Ilustrada no Pop

 

 

Boas da semana

Boas da semana

Jogo rápido:

hoje, sexta (29/2), a boa é o Clash, com o recomendadíssimo live PA do alemão Anthony Rother. Ele já tocou no Skol Beats, no Lov.e, em praia do Rio. Electro puro, com energia roqueira. Vale muito.

Amanhã, sábado (1º/3), tem Robert Babicz, também alemão, no D-Edge. Babicz é da Kompakt e toca em noite com Anderson Noise e Techjun. Também no sábado tem a reestréia da divertida Xarope, festa com Pareto e Marcio Vermelho como residentes. O convidado da hora é o norte-ameriocano Brennan Greene. A Xarope rola no Glória. E, também no sábado, tem o curitibano Péricles Martins, o Bo$$ in Drama, na Funhouse.

Pra fechar:

*O G1 soltou texto em que Adriano Cintra fala sobre o segundo disco do CSS, que talvez chame "Donkey". O CSS já tem turnê marcada no exterior para os próximos meses:

03-25 Auckland, New Zealand - King's Head
03-26 Auckland, New Zealand - King's Head
03-28 Sydney, Australia - Centennial Park (V Festival)
03-29 Merrimac, Australia - Avica Resort (V Festival)
04-01 Melbourne, Australia - Metro
04-04 Melbourne, Australia - Prince of Wales
04-05 Flemington, Australia - Showgrounds (V Festival)
04-06 Perth, Australia - Esplanade (V Festival)
05-09 Brittany, France - Art Rock Festival
05-23 Warsaw, Poland - Freshsounds Fest
05-25 Northampton, England - Gatecrasher Fest
05-26 Newcastle, England - Evolution Fest
05-31 London, England - Roehampton England
06-04 Montreaux, Switzerland - Montreaux Jazz Festival
06-05 Belfort, France - Les Eurockeennes
06-06-07 Frankfurt, Germany - Rock in Park Festival
06-13 London, England - Rise Festival
06-19 Barcelona, Spain - Summercase Festival
06-20 Madrid, Spain - Summercase Festival
06-25 Mt. Fuji, Japan - Fuji Rock Festival
07-18 Madrid, Spain - Summercase Festival
07-19 Barcelona, Spain - Summercase Fetioal
08-08 Jersey City, NJ - All Points West Festival
09-05-07 Isle of Wight, England - Bestival

 

Escrito por Thiago Ney às 18h11

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Courtney Love vs. Dave Grohl

Rob Harvilla, crítico do Village Voice, escreveu sobre show do Foo Fighters no Madison Square Garden e se derretou por Dave Grohl. Logo no início do texto, escreve: "No rock de arena, como na política, nós votamos no candidato com o qual gostaríamos de tomar uma cerveja", para ilustrar que, no rock, Dave Grohl é o personagem com quem gostaria de dividir uma gelada. Courtney Love leu o texto e ficou histérica. Em seu blog, meteu o pau no Harvilla, disse que o Foo Fighters é uma banda "medíocre" e que em vez de tomar cerveja com rockstars, já fez várias outras coisas "mais legais" com esses astros, como "sexo, cocaína, cozinhar macarrão etc". Enquanto Dave Grohl toca no Madison Square Garden, Courtney Love nos diverte no MySpace...

Escrito por Thiago Ney às 15h49

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Perez Hilton e Jay Leno para salvar o pop

O fofoqueiro Mario Armando Lavandeira Jr., também conhecido como Perez Hilton, recebeu proposta da Warner para ajudar a gravadora a descobrir novos talentos. Perez receberia 100 mil dólares de adiantamento por suas "indicações". Já a Sony BMG foi atrás do apresentador de talk show Jay Leno, oferecendo, além de um teatro com o nome do apresentador, "interesses financeiros nos artistas que forem ao seu programa". E depois dizem não entender por que esse negócio está afundando.

Escrito por Thiago Ney às 15h40

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Invasão indie no Rio

Corre à boca pequena, sem maiores divulgações pra não estragar a surpresa e o impacto, a notícia de que vai rolar nesta quinta (28/2), em Ipanema e no Leblon, zona sul do Rio, um "ato" denominado "Dia da Rua", que vai pôr 15 bandas independentes tocando nas ruas dos referidos bairros - uma espécie de "flash mob musical", como definiu um amigo que me alertou pro evento. Diz o e-mail que a gente recebeu:

O maior objetivo "dos caras" é mostrar que o Rio continua sendo o maior celeiro criativo do país e que fazer show na rua é uma opção viável de disseminar cultura e boa música à todos, afinal qual o lugar mais apropriado para promover o diálogo e o encontro, senão a rua? Tem a finalidade de destensionar a rua e o medo que, infelizmente, ela passou a provocar nas pessoas, um movimento de oposição ao isolamento.
Neste sentido o objetivo é refazer da Rua, o palco de encontro, de trocas de informação e de apresentações inusitadas.
 
Se vai prestar (ou mesmo se vai acontecer, de fato) é algo ainda a ser visto, mas, independentemente do que aconteça, é uma idéia interessante, em termos de divulgação para bandas iniciantes e sem nenhum acesso a gravadora, mídia, palcos etc.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h15

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Ouviu uma, ouviu todas

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Um novo clássico do jornalismo picareta: David Peisner, crítico de música da revista "Maxim", escreveu a crônica abaixo sobre o novo disco do Black Crowes:

"The Black Crowes - Warpaint
The Black Crowes already sounded like grizzled classic rockers on their 1990 debut. While it certainly was a neat trick for a bunch of wasted twenty-somethings to pull off, it hasn't left Chris Robinson and the gang much room for growth. Now that they're legitimately grizzled, they sound pretty much like they always have: boozy, competent, and in slavish debt to the Stones, the Allmans, and the Faces."

Uma crítica bastante genérica (ele deu duas estrelas e meia, na cotação), com citações das referências básicas dos Crowes (Stones, Allman Brothers, Faces, 'classic rockers' etc.), enfim, nada muito notável. Fora o fato, é claro, de que Peisner NÃO OUVIU O DISCO QUE CRITICOU!

Segundo os empresários da banda, que postaram uma reclamação no site oficial, o crítico poderia "no máximo, ter ouvido apenas uma canção completa que foi lançada em rádios", o single "Goodbye Daughters of the Revolution", já que o álbum não foi lançado nem enviado para a imprensa. A revista admitiu a falcatrua, disse que a crítica foi uma "educada previsão" sobre o disco e pediu desculpas a seus leitores (ainda que não à banda).

Me lembrou um caso histórico aqui no Brasil - e muito pouco comentado, aliás - de uma revista que, ao fazer uma lista com os melhores shows que já passaram pelo país, tascou lá o do Rage Against the Machine, que nunca aconteceu! Com comentário e tudo!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h39

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Bob Dylan e o México

Bob Dylan vai a São Paulo e Rio em poucos dias. Nesta terça (26/2) à noite, ele se apresentou no Auditório Nacional, na Cidade do México. Algumas impressões:

* É uma vergonha que uma cidade como São Paulo não abrigue algo como o Auditório Nacional. No imponente local, cabem quase 10 mil pessoas, sentadas confortavelmente, num espaço lindo e com acústica impecável. É dez vezes maior do que o Auditório Ibirapuera.

* Dylan fez show de quase duas horas. Nas três primeiras músicas, ele fica na guitarra; a partir daí, apenas no teclado. E não fala uma palavra com o público.

* Sua voz está cada vez mais rouca e mais fraca; em várias faixas, é atropelada por teclado e bateria.

* É notório que ele muda as versões das músicas nos shows. Mas não precisava machucar tanto coisas como "Blowin' In the Wind", que encerrou a apresentação.

* Dylan virou artista que faz cover de si mesmo. As faixas novas se arrastam; é nítida a falta de força dessas músicas recentes quando ouvidas lado a lado com clássicos como "Highway 61 Revisited" e "Like a Rolling Stone". E é nítido como esses clássicos nas versões atuais soam pálidos se comparados às versões originais.

O setlist do show:

Rainy Day Women
It Ain't Me Babe
Watching the River Flow
Masters of War
The Levee's Gonna Break
Spirit on the Water
Things Have Changed
When the Deal Goes Down
High Water
Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again
Nettie Moore
Highway 61 Revisited
Workingman's Blues #2
Summer Days
Like a Rolling Stone
bis:
Thunder on the Mountain
Blowin' In the Wind

Escrito por Thiago Ney às 02h07

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Conhece o Créu?

Como sabemos já há algum tempo, dentre as diversas técnicas de tortura que os militares norte-americanos experimentam mundo afora está o uso de música (com preferência para o metal e suas variações, mas não só) para não deixar os prisioneiros dormirem, "prolongar o choque da captura", desorientar os detentos durante os interrogatórios e, é claro, abafar os gritos.

Agora o Mother Jones, usando informações vazadas na rede, reportagens sobre a tortura e relatos de soldados e presos, criou a "Torture Playlist", com os hits da tortura, e botou no site.

Tem Dope, Eminem, Metallica e até Prince, Bee Gees ("Staying Alive", um caso claro de humor negro) e Bruce Springsteen ("Born in the USA").

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h25

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Bom pra cachorro

Da série "Quem tem dono tem tudo", essa eu li no blog de música do "Guardian": no último Natal, chegou ao topo da parada (neo-zelandesa, mas vá lá) o primeiro single da história inaudível para os seres humanos normais - ele é específico para cachorros, feito com aqueles apitos que só cães ouvem. Não é o primeiro álbum para os bichanos ouvirem, mas o primeiro que só eles podem ouvir. E chegou ao topo da parada. Quem conhece donos de animais, sabe: esse é um mercado inacreditável, as pessoas são capazes de comprar tudo.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h59

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Eu quero ter 1 milhão de amigos e cada um me dá um real

Tem gente que acha chato gostar de coisas muito populares. Eu não.

Pesquisa aponta: Flamengo tem a maior torcida do mundo

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h52

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Everybody's changing

Da série "Quem tem fã-clube tem tudo", o Keane entrou no top 10 na lista de 50 melhores álbuns britânicos de todos os tempos, em pesquisa popular feita pela revista "Q" e pela rede de CDs e DVDs HMV.

Tá lá, em oitavo lugar, "Under the Iron Sea" (que, ainda por cima, nem é o disco mais bem-sucedido da banda), à frente do "The Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd, do "Urban Hymns", do Verve, do "The Bends", do Radiohead, e do "Abbey Road", dos Beatles. Aí aparece de novo o Keane, na 13a posição, com seu primeiro álbum, "Hopes and Fears", o que significa que toda a produção da banda está à frente de qualquer coisa dos Smiths, Sex Pistols, Led Zeppelin, Blur, Arctic Monkeys, Queen etc. e tal.

Escrito por Thiago Ney às 13h35

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Aqui e ali

* Já ouviu "Big Ideas", a nova do LCD Soundsystem, que vai entrar na trilha de "21", filme sobre moleques craques em matemática que tentam ganhar grana com o jogo 21 em cassinos e que tem Kevin Spacey e Laurence Fishburne no elenco? Será que eles nunca erram (o LCD Soundsystem, não o Kevin S. e o Laurence F.)?

* Essa é demais. Dias atrás, o colecionador Paul Mawhinney anunciou que venderia sua coleção de 3 milhões de discos no eBay, ao preço de 1 dólar por disco. Um cara cujo login no eBay é jopsoup comprou a coleção por pouco mais de 3 milhões de dólares. Pois anteontem o tal jopsoup apareceu e disse que não sabe nada da compra; diz que alguém entrou em seu login e deu o lance, sem seu conhecimento. A conta do cara no eBay foi desativada.

* O Gawker listou uma série de escritores que contribuíram com doações às campanhas presidenciais norte-americanas. Jonathan Safran Foer ("Tudo se Ilumina") deu 1.108 dólares ao Obama, enquanto Dave Eggers foi um pouquinho mais camarada: 2.300. Jonathan Franzen também contribuiu com o mesmo candidato, mas apenas com 500 dólares. Já Anne Rice doou 4.600 a Hillary. John Grisham não quis errar: deu 4.600 pra Hillary e 1.000 pro Obama.

* Já comentei aqui o remix que o curitibano Cristobal fez para "The Bomb", do New Young Pony Club. Pois repito: é melhor do que a original e o cara tem a manha

Escrito por Thiago Ney às 12h30

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Rock in wherever

Agora, é claro, se seu negócio é menos bandas novas e desconhecidas e mais Alanis Morissette e Carlinhos Brown, sua praia é o inacreditável Rock in Rio Madrid , pro qual eles acabaram de ser anunciados. E você ainda leva The Police, Lenny Kravtiz, Shakira, Alejandro Sanz, Tokio Hotel, Jamiroquai, James Morrison, Ivete Sangalo, Franz Ferdinand, Chris Cornell e Amy Winehouse, dentre outros menos votados.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h37

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SXSW

O South by Southwest, um dos maiores festivais de música indie (e nova) do mundo, botou online, como de praxe, canções de vários dos participantes, para download. Mas um camarada fez ainda melhor e juntou todas as músicas baixáveis em um único arquivo de torrent - e você ainda pode baixar as das bandas de 2007 e 2006 também.

Uma olhada nas bandas brasileiras do evento dá uma boa noção do ecletismo do evento (se você não conhece a maioria dos brasileiros, imagina os gringos...):

O Quarto das Cinzas 10:00 p.m. Fortaleza BRAZIL Electronic
  Alexia Bomtempo 11:00 p.m. Rio de Janeiro BRAZIL World
Pierre Aderne 12:00 a.m. Rio de Janeiro BRAZIL World
  Tita Lima 1:00 a.m. Sao Paulo BRAZIL World

Curumin Sao Paolo BRAZIL World
Debate Sao Paulo BRAZIL Rock
Fruet & Os Cozinheiros Porto Alegre BRAZIL World
Lucy and The Popsonics Brasília BRAZIL Electronic
Marcelo D2 Rio de Janeiro BRAZIL Hip Hop/Rap
Nancy Brasilia BRAZIL Rock
Telerama Fortaleza BRAZIL Rock

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h16

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Quem avisa amigo é

Pra quem está no Rio: não sei o que vocês pretendem fazer sábado (23/2) à noite, mas eu, se estivesse aí, iria ver o Cabaret, os últimos heterossexuais sensíveis, juntar os amigos da cena indie carioca em um projeto ambicioso: uma ópera rock glam! A história é essa aqui:

CABARET e convidados amanhã em UMA TRAGÉDIA MAQUIADA

NESTE SÁBADO, ÀS 21H, O GLAM ROCK VIRA ÓPERA!
No Rio Rock & Blues Club, na Lapa, o primeiro disco do CABARET se transforma num drama rock, uma peça guiada pelas 12 canções do álbum. As cenas urbanas de desamor e exagero entre um rockstar de carreira meteórica e uma fã adolescente bipolar ganham vida, com cinco atores-cantores de algumas das melhores bandas da música carioca.
 
ESTRELANDO
Renato Martins [Canastra e Tremendões] como o Narrador
Marvel [Cabaret], como o Rockstar
Carlos Lopes [Mustang, Dorsal Atlântica], como o Empresário
Leticia Persiles [Manacá], como a Fã
Tatiana Fake [Private Dancers] como a Rival
 
De La Foca, Myself Deluxe, Peter Glitter e Phil Spider [todos do Cabaret] como a banda Tragédia Maquiada
 
COMO ENTRAR E VER A ÓPERA
Por ser um clube, o Rio Rock & Blues pede que as pessoas deixem seu nome numa lista, ainda aberta hoje na nossa comunidade no Orkut. Seu nome será conferido na entrada, que custa R$ 20.
IMPORTANTE: O nome na lista não dá desconto nem isenta da entrada.
 
 
 
CABARET X UMA TRAGÉDIA MAQUIADA
Drama rock em três atos
 
Sábado, 23 de fevereiro de 2008, às 21h
Rio Rock and Blues Club - Rua Riachuelo, 20 - Lapa
Ingresso: R$ 20
Cartões: Visa, Mastercard e Redeshop
Informações: (21) 8105-8311

Disclaimer: Márvio dos Anjos, aka Marvel, é amigo da casa (e repórter da Folha); mas a gente recomenda porque a banda é boa e a esbórnia que eles fazem no palco merece ser vista

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h07

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Amy Winehouse no Rock In Rio

Amy Winehouse confirmou apresentação no Rock In Rio - Madri, que acontece em 27 e 28 de junho e 4, 5 e 6 de julho deste ano. A cantora britânica fará show no dia 4 de julho. The Police, Jamiroquai, Tokio Hotel, Franz Ferdinand, Carl Cox, Ivete Sangalo, Sasha & Digweed, Lenny Kravitz, entre outros, também estão escalados. Amy Winehouse se apresentou na última quarta (dia 20/2), no Brit Awards, na Inglaterra.

Escrito por Thiago Ney às 18h09

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"The Bomb" em remix

Após o Bo$$ in Drama, aparece mais um produtor novo em Curitiba: Cristobal Zacalusni, ou apenas CRSTBL. Ele tem 24 anos, começou a tocar e a produzir em 2005 e é remixador de mão cheia. Já mexeu em "Solta o Frango", do Bonde, e agora melhora (e muito) "The Bomb", faixa do New Young Pony Club. É na linha "maximal", mas sem tanta bombação; a faixa corre solta, com uns efeitos que apontam para várias direções. Ouça no MySpace de CRSTBL o remix para "The Bomb".

Escrito por Thiago Ney às 17h26

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O novo Bonde

Acontece neste sábado (dia 23/2), no clube Glória, em SP, a escolha da nova vocalista do Bonde do Rolê. São cinco concorrentes, e a vencedora estréia à frente do trio já no domingo (dia 24/2), às 16h, em show gratuito na porta da MTV Brasil, no bairro do Sumaré, em São Paulo. Como se sabe, o Bonde, no final de abril, vai ao festival Coachella, nos EUA.

Escrito por Thiago Ney às 16h43

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"SNL" contra "Guitar Hero"

Dos mais longevos programas da TV norte-americana, o Saturday Night Live talvez seja um dos que mais sofrerão conseqüências da greve dos roteiristas. O SNL retoma quadros inéditos neste sábado (nos EUA). As atrações são Tina Fey (ex-roteirista do SNL e que protagonizou período antoplógico no quadro Weekend Update com Jimmy Fallon; hoje ela está na ótima série 30 Rock) e a cantora country Carrie Underwood. São nomes de peso (Tina Fey ganhou Globo de Ouro há poucas semanas), pois Lorne Michales, o eterno criador e produtor do programa, disse ao "NYT" que está receoso quanto à audiência que o SNL terá no sábado. "Nossos competidores nem são tanto os outros programas de TV, mas o Guitar Hero", disse Michaels. Normalmente, a temporada anual do SNL tem 20 episódios; com a greve, terá, no máximo, 12 em 2008.

Escrito por Thiago Ney às 16h33

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Amy Winehouse em dose dupla

Nossa heroína (opa, agora baixou um Pedro Bial...) Amy Winehouse cantou duas faixas no Brit Awards, na última quarta (dia 20/2). Esta logo abaixo é "Love Is a Losing Game", lenta, sexy, e no final ela pede "make some noise for my Blake":

Winehouse cantou ainda "Valerie", na companhia do produtor Mark Ronson. Shake, shake, shake:

Escrito por Thiago Ney às 13h17

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Klaxons e "Umbrella" no Brit Awards

O Brit Awards é o Grammy do Reino Unido: prêmio meio careta para a indústria fonográfica da ilha. Na noite de quarta (20/2), em mais uma cerimônia de premiação, os destaques foram os shows ao vivo. Amy Winehouse apresentou duas faixas: "Valerie" (com Mark Ronson) e "Love is a Losing Game". Adele e Mika também se apresentaram.
Já o Klaxons tocou "Umbrella" junto com Rihanna. Fora o visual futurista, ficou convencional demais; eles poderiam ter ousado um pouquinho. Vê aí:

Escrito por Thiago Ney às 23h43

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Um pra lá, dois pra cá

Mais uma do Erol Alkan. Esse cara é não apenas dos mais talentosos DJs do mundo, mas alguém que sabe farejar boas bandas. Foi ele quem, quando era residente da extinta noite Trash, no londrino The End, descobriu Strokes, Interpol, foi um dos primeiros a tocar "Seven Nation Army" e "Silver Screen Shower Scene", praticamente inaugurou a mania de bastard pop ao misturar Missy Elliott com George Michael etc. Pois Erol virou também produtor. Ele trabalhou no cover de "All My Friends", feito pelo Franz Ferdinand, e, recentemente, produziu dois discos que prometem: os novos do Mystery Jets e do Long Blondes. Deu pra sacar como será o do Mystery Jets alguns posts abaixo... Já o Long Blondes da estilosa Kate Jackson tem rodando em blogs de MP3 "Century", o primeiro single do segundo disco. A faixa já está sendo tocada por DJs na Europa. A bateria e um baixo meio New Order marcam o tom da música. E Kate Jackson faz um vocal meio etéreo que lembra o do Chromatics. Dá pra achar pelo Hype Machine. É quase tão boa quanto "Once and Never Again".

Nem tão boa assim é "Lonely Buoy", single do Joe Lean & the Jing Jang Jong. Em seu programa na Radio 1, o eterno John Peel costumava torcer o nariz para algumas bandas indies com o comentário: "white boys with guitars". Bandas de garotos brancos de classe média que apenas tentam emular o rock de guitarra de épocas passadas, com criatividade zero. Joe Lean é meio assim: tem The Jam, Clash, um pouco de Oasis. Mas muito fraquinho.

"The Eraser", o disco solo do Thom Yorke, é chato de doer. O vocalista do Radiohead parece desorientado, e as músicas soam apenas amontoados de ruídos e barulhos. No exterior, saíram alguns EPs com vários remixes de faixas de "Eraser", remixes muito melhores do que as originais. Tem "The Clock" (Surgeon), "Cymbal Rush" (The Field), "Black Swan" (Cristian Vogel), "Skip Divided" (Modeselektor), entre outros. E tem também o fantástico Burial em versão de "And It Rained All Night". Burial coloca um clima meio Massive Attack e batidas de dubstep que dão novo sentido ao vocal de Yorke. Maravilha, como tudo o que esse misterioso produtor mete a mão (para assinantes).

Escrito por Thiago Ney às 12h34

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New York Dolls em SP

O mês de abril será mais divertido e colorido em São Paulo. O Clash fechou apresentação dos históricos New York Dolls, em 17/4, com David Johansen e Sylvain Sylvain, remanescentes da escalação original da banda. O New York Dolls fez no final do ano shows em Nova York, cidade natal do grupo que já teve como integrantes Johnny Thunders, Jerry Nolan, Arthur Kane e Billy Murcia (todos já mortos). Glam rock, punk, guitarras altas, letras sacanas e inteligentes, extravagância e inconseqüência, tudo isso fazia (faz) parte da receita do NYD.

                                                                                              David Didier

O New York Dolls influenciou muita gente (Guns, Clash, Ramones...) e um certo Morrissey era tão fissurado na banda que presidiu um fã-clube do NYD e escreveu um livro sobre os caras (publicado na Inglaterra, se não me engano, no início dos anos 1980). Morrissey foi o curador do festival inglês Meltdown, em 2004, e, ali, promoveu o retorno do grupo. Eles lançaram um disco de estúdio, "One Day It Will Please Us to Remember Even This", em 2006, e, neste ano, o ao vivo "Live at Fillmore East", com os shows que fizeram em Nova York. Estão ali "Looking for a Kiss", "Personality Crisis", "Trash", "Jet Boy", "Lonely Planet Boy"... Estão velhos? Não importa; poucas vezes o rock and roll é tão divertido quanto com o New York Dolls.

Escrito por Thiago Ney às 11h59

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Trio The Young Gods no Brasil

Um dos principais nomes do rock industrial dos anos 1980 e 1990, o trio suíço The Young Gods fará dois shows no Sesc Pompéia, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de abril. A banda toca no evento "Vida Louca-Vida Intensa: Uma Viagem pela Contracultura", em comemoração aos 40 anos do verão do amor. Não sei o que o Young Gods tem a ver com verão do amor (que rolou em 1967), mas, enfim... A banda vem com o líder Franz Treichler mais o tecladista Al Comet e o baterista Bernard Trontin. Diferentemente de outras bandas industriais e de EBM que pararam no tempo, o Young Gods faz música das mais variadas; nos anos 1980, fazia do uso de samplers uma opção estética e política; depois, fez música abstrata, eletrônica cabeça (tipo Warp)... O último disco da banda é "Super Ready/Fragmenté", de 2007.

Escrito por Thiago Ney às 16h18

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"Álbum Branco" e "Paêbirú"

Ao lado do "Sgt. Peppers", o "White Album" é o mais mítico dos discos dos Beatles. Nono LP da banda; lançado em 1968; o primeiro disco após a morte do empresário Brian Epstein; também chamado "The Beatles"; com a maioria das canções inspiradas na viagem à Índia; primeira aparição de Yoko no estúdio da banda; com a capa toda em branco, desenhada por Richard Hamilton... Uma quantidade limitadíssima de cópias (as primeiras) saiu com um número de série na capa. Consta que os quatro integrantes da banda ficaram com as cópias de número 1 a 4; as com número de 5 a 10 foram para parentes e amigos próximos. Pois a cópia de número 7 do "Álbum Branco" vai a leilão na Inglaterra no dia 4 de março.

Para quem coleciona vinil, essa peça é das mais valiosas dentro da música pop. Segundo a casa de leilão, o álbum está avaliado entre 3.000 e 5.000 libras (cerca de R$ 10.100 e R$ 17.000).

No Brasil, o disco mais caro produzido aqui é "Paêbirú", de Lula Côrtes e Zé Ramalho. Fiz matéria sobre o disco em 2006, e na época falei com o Lula. Por muito tempo, "Louco por Você", o primeiro de Roberto Carlos, dominou o topo da lista de discos mais caros do Brasil. Em 2006, "Louco por Você" perdia a vaga para "Paêbirú".

Gravado em 1975 no selo/estúdio/fábrica recifense Rozenblit, naquele mesmo ano "Paêbirú" quase foi extinto por causa de uma enchente. A água inundou a Rozenblit e acabou com milhares de cópias do disco. Apenas 300 foram salvas: eram discos que a mulher de Côrtes, Kátia Mesel, havia levado para casa. Em 2006, uma cópia em bom estado de "Paêbirú" chegou a ser comercializada em sebos de São Paulo por R$ 4.000. Da mesma turma de Ramalho e Côrtes (a psicodelia pernambucana), "No Sub Reino dos Metazoários", de Marconi Notaro, também alcança preço bom. "Coisas", de Moacir Santos, é outro bem avaliado no mercado de raridades.

Escrito por Thiago Ney às 15h47

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À venda

Essa é pra quem coleciona música e milhões de dólares: Paul Mawhinney, dono de uma loja de discos de Pittsburgh chamada Record-Rama, está pondo à venda, no Ebay, o que ele classifica de "a maior coleção musical do mundo". O preço do lance inicial (o Ebay é um site de leilão online, pra quem não conhece) é camarada, o equivalente a US$ 1 dólar por disco (e ainda leva os CDs de brinde). O problema é que o sujeito tem 3 milhões de discos, então estamos falando em um lance inicial de pelo menos US$ 3 milhões.

Ainda assim, é bem menos do que os US$ 50 milhões em que Mawhinney estima o valor da coleção - e o número não parece exagerado, já que entre seus 3 milhões de discos e 300 mil CDs estão raridades como gravações de Thomas Edison e o primeiro 45 rotações de Elvis, além do primeiro CD produzido no mundo.

Ah, claro está que ele não vende a coleção por partes.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h25

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Melhor música de 2008!

Quando coloquei o vídeo três posts abaixo, não tinha me dado conta de como é boa "Young Love", música nova do Mystery Jets com a Laura Marling. Não é tão lenta, não é tão rápida, melódica sem ser enjoativa, e a letra é de uma sinceridade ingênua que desarma qualquer um:

If I only knew your name
I'd go from door to door
Searching all the crowded streets
For the place that I once saw

If I only knew your name
I'd go from door to door
Tell me have you seen the girl
I've met just once before

One Night of Love
Nothing more nothing less
One Night of Love
To put my head in a mess
Is that you on the bus?
Is that you on the train?
You wrote your number on my hand
And it came off in the rain

One Night of Love
Nothing more nothing less
One Night of Love
Has put my bed in a mess
Is that you on the bus?
Is that you on the train?
You wrote your number on my hand
And it came off in the rain

If I only knew your name
I'd go from door to door
Searching all the crowded streets
For the place that I once saw

If I only knew your name
I'd go from door to door
Tell me have you seen the girl
I've met just once before

Woah-Oh

Young Love
Never seems to last
Far too young
Until they have a past
Playing games
People move so fast
You don't need eyes to see
If someones got a heart of glass

Young Love
Never seems to last
Far too young
Until they have a past
One night of love
Nothing more nothing less
One night of love
Has left my heart in a mess


If I only knew your name
I'd go from door to door
Searching all the crowded streets
For the place that I once saw

If I only knew your name
I'd go from door to door
Tell me have you seen the boy
I've met just once before

Woah-Oh

 

Escrito por Thiago Ney às 13h35

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Imagem do dia 1

                                                                   Kevork Djansezian/Associated Press

Ellen Page

Escrito por Thiago Ney às 23h21

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Imagem do dia 2

                                                              Kirsty Wigglesworth/Associated Press

Kelly Osbourne e Lily Allen, no desfile da Vivienne Westwood, em Londres

Escrito por Thiago Ney às 23h18

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Um pra lá, dois pra cá

Uma de minhas bandas novas prediletas, com uma de minhas cantoras novas prediletas.
Mystery Jets + Laura Marling. "Young Love". "If I only knew your name I'd go from door to door..." Tem coisa mais fofa?

Duffy. "Mercy". "You got me begging you for mercy, why wont you release me?"

Blur com Françoise Hardy. "La comedie/To the End". "We've been drinking far too much, and neither of us mean what we say..." (Mas em francês é bem mais legal.)

Escrito por Thiago Ney às 22h53

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Boas da semana

Boas da semana

Mallu Magalhães - O show anterior, no Milo, superlotou; nesse, chegaremos cedo. Studio SP (r. Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena, SP; tel. 0/xx/11/3817-5425; sexta, 22h30; R$ 15)

Padded Cell - Disco music reprocessada, ampliada e transportada para 2008. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3666-9022; sexta, a partir das 24h; de R$ 45 a R$ 50)

Faichecleres - Rock sem vergonha. CB Bar (r. Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3666-8971; sábado, a partir das 23h; de R$ 12 a R$ 18)

Vanguart - Muito além do folk. Auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, pq. Ibirapuera, SP; tel. 0/xx/11/5908-4299; domingo, às 18h; R$ 30)

Escrito por Thiago Ney às 19h44

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Imagem do dia

                                                                         Hannibal Hanshcke/Reuters

Madonna, no Festival de Berlim, onde acontece a estréia de ""Filth & Wisdom", primeiro filme dela como diretora. Eugene Hutz, do Gogol Bordello, é um dos atores. Se for só um pouquinho melhor do que "Destino Insólito", no qual ela é dirigida por Guy Ritchie e que é uma das coisas mais constrangedoras que eu já vi, lado a lado com "Deus É Brasileiro", já está bom demais.

Escrito por Thiago Ney às 21h03

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Ozzy e Korn no Brasil

O Lúcio deu a notícia, e o site oficial confirmou: Ozzy Osbourne fará dois shows no Brasil, com abertura do Korn e Black Label Society. Dias 3 de abril, na Arena Multiuso, no Rio, e 5 de abril, no parque Antarctica, em SP.
Um setlist de um show de janeiro de Ozzy:
I Don't Wanna Stop
Crazy Train
War Pigs
Suicide Solution
Mr. Crowley
Road to Nowhere
Bark at the Moon
Not Going Away
I Don't Know
(Guitar solo)
Here for You
I Don't Want to Change the World
Mamma I'm Coming Home
Paranoid

Escrito por Thiago Ney às 19h27

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Joy Division em dose dupla

Elogiadíssimo documentário sobre a banda de Ian Curtis, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris, "Joy Division" será um dos destaques do festival É Tudo Verdade, que acontece em São Paulo e no Rio entre os dias 26 de março e 6 de abril, e em Brasília entre 7 e 13 de abril. Dirigido por Grant Gee (de "Meeting People Is Easy", micro-documentário do Radiohead) e com roteiro de Jon Savage (o mesmo que escreveu o clássico "England's Dreaming", sobre o punk britânico), "Joy Division" traz um monte de imagens de arquivo, como cenas do primeiro show dos Sex Pistols em Manchester, em 1976 (show assistido por Ian Curtis, Peter Hook e Bernard Sumner) e de apresentações do Joy Division. Annik Honore, a amante belga de Curtis, conta no documentário detalhes da vida do casal e de sua relação com Curtis nos últimos dias de vida do vocalista.
Após o É Tudo Verdade, "Joy Division" entra em cartaz nos cinemas entre junho e julho.
Já "Control", filme de Anton Corbijn sobre Ian Curtis, chega aos cinemas do país em 16 de maio (dois dias antes do aniversário da morte de Curtis).

Escrito por Thiago Ney às 13h00

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Bob Dylan no Rio

Enquanto em São Paulo paga-se até R$ 900 por um ingresso para os shows de Bob Dylan, a apresentação do cantor no Rio sairá bem mais barata para os fãs. A apresentação acontece em 8 de março, no Rio Arena, na Barra da Tijuca, local que pode receber cerca de 8.000 pessoas (contra os 2.400 lugares do Via Funchal). Para o show carioca, os ingressos podem ser comprados na Ticketmaster (até 13/2, apenas para clientes Mastercard). Custam de R$ 150 (arquibancada nível 3) a R$ 360 (cadeira VIP). 

Escrito por Thiago Ney às 19h46

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Amy e Daft Punk: o melhor do Grammy

Talvez não exista nada mais convencional e antiquado na música do que o Grammy. Mas a premiação, aqui e ali, vale a pena por alguns momentos. Nesta 50ª edição, valeu principalmente por Amy Winehouse. Primeiro, pela performance de "You Know I'm No Good" e "Rehab", que está no vídeo abaixo. Segundo, pela cara dela ao ganhar o prêmio de gravação do ano, por "Rehab".

O susto e o discurso. "É para Londres, pois Camden Town está queimando".

E teve também Kanye West, que tocou "Stronger" COM o Daft Punk:

Escrito por Thiago Ney às 16h06

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Accelerate

Essa caiu na rede na quarta de cinzas, mas, convenhamos, quarta de cinzas ainda é Carnaval, ninguém estava de volta 100% etc. e tal: "Supernatural Superserious", a segunda faixa do novo álbum do REM ("Accelerate")

Pelo som dessa e de "I'm Gonna DJ", que já estava no DVD ao vivo da banda, o novo disco realmente vai trazer a banda mais "acelerada". Achei ambas muito boas e, a julgar pelas 90 noites até o lançamento do disco (em 1 de abril), vem mais coisa interessante por aí (vide noites 10, 22, 32 e 36, por exemplo)

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h32

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Grammy

Domingo (10/2) tem a 50a. edição do Grammy, e haja paciência pra esse tipo de premiação farsesca - são inacreditáveis 110 categorias, incluindo melhor disco de polca, melhor álbum falado para crianças etc. E isso porque ainda tem o Grammy Latino! Enfim, nesse esquema, é claro que entram uns brasileiros a cada ano - os da vez são Gilberto Gil, Bebel Gilberto (duas figurinhas fáceis do prêmio) e Céu, todos na categoria Best Contemporary World Music Album (Vocal or Instrumental).

De resto, impressiona que, totalmente alheia à velocidade da era da internet, a National Academy of Recording Arts and Sciences (que entrega os prêmios) ainda esteja olhando discos gravados no distante 2006 (até setembro de 2007). Sério, Amy Winehouse como nova artista, a essa altura do campeonato...

Aproveitando o gancho da festa, o site Cracked.com fez uma boa lista para lembrar quão ridícula pode ser a premiação (ainda pior do que o Oscar, em termos de injustiças). Eis alguns dos preteridos:

  • Em 1992, quando o Nirvana ofuscava tudo a seu redor, "Smells Like Teen Spirit" perdeu para a versão acústica de "Layla" (de Eric Clapton) o troféu de melhor canção de rock
  • Em 2000, com "Kid A" (do Radiohead) e "The Marshall Mathers LP" (do Eminem) na disputa por melhor disco do ano, deu Steely Dan (com "Two Against Nature")
  • O lendário Public Enemy perdeu duas vezes para a cafonice de Will Smith (sob a forma de Jazzy Jeff And The Fresh Prince): em 1988 - só o ano em que o PE lançou "It Takes a Nation of Millions To Hold Us Back" - e em 1991
  • Concorrendo com Frank Sinatra, Billy Joel, Barbra Streisand e Pink Floyd por melhor álbum de 1980, Christopher Cross (o da música-tema de "Arthur, o Milionário Sedutor") levou; como diz a galera do Cracked.com, "concorrendo com um grupo como este, não é possível nem inventar um prêmio que Christopher Cross mereça ganhar"
  • Em 1988, com a banda tinindo nos cascos, o Metallica perdeu o troféu de melhor performance de metal para o Jethro Tull e sua flauta!

Isso pra não falar nos que nunca levaram um Grammy, como o Led Zeppelin, Neil Young, Bob Marley, Diana Ross etc.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h08

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Na cola do dubstep

Talvez não exista no mundo rádio comercial mais completa do que a Radio 1, da britânica BBC. Pop bagaceiro, rock indie, drum'n'bass, house, electro, r&b, rap, grime... os programas da emissora reúnem de tudo. Um dos que mais gosto é o Essential Mix, em que toda semana um DJ ou produtor é convidado a montar um set exclusivo para a rádio. O Essential Mix da semana passada é com Benga, DJ que dá uma aula de dubstep. Recomendo muito a audição do set, que fica no ar por mais alguns dias. Há algum tempo o dubstep vem sendo comentado por muita gente como gênero inovador e interessante, e um dos melhores discos do ano passado pode ser classificado como dubstep. É música que descende do d'n'b e do UK garage, mas ainda mais quebrada, detalhista, com um uso quase paranóico de efeitos, o que, no fone de ouvido, transmite uma sensação meio claustrofóbica...
Entre seus principais nomes, estão SkreamKode9, o coletivo de festas londrino DMZ, Mary-Anne Hobbs, DJ da Radio 1, o DubstepForum... Mas vou parar com essa bobagem; entenda melhor o que é dubstep no Essential Mix.

Escrito por Thiago Ney às 18h56

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New rave house music

Fiquei com os dois pés atrás quando um amigo me passou um link de um vídeo do You Tube que traz a banda Friendly Fires em um cover de "Your Love". Pensei em algo como o Cachorro Grande interpretando "A Day in the Life": não tem como dar certo.
Porque "Your Love" é das músicas mais emblemáticas (e clássicas) da música eletrônica. Feita em 1984 por Jamie Principle, produtor de Chicago, é considerada umas das primeiras faixas house (Nos comentários, o Augusto Trepanado corrige e diz que "On and On", do Jesse Saunders, saiu antes de "Your Love"). História já conhecida por muitos, o termo house surgiu em Chicago, a partir do clube Warehouse, cujo DJ residente entre 1977 e 1982 foi Frankie Knuckles. Mas na época a música tocada não era produzida daquela forma; house referia-se ao "espírito" que existia nos clubes da cidade: underground, com músicas que não eram ouvidas nas rádios (como bem define o livro "Last Night a DJ Saved My Life"). Knuckles e outros DJs de Chicago, como Ron Hardy, pegavam faixas disco ou funk, aceleravam as batidas, faziam edits para ajustá-las ao clima de pista e aquilo transformava-se em house music.
Principle pegou esse "espírito house" e jogou em "Your Love", com teclado e baixo numa atmosfera meio dark, um vocal meio sussurado que, depois, vira o chamado hedonista "I Need Your Love"... Dá uma olhada no vídeo e veja como "Your Love" ainda é linda demais:

Pois o Friendly Fires, nova banda britânica, retira a house de "Your Love" e faz da música um pós-punk esperto, de ritmo forte e rápido. Veja como ficou boa. New rave house music? É por aí:

Escrito por Thiago Ney às 17h07

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Mais uma: Laura Marling

Lily Allen, Amy Winehouse, Kate Nash, Adele (cujo disco está no topo da parada britânica), Duffy, Santogold, Mallu Magalhães, Emmy the Great. De dois anos para cá, há uma quantidade anormal de novas e boas cantoras pop. Talvez estimulados pelo sucesso de Lily Allen e Amy Winehouse, nossos olhos (nossos, digo, gravadoras, imprensa, blogs, sites, público, todo mundo) estejam prestando maior atenção às novas vozes femininas. Hoje minha preferida não é mais Emmy the Great; é Laura Marling.


Menos soul, menos pop, menos urban do que Winehouse, Allen, Kash e Santogold, Marling está mais próxima do folk e do pop acústico de Duffy. Ela tem apenas 18 anos, e recentemente chegou a ser barrada em um show em Londres por ser "muito jovem". O show era dela própria...
Nesta semana, Marling, natural de uma cidadezinha perto de Reading (Inglaterra), lança no Reino Unido seu primeiro disco, "Alas I Cannot Swim". Dá uma olhada em "New Romantic" e "My Manic & I".

Escrito por Thiago Ney às 13h58

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Emmy, a Grande

Adoro a nova geração de cantoras pop. Kate Nash, Adele, Duffy, Santogold... E a Mallu Magalhães, claro. Minha nova preferida é Emmy the Great. Ela nasceu e foi criada em Hong Kong, depois mudou-se para Londres e pertence à turma de Kate Nash, Jack Peñate, Jamie T e Lightspeed Champion (que está logo abaixo). Seu nome real é Emma Lee Moss, e ela já lançou, parece, dois EPs. Dá uma olhada no vídeo de "Easter Parade".

Dev Haines tem só 21 anos e não pára. Ele fazia parte do Test Icicles, trio inglês de músicas tão rápidas quanto a própria vida da banda. Seu novo projeto é o Lightspeed Champion, em que ele muda totalmente de direção: gravou o disco de estréia, "Falling Off the Lavender Bridge", em Omaha (EUA), no estúdio de Mike Moggis, que é ligado ao selo Saddle Creek, do Bright Eyes. Ou seja: saíram as guitarras barulhentas, entraram melodias mais pop e folk. O primeiro single do álbum, que sai lá fora pela Domino, é "Tell Me What It's Worth", uma quase balada.

 

Escrito por Thiago Ney às 23h37

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Bob Dylan: o promotor fala

A este blog, por telefone, William Crunfli, sócio da Mondo (a empresa que está promovendo os shows de Bob Dylan no Brasil), falou sobre os preços dos ingressos para as apresentações de São Paulo. Dylan toca na capital paulista em 5 e 6 de março, no Via Funchal, e o preço dos ingressos (de R$ 250 a R$ 900) não deixou os fãs do cantor muito contentes.
Sobre a escolha do local dos shows em SP:
"Esse show normalmente poderia ser feito num estádio ou numa arena. Mas, em vez de fazer no Anhembi ou num ginásio, resolvemos cobrar um pouco mais caro e dar condições ao fã de ver o show perto do palco, num lugar confortável, sentado. Não tem como ser barato."
Em SP, os shows terão capacidade para 2.400 pessoas (por dia). Crunfli diz que outro fator que influenciou no preço dos ingressos foram as carteiras de estudante.
"Começamos a vender os ingressos ao meio dia de hoje [sexta-feira, 1º de fevereiro]. Em uma hora e meia, haviam sido vendidos 400 ingressos, e 70% era de estudante. Como é que um show do Bob Dylan tem 70% de estudantes?"
Crunfli afirmou ainda que o show de Dylan no Rio (em 8 de março, na Arena Rio) terá ingressos mais baratos do que em SP. Segundo ele, "o mais caro não custará mais do que R$ 300". A Arena Rio tem capacidade para abrigar de 8 mil a 10 mil pessoas. Os ingressos serão vendidos a partir do dia 11 de fevereiro.

Escrito por Thiago Ney às 16h10

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