Eagles of Death Metal x Axl Rose
Banda prima do Queens of the Stone Age, o Eagles of Death Metal se apresenta em São Paulo na próxima quarta (dia 28/11), no clube Clash. Conversei com o vocalista da banda, Jesse Hughes, que falou bastante sobre a expectativa em encontrar um monte de mulher, sobre o rock sem firulas do EODM... Um ponto apetitoso foi quando ele comentou sobre o episódio em que abriram um show do Guns 'N Roses. Após o EODM, Axl Rose subiu no palco e perguntou ao público: "E aí, gostaram dos Pigeons of Shit Metal? Não se preocupem, eles não vão mais participar da turnê". Ouça aqui Jesse Hughes contando o que rolou e o que ele acha do Guns 'N Roses.Escrito por Thiago Ney às 17h27
Dylan novo e Cobain acústico
Bob Dylan quando jovem e Kurt Cobain no epílogo de sua carreira são protagonistas de dois DVDs que chegam ao Brasil.
Dylan é o assunto de “Don’t Look Back”, documentário em que as câmeras de DA Pennebaker perseguem o cantor norte-americano em uma turnê pela Inglaterra em 1965. Foi um dos últimos shows de Dylan antes da guinada elétrica e de virar Judas. O filme traz alguns (poucos) momentos da música de Dylan, mas o grande mérito de “Don’t Look Back” é dessacralizar o astro ao captá-lo em momentos íntimos e desconcertantes (desconcertantes não para ele...).
Em preto-e-branco, Dylan ensaia em hotel com Joan Baez (eles já estavam separados na época). O gerente reclama do barulho e o empresário do cantor dá um pito no homem. Dylan mostra-se intransigente e com jornalistas e trata cada entrevista como um embate verbal (e com oponentes mais inexperientes, ele invariavelmente sai ganhador). Que tipo de mensagem quer passar? Será que o público entende suas letras? O que faz são canções de protesto? As perguntas irritam Dylan, que trava um duelo psicológico com os adversários.
Em 1965, Dylan já era autor de “The Times They Are A-Changin” e sua ida à Inglaterra gerou uma disputa entre emissoras de TV para tê-lo como atração. E é engraçado ver como o empresário do cantor leiloava o cachê de Dylan...
A câmera de Pennebaker desliza com suavidade e mostra um Bob Dylan muito ácido, às vezes arrogante, sempre interessante.
“Unplugged MTV in New York” foi gravado em 1993, exibido pela MTV e lançado em CD, mas só agora chegou ao DVD (a Universal lança no Brasil até o final de novembro). Foi o mais surpreendente da série acústica da emissora. Hits? Apenas “Come As You Are”. O repertório é recheado por covers, de Bowie a Vaselines e Meat Puppets (das 14 faixas, três são covers dos Meat Puppets...). E pensar que chamavam Kurt Cobain de marqueteiro, o Nirvana de “banda comercial”...
Escrito por Thiago Ney às 16h46
Mundo, mundo, vasto mundo
Da série "As Coisas que Você Encontra na Internet": um aficcionado por Disney criou um blog só com as inúmeras versões já feitas de músicas dos filmes clássicos do estúdio. Entre algumas versões legais estão a de Louis Armstrong para "Bare Necessities", de "Jungle Book" (essa ganhou também uma versão em português do Quarteto em Cy) e a das Supremes para "A Dream is a Wish Your Heart Makes", de "Cinderela". Mas tem muita gente, inclusive alguns insuspeitos como Siouxsie & the Banshees, Tom Waits e Gene Simmons!
Dá pra procurar por artista, por filme e por música.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h41
Creativity goes a long way
Essa eu nunca tinha visto, mas achei bem sacada: o Heitor, da curitibana Heitor & Banda Gentileza, mandou um CD de divulgação de sua banda acompanhado de uma raspadinha, daquelas da Caixa Federal! Não tive tempo de ouvir o CD ainda (que foi gravado ao vivo e acabou de chegar aqui), mas se ele tiver nas músicas a mesma criatividade nonsense que teve na divulgação, deve ter futuro!
A propósito, eles tocam na Funhouse (aqui em São Paulo) em janeiro do ano que vem (dia 18)!!! Nunca imaginei que o circuito indie fosse tão bem programado assim, com tanta antecedência!
A propósito 2, não ganhei nada na raspadinha. Com mais um número eu levava R$ 15 mil (ou R$ 2, ou R$ 0,50!).
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h59
Manu a caminho
Acabou de chegar a notícia: Manu Chao baixa por aqui no dia 6 de dezembro, para promover seu último disco, "La Radiolina". Diz a gravadora que o rapaz vai passar por São Paulo primeiro, Rio depois, e que fica uma semana no Brasil, sem shows oficiais marcados até agora, só para fazer promoção mesmo (entrevistas, programas de TV etc.). Dado o espírito trovador do sujeito e sua velha paixão pelo país (fora a familiariadade com cidades como o Rio, onde morou), não seria de se espantar se ele acabasse tocando em algum esquema mambembe, sem anúncio nem maiores preparações.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h49
Maracatu de uma tonelada


Será a Nação Zumbi a melhor banda nacional, atualmente? Acho esse um argumento respeitável, principalmente se considerado o tempo de estrada _não tem ninguém dos anos 80 que ainda tenha o mesmo vigor e relevância da Nação, e mesmo a geração 90 na qual eles surgiram (Rappa, Planet Hemp, Raimundos, Skank etc.) também não parece estar tão inteira quanto os pernambucanos (isso para os que ainda estão por aí, é claro).
Vendo o show da banda ontem à noite, em São Paulo, a impressão só se confirma: a Nação Zumbi já tinha provado, há tempos, que conseguiu manter sua relevância pós-Chico Science; agora, disco após disco (e, principalmente, turnê após turnê), Jorge du Peixe, Lúcio Maia e trupe vêm mostrando que seguem com fome de tudo: de tocar, de criar, de criticar a geografia da fome que ainda domina este país (em particular o norte e o nordeste, de onde vêm). É um show incrivelmente pesado (na guitarra, nos tambores, no vocal de Du Peixe, nos temas) e denso, mas também bastante animado (uma das melhores rodas de shows nacionais; ontem tinha até capoeira!, mas sem quebra-pau ou covardia).
O show foi para promover o mais novo disco da banda, "Fome de Tudo". Teve convidados que estão no disco (Céu, inaudível em "Inferno", e Junio Barreto em "Toda Surdez Será Castigada"), duas grandes canções novas ("No Olimpo" e "Bossa Nostra") e velhos sucessos, inclusive coisas que eu já não ouvia ao vivo há tempos, como "Maracatu de Tiro Certeiro", "Risoflora" e "Maracatu Atômico". O bis, então, foi matador: "A Cidade" emendada com "Da Lama ao Caos" e fechando com a boa e velha cover de "Quando a Maré Encher".
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h24
A Ed Banger nos dois anos do Vegas
A data de dois anos chegou em junho, mas o Vegas comemora seu segundo aniversário entre 11 e 15 de dezembro, com uma série de festas no próprio clube. A grande atração da bagunça é o francês DJ Mehdi -não o genérico, que passou por aqui um tempo atrás, mas o original, o da Ed Banger, the real shit, o cara predestinado a nos salvar do juízo final. Mehdi é dessa geração de franceses (Kavinsky, Justice, Busy P., SebastiAn, Uffie, So Me...) para quem Rage Against the Machine e Laurent Garnier convivem harmoniosamente.
Outro convidado especial é o norte-americano Daniel Bell, que era para ter vindo antes, mas não conseguiu embarcar.
O roteiro do aniversário do Vegas:
11 de dezembro - terça - Chapa Quente
Música negra com Nuts, Zé Colméia, Rick Dub, Jason Salles, entre outros.
12 de dezembro - quarta - Jackpot
Electro, house e minimal. O convidado especial é o francês Simbad.
13 de dezembro - quinta - Rockfellas
Rock e electro com Spavieri, Lúcio Ribeiro, Focka. E, ao vivo, a banda argentina The Broken Toys.
14 de dezembro - sexta - DJ Mehdi
Electro, rock, house, tecno. DJ Mehdi deve tocar no lobby. Além dele, a noite terá Camilo Rocha, Lalai e Fabilipo, Jota Wagner & Wander A., Luca & Liana.
15 de dezembro - sábado - Daniel Bell
Tecno e house. Com Daniel Bell e as duplas Camilo Rocha x Cláudia Assef; Marcio Vermelho x Marcos Morcerf; Ana Flávia x Paula, entre outros.
Escrito por Thiago Ney às 14h30
Imagem do dia
"The other birds are off and flying south", canta o Mervury Rev em "Vermillion". Não sei se os pássaros asiáticos conhecem Mercury Rev, mas eles certamente migram para o sul no inverno, como atesta a brilhante imagem de Dar Yasin, da Associated Press, feita em Kashmir, na Índia. Acredite, eles estão voando para o sul.

Escrito por Thiago Ney às 12h18
A volta do Led Zeppelin
Estava correndo tudo tranqüilo no show do The Cult em um pequeno clube em Cincinnati, quando Ian Astbury soltou: "Nós provavelmente voltaremos no ano que vem. Porque vamos abrir para uma banda que vocês provavelmente já conhecem. O nome começa com um 'L', e tem um 'Z' no meio." Um fã gritou: "Led Zeppelin", e Astbury confirmou. E os rumores sobre o retorno do Led Zeppelin foram esclarecidos num clube em Cincinnati. Por Ian Astbury.
Os assessores do Led, claro, não comentam a língua solta de Astbury.
Escrito por Thiago Ney às 11h25
Amy Winehouse: agora, em Newcastle
E continua a nossa perseguição à turnê britânica de Amy Winehouse. No domingo, nossa cantora predileta fez show em Newcastle. Na ótima "Tears Dry On Their Own", Amy pára a música. "Não está bom, não está bom." E deixa o palco. Mas, pouco depois, ela volta. E como volta...
Escrito por Thiago Ney às 18h00
Don Paulete e Raulzito

Acabei de ler "A Canção do Mago - A Trajetória Musical de Paulo Coelho", da Hérica Marmo (editora de cultura do jornal carioca "Extra"). Nunca li um livro de Paulo Coelho (mas ainda pretendo, até porque não acho bonito dizer que nunca li o autor mais famoso do país), já li suas colunas no "Globo" e acho tenebrosas. Mas já conhecia seu trabalho musical (notadamente a parte com Raul Seixas, seu principal parceiro) e imaginava que o livro poderia ter boas histórias, como de fato tem. Aborda apenas um trecho de sua conturbada vida, mas tem várias passagens interessantes, de um personagem idem - a biografia oficial do bruxo, que o Fernando Moraes está enrolando para entregar, deve ser ainda mais divertida, mesmo para quem não gosta do autor (o Coelho, digo).
Eis algumas pílulas curiosas que eu não sabia:
1) Que Coelho alega ter dotes mágicos, eu já sabia; mas que o malandro é mestre em vampirismo, tendo feito curso em Londres e escrito um livro ("Manual Prático do Vampirismo", 1986), isso eu não sabia
2) Se você odeia o Paulo Coelho escritor, já tem a quem reclamar: Sylvester Stallone. Foi ao assistir, pela TV, ao ator levar o Oscar de melhor filme por "Rocky" (em 77) que ele decidiu que devia largar tudo para correr atrás de seu sonho, ser escritor. "Stallone não era ninguém antes de escrever o roteiro desse filme. Se ele pôde realizar seu sonho, por que não eu?", disse o mago, segundo o livro.
3) Se você odeia o Paulo Coelho em geral, é bom não reclamar diretamente: ele é lutador de aikidô (fora bruxo)
4) Já li o "Baú do Raul" e incontáveis textos e matérias sobre Raul Seixas, mas só com "A Canção do Mago" (que, ainda assim, trata do assunto por alto) me dei conta de que o problema do baiano com as drogas e o álcool era muito mais sinistro do que o que já foi relatado.
5) Rosana ("como uma deeeeeeeeusa..."), antes dessa fase novela das 8 (e da atual fase marciana pós-plásticas) cantava numa banda de rock e era considerada na gravadora (graças à sua voz) a "Janis Joplin brasileira".
6) O livro que Coelho considera sua estréia literária ("Arquivos do Inferno") tem prefácio de Andy Warhol! E o primeiro livro que ele escreveu foi largado (de propósito) num pub em Londres, sem manter cópia nem nada. Imagina o quanto não vale hoje.
Pra quem gosta de música brasileira em geral, de Raul Seixas em particular ou simplesmente de boas histórias, "A Canção do Mago" é bem recomendável. Tem uns deslizes aqui e ali (a autora não se dá conta, por exemplo, de que uma das letras da dupla Seixas&Coelho - "Não Sou Eu Não" - é quase uma tradução literal de "It Ain't Me, Babe", de Bob Dylan), mas nada que atrapalhe o ritmo da leitura.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h06
Raveonettes
A sensacional dupla dinamarquesa (e não sueca, como eu tinha dito antes) está com um novo álbum, "Lust Lust Lust", recém-lançado. Algumas músicas já podem ser ouvidas na página deles no MySpace, incluindo o bom primeiro single, "Dead Sound". Registre-se que foi a única que me chamou a atenção, também - as demais são meio malas.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h07
Prego neles!

Quem conta a história é Trent Reznor, o homem por trás do Nine Inch Nails: depois de colocar as masters de algumas gravações no site da banda para que os fãs pudessem mexer à vontade e criar suas versões, ele gostou tanto do resultado que está lançando um disco de remixes que contém algumas faixas feitas por fãs (além de ter masters de "Year Zero", o último disco da banda, para que a idéia seguisse adiante). Pra fechar o ciclo, ele queria criar uma base para todos os remixes feitos por fãs dentro do site da banda, um lugar onde todo mundo pudesse mandar suas versões e baixar as músicas dos outros.
Aí, na hora de executar a idéia e colocar os remixes no site oficial, ele topou com a gravadora: "Minha ex-gravadora e atual dona de todas essas masters, a Universal, está envolvida em uma ação jurídica contra outros titãs de mídia, o Google (YouTube) e a News Corp (MySpace). (...) A Universal acha que, se eles sediarem nosso site de remixes, estariam dando brecha para a acusação de que patrocinam o mesmo tipo de violação técnica dos direitos autorais pela qual estão processando essas companhias."
Reznor está brigando para resolver esse dilema, e sua queixa completa (em inglês) está no site do NIN.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h35
O dia sem música
Nenhuma melodia será cantada. Nenhuma música será tocada nas rádios. Os iPods serão deixados em casa. Os filmes não terão trilha sonora. Esses são alguns dos mandamentos do No Music Day, o Dia sem Música, que será "celebrado" nesta quarta, 21 de novembro. Será a terceira edição do movimento, que acontece em 21/11 porque 22/11, em muitos países, é dia de Santa Cecília, padroeira da música.

O No Music Day foi criado por Bill Drummond, uma das figuras mais divertidas do rock. Escocês, Drummond iniciou carreira na banda Big in Japan (com Holly Johnson, que cantaria no Frankie Goes to Hollywood) e, depois, montou um selo, Zoo Records, que lançou, entre outros, singles iniciais de Echo and the Bunnymen e do Teardrop Explodes (banda de Julian Cope). Em seguida, foi contratado pela Warner, de onde saiu pouco tempo depois, após torrar uma fortuna em bandas que nunca estouraram.
Em 1986, lançou um disco solo, "The Man", que trazia a faixa "Julian Cope Is Dead". No final dos anos 80, Drummond reapareceu como uma das metadas do KLF (a outra era Jimmy Cauty). A dupla lançou pelo menos dois álbuns clássicos da dance music: "Chill Out" (1990) e "The White Room" (1991). Este último trouxe os poderosos hits "3 A.M. Eternal", "What Time Is Love?" e "Last Train to Trancentral". Em 1992, o KLF foi escolhido o "melhor grupo britânico" no Brit Awards. Eles tocaram na cerimônia... junto com a banda Extreme Noise Terror. Foi uma das apresentações mais violentas da história da TV britânica. Na festa pós-premiação, Drummond apareceu com uma ovelha morta amarrada na cintura (para protestar contra a matança indiscriminada dos animais...). No local, Drummond chocou o showbusiness ao anunciar que iria acabar com o KLF e que destruiria todo o catálogo da banda.
Em 1993, Drummond e Cauty criaram a Fundação K, voltada às "artes" (o slogan era: "Abandon All Arts Now"). Naquele ano, instituíram um prêmio de 40 mil libras para o "pior artista do ano". A "ganhadora" foi a prestigiosa Rachel Whiteread, que havia levado pouco antes o Turner Prize e um cheque de 20 mil libras.
Em agosto de 1994, veio a ação mais chocante da dupla. Drummond e Cauty fizeram a maior retirada em cash da história da Inglaterra: 1 milhão de libras em dinheiro. Foram a uma ilhota na Escócia e queimaram toda essa grana, que havia vindo de royalties do KLF. A iniciativa foi filmada em vídeo e exibida em locais públicos no Reino Unido. (O filme ganhou o nome "Watch the K Foundation Burn a Million Quid").
Nos anos seguintes, Drummond continuou a se meter em situações curiosas. No Natal de 1995, saiu distribuindo mais de 6.000 latas de cerveja por Londres, para quem estivesse nas ruas. Em 1997, reformou o KLF para um show, em que tocaram a música "Fuck the Millennium". Em 1999, colocou nas livrarias "The Manual: How to Have a Number One Hit the Easy Way", onde escreve um passo-a-passo sobre como criar uma música pop de sucesso. (O livro está fora de estoque.)
Ele também criou, por exemplo, o site MyDeath, em que você é convidado a preparar seu funeral, como "um último presente a você mesmo". E o Open Manifesto, aberto para discussões sobre arte. E o You Whores, para se "anunciar qualquer coisa pelo preço que quiser"...
Bem, voltando ao assunto do post (na verdade, só uma desculpa pra falar de Bill Drummond...), a ação de Drummond, individual, não ficou isolada. A Radio One da Escócia anunciou que não tocará música nesta quarta. Aqui Drummond explica um pouco sobre por que criou o No Music Day.
Escrito por Thiago Ney às 16h02
Imagem do dia: Stevie Wonder
Jason DeCrow/Associated Press
Stevie Wonder e a filha, Aisha Morris, antes do show do cantor no Madison Square Garden, em Nova York, no sábado (17/11), quando dedicava um minuto de silêncio às vítimas do 11 de Setembro. O show teve participações de Tony Bennett (em "For Once in My Life") e Prince (que tocou guitarra em "Superstition").
Escrito por Thiago Ney às 14h55



