Ilustrada no Pop

 

 

Boas da semana

Boas da semana

A sexta em São Paulo está movimentada, o sábado tem o encerramento do Motomix. E um dos discos mais originais do ano. No podcast.
E, claro: domingo, 16h. Vai dar. Vai, Inter.

Escrito por Thiago Ney às 17h11

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Entrevista: Tiga

O canadense Tiga apareceu ao mundo no final dos anos 90 com uma versão electro-tecno de "Sunglasses at Night". Em seguida, tornou-se uma das figuras mais populares do electro-pop, remixando um monte de gente, como Peaches ("Shake Yer Dix"), Soulwax ("E-Talking"), Nelly ("Hot in Herre"), LCD Soundsystem ("Tribulations") e Thomas Anderson ("Washing Up"). Em 2006, lançou "Sexor", seu primeiro álbum de estúdio. Já tocou no Brasil (inclusive no Skol Beats, em 2005), e retorna a São Paulo hoje, com DJ set na Pacha. Ele conversou um pouco com este blog. 


IluPop - Você lançou seu primeiro disco no ano passado. O que tem feito ultimamente? Não temos ouvido tanto de você neste ano...
Tiga - Fiz uma turnê grande no verão do ano passado, toquei em festivais nos EUA e na Europa. Neste ano também excursionei, mas não tanto quano em 2006. Fiz remixes para Gossip ("Your Mangled Heart"), New Young Pony Club ("Ice Cream"), Human League ("Things Dream are Made of"). E tentei aproveitar um pouco a vida. Li muito livros, ouvi música. Estou num período de transição. O trabalho do DJ está sempre mudando. Estou procurando novas músicas, novas idéias.

IluPop - Olhando para trás, como vê seu álbum hoje? Saiu como o esperado?
Tiga - Parece que faz muito tempo... Terminei de produzi-lo há dois anos, e algumas canções são de três, quatro anos atrás. Então não sinto que seja algo próximo. Foi meu primeiro álbum de estúdio, era um desafio, era importante terminá-lo, então fiquei orgulhoso de finalizar esse capítulo. Musicalmente, não olho para trás. Algumas coisas você gosta, outras não, mas você não julga. Não mudaria em nada o que fiz ali, mas quero olhar para frente.
Já as reações ao álbum foram boas. Recebi boas críticas, o disco vendeu bem. Não acho que era o melhor álbum da história da música, então a recepção foi apropriada.

IluPop - Recentemente, Nós já tivemos electroclash, disco-punk, minimal tecno, space disco... Qual é a próxima?
Tiga - Não sei, acho que estamos vivendo um momento complexo quando se fala em discotecagem. Temos todos esses formatos, como Final Scratch, CD, vinil, temos clubes grandes, clubes pequenos, festivais. A situação é totalmente diferente da de 15 anos atrás, em que as pessaos que queriam ouvir house só ouviam house e eram diferentes das que queriam ouvir tecno. Hoje há muitas faixas que remetem à disco, além dos tradicionais house, electro, punk. A música viaja muito rápido, as referências estão muito expostas. Há muita música, então ficou muito mais difícil de algo aparecer e ter algum impacto. As coisas estão se espalhando rapidamente, e em várias direções. Por exemplo: o Michael Jackson fazendo o "moonwalk". Aquilo foi incrível, um momento marcante na música pop que durou por muito tempo. Hoje, até mesmo Radiohead é consumido de forma rápida e logo as pessoas estão olhando para outras coisas. Mas voltando à dance music, ainda há muito espaço para mixar tecno com pop, colocar mais psicodelia: climas ácidos, viajantes, que remetam ao início dos anos 90.

IluPop - Quais artistas você tem ouvido hoje?
Tiga - Muita coisa de tecno. Algo de minimal, da Kompakt (eles ainda estão muito bons), coisas da Minus, Cobblestone Jazz, Soulwax, LCD Soundsystem. E tenho ouvido bastante Aphex Twin.

Escrito por Thiago Ney às 13h06

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3 minutos com... Mark Ronson

3 minutos com... Mark Ronson

Nesta quinta (29/11), sai entrevista com Mark Ronson na Ilustrada impressa. Aqui, seguem 3 minutos da conversa com o cara que produziu discos de Lily Allen e Amy winehouse e que faz DJ set na quinta, no Royal, a “módicos” R$ 150.

IluPop - Além de você, produtores como Timbaland, Pharrell Williams e Danja estão ganhando tanto destaque quanto os próprios artistas que produzem. Estamos vivendo uma “era dos produtores”?
Mark Ronson - Os produtores realmente estão vindo à frente e fazendo mais e mais música pop. Hoje, um artista tem mais chances de ter um disco bem-sucedido se colocar o nome de alguém como Pharrell na capa. Muita gente comprou o último disco de Nelly Furtado porque ele foi feito junto com Timbaland. Há muita gente na indústria que vê da seguinte maneira: "OK, temos esse garoto, que não é bom cantor, como faremos para ele vender bem? Chama o Pharrell para produzir as músicas".
IluPop - Em SP você se apresenta como DJ. O que entra no seu set?
Ronson - Toco bastante coisa minha, mas pode entrar faixas de Blur, Baltimore Club, hip hop. E costumo misturar as canções de "Versions" com as originais.
IluPop - Você pretende fazer outro disco com Amy Winehouse?
Ronson - Vamos entrar  em estúdio em algum  dia de dezembro. Não queremos trabalhar sob nenhuma pressão. Sabemos que muita gente estará aguardando esse disco dela.
IluPop - Com quais artistas você gostaria de trabalhar?
Ronson - Há muita gente que gostaria de produzir, principalmente bandas novas... Gostaria de produzir Wale, um rapper de Washington muito criativo. Tem também a Adele, uma cantora de Londres que é muito boa. Gosto de trabalhar com gente nova e talentosa.

Escrito por Thiago Ney às 18h03

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"In Rainbows" no Brasil

Pode apostar: em muitas listas de "melhores discos de 2007", "In Rainbows", o último do Radiohead, aparecerá com bom destaque. O que vai gerar uma coisa engraçada: um disco que é considerado um dos melhores de 2007 ganhará lançamento tradicional em... 2008. "In Rainbows", em CD, chega às lojas dos EUA em 1º de janeiro de 2008. O disco chega também ao Brasil no formato CD, a partir de 2 de janeiro. Se lá fora "In Rainbows" é dos selos XL (Europa) e TBD (EUA), no Brasil ele será o primeiro lançamento da nova gravadora Flamil. Por enquanto, o Radiohead é a única banda da Flamil.
Mais obre o Radiohead: em setembro, junto com a divulgação do download de "In Rainbows", o Radiohead anunciou uma versão luxo do álbum: com um CD bônus de músicas inéditas, vinil, libreto etc. Esse versão luxo foi mandada por engano para um fã com alguns dias de antecedência (a data original era 3 de dezembro).
Radiohead ao vivo. A banda sai em turnê em 2008. Já anunciaram que tocarão em dois festivais alemães: Southside e Hurricane, no final de junho. Fora a entrevista que o guitarrista Ed O'Brien concedeu à BBC, em que afirma que a banda vem ao Brasil e à Argentina no ano que vem...
E aí, será que "in Rainbows" em CD vai vender no Brasil?

Escrito por Thiago Ney às 14h19

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Zona de segurança

Lou Reed tem grandes álbuns solo nas costas (isso sem falar no Velvet Underground), mas, em tempos recentes, andou dando uma no cravo, outra na ferradura. A boa é que a martelada mais recente foi no cravo: "Safety Zone", uma das duas que ele compôs para um documentário sobre a invasão japonesa na China, durante a Segunda Guerra, é muito boa.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h10

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Quase um novo Weezer

Imagino que os mais fanáticos por Weezer já tenham visto que Rivers Cuomo (esse quitute aí acima) está pra lançar um disco solo no mês que vem, com suas "demos favoritas de 1992 a 2007". O que parece ser o primeiro single desse disco, "Blast Off", está no MySpace do sujeito, pra quem quiser ouvir.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h01

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Back to the 80's - parte 2

Meu fim de semana retrô teve também o show conjunto de Paralamas e Titãs em São Paulo (na foto, meio fora de foco, estão também Arnaldo Antunes e Andreas Kisser, convidados - assim como Marcelo Camelo).

Foi um grande show. Eu sei que não são poucos os modernetes que torcem o nariz para as duas bandas (dentre outras dos anos 80, como a Legião Urbana do post anterior), como se gostar de Arctic Monkeys e de Paralamas (por exemplo) fossem coisas incompatíveis. Não escuto mais Titãs e Paralamas como já escutei antes (até porque eles não gravam - em quantidade e qualidade - como gravaram antes), mas não deixei de gostar das bandas, não deixei de colocá-las no meu iPod (como diz Paulinho da Viola, quando penso no futuro, não esqueço meu passado).

Os Titãs perderam um pouco a forma depois do "Titanomaquia" - em parte porque perderam três dos oito integrantes originais, em parte porque fizeram escolhas artísticas equivocadas -, mas canções como "Lugar Nenhum" (que o Arnaldo cantou) não perdem a força. Os Paralamas, então, estão ainda melhores, porque mesmo o acidente que deixou Herbert numa cadeira de rodas (e sem parte da memória) não tirou a potência do trio - "O Calibre" é uma grande música, da fase mais recente; "Selvagem", "Alagados", "Ska", são tantas músicas bacanas que só sendo muito azedo para descartar tudo de roldão.

Não sou saudosista (preferia que o Beck abrisse pro Police, em vez dos Paralamas) mas também não sou neófilo. Acho que a boa música é atemporal e não-excludente - ou seja, não preciso apagá-la do meu gosto para abrir lugar para novas. Pra quem segue essa linha, recomendo este show conjunto das duas bandas, que passa pelo Rio em janeiro do ano que vem.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h13

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Back to the 80's - parte 1

   

Eu gosto de Legião Urbana. Eu gosto de teatro. Logo, assistir à "Renato Russo", a tão bem falada peça que traz Bruce Gomlevsky interpretando o líder da Legião, me parecia um programa sem erros. Parecia.

A peça, que estreou no último fim de semana no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo após bem-sucedida temporada no Rio e país afora, é um equívoco: não funciona como teatro, não funciona como show cover da Legião Urbana. Para não dizer que não funciona como nada, é um bom veículo para Gomlevsky, que, de fato, se entrega ao personagem (dos mais difíceis) e atingiu semelhança física notável com Renato Russo. Mas só física: quando ele abre a boca, as diferenças ficam nítidas (e nem estou entrando no mérito da qualidade vocal, até porque o líder da Legião não era exatamente conhecido por isso).

Gomlevsky age como se fosse Renato em um show, conversando com a platéia e cantando. No meio disso, encena passagens da atribulada vida do cantor. Como o roteiro não ajuda nada, a coisa oscila entre o risível e o francamente constrangedor. Graças à força das composições de Renato, uma ou outra interpretação de músicas ainda se sustentam, mas é muito pouco para duas horas de peça.

De qualquer modo, é justo registrar que, aparentemente, eu fui o único que não gostei. O pequeno teatro do CCBB SP (menos de 150 lugares) estava lotado (os ingressos já esgotaram para o próximo fim de semana, segundo consta) e as pessoas aplaudiram bastante no fim - teve inclusive gente chorando durante a peça. Pra mim, a peça está longe de fazer jus ao que foi a banda e Renato, em particular.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h49

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Amy Winehouse: do êxtase às vaias

Num dia, Amy Winehouse entusiasma os fãs: é simpática, canta perfeitamente bem, faz danças sexies, seu cabelão está bem arrumado. No outro, recebe vaias: chega atrasada para o show, não fala nada com nada, esquece letras, sai do palco no meio da música, os apliques de seu cabelo quase despencam...
A primeira Amy foi vista na quinta e na sexta (dias 22 e 23/11), na Brixton Academy, em Londres. A segunda Amy apareceu no Hammersmith Apollo, também em Londres, no sábado.
Abaixo, um pouco da Amy boa num ótimo vídeo feito na Brixton Academy. Go, Amy, go.

Escrito por Thiago Ney às 13h34

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Eagles of Death Metal x Axl Rose

Banda prima do Queens of the Stone Age, o Eagles of Death Metal se apresenta em São Paulo na próxima quarta (dia 28/11), no clube Clash. Conversei com o vocalista da banda, Jesse Hughes, que falou bastante sobre a expectativa em encontrar um monte de mulher, sobre o rock sem firulas do EODM... Um ponto apetitoso foi quando ele comentou sobre o episódio em que abriram um show do Guns 'N Roses. Após o EODM, Axl Rose subiu no palco e perguntou ao público: "E aí, gostaram dos Pigeons of Shit Metal? Não se preocupem, eles não vão mais participar da turnê". Ouça aqui Jesse Hughes contando o que rolou e o que ele acha do Guns 'N Roses.

Escrito por Thiago Ney às 17h27

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Dylan novo e Cobain acústico

Bob Dylan quando jovem e Kurt Cobain no epílogo de sua carreira são protagonistas de dois DVDs que chegam ao Brasil.
Dylan é o assunto de “Don’t Look Back”, documentário em que as câmeras de DA Pennebaker perseguem o cantor norte-americano em uma turnê pela Inglaterra em 1965. Foi um dos últimos shows de Dylan antes da guinada elétrica e de virar Judas. O filme traz alguns (poucos) momentos da música de Dylan, mas o grande mérito de “Don’t Look Back” é dessacralizar o astro ao captá-lo em momentos íntimos e desconcertantes (desconcertantes não para ele...).
Em preto-e-branco, Dylan ensaia em hotel com Joan Baez (eles já estavam separados na época). O gerente reclama do barulho e o empresário do cantor dá um pito no homem. Dylan mostra-se intransigente e com jornalistas e trata cada entrevista como um embate verbal (e com oponentes mais inexperientes, ele invariavelmente sai ganhador). Que tipo de mensagem quer passar? Será que o público entende suas letras? O que faz são canções de protesto? As perguntas irritam Dylan, que trava um duelo psicológico com os adversários.
Em 1965, Dylan já era autor de “The Times They Are A-Changin” e sua ida à Inglaterra gerou uma disputa entre emissoras de TV para tê-lo como atração. E é engraçado ver como o empresário do cantor leiloava o cachê de Dylan...
A câmera de Pennebaker desliza com suavidade e mostra um Bob Dylan muito ácido, às vezes arrogante, sempre interessante.
“Unplugged MTV in New York” foi gravado em 1993, exibido pela MTV e lançado em CD, mas só agora chegou ao DVD (a Universal lança no Brasil até o final de novembro). Foi o mais surpreendente da série acústica da emissora. Hits? Apenas “Come As You Are”. O repertório é recheado por covers, de Bowie a Vaselines e Meat Puppets (das 14 faixas, três são covers dos Meat Puppets...). E pensar que chamavam Kurt Cobain de marqueteiro, o Nirvana de “banda comercial”...

Escrito por Thiago Ney às 16h46

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Mundo, mundo, vasto mundo

Da série "As Coisas que Você Encontra na Internet": um aficcionado por Disney criou um blog só com as inúmeras versões já feitas de músicas dos filmes clássicos do estúdio. Entre algumas versões legais estão a de Louis Armstrong para "Bare Necessities", de "Jungle Book" (essa ganhou também uma versão em português do Quarteto em Cy) e a das Supremes para "A Dream is a Wish Your Heart Makes", de "Cinderela". Mas tem muita gente, inclusive alguns insuspeitos como Siouxsie & the Banshees, Tom Waits e Gene Simmons!

Dá pra procurar por artista, por filme e por música.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h41

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Creativity goes a long way

Essa eu nunca tinha visto, mas achei bem sacada: o Heitor, da curitibana Heitor & Banda Gentileza, mandou um CD de divulgação de sua banda acompanhado de uma raspadinha, daquelas da Caixa Federal! Não tive tempo de ouvir o CD ainda (que foi gravado ao vivo e acabou de chegar aqui), mas se ele tiver nas músicas a mesma criatividade nonsense que teve na divulgação, deve ter futuro!

A propósito, eles tocam na Funhouse (aqui em São Paulo) em janeiro do ano que vem (dia 18)!!! Nunca imaginei que o circuito indie fosse tão bem programado assim, com tanta antecedência!

A propósito 2, não ganhei nada na raspadinha. Com mais um número eu levava R$ 15 mil (ou R$ 2, ou R$ 0,50!).

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h59

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Manu a caminho

Image:Radiolina.jpg

Acabou de chegar a notícia: Manu Chao baixa por aqui no dia 6 de dezembro, para promover seu último disco, "La Radiolina". Diz a gravadora que o rapaz vai passar por São Paulo primeiro, Rio depois, e que fica uma semana no Brasil, sem shows oficiais marcados até agora, só para fazer promoção mesmo (entrevistas, programas de TV etc.). Dado o espírito trovador do sujeito e sua velha paixão pelo país (fora a familiariadade com cidades como o Rio, onde morou), não seria de se espantar se ele acabasse tocando em algum esquema mambembe, sem anúncio nem maiores preparações.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h49

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Maracatu de uma tonelada

 

Será a Nação Zumbi a melhor banda nacional, atualmente? Acho esse um argumento respeitável, principalmente se considerado o tempo de estrada _não tem ninguém dos anos 80 que ainda tenha o mesmo vigor e relevância da Nação, e mesmo a geração 90 na qual eles surgiram (Rappa, Planet Hemp, Raimundos, Skank etc.) também não parece estar tão inteira quanto os pernambucanos (isso para os que ainda estão por aí, é claro).

Vendo o show da banda ontem à noite, em São Paulo, a impressão só se confirma: a Nação Zumbi já tinha provado, há tempos, que conseguiu manter sua relevância pós-Chico Science; agora, disco após disco (e, principalmente, turnê após turnê), Jorge du Peixe, Lúcio Maia e trupe vêm mostrando que seguem com fome de tudo: de tocar, de criar, de criticar a geografia da fome que ainda domina este país (em particular o norte e o nordeste, de onde vêm). É um show incrivelmente pesado (na guitarra, nos tambores, no vocal de Du Peixe, nos temas) e denso, mas também bastante animado (uma das melhores rodas de shows nacionais; ontem tinha até capoeira!, mas sem quebra-pau ou covardia).

O show foi para promover o mais novo disco da banda, "Fome de Tudo". Teve convidados que estão no disco (Céu, inaudível em "Inferno", e Junio Barreto em "Toda Surdez Será Castigada"), duas grandes canções novas ("No Olimpo" e "Bossa Nostra") e velhos sucessos, inclusive coisas que eu já não ouvia ao vivo há tempos, como "Maracatu de Tiro Certeiro",  "Risoflora" e "Maracatu Atômico". O bis, então, foi matador: "A Cidade" emendada com "Da Lama ao Caos" e fechando com a boa e velha cover de "Quando a Maré Encher".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h24

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A Ed Banger nos dois anos do Vegas

A data de dois anos chegou em junho, mas o Vegas comemora seu segundo aniversário entre 11 e 15 de dezembro, com uma série de festas no próprio clube. A grande atração da bagunça é o francês DJ Mehdi -não o genérico, que passou por aqui um tempo atrás, mas o original, o da Ed Banger, the real shit, o cara predestinado a nos salvar do juízo final. Mehdi é dessa geração de franceses (Kavinsky, Justice, Busy P., SebastiAn, Uffie, So Me...) para quem Rage Against the Machine e Laurent Garnier convivem harmoniosamente.
Outro convidado especial é o norte-americano Daniel Bell, que era para ter vindo antes, mas não conseguiu embarcar.

O roteiro do aniversário do Vegas:

11 de dezembro - terça - Chapa Quente
Música negra com Nuts, Zé Colméia, Rick Dub, Jason Salles, entre outros.

12 de dezembro - quarta - Jackpot
Electro, house e minimal. O convidado especial é o francês Simbad.

13 de dezembro - quinta - Rockfellas
Rock e electro com Spavieri, Lúcio Ribeiro, Focka. E, ao vivo, a banda argentina The Broken Toys.

14 de dezembro - sexta - DJ Mehdi
Electro, rock, house, tecno. DJ Mehdi deve tocar no lobby. Além dele, a noite terá Camilo Rocha, Lalai e Fabilipo, Jota Wagner & Wander A., Luca & Liana.

15 de dezembro - sábado - Daniel Bell
Tecno e house. Com Daniel Bell e as duplas Camilo Rocha x Cláudia Assef; Marcio Vermelho x Marcos Morcerf; Ana Flávia x Paula, entre outros.

 

Escrito por Thiago Ney às 14h30

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Imagem do dia

"The other birds are off and flying south", canta o Mervury Rev em "Vermillion". Não sei se os pássaros asiáticos conhecem Mercury Rev, mas eles certamente migram para o sul no inverno, como atesta a brilhante imagem de Dar Yasin, da Associated Press, feita em Kashmir, na Índia. Acredite, eles estão voando para o sul.

 

Escrito por Thiago Ney às 12h18

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A volta do Led Zeppelin

Estava correndo tudo tranqüilo no show do The Cult em um pequeno clube em Cincinnati, quando Ian Astbury soltou: "Nós provavelmente voltaremos no ano que vem. Porque vamos abrir para uma banda que vocês provavelmente já conhecem. O nome começa com um 'L', e tem um 'Z' no meio." Um fã gritou: "Led Zeppelin", e Astbury confirmou. E os rumores sobre o retorno do Led Zeppelin foram esclarecidos num clube em Cincinnati. Por Ian Astbury.
Os assessores do Led, claro, não comentam a língua solta de Astbury.

Escrito por Thiago Ney às 11h25

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Amy Winehouse: agora, em Newcastle

E continua a nossa perseguição à turnê britânica de Amy Winehouse. No domingo, nossa cantora predileta fez show em Newcastle. Na ótima "Tears Dry On Their Own", Amy pára a música. "Não está bom, não está bom." E deixa o palco. Mas, pouco depois, ela volta. E como volta...

Escrito por Thiago Ney às 18h00

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Don Paulete e Raulzito

Acabei de ler "A Canção do Mago - A Trajetória Musical de Paulo Coelho", da Hérica Marmo (editora de cultura do jornal carioca "Extra"). Nunca li um livro de Paulo Coelho (mas ainda pretendo, até porque não acho bonito dizer que nunca li o autor mais famoso do país), já li suas colunas no "Globo" e acho tenebrosas. Mas já conhecia seu trabalho musical (notadamente a parte com Raul Seixas, seu principal parceiro) e imaginava que o livro poderia ter boas histórias, como de fato tem. Aborda apenas um trecho de sua conturbada vida, mas tem várias passagens interessantes, de um personagem idem - a biografia oficial do bruxo, que o Fernando Moraes está enrolando para entregar, deve ser ainda mais divertida, mesmo para quem não gosta do autor (o Coelho, digo).

Eis algumas pílulas curiosas que eu não sabia:

1) Que Coelho alega ter dotes mágicos, eu já sabia; mas que o malandro é mestre em vampirismo, tendo feito curso em Londres e escrito um livro ("Manual Prático do Vampirismo", 1986), isso eu não sabia

2) Se você odeia o Paulo Coelho escritor, já tem a quem reclamar: Sylvester Stallone. Foi ao assistir, pela TV, ao ator levar o Oscar de melhor filme por "Rocky" (em 77) que ele decidiu que devia largar tudo para correr atrás de seu sonho, ser escritor. "Stallone não era ninguém antes de escrever o roteiro desse filme. Se ele pôde realizar seu sonho, por que não eu?", disse o mago, segundo o livro.

3) Se você odeia o Paulo Coelho em geral, é bom não reclamar diretamente: ele é lutador de aikidô (fora bruxo)

4) Já li o "Baú do Raul" e incontáveis textos e matérias sobre Raul Seixas, mas só com "A Canção do Mago" (que, ainda assim, trata do assunto por alto) me dei conta de que o problema do baiano com as drogas e o álcool era muito mais sinistro do que o que já foi relatado.

5) Rosana ("como uma deeeeeeeeusa..."), antes dessa fase novela das 8 (e da atual fase marciana pós-plásticas) cantava numa banda de rock e era considerada na gravadora (graças à sua voz) a "Janis Joplin brasileira".

6) O livro que Coelho considera sua estréia literária ("Arquivos do Inferno") tem prefácio de Andy Warhol! E o primeiro livro que ele escreveu foi largado (de propósito) num pub em Londres, sem manter cópia nem nada. Imagina o quanto não vale hoje.

Pra quem gosta de música brasileira em geral, de Raul Seixas em particular ou simplesmente de boas histórias, "A Canção do Mago" é bem recomendável. Tem uns deslizes aqui e ali (a autora não se dá conta, por exemplo, de que uma das letras da dupla Seixas&Coelho - "Não Sou Eu Não" - é quase uma tradução literal de "It Ain't Me, Babe", de Bob Dylan), mas nada que atrapalhe o ritmo da leitura.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h06

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Raveonettes

A sensacional dupla dinamarquesa (e não sueca, como eu tinha dito antes) está com um novo álbum, "Lust Lust Lust", recém-lançado. Algumas músicas já podem ser ouvidas na página deles no MySpace, incluindo o bom primeiro single, "Dead Sound". Registre-se que foi a única que me chamou a atenção, também - as demais são meio malas.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h07

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Prego neles!

Quem conta a história é Trent Reznor, o homem por trás do Nine Inch Nails: depois de colocar as masters de algumas gravações no site da banda para que os fãs pudessem mexer à vontade e criar suas versões, ele gostou tanto do resultado que está lançando um disco de remixes que contém algumas faixas feitas por fãs (além de ter masters de "Year Zero", o último disco da banda, para que a idéia seguisse adiante). Pra fechar o ciclo, ele queria criar uma base para todos os remixes feitos por fãs dentro do site da banda, um lugar onde todo mundo pudesse mandar suas versões e baixar as músicas dos outros.

Aí, na hora de executar a idéia e colocar os remixes no site oficial, ele topou com a gravadora: "Minha ex-gravadora e atual dona de todas essas masters, a Universal, está envolvida em uma ação jurídica contra outros titãs de mídia, o Google (YouTube) e a News Corp (MySpace). (...) A Universal acha que, se eles sediarem nosso site de remixes, estariam dando brecha para a acusação de que patrocinam o mesmo tipo de violação técnica dos direitos autorais pela qual estão processando essas companhias."

Reznor está brigando para resolver esse dilema, e sua queixa completa (em inglês) está no site do NIN.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h35

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O dia sem música

Nenhuma melodia será cantada. Nenhuma música será tocada nas rádios. Os iPods serão deixados em casa. Os filmes não terão trilha sonora. Esses são alguns dos mandamentos do No Music Day, o Dia sem Música, que será "celebrado" nesta quarta, 21 de novembro. Será a terceira edição do movimento, que acontece em 21/11 porque 22/11, em muitos países, é dia de Santa Cecília, padroeira da música.

O No Music Day foi criado por Bill Drummond, uma das figuras mais divertidas do rock. Escocês, Drummond iniciou carreira na banda Big in Japan (com Holly Johnson, que cantaria no Frankie Goes to Hollywood) e, depois, montou um selo, Zoo Records, que lançou, entre outros, singles iniciais de Echo and the Bunnymen e do Teardrop Explodes (banda de Julian Cope). Em seguida, foi contratado pela Warner, de onde saiu pouco tempo depois, após torrar uma fortuna em bandas que nunca estouraram.
Em 1986, lançou um disco solo, "The Man", que trazia a faixa "Julian Cope Is Dead". No final dos anos 80, Drummond reapareceu como uma das metadas do KLF (a outra era Jimmy Cauty). A dupla lançou pelo menos dois álbuns clássicos da dance music: "Chill Out" (1990) e "The White Room" (1991). Este último trouxe os poderosos hits "3 A.M. Eternal", "What Time Is Love?" e "Last Train to Trancentral". Em 1992, o KLF foi escolhido o "melhor grupo britânico" no Brit Awards. Eles tocaram na cerimônia... junto com a banda Extreme Noise Terror. Foi uma das apresentações mais violentas da história da TV britânica. Na festa pós-premiação, Drummond apareceu com uma ovelha morta amarrada na cintura (para protestar contra a matança indiscriminada dos animais...). No local, Drummond chocou o showbusiness ao anunciar que iria acabar com o KLF e que destruiria todo o catálogo da banda.
Em 1993, Drummond e Cauty criaram a Fundação K, voltada às "artes" (o slogan era: "Abandon All Arts Now"). Naquele ano, instituíram um prêmio de 40 mil libras para o "pior artista do ano". A "ganhadora" foi a prestigiosa Rachel Whiteread, que havia levado pouco antes o Turner Prize e um cheque de 20 mil libras.
Em agosto de 1994, veio a ação mais chocante da dupla. Drummond e Cauty fizeram a maior retirada em cash da história da Inglaterra: 1 milhão de libras em dinheiro. Foram a uma ilhota na Escócia e queimaram toda essa grana, que havia vindo de royalties do KLF. A iniciativa foi filmada em vídeo e exibida em locais públicos no Reino Unido. (O filme ganhou o nome "Watch the K Foundation Burn a Million Quid").
Nos anos seguintes, Drummond continuou a se meter em situações curiosas. No Natal de 1995, saiu distribuindo mais de 6.000 latas de cerveja por Londres, para quem estivesse nas ruas. Em 1997, reformou o KLF para um show, em que tocaram a música "Fuck the Millennium". Em 1999, colocou nas livrarias "The Manual: How to Have a Number One Hit the Easy Way", onde escreve um passo-a-passo sobre como criar uma música pop de sucesso. (O livro está fora de estoque.)
Ele também criou, por exemplo, o site MyDeath, em que você é convidado a preparar seu funeral, como "um último presente a você mesmo". E o Open Manifesto, aberto para discussões sobre arte. E o You Whores, para se "anunciar qualquer coisa pelo preço que quiser"...
Bem, voltando ao assunto do post (na verdade, só uma desculpa pra falar de Bill Drummond...), a ação de Drummond, individual, não ficou isolada. A Radio One da Escócia anunciou que não tocará música nesta quarta. Aqui Drummond explica um pouco sobre por que criou o No Music Day.

Escrito por Thiago Ney às 16h02

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Imagem do dia: Stevie Wonder

                                                        Jason DeCrow/Associated Press

Stevie Wonder e a filha, Aisha Morris, antes do show do cantor no Madison Square Garden, em Nova York, no sábado (17/11), quando dedicava um minuto de silêncio às vítimas do 11 de Setembro. O show teve participações de Tony Bennett (em "For Once in My Life") e Prince (que tocou guitarra em "Superstition").

Escrito por Thiago Ney às 14h55

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Amy Winehouse, o (ótimo) retorno

Quem não gosta de Amy Winehouse? Bem , há alguns criminosos que a vaiaram em Birmingham, no primeiro show de sua turnê britânica, e que mereciam a cadeia... Mas Amy deu a volta por cima em Glasgow, ontem (sexta-feira, 16/11). Do início ao fim da apresentação, Amy Winehouse teve seu nome gritado pelo público e chegou a ser ovacionada. Veja no vídeo abaixo sua versão para "Valerie" (música originalmente dos Zutons). O áudio não é dos melhores, mas vale pela irresistível performance de Amy.

Escrito por Thiago Ney às 16h00

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Peaches

O selo Delicious Vinyl, que faz aniversário de 20 anos, e a revista URB, que publica sua 150ª edição, realizaram festa conjunta para comemorar as ocasiões. Teve show da bagaceira Peaches cantando com o veterano rapper Tone Loc. Eles fizeram "Wild Thing", hit de Tone Loc que usa sample de Van Halen.

Dá uma olhada na versão com a Peaches...

... e compara com a original:

Escrito por Thiago Ney às 16h21

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Nova-velha música do U2

O U2 vai relançar "The Joshua Tree", disco que saiu em 1987 e que talvez seja o mais emblemático da banda irlandesa. Pois no seu aniversário de 20 anos, o álbum ganha uma versão remasterizada com um disco bônus e mais um DVD. No disco bônus, entram faixas que não foram lançadas, como "Wave of Sorrow", que é da época em que "Joshua Tree" foi lançado. Dá para ouvir a música na página do U2 no Ilike. A versão está em vídeo, e traz Bono "explicando" a faixa e cantando sobre ela, numa espécie de karaokê.
Músicas como "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "With or Whitout You" não envelheceram bem, mas "Wave of Sorrow"... Já nasce caduca. Entende-se por que não entrou no disco... Dá uma olhada no vídeo e veja se eu estou errado.

 

Escrito por Thiago Ney às 14h06

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Entrevista: The Police

Nosso homem em Washington, Sérgio Dávila (correspondente da Folha e blogueiro), falou com Stewart Copeland, baterista do Police, que vai fazer o último grande show de 2007 no país, dia 8 de dezembro, no Maraca.

A conversa saiu editada na Ilustrada de hoje, e você pode ler a íntegra abaixo:

SÉRGIO DÁVILA, DE WASHINGTON

O Police só se reuniu depois de duas décadas porque Sting é o “rei da dor”, adora sofrer. Tocar junto é um sacrifício. As fãs envelheceram. Mas Stewart Copeland está feliz. Mais feliz do que quando fundou a banda que ajudaria a mudar o pop mundial, de 1977 a 1984.

“A diferença é que agora continuamos brigando o tempo todo mas pelo menos sabemos o motivo: a única coisa sobre a qual discutimos é a música”, disse o baterista de 55 anos à Folha, em entrevista por telefone. Os dois, mais o guitarrista Andy Summers, se apresentam em 8 de dezembro no mesmo Maracanã em que tocaram para poucos e bons em 1982 --agora em show quase esgotado.

Todas suas reclamações são irônicas e bem-humoradas _menos quando fala de George W. Bush, a quem chama de “criminoso”. Leia a seguir:

*

FOLHA - Eu vi o show de reestréia do Police em Los Angeles, em junho. O que mudou desde então?

STEWART COPELAND - Melhorou. Demoramos para enxergar uns aos outros de novo, depois de tanto tempo longe. Nos anos 80, nós conquistamos o mundo depois de estarmos juntos por cinco ou seis anos; agora, nós tivemos de nos transformar num grupo de qualidade internacional em cinco ou seis meses --nem isso, em cinco ou seis semanas. Nós fizemos a primeira parte da turnê, nos EUA, ficamos parados por uma semana, digerindo aquilo tudo, voltamos dez vezes melhores na Europa e agora paramos por outra semana.

FOLHA - Pelas suas contas, o show no Brasil será melhor do que eu vi em Los Angeles, então?

COPELAND - Ainda melhor, pelo ingrediente secreto: os brasileiros. O público é o grande ingrediente do show, aquilo que faz toda a diferença para um grupo. É uma das forças de um grupo que tem músicos tão diferentes como o Police. Nós percebemos isso agora, não entendíamos antes, mas o motivo porque fazemos música que causa tanta reação é o fato de sermos tão diferentes uns dos outros. Não é muito confortável, mas é muito eficiente.

FOLHA - Qual a diferença entre o público de agora e o dos anos 80? Não só a idade, mas muita coisa aconteceu entre o fim e a volta da banda: vocês pularam da geração vinil para a do iPod sem passar direito pela do CD...

COPELAND - Tudo isso não afeta a música nem a experiência do show. Afeta o negócio ao redor, que passou por uma grande devastação em todos os setores, menos no de shows ao vivo. Mas esqueça tudo isso. Quando nós éramos uma banda de jovens, a maioria do público era composta por meninas de 16 anos desmaiando e sendo carregadas pelos médicos. Agora, são homens de 45 anos chorando. E aquelas garotas de 16 anos têm 45 anos --e ainda estão bonitas, pelo menos a maioria! [Risos].

FOLHA - Mas vocês ainda atraem as de 16, pelo menos havia vários jovens no show de Los Angeles.

COPELAND - Pode ser, mas as de 16 não têm mais chance de chegar perto do palco, porque as mães delas chegaram lá antes. Quando nós éramos jovens, as pessoas me diziam: “Ah, minha irmã adora sua banda”. Agora é: “Minha mãe adora sua banda”. Na verdade, nosso novo lema é: “Tranquem suas mães, nós estamos de volta!”

FOLHA - E mudou a dinâmica na estrada?

COPELAND - Antes, era muito simples. Nós já tocávamos em estádios e para grandes públicos, mas vivíamos de maneira muito simples, e a tecnologia era mais básica. Agora, é mais complicado, mais sofisticado, a maneira como as bandas operam evoluiu ao longo dos anos. É complicado explicar, mas, resumindo, é muito mais confortável agora. E eu gosto muito.

Lembro-me quando nós tínhamos 25 anos e estávamos no topo do mundo, eu ficava ansioso o tempo todo, não era feliz, não sei por que, estava nervoso, ansioso, com raiva, alguma coisa estava errada. Agora, estou feliz. Sting e Andy são duas das pessoas mais legais do mundo, estamos fazendo uma música incrível, o público está enlouquecendo, o que mais alguém pode pedir? Agora, nós entendemos o privilégio que é isso.

FOLHA - Vocês estão aproveitando a convivência do reencontro para compor novas músicas?

COPELAND - Não. Não é o que estamos fazendo. É mais uma experiência emocional, mais um resumo. Quem procura algo novo deve assistir Oysterhead ou outro grupo novo e jovem. Não é o caso aqui. Estamos falando de músicas que têm um poder especial. E não é porque “Roxanne” é uma música excelente, ou “Message In a Bottle” ou “Every Breath You Take”... Sim, são ótimas músicas, e Sting é um grande vocalista, mas o show é mais do que isso. São 20 anos da vida das pessoas. Eles foram românticos, construíram suas carreiras, viveram suas vidas, os filhos começaram a crescer ouvindo essas músicas...

Elas têm um poder que vai além da música, um poder de 20 anos de experiência de vida. E isso é algo que uma música nova não alcançaria. Nós tocamos nossos instrumentos de maneira nova, a cada noite, o público está lá, nos desperta, nos inspira, e nós seguimos o ritual. Mesmo sendo o mesmo ritual em sua forma básica, cada noite é diferente, tem um detalhe novo, uma ênfase diferente, coisas diferentes acontecem. Nossas músicas têm esse poder, nós simplesmente não pensamos em músicas novas, pensamos em como saborear as músicas velhas de maneiras diferentes.

FOLHA - O Police esteve no Brasil em 1982, e ninguém ligou muito. Agora, vocês voltam para um show já todo vendido. Qual a sensação, de um ciclo?

COPELAND - Não sei se um ciclo, talvez mais uma espiral. Estou muito surpreso, e parece bastante surreal o que está acontecendo. Quando estou no palco, olho para a frente e do meu lado direito está a parte de trás da cabeça do Sting e do lado esquerdo a parte de trás da cabeça do Andy, fico pensando: “O que aconteceu com os últimos 20 anos?” Eu sei que constituí uma família, tive uma nova carreira como compositor, tudo isso, mas tudo desaparece...

FOLHA - Sei que você já respondeu a essa pergunta milhares de vezes, mas mesmo assim: por que voltar? E por que agora?

COPELAND - Não sei. Acho que é porque o Sting é o “rei da dor” [“King of Pain”, nome de um dos sucessos da banda] e adora sofrer. Acho que, depois de seu disco de alaúde [“Songs from the Labyrinth”, de 2006], ele finalmente chegou a um ponto em que não conseguia pensar em nada mais doloroso do que me telefonar [Risos]. Ele tentou chicote, ser acorrentado, fazer greve de fome... Toda manhã, a mulher dele, Trudie, o atingia com uma pistola elétrica... Nada mais funcionava, então ele teve de chamar o Stu...

FOLHA - Falando nisso, quem começa as brigas e quem as termina hoje em dia?

COPELAND - Eu começo! Andy é quem dá fim a elas. Porque ele está tão ocupado com sua guitarra, tem tanta harmonia para tocar, tanta coisa complicada e importante para fazer que não tem tempo de discutir. Já tudo o que eu e Sting fazemos é brigar.

FOLHA - Então, a rotina do grupo continua a mesma?

COPELAND - A diferença é que agora continuamos brigando o tempo todo mas pelo menos sabemos o motivo: a única coisa sobre a qual discutimos é a música. Pessoalmente, nós nos amamos, nos valorizamos, somos muito próximos. Mas, quando se trata de música, entendemos que somos quase opostos e também entendemos que os opostos se atraem, e um muda o outro. Sting tocando comigo é um cara diferente do Sting tocando alaúde. O mesmo acontece comigo: quando estou tocando com ele, estou num papel diferente do que com qualquer outra pessoa.

E nós dizemos: “Meu Deus do céu, por que eu tenho que tocar com esse cara?”. Mas esse é o cara com quem nós temos de tocar, e funciona, e o público age como se fosse o juiz. Tocarmos junto não é fácil, mas o efeito no público torna fácil, torna uma coisa boa, excitante, mostra a importância disso para nós. Depois do show, olhamos uns para os outros, nos cumprimentamos, nos abraçamos e voltamos a nossas vidas. É uma coisa muito, muito estranha. É como eu disse: Sting gosta de sofrer e ele adora o fato de eu ser um grande incômodo logo ali, atrás dele. [Risos]

FOLHA - Você é filho de um ex-agente da CIA, passou parte da infância e da adolescência no Oriente Médio. Qual sua opinião sobre o Estado das coisas em seu país hoje?

COPELAND - Estou feliz com o fato de que tudo isso vai acabar logo. O grande pesadelo vai acabar em breve, eu espero. Em mais ou menos um ano e meio, nós vamos nos livrar desse presidente, que é um desastre, um criminoso, na verdade. E espero que ele seja julgado e colocado na cadeia por seus crimes, não só contra os EUA, mas contra o resto do mundo.

FOLHA - Você disse que a gravadora A&M só assinou com o Police nos anos 70 para conseguir sua banda de então, Klark Kent. É verdade?

COPELAND - Foi o que me disseram. E é claro que eu adoro essa história. Pode ter sido o caso então, mas a gravadora assinou com o Police quando o Sting começou a escrever as músicas que ele fez, que são uma categoria diferente de música. Mas tudo se tornou possível por conta do Klark Kent...


Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h17

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Enquanto isso...

Enquanto a RCRD da nota aí embaixo estréia apontando caminhos futuros, uma galera século 20 (incluindo a cachaceira Lily Allen, tão novinha e já tão retrógada) dispara contra a experiência do Radiohead.

Lily disse ao Channel 4 que a banda de Thom York é "arrogante" por deixar os fãs decidirem o preço de seu último disco: "É arrogante da parte deles distribuir música de graça - eles têm milhões de libras. Isso envia uma mensagem bizarra para bandas mais novas que não se saíram tão bem. Você não escolhe quanto pagar por ovos, por que deveria ser diferente com música?".

Já o bocudo Liam Gallagher disse, segundo a NME, que, ao contrário do que alguns rumores sugeriram, o Oasis só copiaria a experiência do Radiohead "sobre o meu cadáver".

Por fim, saído sabe-se lá de que catacumba, Gene Simmons, o linguarudo do Kiss, atacou as gravadoras por não serem mais rígidas contra a galera que baixa música pela rede! "É culpa dela [da indústria do disco] ter deixado as raposas entrarem no galinheiro, e ficam se perguntando por que não há mais ovos ou galinhas. Cada jovem escolar, cada garoto deveria ter sido processado, a indústria deveria ter tomado as casas e os carros deles já no começo. Esses garotos estão deixando entre 100 mil e 1 milhão de pessoas desempregadas."

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h34

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Começou

Bombando na rede hoje a notícia do lançamento da RCRD LBL, uma "rede de selos online e blogs bancados por anúncios e oferecendo música gratuita de artistas emergentes e estabelecidos, via streams e downloads".

Numa primeira visita, o troço me pareceu sensacional: tem opções para criar rádios, baixar artistas, exportar links... enfim, tem tanta coisa pra fazer que dá pra perder um tempo ali. E a lista de artistas é pra lá de interessante:

  • Art Brut
  • Audion
  • Bad Veins
  • Battles
  • Bloc Party
  • Blu Jemz
  • Christopher Willits
  • Claude VonStroke
  • Cold War Kids
  • Cut Copy
  • Dabrye
  • DJ Eli
  • Grizzly Bear
  • Gui Boratto
  • ItaloBoyz
  • Jacques Renault
  • Jamie Lidell
  • Jeniferever
  • Justice
  • Justice featuring Mos Def and Spank Rock
  • Justin Martin
  • K.I.M.
  • Kid Sister
  • Kings And Queens
  • Matthew Dear
  • Maximo Park
  • Meanest Man Contest
  • Michael Mayer
  • Muscles
  • Mystery Jets
  • New Young Pony Club
  • Prefuse 73
  • Snack N Cmish
  • Soulsavers
  • Spank Rock
  • Supermayer
  • Superpitcher
  • The Deadly Syndrome
  • The Field
  • The Stills
  • The Willowz
  • Thomas Fehlmann
  • Worthy
  • Youthmovies
  • Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h09

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    Material world

    madonna-cd.jpg

     

    A propósito, quem também está sendo "tributada" (e também não pela primeira vez) é boa e velha Madonna, com "Through the Wilderness". Os tributários, ainda mais lado B que os do Pixies, são os seguintes:

    Jonathan Wilson "La Isla Bonita"

    Golden Animals "Beautiful Stranger (Blues)"

    Winter Flowers "Live To Tell"

    Mountain Party "Material Girl"

    Jeremy Jay "Into The Groove"

    Ariel Pink "Everybody"

    Giant Drag "Oh Father"

    The Tyde "Hung Up"

    Alexandra Hope "Lucky Star"

    The Chapin Sisters "Borderline"

    Apollo Heights "Dress You Up"

    The Bubonic Plague "Who's That Girl?"

    The Prayers "Cherish"

    Lion of Panjshir "Crazy for You"

    Lavender Diamond "Like A Prayer"

    Siddhartha "Holiday" (iTunes only)

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h20

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    Dig for fire

     

    Image:Dig For Fire.jpg

    Acabou de sair mais um tributo aos Pixies, "Dig for Fire", e a boa é que ele está completo para ser ouvido na rede; a escalação é a seguinte: 

    1. Ana - Morning Theft
    2. Break My Body - The Rosebuds
    3. Down To The Well - Dylan in the Movies
    4. Wave of Mutilation - Joy Zipper
    5. Gigantic - OK Go
    6. Stormy Weather - Bedroom Walls
    7. Gouge Away - Mogwai
    8. Motorway To Roswell - Knife & Fork
    9. Havalina - They Might Be Giants
    10. Alec Eiffel - Bunnies
    11. Monkey Gone To Heaven - Elk City
    12. Hey (Double Dragon Redux) - Fashion Victims
    13. Here Comes Your Man - The Commons with Elizabeth Harper
    14. Where Is My Mind? - John P. Strohm
    15. Caribou (Instrumental) - British Sea Power

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h05

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    Interpol - datas e locais

    Chegou agora e-mail da assessoria:

    SÃO PAULO
    Data: 11 de março 2008
    Local: Via Funchal
    Endereço: Rua Funchal, 65, Vila Olímpia – SP – Tel: (11) 3044-2727

    RIO DE JANEIRO
    Data: 13 de março 2008
    Local: Fundição Progresso
    Endereço: Rua dos Arcos, 24 - Lapa - Rio de Janeiro - Tel : (21) 2220-5070.

    BELO HORIZONTE
    Data: 15 de março 2008
    Local : Chevrolet Hall
    Endereço : Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Belo Horizonte Tel: (31) 2191- 5700

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h16

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    James Murphy is playing in my town

    O Ney viajou pra BH, pra participar de um debate, e por isso vai ficar meio ausente até amanhã, mas certamente gostaria de comentar sobre o show do LCD Soundsystem ontem à noite, em São Paulo, que ele classificou de "melhor show do ano" e sobre o qual escreveu na Ilustrada uma crítica que sai amanhã, com o título "Ao vivo, James Murphy reinventa o pop" - pra vocês verem o quanto ele gostou.

    Eu estive lá na Via Funchal também - que estava meia boca, em termos de público - e, se estou longe de ter a mesma empolgação do Thiago, também gostei do show. Ao vivo e com uma banda com bateria, baixo, guitarra e percussão (fora uma cover da Yoko nos teclados), tudo que me parece chato na eletrônica ganha vida, fica rápido, pesado, animado. Achei James Murphy (que está entrevistado aí embaixo) e sua trupe muito melhores ao vivo do que em CD, o que só conta a favor deles. 

    O LCD passa hoje por BH, dia 16 pelo Rio (no Circo Voador) e dia 17 por Brasília. 

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h07

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    Montage deportado - a versão de Daniel

    O vocalista do Montage, Daniel Peixoto, chegou a São Paulo hoje de manhã. Na página da banda no Orkut, ele postou o texto abaixo, em que narra o que lhe aconteceu:

    Breve resumo sobre o que de fato ocorreu em Londres

    Chegando em Londres fui imediatamente detido pela polícia federal local sem nenhum motivo, segundos depois de sair da aeronave, antes mesmo de apanhar minha bagagem (Que foi confiscada, so apanhando de volta aqui no Brasil.) Documentos, Telefone, computador e dinheiro (Libras e dólares) tb foram confiscados, sem motivo justificado.
    Durante essa entrevista perguntaram me se eu me prostituia, se trazia facas ou tesouras o tempo todo, se eu estava vindo me encontrar com um homem ou ainda se eu e o Leco eramos namorados.

    Essas entrevistas duraram horas, ao todo passei 31 horas detido numa especie de sala/cela de vidro, com 4 cameras, mas nenhuma cama, nenhum chuveiro. Dormi no chão dividindo esses espaços com vários outros imigrantes Iraquianos, Indianos, Mexicanos etc... Nesse tempo tb não tive direito a tomar banho ou mudar de roupa. Tb so fui autorizado a fazer ligações telefônicas após 17 horas de permanênia nesse local, pagando com meu dinheiro por elas. Durante esse período foi servido  sanduiche de maionese com legumes. Café, cha e leite, disseram que era "free" mas fui brutalmente recrimidado várias vezes por solicitar esse "serviço". Sai dessa sala 10 minutos antes de reembarcar para o Brasil dentro de um camburão com grades, tal como um criminoso. Nesse momento, foram devolvidos meus documentos e percebí a ausencia de meu RG. Que foi confiscado e não devolvido até essa data.
    Agentes me instruiram a pedir esse documento no consulado britanico aqui no Brasil. Ou seja, eles não deram a menor importancia ao direito de eu ter de volta meu principal documento nacional.

    É isso pessoas, obrigado pelas manifestações de apoio e carinho. AGORA eu estou bem e já prontissimo pra outras, assim mesmo no plural.

    BJUS

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h33

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    Vocalista do Montage é deportado de Londres

    O vocalista do Montage, Daniel Peixoto, foi barrado na imigração do aeroporto de Heatrow, em Londres, e será obrigado a voltar ao Brasil. Daniel embarcou para Londres no domingo, em Cumbica, num vôo da TAM. Dupla cearense radicada em São Paulo, o Montage iria fazer uma série de shows na Inglaterra, Alemanha, França e Portugal. Segundo o empresário da banda, Ricardo Lisbôa, Daniel chegou a Londres na segunda de manhã. O outro integrante da dupla, Leco Jucá, viajou em outro vôo, da Varig, também no domingo, e conseguiu entrar na Inglaterra.

    Ricardo Lisbôa conversou com Daniel por telefone nesta tarde, e contou a este blog o que aconteceu com o vocalista.

    Ao chegar na imigração inglesa, Daniel teria sido abordado por uma agente, que teria perguntado se Daniel iria "encontrar o namorado", se ele era "casado" com Leco Jucá. O vocalista teve sua bagagem revistada e foi levado a uma sala do aeroporto, em que estavam outras cerca de 20 pessoas de países como Iraque e Irã, que também não conseguiram entrar no país.

    Segundo Lisbôa, Daniel e Leco estavam com visto de turista (e não de trabalho), mas Leco não teve problema nenhum para passar pela imigração. "E eles não precisavam de visto de trabalho, pois iriam tocar de graça, sem receber cachê", diz o empresário. Entre os shows do Montage em Londres, estava um em uma festa da revista "Jungle Drums", dedicada a brasileiros que vivem na Inglaterra.

    Na segunda e nesta terça, promotores dos shows londrinos entraram em contato com a imigração, mostraram documentos referentes aos shows, mas Daniel não foi autorizado a entrar no país. Ele embarcará daqui a pouco de Londres e chega em Cumbica nesta quarta.

    Às 17h45 desta terça, uma atendente da embaixada britânica em Brasília informou este blog que não havia mais ninguém para falar sobre o episódio, pois o expediente no local é encerrado às 17h30.

    Escrito por Thiago Ney às 17h04

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    Futureheads solta novo vídeo

    O grupo inglês The Futureheads apareceu na mesma leva de Bloc Party, White Rose Movement, Maximo Park e outras bandas produzidas pelo Paul Epworth. O Futureheads diferenciava-se pela forte influência do mod britânico, principalmente The Jam. O primeiro disco, homônimo, de 2004, era bem bom, com faixas como "Meantime" e "Decent Days and Nights" (dá para ouvi-las no site da banda). Em 2005, lançaram como single o ótimo cover de "Hounds of Love" (da Kate Bush). Já o segundo disco, "News and Tributes" (2006), é meio fraquinho, sem nenhuma canção que se destaque.
    A banda volta com música nova, "Broke Up the Time", que pode ser baixada aqui. Parece que o Futureheads reencontrou o jeito de criar boas canções... Dá uma olhada no vídeo.

    Escrito por Thiago Ney às 13h57

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    New Bloody Valentine

    Conhece Kevin Shields? Nascido nos EUA, filho de irlandeses, ele tocou com Primal Scream, deu uma mão pra Sofia Coppola... Mas Shields será sempre lembrado pelo cultuado My Bloody Valentine, mítica banda inglesa do final dos anos 80/começo dos 90, que lançou memoráveis discos de guitarras altas e etéreas, talvez a principal banda da linha shoegazer. Perfeccionista, difícil de lidar, Shields acabou com o My Bloody Valentine em 1995. Doze anos depois, num talk show norte-americano, o guitarrista anuncia que a banda voltará ainda neste ano. E que o disco novo terá, basicamente, canções que não haviam sido finalizadas em 1995.

     

     

    Escrito por Thiago Ney às 13h45

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    Interpol no Brasil

    Chegou agora a info. O Interpol fará três apresentações no país. Em SP, será em 11 de março de 2008, no Via Funchal. Preços: de R$ 100 (pista) a R$ 160 (camarote). Os ingressos serão vendidos a partir desta terça (13 de novembro). Rio e BH também receberão shows da banda.

    Atualização: segundo os produtores, os ingressos pro show do Interpol em SP começam a ser vendidos nesta terça (13/11) a partir das 16h. Podem ser comprados pelo site www.viafunchal.com.br.

     

    Escrito por Thiago Ney às 17h06

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    Entrevista: James Murphy

    O que importa é fazer algo bom, não necessariamente novo. A declaração é de James Murphy, proprietário do selo DFA, produtor de bandas como Rapture, multi-instrumentista e líder da banda LCD Soundsystem, que faz show em São Paulo nesta terça-feira (13 de novembro).

                                                         Rogério Cassimiro/Folha Imagem

    A união entre o rock e a dance music ganha cores fortes com o baixo e o teclado do LCD Soundsystem, cujo segundo disco, “Sound of Silver”, está entre os melhores deste ano. Abaixo, a conversa de Murphy com este blog.

    E o show no Via Funchal ganha tempero especial porque a abertura é do The Field. Projeto do sueco Axell Willner, The Field também está competitivo numa hipotética disputa pelos bons álbuns de 2007.

    Sua estréia, “From Here We Go Sublime”, saiu pela Kompakt e é recheada por uma eletrônica sutil, feita de forma simples, mas eficiente. São linhas melódicas de sintetizadores que completam beats elegantes, criando uma paisagem das mais recompensadoras.


    IluPop - No ano passado o LCD Soundsystem se apresentou no Skol Beats. O que achou de tocar num festival de eletrônica?
    James Murphy - Não faz tanta diferença tocar num festival eletrônico ou pop. Havia um bom público, o soundsystem estava bom, isso é o que importa.

    IluPop - Com a DFA você foi um dos primeiros caras a ganhar importância por produzir rock com elemtos da dance music, há cinco ou seis anos. Como está essa cena hoje? Está evoluindo? Há algo de novo sendo feito?
    Murphy - Não acho que esse tipo de mistura seja particularmente nova. No início da DFA, o mais importante nem era fazer algo novo, mas o que estava faltando no rock. E quando começamos, não havia o crossover entre essas coisas das quais gostávamos. Então focamos em misturar tudo aquilo, dance music com rock ou com punk, coisa que já havia sido feito antes. O que importa é fazer algo bom, não importa se isso soará novo ou não.

    IluPop - “All My Friends” [música que está em “Sound of Silver” e que ganhou cover do Franz Ferdinand] é elaborada com apenas um acorde. Mas tem uma dinâmica forte, que vai crescendo...
    Murphy - Sim, fica esse acorde se repetindo e se repetindo...

    IluPop - E como surgiu essa idéia?
    Murphy - Essa música começou como uma faixa instrumental. Eu queria algo que... Eu gosto de músicas que possuem uma dinâmica forte, mas que são feitas num formato simples, básico. Como “Transmission”, do Joy Division. São partes simples, mas que se repetem e ficam mais fortes e fortes... Queria fazer algo do tipo, mas em vez de gravar com toda a banda ou com a ajuda de equipamentos digitais, queria eu mesmo gravar cada seqüência. Então toquei bateria, baixo, e toquei a bateria de novo, e o baixo de novo. Foi uma experiência engraçada. E quando ficou pronta, coloquei o vocal por cima. Foi bem simples.

    IluPop - Outra faixa emblemática desse disco é “New York I Love You...”. É uma música inspirada no legado deixado pelo [ex-prefeito de NY] Rudolph Giuliani [que, entre outras ações, criou leis que limitavam o funcionamento de clubes noturnos]?
    Murphy - Sim e não. A música traz algumas reclamações porque... Bem, canções de amor têm de ser relativamente tristes. E essa é uma canção de amor. Algumas das relcamações ali são fakes, sou eu fazendo graça desse tipo de reclamação. Porque as pessoas de Nova York reclamam muito. Desde os anos 1940 os nova-iorquinos vêm reclamando que NY está mudando e piorando... Queria fazer uma canção de amor sobre isso. Metade das reclamações verdadeiras, metade é tiração das pessoas que ficam reclamando sempre...

    IluPop - O LCD Soundsystem fez recentemente uma turnê com o Arcade Fire. Como Como foi a experiência?
    Murphy - A turnê aconteceu muito bem, somos amigos deles. E lançamos um single depois, com nós tocando um cover de Joy Division [“No Love Lost”] e eles tocando cover do Serge Gainsbourg [“Poupee de Cire”].

    IluPop - Quando a DFA começou, você produzia bastante outros artistas. Você sente falta de produzir?
    Murphy - Sim, bastante. É difícil produzir outros artistas quando se está trabalhando no seu próprio disco. Devo fazer algo para o Juan McLean, estou tentando encontrar tempo. Espero fazer isso mais no ano que vem em vez de lançar outro disco do LCD.

    IluPop - E de outros artistas, quem você gosta?
    Murphy - Não sei... Estive em turnê por muito tempo... Gosto de algumas coisas do Timbaland...

    IluPop - Gostou do disco do Timbaland?
    Murphy - Na verdade ainda não tenho o disco . Estou em turnê...

    IluPop - Para finalizar, quais as três músicas mais legais hoje?
    Murphy - “Paper Planes”, da MIA. “Born on the Bayou”, do Creedence Clearwater Revival. E “Dance Like a Star”, do Human League.

    Escrito por Thiago Ney às 16h16

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    Agravantes

    Dois agravantes do problema citado abaixo:

    1) Do bilheteiro da Villa dos Galpões, onde rolava o show: "O problema é que a produção não colocou a censura nos ingressos, preferiu colocar os shows"

    2) Qualquer pessoa atenta viu que vários menores de 18 entraram no festival. E não foram apenas os que usaram identidades falsas (topei com alguns desses): uma dupla de amigas que estava entre os barrados, no portão 2, deu a volta e conseguiu entrar sem problemas pelo portão 1; outro grupo de amigas foi apenas parcialmente barrado - uma delas, de 14 anos, entrou sem problemas e sem mostrar a identidade, enquanto as outras ficaram de fora, na mesma hora!

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h26

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    Terra só pra maiores

    O tão elogiado festival do Terra teve, sim, um gravíssimo problema de organização - que atingiu uma minoria, é verdade, mas nem por isso foi um desrespeito menos grave.

    Menores de 18 anos puderam comprar ingressos à vontade (até mesmo na bilheteria do local, com os shows já rolando!), mas foram barrados na entrada. Argumentava a organização que a censura era 18 anos (fato) e que essa informação havia sido divulgada em cartazes e na mídia (fato). Bom, censura 18 anos para festivais desse tipo é coisa normal - tão normal quanto liberar a entrada de menores acompanhados de um adulto responsável (como foi no caso do execrado Tim, pra citar o exemplo mais recente).

    Mas não foi o que aconteceu no Planeta Terra. Topei com várias (eu contei umas 50, mas certamente tinha mais gente, já que eram duas entradas e quatro checkpoints) adolescentes barradas do lado de fora, acompanhadas de seus pais ou de um adulto responsável. Garotas vindas de cidades como Valinhos (SP) e até uma mãe que veio de ônibus do Rio, com duas filhas, para elas assistirem ao festival. Ninguém entrou. A matéria contando a história dessa galera está na Folha de hoje (segunda).

    Vamos deixar de lado o absurdo que é fazer um festival com atrações teens (Lily Allen e CSS, por exemplo) e não permitir a entrada de menores. Isso é apenas uma burrice atroz, mas como ninguém é obrigado a ser inteligente, a organização poderia ter escolhido censura 18 anos e ter barrado todo mundo, como fez.

    O que jamais poderia ter acontecido era a venda de ingressos para menores, se eles não poderiam entrar. E não foi um problema localizado, em um único ponto de venda: as jovens barradas compraram em lugares tão variados quanto a FNAC de Campinas e da av. Paulista, Saraiva, no Rio etc. E eu passei na própria bilheteria do lugar dos shows, às 19h30 do sábado (ou seja, com o festival já rolando firme há horas) e perguntei para os vendedores: "Menor de idade pode comprar?"; "Claro, desde que esteja acompanhado de alguém maior de 21 anos e que seja um parente", foi a resposta. É claro que, após a organização ser confrontada com essa notícia, a bilheteria foi enquadrada e, pouco depois, já tinha outra informação.

    O que aconteceu? "Falha de comunicação", disse a b/ferraz, que organizou o evento para o Terra - eles também culparam a Ticketmaster, que foi a responsável por toda a venda de ingressos. "Vamos averiguar", disse o Terra. A diretora da b/ferraz ainda se comprometeu a devolver o dinheiro dos ingressos de quem não entrou, pagando também todas as despesas que eles tenham tido (estacionamento, viagem etc.).

    O que aconteceu foi mau planejamento (por terem escolhido só liberar a entrada de maiores de 18 anos, num festival que destacava Lily Allen), desorganização (porque liberaram a compra de ingressos para menores) e falta de respeito (porque as pessoas ficaram largadas na rua sem qualquer informação, foram barradas pelos seguranças e não tinham a quem recorrer; só quando a reportagem da Folha começou a procurar pelos responsáveis em busca de informação é que apareceu alguém da produção para falar com os barrados - que já estavam há três horas na rua).

    Pra mim, independentemente de quantas pessoas foram prejudicadas por isso, é uma mancha séria na organização do evento. Um grupo de 20 pessoas se organizou, trocou e-mails e telefones, e está se armando para processar o festival - causa que me parece facílima de ganhar.

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h10

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    Acertos e erros do Festival Planeta Terra

    VIVA O PLANETA

    Pontualidade

    Com exceção do show do Kasabian (atrasado em meia hora), todos os demais foram de uma pontualidade incomum em eventos brasileiros

    Tomai e comei

    A organização dos bares estava exemplar: em grande quantidade e com uma praça de alimentação variada, sem filas nos caixas

    Espaço

    O grande terreno onde foi organizado o festival permitiu uma circulação tranquila entre todas as áreas e fez com que os palcos não ficassem lotados acima do confortável

    Pajé

    Diferentemente do previsto pela meteorologia e noticiado aqui e na Folha, não choveu nada

    O DIA EM QUE O TERRA PAROU

    Terromoto Sound System

    Moradores das redondezas ouvidos pela reportagem - vários dos quais ganharam convites para o evento - reclamaram que a passagem de som na sexta e o barulho de alguns shows no sábado podiam ser, mais do que ouvidos, sentidos em seus apartamentos, cujos móveis tremiam

    Esqueceram de mim

    Deficientes físicos e cadeirantes não tinham área reservada para si - mesmo a rampa de acesso ao palco indie só foi colocada após às 19h, depois de um cadeirante ouvido pela Folha ter reclamado com os bombeiros que não conseguia entrar no local

    VIPs mais VIPs

    Com a área VIP do palco principal lotada no show do Kasabian, vários convidados se irritaram ao serem barrados e bradaram ameaças do tipo "você não sabe com quem está falando". Os organizadores de fato não sabiam, porque quando o VIP era famoso (como o ator Jonathan Haagensen), entrava mesmo com o lugar cheio, sem filas

    Polícia cambista

    A reportagem da Folha viu policiais vendendo ingressos, já na metade do festival

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h28

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    Planeta Terra - drops

    Um pouquinho sobre o que eu vi no Planeta Terra (já, já o Marco Aurélio conta uns probleminhas que ocorreram no festival...). As fotos são de Sidinei Lopes.

    Lucy and the Popsonics - A dupla brasiliense tocou para poucos no final da tarde de sábado. Mas foi um duelo divertido entre bateria eletrônica e guitarra.

    Tokyo Police Club - A banda é do Canadá, mas a principal referência é o rock britânico de guitarras dos anos 90. Falta de fibra, clima passadista.

    Datarock - A primeira parte do show foi prejudicada pelo som embolado do galpão em que foi montado o palco indie. Até aqui, pareciam banda pós-punk sem muita novidade. Depois do hit “Computer Camp Love”, veio o Datarock electro, e o show ganhou animação. O final com “Fa-Fa-Fa” foi o primeiro grande momento do festival.

    Lily Allen - Nos dias em que antecederam ao festival, ela foi ao show do Chemical Brothers, foi a bares e restaurantes. Numa noite, bebeu algumas a mais, perdeu o celular e foi parar no hotel errado. A inconseqüência foi percebida no show. Ela estava visivelmente bêbada, esqueceu a letra de várias músicas e sua voz estava bem fraquinha. Os covers de “Everybody’s Changing” (Keane), “Gangsters” (Specials) e “Heart of Glass” (Blondie) foram apáticos. Só o hit “Smile” e a fofa “Alfie” apareceram com alguma força.

    Cansei de Ser Sexy - Vi apenas o final do show. “Music is My...” e principalmente “Let’s Make Love...” foram uma festa só.

    Devo - O show da noite. “That’s Good”, “Satisfaction”, “Whip It”, “Jocko Homo”... Hits velhos? Pareciam bem atuais, até mais roqueiras do que as versões originais, impulsionando uma performance cheia de energia e bom humor.

    Kasabian - Eles chupam Primal Scream, Stone Roses, glam rock, Oasis, mas é o tipo de banda boa para lugares grandes. “Empire”, “Processed Beats” e “LSF” caíram bem para aquela hora do festival...

    Não deu para ver Rapure nem Vitalic. Bons amigos saíram empolgados com os dois.

    A organização do festival, no geral, foi bem elogiada por quem esteve lá. Muitos banheiros, bares, não faltou comida nem bebida, não houve atrasos (a não ser a meia hora do Kasabian) e o local, espaçoso, não atrapalhava a movimentação do público. E me disseram que já tem data para ocorrer no ano que vem: 8 de novembro.

     

    Escrito por Thiago Ney às 17h59

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    Entrevista: Kasabian

    No primeiro disco, homônimo, lançado em 2004, o Kasabian foi comparado ao "Madchester" do final dos 80/início dos 90. Com o segundo, "Empire" (2006), glam rock, britpop e Primal Scream são as influências que saltam aos olhos. Além daquela atitude meio arrogante que lembra os Gallagher nos bons tempos.
    Bem, o Kasabian, grupo de Leicester (Inglaterra) é uma das principais atrações do festival Planeta Terra. O vocalista Tom Meighan conversou rapidamente com este blog, por telefone.

    IluPop - Como será o show em SP? Alguma música nova?
    Tom Meighan - O show terá músicas do primeiro e do segundo. Mas vamos tocar pelo menos uma que deve entrar no próximo álbum, que estamos começando a compor agora. Vamos entrar em estúdio quando voltarmos à Inglaterra.

    IluPop - Vocês têm uma base de fãs forte e ativa. O que o Kasabian tem de especial?
    Meighan - Bem somos uma banda honesta de rock and roll. Não há nada de especial, não somos aliens que viraram humanos e trouxeram uma receita secreta de como fazer grandes músicas... Nossas canções têm alma, nossos shows têm alma, nossa atitude têm alma.

    IluPop - O Kasabian tem fama de ter uma imagem arrogante...
    Meighan - E qual imagem uma banda de rock supostamente deve ter?

    IluPop - Esse tipo de impressão de arrogância faz vocês serem comparados ao Oasis de modo negativo por alguns críticos. O que acha disso?
    Meighan - Quando começamos nos importávamos com críticas. Hoje, não mais. Não temos tanta coisa em comum com Oasis. Talvez, quando começamos, tínhamos o mesmo espírito. São duas bandas bem diferentes. Mas deixe os críticos falarem o que quiserem...

    IluPop - Na Inglaterra vocês têm muitos fãs "working class" (da classe trabalhadora). É para essas pessoas que suas músicas são dirigidas?
    Meighan - Essas pessoas gostam de nossas canções, mas não são feitas especialmente para os trabalhadores ingleses. Temos todos os tipos de fãs, e não só na Inglaterra. Tanto é que estamos aqui em São Paulo.

    IluPop - No festival vocês vão tocar com Lily Allen, CSS, Rapture, Devo... Gosta das bandas?
    Meighan - É um line-up muito bom. Tocamos com Lily Allen no México... ou em outro lugar, não me lembro. É um bom line-up e é legal fazer parte disso.

    IluPop - Li que você comprou a bicicleta que foi usada em "ET". É verdade? Você é muito fã desse filme?
    Meighan - Adoro "ET". Mas, na verdade, não é a bicicleta usada no filme, mas um modelo igual, uma BMX feita nos anos 80. Mas eu queria porque é a mesma do filme!

    Escrito por Thiago Ney às 18h43

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    Terra, planeta água

    Se você é um dos 15 mil que vão ao Festival Planeta Terra neste sábado, torça muito para não chover (até porque você vai estar torcendo contra as previsões meteorológicas). A "Villa de Galpões do Morumbi" (atenção para o L dobrado, coisa fina), a fábrica abandonada e decadente onde vai rolar o festival, é bem espaçosa, arejada e tem tudo para ser um ótimo lugar para o evento - os palcos estão bem separados, há muita área para circular, lugar para relaxar etc. e tal. Só não pode chover. Porque, com chuva, o palco principal, por exemplo, fica debaixo d'água (o público, digo, que é quem fica ao ar livre). A circulação entre os galpões (o palco Indie e o dos DJ's são em galpões) também vai ficar complicada se cair um toró. Acima de tudo, se todo mundo resolver correr pra dentro dos galpões, não vai caber.

    Não acho que a organização pode ser culpada a priori por não ter escolhido um lugar totalmente coberto; a proposta do festival é válida (e pode ficar muito bacana, se não chover) e eles, bem ou mal, ainda têm um bom número de lugares cobertos (o Tim no Anhembi, por exemplo, não tinha nenhum). De resto, vale lembrar que a Inglaterra organiza seus festivais gigantescos embaixo de muita água, com o público não apenas se molhando, mas chafurdando na lama (que não vai rolar no Terra, porque a maior parte da área é asfaltada).

    O resumo da ópera, então, é que vale preparar o espírito (e a mochila) para a chuva, munindo-se de paciência, capas de chuva (pode ser que eles barrem guarda-chuvas, já que não entram "objetos pontiagudos"; não sei como vai ser o controle disso) e, para os mais requintados, mudas de roupa (tem guarda-volumes no lugar; deve ter fila para eles, é claro, e custa R$ 5 por volume, mas é uma opção razoável).

    Como é inevitável, o Terra vai ter suas áreas VIPs sim - mas, novamente, ganham pontos por terem organizado elas atrás da muvuca, ou seja, o público em geral vai poder chegar até a frente do palco. Entre a necessidade comercial e o incômodo aos fãs, acho essa das soluções mais aceitáveis.

    A lástima são os estacionamentos, que não apenas custam R$ 30 como são ali nas redondezas (dependendo de onde se parar, é uma boa caminhada até o lugar dos shows), uma área bem ruim. Não sei se o esquema de táxis vai dar vazão à demanda, mas consideraria seriamente juntar uma galera e rachar um táxi. Pra ida, dá pra chegar de metrô (Santo Amaro) ou trem (Socorro) sem problemas.

    Só pra lembrar, os horários previstos:

    Main stage
    1h - Kasabian
    23h30 - Devo
    22h - Lily Allen
    20h30 - Instituto apresenta Racional + convidados
    19h - Pato Fu
    17h30 - Supercordas

    Indie stage
    0h - The Rapture
    22h30 - Cansei de Ser Sexy
    21h - Datarock
    19h30 - Tokyo Police Club
    18h - Lucy and the Popsonics

    DJ Stage
    23h30 - Vitalic
    22h - Layo & Bushwacka
    20h30 - John Carter
    19h - Renato Ratier

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h42

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    Vou apertar, mas não vou acender agora

    Acabou de chegar, por e-mail:

    O músico jamaicano BUNNY WAILER, um dos formadores do The Wailers ao lado de Bob Marley e Peter Tosh, cancelou os shows que faria no Brasil.  BUNNY WAILER iniciaria a turnê hoje, 09 de novembro em Porto Alegre, e na seqüência se apresentaria em festivais de reggae no Rio de Janeiro (10 de novembro), São Paulo (14 de novembro) e Salvador (17 de novembro).

    O detalhe é que o sujeito se apresentaria HOJE e a informação do cancelamento chegou HOJE! O motivo é "de ordem pessoal". Como o sujeito não mora no Brasil e tinha um show previsto para hoje, no mínimo já deveria ter embarcado há uns dois dias. Se não embarcou, quanto tempo você precisa pra confirmar que os shows não vão rolar e divulgar um e-mail avisando?

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 10h46

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    Cadê o Conar?

     Ok, o velho chavão de "melhor de todos os tempos" é discutível, depende de quem julga etc. e tal. Mas é preciso muita cara-de-pau para bradar nas rádios que o Toto (na foto acima) é "a maior banda de rock da história!", como andam fazendo os comerciais que promovem o show que o grupo norte-americano vem fazer por aqui.

    Sem sacanagem: Toto. Que, se você for velho o suficiente e com atenção para coisas inúteis, talvez lembre por "Africa". Maior banda da história. Se ainda fosse o I'm From Barcelona, que tem 29 malucos, pelo menos servia como piada.

    Por muito menos que isso o aiatolá Khomeini pediu a cabeça de Salman Rushdie. De resto, meu tio ali na ponta direita devia pedir as contas e ir pro ZZ Top.

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 10h41

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    Disco-punk e new rave

    Nesta quinta saiu reportagem na Ilustrada com as bandas The Rapture e Datarock, que tocam no sábado no festival Planeta Terra. E como este blog é um complemento à edição impressa do caderno, segue abaixo o texto com uma turbinada na parte do Datarock.

    Um adendo sobre o festival: parece que o estacionamento custará R$ 30. Sim, R$ 30. Considere ir de táxi ou de carona com amigos...


    A dupla norueguesa Datarock

    Uma surgiu há seis anos como uma das principais responsáveis pelo disco-punk. A outra apareceu há pouco como uma das principais responsáveis pela new rave. Dois termos distintos que, basicamente, buscam o mesmo objetivo: fazer dançar por meio do rock e do pop. E ambas se apresentam em São Paulo nesta semana.
    Rapture (a do disco-punk) e Datarock (new rave) estão entre as atrações do festival Planeta Terra, que acontece neste sábado, a partir das 17h30, na chamada Villa dos Galpões (veja texto ao lado). No local, serão montados três palcos, em que tocarão também Lily Allen, Devo, Kasabian, Cansei de Ser Sexy, o produtor francês de electro Vitalic, entre outros.
    Com o hit “House of Jealous Lovers” (que ganhou inúmeros remixes), o Rapture esteve onipresente nas pistas de clubes do mundo todo em 2002. A música puxou o disco “Echoes” (2003), que trazia ainda outras faixas dançantes como “Olio”, “Sister Saviour” e “I Need Your Love”. Naquele ano, tocaram no Tim Festival, no Rio.
    A volta ao Brasil traz a banda com o segundo álbum, “Pieces of the People We Love” (2006). Disco com ainda mais elementos eletrônicos, que foi produzido por gente como Danger Mouse (Gorillaz; Gnarls Barkley) e o inglês Ewan Pearson.
    Mas o que é o Rapture? Uma banda de rock and roll ou uma banda de dance music?
    “A dance music tem um papel central no que fazemos, muito mais do que para outras bandas”, conta à Folha o vocalista Luke Jenner. “Nos shows, queremos que as pessoas dancem. Se não dançarem, é porque o show não foi bom. Nesse sentido, somos uma banda dance. Mas adoro Van Halen, Led Zeppelin, e não sei se você as considera bandas dançantes. Para mim, tem mais a ver com fazer as pessoas se mexerem.”
    Nos shows do Rapture, o baixo aparece ainda mais grooveado, a percussão é mais incisiva e a guitarra chega ainda mais gritada. O formato ganhou o nome disco-punk.
    “Vejo isso como uma evolução da dance music, que estava muito chata. Precisava de algo novo, e esse algo foram bandas tocando ao vivo. Conheço gente da dance music que está entediada de fazer música com laptop. Quando James Brown começou, aquilo era dance music, e era feito com uma banda ao vivo. Depois vieram a disco music, acid house...Estamos voltando a tempos antigos.”
    Tempos antigos são revisitados também pelo Datarock. Aqui, é o pop e o rock do final dos 80/início dos anos 90 (New Order; Happy Mondays).
    O Datarock é uma dupla (Fredrik Saroea e Ketil Mosnes) norueguesa que, ao vivo, ganha a adição de outros músicos. No Brasil, a banda terá ao todo quatro pessoas no palco.
    A dupla ficou conhecida há dois anos com o electro-pop “Computer Camp Love”. E eles têm “Fa-Fa-Fa”, que esteve em comerciais de televisão e os fez serem colocados junto com Klaxons no guarda-chuva new rave. “Quando o termo foi criado, já tínhamos feito mais de 2.000 shows”, diz Saroea. "Mas é legal, porque deu notoriedade a bandas do mundo todo.”
    Sobre as conexões com Klaxons, CSS e New Young Pony Club, o norueguês afirma:
    "Somos bandas de guitarra que tocam beats dançantes. Isso era chamado de indie dance nos anos 80. Em 2005, os garotos estavam ouvindo eletrônica e bandas como LCD Soundsystem e Rapture passaram a tocar guitarra inspirados nas batidas da dance music. Por causa do termo new rave, os adolescentes resolveram vestir roupas coloridas e usar glowsticks e sirenes. E vão nos shows para dançar e se divertir. Então o link entre essas bandas é que o público quer reinventar o dancefloor. É uma dance music alternativa."
    "Computer Camp Love" foi o cartão de visitas do Datarock anos atrás. A banda mudou muito de lá para cá?
    "'Computer Camp Love' foi muito importante, devemos tocá-la em São Paulo. Mas sempre fizemos o que fazemos hoje. 'Computer' é que era uma música diferente. Sempre fomos mais punk rock do que eletrônica. Hoje temos alguns beats dançantes, com guitarras funkeadas. Vem de nossas influências, como Talking Heads, Devo, um pouco de Television, Blondie, A Certain Ratio, Happy Mondays, Inspiral Carpets. Até Ride..."

    Para finalizar, Saroea dá algumas dicas de bandas norueguesas:

    "Existe uma cena muito boa por aqui, bem diversa, tenho muitos amigos tocando em boas bandas. Dividi o táxi com Annie outro dia, toquei teclado em músicas dela. Sobre bandas, indico a Ugdom Skulen, muito boa. Tem também a Quasimojo, a Skatebard. Além dos mais conhecidos, como Kings of Convenience, Sondre Lerch..."

     

    Escrito por Thiago Ney às 17h58

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    3 Minutos com... Lovefoxxx

    3 Minutos com... Lovefoxxx

    A terceira pessoa mais descolada do mundo. Essa é Lovefoxxx, a vocalista do Cansei de Ser Sexy, segundo a "Cool List" promovida pelo semanário britânico "New Musical Express" e divulgada nesta semana (no ano passado, ela estava na 10ª posição.). Simon Taylor-Davies, guitarrista do Klaxons e namorado de Lovefoxxx, também está na lista, ao lado de seu companheiro da banda Jamie Reynolds.


    Esta é Lovefoxxx, clicada pelo Simon Taylor-Davies

    Lovefoxxx, que se apresenta com o CSS neste sábado, dentro do festival Planeta Terra, em São Paulo, conversou com o blog sobre a lista e sobre quem ela acha a pessoa mais cool do mundo.

    Ouça aqui a entrevista com a Lovefoxxx 

    Escrito por Thiago Ney às 15h55

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    Radiohead na web

    O Radiohead ama a web. Vide In Rainbows. Thom Yorke e cia. devem quebrar o silêncio desde que lançaram o último disco com um webcast que será produzido nesta sexta-feira em Oxford. O vídeo será realizado com a ajuda de Adam Buxton, DJ do 6Music, da BBC britânica. A banda deve "tocar algumas canções e falar sobre assuntos sobre os quais estão entusiasmados", segundo o Ateaseweb. Ainda não foi divulgada a data em que o webcast vai ao ar.

    Mais sobre o Radiohead.

    Quanto vale "In Rainbows"? Segundo uma pesquisa, 38% das pessoas que baixaram o disco pagaram algo por ele. Desses, a média que cada pessoa gastou foi US$ 6 (cerca de R$ 10,5). Nos primeiros 29 dias de outubro, 1,2 milhão de fãs baixaram o álbum. Uma conta rápida (e bem convervadora):

    38% de 1,2 milhão são 456 mil pessoas. Sendo a média de gasto US$ 6, dá um total de US$ 2.736.000. Grana que vai direto para a banda, sem o intermédio de gravadora. Claro, deve-se descontar taxa de cartão de crédito, staff do grupo, custo de estúdio, produtor etc. Ficou quanto para a banda? Uns US$ 2,4 milhões? Será que "não deu certo"? Fora que ainda tem a edição especial do disco, que custa 40 libras... Esse esquema não valeria para todo o mundo (principalmente para artistas novos), mas é um indicador de que as pessoas estão dispostas a pagar por música, desde que considerem justa a negociação. Ou não?

    E a EMI diz que vai lançar no Brasil a edição especial com todos os discos de estúdio do Radiohead (com a exceção de "In Rainbows"). O preço ainda não foi definido.

    Escrito por Thiago Ney às 18h28

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    Príncipe vacilão

    Quem entende o tampinha Prince? O sujeito que deu seu último disco como brinde de jornal no Reino Unido, que deu aos fãs a chance de escolherem o próximo lugar onde ele vai tocar (escolher numa lista que não inclui o Brasil, digo...), que parecia estar puxando a fila das inovações no negócio da música, de repente retrocede de maneira bizarra, mandando (por meio de seus advogados) cartas para os três maiores sites de fãs seus com ordens para que sejam removidas todas as "fotografias, imagens, letras, capas de álbuns e qualquer coisa ligada ao artista". Completa a grosseria um pedido para que os sites enviem "detalhes substantivos de como se propõem a compensar nosso cliente pelos danos".

    A reação irada dos fãs, que alegam estar dentro da lei, mostra que a decisão foi das coisas mais idiotas já vistas desde que o Metallica entrou em campanha contra o Napster. A bem da verdade, Prince Rogers Nelson já tinha vacilado antes nessa área, quando contratou os especialistas da Web Sheriff para controlar a remoção de 2.000 clipes do YouTube ligados à sua obra. 

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h29

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    Boas da semana

    Boas da semana

    De novo, em podcast. Com várias dicas de apresentações de bandas e DJs e um ótimo disco que está saindo no Brasil.
    A semana está quente!

     

    Escrito por Thiago Ney às 17h23

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    Radio gaga

    Chegou por e-mail: "Vai ao ar este domingo, pela Rádio Cultura AM, as 13 melhores músicas da produção independente eleitas por Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil. (...) Entre os destacados na parada de sucessos estão: Turma da Pompéia, Banda de Boca, Cícero Fornari, Fabiana Cozza, Berço do Samba, Silvério Pessoa, Aleh Ferreira, Cláudia Wonder e The Laptop Boys, Laia Vunje, Carol Pereyr e Márcio Pazin, Daniel Ayres, Tchello Palma e Trash Pour."

    Nunca ouvi o programa de Solano Ribeiro (presumo que seja na Cultura AM só para São Paulo), mas acho louvável a proposta. Pelos artistas destacados, parece que o programa é basicamente dedicado à MPB/samba - entre inúmeros que nunca ouvi, conheço a boa Fabiana Cozza (de velhas temporadas no Ó do Borogodó), o igualmente bom Silvério Pessoa (do Cascabulho e que lançou o ótimo "Cabeça Elétrica, Coração Acústico" no ano passado) e o interessante Trash Pour 4 , que soltou um disco com versões de pérolas pop ("Like a Virgin", "Careless Whisper", "Sufoco" etc.), se não me falha a memória.

    Bom, tudo isso foi pra voltar a uma reclamação antiga dos fãs de música brasileiros, a falta de boas rádios por aqui - rádios que toquem novidade, coisas desconhecidas, que não escolham suas músicas na base do jabá. Claro, a internet abriu o mundo maravilhoso das rádios on-line e dos podcasts, mas pra ouvir no carro ou em casa, faz falta uma rádio daquelas que você deixa nas mãos do DJ e vai aprendendo, lembrando, escutando mais uma vez aquela música bacana que não toca direto.

    Pra não dizer que não temos opção alguma, aqui em Sampa eu gosto muito da 107.3, que outrora se chamou Brasil 2000. É ligada a uma universidade particular (o que faz com que sua programação não precise ficar presa à grana dos comerciais, que são bem poucos, aliás, em comparação com as rádios normais) e tem uma programação variada, que cobre desde velharias do chamado "classic rock" (uma especialidade da Kiss FM, que, justamente por só ficar nisso, cansa) até novidades do pop rock britânico, americano e brasileiro. Está longe de ser a rádio perfeita (até porque rádio perfeita só a que você faz no seu tocador de música, cada um tem a sua), mas é interessante, por vezes surpreendente e, acima de tudo, jovem, moderna (para os padrões do dial nacional, digo).

    Não lembro de muitos outros casos de rádios com esse perfil (estações inteiras, digo; programas pontuais até existem, aqui e ali). Lembro que uma vez, no Rio Grande do Sul, ouvi uma também que era universitária e tinha um perfil moderno, ainda que se restringisse à música brasileira. No Rio, tinha umas rádios piratas que pegavam só em alguns bairros (esqueci os nomes... mas lembro que eram divertidas)... mas, no geral, é um clima de terra arrasada no rádio nacional. Alguém sabe de algo que eu esteja perdendo no dial? 

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h15

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    Dance music por quem tem algo a dizer

    Uma entrevista com um DJ normalmente é tão reveladora quanto uma conversa com um jogador de futebol: só sai obviedade, reposta-padrão e muitos não fazem a menor idéia de por que estão nessa; apenas estão, porque gostam do que fazem. O que tocar, como tocar, são questões que se resolvem apenas instintivamente. Mas quando você encontra alguém na música eletrônica que realmente tem algo a dizer, a entrevista pode tornar-se interessante e saborosa. Alguns desses caras legais são Jeff Mills, Chris Liebing, Richie Hawtin, Kevin Saunderson, Ralf Hutter (Kraftwerk), entre outros. E Ricardo Villalobos.

    Nesta entrevista à Xlr8r, Villalobos mostra que não é um dos mais criativos produtores e DJs por acaso. Fala sobre sua preocupação com o soundsystem dos clubes, sobre a freqüencia modular da música (e por que prefere gravações analógicas às digitais), a importância do silêncio (ou do espaço) entre os beats de uma faixa; e, também sobre sua idéia de como serão os clubes no futuro. Villalobos conta que um amigo seu está trabalhando em uma tecnologia que se assemelha a um anel equipado com caixas de som. Ao entrar no anel, ouve-se a música tocando; fora dele, o som é rechaçado pelo próprio anel. Alguém disse que essa idéia é parecida com as teorias encontradas em "TAZ - Zona Autônoma Temporária", de Hakim Bey (o livro foi lançado no Brasil pela Conrad, dentro da coleção Baderna), que propõe a ocupação de espaços urbanos alternativos e livre do controle dos governos.
    É viagem do cara? Talvez. Mas seria legal alguns desses anéis espalhados por São Paulo, fora do alcance do Psiu...
    A música eletrônica precisa de novas idéias e de gente que pense adiante. Senão acaba virando... rock and roll.

    Escrito por Thiago Ney às 16h35

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    Groselha indie

    No próximo fim de semana, infelizmente concorrendo com o gigante Planeta Terra (o que, por motivos de trabalho, vai nos impedir de conferir ambos), acontece um festival de bandas indies nacionais que, pela escalação, promete ser dos mais interessantes - o Groselha Fuzz Festival, em Ribeirão Preto (terra do lendário Pingüim, a 330km de São Paulo). São 33 bandas em dois palcos montados numa chácara, onde também rola a ótima exposição "Arquivo do Rock Brasileiro", além de grafite, vídeos, teatro e debate - praticamente um Glastonbury da roça, se Ribeirão fosse roça! Todo louvor à galera que batalha pra organizar esse tipo de evento; tomara que a coisa seja mais bem organizada que o Tim.

    GROSELHA FUZZ FESTIVAL 2007 – Programação completa

    10 DE NOVEMBRO (Sábado)
    02h00 MONTAGE (Fortaleza/CE)
    01h00 DANIEL BELLEZA E OS CORAÇÕES EM FÚRIA (São Paulo)
    00h00 VANGUART (Cuiabá/MT) 
    23h30 ECOS FALSOS (São Paulo)
    23h00 MAMA CADELLA (São Paulo)
    22h30 OS TELEPATAS (São Paulo)
    22h00 SEYCHELLES (São Paulo)
    21h30 ENNE (Belo Horizonte MG)
    21h00 VOLPINA + RENATO BIZAR ex-Wry (Sorocaba)
    20h30 ACIDOGROOVE (Uberaba/MG)
    20h00 MOTORMAMA (Rib. Preto)
    19h30 ALMA MATER (Rib. Preto)
    19h00 GRAY STRAWBERRIES (Indaiatuba)
    18h30 VISITANTES (São Paulo)
    18h00 PLANO PRÓXIMO (São Carlos)
    17h30 OS COYOTES (Serrana)
    17h00 FLAG POPS (Franca)

    11 DE NOVEMBRO (Domingo)
    23h00 LUDOVIC (São Paulo)
    22h00 DOMINATRIX (São Paulo)
    21h30 THUNDERBIRD E OS DEVOTOS DE NSA (São Paulo)
    21h00 ZEFIRINA BOMBA (João Pessoa/PB)
    20h30 THE DEAD ROCKS (São Carlos)
    20h00 ROCKZ (Rio de Janeiro/RJ)
    19h30 ELEGIA (São José dos Campos)
    19h00 DEBATE (São Paulo)
    18h30 BENFLOS (Rio de Janeiro/RJ)
    18h00 ÄSTERDON (São Paulo)
    17h30 INTERSTELLAR (Rib. Preto)
    17h00 PALE SUNDAY (Rib. Preto)
    16h30 ÍBIS (Serrana)
    16h00 VERBO PERFEITO (Rib. Preto)
    15h30 KIDZILDA (São Simão)
    15h00 BERRODUBIO (Rib. Preto)
     
    SERVIÇO

    Groselha Fuzz Festival 2007
    Quando
    : 10 e 11 de novembro (sábado a partir das 17h / domingo a partir das 15h)
    Local: Chácara do Dudu
    End.: Rodovia Anhangüera, Km 303 - Ribeirão Preto (SP)
    Ingressos: um dia – R$ 15,00 (feminino) e R$ 20,00 (masculino) / dois dias – R$ 25,00 (único)
    Pontos de venda: Unilan (Rua São José, 834 - (16) 3931-3215 ) / Tribos (Loja 1 – Rua Cerqueira César, 557 - (16) 3023-0456  / Loja 2 – Centro Popular de Compras, loja A21 - Rua Florêncio de Abreu, esquina com Av. Jerônimo Gonçalves - (16) 3024-7535)
    Mais informações: www.groselhafuzz.com.br

     

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 10h30

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    Run, Phoenix, Run

    A banda de soft rock Phoenix estará no Nokia Trends, que acontece em São Paulo em 8 de dezembro, no Memorial da América Latina. A notícia, que havia saído na Popload, foi confirmada pela organização do festival. Além do Phoenix, que provavelmente trará os hits (queria ter escrito fofas...) "Everything Is Everything" e "Run Run Run", o festival terá Van She, She Wants Revenge e uma apresentação ao vivo do cultuado coletivo tecno de Detroit Underground Resistance.

    Escrito por Thiago Ney às 10h13

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    Boas da semana

    Boas da semana

    Desta vez as dicas de baladas (e de uma banda MUITO legal) vêm em forma de podcast. Não repara na voz...

     

    Escrito por Thiago Ney às 09h36

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    Nação Zumbi em texto e som

    A Adriana Ferreira, editora do Guia da Folha, entrevistou Jorge Du Peixe e Lucio Maia, da Nação Zumbi, sobre o novo disco deles, "Fome de Tudo". Parte dessa conversa saiu na edição impressa da Ilustrada de terça-feira. A Adriana emprestou alguns trechos da entrevista, que seguem abaixo. E colocamos aqui duas das músicas que estão no disco: "Bossa Nostra" e "Nascedouro".

    Ouça "Bossa Nostra"
    Ouça "Nascedouro"

                                                                Julia Moraes/Folha Imagem

    É preciso um pouco de tato para fazer os rapazes da Nação Zumbi falarem. Mas, quando eles se empolgam, a conversa flui, passando por temas como política, polícia, Chico Science, cinema e, é claro, música. Confira alguns trechos da conversa com o guitarrista Lucio Maia, o vocalista Jorge du Peixe e o baixista Dengue.

    Folha - Como foi feito o novo disco, "Fome de Tudo"?

    Jorge du Peixe - Foi o disco mais rápido que a gente gravou. O pontapé inicial foi dado a partir de Recife, em janeiro. A gente já vinham mastigando, vendo o que ia ser, encaminhando as coisas. Com dois dias, começamos a fazer alguns temas, registrar no computador. Já tínhamos esse título provisório, quase certeiro. A gravação foi feita metade no Rio em São Paulo. Foram 12 bases gravadas em nove dias.

    Folha - Esse disco parece ser mais "orgânico" do que o anterior, "Futura". Por quê?

    Jorge - É impressão. Acho que o estilo de Scott [Hard, produtor de "Futura"] é que remete a isso.

    Lucio Maia - A gente usou as mesmas coisas que usou nos outros. Esse disco é orgânico. Totalmente composto organicamente e a parte eletrônica, de beats, foi acrescentada depois. Eu não sei mais o que é eletrônico e o que não é. Inclusive, nem concordo com esse termo eletrônico. O hip hop é uma música essencialmente eletrônica, mas não leva essa fama.

    Folha - Como foi trabalhar com o produtor Mario Caldato?

    Lucio - Mario é um cara muito tranqüilo, centrado e voltado para o trabalho. De doidão já basta a banda. Ele é o cara que traduz tudo, fica mediando as loucuras e as sanidades também. Foi uma experiência muito leve.

    Folha - Foi ele quem determinou a mudança no jeito em Jorge du Peixe está cantando?

    Jorge - Ele deixou um computadorzinho comigo para eu mastigar as letras. Não queria que eu estivesse lendo. Quando você decora, tem uma facilidade maior, pode brincar mais. Até então, eu nunca tinha trabalhado desse jeito. Deu para entrar na música e colocar da maneira que tem que ser.

    Folha - Quais foram as referências para o "Fome de Tudo"?

    Jorge - Não tem como apontar. São tantas coisas. Desde quadrinhos, literatura, cinema, música. Acho que faz parte da identidade musical trazer coisas não só do universo sonoro, mas abordar temas como o afro-futurismo, por exemplo.

    Lucio - É difícil falar porque todo mundo acrescenta muita coisa e todo mundo tem uma biblioteca sonora dentro de casa.

    Folha - Dá para definir a sonoridade desse disco?

    Lucio - Mas não há a necessidade de definir. Quando você se alegra com uma coisa ou chora diz, "nossa, eu estou chorando por causa disso". Não tem explicação para certas coisas. Não tem necessidade de dizer que é isso ou aquilo. Isso só vale para loja de disco. Fora isso, não vejo necessidade de rotular todas as coisas. Tchaikóvski, por exemplo, é música clássica hoje. Naquela época não chamava música clássica. Chamava música.

    Jorge - Está nosso inconsciente confundir mesmo. A gente não quer ser classificado.


    Folha - Como rolaram as participações de Money Mark, da cantora Céu...?

    Lucio - Money Mark é amigo de infância de Mario Caldato. Foi ele quem levou o Mark para dentro dos Beasties e tal. Durante as gravações, disse ao Mario para convidá-lo para participar do disco. Já a Céu foi uma idéia de Jorge, de colocar uma voz feminina no disco, só fazendo backing vocal. O Guilherme Granado, do Guisado, a gente conhece há um tempo, gosta do projeto dele, tinha promessa de fazer uma coisa junto.

    Jorge - Junio Barreto também trouxe um pedaço de letra e a interpretação dele é única.

    Folha - Por que falar sobre a fome?

    Jorge - A gente começou a partir de Josué de Castro [intelectual pernambucano, autor de "Geografia da Fome"], que foi o primeiro mote para Chico [Science] em "Da Lama ao Caos". Até hoje a fome não se acaba. A fome é grande. Por isso, a capa é uma figura feminina. Como se fosse uma mitologia própria. Uma senhora fome, que vem avassaladora e passa por cima de tudo. As letras falam por si só. Depois de um tempo, acho que não é mais responsabilidade minha o que está escrito ali. Não dá para ficar tentando achar um sentido para tudo o que estou falando. É a mesma coisa que perguntar para um cara que pintou um quadro porque daquele azul ou do amarelo. Prefiro deixar para a interpretação das pessoas, é muito mais interessante. Nem eu lembro porque eu escrevi aquilo ali.

    Lucio - Hoje, a fome ultrapassou a barreira do conceito básico. Existe fome para tudo. Você acompanha as notícias na internet? Então, tem fome de informação. Além disso, ainda existe a fome propriamente dita. Que é velha e nunca vai se acabar.

    Folha - No início, a Nação Zumbi era uma banda de tambores. Hoje, predominam experiências com guitarra, baixo. Por que?

    Jorge - Até hoje está embutida a idéia de que somos uma banda de maracatu. Nunca fomos uma banda de maracatu, por mais que tivéssemos feito uso dos tambores. Esse é rótulo do qual a gente se desvencilhou. A gente faz música. Música livre, desprovida de amarras.

    Folha - Como foi a saída da gravadora Trama?

    Lucio - Neste ano, a Trama só lançou o Maquinado [projeto solo de Lúcio Maia]. Acho que eles devem estar passando por uma situação muito difícil. Quando nosso contrato acabou, conversamos, pensando em uma renovação. Mas chegava a ser um tanto indecorosa a proposta da Deck Disc, de fazer um disco com o Mario Caldato, gravado no Rio e em São Paulo, do jeito que a gente queria. O João Marcelo Bôscoli [presidente da Trama] disse que não poderia cobrir essa proposta.

    Folha - Vocês já passaram por várias gravadoras. Qual experiência levam disso?

    Lucio - A relação interna às vezes é muito boa. Em outras, um tanto quanto conturbada. Para gente a única coisa importante é o disco. Se os caras podem bancar a idéia, se vai sair legal, não importa se o cara é um filho da puta. A estrutura da Deck foi uma conjunção de tudo isso.

    Folha - O Radiohead acaba de lançar um disco e colocar na rede, para os fãs escolherem quanto querem pagar. Vocês não pensam em abandonar o formato CD?

    Lucio - O Radiohead vendeu 16 milhões de cópias. Se a gente vendesse 16 milhões, a gente dava as músicas. Eles gravaram o CD independente. É preciso ter uma puta grana na conta corrente para fazer isso. No Brasil, não há ninguém ainda que possa bancar uma estrutura como essa do Radiohead. A gente vive uma crise fonográfica enorme. Da média do Radiohead, ninguém pagou um centavo. Pagou entre duas e cinco libras por música. Ou seja, é completamente viável. Se fizer isso no Brasil, o cara vai dar um centavo para sua música. E se ele pagar isso, o CD vai valer dez centavos, e você não gasta isso para gravar um álbum. Acho uma parada cabulosa, mas é para poucos.

    Folha - Você não pretendem então colocar o disco para download?

    Lucio - Logo que o disco saiu, estava sendo vendido na internet e alguém comprou e já colocou no blog. No primeiro dia, teve 800 downloads. Nos comentários, alguém disse: "o disco ficou du caralho, mas eu vou comprar assim mesmo". Esse é o tipo de fã que quer ajudar a banda. Ele sabe que se ele não comprar o disco, a banda não grava outro. No Brasil, ou você bate sua meta ou passa para um esquema igual ao do Mundo Livre, de fazer o disco sozinho. Agora vá ver a situação do Mundo Livre. Veja quantos shows por mês eles fazem. Não dá. A gente tentou brincar de independente no Brasil, mas não dá.

    Folha - Vocês não acreditam no fim do CD, então?

    Jorge - O disco existe e vai continuar a existir sempre É muito precipitada essa história de que acabou o CD. É preciso fazer disco.

    Lucio - Vamos fabricar o vinil e botar ele para vender. Aqui em São Paulo tem um mercado enorme para vinil. É uma mídia que não se copia.

    Folha - Se importam se um fã piratear "Fome de Tudo"?

    Lucio - Não me importo, mas isso é prejudicial. Se o cara quer dar uma pirateada para escutar antes porque ele é muito "secão", mas depois ele vai à loja e compra, dou o maior apoio.

    Jorge - Nossos discos estão todos disponíveis para download. A gente baixa músicas em esquema de "preview". Isso é muito bom, mas depois vou comprar. Acho que alguns fãs pensam assim também.

    Folha - O Cansei de Ser Sexy é uma banda que faz um som muito parecido com tudo o que rola lá fora e faz sucesso no exterior. A Nação Zumbi, que tem um som que poderia bombar, não rolou. Por que?

    Lucio - Tivemos um impasse com a Trama, porque ela queria ter aberto uma gravadora lá fora. Ficamos esperando, acabou não rolando e a gente não lançou o disco. O "Futura" ficou prejudicado por causa disso. E a gente dá muito azar. Fomos a única banda no mundo convidada três vezes para tocar no Central Park [em Nova York]. Dessas, a gente só conseguiu tocar uma. Na outra choveu e, em outra, fomos barrados. Não conseguimos entrar no país. Já recebemos visto negado também na Inglaterra.

    Folha - Neste ano, completaram dez anos da morte de Chico Science. Vocês participaram de algum evento que lembrou a data?

    Jorge - A gente se nega a participar dessa data específica, da morte do cara, quando nasce um mito. Dengue e Bactéria fizeram uma orquestra juntando uns maloqueiros amigos. Rolou na praça de São Pedro [em Recife], no dia do aniversário dele. Aniversário da morte! É estranho para caralho esse nome.

    Dengue - A gente não fala da morte e as pessoas nos acusam de não querer lembrar. É um absurdo, porque a gente fala no show, nas músicas, nas entrevistas. Chega no dia da morte do cara a gente não quer falar, porque não tem nada para comemorar nesse dia. Todo mundo se sente incomodado.

    Lucio - A gente lança disco, faz show para 50 mil pessoas, o diabo a quatro e a Globo não está nem aí. Mas no dia da morte, eles ligam para fazer um especial e ainda pedem para levar um pandeiro e um violão, para gente dar uma canjinha!

    Folha - Vocês estavam num dos episódios mais polêmicos do ano, o quebra-quebra da praça da Sé, na Virada Cultural. O que aconteceu?

    Jorge - Tudo começou porque tinha cinco guris pulando em cima de uma banca de revista. Era só tirar os guris. Não tinha nada que sair atirando nas pessoas.

    Lucio - Estava tudo ótimo. Muito tranqüilo. Rolou o show inteiro e não teve nenhuma confusão. Os Racionais não tiveram nada a ver com a história. Eles foram fazer o show deles. Quem já foi num show dos Racionais sabe que eles só entram tarde. Isso é uma tradição da banda. É a mesma coisa que a gente entrar no palco e alguém dizer: "oxe, os caras tão usando tambor por quê?". Eles fazem isso para ter ônibus para galera voltar para casa. Agora, rola um puta quebra-pau e a galera bota a culpa em Mano Brown. Ninguém falou que o prefeito não estava lá, não quis saber. Só ficou sabendo depois da confusão. Difícil saber onde estava o Secretário da Segurança Pública naquele momento. Ninguém sabe. Banda de hipócrita filho da puta. É mais fácil colocar a culpa no cara, que é mais fraco mesmo. Por que o Secretário de Segurança Pública não diz: "galera, a culpa foi nossa, porque não organizou direito o negócio. Não instruiu a polícia. A gente sabia que ia ter show dos Racionais e que eles só entram às 4h da manhã."
     

    Escrito por Thiago Ney às 09h29

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