Ilustrada no Pop

 

 

Ingressos para Bob Dylan

Começa nesta sexta (dia 1º de fevereiro) a venda de ingressos para os shows de Bob Dylan em São Paulo. O cantor se apresenta nos dias 5 e 6 de março no Via Funchal. De 1º a 8 de fevereiro, as vendas são exclusivas para clientes Mastercard. Os preços são:

platéia VIP: R$ 900
Platéia 1: R$ 700
Platéia 2: R$ 500 
Platéia 3: R$ 400 
Platéia Lateral: R$ 250 
Mezanino Lateral: R$ 500
Camarote: R$ 900

Todos os lugares são sentados.

Escrito por Thiago Ney às 20h48

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A delicadeza do anti-folk

Para que serve o cinema se não para resgatar atores e cantores esquecidos? A bola da vez é a dupla Moldy Peaches, de Kimya Dawson e Adam Green. Kimya e o Moldy Peaches apareceram na cola dos Strokes, em 2000/2001 (eles abriram shows dos Strokes na Europa). Dando atenção especial à voz e ao violão, a dupla foi classificada como "neo-folk" ou "anti-folk". Não importa o nome, o fato é que enquanto Adam Green lançou discos-solo, Kimya Dawson passou o tempo excursionando com gente como Calvin Johnson, Third Eye Blind, Daniel Johnston, They Might Be Giants etc. O filme "Juno" voltou a jogar luz sobre Kimya. Ela foi indicada pela atriz Ellen Page a fazer a trilha do filme, e hoje, com 35 anos, Kimya parece nunca ter sido tão requisitada. E "Anyone Else But You", antiga (e delicada; e sarcástica) faixa do Moldy Peaches, voltou a ser hit:

Escrito por Thiago Ney às 13h42

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Grande Elvis

Lançado nesta semana na Europa, "Beat Pyramid", disco de estréia do These New Puritans, não me empolgou muito. Mas ele traz "Elvis", música elétrica e meio paranóica até. Dá uma olhada no clipe desse quarteto inglês que tem entre seus integrantes os gêmeos Jack (vocal, guitarra) e George Barnett (bateria):

 

Escrito por Thiago Ney às 13h19

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Pop/Flop

Pop/Flop

POP

"Young Love", Mystery Jets - Psicodelismo pop em forma de balada. Linda.

"Blind", Hercules & Love Affair - Quem diria que o Antony seria ouvido numa pista de dança...

 

FLOP

"Run", Gnarls Barkley - Um Carnaval acelerado sem pé nem cabeça, totalmente diferente de "Crazy" e dos outros singles da dupla

"Made in the Dark", Hot Chip - Como decepciona esse disco novo do Hot Chip...

 

Escrito por Thiago Ney às 19h41

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Hercules no Brasil

James Murphy sabe tudo, o LCD Soundsystem fez o melhor disco de 2007, mas os artistas contratados pela DFA (Black Dice, Prinzhorn Dance School etc.) nunca me animaram muito. Parece que o selo finalmente acertou a mão com o duo Hercules & Love Affair, que faz disco que não é "space", mas que te leva para uma bela e animada viagem. Ouça a fantástica "Blind", que tem vocal do Antony, e a sublime "Athene". Dá para ouvir em blogs de MP3 o remix que a dupla fez de "A&E", single do Goldfrapp.
E o melhor: o Hercules & Love Affair vem ao Brasil. Tem DJ set marcado para o clube 69 (no Rio), em 18 de abril, e no Vegas (em SP), em 19 de abril.
Vegas, aliás, que terá novamente o ótimo francês Pilooski (lembra de "Beggin"?), em 16 de março, e o lendário vocalista/produtor Robert Owens, em 5 de abril.

Escrito por Thiago Ney às 13h45

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Boas da semana

Boas da semana

Talco Bells - De Aretha Franklin a Sharon Jones, uma noite soul. Arcoverde (r. Cardeal Arcoverde, 2.978, Pinheiros, SP; tel. 0/xx/11/3791-2106); quinta (24/1), a partir das 22h; R$ 15

Peligro - "Jazz demente" com o grupo chileno La Kut. Milo (r. Minas Gerais, 203, Pacaembu, SP; tel. 0/xx/11/3129-8027); quinta (24/1), a partir das 23h; R$ 10

One Man Party - Discotecagem do baterista do Soulwax. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação, SP; tel. 0/xx/11/3231-3705); sexta (25/1), a partir das 24h; de R$ 25 a R$ 30

Crew - Party-rock-dance-music com Roots Rock Revolution, Database, Gil Barbara... Glória (r. 13 de Maio, 830, Bela Vista, SP; tel. 0/xx/11/3287-3700); sábado (26/1), a partir das 24h; de R$ 15 a R$ 35

Juno - O melhor filme indie do ano tem pré-estréias em São Paulo a partir desta sexta. Veja o quanto antes

 

Escrito por Thiago Ney às 17h57

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A vez de Mallu

A primeira vez que ouvi falar em Mallu Magalhães foi no show do Vanguart, no Clash, em 12 de janeiro. Não consegui conhecê-la ali, mas li coisas legais sobre ela no blog do Lúcio, no da Daniela Arrais e no do Ronaldo Bressane. Mallu tem 15 anos e merece toda a atenção que está começando a receber. Ouça faixas como "Don't You Leave Me" e "Tchubaruba" e veja o talento que ela tem para compor letras fofas e canções irresistíveis. Aposto que se Ellen Page a conhecesse, seria Mallu Magalhães, e não Kimya Dawson, quem ela indicaria para fazer a trilha de "Juno".
Mallu Magalhães tem shows marcados no Milo (dia 7/2) e Studio SP (dias 15/2 e 22/2).

Escrito por Thiago Ney às 17h24

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O novo do Portishead

Onze anos após o último disco, o grupo de trip hop Portishead anuncia finalmente o lançamento de seu terceiro álbum. "Third" sai na Europa em 14 de abril (uns dez dias depois eles tocam no Coachella). Segundo o site da banda, terá 11 faixas e 49 minutos de duração. O site também traz as datas das turnês européia e americana do Portishead.

Escrito por Thiago Ney às 19h56

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A Star Is Born

Fácil de descrever, não tá fácil de fazer. Mas, se você cresceu nos anos 80, certamente tentou. Michael Jackson mostra ao mundo o "moonwalking".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h56

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New rave via Barcelona

 

Eu não sei por que não ouvimos mais música em espanhol no Brasil. Não sei, por exemplo, por que o Jarabe de Palo não teve chance de tocar em rádio e criar uma legião de fãs por aqui como Manu Chao (coisa que ele certamente faria, se canções como "Yin Yang" tocassem). Não sei por que o excelente primeiro disco do Molotov não foi um dos maiores hits de 1997, por que Camarón de La Isla segue largamente ignorado, mesmo depois da promovida que a Cássia Eller deu etc. etc. etc.

Agora, temos esse rapaz de Barcelona chamado El Guincho, que é o que o Manu Chao seria se ele mergulhasse de cabeça na nu rave, inclusive visualmente. Só pelos toques latinos, já me soa infinitamente melhor do que Klaxons e congêneres. Vá no MySpace do sujeito e ouça canções como "Antillas" e "Kalise".

Olha como o cidadão sabe fazer uma baderna:

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h13

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"...valeu pela música, e toma aí uns trocados"

Sabe esses artistas que descem o pau nos downloads e na troca de arquivos on-line, reclamando de como estão sendo garfados etc. e tal? Bom, o site Dear Rockers teve uma boa idéia: estimulou os fãs a escreverem para os artistas dos quais "roubaram" músicas (em alguns casos, literalmente: um sujeito confessa que levou o disco de uma loja!) falando sobre o ato, sobre as músicas e mandando o valor que julguem adequado pelo trabalho artístico.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h12

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E por falar em Duffy...

Duffy estará no Coachella. Já comentei há algum tempo sobre essa ótima cantora saída de uma vila do País de Gales que está para lançar o primeiro disco (disco no qual ela teve ajuda do guitarrista Bernard Butler, do Suede). Após "Syrup & Honey" e "Rockferry", ela aparece com vídeo novo. De "Mercy", seu próximo single. Se 2007 foi de Lily Allen, Kate Nash e Amy Winehouse, 2008 deve ser de Duffy e Adele. Veja, por exemplo, "Mercy".

Escrito por Thiago Ney às 13h57

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Dia de Oscar e Coachella

"Juno" não vai ganhar nada no Oscar, mas as quatro indicações recebidas ajudarão a dar mais atenção a esse filme de baixo orçamento (US$ 7,5 milhões) que está arrecadando bilheteria alta (mais de US$ 80 milhões). São quatro das principais categorias: diretor (Jason Reitman, de "Obrigado por Fumar"), roteiro original (Diablo Cody), atriz (a fofíssima Ellen Page) e filme. Faltou menção à trilha, feita pela Moldy Peaches Kymia Dawson, que tem, entre outros, Velvet, Kinks e Belle and Sebastian. Longa inteligente, engraçado e que trata com sensibilidade a história de uma adolescente que engravida de um amigo da escola, "Juno" estréia no Brasil em 22 de fevereiro, mas a partir desta sexta (25/1) haverá pré-estréias em São Paulo. Mais sobre o Oscar no blog de cinema da Ilustrada.

Incrível a repercussão no Brasil gerada pelo anúncio do line-up do Coachella. O festival rola entre 25 e 27 de abril na Califórnia, e muita gente daqui, que estava programando a viagem ao evento, vem chiando por causa de atrações como Roger Waters, Jack Johnson, Breeders, Verve, Fatboy Slim, Sasha & Digweed e outros. Tudo bem que muitas bandas legais já foram vistas no Brasil (Kraftwerk, Bonde do Rolê, Battles, Datarock, Spank Rock, MIA, Hot Chip, The Field...), mas é aquela coisa: cansa ver show do Kraftwerk? Não seria legal ver Hot Chip de novo? E no total são mais de 120 artistas, como Portishead, Black Kids, Erol Alkan, a sensacional Duffy...

Ainda no assunto festivais, a produtora Mean Fiddler anunciou que a cervejaria Carling não mais patrocinará os festivais de Reading/Leeds. O patrocínio estava de pé desde 1998, quando o evento passou a ser chamado Carling Weekend. O festival acontecerá nas duas cidades, entre 22 e 24 de agosto, e será, segundo executivo da Mean Fiddler, "menos corporativo" do que em anos anteriores. Os headliners serão três bandas americanas.

Mas se você prefere o mastodôntico Glastonbury (entre 27 e 29 de junho), o pré-registro para a compra dos ingressos será feito entre 1º de fevereiro e 14 de março.

Escrito por Thiago Ney às 12h55

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Os anos 70 do Supergrass

Entre 1994 e 1997, o rock rendeu-se ao britpop. Tony Blair assumia o poder no Reino Unido, o termo "cool britannia" passou a ser utilizado na companhia de nomes como Damien Hirst, Tracey Emin e de escritores como Nick Hornby, Will Self, Irvine Welsh, o que se mostrou uma paisagem apropriada para bandas como Oasis, Blur, Pulp, cujas músicas desenhavam esquinas ensolaradas, hedonismo, excessos e uma assumida falta de vergonha na cara. Com faixas rápidas e upbeat como "Alright" e "Caught by the Fuzz", o Supergrass foi encaixado nessa turma. Mas o trio parece ter se sentido meio deslocado, já que no segundo álbum eles aparecem mais cínicos, resignados. Mas sempre tive a impressão de que essa é das bandas com senso pop dos mais apurados (é só ouvir "Mary", "Pumping on Your Stereo", "Grace"... Dá uma olhada na coletânea "Supergrass Is 10"...). Acontece que há pouco apareceu o novo single da banda, "Diamond Hoo Ha Man", que precede o álbum "Diamond Hoo Ha" (deve sair entre fevereiro e março). Aqui, o Supergrass troca as melodias pop por um forte riff de guitarra, que remete a um climão de rock setentista. Veja aqui:

Escrito por Thiago Ney às 18h49

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Boas da semana

Boas da semana

Prins Thomas - "Disco 2000", do Pulp, deve ter sido feita para esse norueguês que nos dá uma novo olhar para a disco music. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3666-9022; sexta, a partir das 24h; de R$ 45 a R$ 50)

Roots Rock Revolution + The Twelves - Maximalismo, electro-rock, disco-punk... Chame do que quiser, mas eles vão te colocar para dançar. Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3661-1500; sábado, a partir das 24h; de R$ 20 a R$ 30; mulher grátis até 1h)

Tiê + Cidadão Instigado - Primeiro, uma das melhores jovens cantoras do país; em seguida, uma das bandas mais festejadas do circuito indie. Studio SP (r. Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena, SP; tel. 0/xx/11/3817-5425; sábado, a partir das 22h30; R$ 15)

 

 

Escrito por Thiago Ney às 21h48

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CSS no Love Story

O Cansei de Ser Sexy e a Zapping promoverão no próximo domingo (dia 20 de janeiro), às 23h, uma festa no Love Story, a histórica "casa de todas as casas", no centro de São Paulo. A festa é apenas para convidados (dá para receber convites por meio de cadastro na loja da Zapping: www.zapping.com.br). A discotecagem fica a cargo do CSS, que fez as estampas de camisetas da marca, além de moletons, bolsas, bonés e outras peças. O artista plástico Mauricio Ianês, diretor de criação da Zapping, diz que convidará outras bandas para desenhar modelos para a marca.
Um adendo: o festejado fotógrafo americano CobraSnake (nome: Mark Hunter) vem a São Paulo clicar essa noite.

Escrito por Thiago Ney às 16h41

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A EMI e a atual situação das gravadoras

Fundada em 1931, a britânica EMI resume o enrosco em que estão metidas há algum tempo as grandes gravadoras. Nas suas primeiras décadas, a EMI notabilizou-se por cuidar de vários aspectos da produção musical, da fabricação de equipamentos à abertura do lendário estúdio Abbey Road. (George Martin trabalhava na EMI quando encontrou os Beatles.) A companhia cresceu, adquirindo outras empresas (como a Capitol Records, a United Artists Records e a Virgin) e ampliando seu rol de artistas de música popular (Beatles, Pink Floyd, Beach Boys etc.). Entre os anos 80 e 90, muitos dos grandes artistas pop britânicos fizeram parte de seu cast (Radiohead, Coldplay, Blur, Spice Girls...), e a gravadora flanava com a ajuda dos bons ventos que movimentavam a música na época. Mas, como sabemos, veio a tempestade em forma de MP3, e a EMI (como todas as outras majors) passou a penar para arrumar um guarda-chuva apropriado. Um dos lances desesperados da EMI que reflete na sua atual situação aconteceu em 2002, quando acertou contrato de cerca de R$ 360 milhões com Robbie Williams. Pelo contrato, a EMI garantia seis álbuns de Williams, incluindo "Greatest Hits". (Só o U2, que abocanhou cerca R$ 500 milhões da antiga Polydor, havia feito negócio mais rentável.) A esperança da EMI era a de que Williams fosse repetir nos EUA as fenomenais vendas que alavancava no Reino Unido. Williams até mudou-se para a Califórnia, mas o disco "Escapology", no final de 2002, chegou apenas ao 43º lugar da Billboard.

Em sua carreira, Robbie Williams vendeu 70 milhões de discos para a EMI, e na semana passada anunciou que entrou "em greve", em protesto contra a aquisição, no final do ano passado, da EMI pelo Terra Firma, fundo de "private equity" (que faz participação, compra e revenda de empresas), num negócio de cerca de R$ 9 bilhões. Williams reclama sobre a forma como a nova EMI vem sendo dirigida. Algumas das novas diretrizes da gravadora são a redução dos adiantamentos que eram dados para gravação/produção dos álbuns, a exigência de que os artistas "trabalhem duro" na promoção dos discos e o corte em alguns gastos considerados excessivos (como R$ 80 mil que a empresa destinou no ano à compra de velas...). O próximo disco de Williams tem (ou tinha) previsão de ser lançado em setembro. "A questão é: 'o Robbie Williams deve lançar o disco que está programado pela EMI'? A resposta é: não", disse ao "Times" o empresário do cantor. "Não sabemos como a EMI vai gerenciar e promover o disco. Eles não têm ninguém na área digital que seja capaz de fazer esse trabalho."

Nesta terça-feira (dia 15/1), o novo presidente da EMI, Guy Hands, anunciou que vai mandar embora até 2 mil empregados (o grupo tem por volta de 5.500 funcionários no mundo). No meio disso, outros artistas da gravadora, como Coldplay, The Verve e Snow Patrol ameaçam tomar atitudes semelhantes à de Robbie Williams. (Para esses artistas, não caiu bem a demissão de Tony Wadsworth, que era o responsável pela área musical da EMI no Reino Unido.) Jazz Summers, empresário do Verve e do Snow Patrol, disse que a nova EMI "não tem a menor idéia de como esse negócio funciona". É provável que ele esteja certo, mas será que os grandes artistas têm idéia de como funciona o mundo atual da música?

Escrito por Thiago Ney às 17h03

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Rock do Chile à França ao Brasil

No último sábado, a banda cuiabana Vanguart iniciou (bem) a série de shows de rock que o clube Clash fará em 2008. Já estão confirmados Garotos Podres (24 de janeiro), Panico (Chile; 3 de fevereiro), L7/Donita Sparks (23 de fevereiro), Stereo Total (março) e Mudhoney (outubro). Atente para a data do Panico.

Criada em 1994 em Santiago, a banda faz um rock longe do comum. Eles são radicados na França e ligados ao selo Tigersushi (de nomes como D-I-R-T-Y e Poni Hoax), cujo proprietário é o ótimo DJ e produtor Joakim. Com um rock que engloba guitarras latinas, peso punk e groove disco, a banda teve alguns semi-hits no início dos anos 2000, como "Transpira Lo", "Anfetaminado" e "Iguana", época em que fora colocada no mesmo saco de Rapture e do disco-punk. O Panico chegou a ser produzido pelo Cristian Vogel, um dos mais criativos e idiossincráticos nomes da eletrônica (suas músicas vão do tecno dark ao dub eletrônico ao industrial e a instalações). Suas músicas (as do Panico...) tocavam em noites boas de rock-dance, como a extinta Trash, do Erol Alkan.

Escrito por Thiago Ney às 15h07

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Quem é que vai pagar por isso?

Na Ilustrada de amanhã (versão impressa, digo) sai uma entrevista que eu fiz com Jamie King, o diretor dos "Steal this Film", os documentários (a parte 2 acabou de ser lançada, no mesmo esquema "corra para o seu torrent preferido") pró-dowloads e anticopyright que fizeram algum barulho (merecidamente, aliás) mostrando os (inúteis) ataques da indústria do entretenimento (gravadoras, estúdios, editoras) contra a galera que baixa arquivo na internet.

Nessa mesma linha de discussão, saiu um artigo interessante no Tech Crunch falando de uma idéia que já ronda por aí há um tempo e cuja viabilidade vem sendo estudada: cobrar um imposto para a música. Funciona assim: o usuário pagaria, na conta mensal do provedor de internet, um adicional (algo como US$ 5, como sugeriram recentemente a Associação dos Compositores do CanadáTrent Reznor, ou 4 euros na União Européia, como sugeriu Peter Jenner há um ano) e ganha o direito de baixar tudo que é música de graça, gravar em CD, jogar no iPod, o que for.

Como diz Michael Arrington, o autor do artigo, "por enquanto eles estão apenas testando o terreno. O grande empurrão virá quando as gravadoras colocarem seus dólares de lobby nesse esforço, em algum momento nos próximos anos."

Arrington é contra a idéia, e tem um bom argumento: "Forçar as pessoas a comprar música quer queiram, quer não, não vai ser a solução para este problema. Os incentivos criados por esse tipo de sistema são perversos - renda e lucro garantidos irão remover qualquer incentivo para inovar ou atender nichos de mercado. Será a morte da música. Os lucros da indústria da música teriam um tamanho fixo, independentemente da qualidade ou do tipo de música que ela lançar. Os incentivos à inovação evaporarão."

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h01

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Amém

Então você assistiu a "Raízes", "Amistad" etc. e tal e ficou convencido de que o gospel teve origem com os escravos africanos nos EUA, certo? Se liga, porque a cantoria veio da Escócia, segundo nos diz Willie Ruff, que é negro, professor de Yale e membro de um grupo de jazz. Próxima descoberta: o samba brasileiro veio da Groenlândia.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h57

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Kate e Adele

Um dos motivos que me fazem gostar de Kate Nash é o vídeo abaixo. Um cover de "Fluorescent Adolescent", do Arctic Monkeys. Kate Nash tem não apenas uma boa voz, mas não faz disso um fim; mais importante do que malabarismos vocais são o jeito com que canta (rápido, quase falado) e o que canta. Suas letras tratam de temas reais e cotidianos de sua vida. No vídeo abaixo, ela imprime um toque pessoal à faixa dos Monkeys, principalmente no verso "oh that boy's a sssLAG"... O primeiro disco dela, "Made of Bricks", saiu apenas agora nos EUA, o que motivou uma elogiosa reportagem do "New York Times" em que ela conta que ainda leva bronca da mãe. Não tão elogiosa foi a matéria da "New Yorker". O grande Sasha Frere-Jones argumenta que Nash tem talento, mas que estourou muito cedo (ela tem apenas 20 anos), deveria amadurecer um pouco mais.

E tem a Adele, que é um pouco mais velha (23 anos). Ela vem sendo comparada a Kate Nash, mas em "Chasing Pavements", primeiro single do disco "19", que saiu nesta semana no Reino Unido, está bem mais convencional do que Nash. Dá uma olhada no vídeo. E um dos grandes fãs de Adele é o Mark Ronson, que produziu Lily Allen e Amy Winehouse.

Escrito por Thiago Ney às 14h08

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Boas da semana

Boas da semana

Se você está em São Paulo e quer dicas de programas legais para este final de semana, ouça o podcast. E tem também uma música supimpa.

Escrito por Thiago Ney às 12h53

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Adeus ao Lov.e

É oficial: o Lov.e vai fechar as portas. Após nove anos de vida, um dos mais tradicionais e influentes clubes de São Paulo vai deixar de funcionar. A proprietária Flávia Ceccato fará uma grande festa de despedida, que ainda não tem data definida, mas que ocorrerá entre o final de fevereiro e o início de março. No line-up, estarão vários dos DJs que já passaram pelo clube ou que foram residentes. (E diferentemente de comentários que rolaram nas últimas semanas, o Lov.e não será transferido para outro bairro.)
Inaugurado em junho de 1998, o Lov.e foi talvez o principal responsável pela consolidação do drum'n'bass em São Paulo, com a noite Vibe, do Marky. O clube sempre privilegiou a boa música, e foram incontáveis as ótimas noites animadas por gente como Mau Mau, Renato Cohen, Murphy, Pet Duo, Patife, George ACTV, e gringos como Anthony Rother, Richie Hawtin, Miss Kittin, Marco Carola, Laurent Garnier, Sven Väth, Joel Mull, Vince Watson, Kenny Larkin, Afrika Bambaataa, Magda, Dave Clarke e tantos outros. Muita gente, como eu, aprendeu a gostar de música eletrônica no Lov.e. Deixará boas saudades.

Escrito por Thiago Ney às 18h21

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Bonde do Rolê faz concurso para vocalista

Já faz mais de um mês que o Bonde do Rolê está sem vocalista. A anterior, Marina Ribatski, brigou com os integrantes da banda em um show em Londres e deixou o grupo. Rodrigo Gorky e Pedro D'Eyrot buscarão a substituta por meio de uma tática que já foi usada por É o Tchan e o INXS: um concurso de TV. O Bonde uniu-se à MTV Brasil para realizar o tal concurso. O projeto terá algumas fases. Na primeira, que acontece até 20 de janeiro, Rodrigo e Pedro farão dois shows "quase-surpresa", divulgados de forma "quase misteriosa" (não sei o que é isso, mas enfim...) pela TV e pela internet, em que eles convocarão garotas a se candidatarem ao cargo. Depois, as candidatas poderão mandar vídeos pelo site Overdrive, que criará um canal para o projeto.
No início de fevereiro, um grupo de cinco jurados escolherá cinco finalistas. Essas cinco quase-estrelas passarão por algumas provas criadas pelo Bonde do Rolê. Pela internet, o povo poderá votar na candidata preferida. Esses votos serão levados em consideração pela dupla, que no fim de fevereiro escolhe a vocalista.
Bem, a história é essa.
Agora, me diz: essa é uma das decisões mais estúpidas do Bonde do Rolê, que deve acabar com qualquer "credibilidade indie" que eles tenham, ou uma jogada que reafirma a proposta anárquica da banda e sua recusa em levar a sério esse papo de "credibilidade indie"?

Escrito por Thiago Ney às 13h28

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Rap no Eliseu

Enquanto Luis Cláudio Lula da Silva, 22 anos, filho de Lula, será auxiliar de preparação física do Palmeiras, o primogênito de Nicolas Sarkozy, presidente da França, virou produtor de rap. Descobriu-se que Pierre Sarkozy, 22, atende artisticamente pelo nome Mosey, e que ele compôs "La Rue", faixa que está em disco do rapper francês Poison. A notícia é do jornal "Liberation" desta segunda (7 de janeiro). Mosey Sarkozy tem até página no MySpace, em que ele fala sobre sua turma, a Da Crime Chantilly... Pierre é fiho do primeiro casamento do presidente francês, que no momento, depois de dois divórcios, está namorando a modelo-cantora Carla Bruni. Abaixo, Carla Bruni, Nicolas e Pierre, em visita ao Egito, no último 26 de dezembro.

                                                       Nasser Nasser/Associated Press

Escrito por Thiago Ney às 12h56

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In Troubles

Alguns dias fora do ar e parece que nada mudou. Mais uma Spears aparece grávida, as vendas de CDs caíram nos EUA, o Roger continua no Corinthians... e Radiohead. "In Rainbows" teima em ser notícia. Não apenas porque o álbum foi lançado no formato CD nesta semana, mas porque o produtor norte-americano Amplive teve que desistir de seu projeto de remixar todas as faixas do disco do Radiohead. Como Danger Mouse fez tempos atrás, ele anunciou que faria versões eletrônicas de "In Rainbows", incluindo uma participação de Too $hort, e lançaria de forma gratuita na net. O projeto ganhou o nome de "Rainydays Remixes". Por uma infeliz ironia, o disco não vai ser lançado. Mesmo "In Rainbows" sendo um disco independente, que pôde ser adquirido de graça na internet, as faixas do álbum são de propriedade da Warner Chappel. E a editora mandou uma carta a Amplive ordenando que ele desistisse do projeto (ou que comprasse o direito das músicas...). Ele argumentou que colocaria seu disco à disposição do público gratuitamente e tal, que nâo lucraria com o projeto (o que é uma meia verdade, já que ele era um total desconhecido há pouco tempo...). Como Amplive afirma, a questão provavelmente nem chegou ao conhecimento do Radiohead; parou na editora e ali empacou. O episódio ilustra algumas coisinhas que estão meio equivocadas na indústria da música... O grande problema não são nem as gravadoras, mas as editoras. Bandas, DJs, produtores, sites de venda de música, donos de clubes e de casas de shows sabem bem disso.

Escrito por Thiago Ney às 01h16

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Comercial

Uma balada do vocalista do Lifehouse, "From Where You Are", criada para um comercial de seguradora de automóveis, foi a primeira do gênero a chegar à lista das mais vendidas da "Billboard". Como jingle, não chega nem aos pés de "Peixinhos", criada para um comercial de Palio Weekend, ou da célebre "Pipoca com Guaraná".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h41

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Deus ajude

Acho que só eu não tinha ouvido falar ainda de God Help the Girl, projeto de filme/trilha do Stuart Murdoch (Belle and Sebatian). Antes tarde do que nunca, porque "Perfection as a Hipster", pelo menos, é sensacional. A versão de "Funny Little Frog" é inferior à original, mas "The Psychiatrist is In" é boa.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h39

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Meia Um

O Digg eu imagino que vocês já conheçam, mas e a mesma idéia aplicada à música, o 61?. É desse tipo de coisa que Chris Anderson e outros defensores da cauda longa e da web 2.0 falavam: no mundo da hiperoferta, quem faz as indicações e seleções é você.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h49

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Combustível

Fechando 2007, ouvi um bom CD que estava encalhado na minha extensa pilha devido ao excesso de trabalho. É uma coletânea dos vencedores do Diesel-U-Music, concurso internacional promovido pela marca de jeans para selecionar os melhores novatos ainda sem gravadora (pelo menos na época do concurso...) nas categorias rock, urban/hip-hop e eletrônica (teve até um DJ brasileiro, Marcelo B, entre os 10 finalistas de eletrônica). O CD veio com a revista "Clash" e tem coisas bem legais como The Steers, Bo Pepper, RevenueThe Clik Clik, além de outros que entraram em listas de melhores de 2007 como o Cool Kids.  

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h26

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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