Ilustrada no Pop

 

 

Groove Armada não mais na madruga

Há pouco, foram colocados aqui os horários da noite do Groove Armada no Credicard Hall, hoje. Agora há pouco fui informado que os horários foram adiantados, para o Groove Armada tocar mais cedo. Assim, a banda deve entrar por volta da meia-noite. Mario Fischetti e The Twelves tocam antes, por uma hora cada um.

Escrito por Thiago Ney às 18h55

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CSS, Coldplay e mais um pouco

Semaninha animada, essa. Ronaldo é pego com travestis (e um dos travestis quebra a Rede TV!), ator do "CSI" é detido com uma "farmácia" depois de assistir ao Coachella, Jimi Hendrix em vídeo erótico, senador da Califórnia quer proibir venda do "Grand Theft Auto 4"...

Enquanto isso, Coldplay e CSS colocam música nova, de graça, na rede; Richie Hawtin aparece com podcast...

Gosto bastante de algumas músicas do Coldplay ("Spies", "Everything's Not Lost", "The Scientist"), mas depois que o Chris Martin casou com a Gwyneth Paltrow, a banda ficou um saco (não que seja culpa da Gwyneth, claro...). Esperava mais dessa nova, "Violet Hill", porque quem produz é Brian Eno. (Na verdade, depois que foi divulgado que o disco chama "Viva La Vida", qualquer esperança otimista vai pro ralo...) Essa banda estourou porque sabia fazer uma coisa aparentemente simples, mas que não se vê com freqüência por aí: baladas com melodias redondas e letras eficientes. Em "Violet Hill", eles colocam uma guitarrinha acentuada que até dá uma força à faixa, mas a música ameaça, ameaça, mas fica parada no lugar.

"Rat Is Dead (Rage)" traz um CSS mais rock do que electro-pop. Será que "Donkey", o segundo disco, vai nessa direção? A música é boa, mas não possui o apelo imediatista dos singles anteriores da banda. À terceira audição, ela fica melhor.

Vou agora ao Resident Advisor, ouvir o podcast do minimalista Richie Hawtin. Ele construiu 60 minutos de set, usando equipamentos que, segundo ele, fazem ruir a separação entre DJ set e live PA.

E, no ótimo Let's Glow, dá para achar o bom remix do Bo$$ in Drama para "Strange Enough", faixa do projeto NASA (do Zé Gonsalez), que tem participação da Karen O.

Escrito por Thiago Ney às 18h12

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Groove Armada na madruga

Hoje tem Groove Armada no Credicard Hall. O horário diz "a partir das 21h30", mas a banda entra no palco por volta das 2h da manhã. É uma espécie de minirave urbana. Veja os horários:

21h30: Mario Fischetti
0h: The Twelves
2h: Groove Armada
4h: 2Headz
5h30: Buga
7h30: Anderson Noise

Escrito por Thiago Ney às 15h57

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Glasto 08

Perdeu o Coachella? Esquenta não, Glastonbury vai ser melhor.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h39

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Yo Gabba Gabba!

The Shins Perform New Song On Yo Gabba Gabba!

Lembra quando fazer música para crianças era negócio sério, ali na década de 80, com "A Arca de Noé" e congêneres? Pois bem, eis os Shins entrando nessa brincadeira, com a inédita "It's Okay, Try Again".

http://www.videogum.com/archives/music-related-content/the-shins-perform-on-nick-jrs_009395.html

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h24

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Boas da semana

Boas da semana

Feriado na quinta (1º de maio), semana movimentada em São Paulo.

Crew - New rave, electro-rock, pista animada e line-up enooooooorme de DJs. Glória (r. 13 de Maio, 830, Bela Vista, São Paulo; tel. 0/xx/11/3287-3700); quarta, a partir das 23h; de R$ 15 (com flyer) a R$ 35

Funhell - New rave, electro-rock, pista animada e line-up sucinto de Djs. Funhouse (r. Bela Cintra, 567, Consolação; tel. 0/xx/11/3259-3793); quarta, a partir das 23h; R$ 10

Marky & Friends - Além do rei do d'n'b do Brasil, tem o britânico Linx. Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500); quarta, a partir das 23h; de R$ 15 a R$ 30 (mulher entra de graça até 1h)

Old Rave - Smile! Smile! Clássicos da acid house com Camilo Rocha, Renato Lopes e outros. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); quarta, a partir das 23h30; de R$ 20 (lista) a R$ 25

Gang Bang! - O flyer diz: "onde ninguém é de ninguém". No som, Farinha, Dani Arrais, Ronaldo Evangelista, entre outros. Astronete (r. Matias Aires, 183, Consolação, São Paulo; tel. 0/xx/11/3151-4568); quarta, a partir das 23h30; R$ 5

Mad Professor - O cara é lenda do dub; já trabalhou com Lee Perry e Massive Attack. Inferno (r. Augusta, 501, Consolação, São Paulo; tel. 0/xx/11/3120-4140); quinta, a partir das 21h; de R$ 30 (antecipado) a R$ 40

Peligro - Nesta edição, recebe "só" a Deize Tigrona. Milo Garage (r. Minas Gerais, 203, Higienópolis, São Paulo; tel. 0/xx/11/3257-2033); quinta, a partir das 23h; R$ 10

Charme Chulo - Rock com música caipira; e funciona... Funhouse (r. Bela Cintra, 567, Consolação; tel. 0/xx/11/3259-3793); sexta, a partir das 23h; de R$ 10 a R$ 15

Discology vs. Quebrada - Tem o inglês Jonty Skruff na pista de baixo. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); sábado, a partir das 24; de R$ 25 (lista) a R$ 30

Escrito por Thiago Ney às 20h18

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Coachella - Terceiro dia

O domingo foi o dia em que o Coachella trouxe menos atrações palpitantes, mas que teve um dos melhores shows do evento.

Na tenda dance, no meio da tarde, Dimitri from Paris fecha seu set com bem-vindas velharias disco-soul-funk. Não tão feliz foi a galesa Duffy. Como ela própria disse, foi seu primeiro festival. Ela parecia travada, sem nenhuma presença de palco. Tem boas canções, como "Mercy" e "Syrup and Honey", mas que ficaram perdidas com tão pouca personalidade.

Deadmau5 iniciou o set mascarado. De cara limpa, fez dos sets mais animados da tenda dance.

Se os integrantes do Does It Offend You Yeah! fossem tão competentes na hora de escolher o nome da banda como foram na apresentação do Coachella, eles nos livrariam do constrangimento em escrever esse nome.

Bem new wave, colorido e rápido, o show do grupo fez o povo pular; e eles vão embora com o título de banda mais simpática do Coachella.

No palco principal, os integrantes do Gogol Bordello (banda que vem pro Tim Festival) correm de um lado ao outro, em meio a um punk-cigano-étnico feito com a ajuda de violino e acordeon. Divertido... por uma ou duas músicas.

  

A-Trak, DJ do Kanye West, dividiu palco com a revelação de Chicago Kid Sister. Ela é da turma dos Cools Kids: faz rimas espertas, às vezes bem rápidas, em cima de bases retrô de electro, house e rap.

Enquando Roger Waters repete na Califórnia o show que passou pelo Brasil em março de 2007 (clássicos do Pink Floyd + o disco "Dark Side of the Moon"), Simian Mobile Disco e Chromeo reinam na tenda dance. O primeiro faz um live poderoso, cheio de graves e de batidas encorpadas. "Hustler" aparece com uma saudável atualização. Já o Chromeo, que vem pro Motomix, em junho, pilotou um bailão.

Eles falam e fazem bastante graça entre uma música e outra, o que tira o ritmo da show, mas fazem electro-soul assumidamente canastrão, que chega sedutor, envolvente.

O último show de domingo é do Justice. É uma apresentação inacreditável. Violenta, pesada, intensa. Se em disco chegam a soar meio farofas, ao vivo suas músicas são revigoradas. "D.A.N.C.E." e o remix de "Never Be Alone", por exemplo, são recortadas, e a dupla joga seus pedaços de um lado para o outro (e o público vai junto). A tenda está superlotada, é difícil até encontrar um pouquinho de ar. O palco em preto, a cruz luminosa piscando na nossa cara e a música latejando na cabeça transformam a tenda numa espécie de templo em que rezamos no altar da "disco-heavy metal", como alguém já definiu o som deles. O show mais vigoroso do festival. 

Escrito por Thiago Ney às 08h57

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Ainda o segundo dia do Coachella

Um pouquinho da música do festival, "Kids", do MGMT.

 

Ainda MGMT. "I'm feeling rough, I'm feeling raw, I'm in the prime of my life...". "Time to Pretend"

 

A linda "The Rip", do Portishead.

E uma antiga do Portishead, "Glory Box".

Escrito por Thiago Ney às 17h32

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Coachella - Segundo dia

Não importa se o Mark Ronson chamou Kaiser Chiefs e Klaxons pro show dele, se a M.I.A. deu piti, se o Prince cantou clássicos, se o MGMT é dono da provável "música do festival". Porque o segundo dia do Coachella foi do Portishead, que chegou até a fazer o público... dançar.

O sábado foi mais concorrido do que a sexta (e deve ser mais do que o domingo). É (ou melhor, foi) o dia com o maior número de atrações legais concentradas em horário curto. O meu sábado de Coachella teve (a partir da chegada, às 13h) Teenagers, Kavinsky, Man Man, MGMT, Bonde do Rolê, Boys Noize, Erol Alkan, Hot Chip, Kraftwerk, M.I.A., Mark Ronson, Portishead, Calvin Harris e Prince. Meu sábado de Coachella não teve Uffie, Carbon/Silicon, 120 Days, VHS or Beta, Cold War Kids, Devotchka, Stephen Malkmus, Death Cab For Cutie, Rilo Kiley, Yo! Majesty, Enter Shikari, Islands, Animal Collective.

"I fucked my american cunt/ I loved my english romance". Todo mundo na tenda Mojave (que já estava com bom público às 13h30) esperava "Homecoming", o hit sacana dos Teenagers, mas a banda francesa, claro, só foi soltar o seu maior sucesso no final do show. O nome do grupo é a música do grupo: pop adolescente, de letras divertidas, depreocupadas, além de teclado e guitarra. O vocalista é blasé, faz pose, e anima o público aos poucos. O show passa rápido, e eles chamam ao palco vários adolescentes que estavam na platéia, para cantar o refrão de "Homecoming" (uma menina, pequenininha, parece ter idade de quem não deveria ficar ouvindo "Homecoming"). A tarde inicia bem.

Na tenda ao lado, após Uffie + Mehdi, entra o francês Kavinsky, da turma da Ed Banger. Mas, diferentemente dos outros DJs do selo, ele passa longe do maximalismo de batidas pesadas, vocais, rock. Seu set é quebrado, com mais barulhos e efeitos do que vocais. Como o do inglês Erol Alkan, que tocou depois. O set de Erol foi... esquisito. Não teve remix de bandas roqueiras, não teve electro; teve distorção, que quebrava a linearidade das faixas.

Apenas no final do set Erol passou a tocar músicas reconhecíveis, talvez preparando o público para o Hot Chip, que entraria a seguir. Mas o Hot Chip fica para daqui a pouco, porque antes teve Man Man (uma decepção; banda que se pretende anárquica com uma música galopante e vocais onomatopéicos; eles parecem tão preocupados em pular e fazer careta que esquecem de... escrever canções) e, principalmente, MGMT.

Eles são uma dupla (jovens guitarrista e tecladista), mas ao vivo ganham baterista, baixista e outro guitarrista. O show do MGMT pode ser dividido em duas partes. A primeira é claramente influenciada por Flaming Lips (eles chamaram para produzir o disco de estréia o produtor dos Lips, Dave Fridmann): lenta, contemplativa, até meio riponga; a segunda é o final da apresentação, com as três canções mais pop da banda: "Electric Feel", "Time to Pretend" e "Kids". As duas primeiras são jóias melódicas; "Kids" é um hino adolescente; a música do Coachella; talvez a música do ano. Eles terminam a faixa fora do palco, no meio do público.

"Kids" acaba, o Bonde do Rolê já está no palco da tenda Gobi. "Analisar" uma banda como o Bonde do Rolê é não apenas bobagem, mas inútil. Não é banda para ser ouvida em casa, com cuidado; é uma "party band", para tocar ao vivo, divertir o público sem maiores pretensões. E, mesmo fazendo apenas o segundo show com a nova formação, com duas vocalistas, eles divertem o público do Coachella, com "Solta o Frango", "Office Boy" e outras peças poéticas.

Se "Made in the Dark"', terceiro disco do Hot Chip, tem baladas demais, o show da banda é com a velocidade lá em cima. Com todos os integrantes vestidos de branco, o grupo faz show montado no groove de suas faixas, muitas vezes emendadas umas nas outras. Encerram com uma versão animada de "Ready For the Floor".

No palco principal, já com a noite aportando, os alemães Kraftwwerk amealham um público considerável. Ninguém parece se preocupar que provavelmente serão as mesmas músicas que eles tocaram há pouco tempo no Coachella; talvez porque poucos consigam construir uma interação tão perfeita entre música e vídeo como o Kraftwerk.

M.I.A. superlota de uma maneira absurda a tenda Sahara. Havia muita, mas muita gente do lado de fora. Assim, a expectativa era a melhor possível, mas a apresentação foi... errática. M.I.A. entrou mais de dez minutos atrasada (o tempo total do show era 1 hora); entre as três primeiras músicas, falou bastante; em certo momento, ficou irritada porque a tenda estava com muita luz. Ela pede para que o técnico apague. Continua igual. Ela fica p**a e começa a gritar no microfone, dizendo que se não apagarem a luz, ela não segue com o show. Depois de uns cinco minutos, a luz é apagada. E o show continua. Mas aí já era. Quando cantou, M.I.A. chacoalhou o Coachella; pena que ela não tenha cantado tanto.

Antes do Portishead, no palco principal, dá tempo de ver o que Mark Ronson faz no palco secundário. E ele trouxe ao Coachella vários convidados ilustras, como Ricky Wilson (Kaiser Chiefs), Jamie Reynolds (Klaxons), Tim Burgess (Charlatans), Sam Sparro e outros.

No palco principal, restam Portishead (antes) e Prince.

Uma diva, Prince entra no palco meia hora atrasado. E, nos primeiros 15 minutos, contenta-se em servir de apoio para que seus vocalistas exibam uma soul music vigorosa, mas supérflua naquele momento. Mas aí ele toma as rédeas, e solta "1999". Que música boa... Depois vieram outras como "Little Red Corvette". E ele ainda arranjou tempo para um cover de "Creep", aquela, do Radiohead.

Talvez Prince tenha atrasado para não sofrer com o efeito pós-Portishead. Tanto tempo separada, ao vivo a banda está extremamente concisa e afiada. Tanto Beth Gibbons com os outros músicos vestem preto, e os telões acompanham essa ambientação monocromáticam exibindo imagens da banda em preto-e-branco.

Eles abrem com "Silence" (aquela que começa com alguns versos em português), do novo disco. A apresentação alterna momentos melancólicos, de arrepiar, com climas tensos, cortantes. De "Third", aparecem, por exemplo, "Machine Gun", com guitarra alta. De antigas, há versões modernas de "Glory Box" e "Sour Times". Encerram com uma nova, "We Carry On", com o baixo lá em cima, pulsando e fazendo parte do público ensaiar alguns passos. Show primoroso.

De novo: mais tarde, mais sobre o Coachella.

Escrito por Thiago Ney às 07h46

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Work in Progress

Lembra da história dos ensaios ao vivo que o REM fez em Dublin no ano passado, testando e moldando as músicas do que viria a ser seu novo disco, o "Accelerate"? Eis que hoje me deparo com o seguinte anúncio no jornal:

"CAETANO VELOSO E BANDA CÊ

Obra em progresso - estréia maio

Toda quarta-feira, no Vivo Rio, você poderá assistir e participar da criação do novo trabalho do artista Caetano Veloso.

Junto com sua Banda Cê, o cantor interpreta seus grandes sucessos, músicas inéditas e revisita o seu último CD Cê"

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 23h53

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Ainda o primeiro dia do Coachella

Um dos melhores shows do primeiro dia do Coachella foi do quinteto americano Black Kids. No vídeo abaixo, trecho da deliciosa "I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend..."

 

Abaixo, a electro-funk-pop-ragga Santogold.

 

O ótimo National, já no final da tarde/começo da noite.

 

E um pouco do mundo do Goldfrapp.

Escrito por Thiago Ney às 14h38

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Coachella - Primeiro dia

Les Savy Fav, Black Kids, Dan Deacon, Architecture in Helsinki, Jens Lekman, Cut Copy, The National, Goldfrapp, Santogold, Aphex Twin, The Verve, Sharon Jones, Fatboy Slim. Isso foi o que eu vi, alguns um pouco mais, outros um pouco menos, no primeiro dia do Coachella, ocorrido sexta-feira, em Indio (Califórnia). Muitas escolhas, pouco tempo, então ficaram pra próxima Raconteurs, Jack Johnson, Black Lips, Breeders, Vampire Weekend, Datarock, Rogue Wave, Tegan and Sara, Pendulum, Múm, Sebastian e outros.

A primeira coisa que consegui ver foi o grupo nova-iorquino Les Savy Fav, no segundo palco, às 15h (era para ter chegado às 13h30, mas o inexplicável trânsito e a chata fila na entrada não deixaram). Não importa. Porque mesmo com o sol castigando o deserto californiano, o Les Savy Fav toca como se estivesse num lugar coberto, com temperatura amena. O vocalista, o figuraça Tim Harrington, entrou com um casaco marrom e, dois minutos depois do início do show, já estava no meio do público. Voltou ao palco sem camisa, vestindo apenas um calção vermelho justíssimo. O Les Savy Fav faz rock barulhento, mas um barulho bem ordenado, catalisado pela energia de Harrington (na foto abaixo, quando descia do palco).

Não dá para ficar até o final do show, porque o Black Kids entra em uma das tendas (são três, além do palco principal e do segundo palco). Ao vivo, "Hurricane Jane" soa urgente, perfeita; e o hit "I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend..." aparece num saboroso embrulho pop, embalado pela voz de Reggie "Robert Smith" Youngblood.

Passa um pouco das 16h, e o produtor Dan Deacon promove uma festa caótica na tenda Gobi; ele posiciona a mesa junto do público, torna-se parte da platéia. É animado, mas talvez falte um sentido à barulheira de suas batidas. Sentido é o que mais encontramos no sueco Jens Lekman. Com voz portentosa, canta músicas agridoces cercado por uma banda de meninas (incluindo violoncelo e violino). No segundo palco, os músicos do Architecture in Helsinki trocam de instrumentos e a música da banda muda de alcance. Bonito e inesperado.

Ficou com os australianos Cut Copy o posto de primeiro artista a lotar uma tenda. O show é centrado no segundo disco deles, "In Ghost Colours", lançado há pouco. Tem alguma guitarra, mas é (bem) mais dance do que rock. E muito, mas muito anos 1980, com sintetizadores que lembram bastante Human League. Show conciso, dançante.

O sol estava finalmente se pondo quando o National subiu ao segundo palco. Essa é uma banda que parece habitar outro universo: parte da culpa é da voz grave, de barítono, de Matt Berninger; outra parte é da qualidade da banda, que alterna momentos sutis com linhas tensas de guitarra. Antes do National dar adeus, é hora de Goldfrapp.

No último disco da banda, "Seventh Tree", eles abraçam o folk; assim, muito do show ganha esse tratamento. Músicas antigas são interpretadas com arranjos diferentes; o etéreo, principalmente pela doce voz de Alison  Goldfrapp, ainda está ali, mas sai um pouco da pista de dança e vai para o sofá da sala. Não deixa de ser interessante.

O que não falta na apresentação da norte-americana Santogold é gente dançando: tanto na pista quanto no palco, com as duas estilosas dançarinas que escoram a cantora. Santogold é comparada a M.I.A., mas enquanto a amiga viaja o mundo atrás de novos sons, Santogold busca seu groove no electrofunk, no pop, no rap, no dub e no dancehall. Em cima das bases soltadas por um DJ, sua voz vai encaixando os diversos ritmos. Santogold fez a festa no Coachella. 

Sentado numa cadeira, Richard D. James, o Aphex Twin, faz um set dos mais estranhos e originais. São muitos barulhos, o ritmo é quebrado; há, em princípio, uma aparência de confusão. Mas ele manipula os aparelhos com técnica precisa, como se estivesse lapidando cada efeito, cada batida. Não é de fácil digestão, mas o prazer é garantido.

No palco principal, é a vez do Verve. Aqui, a digestão é das mais tranquilas. Porque é um show de retorno da banda, e shows de retorno existem para relembrar tempos que não voltam mais.

Richard Ashcroft dá ao público o que ele quer: canções de "Urban Hymns", um dos pontos altos do britpop, lançado em 1997. Vieram "Rolling People", "Weeping Willow" e, para encerrar, "Drugs Don't Work", "Lucky Man" e "Bittersweet Symphony". Com um repertório desses, bastava não estragar, fazer o básico. E eles fizeram.

Ainda dá tempo de pegar metade do show da Sharon Jones (aquela que toca com os Dap-Kings, banda que depois foi requisitada por Amy Winehouse). Sharon Jones tem mais de 50 anos, mas tem energia de uma menina. Amigos do Rraurl me contam que ela puxou para o palco um menino da platéia e cantou uma música bem sexy para o cara. Ela dança de forma elétrica, não pára nem para tomar fôlego. Não é tão pop quanto Amy Winehouse, é soul music pura.

Jack Johnson, no palco principal, faz muita gente ir embora. E Fatboy Slim superlota uma das tendas, com músicas que se não são novidade, são eficientes para animar o público já no final do dia. É quase meia-noite. Hora de ir. Mas ainda falta algo. Falta passar pelo estacionamento. Há apenas uma saída para os carros. Demora-se uma hora e meia para chegar à rua. Neste momento, desorganizado, o Coachella até parece festival brasileiro.

Mais tarde, mais do Coachella.  

Escrito por Thiago Ney às 07h31

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Festivais

O Thiago, como vocês viram abaixo, está no Coachella e de lá mandará notícias. Mas, para o povo que não se despencou para a Califórnia, São Paulo também vai ficar animada com a Virada Cultural neste fim de semana, mais de 24h direto de atrações (música, teatro, cinema, dança etc.) a partir das 18h de sábado.

Pelo menos na teoria, acho a Virada uma das melhores idéias de celebração urbana que existem (a idéia original é a Nuit Blanche européia, sabemos disso). Como não estava por aqui, não vi nenhuma das duas anteriores (e também vou perder essa, novamente por conta de viagem), então não sei se, na prática, a coisa funciona tão bem quanto na teoria (sim, sim, é claro que eu acompanhei o rolo com os Racionais no ano passado). Não sei, por exemplo, se as filas para conseguir ingresso para os shows do Teatro Municipal não ficam proibitivas, se a limpeza não fica prejudicada, enfim, essas coisas que só na prática se observa.

Mas a idéia de botar vários artistas bacanas de graça, atraindo a população mais diversa possível para retomar o centro da cidade, isso é muito legal. Fora os espetáculos em si: este ano tem várias coisas que eu queria ver, do Luiz Melodia tocando o sensacional "Pérola Negra" na íntegra (no Municipal, às 18h de sábado) ao Ultraje a Rigor fazendo o mesmo com o também sensacional "Nós Vamos Invadir Sua Praia" (no palco Rock República, às 18h do domingo), um dos melhores discos dos anos 80, incluindo ainda a Orquestra Imperial, sempre boa de baile, e talvez o Paul Di'Anno levando o "Killers" na íntegra. Também perderia um tempo na praça Roosevelt, vendo pelo menos uma das várias peças dos Paralapatões e dos Satyros. Enfim, se você vai estar em São Paulo, torça pra não chover e vá pra rua aproveitar esta raridade! E escreva pra cá depois, dizendo como foi.

Enquanto isso, em Recife, segue firme o Abril pro Rock, com shows dos alemães Helloween e Gamma Ray no domingo - bom, convenhamos que, fãs de metal à parte, não é o melhor que já passou pelos palcos pernambucanos...

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h18

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Boas da semana

Boas da semana

Na correria:

Nesta sexta, no Vegas, tem DJ set do Darshan Jesrani, uma das metades da boa dupla americana Metro Area. House, neo-disco.

A sexta está concorrida. O D-Edge recebe Stephan Fasano, da dupla belga Aeroplane. Recomendadíssima space-disco. No sábado, a atração no clube é o alemão Smash TV.

Se eu estivesse em São Paulo no sábado, provavelmente iria no Glória, que tem noite com os italianos Bloody Beetroots. Maximalismo tipo Digitalism, Boyz Noise. Além deles, Zegon, Max Blum e MixHell.

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No post logo abaixo os produtores de "Lost" dizem que esta quarta temporada da série será com o ritmo "lá em cima". Depois de assistir ao nono episódio, vi que não era cascata deles.

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Mais tarde, Black Kids, Les Savy Fav e Aphex Twin no Coachella.

Escrito por Thiago Ney às 14h53

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Coachella e um pouco mais

Faz um calor danado aqui em Palm Springs, no deserto californiano, e amanhã começa o Coachella. Mas a expectativa pro festival está guardada para esta sexta; porque nesta quinta tem o retorno de "Lost", o nono episódio da quarta temporada, que poderá ser visto hoje na rede ABC e, um pouco depois, no seu computador. O "New York Times" deu hoje entrevista com dois produtores da série (Damon Lindelof e Carlton Cuse), que disseram basicamente o seguinte:

- Foi um alívio para eles ter definido uma data para o final de "Lost" (maio de 2010). Porque agora eles sabem se têm de ir "mais devagar ou mais rápido" com o ritmo da série;

- A narrativa de "Lost" sempre se movimentou como numa montanha-russa: alguns momentos lá em cima, com a adrenalina alta, e outros lá embaixo, quando pouca coisa acontece. Esta quarta temporada deve ser inteira "lá em cima".

Diz Lindelof: "'Lost' é um show que vive no zeitgeist. As pessoas ou adoram ou dizem 'Por que estou ainda estou assistindo isso?'. E se nosso trabalho for bem feito, isso vai continuar até o final".

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Ele não está no Coachella (neste ano; diz que vai no ano que vem), mas esteve em São Paulo na semana passada, onde fez um DJ set surpreendente, colocando lado a lado faixas antigas de disco music, faixas novas de disco music, acid, house clássica. Andrew Butler, o cérebro do Hercules and Love Affair, lotou o Vegas, mas, além do aperto na pista, o que ficará na memória é o seu inspirado set.

"Blind", primeiro single do irrepreensível disco do Hercules, emociona. Outro grande momento do álbum é "You Belong". Pois ouça aqui "You Belong", em remix feito pelo produtor Riton.

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O CSS também não está no Coachella 2008, mas logo depois do festival, na segunda-feira (28 de abril), a banda coloca na internet, gratuitamente, seu novo single, "Rat Is Dead (Rage)". O Pitchfork informa também que o segundo disco do CSS, "Donkey", sai pela Sub Pop em 22 de julho. Aqui talvez saia pela Trama.

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Um pouquinho de Coachella. O festival, criado em 1999, gerou longas discussões entre fãs por causa do line-up que traz Jack Johnson e Roger Waters. Para muita gente, são artistas que não cabem no espírito do Coachella, que sempre escalou gente que faz coisas novas ou gente que faz coisas... menos quadradas (Daft Punk, Radiohead, Rage Against the Machine...). O fato é que, chegando ao aeroporto de Palm Springs, vou comprar jornais e a simpática vendedora lamenta não poder ir ao evento, "perder o Roger Waters". Antes de pegar o táxi, vejo um garoto com uma camiseta do Pink Floyd. Não estou nem aí para o Roger Waters, mas ele ainda é figura importante para certo público e, além disso, dá para encontrar algo do Pink Floyd em várias das novas bandas que estarão no Coachella a partir de sexta, como Black Mountain, My Morning Jacket, Islands... Não é por ele estar ali que o festival perde algum "espírito". Uma amostra de quem estará no festival:

Sexta
Raconteurs; Les Savy Fav; Black Kids; Sebastian; Architecture in Helsinki; Cut Copy; The National; Vampire Weekend; Breeders; Serj Tankian; Goldfrapp; Santogold; Aphex Twin; Verve; Sharon Jones; Pendulum.

Sábado
Prince; Teenagers; VHS or Beta; Uffie e DJ Mehdi; Kavinsky; Cold War Kids; Bonde do Rolê; MGMT; Kate Nash; Erol Alkan; Hot Chip; Death Cab for Cutie; Islands; MIA; Mark Ronson; Animal Collective; Portishead; Kraftwerk; Calvin Harris.

Domingo
My Morning Jacket; The Cool Kids; Love and Rockets; Metric; Chromeo; Simian Mobile Disco; Modeselektor; Booka Shade; Dimitri from Paris; Black Mountain; Deadmau5; Spiritualized; Duffy; I'm from Barcelona; Sons & Daughters; Kid Sister & A-Trak; Justice.

Bem, será mais ou menos por aí o Coachella que aparecerá por aqui nos próximos dias.

Escrito por Thiago Ney às 20h16

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CSS e o futebol inglês

Essa é demais. O "Sun", venenoso tablóide britânico, diz que o CSS foi contratado pelo russo Roman Abramovich, o polêmico dono do Chelsea, para tocar na festa de aniversário de 16 anos de sua filha, Anna. A Anna é new rave: sua festa, no mês que vem, vai ser num clube do centro de Londres e além do CSS terá show do Klaxons.

Escrito por Thiago Ney às 13h27

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Aqui e ali

Lily Allen retornou loira, no MySpace. Mudou também a aparência de suas músicas: do ska-reggae-pop dos anos 1960 para o synth-pop dos 1980. Tem duas faixas novas no site. São demos, mas... enquanto "LDN", "Everything's Just Wonderful" e outras antigas tinham um charme retrô, as novas são feitas em cima de uns sintetizadores capengas, anódinos, sem personalidade (e personalidade era o que fazia de Lily Allen diferente). Tomara que ela melhore essas demos...

Já o Mystery Jets (que lançou o ótimo "Twenty One", disco produzido pelo Erol Alkan), além do pop perfeito de "Young Love" tem a faixa "Hideaway" remixada pelo ótimo Switch. O produtor desconstrói a música, trocando a psicodelia original por batidas quebradas e encorpadas. Switch embarca numa viagem, mas o ponto de partida não é esquecido. Dá para achar no Hype Machine.

Fique de olho no Database, dos mais criativos DJs/produtores nacionais da nova geração. A dupla tem no MySpace remixes certeiros para Thieves Like Us e Lightspeed Champion. E melhoraram muito "URA Fever", faixa recente do Kills.

E tem o americano James Pants, que conheci pela "XLR8R". O cara mistura clima 70's com new wave e electro. Ouça as ótimas "We're Through" e "Crystal Lite" no MySpace.

Escrito por Thiago Ney às 19h17

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Boas da semana

Boas da semana

Tiê + Vanguart - Primeiro, a cantora de voz cool, sexy, jovem; depois, a banda de guitarras cool, ..., jovem. Studio SP (r. Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena; tel. 0/xx/11/3817-5425); sexta (dia 18/4), às 22h30; R$ 15.

Debut vs. Rebel - Na pista de cima, a festa que rola às quintas na Torre; embaixo, dance music nova com Gil Barbara e Fabilipo. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); sexta, a partir das 24h; de R$ 15 a R$ 25.

Hercules and Love Affair - Não é show; é DJ set do Andrew Butler, o dono do grupo. Disco music épica, renovada, saborosa. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); sábado, a partir das 24h; R$ 40.

Anja Schneider - Tem gente que a chama de "nova Ellen Allien"; minimal com groove. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022); sábado, a partir das 24h; R$ 60

Funhouse Invade o Clash - O clubão da Barra Funda abre espaço para o clubinho da Bela Cintra. Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500); domingo, a partir das 24h; R$ 15 (mulher entra de graça até 1h)

Escrito por Thiago Ney às 14h19

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Novos

"Everyone likes to dance to a happy song / with a catchy chorus and beat so they can sing along / Timbaland knows the way to reach the top of the charts / Maybe if I work with him I can perfect the art"

É o primeiro single ("Porks and Beans") do novo disco do Weezer.

E isto abaixo, segundo consta, é algo que pode ser o novo Franz Ferdinand.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h28

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O dia da loja de música

No próximo sábado, 19 de abril, acontece nos EUA o Record Store Day, evento em que dezenas de bandas, de Metallica a Black Rebel Motorcycle Club, farão pocket-shows em várias lojas independentes de música do país.

No site, tem de Paul McCartney a Nick Hornby falando sobre suas experiências em lojas de discos.

Escrito por Thiago Ney às 18h09

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Num elevador. Preso.

A "New Yorker" tem um artigo ótimo com histórias sobre elevadores. Mas o mais impressionante é o caso ocorrido com Nicholas White. Ele trabalha num escritório da Business Week no McGraw-Hill, um edifício em Nova York. Em outubro de 1999, ele desceu para fumar um cigarro. Quando voltou, o elevador em que estava, sozinho, parou. E ficou parado. Por 41 horas. Aqui tem o vídeo captado pelas câmeras do edifício.

Escrito por Thiago Ney às 17h50

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Chefão da Ed Banger em SP!!

Busy P., codinome de Pedro Winter, empresário do Daft Punk e chefão do selo Ed Banger (Justice, SebastiAn, Mehdi, Uffie e outros), faz DJ set nesta quarta (dia 16 de abril), na festa Be True.Street Expressions, patrocinada pela Nokia. Além de Busy P., tocam MixHell, Dubstrong e Zegon. A festa acontece na av. Marquês de São Vicente, 1.767, Barra Funda. Ingressos custam de R$ 50 (mulher) a R$ 150 (homem), com bebida de graça. Mais infos: www.nokiatrends.com.br.
É a única apresentação de Busy P. no Brasil.
Uma correção: o norte-americano Z-Trip, que estava escalado para a festa, não vem mais.

Escrito por Thiago Ney às 15h06

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Hercules e a disco music

A edição impressa da Ilustrada desta segunda (14 de abril) traz reportagem sobre o Hercules and Love Affair, projeto comandado pelo norte-americano Andrew Butler que tem como convidados, entre outros, o vocalista Antony, do Antony and the Johnsons. O Hercules and Love Affair lançou há pouco o primeiro disco, em que faz uma criativa e ousada releitura da disco music. Uma amostra disso poderá ser ouvida no DJ set que Butler faz no clube 69, no Rio, na sexta (dia 18/4), e no Vegas, em São Paulo, no sábado (19/4). Uma das faixas mais representativas da música do grupo é "Blind", que tem o vocal de Anthony.
Ouça aqui a música.

Por falta de espaço, parte da entrevista de Andrew Butler não saiu na edição impressa. Segue abaixo.

Processo de gravação
"Queria alcançar alguns objetivos com este disco, e um deles era ter vocais. Por isso chamei muitos vocalistas para participar. Outro objetivo era trabalhar com técnicas antigas. Assim, em vez de usar uma reprodução digital de sopros, por exemplo, gravei com um músico, ao vivo".

Dance music
"Não tenho muita paciência para a dance music atual. Me parece meio perdida com toda a tecnologia que está à disposição. Gostaria que se usasse mais melodia, que as pessoas prestassem mais atenção à harmonia das canções. Se a música tem melodia e harmonia, não interessa de onde ela vem, ou como foi gravada".

Colaborações
"No colégio, comecei a chamar outras pessoas para me ajudar a fazer música. Me acostumei com esse formato. Acho que sou bem efetivo em colaborações, sei como lidar com outras pessoas, não vejo dificuldade nesse processo. E tive sorte, porque as pessoas que estão envolvidas no disco são minhas amigas, e assim fica muito mais fácil. Quer dizer, em certas situações, fica mais fácil; em outras, é melhor trabalhar com estranhos...".

"Eu passo algumas instruções a eles [aos vocalistas], sobre a música, a letra, mas eles sempre colocam algo deles nas faixas. É saudável quando eles fazem da música algo pessoal. Às vezes não gostam de alguma coisa, e eu digo 'OK, vamos mudar'. Deve haver uma flexibilidade, e não muito controle. É como estar numa dança: você tem de acompanhar os passos do seu par".

Ao vivo
"Antony está gravando o disco dele, então não deve participar da turnê agora. As outras garotas vão fazer os vocais das músicas. Há baixo, bateria, teclados, sopros... São oito pessoas no palco".

Escrito por Thiago Ney às 02h29

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Festa de soul music

O segundo disco deles não é lá essas coisas, mas o Gnarls Barkley promoveu uma animada festa soul na última quinta (dia 10 de abril), no Highline Ballroom, em Nova York. Quem abriu o show foi a "nova M.I.A.", Santogold. Abaixo, "Smiley Faces", do Gnarls Barkley:

Escrito por Thiago Ney às 19h21

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Boas da semana

Boas da semana

Datsuns - Quarta teve Bad Brains, New York Dolls na quinta, hoje tem os neozelandeses do Datsuns. São Paulo está parecendo Nova York em 1978... Inferno (r. Augusta, 501, Consolação, São Paulo; tel. 0/xx/11/3120-4140); sexta-feira (11/4), a partir das 23h; R$ 35 a R$ 50

Despedida do Lov.e - A primeira noite, na semana passada, periga ser a festa do ano; esta tem Marky e um monte de DJs de drum'n'bass. Lov.e (r. Pequetita, 189, Vila Olímpia, São Paulo; tel. 0/xx/11/3044-1613); sexta-feira (11/4), a partir das 24h; R$ 15

Cobblestone Jazz - Trio que tem Mathew Jonson como integrante e que faz dance music a partir de improvisações e batidas elásticas. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda, São Paulo; tel. 0/xx/11/3666-9022). sábado (12/4), a partir das 24h; R$ 80

Dragonette - A boa banda canadense de electro-pop toca na festa de um ano da Bafôn Báfu; Glória (r. 13 de Maio, 830, Bela Vista, São Paulo; tel. 0/xx/11/3287-3700); sábado, a partir das 24h; de R$ 35 a R$ 50

Escrito por Thiago Ney às 14h30

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Natalie Portman e Devendra

Juntos. Está no site da "People".

Escrito por Thiago Ney às 18h11

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Orkut com Sonora

Está para ser anunciado um acordo entre o portal Terra e o Google. Por esse acordo, os usuários do Orkut poderão enviar músicas que estão no Sonora (a loja virtual do Terra) para seus amigos, por scrap. Além disso, haverá ferramenta em que o usuário poderá colocar em seu perfil no Orkut um playlist de suas faixas mais ouvidas.

Escrito por Thiago Ney às 13h08

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Aqui e ali

Faz tanto tempo que eu não apareço por aqui que até esqueci como esse blog funciona... Sexta passada (4 de abril) teve a primeira das festas de despedida do Lov.e (a segunda rola nesta sexta, 11/4, com Marky e outros DJs de drum'n'bass), noite que vai ficar na memória, pelo espírito festeiro do povo, pelos amigos que estavam lá e pelo set de bons hits que a Eli Iwasa fez ao fechar a festa. Demorou para recuperar, e o que ajudou foi o novo disco do Breeders, "Mountain Battles".

Um dos últimos lugares dos quais eu esperaria alguma coisa boa a essa altura seria das Breeders; nem nos anos 1990 achava a banda muito relevante. Mas "Mountain Battles" é uma surpresa: músicas meio abstratas, clima variado; "Bang On" é básica, mas efetiva ("I love noone/ And noone loves me"); etérea, "Night of Joy" parece caída do céu, quase um "dream pop"; "Walk it Off" é alegria; "We're Gonna Rise" e "Spark" são belas baladas; "Istambul" traz uns barulhinhos e ruídos sinuosos. Tem até uma em espanhol, "Regalame Esta Noche". Dá pra ouvir no MySpace.

Tem também "In Ghost Colours", novo do Cut Copy, banda australiana do cast da Modular que embaralha new wave com Kraftwerk com guitarras. O disco traz algumas faixas bem boas, como "Lights and Music", "Out There on the Ice" e "Feel the Love", mas as músicas são mixadas umas nas outras, o que dá ao álbum um caráter seqüencial como um set de dance music. Abaixo, o clipe de "Lights and Music".

Escrito por Thiago Ney às 22h51

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Ozzy em SP

 

Assisti no sábado ao show de Ozzy Osbourne no Palestra Itália (acima, na foto de Fernando Donasci, da Folha), o segundo show de metal no estádio em pouco tempo (o Iron Maiden tocou lá mês passado). Foi um show quase tão cheio quanto o do Maiden (39 mil pessoas ontem), mas com duas diferenças gritantes: a qualidade do som (ontem, estourando os tímpanos, em qualquer ponto do estádio; no Maiden, lastimável na maior parte, principalmente mais pra trás) e a quantidade de mulheres (ontem, bastante razoável, uns 40% do público, eu diria; no Maiden, eu chutaria uns 20%).

 

Ambos os shows correram sem confusões, até onde eu pude apurar - os headbangers vão somando um histórico de grandes shows sem maiores tumultos, pelo que eu tenho acompanhado (vamos ver na Virada Cultural deste ano, que é na rua, de graça, com Sepultura, Paul Di’Anno e mais uma galera, do dia 26 p/ o 27/4).

 

Em termos de evento, achei a apresentação do Maiden melhor - a banda está mais inteira, não só por ser uns dez anos mais jovem que o Ozzy, mas também por não ter enfiado tanto o pé na jaca quanto o Príncipe das Trevas (que se acabou, literalmente, nas drogas e no álcool). Com exceção de algumas músicas do set list, incluindo três (dispensáveis) do último disco, “Black Rain”, o show de ontem foi rigorosamente idêntico ao que eu assisti em 1995, no Rio - e, se naquela época o Ozzy já estava acabadaço, mal conseguindo levantar o balde para jogar água no público (como sempre faz), imagina 13 anos depois.

 

É bem verdade que, mesmo jovem, no auge do Black Sabbath, ele já parecia meio tantã, com aquele jeito de cantar, de se mexer, de olhar.

 

Posto isso, devo dizer que o show não é ruim, pelo contrário - principalmente se você está assistindo pela primeira vez, como era o caso da maior parte do público de ontem, bem jovem. Os melhores momentos, inevitavelmente, vêm quando ele canta os três maiores clássicos do Sabbath (“War Pigs”, “Iron Man” e, fechando o show, “Paranoid”); alguns hits da carreira solo também empolgam os fãs (“Bark at the Moon”, “Crazy Train” e as bregas até dizer chega “No More Tears” e “Mama I’m Coming Home”). Há um clima de reverência (devido, registre-se), de estar assistindo a um mito vivo (ou morto-vivo) do heavy metal. De qualquer modo, acho que, nesse espírito, um show do Black Sabbath deve ser a melhor pedida. Ainda há esperança!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h38

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Cover de lá, cover de cá

Essa troca de covers (Editors toca REM, REM toca Editors) eu vi no Stereogum; a lição é: tem músicas que são tão ruins que não há como salvá-las, e músicas que são tão boas que não há como estragá-las.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h00

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Jools Holand, versão Costello

O Sundance Channel anunciou que contratou Elvis Costello para apresentar um "weekly music-variety talkshow" que deve entrar no ar em dezembro e que terá como produtor-executivo Elton John! Esse tipo de coisa a gente não vê na TV brasileira... cadê o "Chico & Caetano" (ou era o contrário?) da Rede Globo?

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h41

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Passado do Maiden, presente dos ciganos

Mantendo firme o momento saudosista do Iron Maiden, o ex-vocalista Paul Di'Anno (o que foi substituído por Bruce Dickinson, não sem antes deixar registrados dois álbuns incríveis mais o ao vivo "Maiden Japan") passa pela Virada Cultural, em São Paulo (26/4) pra tocar o clássico da banda "Killers" na íntegra.

Num assunto paralelo, alguém topou por aí, nos últimos meses, com o cigano punk Eugene Hütz, vocalista do Gogol Bordello? Na "Mojo" (ou "Uncut", não lembro) deste mês, ele fala de sua recente visita ao Brasil (esquema cigano, ou seja, morando com famílias ciganas), assim como no site Stay Thirsty Media, Inc, onde diz:

"Yeah, estive vivendo no Brasil recentemente! Estive lá pelos últimos meses e basicamente experimentei cara a cara o que eu sempre sonhei, a cultura brasileira e sua diversidade, e seu indestrutível modo de vida celebratório."

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h51

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Nóis é jeca, mas é jóia

Essa acabou de chegar por e-mail e eu, sinceramente, não soube o que achar disso:

O Hudson da dupla Edson & Hudson está lançando um CD de rock pela Dynamo Records, previsto pra ser lançado no dia 04 de abril. A maior parte do álbum é instrumental no estilo Satriani e Vai (me surpreendeu pela qualidade) e apenas 3 músicas são cantadas por ele mesmo. O disco conta com a participação do Andréas Kisser e dos irmãos Busic do Dr. Sin.

Em anexo segue o release do CD e abaixo o link pra você ouvir o carro chefe do mesmo, a faixa intitulada Turbination Locomotrox com Andréas Kisser na guitarra.

http://www.dynamorecords.com.br/downloads/mp3/Turbination%2003%20Turbination%20Locomotrox.mp3

No dia 22 de abril as 19h00 o Hudson fará um pocket show na FNAC Pinheiros.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h04

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Calvino e Hobbes

(John) Calvin e (Thomas) Hobbes
via Neatorama

 

E já que estamos falando de lançamentos de quadrinhos a partir de posts alheios, uso esse ótimo desenho da Nina Matsumoto (que já tinha feito essa incrível - e hoje famosa - ilustração dos Simpsons) para lembrar que tem um novo Calvin e Haroldo na praça, "Tem Alguma Coisa Babando Embaixo da Cama". Claro que "novo" é modo de dizer, porque Bill Waterson não bota nada novo no mercado há muito tempo, para tristeza de seus incontáveis fãs.

ps: a piada do desenho está clara, né? O nome dos personagens derivados dos pensadores etc. e tal?

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h55

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Mad

A revista "Mad" é como o samba: agoniza, mas não morre (ou melhor, morre, mas ressuscita). Eis que ela volta às bancas agora, em sua quarta encarnação, pela editora Panini - as anteriores foram a Vecchi (1974-83), a Record (1984-2000) e a Mythos (2000-2006).

Li o número 1 da nova série e achei meio fraco, salvando-se o imortal Ota (que esteve em todas as encarnações nacionais da revista), o sempre bom Aragonés e a eterna Dobradinha Mad, a cargo de Al Jaffee.

E todo esse preâmbulo foi exatamente para falar que o "NY Times" botou em seu site uma sensacional coleção dos "fold-ins" do Al Jafee, desde 1964, que podem ser dobradas virtualmente!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h06

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