Ilustrada no Pop

 

 

Death Cab for Cuttie - entrevista

Cultuada banda do rock independente norte-americano, o Death Cab for Cutie acaba de lançar disco: "Narrow Stairs" tem como destaque o épico de mais de oito minutos "I Will Possess Your Heart". O líder do grupo, Ben Gibbard, conversou com este blog.

Ilustrada no Pop - Vocês acabaram de lançar "Narrow Stairs". Em uma entrevista, disseram que este é o disco mais "agressivo" que já gravararam. Em que sentido diz isso?

Ben Gibbard - Não sei, na verdade nem importa muito o que pensamos, porque as pessoas têm diferentes percepções quando ouvem o disco. Acho que disse aquilo porque usamos nesse álbum algumas técnicas que nunca havíamos usado, as músicas têm uma textura diferente.

Ilustrada no Pop - Vocês gravaram o disco como se tivessem tocando ao vivo, não?

Ben Gibbard - Passamos tanto tempo excursionando e tocando ao vivo que vimos que poderíamos levar aquilo para o estúdio. Tentamos capturar a energia dos shows no disco.

Ilustrada no Pop - Mudar para uma gravadora grande [eles estão na Warner] foi algo difícil? Mudou muito a banda?

Ben Gibbard - Sim, mudou. Não sei o quanto. Estávamos num selo de quatro pessoas e passamos para um que tem centenas de pessoas com escritórios no mundo todo. Não mudou o som da banda, os nossos objetivos. Talvez tenhamos ficado mais acessíveis para muita gente, mas não mudamos a música.

Ilustrada no Pop - Parece que as letras desse último disco se dividem entre melancólicas e outras que trazem alguma esperança. Essa dualidade foi algo pensado?

Ben Gibbard - Acho que essa dualidade sempre existiu. É algo intrínseco à nossa música. Quando você coloca uma letra numa música, está colocando ali seus sentimentos de um determinado momento. Às vezes me sinto extremamente deprimido, outras com uma ponta de esperança, e isso se reflete no disco.

Ilustrada no Pop - A banda já tem pouco mais de dez anos. O que mudou nesse tempo?

Ben Gibbard - Quando vejo que já temos dez anos, não sinto que tenho algum... A razão pela qual a banda existe até hoje é que sempre a levamos com os pés no chão, um dia após o outro. O nosso trabalho se resume a eu escrever as letras, nos juntarmos para fazermos as músicas e, depois, gravá-las e tocá-las ao vivo. Há muita coisa complicada que aconteceu nesse tempo, que tem a ver com o fato de estar ligado a uma banda ou de jogar pelas regras da indústria.

Ilustrada no Pop - Vocês não são mais ligados a um selo indie, mas muitos descrevem a banda como "indie rock". O que acha?

Ben Gibbard - Não me importo. Faço música para vocês jornalistas classificá-las. Não sei... talvez bandas como a nossa, como Modest Mouse, fazem música com um certo espírito, vieram de selos indies e por isso são chamadas de indie rock. Não vejo como um problema, não vou reclamar disso. Não é meu trabalho descrever música.

Escrito por Thiago Ney às 22h50

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Database, de novo

Já falei do Database por aqui?
Bem, tem novo remix deles. Agora, para "Both Gotta Move On", do francês Scenario Rock. Ouça aqui.

Escrito por Thiago Ney às 21h26

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Aqui e ali

Go! Team fez o show mais animado. O show do Go! Team foi confuso e chato. A Emily Haines é linda e fez com que o Metric saísse como a melhor apresentação da noite. Nem as pernas da Emily Haines salvaram o Metric do tédio.

A impressão, conversando com várias pessoas que estavam no Ibirapuera, no Motomix, é que as duas atrações que fecharam o festival dividiram o público. Quem adorou Go! Team detestou o Metric e vice-versa. As duas bandas são bem diferentes: Go! Team é uma avalanche sonora detonada com entusiasmo pelos seis integrantes da banda, liderados pela incansável vocalista Ninja. Já o Metric, tirando faixas como "Dead Disco" e "Monster Hospital", exige do público espírito muito mais contemplativo do que físico. O Go! Team compensa a deficiência de algumas músicas (sobra gritaria e falta melodia) com energia; o Metric tem boas canções, mas nenhuma que tenha empolgado. No fim, acho que o melhor da noite foi o inglês Fujiya & Miyagi. Disco-punk feito com sintetizador consistente, guitarra grooveada e baixo lá em cima.

                                                                                      Marie Hippenmeyer

Emily Haines, no Motomix

Dos brasileiros, Stop Play Moon foi bom (electro-pop bem feito; a Geanine Marques sabe cantar) e o Nancy poderia ter sido melhor (as músicas são boas, mas às vezes saíam arrastadas, quase burocráticas).

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Teve Glastonbury no final de semana. Dos 500 milhões de shows do evento inglês, os dois mais comentados, de longe, foram o de Jay-Z e o de Amy Winehouse. Parece que Amy fez um show pelo menos apresentável. E, em "Rehab", desceu do palco para cumprimentar o público. Um fã tentou, segundo o "NME", agarrar os peitos dela e levou um soco. Normal.

E teve Jay-Z dando corda pro Noel Gallagher. Noel havia dito que Jay-Z não era artista pra fechar uma das noites do Glastonbury, que esse festival era para bandas com guitarra e tal. Aí o Jay-Z abriu o show dele assim: 

Noel deve ter estourado champanhe quando viu isso. O novo disco do Oasis sai em outubro, vão falar dessa história por um bom tempo. Noel é gênio. No Glastonbury, o Jay-Z também foi.

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O Sónar, que iria rolar em outubro, em São Paulo, foi adiado para maio (data prevista). Mas alguns nomes que já estavam acertados para o evento estão sendo agendados para clubes. Por exemplo: em 3 de outubro, acontecerá a festa de aniversário do Vegas. Será na The Week. Tocarão: James Murphy (DJ set), o ótimo DJ inglês Ewan Pearson e a não menos ótima dupla de neodisco Glass Candy. Se você ainda não conhece Glass Candy, veja abaixo por que não dá para perder essa festa:

Escrito por Thiago Ney às 20h59

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Boas da semana

Boas da semana

Satanique Samba Trio - Samba, rock, satanismo, macumba. Berlin (r. Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, São Paulo; tel. 0/xx/11/3392-4594); sexta, a partir das 23h; R$ 5

Dibaba - DJ da Gigolo de nome ótimo e electro-tecno tão bom quanto; e ainda tem Digitaria e Twelves. Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3661-1500); sexta, a partir das 24h; de R$ 10 a R$ 60

Freak Chic - Tem o set old-school da Leiloca Pantoja. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3666-9022); sexta, a partir das 23h30; de R$ 30 a R$ 35

Metric/Go! Team/Fujiya & Miyagi/Nancy - Pra ver sentado na grama do Ibirapuera. Motomix (parque Ibirapuera, SP); sábado, a partir das 15h; grátis

Technasia/Renato Cohen - Cohen e Technasia ao vivo. Sério... Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; SP; tel. 0/xx/11/3661-1500); sábado, a partir das 24h; de R$ 30 a R$ 40

Máfia - Tem o argentino Udolph, o André Juliani e a Ana Flávia. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação, São Paulo; tel. 0/xx/11/3231-3705); sábado, a partir das 23h30; de R$ 30 a R$ 35

Mothership - Noite de minimal com o canadense Jeff Milligan (Algorithm). D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda, SP; tel. 0/xx/11/3666-9022); sábado, a partir das 23h30; de R$ 30 a R$ 50

Sunday Away - Para estender o fim de semana, com Roots Rock Revolution, Spavieri e outros. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação, São Paulo; tel. 0/xx/11/3231-3705); domingo, a partir das 20h; de R$ 10 a R$ 20

Grind - Festa especial com o lançamento do livro que biografa a histórica noite. Alôca (r. Frei Caneca, 916, Consolação, SP; tel. 0/xx/11/3159-8889); domingo, a partir das 19h; R$ 25

Escrito por Thiago Ney às 16h52

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Dandy Warhols no Brasil

Dono do hit "Bohemian Like You", o grupo americano Dandy Warhols está escalado para o festival Indie Rock, que acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo. Serão quatro bandas internacionais: Dandy Warhols, Late of the Pier (banda nova inglesa cujo disco de estréia foi produzido pelo Erol Alkan; ouça a ótima "Bathroom Gurgle") e outras duas a serem definidas (o Vampire Weekend, que estava nos planos, não vem mais). E quatro bandas nacionais: Mombojó, Macaco Bong e outras duas a definir.

Nas duas cidades, as bandas serão divididas em dois dias. O Indie Rock acontece nos dias 28 e 29 de agosto no Canecão, no Rio; e nos dias 29 e 30 de agosto no Citibank Hall, em São Paulo.

**No site do Futureheads, a banda diz que toca no festival (em 29 de agosto, no Rio, e em 30 de agosto, em SP).

Escrito por Thiago Ney às 19h11

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The repetition kills you

Black Ghosts + Damon Albarn + boa idéia para vídeo

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h54

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Mais faixas do novo Beck

 

"Orphans" e "Gamma Ray", já me deixando mais animado em relação a "Modern Guilt" do que "Chemtrails", a que vazou antes. A faixa-título, aí embaixo, também parece animadinha.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h16

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Tim Festival confirma Klaxons e Gossip

Os organizadores do Tim Festival confirmaram o que já era comentado por aí: Klaxons e Gossip estarão no evento deste ano, que rola em outubro em São Paulo, Rio e Vitória. Além das duas bandas, foram oficialmente escalados o mito jazzístico Sonny Rollins e, também de jazz, a cantora Stacey Kent. Extra-oficialmente, o Tim deve receber ainda Gogol Bordello, MGMT (segundo o Lúcio) e Leonard Cohen.

Escrito por Thiago Ney às 20h41

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Muse e a sociedade de controle

O Muse é das bandas mais curiosas do rock britânico. Não apenas porque se coloca à parte dos grupos que seguem a linha Oasis (britpop), Libertines (punk-pop) ou Coldplay (baladas), mas porque o vocalista, Matt Bellamy, é louco por teorias de conspiração e assuntos como vida em outros planetas ("Knights of Cydonia", épico do último álbum da banda, faz referência a Cydonia, região de Marte que possui formações rochosas que seriam pirâmides semelhantes às existentes no Egito, além de uma que lembra uma face humana).

O Muse vem ao Brasil pela primeira vez. Fará shows no Rio (30 de julho), São Paulo (31 de julho) e Brasília (2 de agosto). Matt Bellamy conversou por telefone com a Ilustrada. A entrevista, em que Bellamy comenta comparações com o Radiohead, fala sobre a aparente complexidade das músicas da banda, entre outros assuntos, será publicada daqui a alguns dias na edição impressa do caderno. Abaixo, segue o trecho em que ele dá um exemplo de suas teorias.

                                                                                                                Miguel Lopes/EFE

Matt Bellamy, durante show do Muse no Rock in Rio Lisboa, no início de junho

"Vivemos numa época em que definitivamente estamos sob alguns tipos de controles. Não sou tão familiar quanto à situação nos EUA, mas na Europa já há ferramentas que monitoram com exatidão onde as pessoas estão, para onde vão viajar, por meio de chips em passaportes, por exemplo. Acho que é só uma questão de tempo até começarem a introduzir microchips nos corpos de humanos. Podem achar isso ridículo, mas sei que já estão fazendo experimentos do tipo nos EUA. Há 20 anos talvez dissessem que isso seria impossível de acontecer, mas já está acontecendo. A escola, a mídia, são instituições que exercem influência nas crianças e jovens. Deveríamos ter liberdade para criamos nossa própria identidade. (...) Os microchips terão todas as suas informações relacionadas à saúde, finanças, escolaridade, saberão se você cometeu algum tipo de crime... Estão reduzindo a humanidade a algo que possa ser facilmente manipulado, e isso é uma vergonha. Muita gente pode dizer que se você não fez nada errado, não tem nada a temer. Essa é uma posição ingênua, pois há muita corrupção nos níveis governamentais e das grandes corporações, e se você der muito poder a essas organizações, as consequências serão terríveis."

Escrito por Thiago Ney às 19h30

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O novo Guns n' Roses

Como disse o Pitchfork, "para quem ainda acha que é mais fácil ter democracia na China do que o ‘Chinese Democracy’ do Gn’R nessa encarnação, bem, pense de novo." Anteontem caíram na rede nove faixas dessa lenda urbana que é o próximo álbum de Axl Rose: "Better", "The Blues", "Chinese Democracy", "Madagascar", "IRS" e "There Was a Time" (que já estavam rolando por aí, ainda que em versões menos completas do que as atuais) e as até então inéditas "Rhiad and the Bedouins", "If the World" e uma sem título - não vou botar os links porque eles estão sendo cassados a cada minuto, então o negócio é procurá-los, não é complexo.

É claro que nós demos uma ouvida e... é claro que não presta. Não tinha como prestar, na verdade: 14 anos de megalomania e confusões na produção deste álbum só fizeram criar uma expectativa sobre-humana, que Axl Rose jamais conseguiria atingir, nem se entregasse um novo "Pet Sounds". O melhor que ele pode fazer é deixar essa bomba cair logo e, dois meses depois, soltar um novo disco, sem aviso, sem expectativa, sem nada. Preferencialmente com Slash e o povo de volta. Ou se aposentar, outra opção bem viável, também.

Agora, o interessante nisso tudo é que, caçando as músicas novas, eu topei com um documentário que certamente já é batido para os fãs do Guns, mas que eu nunca tinha assistido antes: "Seven Days in Rio", que mostra a banda durante sua célebre participação no segundo Rock in Rio, em 1991, no Maracanã. Era o auge do GnR, foi o primeiro show com o repertório dos dois "Use Your Illusion" e com o baterista Matt Sorum. E tem várias cenas engraçadas e bizarras do Rio e da produção do festival. Taí embaixo, em três prestações:

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h56

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Tom Zé, internet e Mallu

Pra mesma matéria aí debaixo, sobre o lançamento do  Álbum Virtual, da Trama, falei com Tom Zé, que é quem está estreando o projeto (houve um piloto anterior, com o Dance of Days). O baiano de Irará é sempre uma figura divertida pra entrevistar (quem mais diz coisas como "Quem gaba o toco é a coruja" ou "Elogio em boca própria é vitupério"?) e me falou de sua navegação torta pela internet e de sua descoberta recente: Mallu Magalhães!

Com vocês, um pouco de Tom Zé: http://media.folha.uol.com.br/ilustrada/2008/06/19/ilustrada_no_pop-conversa_cantor_tom_ze.mp3

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h39

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Novo disco do CSS grátis?

 

Foi o que me disse João Marcello Bôscoli, presidente da Trama, numa entrevista sobre o novo projeto da gravadora, o Álbum Virtual: ele vai botar "Donkey", o novo disco do Cansei de Ser Sexy (cuja capa é essa aí em cima), disponível on-line, para download gratuito (e sem DRM), com encarte e tudo.

O projeto é mais uma tentativa da Trama (depois do Download Remunerado) de achar um caminho no atual cenário, onde, como diz Bôscoli, "as pessoas não querem mais pagar pela música na rede". A idéia, segundo ele, foi inspirada pelo modelo que já funciona nas TVs abertas, que todo mundo assiste sem pagar: é o dinheiro dos anunciantes que sustenta as empresas.

O primeiro disco lançado no projeto é "Danç-Êh-Sá ao Vivo", de Tom Zé. Tá , pra download ou pra ouvir on-line, incluindo encarte e extras (vídeos e fotos). Tudo de graça, com patrocínio da VR (empresa do mesmo grupo da Trama). Fica no ar por três meses, depois vai pras lojas.

Bôscoli não tem a pretensão de definir os rumos da indústria do disco ("Acredito que vivemos em uma época multiformatos, não vejo uma única solução, acho que a nossa é uma proposta que vale a pena tentar"), mas uma coisa é certa: se ele realmente emplacar o novo CSS nessa, a coisa vai ter repercussão mundial. A banda, não custa lembrar, segue em alta lá fora. Veremos, mês que vem.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h58

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O Database e "Realce"

Confesso que esperava pelo pior quando recebi e-mail do Lucio Morais que trazia um edit de "Realce" feito pelo Database. (O Database é formado pelo Lucio e pelo Yuri Chix.) Não por causa do Database, mas pelo medo em ver "Realce" como dance music. Mas, como em quase todas as produções e remixes do Database, "Realce", o edit, é surpreendente. Eles pegam algumas linhas da música, misturam e transformam em "party music", como esse tipo de faixa é chamada lá fora. Ouça aqui "Realce", pelo Database.

Mais: esse remix de "Realce" vai sair num álbum virtual com 12 edits feitos pelo Database, entre eles, de músicas de caras como JBs, Sade, Curtis Mayfield... Vai ser colocado no MySpace entre 11 e 17 de agosto. Esse álbum será acompanhado por um disco "bônus", também virtual, que terá edits de um monte de gente boa, como Roots Rock Revolution, Digitaria, The Twelves, NRK, Killer on the Dancefloor e Fabrizio Martinelli.

Escrito por Thiago Ney às 18h59

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O arquiduque e o Brasil

É impressão minha ou na parte de música do site do Franz Ferdinand - onde, aliás, estão pequenos trechos do que parecem ser bases das novas canções - tem uns discos brasileiros, ali na caixa da BBC cheia de LPs e que serve de índice? Tem um deles com um "São" escrito e um outro que me parece ser o "Fa-Tal", da Gal.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h56

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Na mão do palhaço

Vai um Big Mac, batatas grandes e "Minha Menina"? Ou uma promoção n.5 e Mallu Magalhães? McIndie, já numa loja perto de você.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h57

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3 minutos com Daniel Galera

3 minutos com Daniel Galera

Escritor e torcedor do Grêmio, Daniel Galera é um dos integrantes do projeto Amores Expressos. Nessa série, escritores brasileiros passam um mês em uma cidade estrangeira e produzem livro a partir dessa experiência. Autor de livros como "Mãos de Cavalo", "Até o Dia em que o Cão Morreu" e "Dentes Guardados", Galera conversou com este blog sobre o projeto, sobre música e sobre futebol.

Escrito por Thiago Ney às 19h44

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Black Kids e Twelves

Você conhece o Black Kids e conhece o Twelves, certo? A parceria já tinha resultado no excelente remix de "I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend...". O remix havia sido feito de forma informal por João Miguel e Luciano, a dupla de Niterói que forma o Twelves. Os caras do Black Kids gostaram tanto que pediram outro. Para "Hurricane Jane", single do disco "Partie Traumatic", que o Black Kids lança em julho. "Hurricane Jane", na versão original, segue lenta e vira festa quando chega o refrão. O remix do Twelves deixa a faixa na pista o tempo todo. "It's Friday night and I ain't got nobody/ Oh, what's the use of making a beeeeeeeeed?/ I took something and it feels like karate". Abaixo:

Escrito por Thiago Ney às 20h20

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Sónar desmembrado

O festival Sónar, que iria acontecer em São Paulo no primeiro final de semana de outubro, foi adiado para o primeiro semestre de 2009, por "problemas com investidores". Os produtores do evento estão colocando os nomes que já estavam bookados em clubes paulistanos. Alguns desses nomes: Glass Candy (sensacional dupla de neo-disco-rock), Yo La Tengo, Supermayer (Michael Mayer + Superpitcher), Efdemin e o ótimo DJ Ewan Pearson.

Escrito por Thiago Ney às 13h36

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Os gringos do Skol Beats

O Skol Beats deste ano deixou para o público escolher, por meio de votação, as atrações que se apresentarão no evento. Abaixo os nomes internacionais que tocarão no festival:

Justice
Digitalism
Pendulum
Dubfire
Agoria
Armin van Buuren
Steve Angello & Sebastian Ingrosso

(Desses, os quatro primeiros me animam.)

Angello e Ingrosso tocarão juntos. Segundo os organizadores, Agoria entrou no lugar do 2ManyDJs, que havia recebido mais votos mas que não tinha data disponível. O Skol Beats acontece em 27 de setembro, em local a ser definido, em São Paulo. No www.skolbeats.com.br está rolando a votação para os DJs nacionais.

Escrito por Thiago Ney às 00h17

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"Queen of Axé"

Leitor avisa que a célebre Camille Paglia, a "feminista que as feministas amam odiar", escreveu sobre Daniela Mercury em sua coluna mensal na "Salon" - na qual começa com Obama e Hillary e, passando por sua recente visita a Salvador, chega à Daniela.

É um texto extremamente elogioso, em que ela compara a brasileira à Madonna e favorece a baiana - "Daniela, agora com 42, foi chamada de Madonna do Brasil, mas seu trabalho como cantora e dançarina é muito mais amplo e eclético do que o de Madonna" - em mais de um trecho.

Entrevistei Daniela há três meses, para uma capa da Ilustrada sobre axé music. Achei-a bem articulada, experiente e com bastante conhecimento sobre a cultura baiana (ela tem planos de fazer um documentário sobre a música baiana).

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h58

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Novo festival em SP

Está na edição impressa da Ilustrada desta quinta (12 de junho). É o Orloff Five, que acontece em 6 de setembro, no Via Funchal, em São Paulo. As bandas: Melvins (EUA), Hives (Suécia), Plasticines (França) e Vanguart (Brasil), além do DJ Tittsworth (EUA).

Melvins é banda histórica do rock independente americano. Começaram no início dos anos 1980, aliando o peso do Black Sabbath com letras punks. Pesado, mas lento. A fórmula inspirou todas as bandas grunge, como Nirvana, Soundgarden, Tad etc. O líder do Melvins, Buzz Osborne, foi quem apresentou Dave Grohl ao Nirvana (só por isso ele já tem lugarzinho cativo na enciclopédia do rock). O baterista do Melvins, Dale Crover, chegou a tocar com o Nirvana (está nos créditos de "Bleach" e "Incesticide").

O Hives dispensa muitas apresentações. Fizeram o hino "novo rock" "Hate to Say I Told You So", além de "Main Offender", por exemplo, no início dos anos 2000. Depois, meio que sumiram. O último disco, "Black and White Album", até que é bem bom. Já as Plasticines são uma mistura de Blondie com B-52's. Divertidas. E o Vanguart faz, talvez, o melhor show roqueiro do Brasil.

Ainda não fecharam valor de ingressos. Aqui, a entrevista com Buzz Osborne que saiu na Ilustrada.

Escrito por Thiago Ney às 12h28

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Violentas e loucas

O Violent Femmes, uma grande banda que eu não sei por que ainda não trouxeram pra tocar aqui, está retribuindo a cover que o Gnarls Barkley fez da sua "Gone Daddy Gone" e vai lançar sua versão do hit do primeiro disco da dupla, "Crazy".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h54

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Nem vem que não tem

Questões de gosto à parte, "Eu Não Sou Cachorro, Não" tem pelo menos um erro sério, inadmissível num livro de historiador e que se pretende pesquisa histórica.

Paulo Cesar de Araújo reconta, rapidamente, a famosa história que levou Wilson Simonal a ser tachado de dedo-duro e de informante da ditadura, queimando seu filme para sempre e praticamente enterrando sua carreira. À pág. 291, ele escreve: "...o intrigante é que até hoje a acusação contra Simonal não foi comprovada. Ao contrário, em 1991 a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República emitiu um habeas data, um documento oficial que nega que o cantor tenha colaborado para qualquer órgão da polícia política, seja o Dops ou o Serviço Nacional de Informações (SNI)."

Não é um equívoco novo. Nelson Motta, em seu "Noites Tropicais", também diz que o artista foi "condenado", sem prova, como "dedo-duro". É curioso, mas, recentemente, aconteceu uma inversão do patrulhamento: se antes a patrulha era em cima do cantor, por ser informante da ditadura, hoje censura-se quem ousa afirmar isso.

O fato é o seguinte: há, sim, documentos oficiais que citam Wilson Simonal como informante da ditadura. Eles foram descobertos pelo repórter Mário Magalhães, e estão apresentados em reportagem publicada na Ilustrada de 26 de junho de 2000. Eis os textos:

Juiz apontou cantor como informante

MÁRIO MAGALHÃES
DA SUCURSAL DO RIO

Sentença assinada por um juiz do Rio em 1974 afirmou que o cantor Wilson Simonal era "colaborador das Forças Armadas e informante do Dops" (Departamento de Ordem Política e Social), a polícia política do então Estado da Guanabara.
O juiz João de Deus Lacerda Menna Barreto não se baseou em eventuais inimigos de Simonal para chegar a essa conclusão.
Ele considerou três relatos:
1) o relações-públicas do 1º Exército, um tenente-coronel convocado como testemunha de defesa do cantor num processo, disse que Simonal era colaborador daquela unidade militar;
2) o detetive do Dops Mário Borges, amigo de Simonal e co-réu com ele no processo, afirmou em juízo que o cantor era informante do principal departamento policial do Estado encarregado de investigar opositores do governo;
3) o próprio Simonal disse ao depor que, em 71, sofria ameaças de "pessoas que supunha ligadas a ações subversivas".
Na época, o Brasil era governado pelo regime militar (1964-85). A sentença do juiz Menna Barreto, do Fórum Criminal da Guanabara, foi proferida em 11 de novembro de 74, no processo 3.450.
Simonal e os policiais civis Hugo Corrêa de Mattos e Sérgio Andrada Guedes foram condenados a cinco anos e quatro meses de reclusão e multa de Cr$ 15 (15 cruzeiros), com internação em colônia agrícola pelo prazo de um ano.
Um ex-funcionário do artista, Raphael Viviani, os acusou de tê-lo torturado para assinar a confissão de desfalque na empresa de Simonal, que ficou preso por só 12 dias. Depois a pena foi reduzida.
O detetive Mário Borges e o motorista Luiz Ilogti foram absolvidos por falta de provas.
Foi nesse processo que nasceu a versão de que Simonal seria informante de órgãos da repressão.
Negou sempre. Disse que o ex-funcionário espalhou a história para desmoralizá-lo. Decaiu até ser praticamente esquecido.
A polêmica sobre o seu envolvimento com o Dops foi reaberta pelo jornalista Nelson Motta, no livro "Noites Tropicais" (Objetiva). Motta afirmou que o artista foi "condenado", sem prova, como "dedo-duro".
A sentença do processo 3.450, com cópia guardada numa pasta do extinto Dops no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, contradiz o cantor em muitos aspectos e mostra ligações que ele depois negaria.

Extremistas

Desconfiado de que Viviani, seu contador, desviava dinheiro, Simonal, seu motorista e os três policiais o levaram à força de casa em 24 de agosto de 71.
Passaram pelo escritório de Simonal e de lá se dirigiram para a sede do Dops, na rua da Relação, centro do Rio. Segundo a sentença judicial, Viviani apanhou durante toda a noite para assinar a confissão. Um exame de corpo de delito registrou marcas.
O detetive Mário Borges disse ter estado ausente durante a noite e a madrugada porque "teve de sair e foi à Vila Militar executar um trabalho sobre assunto de subversão e só retornou ao Dops no dia seguinte".
Simonal afirmou à Justiça que não agrediu Viviani nem desconfiava do desfalque. Contou ter procurado o relações-públicas do 1º Exército, tenente-coronel cujo nome não é citado na sentença, para relatar ameaças que estaria sofrendo de "extremistas" de esquerda. O militar disse ter encaminhado o caso para o Dops.
Na defesa, o artista disse que citou Viviani como um dos que o estariam ameaçando. Confirmando a versão, o Dops divulgou ter escalado Mário Borges para chefiar detenção do contador.
O juiz escreveu na sentença: "Que Wilson Simonal de Castro era colaborador das Forças Armadas e informante do Dops é confirmado, quer pela sua própria testemunha de defesa (o militar do 1º Exército), às folhas 284 (dos autos), quer pelo terceiro acusado (detetive Márcio Borges), às folhas 125".
"Que recebia telefonemas ameaçadores de pessoas que supunha ligadas às ações subversivas, também é matéria pacífica, pois são inúmeros os depoimentos nesse sentido. Entretanto nenhum desses fatos pode, de algum modo, justificar a ação delituosa dos réus Hugo Corrêa de Mattos e Sérgio Andrada Guedes."
O juiz acrescentou: "Foram exatamente a sua (de Simonal) condição de colaborador com a ação repressiva dos órgãos de segurança e as ameaças que dizia estar sofrendo por parte de extremistas que, de um lado, tornaram legítima a ação do acusado Mário Borges". O magistrado considerou que o policial fora prender Raphael Viviani por suspeita de participação em atividades ilegais.

Ideologia
A linha de defesa de Wilson Simonal no processo foi fundamentada em questões ideológicas: ele teria denunciado Viviani por motivos políticos. Dirigiu-se ao militar do 1º Exército, que considerou melhor o Dops cuidar do caso.
Simonal confirmou que o contador foi levado à sede do Dops. Foi também o artista quem listou o militar, que o citou como colaborador, como testemunha. E Mário Borges, seu amigo, confirmou a condição de informante.
Só depois Simonal negaria ligações com organismos de repressão política. Independentemente do que tenha feito, dificilmente uma eventual delação sua prejudicaria seriamente algum artista.
Ele não frequentava o círculo da música onde a oposição ao regime militar tinha um dos seus mais fortes pilares no mundo cultural.
Os arquivos do Dops da Guanabara acompanharam sua trajetória. Um registro de ocorrência da 121ª Delegacia de Polícia, em Itaperuna (RJ), narrou tentativa de agressão que o cantor sofreu, em 28 de setembro de 82. Ele cantava num comício do PDS, então o partido do governo militar.
Curiosamente, os fichários do antigo Dops registram a existência de um documento sobre Simonal na pasta "Confidencial número 2" do arquivo.
Ao consultá-la, a Folha não achou o papel, mas uma apostila de escola de polícia com orientações para "recrutamento e manejo" de informantes.

OUTRO LADO

Mulher vê inveja e racismo


DA SUCURSAL DO RIO

A mulher do cantor Wilson Simonal, Sandra Cerqueira, disse no mês passado que a inveja e o racismo são alguns dos motivos que levaram seu marido a ser "vítima de uma mentira".
Simonal convalescia em casa de problemas no fígado e infecções e não podia dar entrevistas. "Ele está sendo vítima de uma mentira que inventaram porque tinham inveja dele", disse Sandra então.
"O cara (Simonal) estava super na moda. O lado de preconceito racial naquela época (início dos anos 70) era superacirrado. Um negão de smoking, cantando em inglês, com um monte de loiras do lado, isso causava inveja."
Sandra citou dois atestados emitidos por órgãos federais como "provas" de que seu marido não colaborou com os militares.
Em 98, o Centro de Inteligência do Exército emitiu certidão afirmando: "Nada consta a respeito de atividades do requerente (Wilson Simonal) como informante nos arquivos do Exército".
Em 99, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, então dirigida pelo atual ministro da Justiça, José Gregori, relatou "não terem sido encontrados nenhum registro ou evidência que apontem o interessado (Simonal) como colaborador, servidor ou prestador de serviços, mesmo como informante, dos referidos órgãos, durante o regime de exceção vivido no país".
"Você acha que a Secretaria dos Direitos Humanos e o Exército iriam expedir documentos sem que eles fossem verdadeiros? Está aí a prova, o documento. Até hoje ainda tem dúvida? Eu não entendo", disse Sandra Cerqueira.
Tendo ou não sido informante, Simonal tem como "provas" documentos frágeis -órgãos de informação militar não costumam divulgar publicamente, em qualquer época, a identidade de seus colaboradores. É um dos princípios desse tipo de organismo.
A mulher de Simonal também atacou o ex-contador Raphael Viviani: "Você também pode falar um monte de besteira. Todo mundo está sujeito a incriminar alguém, se você tem inveja, raiva, você diz um monte de coisa".
A afirmação sobre a colaboração de Simonal foi feita, no entanto, por um agente do Dops, um oficial do Exército e um juiz de direito. O cantor não negou tal condição no processo concluído em 74. Ao depor no inquérito policial, já havia dito ao delegado ser colaborador da polícia política do então Estado da Guanabara.
Em 1976, acórdão do Tribunal de Justiça do Rio diminuiu a pena de Simonal e reafirmou a condição de "colaborador do Dops" do cantor. À época, um de seus advogados era Antônio Augusto Alves de Souza, que disse à Folha não se lembrar de detalhes do processo da década de 70. (MM)

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h39

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Vamos voltar à pilantragem

Um dos capítulos mais divertidos de "Eu Não Sou Cachorro, Não", o livro de Paulo Cesar de Araújo, é "Um Cantor Chamado Cavalo", que retrata a prática da "pichação" na década de 1970 - ou seja, os artistas (e críticos) detonando uns aos outros em entrevistas, já que, como diz o autor, "ainda não havia se instalado a ditadura do politicamente correto".

Essa prática seguiu firme e forte nos anos 80 (quem não lembra das brigas de Lobão, Paralamas, RPM e tantos outros, se xingando direto?), mas hoje em dia, nos tempos sanitizados em que vivemos, parece uma memória distante. Declarações polêmicas em entrevista viraram raridade, todo mundo tem assessoria que filtra, que ensaia, preocupação em não se queimar... nada contra a redução da baixaria gratuita, veja bem, mas tudo contra a falsidade. Gente que se junta com gente que detesta por conta de contratos publicitários, gente que notoriamente abomina certos cantores/ritmos, mas topa participações, gente que, em tempos passados, já xingou muito os outros, agora posando de amigo... enfim, esse tipo de falsidade é bem mais abominável do que a troca de farpas públicas.

Então, em homenagem àqueles tempos, eis algumas das melhores farpas que Araújo coletou em sua pesquisa e colocou no livro:

* "Caetano como cantor seria gongado, pô! Vocês fabricaram o Caetano. Caetano é uma merda! Caetano não é artista. Ele vem com esse negócio de imitar viado e os caras dizem que ele é um gênio. Que é isso?! Isso não existe." - Agnaldo Timóteo em entrevista ao "Pasquim", em novembro de 1972

* "Bethânia pensa que todo mundo calça as suas chuteiras e fuma os seus cachimbos. Maria é frente de uma torcida frustrada como a própria. Só no Brasil existem Bethânias." - Abelardo Barbosa, o Chacrinha, em sua coluna no jornal "A Notícia" (29/6/1973)

* O mesmo Chacrinha, um dos reis do pichação, depois que Elis Regina reclamou do baixo nível cultural dos programas de TV: "Elis Regina acusa. Quem é Elis Regina para acusar alguém? Qual é o seu gabarito? A Elis é um poço de frustrações. E eu tenho pavor de pessoas frustradas. São capazes de tudo." (em "A Notícia", 18/9/1973)

* Pixinguinha, metralhando em série: "Este sambinha que ele faz é a coisa mais medíocre que existe; ele está aproveitando, dando sua sortezinha" (sobre Martinho da Vila); "Esse é cara de pau, francamente. Tá dando sorte também." (sobre Jorge Benjor); "Ele faz é boas letras. Músicas, ele não sai daquela rotina." (sobre Chico Buarque) - todas em depoimento a Tárik de Souza no livro "Rostos e Gostos da Música Popular Brasileira", de 1979

* "A Nara canta mal. Ela sabe que canta, tanto é que ela está estudando canto até hoje e, se continuar cantando, deve continuar estudando." Wilson Simonal, no "Pasquim", julho de 1969

* "É um bom crioulo. Faz suas coisinhas, mas já está na marca do pênalti. Não vai demorar muito e ele terá que voltar pra lavoura. Tem que ir pra lavoura!" - Moreira da Silva, falando sobre Milton Nascimento, em entrevista ao "Pasquim" (nitidamente, o veículo oficial da pichação) em maio de 1973

* "John Lennon é uma besta, e Raul Seixas é uma cópia xerox da burrice. Eles são dois quadrúpedes que só querem justificativa para curtir loucuras. É vigarice das brabas!" - Tim Maia, praticamente um hors-concours, na revista "Pop", janeiro de 1975

* Chico, diz aí três pessoas de quem você não gosta: "Juca Chaves e o pessoal da falecida tropicália" [leia-se Caetano e Gil, na época - 1970 - exilados em Londres]. Ok, ok, mas você acha que Caetano e Gil têm alguma chance de fazer sucesso na Inglaterra? "Não, por causa do idioma. Além disso, nos cartazes de publicidade que eles mandaram imprimir consta que foram banidos do país. Isso é ridículo, querer vencer pela pena." - o nosso "old blue eyes" em entrevista ao "Última Hora", em 28/6/1970

É claro que os artistas não se digladiavam apenas entre si; o secular esporte de pau nos críticos (e pau da crítica) rendeu grandes momentos naquele período:

* "O engano de Milton é pensar que é brasileiro" - José Ramos Tinhorão, notoriamente avesso à influência da música estrangeira, batendo no pobre Nascimento, que já tinha levado do Kid Morengueira

* Tinhorão, aliás, era dos bons na arte de pichar: "Emílio Santiago tem boa voz, o que estraga é o pensamento" 

* Mas Tinhorão também levava suas pauladas, notoriamente de Caetano, que quase foi crucificado pelo patrulhamento ideológico esquerdista, mas reagiu à altura, dizendo que os cadernos de cultura dos principais jornais e revistas do país eram dominados "por uma esquerda medíocre, de baixo nível cultural e repressora". Citando nominalmente os críticos Tinhorão, Tárik de Souza, Maurício Kubrusly e Maria Helena Dutra, Caetano dizia que eles fingiam estar fazendo "um trabalho da revolução operária, e se acham no direito de esculhambar com a gente, porque se julgam numa causa nobre, quando não tem nobreza nenhuma nisso". "São pessoas que obedecem a dois senhores: um é o dono da empresa, o outro é o chefe do partido (...). Ninguém entende os artigos que os imbecis escrevem porque é uma mistura de Roberto Marinho e Luiz Carlos Prestes". - Caetano, em entrevista ao "Diário de São Paulo", 16/12/1978

* "Se um desses críticos for preso ou sofrer um arranhão por causa das denúncias dele, eu não sei o que vai dar pra fazer, não. Eu acho que vou querer descontar, porque são todos meus amigos e, se não são, passaram a ser." - Henfil, mandando um recado para Caetano, em entrevista à "Playboy", em maio de 1979

* "O artista popular da minha linha, da linha de um Agnaldo Timóteo, não tem que se preocupar com a imprensa. Quem tem que se preocupar com a imprensa é Djavan, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, porque eles vivem da imprensa; nós, não. Nós somos cantores de AM, somos cantores do rádio, somos homens do povo. Eu venho das massas populares, não fui criado nas elites de Ipanema ou do Baixo Leblon e nem represento essa bandeira esquerdizante, dessa linha indefinida sexualmente." - Nelson Ned, descascando basicamente todo mundo, no programa "Show da Madrugada", da Rádio Globo, em 24/8/1991

E é claro que boa parte dessas picuinhas foi transformada em música, então fiquemos com uma das mais diretas, "Arrombou a Festa", que Rita Lee e Paulo Coelho escreveram em 1977, aproveitando a era da pichação (e que teve seqüência, com a melhor ainda "Arrombou a Festa 2"):

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h03

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Nóis é jeca, mas é jóia

Finalmente li, não sem atraso, "Eu Não Sou Cachorro, Não", o livro do jornalista e historiador baiano Paulo Cesar de Araújo, mais conhecido como "inimigo do rei". "Este é um livro de guerrilha", diz Lula Branco Martins na orelha da obra, "...remexe em conceitos cristalizados ao demonstrar que os cantores e compositores cafonas dos anos 70 não eram tão alienados ou adesistas. Foram censurados inúmeras vezes, tiveram que alterar versos, apanharam da direita, enfrentaram o exílio." É uma obra que merece ser lida, ponto. Posto isso, vamos às considerações.

Achei a proposta do livro interessante, mas mal realizada. Alguns capítulos/trechos são muito bons, outros ruins. E, no geral, a obra tem uma soma de pequenos equívocos que pedem uma reedição (e eu li a sexta edição). Primeiro, por ser fruto de uma tese (mestrado ou doutorado, não lembro), ele guarda o cacoete das infinitas citações de outros autores, coisa que ficou muito exagerada para um livro pop. Outra característica denunciadora de sua origem acadêmica é a preocupação em contextualizar historicamente a época do livro, o que, a meu ver, também ficou exagerado e acaba tirando o foco do livro - por exemplo, quando ele cita a guerrilha do Araguaia, quase começa um outro livro pra falar desse episódio. Contextualização é importante, é claro, mas os excessos do livro desviam o foco.

Eu concordo com a tese, em linhas gerais: de fato, a censura agiu sobre os cantores bregas e isso foi largamente ignorado; de fato, alguns cantores bregas faziam letras com consciência social e isso sempre foi ignorado. Acho importante o livro destacar e valorizar isso. Mas acho o método equivocado: tudo que serve para corroborar a tese do livro ganha status de verdade absoluta; tudo que pode atrapalhar, é diminuído ou desvalorizado. Assim, cada declaração dos artistas bregas sobre as músicas que eles faziam vira lei - todo mundo tinha consciência crítica, as letras mais tontas tinham intenções contestatórias etc. Em vários momentos, tem-se a impressão de que é o raciocínio de Araújo que leva os autores à revisão de suas obras, para bater com a tese dele.

Em última instância, ao fim da leitura do livro fiquei com a seguinte sensação: em vez de valorizar os cantores bregas, a tese meio que desvaloriza a chamada "nata da MPB", porque mostra que a censura aos Chicos e Caetanos da vida não foi uma perseguição direcionada aos intelectuais resistentes pró-democracia: simplesmente censurava-se tudo. A Censura, como de praxe, é burra. Ter sido censurado, portanto, deixa de ser mérito - todo mundo foi censurado, as coisas mais estapafúrdias e sem sentido foram vetadas. Reduz essa aura de "perseguido pelo regime militar" que apenas uma meia dúzia de eleitos carrega, vários joão ninguém foram perseguidos, várias músicas/textos idiotas foram censurados porque a instituição era completamente ignorante.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h26

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Uderzo, 81


 

Chegou ao Brasil recentemente a HQ "Asterix e Seus Amigos", sobre a qual fiz uma capa da Ilustrada. É um álbum lançado na Europa no ano passado, em homenagem aos 80 anos de Albert Uderzo, um dos criadores do personagem (ele respondia pelo lápis, René Goscinny pelo texto, até este morrer, em 77, e Uderzo assumir toda a criação, para desgosto de muitos - mas, nem por isso, com fracasso de vendas).

Em um tipo de homenagem razoavelmente comum no mundos dos quadrinhos (a Mônica do Mauricio de Souza ganhou uma quando fez seus 30 anos, o próprio Uderzo já havia recebido uma parecida), 34 desenhistas famosos (principalmente no circuito europeu de quadrinhos) criaram suas próprias versões de Asterix e sua tribo. Para a matéria, pedimos a artistas brasileiros (Galhardo, Carvall, Jean, Gonzales, Laerte, Glauco e Adão) para criarem suas versões em homenagem ao Uderzo, e para falarem um pouco sobre ele e sua obra. Também conversei com David Lloyd ("V de Vingança"), que está no álbum, sobre a importância do criador e de sua criatura.

Tentei falar também com o próprio Uderzo, é claro - infelizmente, o velhinho só quis responder por e-mail (falei com ele por telefone há uns dois anos, mas dessa vez não teve jeito). Mas como a oportunidade de conversar com ele é sempre rara (e este blog, como já foi dito, também trata de quadrinhos, que são pop), cá está a íntegra da entrevista, traduzida do francês.

Ilus: As histórias que foram criadas para "Asterix e Seus Amigos" o surpreenderam?

Uderzo: O próprio livro foi uma completa surpresa para mim ! Foram meus colaboradores que imaginaram esta obra. Fiquei muito constrangido de saber que eles importunaram meus colegas e muito tocado de ver o que fizeram. São todos muito talentosos e a maioria é de amigos meus.

Ilus: O sr. tem uma história preferida?

Uderzo: Não, não tenho uma preferida, quero prestar homenagem a cada um desses garotos, a maioria dos quais conheço há tempos. Eles trataram meus personagens com bastante respeito e humor, cada um à sua maneira.

 

Ilus: Em uma das histórias, Boucq o compara à Leonardo Da Vinci. O que o sr. achou?

Uderzo: Ah! O querido François,  ele deveria ter me avisado disso antes! Eu teria pedido que meus desenhos fossem expostos no Louvre!!! (risadas !) Fiquei honrado, gosto muito de François Boucq e igualmente aprecio a qualidade de seu trabalho!! Somos todos como Da Vinci a nosso modo, aqueles que acreditam em sua paixão!

 

Ilus: O álbum mostra que sua influência foi muito diversa. Isto o surpreendeu?

Uderzo:  É mais surpreendente que os jornalistas freqüentemente não entendam isso, ao contrário dos desenhistas; [eles dizem] "Uderzo não fez escola, a exemplo do grande Hergé, Franquin e de outros". Franquin, por quem tenho grande admiração e que considero ainda hoje um dos maiores desenhistas de minha geração. Para voltar à sua pergunta, sim, é sempre surpreendente, mas muito lisonjeador saber que seu trabalho é reconhecido e acho que todos os desenhistas presentes no livro me ofereceram uma bela prova de amizade.

Que eu tenha tido influência sobre alguns desenhistas, no mínimo em sua escolha de trabalho,  é algo que me honra. É muita gentileza poder testemunhar Zep [um dos artistas do álbum] declarar que, quando ele era jovem (e ele ainda não é exatamente velho!), queria ser como Uderzo… Foi adorável, da parte dele! Hoje ele é o Zep que centenas de milhares de crianças admiram e pelo menos não sofre de daltonismo como eu (risos)! Mas o que me toca, o motivo pelo qual continuo nessa profissão quando poderia muito bem ter me aposentado, é o olhar das crianças. Enquanto as crianças continuarem gostando do meu trabalho, eu continuarei a lhes dar alegria! Ou tentarei, pelo menos!

 

Ilus: Como o sr. se sente após oito décadas?

Uderzo: Como você quer que eu me sinta aos 81 anos quando os leitores e os meus confrades me demonstram tanta amizade? Me sinto bem, tive a sorte de fazer da minha paixão meu trabalho e tive a sorte de ter encontrado, ao longo da minha vida, pessoas extraordinárias. Pude participar de aventuras incríveis que permitiram o desenvolvimento dos quadrinhos em meu país… Astérix continua a fazer rir milhares de leitores, é uma sorte e me sinto orgulhoso disso

 

Ilus: O sr. fez uma homenagem à Walt Disney na última HQ de Asterix. O que achou da história de Vicar que mistura seus personagens com os de Disney?

Uderzo: Você fala da minha maior influência, Walt Disney faz parte das pessoas que me levaram a esta profissão. Me lembro que, quando era mais jovem, queria me tornar o Walt Disney de Bobigny [subúrbio parisiense onde Uderzo foi criado]! Uma grande ambição, não? (risos!) Foi por isso que quis prestar homenagem, à minha maneira, a este homem que tanto me fez sonhar! É claro que gostei da história de Vicar, é sempre um prazer reencontrar todos os personagens do grande Walt, e Vicar desenha tão bem Donald e seus sobrinhos! Organizar um encontro entre Astérix e os «Mickeys» é uma bela idéia.

 

Ilus: O sr. crê em uma separação entre as HQs comerciais e as de autor?

Acho que não entendi sua pergunta! Não existe HQ sem autor... Não se pode qualificar uma HQ de comercial sob o simples pretexto de que ela foi bem sucedida com os leitores! Existem estilos diferentes, ligados a cada desenhista, e há gêneros diferentes, como a bande dessinée franco-belga, os comics e os mangás… Gosto mais de alguns estilos do que de outros, mas isso é escolha pessoal e não gosto de compartimentar assim [comerciais x de autor] os diferentes gêneros de HQ. Deploro este tipo de classificação, a HQ deve, acima de tudo, divertir os leitores e se o faz, duvido que um autor vá reclamar! A única coisa que eu acho condenável é a falta de respeito  que alguns editores têm, se preocupando menos com os autores do que com o sucesso dos personagens que eles criaram, pela simples ambição do resultado [financeiro]. É aí que a HQ se torna comercial e eu recrimino esta prática. Já vi personagens míticos serem tomados por desenhistas que não tinham o mesmo talento do criador… isso pode ser perigoso para o personagem

 

Ilus: O sr. conhece algum quadrinista brasileiro?

Para ser totalmente sincero, conheço alguns, mas não os citarei porque não quero magoar aqueles cujos nomes eu não lembro!! Mas eu os saúdo a todos, por Toutatis!

 

Ilus: O sr. já esteve por aqui, não?

Estive em seu belo país duas vezes, a primeira em 1971, para ver o Carnaval de renome mundial… foi um momento inesquecível que vivi com minha família… e voltei aí, convidado pelo nosso editor à época, a quem eu agradeço até hoje!

No ano passado fui convidado a voltar ao Brasil, mas infelizmente não pude ir. Pode acreditar que eu lamento! Mas é difícil para mim pegar aviões, ainda mais para viagens longas! Eu lamento, pois sei que Astérix tem inúmeros fãs por aí, a quem eu saúdo e agradeço pela fidelidade! Mas não me arrependo de nada… porque o Brasil, por seu intermédio, está vindo a mim hoje!

 

Ilus: Quais são seus próximos projetos ?

Bom, por ora não posso negar que umas férias me fariam um bem muito grande. Se você quer saber sobre um eventual 34o álbum... não digo que não, mas preciso encontrar uma boa idéia para um roteiro, pelo menos um que me pareça suficientemente bom para satisfazer os leitores! Astérix vai fazer 50 anos no ano que vem, é preciso preparar a festa que ele merece! Mas não posso revelar nada, será uma surpresa!

 

Ilus: Ser desenhista é uma questão de talento ou de prática?

Não sei como responder, as duas coisas andam juntas. Desde muito cedo meu irmão mais velho achava que eu tinha talento para desenhar e foi ele que me deu minha primeira missão quando eu tinha apenas 14 anos. Depois não parei de desenhar e te digo, tive sorte de fazer disso minha profissão! É claro que quanto mais praticamos uma disciplina, mais melhoramos seus resultados… mas se há uma predisposição, isso fica mais fácil! Quando olho as obras de da Vinci ou de Rubens, vejo que o talento deles predomina, mas sei que cada um deles passou por longos anos de aprendizado! René também desenhava quando nos conhecemos, mas ele era melhor com os roteiros do que com os desenhos. De minha parte, eu me sentia melhor desenhando… e creio que nosso encontro foi o começo de uma bela associação!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 22h45

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Aqui e ali

O Planeta Terra que se prepare. Kele Okereke diz que o próximo disco do Bloc Party deve sair no final deste ano ou no começo de 2009 (o Planeta Terra rola em 8 de novembro, e o Bloc Party estará lá). Sobre como estão as gravações do disco, o vocalista diz: "parece que estamos no meio de uma floresta em incêndio ou num terremoto". Esse terceiro álbum do Bloc Party está dando medo... Além do Bloc Party, o Planeta Terra deve ter, entre os gringos, Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs e Raconteurs.

*****************

Não sei muito bem por quê, mas sou muito fã dos Fratellis. É uma banda que soa parecido com várias coisas do passado e tal, mas o clima festeiro, animado, com músicas que remetem tanto a Beatles quanto ao Clash, faz essa banda parecer muito necessária hoje. O segundo disco do trio de Glasgow, "Here We Stand", sai nos próximos dias na Europa. O primeiro single, "Mistress Mabel", tem guitarra rápida e refrão que fica na cabeça; "When All the Lights Go Out" é uma balada cheia de groove; já "Lupe Brown" não fica muito longe de "That Thing You Do".

*****************

Wolfgang Voigt, um dos capos da Kompakt, acaba de lançar uma caixa com os quatro discos em que assina como Gas. "Nah Und Fern" traz os álbuns "Gas" (1996), "Zauberberg" (1997), "Königsforst" (1999) e "Pop" (2000). Música ambiente normalmente beira a chatice, mas Voigt cria faixas longuíssimas bem trabalhadas, hipnóticas, densas. Elementos são colocados pouco a pouco, e você fica absorvido por cada faixa. Essa caixa resume grande parte do lado experimental e abstrato da eletrônica nos anos 1990.

*****************

Menos abstratas, (bem) mais para a pista são as músicas do Kronx, dupla paulista do produtor Wendel V. e do DJ Marcinho. Clima que lembra New Order, lembras bandas indietronicas inglesas do início dos anos 1990... E de pista o Marcinho manja. Na época em que era DJ do Borracharia, em São Paulo, ele foi dos primeiros a tocar "Rockafeller Skank", do Fatboy Slim...) O Kronx colocou no MySpace cinco faixas que devem entrar no primeiro disco da dupla. Se dependesse de mim, "Hypsters" entraria fácil.

*****************

Vi no Lúcio que tem música nova do CSS. "Left Behind" vai estar em "Donkey", o segundo disco da banda. Aqui, o vocal da Lovefoxxx caminha lado a lado com uma guitarra e melodia bem pop. Poucas bandas sabem criar festa como o CSS. Ouça aqui.

Escrito por Thiago Ney às 20h44

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Coldplay no MySpace

"Viva la Vida or Death and All His Friends", o quarto disco do Coldplay, poderá ser ouvido na íntegra a partir das 15h desta sexta-feira (6 de junho). O disco será colocado na página da banda no MySpace brasileiro. "Viva la Vida" ficará no site por uma semana. Chega às lojas no próximo dia 17.

Escrito por Thiago Ney às 16h41

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Brasileiros no Skol Beats

Está rolando votação para escolher os DJs gringos que tocarão no Skol Beats, festival que acontece em SP em 27 de setembro. Pois saiu a lista com os 14 nomes nacionais que entrarão em votação. Desses 14, nove se apresentam no Skol Beats. A lista:

Anderson Noise
Fabricio Peçanha
Gui Boratto
Killer on the Dance Floor
Marky
Magal
Mario Fischetti
Mixhell
Montage
Murphy
Renato Ratier
Ricardo Guedes
The Twelves
Wrecked Machines

A votação para a escolha dos DJs nacionais rola entre 10 e 29 de junho. Infos: www.skolbeats.com.br.

Escrito por Thiago Ney às 17h27

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Macca

Como o bom filho à casa torna, Paul McCartney, o sir, deu um show em Liverpool no domingo e até a Yoko Ono disse que ia (fora Dave Grohl, que brincou na guitarra e na bateria em algumas músicas). A gente não foi, infelizmente, mas a Folha tinha uma testemunha lá, na figura de Adriano Ceolin. É dele o relato abaixo:

Paul McCartney fez John Lennon brilhar mais uma vez em Liverpool. Em show para celebrar a cidade como capital europeia da cultura em 2008, ele homenageou seu parceiro nos Beatles ao tocar duas canções idealizadas pelo músico morto em 1980: “A Day in the Life” e “Give Peace a Chance”.
 
O show, realizado domingo no Anfield Stadium (sede do Liverpool Footbol Club), parecia repetir o que Sir Paul tem registrado nos seus dois últimos DVDs. Hits famosos na fase nos Beatles com algumas canções de sua carreira nos anos 1970_quando liderou sua segunda banda, os Wings.
 
Ate as piadas e histórias contadas nos DVDs foram repetidas para as 36 mil pessoas que lotaram o estádio. Antes de tocar “Blackbird”, por exemplo, lembrou que ele e George Harrison descobriram os acordes que serviram de base da canção depois de tentar tocar música erudita ao violão.
 
Há cinco sem se apresentar na cidade, Paul preferiu não se arriscar. Apesar de ter aberto o show com “Hippy Hipppy Shake”, um cover freqüente nas apresentações no Cavern Club ainda no começo dos Beatles, emendou “Jet” do disco “Band on The Run”, o mais bem-sucedido dos Wings.
 
Era o que o público esperava mesmo. “Vim para ouvir as músicas dos Beatles e algumas da carreira solo, principalmente do 'Band the Run'”, disse Dennis Graham, 48, ainda antes do show começar. 
 
Do mesmo disco, Paul tocou ainda “Let Me Roll It” e a própria canção-título do álbum, que contou com a participação de Dave Grohl. O ex-baterista do Nirvana e atual líder do Foo Fighters apareceu com uma guitarra azual semi-acústica. Depois, tocou bateria em “Back in the USSR”.
 
Durante o show, Paul lembrou do hospital que nasceu e citou alguns bairros da cidade. “Está é de um lugar aqui por perto”, disse, antes de iniciar as primeiras notas no baixo de “Penny Lane”.
 
A primeira homenagem foi para Linda McCartney. Também como pode ser visto no DVD “Back in the US”, cantou “My Love” para sua ex-mulher, morta em 1998, de câncer.
 
Para George Harrison, Paul tocou "Something" com seu ukelele, um instrumento de cordas bem parecido com um cavaquinho. A canção também já havia sido gravada por ele no DVD “ Back in  The US”.
 
Antes de deixar o palco, Paul tocou ao piano “Let It Be” seguida de “Hey Jude”_mais previsível, impossivel. Na volta para o bis, “Yesterday” e, depois, a surpresa. Paul pegou o baixo e começou: "I read the news today, oh boy".
 
Os versos de John na voz de Paul, com “A Day In the Life”, só não foram a maior surpresa do show porque, na seqüência, ele emendou “Give Peace a Chance”_uma canção simples e direta para protestar contra a Guerra do Vietnã. Para encerrar, Paul escolheu “Lady Madonna” e “I Saw Her Standing There”.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h51

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