Ilustrada no Pop
 

Amy Winehouse, o (ótimo) retorno

Quem não gosta de Amy Winehouse? Bem , há alguns criminosos que a vaiaram em Birmingham, no primeiro show de sua turnê britânica, e que mereciam a cadeia... Mas Amy deu a volta por cima em Glasgow, ontem (sexta-feira, 16/11). Do início ao fim da apresentação, Amy Winehouse teve seu nome gritado pelo público e chegou a ser ovacionada. Veja no vídeo abaixo sua versão para "Valerie" (música originalmente dos Zutons). O áudio não é dos melhores, mas vale pela irresistível performance de Amy.

Escrito por Thiago Ney às 16h00

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Peaches

O selo Delicious Vinyl, que faz aniversário de 20 anos, e a revista URB, que publica sua 150ª edição, realizaram festa conjunta para comemorar as ocasiões. Teve show da bagaceira Peaches cantando com o veterano rapper Tone Loc. Eles fizeram "Wild Thing", hit de Tone Loc que usa sample de Van Halen.

Dá uma olhada na versão com a Peaches...

... e compara com a original:

Escrito por Thiago Ney às 16h21

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Nova-velha música do U2

O U2 vai relançar "The Joshua Tree", disco que saiu em 1987 e que talvez seja o mais emblemático da banda irlandesa. Pois no seu aniversário de 20 anos, o álbum ganha uma versão remasterizada com um disco bônus e mais um DVD. No disco bônus, entram faixas que não foram lançadas, como "Wave of Sorrow", que é da época em que "Joshua Tree" foi lançado. Dá para ouvir a música na página do U2 no Ilike. A versão está em vídeo, e traz Bono "explicando" a faixa e cantando sobre ela, numa espécie de karaokê.
Músicas como "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "With or Whitout You" não envelheceram bem, mas "Wave of Sorrow"... Já nasce caduca. Entende-se por que não entrou no disco... Dá uma olhada no vídeo e veja se eu estou errado.

 

Escrito por Thiago Ney às 14h06

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Entrevista: The Police

Nosso homem em Washington, Sérgio Dávila (correspondente da Folha e blogueiro), falou com Stewart Copeland, baterista do Police, que vai fazer o último grande show de 2007 no país, dia 8 de dezembro, no Maraca.

A conversa saiu editada na Ilustrada de hoje, e você pode ler a íntegra abaixo:

SÉRGIO DÁVILA, DE WASHINGTON

O Police só se reuniu depois de duas décadas porque Sting é o “rei da dor”, adora sofrer. Tocar junto é um sacrifício. As fãs envelheceram. Mas Stewart Copeland está feliz. Mais feliz do que quando fundou a banda que ajudaria a mudar o pop mundial, de 1977 a 1984.

“A diferença é que agora continuamos brigando o tempo todo mas pelo menos sabemos o motivo: a única coisa sobre a qual discutimos é a música”, disse o baterista de 55 anos à Folha, em entrevista por telefone. Os dois, mais o guitarrista Andy Summers, se apresentam em 8 de dezembro no mesmo Maracanã em que tocaram para poucos e bons em 1982 --agora em show quase esgotado.

Todas suas reclamações são irônicas e bem-humoradas _menos quando fala de George W. Bush, a quem chama de “criminoso”. Leia a seguir:

*

FOLHA - Eu vi o show de reestréia do Police em Los Angeles, em junho. O que mudou desde então?

STEWART COPELAND - Melhorou. Demoramos para enxergar uns aos outros de novo, depois de tanto tempo longe. Nos anos 80, nós conquistamos o mundo depois de estarmos juntos por cinco ou seis anos; agora, nós tivemos de nos transformar num grupo de qualidade internacional em cinco ou seis meses --nem isso, em cinco ou seis semanas. Nós fizemos a primeira parte da turnê, nos EUA, ficamos parados por uma semana, digerindo aquilo tudo, voltamos dez vezes melhores na Europa e agora paramos por outra semana.

FOLHA - Pelas suas contas, o show no Brasil será melhor do que eu vi em Los Angeles, então?

COPELAND - Ainda melhor, pelo ingrediente secreto: os brasileiros. O público é o grande ingrediente do show, aquilo que faz toda a diferença para um grupo. É uma das forças de um grupo que tem músicos tão diferentes como o Police. Nós percebemos isso agora, não entendíamos antes, mas o motivo porque fazemos música que causa tanta reação é o fato de sermos tão diferentes uns dos outros. Não é muito confortável, mas é muito eficiente.

FOLHA - Qual a diferença entre o público de agora e o dos anos 80? Não só a idade, mas muita coisa aconteceu entre o fim e a volta da banda: vocês pularam da geração vinil para a do iPod sem passar direito pela do CD...

COPELAND - Tudo isso não afeta a música nem a experiência do show. Afeta o negócio ao redor, que passou por uma grande devastação em todos os setores, menos no de shows ao vivo. Mas esqueça tudo isso. Quando nós éramos uma banda de jovens, a maioria do público era composta por meninas de 16 anos desmaiando e sendo carregadas pelos médicos. Agora, são homens de 45 anos chorando. E aquelas garotas de 16 anos têm 45 anos --e ainda estão bonitas, pelo menos a maioria! [Risos].

FOLHA - Mas vocês ainda atraem as de 16, pelo menos havia vários jovens no show de Los Angeles.

COPELAND - Pode ser, mas as de 16 não têm mais chance de chegar perto do palco, porque as mães delas chegaram lá antes. Quando nós éramos jovens, as pessoas me diziam: “Ah, minha irmã adora sua banda”. Agora é: “Minha mãe adora sua banda”. Na verdade, nosso novo lema é: “Tranquem suas mães, nós estamos de volta!”

FOLHA - E mudou a dinâmica na estrada?

COPELAND - Antes, era muito simples. Nós já tocávamos em estádios e para grandes públicos, mas vivíamos de maneira muito simples, e a tecnologia era mais básica. Agora, é mais complicado, mais sofisticado, a maneira como as bandas operam evoluiu ao longo dos anos. É complicado explicar, mas, resumindo, é muito mais confortável agora. E eu gosto muito.

Lembro-me quando nós tínhamos 25 anos e estávamos no topo do mundo, eu ficava ansioso o tempo todo, não era feliz, não sei por que, estava nervoso, ansioso, com raiva, alguma coisa estava errada. Agora, estou feliz. Sting e Andy são duas das pessoas mais legais do mundo, estamos fazendo uma música incrível, o público está enlouquecendo, o que mais alguém pode pedir? Agora, nós entendemos o privilégio que é isso.

FOLHA - Vocês estão aproveitando a convivência do reencontro para compor novas músicas?

COPELAND - Não. Não é o que estamos fazendo. É mais uma experiência emocional, mais um resumo. Quem procura algo novo deve assistir Oysterhead ou outro grupo novo e jovem. Não é o caso aqui. Estamos falando de músicas que têm um poder especial. E não é porque “Roxanne” é uma música excelente, ou “Message In a Bottle” ou “Every Breath You Take”... Sim, são ótimas músicas, e Sting é um grande vocalista, mas o show é mais do que isso. São 20 anos da vida das pessoas. Eles foram românticos, construíram suas carreiras, viveram suas vidas, os filhos começaram a crescer ouvindo essas músicas...

Elas têm um poder que vai além da música, um poder de 20 anos de experiência de vida. E isso é algo que uma música nova não alcançaria. Nós tocamos nossos instrumentos de maneira nova, a cada noite, o público está lá, nos desperta, nos inspira, e nós seguimos o ritual. Mesmo sendo o mesmo ritual em sua forma básica, cada noite é diferente, tem um detalhe novo, uma ênfase diferente, coisas diferentes acontecem. Nossas músicas têm esse poder, nós simplesmente não pensamos em músicas novas, pensamos em como saborear as músicas velhas de maneiras diferentes.

FOLHA - O Police esteve no Brasil em 1982, e ninguém ligou muito. Agora, vocês voltam para um show já todo vendido. Qual a sensação, de um ciclo?

COPELAND - Não sei se um ciclo, talvez mais uma espiral. Estou muito surpreso, e parece bastante surreal o que está acontecendo. Quando estou no palco, olho para a frente e do meu lado direito está a parte de trás da cabeça do Sting e do lado esquerdo a parte de trás da cabeça do Andy, fico pensando: “O que aconteceu com os últimos 20 anos?” Eu sei que constituí uma família, tive uma nova carreira como compositor, tudo isso, mas tudo desaparece...

FOLHA - Sei que você já respondeu a essa pergunta milhares de vezes, mas mesmo assim: por que voltar? E por que agora?

COPELAND - Não sei. Acho que é porque o Sting é o “rei da dor” [“King of Pain”, nome de um dos sucessos da banda] e adora sofrer. Acho que, depois de seu disco de alaúde [“Songs from the Labyrinth”, de 2006], ele finalmente chegou a um ponto em que não conseguia pensar em nada mais doloroso do que me telefonar [Risos]. Ele tentou chicote, ser acorrentado, fazer greve de fome... Toda manhã, a mulher dele, Trudie, o atingia com uma pistola elétrica... Nada mais funcionava, então ele teve de chamar o Stu...

FOLHA - Falando nisso, quem começa as brigas e quem as termina hoje em dia?

COPELAND - Eu começo! Andy é quem dá fim a elas. Porque ele está tão ocupado com sua guitarra, tem tanta harmonia para tocar, tanta coisa complicada e importante para fazer que não tem tempo de discutir. Já tudo o que eu e Sting fazemos é brigar.

FOLHA - Então, a rotina do grupo continua a mesma?

COPELAND - A diferença é que agora continuamos brigando o tempo todo mas pelo menos sabemos o motivo: a única coisa sobre a qual discutimos é a música. Pessoalmente, nós nos amamos, nos valorizamos, somos muito próximos. Mas, quando se trata de música, entendemos que somos quase opostos e também entendemos que os opostos se atraem, e um muda o outro. Sting tocando comigo é um cara diferente do Sting tocando alaúde. O mesmo acontece comigo: quando estou tocando com ele, estou num papel diferente do que com qualquer outra pessoa.

E nós dizemos: “Meu Deus do céu, por que eu tenho que tocar com esse cara?”. Mas esse é o cara com quem nós temos de tocar, e funciona, e o público age como se fosse o juiz. Tocarmos junto não é fácil, mas o efeito no público torna fácil, torna uma coisa boa, excitante, mostra a importância disso para nós. Depois do show, olhamos uns para os outros, nos cumprimentamos, nos abraçamos e voltamos a nossas vidas. É uma coisa muito, muito estranha. É como eu disse: Sting gosta de sofrer e ele adora o fato de eu ser um grande incômodo logo ali, atrás dele. [Risos]

FOLHA - Você é filho de um ex-agente da CIA, passou parte da infância e da adolescência no Oriente Médio. Qual sua opinião sobre o Estado das coisas em seu país hoje?

COPELAND - Estou feliz com o fato de que tudo isso vai acabar logo. O grande pesadelo vai acabar em breve, eu espero. Em mais ou menos um ano e meio, nós vamos nos livrar desse presidente, que é um desastre, um criminoso, na verdade. E espero que ele seja julgado e colocado na cadeia por seus crimes, não só contra os EUA, mas contra o resto do mundo.

FOLHA - Você disse que a gravadora A&M só assinou com o Police nos anos 70 para conseguir sua banda de então, Klark Kent. É verdade?

COPELAND - Foi o que me disseram. E é claro que eu adoro essa história. Pode ter sido o caso então, mas a gravadora assinou com o Police quando o Sting começou a escrever as músicas que ele fez, que são uma categoria diferente de música. Mas tudo se tornou possível por conta do Klark Kent...


Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h17

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Enquanto isso...

Enquanto a RCRD da nota aí embaixo estréia apontando caminhos futuros, uma galera século 20 (incluindo a cachaceira Lily Allen, tão novinha e já tão retrógada) dispara contra a experiência do Radiohead.

Lily disse ao Channel 4 que a banda de Thom York é "arrogante" por deixar os fãs decidirem o preço de seu último disco: "É arrogante da parte deles distribuir música de graça - eles têm milhões de libras. Isso envia uma mensagem bizarra para bandas mais novas que não se saíram tão bem. Você não escolhe quanto pagar por ovos, por que deveria ser diferente com música?".

Já o bocudo Liam Gallagher disse, segundo a NME, que, ao contrário do que alguns rumores sugeriram, o Oasis só copiaria a experiência do Radiohead "sobre o meu cadáver".

Por fim, saído sabe-se lá de que catacumba, Gene Simmons, o linguarudo do Kiss, atacou as gravadoras por não serem mais rígidas contra a galera que baixa música pela rede! "É culpa dela [da indústria do disco] ter deixado as raposas entrarem no galinheiro, e ficam se perguntando por que não há mais ovos ou galinhas. Cada jovem escolar, cada garoto deveria ter sido processado, a indústria deveria ter tomado as casas e os carros deles já no começo. Esses garotos estão deixando entre 100 mil e 1 milhão de pessoas desempregadas."

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h34

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Começou

Bombando na rede hoje a notícia do lançamento da RCRD LBL, uma "rede de selos online e blogs bancados por anúncios e oferecendo música gratuita de artistas emergentes e estabelecidos, via streams e downloads".

Numa primeira visita, o troço me pareceu sensacional: tem opções para criar rádios, baixar artistas, exportar links... enfim, tem tanta coisa pra fazer que dá pra perder um tempo ali. E a lista de artistas é pra lá de interessante:

  • Art Brut
  • Audion
  • Bad Veins
  • Battles
  • Bloc Party
  • Blu Jemz
  • Christopher Willits
  • Claude VonStroke
  • Cold War Kids
  • Cut Copy
  • Dabrye
  • DJ Eli
  • Grizzly Bear
  • Gui Boratto
  • ItaloBoyz
  • Jacques Renault
  • Jamie Lidell
  • Jeniferever
  • Justice
  • Justice featuring Mos Def and Spank Rock
  • Justin Martin
  • K.I.M.
  • Kid Sister
  • Kings And Queens
  • Matthew Dear
  • Maximo Park
  • Meanest Man Contest
  • Michael Mayer
  • Muscles
  • Mystery Jets
  • New Young Pony Club
  • Prefuse 73
  • Snack N Cmish
  • Soulsavers
  • Spank Rock
  • Supermayer
  • Superpitcher
  • The Deadly Syndrome
  • The Field
  • The Stills
  • The Willowz
  • Thomas Fehlmann
  • Worthy
  • Youthmovies
  • Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h09

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    Material world

    madonna-cd.jpg

     

    A propósito, quem também está sendo "tributada" (e também não pela primeira vez) é boa e velha Madonna, com "Through the Wilderness". Os tributários, ainda mais lado B que os do Pixies, são os seguintes:

    Jonathan Wilson "La Isla Bonita"

    Golden Animals "Beautiful Stranger (Blues)"

    Winter Flowers "Live To Tell"

    Mountain Party "Material Girl"

    Jeremy Jay "Into The Groove"

    Ariel Pink "Everybody"

    Giant Drag "Oh Father"

    The Tyde "Hung Up"

    Alexandra Hope "Lucky Star"

    The Chapin Sisters "Borderline"

    Apollo Heights "Dress You Up"

    The Bubonic Plague "Who's That Girl?"

    The Prayers "Cherish"

    Lion of Panjshir "Crazy for You"

    Lavender Diamond "Like A Prayer"

    Siddhartha "Holiday" (iTunes only)

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h20

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    Dig for fire

     

    Image:Dig For Fire.jpg

    Acabou de sair mais um tributo aos Pixies, "Dig for Fire", e a boa é que ele está completo para ser ouvido na rede; a escalação é a seguinte: 

    1. Ana - Morning Theft
    2. Break My Body - The Rosebuds
    3. Down To The Well - Dylan in the Movies
    4. Wave of Mutilation - Joy Zipper
    5. Gigantic - OK Go
    6. Stormy Weather - Bedroom Walls
    7. Gouge Away - Mogwai
    8. Motorway To Roswell - Knife & Fork
    9. Havalina - They Might Be Giants
    10. Alec Eiffel - Bunnies
    11. Monkey Gone To Heaven - Elk City
    12. Hey (Double Dragon Redux) - Fashion Victims
    13. Here Comes Your Man - The Commons with Elizabeth Harper
    14. Where Is My Mind? - John P. Strohm
    15. Caribou (Instrumental) - British Sea Power

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h05

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    Interpol - datas e locais

    Chegou agora e-mail da assessoria:

    SÃO PAULO
    Data: 11 de março 2008
    Local: Via Funchal
    Endereço: Rua Funchal, 65, Vila Olímpia – SP – Tel: (11) 3044-2727

    RIO DE JANEIRO
    Data: 13 de março 2008
    Local: Fundição Progresso
    Endereço: Rua dos Arcos, 24 - Lapa - Rio de Janeiro - Tel : (21) 2220-5070.

    BELO HORIZONTE
    Data: 15 de março 2008
    Local : Chevrolet Hall
    Endereço : Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Belo Horizonte Tel: (31) 2191- 5700

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h16

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    James Murphy is playing in my town

    O Ney viajou pra BH, pra participar de um debate, e por isso vai ficar meio ausente até amanhã, mas certamente gostaria de comentar sobre o show do LCD Soundsystem ontem à noite, em São Paulo, que ele classificou de "melhor show do ano" e sobre o qual escreveu na Ilustrada uma crítica que sai amanhã, com o título "Ao vivo, James Murphy reinventa o pop" - pra vocês verem o quanto ele gostou.

    Eu estive lá na Via Funchal também - que estava meia boca, em termos de público - e, se estou longe de ter a mesma empolgação do Thiago, também gostei do show. Ao vivo e com uma banda com bateria, baixo, guitarra e percussão (fora uma cover da Yoko nos teclados), tudo que me parece chato na eletrônica ganha vida, fica rápido, pesado, animado. Achei James Murphy (que está entrevistado aí embaixo) e sua trupe muito melhores ao vivo do que em CD, o que só conta a favor deles. 

    O LCD passa hoje por BH, dia 16 pelo Rio (no Circo Voador) e dia 17 por Brasília. 

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h07

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    Montage deportado - a versão de Daniel

    O vocalista do Montage, Daniel Peixoto, chegou a São Paulo hoje de manhã. Na página da banda no Orkut, ele postou o texto abaixo, em que narra o que lhe aconteceu:

    Breve resumo sobre o que de fato ocorreu em Londres

    Chegando em Londres fui imediatamente detido pela polícia federal local sem nenhum motivo, segundos depois de sair da aeronave, antes mesmo de apanhar minha bagagem (Que foi confiscada, so apanhando de volta aqui no Brasil.) Documentos, Telefone, computador e dinheiro (Libras e dólares) tb foram confiscados, sem motivo justificado.
    Durante essa entrevista perguntaram me se eu me prostituia, se trazia facas ou tesouras o tempo todo, se eu estava vindo me encontrar com um homem ou ainda se eu e o Leco eramos namorados.

    Essas entrevistas duraram horas, ao todo passei 31 horas detido numa especie de sala/cela de vidro, com 4 cameras, mas nenhuma cama, nenhum chuveiro. Dormi no chão dividindo esses espaços com vários outros imigrantes Iraquianos, Indianos, Mexicanos etc... Nesse tempo tb não tive direito a tomar banho ou mudar de roupa. Tb so fui autorizado a fazer ligações telefônicas após 17 horas de permanênia nesse local, pagando com meu dinheiro por elas. Durante esse período foi servido  sanduiche de maionese com legumes. Café, cha e leite, disseram que era "free" mas fui brutalmente recrimidado várias vezes por solicitar esse "serviço". Sai dessa sala 10 minutos antes de reembarcar para o Brasil dentro de um camburão com grades, tal como um criminoso. Nesse momento, foram devolvidos meus documentos e percebí a ausencia de meu RG. Que foi confiscado e não devolvido até essa data.
    Agentes me instruiram a pedir esse documento no consulado britanico aqui no Brasil. Ou seja, eles não deram a menor importancia ao direito de eu ter de volta meu principal documento nacional.

    É isso pessoas, obrigado pelas manifestações de apoio e carinho. AGORA eu estou bem e já prontissimo pra outras, assim mesmo no plural.

    BJUS

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h33

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    Vocalista do Montage é deportado de Londres

    O vocalista do Montage, Daniel Peixoto, foi barrado na imigração do aeroporto de Heatrow, em Londres, e será obrigado a voltar ao Brasil. Daniel embarcou para Londres no domingo, em Cumbica, num vôo da TAM. Dupla cearense radicada em São Paulo, o Montage iria fazer uma série de shows na Inglaterra, Alemanha, França e Portugal. Segundo o empresário da banda, Ricardo Lisbôa, Daniel chegou a Londres na segunda de manhã. O outro integrante da dupla, Leco Jucá, viajou em outro vôo, da Varig, também no domingo, e conseguiu entrar na Inglaterra.

    Ricardo Lisbôa conversou com Daniel por telefone nesta tarde, e contou a este blog o que aconteceu com o vocalista.

    Ao chegar na imigração inglesa, Daniel teria sido abordado por uma agente, que teria perguntado se Daniel iria "encontrar o namorado", se ele era "casado" com Leco Jucá. O vocalista teve sua bagagem revistada e foi levado a uma sala do aeroporto, em que estavam outras cerca de 20 pessoas de países como Iraque e Irã, que também não conseguiram entrar no país.

    Segundo Lisbôa, Daniel e Leco estavam com visto de turista (e não de trabalho), mas Leco não teve problema nenhum para passar pela imigração. "E eles não precisavam de visto de trabalho, pois iriam tocar de graça, sem receber cachê", diz o empresário. Entre os shows do Montage em Londres, estava um em uma festa da revista "Jungle Drums", dedicada a brasileiros que vivem na Inglaterra.

    Na segunda e nesta terça, promotores dos shows londrinos entraram em contato com a imigração, mostraram documentos referentes aos shows, mas Daniel não foi autorizado a entrar no país. Ele embarcará daqui a pouco de Londres e chega em Cumbica nesta quarta.

    Às 17h45 desta terça, uma atendente da embaixada britânica em Brasília informou este blog que não havia mais ninguém para falar sobre o episódio, pois o expediente no local é encerrado às 17h30.

    Escrito por Thiago Ney às 17h04

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    Futureheads solta novo vídeo

    O grupo inglês The Futureheads apareceu na mesma leva de Bloc Party, White Rose Movement, Maximo Park e outras bandas produzidas pelo Paul Epworth. O Futureheads diferenciava-se pela forte influência do mod britânico, principalmente The Jam. O primeiro disco, homônimo, de 2004, era bem bom, com faixas como "Meantime" e "Decent Days and Nights" (dá para ouvi-las no site da banda). Em 2005, lançaram como single o ótimo cover de "Hounds of Love" (da Kate Bush). Já o segundo disco, "News and Tributes" (2006), é meio fraquinho, sem nenhuma canção que se destaque.
    A banda volta com música nova, "Broke Up the Time", que pode ser baixada aqui. Parece que o Futureheads reencontrou o jeito de criar boas canções... Dá uma olhada no vídeo.

    Escrito por Thiago Ney às 13h57

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    New Bloody Valentine

    Conhece Kevin Shields? Nascido nos EUA, filho de irlandeses, ele tocou com Primal Scream, deu uma mão pra Sofia Coppola... Mas Shields será sempre lembrado pelo cultuado My Bloody Valentine, mítica banda inglesa do final dos anos 80/começo dos 90, que lançou memoráveis discos de guitarras altas e etéreas, talvez a principal banda da linha shoegazer. Perfeccionista, difícil de lidar, Shields acabou com o My Bloody Valentine em 1995. Doze anos depois, num talk show norte-americano, o guitarrista anuncia que a banda voltará ainda neste ano. E que o disco novo terá, basicamente, canções que não haviam sido finalizadas em 1995.

     

     

    Escrito por Thiago Ney às 13h45

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    Interpol no Brasil

    Chegou agora a info. O Interpol fará três apresentações no país. Em SP, será em 11 de março de 2008, no Via Funchal. Preços: de R$ 100 (pista) a R$ 160 (camarote). Os ingressos serão vendidos a partir desta terça (13 de novembro). Rio e BH também receberão shows da banda.

    Atualização: segundo os produtores, os ingressos pro show do Interpol em SP começam a ser vendidos nesta terça (13/11) a partir das 16h. Podem ser comprados pelo site www.viafunchal.com.br.

     

    Escrito por Thiago Ney às 17h06

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    Entrevista: James Murphy

    O que importa é fazer algo bom, não necessariamente novo. A declaração é de James Murphy, proprietário do selo DFA, produtor de bandas como Rapture, multi-instrumentista e líder da banda LCD Soundsystem, que faz show em São Paulo nesta terça-feira (13 de novembro).

                                                         Rogério Cassimiro/Folha Imagem

    A união entre o rock e a dance music ganha cores fortes com o baixo e o teclado do LCD Soundsystem, cujo segundo disco, “Sound of Silver”, está entre os melhores deste ano. Abaixo, a conversa de Murphy com este blog.

    E o show no Via Funchal ganha tempero especial porque a abertura é do The Field. Projeto do sueco Axell Willner, The Field também está competitivo numa hipotética disputa pelos bons álbuns de 2007.

    Sua estréia, “From Here We Go Sublime”, saiu pela Kompakt e é recheada por uma eletrônica sutil, feita de forma simples, mas eficiente. São linhas melódicas de sintetizadores que completam beats elegantes, criando uma paisagem das mais recompensadoras.


    IluPop - No ano passado o LCD Soundsystem se apresentou no Skol Beats. O que achou de tocar num festival de eletrônica?
    James Murphy - Não faz tanta diferença tocar num festival eletrônico ou pop. Havia um bom público, o soundsystem estava bom, isso é o que importa.

    IluPop - Com a DFA você foi um dos primeiros caras a ganhar importância por produzir rock com elemtos da dance music, há cinco ou seis anos. Como está essa cena hoje? Está evoluindo? Há algo de novo sendo feito?
    Murphy - Não acho que esse tipo de mistura seja particularmente nova. No início da DFA, o mais importante nem era fazer algo novo, mas o que estava faltando no rock. E quando começamos, não havia o crossover entre essas coisas das quais gostávamos. Então focamos em misturar tudo aquilo, dance music com rock ou com punk, coisa que já havia sido feito antes. O que importa é fazer algo bom, não importa se isso soará novo ou não.

    IluPop - “All My Friends” [música que está em “Sound of Silver” e que ganhou cover do Franz Ferdinand] é elaborada com apenas um acorde. Mas tem uma dinâmica forte, que vai crescendo...
    Murphy - Sim, fica esse acorde se repetindo e se repetindo...

    IluPop - E como surgiu essa idéia?
    Murphy - Essa música começou como uma faixa instrumental. Eu queria algo que... Eu gosto de músicas que possuem uma dinâmica forte, mas que são feitas num formato simples, básico. Como “Transmission”, do Joy Division. São partes simples, mas que se repetem e ficam mais fortes e fortes... Queria fazer algo do tipo, mas em vez de gravar com toda a banda ou com a ajuda de equipamentos digitais, queria eu mesmo gravar cada seqüência. Então toquei bateria, baixo, e toquei a bateria de novo, e o baixo de novo. Foi uma experiência engraçada. E quando ficou pronta, coloquei o vocal por cima. Foi bem simples.

    IluPop - Outra faixa emblemática desse disco é “New York I Love You...”. É uma música inspirada no legado deixado pelo [ex-prefeito de NY] Rudolph Giuliani [que, entre outras ações, criou leis que limitavam o funcionamento de clubes noturnos]?
    Murphy - Sim e não. A música traz algumas reclamações porque... Bem, canções de amor têm de ser relativamente tristes. E essa é uma canção de amor. Algumas das relcamações ali são fakes, sou eu fazendo graça desse tipo de reclamação. Porque as pessoas de Nova York reclamam muito. Desde os anos 1940 os nova-iorquinos vêm reclamando que NY está mudando e piorando... Queria fazer uma canção de amor sobre isso. Metade das reclamações verdadeiras, metade é tiração das pessoas que ficam reclamando sempre...

    IluPop - O LCD Soundsystem fez recentemente uma turnê com o Arcade Fire. Como Como foi a experiência?
    Murphy - A turnê aconteceu muito bem, somos amigos deles. E lançamos um single depois, com nós tocando um cover de Joy Division [“No Love Lost”] e eles tocando cover do Serge Gainsbourg [“Poupee de Cire”].

    IluPop - Quando a DFA começou, você produzia bastante outros artistas. Você sente falta de produzir?
    Murphy - Sim, bastante. É difícil produzir outros artistas quando se está trabalhando no seu próprio disco. Devo fazer algo para o Juan McLean, estou tentando encontrar tempo. Espero fazer isso mais no ano que vem em vez de lançar outro disco do LCD.

    IluPop - E de outros artistas, quem você gosta?
    Murphy - Não sei... Estive em turnê por muito tempo... Gosto de algumas coisas do Timbaland...

    IluPop - Gostou do disco do Timbaland?
    Murphy - Na verdade ainda não tenho o disco . Estou em turnê...

    IluPop - Para finalizar, quais as três músicas mais legais hoje?
    Murphy - “Paper Planes”, da MIA. “Born on the Bayou”, do Creedence Clearwater Revival. E “Dance Like a Star”, do Human League.

    Escrito por Thiago Ney às 16h16

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    Agravantes

    Dois agravantes do problema citado abaixo:

    1) Do bilheteiro da Villa dos Galpões, onde rolava o show: "O problema é que a produção não colocou a censura nos ingressos, preferiu colocar os shows"

    2) Qualquer pessoa atenta viu que vários menores de 18 entraram no festival. E não foram apenas os que usaram identidades falsas (topei com alguns desses): uma dupla de amigas que estava entre os barrados, no portão 2, deu a volta e conseguiu entrar sem problemas pelo portão 1; outro grupo de amigas foi apenas parcialmente barrado - uma delas, de 14 anos, entrou sem problemas e sem mostrar a identidade, enquanto as outras ficaram de fora, na mesma hora!

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h26

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    Terra só pra maiores

    O tão elogiado festival do Terra teve, sim, um gravíssimo problema de organização - que atingiu uma minoria, é verdade, mas nem por isso foi um desrespeito menos grave.

    Menores de 18 anos puderam comprar ingressos à vontade (até mesmo na bilheteria do local, com os shows já rolando!), mas foram barrados na entrada. Argumentava a organização que a censura era 18 anos (fato) e que essa informação havia sido divulgada em cartazes e na mídia (fato). Bom, censura 18 anos para festivais desse tipo é coisa normal - tão normal quanto liberar a entrada de menores acompanhados de um adulto responsável (como foi no caso do execrado Tim, pra citar o exemplo mais recente).

    Mas não foi o que aconteceu no Planeta Terra. Topei com várias (eu contei umas 50, mas certamente tinha mais gente, já que eram duas entradas e quatro checkpoints) adolescentes barradas do lado de fora, acompanhadas de seus pais ou de um adulto responsável. Garotas vindas de cidades como Valinhos (SP) e até uma mãe que veio de ônibus do Rio, com duas filhas, para elas assistirem ao festival. Ninguém entrou. A matéria contando a história dessa galera está na Folha de hoje (segunda).

    Vamos deixar de lado o absurdo que é fazer um festival com atrações teens (Lily Allen e CSS, por exemplo) e não permitir a entrada de menores. Isso é apenas uma burrice atroz, mas como ninguém é obrigado a ser inteligente, a organização poderia ter escolhido censura 18 anos e ter barrado todo mundo, como fez.

    O que jamais poderia ter acontecido era a venda de ingressos para menores, se eles não poderiam entrar. E não foi um problema localizado, em um único ponto de venda: as jovens barradas compraram em lugares tão variados quanto a FNAC de Campinas e da av. Paulista, Saraiva, no Rio etc. E eu passei na própria bilheteria do lugar dos shows, às 19h30 do sábado (ou seja, com o festival já rolando firme há horas) e perguntei para os vendedores: "Menor de idade pode comprar?"; "Claro, desde que esteja acompanhado de alguém maior de 21 anos e que seja um parente", foi a resposta. É claro que, após a organização ser confrontada com essa notícia, a bilheteria foi enquadrada e, pouco depois, já tinha outra informação.

    O que aconteceu? "Falha de comunicação", disse a b/ferraz, que organizou o evento para o Terra - eles também culparam a Ticketmaster, que foi a responsável por toda a venda de ingressos. "Vamos averiguar", disse o Terra. A diretora da b/ferraz ainda se comprometeu a devolver o dinheiro dos ingressos de quem não entrou, pagando também todas as despesas que eles tenham tido (estacionamento, viagem etc.).

    O que aconteceu foi mau planejamento (por terem escolhido só liberar a entrada de maiores de 18 anos, num festival que destacava Lily Allen), desorganização (porque liberaram a compra de ingressos para menores) e falta de respeito (porque as pessoas ficaram largadas na rua sem qualquer informação, foram barradas pelos seguranças e não tinham a quem recorrer; só quando a reportagem da Folha começou a procurar pelos responsáveis em busca de informação é que apareceu alguém da produção para falar com os barrados - que já estavam há três horas na rua).

    Pra mim, independentemente de quantas pessoas foram prejudicadas por isso, é uma mancha séria na organização do evento. Um grupo de 20 pessoas se organizou, trocou e-mails e telefones, e está se armando para processar o festival - causa que me parece facílima de ganhar.

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h10

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    Acertos e erros do Festival Planeta Terra

    VIVA O PLANETA

    Pontualidade

    Com exceção do show do Kasabian (atrasado em meia hora), todos os demais foram de uma pontualidade incomum em eventos brasileiros

    Tomai e comei

    A organização dos bares estava exemplar: em grande quantidade e com uma praça de alimentação variada, sem filas nos caixas

    Espaço

    O grande terreno onde foi organizado o festival permitiu uma circulação tranquila entre todas as áreas e fez com que os palcos não ficassem lotados acima do confortável

    Pajé

    Diferentemente do previsto pela meteorologia e noticiado aqui e na Folha, não choveu nada

    O DIA EM QUE O TERRA PAROU

    Terromoto Sound System

    Moradores das redondezas ouvidos pela reportagem - vários dos quais ganharam convites para o evento - reclamaram que a passagem de som na sexta e o barulho de alguns shows no sábado podiam ser, mais do que ouvidos, sentidos em seus apartamentos, cujos móveis tremiam

    Esqueceram de mim

    Deficientes físicos e cadeirantes não tinham área reservada para si - mesmo a rampa de acesso ao palco indie só foi colocada após às 19h, depois de um cadeirante ouvido pela Folha ter reclamado com os bombeiros que não conseguia entrar no local

    VIPs mais VIPs

    Com a área VIP do palco principal lotada no show do Kasabian, vários convidados se irritaram ao serem barrados e bradaram ameaças do tipo "você não sabe com quem está falando". Os organizadores de fato não sabiam, porque quando o VIP era famoso (como o ator Jonathan Haagensen), entrava mesmo com o lugar cheio, sem filas

    Polícia cambista

    A reportagem da Folha viu policiais vendendo ingressos, já na metade do festival

    Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h28

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    Planeta Terra - drops

    Um pouquinho sobre o que eu vi no Planeta Terra (já, já o Marco Aurélio conta uns probleminhas que ocorreram no festival...). As fotos são de Sidinei Lopes.

    Lucy and the Popsonics - A dupla brasiliense tocou para poucos no final da tarde de sábado. Mas foi um duelo divertido entre bateria eletrônica e guitarra.

    Tokyo Police Club - A banda é do Canadá, mas a principal referência é o rock britânico de guitarras dos anos 90. Falta de fibra, clima passadista.

    Datarock - A primeira parte do show foi prejudicada pelo som embolado do galpão em que foi montado o palco indie. Até aqui, pareciam banda pós-punk sem muita novidade. Depois do hit “Computer Camp Love”, veio o Datarock electro, e o show ganhou animação. O final com “Fa-Fa-Fa” foi o primeiro grande momento do festival.

    Lily Allen - Nos dias em que antecederam ao festival, ela foi ao show do Chemical Brothers, foi a bares e restaurantes. Numa noite, bebeu algumas a mais, perdeu o celular e foi parar no hotel errado. A inconseqüência foi percebida no show. Ela estava visivelmente bêbada, esqueceu a letra de várias músicas e sua voz estava bem fraquinha. Os covers de “Everybody’s Changing” (Keane), “Gangsters” (Specials) e “Heart of Glass” (Blondie) foram apáticos. Só o hit “Smile” e a fofa “Alfie” apareceram com alguma força.

    Cansei de Ser Sexy - Vi apenas o final do show. “Music is My...” e principalmente “Let’s Make Love...” foram uma festa só.

    Devo - O show da noite. “That’s Good”, “Satisfaction”, “Whip It”, “Jocko Homo”... Hits velhos? Pareciam bem atuais, até mais roqueiras do que as versões originais, impulsionando uma performance cheia de energia e bom humor.

    Kasabian - Eles chupam Primal Scream, Stone Roses, glam rock, Oasis, mas é o tipo de banda boa para lugares grandes. “Empire”, “Processed Beats” e “LSF” caíram bem para aquela hora do festival...

    Não deu para ver Rapure nem Vitalic. Bons amigos saíram empolgados com os dois.

    A organização do festival, no geral, foi bem elogiada por quem esteve lá. Muitos banheiros, bares, não faltou comida nem bebida, não houve atrasos (a não ser a meia hora do Kasabian) e o local, espaçoso, não atrapalhava a movimentação do público. E me disseram que já tem data para ocorrer no ano que vem: 8 de novembro.

     

    Escrito por Thiago Ney às 17h59

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    PERFIL

    Thiago Ney Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000.
    Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.

    Marco Aurélio Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005.
    Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen

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