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Boas da semana
Jogo rápido:
hoje, sexta (29/2), a boa é o Clash, com o recomendadíssimo live PA do alemão Anthony Rother. Ele já tocou no Skol Beats, no Lov.e, em praia do Rio. Electro puro, com energia roqueira. Vale muito.
Amanhã, sábado (1º/3), tem Robert Babicz, também alemão, no D-Edge. Babicz é da Kompakt e toca em noite com Anderson Noise e Techjun. Também no sábado tem a reestréia da divertida Xarope, festa com Pareto e Marcio Vermelho como residentes. O convidado da hora é o norte-ameriocano Brennan Greene. A Xarope rola no Glória. E, também no sábado, tem o curitibano Péricles Martins, o Bo$$ in Drama, na Funhouse.
Pra fechar:
*O G1 soltou texto em que Adriano Cintra fala sobre o segundo disco do CSS, que talvez chame "Donkey". O CSS já tem turnê marcada no exterior para os próximos meses:
03-25 Auckland, New Zealand - King's Head 03-26 Auckland, New Zealand - King's Head 03-28 Sydney, Australia - Centennial Park (V Festival) 03-29 Merrimac, Australia - Avica Resort (V Festival) 04-01 Melbourne, Australia - Metro 04-04 Melbourne, Australia - Prince of Wales 04-05 Flemington, Australia - Showgrounds (V Festival) 04-06 Perth, Australia - Esplanade (V Festival) 05-09 Brittany, France - Art Rock Festival 05-23 Warsaw, Poland - Freshsounds Fest 05-25 Northampton, England - Gatecrasher Fest 05-26 Newcastle, England - Evolution Fest 05-31 London, England - Roehampton England 06-04 Montreaux, Switzerland - Montreaux Jazz Festival 06-05 Belfort, France - Les Eurockeennes 06-06-07 Frankfurt, Germany - Rock in Park Festival 06-13 London, England - Rise Festival 06-19 Barcelona, Spain - Summercase Festival 06-20 Madrid, Spain - Summercase Festival 06-25 Mt. Fuji, Japan - Fuji Rock Festival 07-18 Madrid, Spain - Summercase Festival 07-19 Barcelona, Spain - Summercase Fetioal 08-08 Jersey City, NJ - All Points West Festival 09-05-07 Isle of Wight, England - Bestival
Escrito por Thiago Ney às 18h11
Rob Harvilla, crítico do Village Voice, escreveu sobre show do Foo Fighters no Madison Square Garden e se derretou por Dave Grohl. Logo no início do texto, escreve: "No rock de arena, como na política, nós votamos no candidato com o qual gostaríamos de tomar uma cerveja", para ilustrar que, no rock, Dave Grohl é o personagem com quem gostaria de dividir uma gelada. Courtney Love leu o texto e ficou histérica. Em seu blog, meteu o pau no Harvilla, disse que o Foo Fighters é uma banda "medíocre" e que em vez de tomar cerveja com rockstars, já fez várias outras coisas "mais legais" com esses astros, como "sexo, cocaína, cozinhar macarrão etc". Enquanto Dave Grohl toca no Madison Square Garden, Courtney Love nos diverte no MySpace...
Escrito por Thiago Ney às 15h49

Corre à boca pequena, sem maiores divulgações pra não estragar a surpresa e o impacto, a notícia de que vai rolar nesta quinta (28/2), em Ipanema e no Leblon, zona sul do Rio, um "ato" denominado "Dia da Rua", que vai pôr 15 bandas independentes tocando nas ruas dos referidos bairros - uma espécie de "flash mob musical", como definiu um amigo que me alertou pro evento. Diz o e-mail que a gente recebeu:
O maior objetivo "dos caras" é mostrar que o Rio continua sendo o maior celeiro criativo do país e que fazer show na rua é uma opção viável de disseminar cultura e boa música à todos, afinal qual o lugar mais apropriado para promover o diálogo e o encontro, senão a rua? Tem a finalidade de destensionar a rua e o medo que, infelizmente, ela passou a provocar nas pessoas, um movimento de oposição ao isolamento.
Neste sentido o objetivo é refazer da Rua, o palco de encontro, de trocas de informação e de apresentações inusitadas.
Se vai prestar (ou mesmo se vai acontecer, de fato) é algo ainda a ser visto, mas, independentemente do que aconteça, é uma idéia interessante, em termos de divulgação para bandas iniciantes e sem nenhum acesso a gravadora, mídia, palcos etc.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h15
Um novo clássico do jornalismo picareta: David Peisner, crítico de música da revista "Maxim", escreveu a crônica abaixo sobre o novo disco do Black Crowes:
"The Black Crowes - Warpaint The Black Crowes already sounded like grizzled classic rockers on their 1990 debut. While it certainly was a neat trick for a bunch of wasted twenty-somethings to pull off, it hasn't left Chris Robinson and the gang much room for growth. Now that they're legitimately grizzled, they sound pretty much like they always have: boozy, competent, and in slavish debt to the Stones, the Allmans, and the Faces."
Uma crítica bastante genérica (ele deu duas estrelas e meia, na cotação), com citações das referências básicas dos Crowes (Stones, Allman Brothers, Faces, 'classic rockers' etc.), enfim, nada muito notável. Fora o fato, é claro, de que Peisner NÃO OUVIU O DISCO QUE CRITICOU!
Segundo os empresários da banda, que postaram uma reclamação no site oficial, o crítico poderia "no máximo, ter ouvido apenas uma canção completa que foi lançada em rádios", o single "Goodbye Daughters of the Revolution", já que o álbum não foi lançado nem enviado para a imprensa. A revista admitiu a falcatrua, disse que a crítica foi uma "educada previsão" sobre o disco e pediu desculpas a seus leitores (ainda que não à banda).
Me lembrou um caso histórico aqui no Brasil - e muito pouco comentado, aliás - de uma revista que, ao fazer uma lista com os melhores shows que já passaram pelo país, tascou lá o do Rage Against the Machine, que nunca aconteceu! Com comentário e tudo!
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h39
Bob Dylan vai a São Paulo e Rio em poucos dias. Nesta terça (26/2) à noite, ele se apresentou no Auditório Nacional, na Cidade do México. Algumas impressões:
* É uma vergonha que uma cidade como São Paulo não abrigue algo como o Auditório Nacional. No imponente local, cabem quase 10 mil pessoas, sentadas confortavelmente, num espaço lindo e com acústica impecável. É dez vezes maior do que o Auditório Ibirapuera.
* Dylan fez show de quase duas horas. Nas três primeiras músicas, ele fica na guitarra; a partir daí, apenas no teclado. E não fala uma palavra com o público.
* Sua voz está cada vez mais rouca e mais fraca; em várias faixas, é atropelada por teclado e bateria.
* É notório que ele muda as versões das músicas nos shows. Mas não precisava machucar tanto coisas como "Blowin' In the Wind", que encerrou a apresentação.
* Dylan virou artista que faz cover de si mesmo. As faixas novas se arrastam; é nítida a falta de força dessas músicas recentes quando ouvidas lado a lado com clássicos como "Highway 61 Revisited" e "Like a Rolling Stone". E é nítido como esses clássicos nas versões atuais soam pálidos se comparados às versões originais.
O setlist do show:
Rainy Day Women It Ain't Me Babe Watching the River Flow Masters of War The Levee's Gonna Break Spirit on the Water Things Have Changed When the Deal Goes Down High Water Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again Nettie Moore Highway 61 Revisited Workingman's Blues #2 Summer Days Like a Rolling Stone bis: Thunder on the Mountain Blowin' In the Wind
Escrito por Thiago Ney às 02h07
Como sabemos já há algum tempo, dentre as diversas técnicas de tortura que os militares norte-americanos experimentam mundo afora está o uso de música (com preferência para o metal e suas variações, mas não só) para não deixar os prisioneiros dormirem, "prolongar o choque da captura", desorientar os detentos durante os interrogatórios e, é claro, abafar os gritos.
Agora o Mother Jones, usando informações vazadas na rede, reportagens sobre a tortura e relatos de soldados e presos, criou a "Torture Playlist", com os hits da tortura, e botou no site.
Tem Dope, Eminem, Metallica e até Prince, Bee Gees ("Staying Alive", um caso claro de humor negro) e Bruce Springsteen ("Born in the USA").
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h25

Da série "Quem tem dono tem tudo", essa eu li no blog de música do "Guardian": no último Natal, chegou ao topo da parada (neo-zelandesa, mas vá lá) o primeiro single da história inaudível para os seres humanos normais - ele é específico para cachorros, feito com aqueles apitos que só cães ouvem. Não é o primeiro álbum para os bichanos ouvirem, mas o primeiro que só eles podem ouvir. E chegou ao topo da parada. Quem conhece donos de animais, sabe: esse é um mercado inacreditável, as pessoas são capazes de comprar tudo.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h59
Tem gente que acha chato gostar de coisas muito populares. Eu não.
Pesquisa aponta: Flamengo tem a maior torcida do mundo
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h52
Da série "Quem tem fã-clube tem tudo", o Keane entrou no top 10 na lista de 50 melhores álbuns britânicos de todos os tempos, em pesquisa popular feita pela revista "Q" e pela rede de CDs e DVDs HMV.
Tá lá, em oitavo lugar, "Under the Iron Sea" (que, ainda por cima, nem é o disco mais bem-sucedido da banda), à frente do "The Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd, do "Urban Hymns", do Verve, do "The Bends", do Radiohead, e do "Abbey Road", dos Beatles. Aí aparece de novo o Keane, na 13a posição, com seu primeiro álbum, "Hopes and Fears", o que significa que toda a produção da banda está à frente de qualquer coisa dos Smiths, Sex Pistols, Led Zeppelin, Blur, Arctic Monkeys, Queen etc. e tal.
Escrito por Thiago Ney às 13h35
* Já ouviu "Big Ideas", a nova do LCD Soundsystem, que vai entrar na trilha de "21", filme sobre moleques craques em matemática que tentam ganhar grana com o jogo 21 em cassinos e que tem Kevin Spacey e Laurence Fishburne no elenco? Será que eles nunca erram (o LCD Soundsystem, não o Kevin S. e o Laurence F.)?
* Essa é demais. Dias atrás, o colecionador Paul Mawhinney anunciou que venderia sua coleção de 3 milhões de discos no eBay, ao preço de 1 dólar por disco. Um cara cujo login no eBay é jopsoup comprou a coleção por pouco mais de 3 milhões de dólares. Pois anteontem o tal jopsoup apareceu e disse que não sabe nada da compra; diz que alguém entrou em seu login e deu o lance, sem seu conhecimento. A conta do cara no eBay foi desativada.
* O Gawker listou uma série de escritores que contribuíram com doações às campanhas presidenciais norte-americanas. Jonathan Safran Foer ("Tudo se Ilumina") deu 1.108 dólares ao Obama, enquanto Dave Eggers foi um pouquinho mais camarada: 2.300. Jonathan Franzen também contribuiu com o mesmo candidato, mas apenas com 500 dólares. Já Anne Rice doou 4.600 a Hillary. John Grisham não quis errar: deu 4.600 pra Hillary e 1.000 pro Obama.
* Já comentei aqui o remix que o curitibano Cristobal fez para "The Bomb", do New Young Pony Club. Pois repito: é melhor do que a original e o cara tem a manha.
Escrito por Thiago Ney às 12h30
Agora, é claro, se seu negócio é menos bandas novas e desconhecidas e mais Alanis Morissette e Carlinhos Brown, sua praia é o inacreditável Rock in Rio Madrid , pro qual eles acabaram de ser anunciados. E você ainda leva The Police, Lenny Kravtiz, Shakira, Alejandro Sanz, Tokio Hotel, Jamiroquai, James Morrison, Ivete Sangalo, Franz Ferdinand, Chris Cornell e Amy Winehouse, dentre outros menos votados.
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h37
O South by Southwest, um dos maiores festivais de música indie (e nova) do mundo, botou online, como de praxe, canções de vários dos participantes, para download. Mas um camarada fez ainda melhor e juntou todas as músicas baixáveis em um único arquivo de torrent - e você ainda pode baixar as das bandas de 2007 e 2006 também.
Uma olhada nas bandas brasileiras do evento dá uma boa noção do ecletismo do evento (se você não conhece a maioria dos brasileiros, imagina os gringos...):
Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h16
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PERFIL
Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000. Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.
Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005. Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen
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