" no freak folk do Devendra. Começa com a música da ex-Fugees e vira uma canção do assassino norte-americano.
http://www.youtube.com/watch?v=QbzOzX7impc

Pedro Alexandre Sanches
"Superstar", dos Carpenters, com o Sonic Youth.
No original, é uma música triste, bonita e cafona. Na versão do Sonic Youth, é triste, pesada, bonita, cafona, chique e densa, muito densa.

"Nós", de Tião Carvalho, com Cássia Eller.
Cássia foi uma grande reinventora de canções, num arco fabuloso que ia de Tim Maia a Paulo Ricardo, de Otis Redding a Riachão. Me ocorre em especial essa densa balada maranhense que foi interpretada originalmente por Ná Ozzetti, e que Cássia converteu brilhantemente ao seu próprio idioma musical.

"Zé do Caroço", de Leci Brandão, com Seu Jorge.
Era um samba de 1985 da Leci, que falava sobre o nascimento de um líder comunitário de periferia tipo o Mano Brown, bem antes de o Mano Brown se destacar. Estava meio perdida no tempo e no espaço, mas Seu Jorge teve o insight de perceber o sentido que ela podia fazer nos dias de hoje, e ainda fez o favor petulante de trocar o verso "enquanto a televisão brasileira distrai toda gente com suas novelas" por "enquanto a televisão brasileira DESTRÓI toda gente com suas novelas".

Ronaldo Evangelista
"Sua Estupidez", Gal Costa
Originalmente cantada por Roberto Carlos -talvez sua melhor música-, ainda melhor na voz da Gal Costa -no auge.

"Oh My God", Mark Ronson & Lily Allen
Originalmente uma música mediana dos Kaiser Chiefs, virou a melhor música do disco de versões do Mark Ronson.

"Boys", Beatles
Originalmente das Shirelles, a versão cantada pelo Ringo no primeiro dos Beatles não tem preço.

Thiago Ney
"Comfortably Numb" (Pink Floyd), pelo Scissor Sisters.
Pink Floyd + Bee Gees + Cafonice Gay = hit!

"My Way" (Paul Anka/Frank Sinatra), por Sid Vicious.
Sid não tocava nada, mesmo assim deu outro sentido ao clássico do Frank;
I did it Myyyyyyyyyyyy Waaaaaaaaaaaayyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy.
http://www.youtube.com/watch?v=aLC3uT3aCoE

"Lucy in the Sky with Diamonds" (Beatles), por William Shatner.
É o (....) cover da história!
http://www.youtube.com/watch?v=D-yy2URAYqU

Faltou alguma? 

Escrito por Thiago Ney às 14h30

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Revolução solo



Serj Tankian (à esq. na foto) e Tom Morello têm mais coisas em comum do que a participação na ONG Axis of Justice e o fato de virem de duas bandas sensacionais, o System of a Down e o Rage Against the Machine, respectivamente: ambos estão em carreira solo atualmente. Tankian lança seu "Elect the Dead" na próxima terça, mas, pelas três faixas audíveis em sua página no My Space, ele continua na mesma linha do SOAD, ora porrada, ora melódica _ouça "The Unthinking Majoritie", por exemplo, e veja se ela não cairia redondinha em qualquer disco da banda. Se os demais membros da banda (que também lançam projetos paralelos em 2008) forem manter o mesmo estilo separados, por que diabos não se juntam de novo, acabam com o "hiato" declarado e lançam um novo disco do System, aproveitando pra vir tocar por aqui?

Se é pra fazer um trabalho solo, faz mais sentido que seja algo como o de Morello, que desviou completamente do RATM (e mesmo do Audioslave), se lançando como um violeiro solitário (na linha de lendas como Woody Guthrie, Bob Dylan e Johnnie Cash) com a alcunha The Nightwatchman (o vigia noturno) e soltando um disco acústico, "One Man Revolution", que é basicamente ele no violão, mais uma gaita e um piano ocasionais. O resultado, que pode ser ouvido na íntegra em seu site, é muito, mas muito bom mesmo. Como ele diz em "Maximum Firepower", "não é preciso tocar alto para ser pesado pra cacete". A música, aliás, tem um bom vídeo com introdução de sua mãe, Mary Morello, que mostra que a rebeldia está nos genes da família. Enquanto isso, o redivivo Rage tem turnê marcada no Japão e na Austrália em 2008... com fé, seguem girando o mundo e caem aqui, finalmente!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h11

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Boas da Semana

Boas da Semana

18.out
Strike - Tem a banda Hell Sakura + DJs rockers
Onde: Funhouse (r. Bela Cintra, 567, Consolação; tel. 0/xx/11/3259-3793)
Quanto: R$ 10 (mulher grátis até 1h)

19.out
Los 3 amigos - Umek + Valentino Kanzyani + Marko Nastic
Onde: Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500)
Quanto: de R$ 25 (mulher com flyer) a R$ 60 (homem sem flyer)

20.out
Ricardo Villalobos - muito além do minimal
Onde: D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022)
Quanto: de R$ 100 (antecipado) a R$ 150 (na porta)

20.out
Daniel Bell - tecno classudo no after Hell's
Onde: Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705)
Quanto: de R$ 20 (com flyer) a R$ 25

 

Escrito por Thiago Ney às 16h22

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She Wants Sao Paolo

O She Wants Revenge vem mesmo a São Paulo, tocar no Nokia Trends.

aqui.

 

Escrito por Thiago Ney às 23h25

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Battles no clube Clash

O Battles, banda norte-americana que fez a sensacional "Atlas", é atração do festival mineiro Eletronika, em Belo Horizonte. Eles vêm também a São Paulo: tocam dia 21/11 no clube Clash.

 

 

Escrito por Thiago Ney às 17h31

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Motomix de ponta a ponta

 

Está fechada a escalação musical do Motomix, festival que acontece em São Paulo entre 25 de novembro e 3 de dezembro.

Começa no parque Ibirapuera, com apresentação da Apparat Band. Apparat, ou Sascha Ring, é produtor de tecno e electro e parceiro da também alemã Ellen Allien. Em seu projeto Apparat Band, ele se apresenta com três músicos _é uma eletrônica mais suave, orgânica, não tanto para as pistas. Nesse dia, os shows começam por volta das 14h30.

Na terça seguinte (dia 27/11), o Studio SP recebe o DJ russo Vadim, que toca basicamente rap com muitos samples, elementos de soul e loops de eletrônica.

Jamie-Andrea Yanak/Associated Press


Em 28/11 (quarta-feira), o Eagles of Death Metal (sem Josh Homme) faz show no clube Clash.

No dia seguinte, 29/11, o inglês Mark Ronson, produtor dos discos de Lily Allen e Amy Winehouse, faz DJ set no clube Royal.

O D-Edge recebe, em 30/11, o enigmático francês Black Devil Disco Club. O projeto é cercado de mistérios: em 1978, lançou o álbum de electro-disco “Disco Club”, que foi redescoberto em 2004 pelo selo Rephlex, de Aphex Twin. O projeto era de Bernard Fevre e Jackie Giordano. Em 2006, Fevre lançou o disco “28 Later”.
A parte musical do Motomix será encerrada pelo alemão Boys Noize, em 1º/12, no Vegas.
Os organizadores devem divulgar oficialmente as informações nos próximos dias.

No www.motomix2007.com ainda é possível fazer inscrições para concursos de "novos sons" e "novas imagens".

No primeiro, serão selecionadas produções de rock, eletrônica, hip hop e instalação sonora. No segundo, participam vídeos, feitos por câmeras profissionais ou celulares. A Sala Cinemateca abrigará a mostra de filmes, além de workshops e palestras. Das obras que estarão no evento, destaca-se "Sensity", do coletivo inglês Stanza. Nessa obra, sensores instalados fora da cinemateca enviarão dados sobre umidade, temperatura etc. para um computador, que decodificará esses dados na forma de sons e imagens que poderão ser manipulados pelos visitantes.

 


 

Escrito por Thiago Ney às 16h24

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Ed Banger em São Paulo

Dos mais comentados selos do momento (casa de Justice, Uffie, SebastiAn, Mr. Oizo etc.), o Ed Banger Records terá noite com um (e não dois, como postado anteriormente) de seus representantes em São Paulo. O representante é So Me; o outro é Mehdi, da banda Scenario Rock (o Mehdi que vem não é esse Mehdi). Os dois tocam no clube Glória, em São Paulo, no próximo dia 24. O Mixhell, de Iggor Cavallera e Laima Leyton, também toca na noite.

 

Escrito por Thiago Ney às 13h33

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Mark Ronson e Boys Noize em São Paulo

 

Produtor dos discos de Lily Allen e de Amy Winehouse, o inglês Mark Ronson é um dos nomes que estarão no Motomix, festival que acontece em São Paulo entre 25 de novembro e 3 de dezembro. A organização ainda não confirma a informação. Outro que vem para o evento é o alemão Boys Noize, produtor de electro-rock, já fez remixes para Tiga, Kaiser Chiefs, Justice e Depeche Mode e acaba de lançar o álbum "Oi Oi Oi".

O Motomix acontecerá em diversos clubes e espaços da cidade. Ainda não vazou a data e o local do Mark Ronson; já Alex Ridha (que assina como Boys Noize) toca no Vegas em 1º de dezembro.

 

Escrito por Thiago Ney às 10h56

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Akon - entrevista

Nascido no Senegal e naturalizado norte-americano, Akon é um dos mais bem-sucedidos rappers do momento. Lançou dois discos -o último, "Konvicted", estourou e já vendeu quase 4 milhões de cópias no mundo. Entre os hits, o disco traz "Smack That" e "I Wanna Love You", este em parceria com Snoop Dogg. Akon é um personagem bem singular -não diz qual é sua idade, já foi preso por roubar carros, é polígamo* e é dono de uma mina de diamantes na África. Ele toca nesta terça em São Paulo, e falou um pouco com a gente.

Matt Sayles/Associated Press

 

FOLHA - Você é um rapper bem-sucedido, já vendeu milhões de cópias de seus discos. O que você tem que outros rappers não?
AKON - Não tenho um estilo particular, um som particular. Minha música é muito pessoal, autobiográfica, mas ao mesmo tempo as pessoas se vêem nelas. Gosto de falar coisas pessoais, mas que possam ser entendidas por todos. Não quero estar em apenas um território.

FOLHA - Li uma entrevista em que você dizia que gostava de Phil Collins. Por quê?
AKON - Sempre me atraí pelo tom da voz dele. Acho incrível.

FOLHA - Há algumas semanas, Kanye West e 50 Cent lançaram discos ao mesmo tempo. Quem se saiu melhor, Kanye ou 50 Cent?
AKON - Gosto dos dois. Depende do humor que você está. Os que gostam de histórias das ruas vão preferir 50. Os que gostam de rap mais amplo vão atrás do Kanye.

FOLHA - Você fez colaborações com Snoop Dogg, Eminem e com vários outros rappers. Como é trabalhar com eles?
AKON - Adoro colaborações, é uma forma de expandir sua música. Há diferentes pontos de vista que se combinam e criam uma música.

FOLHA - Você nunca diz qual é a sua idade. Por quê?
AKON - Não acho que seja importante, Nunca entendi por que importa tanto se você é jovem ou não. A indústria musical dá muita ênfase à idade.

FOLHA - O que você diz aos críticos que afirmam que você e outros rappers tratam as mulheres com desprezo e machismo?
AKON - Isso depende de como você encara a música. No fim das contas, é apenas entretenimento. Depende da sua perspectiva. A imprensa dá uma importância maior do que devia. As mulheres que fazem os videoclipes fazem porque querem, voluntariamene, ninguém coloca uma arma na cabeça delas. As mulheres escolhem a roupa que querem usar nesses vídeos.

FOLHA - Você já foi preso por roubar carros. O que te inspirou a entrar no mundo da música?
AKON - Quando você se encontra numa situação daquelas, de ser preso ou deser baleado, você tenta achar uma saída. entra na indústria da música para sair dessa.

FOLHA - Você é muçulmano e acredita na poligamia. Isso já te causou problemas com as mulheres?
AKON - Não. Depende das crenças de cada um. Cada pessoa tem o direito de escolher como quer viver, certo? Contanto que você não esteja ferindo ninguém, está tudo bem.

* O amigo Ronaldo Evangelista alertou: em uma entrevista à revista "Blender", Akon foi perguntado se realmente teria várias mulheres. Ele disse que não, que havia inventado isso para "brincar com a mídia".

AKON

Quando: terça (16/10), às 21h30

Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, SP; tel. 0/xx/113188-4148)

Quanto: de R$ 150 a R$ 300 (há meia-entrada para estudantes)


 

Escrito por Thiago Ney às 17h50

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Gui Boratto - ouça música nova

Gui Boratto não pára. Não apenas um dos melhores produtores de eletrônica do Brasil, mas autor do talvez melhor disco nacional do ano, Boratto já lançou um elogiado CD mixado, estampou matéria do "New York Times" e colocou nas lojas a excelente "Matryoshka", faixa com SCSI-9. Pois o produtor paulistano acaba de lançar uma de suas melhores músicas: "The Rivington", pelo selo Galaktika. Ouça aqui no blog o estrago que essa faixa causa.

Antes, Boratto falou um pouco sobre "Rivington":

“O Maurice [Aymard], dono da Galaktika, é amigo meu, eu o conheci no Sónar do ano passado. A Galaktika é um selo pequeno, mas com muita gente legal por lá. Eu estava fazendo turnê pelos EUA com o Michael Mayer, e quando estava em NY, no hotel Rivington, veio a idéia de uma música e a batizei com esse nome. Fiz a faixa e o Martinez adorou, quis fazer o remix".

Boratto embarca na próxima semana para a Europa. Lá, toca no Fabric e no I Love Techno. "E em dez dias sai um single novo que fiz com Marc Romboy, "Eurasia". A minha versão tem vocal da Luciana Villanova, minha mulher. Não tem letras, são apenas ruídos, sussurros. Não lancei ainda, mas já tenho tocado no live. É uma música que as mulheres gostam, tem um apelo pop forte".
Boratto disse ainda que adora electro-rock. "Acho muito legal. Tenho uma vontade enorme de fazer alguma coisa nessa praia. Eu sou guitarrista, né, me identifico com isso. Quero ver vários shows desse pessoal no I Love Techno".

Sobre seu ritmo de produção:

"Produzo sempre, tenho necessidade de produzir. E até que acho que tenho produzido pouco. Mas não é muito bom lançar muita coisa. Não sei como o John Dallback faz, que lança, sei lá, umas 30 faixas por ano. Eu lanço umas oito, nove... [Lançar muito] Não é muito bom porque periga até queimar o cara. O distribuidor não gosta, porque pode ficar com coisa encalhada e ele pára de comprar discos desse artista. Só lanço quando tenho certeza que eu gosto da faixa".

Ouça aqui "The Rivington"

 

Escrito por Thiago Ney às 12h45

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Rio x NY

Quem conta é o bocudo Mick Jagger, na "Uncut" de novembro: "Originalmente perguntei ao Marty [Scorsese] se ele poderia filmar, em Imax, o show que fizemos no Rio de Janeiro. Com mais de um milhão de pessoas na praia, achei que seria fantástico - show gigantesco, tomadas feitas de helicóptero, todos aqueles ângulos incríveis, toda aquela vida das ruas. Mas ele disse ‘Sabe, meu forte são os shows íntimos...’, e eu disse ‘Tudo bem, só que não fazemos shows íntimos. Não temos espaço na agenda para apresentações em teatros! Você está dificultando as coisas para mim, Marty...’". O resultado é conhecido: os Stones cederam, fizeram duas noites no Beacon Theatre, em Nova York, e Scorcese fez "Shine a Light", o documentário sobre a apresentação da banda. Pelos set lists, os shows de NY parecem mais interessantes que o do Rio (que foi excelente, vejam bem), além de ter convidados (como Jack White na ótima "Loving Cup") que Copacabana não viu. Mas convenhamos, aquele show de Copa num telão gigante de Imax ia ser espetacular, quiçá até com repercussão positiva na freqüência desse tipo de show aqui no Brasil.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h05

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Pop/Flop

 Pop

Radiohead - Convenceram a gente a pagar por um download...

The Twelves - Quinta-feira, no Milo: M.I.A. + Justice + gritaria


Flop

Martin Scorsese - Mick Jagger queria que o documentário dos Stones fosse feito com imagens do show de Copacabana. Scorsese não quis

Planeta Terra - Colocaram Lily Allen pra tocar no mesmo horário do Cansei de Ser Sexy... E o que é o palco dance começando às 19h?????

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h47

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O palco não pode ser pouco

foto de radiocabaret em 04/10/07

O Cabaret, que tem nos vocais nosso colega de trabalho Márvio "Marvel" dos Anjos (que bate ponto no caderno de Esportes da Folha e é a figura gritante da foto acima, feita por Renato Reis), está lançando seu primeiro clipe, para "Rockstar Baby", uma das boas músicas de seu disco de estréia, "Cabaret" (gosto muito também da que dá título a este post). A banda já era conhecida do público indie carioca em sua encarnação anterior, como Glamourama, e vem construindo uma sólida imagem de plumas, paetês e postura rock n' roll nos circuitos de clubes e festivais indies do país.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 22h32

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Lily Allen - entrevista

A encrenqueira Lily Allen, que toca em São Paulo no dia 10 de novembro, conversou com Leandro Fortino, do Folhateen, sobre a sua vinda ao Brasil. A entrevista vai ser publicada na segunda, no Folhateen, e lá Lily Allen contará, por exemplo, qual é o seu seriado de TV favorito e dá sua receita para curar ressaca. Ela também falou um pouco sobre como anda o seu segundo álbum, em fase de composição.
 
Marcos Brindicci/Reuters
 
FOLHATEEN - Você já tem idéia de como será seu segundo disco?
LILY - Sim, já estou começando a fazê-lo e tenho ficado feliz com o resultado.
FOLHATEEN - Terá muito reggae, como no primeiro?
LILY - Não terá tanto reggae, quero seguir novos caminhos. Vai ser um disco bem mais energético.
FOLHATEEN - No festival, você vai tocar com artistas como Kasabian, The Rapture e Cansei de Ser Sexy. Você gosta deles?
LILY - Sou uma grande fã do CSS e adoro o Kasabian.
FOLHATEEN - Você já tocou com essas bandas em festivais?
LILY - Sim, durante os vários festivais de verão, então eu as encontrei muitas vezes neste ano.
FOLHATEEN - Como foram os shows em Buenos Aires e em Santiago, no final de agosto?
LILY - Foram excelentes, os fãs são incríveis, a energia foi ótima. Espero encontrar o mesmo no Brasil.
FOLHATEEN - A vida de cantora é mais trabalhosa do que você imaginava?
LILY - Eu já me diverti muito quando era mais jovem e não fazia nada da vida. Então, agora que faço alguma coisa, tento trabalhar duro de verdade, mas gosto do que faço.
FOLHATEEN - Você teme ser lembrada no futuro apenas como sendo "a cantora de ‘Smile’"?
LILY - Não, eu espero gravar uma outra "Smile".
 

Escrito por Thiago Ney às 18h50

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Melhor ou mais farsante DJ do mundo?

Tem muito clube por aí que, para divulgar uma noite, usa como argumento a polêmica lista dos "melhores DJs do mundo" feita todo ano pela revista britânica DJ Mag. E tem muita gente que entra nessa conversa. Pois ontem a própria DJ Mag anunciou que excluiu da lista nomes como Christopher Lawrence e DJ Dan, porque encontrou provas de que esses DJs utilizariam esquemas para turbinar votos a favor deles.

Que feio...

 

 

Escrito por Thiago Ney às 18h23

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3 minutos com...

3 minutos com...



Ney Matogrosso estréia na quinta que vem (18/10), em São Paulo, seu show "Inclassificáveis" -título que vem da música homônima de Arnaldo Antunes (e que este cantava com o saudoso Chico Science). Fiz uma entrevista com o cantor para a Ilustrada (sai em algum momento da semana que vem) e aproveitei o embalo para três minutos de prosa mais informal sobre a fase mais pop rock de sua carreira, o começo com o Secos & Molhados, na década de 70 (em plena ditadura militar), quando Ney subia no palco (e aparecia nos discos) com a cara pintada e um visual andrógino -estilo que ficaria conhecido como glam e que, aqui no Brasil, rendeu ameaças à vida do cantor.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h10

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Boas da Semana

Boas da Semana

11.out a 17.out

quinta, 23h
The Twelves - misturam M.I.A. com electro com rock com house
Onde: Milo Garage (r. Minas Gerais, 203, Higienópolis, SP; tel. 0/xx/11/3129-
8027)
Quanto: R$ 10

sexta, 24h
Gui Boratto - D.A.N.C.E. Não é dele, mas é esse o clima. E a noite ainda tem Kammy e Magal
Onde: Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500)
Quanto: de R$ 20 (mulher com lista) a R$ 35 (homem sem lista)

sábado, 24h
Discology vs. Quebrada - dois anos da união de disco e breaks
Onde: Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705)
Quanto: de R$ 30 a R$ 35

terça, a partir das 22h
Vanguart - prévia do show do Tim Festival
Onde: Grazie a Dio! (r. Girassol, 67, Vila Madalena; tel. 0/xx/11/3031-6568)
Quanto: R$ 15

Metal - Você não gosta de metal? Não importa, vá ver

Escrito por Thiago Ney às 14h06

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E lá vem o Motomix...

Mais evento para preencher a agenda pop do final deste ano. A organização não confirma nada ainda, mas o Motomix deve acontecer entre 25 de novembro e 3 de dezembro, em vários clubes de São Paulo. A parte musical terá ainda um show gratuito no parque Ibirapuera.

Parece que é o seguinte. O Motomix arte (vídeos, palestras etc.) acontecerá na Sala Cinemateca. A parte musical será espalhada por vários clubes da cidade, com DJs e bandas. O line-up está sendo feito.

Por enquanto é isso.

Escrito por Thiago Ney às 17h42

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Radiohead - faixa a faixa

Menos impactante do que "Kid A", mais ousado do que "Hail to the Thief" e, definitivamente, nada parecido com "OK Computer" ou "The Bends". Essas são as primeiras impressões de "In Rainbows", o sétimo disco de estúdio do Radiohead.

Com este álbum, dá para dizer que o Radiohead pop, de canções com estruturas definidas e lineares, desapareceu. As dez faixas de "In Rainbows" são fragmentadas, cheias de ruídos e barulhos. Não há "singles", músicas que te pegam de imediato -a digestão é um pouco demorada.

Ouvir "In Rainbows" é como assistir a um filme de David Lynch. Não é algo "prazeroso"; não vai te fazer "feliz" nem melhorar seu humor; você vai ao cinema não para espairecer ou para ter uma uma experiência "agradável", mas sabendo que terá que viajar junto com o roteiro (se não estiver no clima, dorme mesmo...) A sinopse (ou qualquer texto sobre "In Rainbows") te dá apenas uma idéia pequenininha sobre o que você deve encontrar, mas o filme (o disco) está aberto a interpretações. Abaixo, segue a minha interpretação, faixa a faixa.

"15 Steps" - As primeiras batidas já mostram que este não será um disco fácil: são sujas, ásperas, sincopadas.

"Bodysnatchers" - Aqui a "sujeira" está na guitarra, lembra Sonic Youth, Husker Du. Se existe um single, uma música mais pop, é esta aqui.

"Nude" - Devagar, melancólica, abstrata, Thom Yorke murmura.

"Weird Fishes/Arpeggi" - Começa com uma linha sutil de guitarra, que vai num crescendo por toda a faixa. Bonita, bonita.

"All I Need" - O clima aqui é soturno, grave. "You're all I Need", canta Yorke, mas como num desespero. Depois, a faixa se transforma num quase épico etéreo.

"Faust Arp" - A voz de Thom Yorke sai rápida, quase falada, emoldurada por violinos e violão.

"Reckoner" - Talvez a mais estranha do disco, o andamento vai e volta, com bateria upbeat, a guitarra como contraponto, o vocal em forma de lamento de Thom Yorke...

"House of Cards" - Se não fosse o Radiohead, essa seria chamada de folk. Aqui, é um folk etéreo, espacial

"Jigsaw Falling into Place" - Bateria rápida, guitarra acústica, a voz de Thom Yorke dá o tom, meio frenética, gritando "Come On and Let it Out".

"Videotape" - Piano minimalista, bateria contida, Thom Yorke encerra o disco com melancolia.

 

Escrito por Thiago Ney às 10h22

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Lily Allen x Cansei de Ser Sexy???

Pode vir a ser o melhor festival do ano. Line up bom e diversificado, preço não tão alto, lugar novo, três palcos. Mas aí apareceram os horários dos shows dos artistas que tocam no Planeta Terra, e bateu uma decepção... Vi no Dominódromo, e parece que é isso aqui:

Main Stage
17h30 - Supercordas
19h - Pato Fu
20h30 - Instituto
22h - Lily Allen
23h30 - Devo
1h - Kasabian

Indie Stage
18h - Lucy and the Popsonics
19h30 - Tokyo Police Club
21h - Datarock
22h30 - Cansei de Ser Sexy
0h - The Rapture

DJ Stage
19h - Renato Ratier
20h30 - Jon Carter
22h - Layo & Bushwacka
23h30 - Vitalic

Lily Allen no mesmo horário do Cansei de Ser Sexy?

Devo junto com Rapture?

Vitalic junto com Devo e Rapture?

Será que vai ter público no palco dance, nesse horário tão cedo?

 

 

 

Escrito por Thiago Ney às 16h44

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Los Strokes Hermanos (2)

Como dito anteriormente, Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos, se encontrará com Nick Valensi e Fabrizio Moretti, dos Strokes. Amarante embarca nesta terça para a Califórnia, de onde segue para Nova York. Lá, entrará em sessões de estúdio com Valensi e Moretti, a princípio para gravar faixas para projetos-solo dos dois. Permaneceremos atentos aos passos de Amarante nos EUA com os Strokes...

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h17

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A revolta dos Dandys

Da série "Bandas legais que já demoraram a vir para o Brasil", peguei os Dandy Warhols pela terceira vez em Londres, na quarta passada. A banda é muito menos hypada do que eu esperava, na capital inglesa: tocam em lugares relativamente pequenos (o de quarta foi no Electric Ballroom, de Camden Town) e mesmo assim, sempre consegui comprar ingressos para os shows deles na própria semana da apresentação, o que é praticamente um milagre em Londres. De qualquer modo, são um quarteto animado e têm um show vigoroso, acompanhado com igual fervor pelos fãs. Certamente fariam bonito em um Tim Festival desses (e tem fãs para isso), mas ainda não vieram, sabe-se lá por quê. O melhor disco deles é o "Thirteen Tales From Urban Bohemia" (2003), onde está não só o hit máximo, "Bohemian Like You", mas também pérolas como "Get Off", "Horse Pills", "Cool Scene" e "Country Leaver". Eles tocaram todas essas (quer dizer, menos "Cool Scene") mais outras das minhas favoritas como "Not If You Were The Last Junkie On Earth", "Every Day Should Be A Holiday", "All The Money or The Simple Life Honey", "We Used to Be Friends" e "The Last High". Também tocaram uma nova (e apenas razoável), que vai estar no próximo álbum, anunciado para março do ano que vem. Abaixo, um trecho da tradicional saideira dos shows deles, "Country Leaver".

http://media.folha.uol.com.br/blogs/ilustradanopop/2007/10/08/show.wmv

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h42

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MySpace ganha concorrente

 

Fazer o quê? O MySpace é lento, demora para carregar, é feio que dói, foi comprado pelo Rupert Murdoch, mas somos obrigados a frequentá-lo pois é local certo para descobrir artistas novos, ouvir faixas de bandas, fazer amiguinhos etc. Mas parece que vem aí uma alternativa. O Facebook deve lançar uma nova plataforma para músicos. Os planos do portal incluem facilitar a inclusão de perfis das bandas, de datas de shows, materiais promocionais e fazer link com o iTunes para o usuário comprar downloads. A previsão é que seja lançado até o final do ano.

 

 

Escrito por Thiago Ney às 15h42

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Dinheiro, sucesso, fama, glamour

Agora vai!


Já estava virando o nosso “Chinese Democracy”, o nosso terceiro disco do Portishead. Pois o primeiro disco dos cearenses Montage vai finalmente sair. Chama “I Trust My Dealer” e chega às lojas em duas semanas, pelo selo Segundo Mundo. Quer saber como vai soar? Ouça aqui “Money, Success, Fame, Glamour”, faixa que estará no álbum.
Em tempo: a dupla toca no Tim Festival; depois, deve excursionar pela Europa. E há a idéia de a banda chamar DJs e produtores para remixarem as faixas de “I Trust My Dealer”.

Ouça aqui "Money, Success, Fame, Glamour”

Escrito por Thiago Ney às 10h02

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Graham Bell, Radiohead e sanfona

Dá para traçar a história da Sony BMG e da EMI até Graham Bell, um dos fundadores da American Graphophone Company nos anos 1880/1890, que depois virou Columbia Phonograph Company, que depois daria origem às duas majors.
Fui atrás disso depois de ler este execelente artigo de John Harris, na esteira das recentes decisões de Radiohead e Charlatans de lançarem seus álbuns de graça (ou quase), após Prince ter distribuído cópias de seu último disco encartado em um jornal britânico. Harris discute se uma hipotética extinção das gravadoras seria realmente benéfico para consumidores e artistas. Para Harris, essas gravadoras têm papel importante na orientação artística de seus contratados -muita banda, e ele cita entre elas The Jam, deixou de trilhar caminhos inconsistentes e gravou bons discos (como "All Mod Cons") após receber o devido direcionamento de seu selo.


Perfeito. Mas talvez esse papel não precise necessariamente ser feito por uma gravadora (ou, pelo menos, por uma grande gravadora).
Empresários e agentes podem e já fazem esse papel -os Stones só começaram realmente a compor material próprio e criaram a imagem de "bad boys" por sugestão do empresário, Andrew Loog Oldham; toda a estética electro-roqueira da dupla Justice só existe por culpa de Pedro Winter, o dono do selo Ed Banger.
Além de meros fabricantes e divulgadores de discos, as gravadoras (aqui, as independentes) funcionam, para nós, como uma espécie de bússola, já que bons selos e gravadoras lançam basicamente artistas cujo perfil encaixe com a política artística desses selos e gravadoras.
Na música eletrônica isso é muito mais detectável do que no rock. Você já sabe o que te espera quando encontra, ao lado do nome de um DJ ou produtor, as marcas M_nus, BPitch Control, Kompakt, Warp, Ed Banger ou Get Physical. (Bem, pensando melhor, nem sempre... O Get Physical lançou este troço horrível, que se tornou uma das músicas mais tocadas do ano nas pistas. Muita gente boa adora, como o Camilo. Será que eu estou louco por não gostar disso?)

Escrito por Thiago Ney às 13h36

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Quem inventou sabe

Mostrando que sabem tudo mesmo, os criadores do futebol escolheram as 50 melhores camisas de times de futebol de todos os tempos, numa eleição do jornal "The Times". Primeiro lugar? A da seleção brasileira de 1970. Único clube brasileiro na lista? Flamengo.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h36

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De chorar

A "Uncut" de novembro (com Robert Plant na capa, explicando que o Led Zep precisava "fazer um último grande show", daí a reunião para a apresentação em Londres) vem com um CD classificado de "Acid Folk", coletânea de artistas selecionados pelo neo-ripongo Devendra Banhart. Entre os 11 artistas escolhidos, está Rodrigo Amarante, com a faixa "Diamond Eyes". Fala Devendra: "Nós amamos o Rodrigo. Ele estava no Los Hermanos, uma banda épica. (...) Nos conhecemos no show dos Mutantes no Barbican [em Londres] (...) e, após o show, Rodrigo e eu começamos a chorar, foi tão emotivo." O norte-americano também diz que o brasileiro virou "mais um membro" de sua banda e "parte integral do disco" que acabou de gravar.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 09h15

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Los Strokes Hermanos?

No fim dos elogios a Amarante, Devendra Banhart solta a bomba: "Há comentários de que ele vai gravar em Nova York com os Strokes - ele é amigo de Nick e Fabrizio". Se os comentários vão se mostrar verdadeiros, só esperando pra ver, mas vale lembrar que era Amarante que cantava na cover dos Hermanos para "Last Nite", com parte da letra em português. No bolão para ver qual ex-Hermano vai mais longe sozinho, Amarante parece ter começado bem.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 09h13

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Lily e Amy

Segue firme em Londres a obsessão dos tablóides em acompanhar a vida das duas princesas pé na jaca do pop local, Lily Allen e Amy Winehouse. Essa semana, os jornais fizeram festa com uma foto de Winehouse saindo de uma lanchonete com um copo de refrigerante na mão - aparentemente, uma prova de que a moça realmente disse yes, yes, yes para a rehab. Em compensação, Allen, que baixa no Brasil mês que vem, parece ter tomado a vaga de cachaceira-mor: subiu ao palco bêbada para um show surpresa e falou um monte de bobagens. Segundo os venenosos tablóides britânicos, ela também estaria se comparando desfavoravelmente à Winehouse, achando que sua fase de brilho já passou e que nunca ganhou tantos prêmios ou fez tanto sucesso quanto a outra.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h56

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Mulherada forte

Pra onde se olha, só dá elas em Londres.

KT Tunstall estampa pôster anunciando seu novo disco, Debbie Harry está em anúncio de loja de roupa e emplacando trilha do Blondie na versão musical de "Procura-se Susan Desesperadamente" (aquele filme da Madonna). Nos jornais estão as onipresentes Diana (que tem novo júri para investigar sua morte), Kate Moss, Britney Spears etc. E tem a Kelly Osbourne fazendo pose sensual, com muitos quilos a menos (photoshop?) no cartaz do musical "Chicago", onde entrou para fazer o papel de Mama Morton (que, no filme, coube à bem fornida Queen Latifah).


Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h44

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London's burning

Se você passar quatro dias em Londres, em qualquer época do ano, as chances de que haja pelo menos um show bom rolando são de 100%. Na minha breve temporada aqui, de terça a sábado, teve Dandy Warhols, Manu Chao, New Pornographers, Happy Mondays, Hot Chip, Lily Allen, Fatboy Slim e até o arroz-de-festa Cansei de Ser Sexy (em festa fechada da Diesel, com presença de várias celebridades), isso sem falar nas incontáveis bandas desconhecidas que tocam em todos os buracos dessa cidade diariamente e que podem virar o próximo Arctic Monkeys, por exemplo. Por falta de ingresso e de tempo, só consegui assistir ao Dandy Warhols e ao Manu Chao. Nem olhei o que ia rolar na semana seguinte, pra não ficar triste de perder alguma coisa muito boa.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h39

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Blog pop da Ilustrada

Opa! Bem-vindo ao blog pop da Ilustrada. Aqui pretendemos complementar a cobertura feita no caderno. A música ganhará grande parte do espaço, mas haverá um cantinho também para TV, quadrinhos, até futebol...

Além de textos noticiosos, dicas, críticas e outras curiosidades, o blog terá arquivos de áudio e/ou vídeo com entrevistas, shows, músicas etc.

O blog é coordenado por Thiago Ney e por Marco Aurélio Canônico (que está em Londres nesta semana e mandará coisas quentes de lá, como dos shows dos Dandy Warhols, New Pornographers ...).

É isso. Valeu!

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h45

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Nokia Trends em dezembro

A temporada de shows do final do ano ganha mais um festival. O Nokia Trends já tem data marcada: 8 de dezembro. O local: o Memorial da América Latina. A primeira atração confirmada: a nova banda dance-rock australiana Van She. O grupo é do cast da Modular (Klaxons, New Young Pony Club) e, além de banda, são ótimos remixadores. Já mexeram em faixas de Klaxons, Feist, Tiga etc. No Nokia Trends, o Van She se apresenta duas vezes: como banda (com baixo, bateria e tal) e em DJ set, o chamado Van She Technologic.

Além da parte musical, o festival terá espaço de arte e multimídia. A expectativa é reunir 4.000 pessoas.

Isso é o que já está fechado, com contrato assinado e tal. O que não está confirmado é o seguinte. Teve festival que tentou trazer o She Wants Revenge ao Brasil, mas não conseguiu porque, segundo o agente do grupo, a dupla norte-americana já havia fechado "com um festival em São Paulo que acontece em dezembro". Só pode ser o Nokia Trends... Ou tem outro?

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h44

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Decifre o Arctic Monkeys

Em 1994, 1995, a MTV norte-americana costumava legendar as entrevistas do Oasis, pois ninguém entendia uma palavra dos irmãos Gallagher.

Mas, perto de Alex Turner, os irmãos Gallagher parece que falam português... Se você não apenas fala, mas "ouve" inglês muito bem (ou se você tem uns três minutos a perder), ouça alguns trechos da entrevista do vocalista do Arctic Monkeys à Folha. Para ajudar: ele fala sobre a expectativa do show no Brasil, sobre o cover que fizeram de Amy Winehouse, sobre o remix que receberam do Bonde do Rolê, sobre o fato de suas letras serem comparadas às de Mike Skinner (The Streets), Lily Allen...

Ouça a entrevista com Alex Turner

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h42

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Villalobos em São Paulo...

Se você gosta de boa música eletrônica (não apenas m*n*m*l), anote: no próximo dia 20, um sábado, o chileno Ricardo Villalobos toca no D-Edge. Com ele, vem o japonês Fumiya Tanaka, seu parceiro no excelente álbum que Villalobos fez para o clube Fabric. Parece que havia a possibildade de fazer uma festa fora do clube, para mais gente. Mas, pelo que eu soube, será no D-Edge mesmo.

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h38

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...Vitalic também

O ótimo produtor de electro foi adicionado à escalação do festival Planeta Terra, que acontece em São Paulo em 10 de novembro. Além de Vitalic, o evento terá em sua parte eletrônica John Carter, Layo & Bushwacka e o brasileiro Renato Ratier. Roger Sanchez não vem mais.

O Planeta Terra terá ainda Lily Allen, Devo, Kasabian, Cansei de Ser Sexy, The Rapture, Datarock, Pato Fu, Supercordas e Lucy & the Popsonics.

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h37

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3 minutos com...

3 minutos com...

André Porto/Folha Imagem

Toda semana, reservaremos três minutinhos deliciosos com entrevistas que se propõem a apresentar uma faceta aparentemente desconhecida, misteriosa de alguma personalidade. Na estréia, ligamos para Sandy, que conta detalhes sobre sua vida na faculdade (ela cursa letras na PUC de Campinas) e comenta sobre uma disputa de boxe com Supla...

Ouça a entrevista com a Sandy

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h36

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Pop

Pop

Pop

Radiohead - Anunciam o novo disco de surpresa. O disco será vendido por download ou em embalagem caprichada de dois CDs. Você diz quanto quer pagar pelo download. Que outra banda grande faz o que eles estão fazendo?

Lobos - Wolfmother, Wolf Eyes, Patrick Wolf, Wolf Parade, Wolf & Cub. Mais um pra lista: os canadenses We Are Wolves, que lançam "Total Magique". Pós-(hard)-punk sujo. Ouça "Fight and Kiss" e "Magique"

FLOP

Digitalism - Todo mundo esperando, expectativa nas alturas, e eles cancelam por... "cansaço"????

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h33

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Boas da semana

Boas da semana

Helvetia - você gosta de Tiësto? Bem, eu não. Mas provavelmente vou no Helvetia neste sábado para ver Eddie Hallywell

CB - nesta sexta tem a festa Hell Oh! Dear de electro-rock com a dupla brasiliense Lucy & the Popsonics

"Metal" - documentário que busca entender por que o heavy metal é tão odiado por alguns e tão amado por outros. Estréia nos cinemas de São Paulo nesta sexta

Escrito por Ilustrada no Pop às 15h25

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