Eu tinha pensando em colocar aqui a crítica que a Sylvia Colombo escreveu na Ilustrada, na última quarta, sobre o primeiro show de Roberto Carlos e Caetano Veloso em São Paulo, porque foi uma bela paulada pra destoar do clima de admiração geral (aqui, inclusive, onde eu escrevi um texto dizendo que gostei desse encontro no Rio). Mas aí pensei que ninguém agüenta mais bossa nova pelos próximos 50 anos.
Mas, tendo em vista que Caê ficou chateado com as críticas negativas (da Sylvia e do Jotabê Medeiros, em "O Estado de S. Paulo") e manifestou isso publicamente, acho que vale um último post sobre isso. E, agora, bossa nova só no centenário.
Thiago Ney avisa em sua coluna de hoje, na Ilustrada: O REM fechou contrato para tocar no Brasil. Serão provavelmente cinco shows, em Porto Alegre, Rio e São Paulo, entre 5 e 12 de novembro. As datas e os locais estão sendo definidos pela produtora Mondo.
Vai ser um fim de ano de divas, pelo visto: antes da passagem do furacão Madonna em dezembro, a australiana Kylie Minogue faz um esquenta, dia 8 de novembro, no Credicard Hall, em São Paulo - a se acreditar no site da Ticketmaster, que já está anunciando o show, apesar de não ter aberto a venda de ingressos (vale lembrar que, no caso do Stone Temple Pilots, eles inclusive venderam ingressos, e até agora nada de show confirmado, então é bom botar as barbas de molho).
Pra quem não associa o nome à música, é a mocinha desse chiclete aí abaixo:
ATUALIZAÇÃO: como os fãs notaram, a Ticketmaster tirou do ar a página em que anunciava o show da Kylie Minogue em São Paulo (cujo link colocamos aí em cima). Procuramos a empresa, que admitiu o erro: "A Ticketmaster se equivocou ao colocar o show como atração futura, ainda não temos confirmação. Por isso tiramos a página do ar", disse a assessoria. Segundo eles, as negociações estão rolando e o show deve ser confirmado, mas ainda não foi. Eu falei que era pra botar as barbas de molho, né, tendo em vista o caso STP?
A CIO, noite de electro-tecno-house-clima oitentista da Glaucia ++ faz festa de 11 anos no D-Edge, com Mau Mau, Oscar Bueno e Magal. R$ 25 a R$ 30.
E a noite Funhell, na Funhouse, organiza a primeira edição do karaokê indie. Pode ser divertido, mas só de imaginar algum bêbado cantando Weezer me dá um pouco de medo. R$ 10
Quinta
Despedida da indie Peligro do Milo.´R$ 10
Sexta
New rave, músicas novas, purpurina, jogação. Debut vs Rebel, com Gil Barbara, Edu Corelli, Bispo, no Vegas. De R$ 25 a R$ 30
Sábado
Guab faz a última .mixtape. no Milo. Como já disse, D.R.A.M.Á.T.I.C.O. Chegue BEM cedo, tipo fim da tarde. R$ 10
Mash-ups, electro-rock, purpurina, jogação. Popscene vs. Gente Bonita, no Glória, com direito a apresentação do João Brasil, já chamado de "Girl Talk brasileiro". De R$ 15 a R$ 30
Noite das mais concorridas e animadas de São Paulo, a .mixtape., comandada pelo habilidoso Guab, fará sua despedida do Milo neste sábado. Não só. A Peligro, que escalava bandas e DJs para as quintas-feiras do clubinho, também está de saída. As mudanças rolam porque Guab, Guilherme e Felipe Barrella e Dago Donato vão abrir outro clube. O nome provisório do novo local é Neu. Vi a história no Lúcio e, segundo o Guab, o lugar fica na rua Germaine Burcharb, ao lado do pq. da Água Branca, na região de Perdizes. É uma casa de dois andares, com capacidade para cerca de 200 pessoas, com um quintal grande colado ao parque. "Pensávamos nesse projeto há algum tempo, queríamos algo que fosse nosso. É o sonho da casa própria", diz Guab a este blog. A previsão é que o Neu comece a funcionar em outubro. Tanto a .mixtape. quanto a Peligro serão levadas ao Neu, talvez com outros nomes.
Com a mudança, o Milo não abrirá mais de quinta-feira. As noites de sábado chamarão "10:33" e ficarão sob o comando de um grupo de DJs, incluindo aí o próprio Milo. Rock alternativo dos anos 1990 e 2000 é o que será mais ouvido ali.
Assim, nesta quinta rola a última Peligro no Milo e, no sábado, a última .mixtape., com o Guab tocando até amanhecer. Recomendo muito as duas noites. E chegue cedo. Porque vai ser D.R.A.M.Á.T.I.C.O.
Só para atualizar o fã-clube, continuamos perguntando regularmente à Ticketmaster/Time 4 Fun sobre a vinda do STP, se vai ser confirmada ou cancelada - e eles continuam dizendo que a banda não responde (primeiro havia um prazo de 24 horas para essa resposta, que já se esgotou há mais de uma semana).
Já tem gente com ingresso na mão, mas as vendas foram suspensas a pedido da banda. A Ticketmaster diz que não acredita num cancelamento, mas, sinceramente, se alguém me diz que vai me dar uma resposta em 24h e, dez dias depois, ainda não deu nenhum sinal, eu não ficaria otimista como a empresa diz estar.
Foram 19 músicas: 9 do último disco, o restante de álbuns anteriores. Não quero parecer saudosista, mas o show de Madonna vale mesmo pelos clássicos. Claro, a produção é impecável: telões que formam um cubo no centro do palco e depois se separam e se movimentam pelo local; um palco menor, ligado ao maior por uma passarela e encoberto por um telão em forma de cilindro; um monte de dançarinos, músicos, um DJ ótimo soltando bases de algumas faixas.
Tudo isso esteve na apresentação que rolou no impressionante Millennium Stadium, em Cardiff (País de Gales) no último sábado, e tudo isso deve vir ao Brasil em dezembro, para os shows no Maracanã (14/12) e no Morumbi (18/12 e 20/12).
Mas quando entram músicas novas como "Candy Shop", "Spanish Lesson", "She's Not Me", "Devil Wouldn't Recognize You" e "Heartbeat", por exemplo, a temperatura cai e não há efeito visual que disfarce como Madonna não se adaptou bem às batidas de hip hop e r&b que Timbaland e Pharrell Williams colocaram nas canções de "Hard Candy", o disco mais recente dela.
Para fugir da nostalgia barata, Madonna modificou (modernizou cai melhor) as faixas mais antigas. Desde os anos 1980 Madonna tem como grande virtude se adaptar ao que de melhor a música pop produz em determinada época, e quando chega "Vogue" temos certeza que ela não perdeu o prumo. Se estamos em época de mash-up, Madonna aparece com uma versão inacreditável de "Vogue", em que a melodia da música é sobreposta às batidas de "4 Minutes", o primeiro single de "Hard Candy". Veja abaixo como ficou:
Pouco depois de "Vogue" vem "Into the Groove", faixa que está entre as mais valiosas preciosidades pop dos anos 1980. Faz parte do "segundo ato" (são quatro ao todo), aquele em que ela relembra o início de carreira, em Nova York. Madonna veste um shortinho vermelho e pela primeira vez realmente interage com o público (dá o microfone para alguns fãs cantarem).
Para espanar a poeira de "Borderline", Madonna pega uma guitarra e empresta a esse pequeno clássico pop potentes riffs roqueiros. Grande surpresa. "Music" chega ainda mais dançante e até a chata "La Isla Bonita" ganha um groove inusitado.
No último "ato", Madonna encarna uma dominatrix no meio de uma rave. Aqui entram as novas "4 Minutes" e "Give It 2 Me" e três antigas. "Like a Prayer" e "Ray of Light" ganham versões bombadas, meio electro-house, para dançar pulando, enquanto "Hung Up" é puro rock, pesada, vibrante. Madonna fez 50 anos, não é mais nenhuma garota, mas ainda não tem concorrentes no pop.
Não sou o cara mais bossa nova que existe, mas, ao fim do show de Roberto Carlos e Caetano Veloso ontem à noite, no Teatro Municipal do Rio, me dei conta de que gostei bastante dos shows dessa série em homenagem ao cinqüentenário do gênero - estou falando da parte musical, é claro; a parte de organização (da venda de ingressos ao tamanho dos shows) já foi devidamente (e merecidamente) esculhambada aqui.
Aliás, o fato de os shows terem sido tão bons só torna mais lamentável o fato de eles terem sido restritos a tão poucos - aos que tinham muito dinheiro, muitos amigos ou muita paciência e sorte. A exceção foi o de João Donato com convidados, que pelo menos teve uma apresentação gratuita, no Auditório Ibirapuera.
Roberto e Caetano fizeram um show memorável ontem, em homenagem a Tom Jobim. Começaram com um atraso pequeno, para os padrões joão gilbertianos (uns 40 minutos; segundo um porteiro do Teatro Municipal, a culpada foi a novela das 8, a que Roberto gosta de assistir), mas, no Rio, as pessoas aparentemente nunca contam com um show começando na hora - 21h20, 20 minutos depois do horário marcado para o início, ainda tinha uma centena de lugares vazios e muita gente chegando calmamente.
Quando começou, foi em grande estilo, com os dois juntos no palco cantando "Garota de Ipanema" e "Wave". A inevitável troca de elogios também começou cedo ("Ele é demais", disse Caetano; "É uma honra fazer esse show com o Caetano, um cara que eu admiro", mandou Roberto).
O Rei estava bastante descontraído - ainda mais levando-se em conta que era um evento raríssimo, possivelmente o primeiro show em que não cantava músicas suas, só servia de intérprete - e distraído também. Precisou ler todas as letras (até as mais manjadas, como "Garota de Ipanema" e "Chega de Saudade") e cometeu uns erros pequenos, como quando anunciou que ia sair do palco e deixar Caetano, ao fim da segunda música - na verdade, ambos saíram, para que Daniel Jobim, neto de Tom, tivesse seu momento solo, com "Águas de Março".
Depois foi a vez de Caetano solar: "Por Toda a Minha Vida", "Ela É Carioca", "Inútil Paisagem", "Meditação" e um dos grandes momentos da noite, a sensacional "Caminho de Pedra", de orquestração grandiosa e que ele apresentou como sendo "Uma canção do Tom Jobim com o Vinicius de Moraes pouco conhecida, mas que eu conheço desde criança [é claro, Caê é Caê], ouvi no disco da Eliseth e gosto muito". Encerrou sua parte com a aplaudidíssima "O que Tinha de Ser".
Aí foi a vez de Roberto, e o homem mostrou por que é rei. Muito mais à vontade como intérprete do que Caetano, como já era de se esperar (algo facilmente visível já na postura corporal - o baiano parece não saber o que fazer com o corpo, sem um violão ou sem suas músicas para dançar), Roberto começou trazendo Tom Jobim para sua órbita, com uma versão em espanhol de "Insensatez", com letra dele, Roberto.
Aí cantou outra das mais aplaudidas da noite, "Por Causa de Você", e fez sua seqüência João Gilberto, repetindo quase na mesma ordem três músicas que o baiano havia tocado em seu show em São Paulo: "Lígia" (repetindo um encontro histórico, que foi mostrado no telão), "Corcovado" e "Samba do Avião" - sendo que, no Municipal, o povo teve coragem de cantar junto, ao contrário do que aconteceu no Auditório Ibirapuera, onde todos estavam com medo de aborrecer João Gilberto.
O Rei encerrou sua parte solo com "Eu Sei que Vou te Amar", entremeada pelo "Soneto de Fidelidade", que ele declamou.
Aí voltou Caetano para a dobradinha final: a divertida "Teresa da Praia", repetindo o duo de Dick Farney e Lúcio Alves, "A Felicidade" e "Chega de Saudade". Eram 22h57 quando as cortinas se fecharam, mas o bis não tardou: "Se Todos Fossem Iguais a Você". Ainda sairiam e voltariam mais uma vez, para um repeteco de "Chega de Saudade", acompanhado pelo público em coro.
Chegaram as infos do Skol Beats, festival que já foi o maior da América Latina e que na edição deste ano terá formato mais enxuto, com três palcos. Se a estrutura é menor, o evento terá uma das atrações mais explosivas de sua história: Justice. Ao vivo, a dupla francesa toca por quase uma hora e meia com o som BEM alto, pesado e com iluminação delirante e paranóica. Se repetirem no Brasil o show que fizeram no Coachella (EUA) neste ano, será um dos grandes momentos de 2008.
Bem, o Skol Beats acontece em 27 de setembro (das 18h às 8h do dia seguinte), no Anhembi, em SP. O line-up do festival segue abaixo. Depois, os preços (o ingressos começam a ser vendidos neste sábado, 23 de agosto). Os organizadores querem incentivar o público a não ir de carro ao festival. Por isso, junto com os ingressos o consumidor ganhará dois bilhetes de metrô (um para ir e outro para voltar do evento). Das estações Tietê e Barra Funda haverá ônibus para levar até o Anhembi (os ônibus levarão o público de volta às estações)
Palco Skol Live
19h às 20h45 - Killer on the Dancefloor 20h45 às 22h - Montage (Live) 22h às 23h - Mixhell (Live) 23h à 0h30 - Justice (Live) 0h30 à 1h45 - DJ Marky & MC Santana 1h45 às 3h - Pendulum (Live) 3h às 4h30 - Digitalism (Live) 4h30 às 7h - Armin Van Buuren 7h às 8h - Gui Boratto (live)
Tenda Skol Beats
20h às 22h - Mario Fischetti 22h à 0h - Agoria 0h à 1h - Anderson Noise 1h às 3h - Dubfire 3h às 5h30 - Steve Angello & Sebastian Ingrosso 5h30 às 7h - Fabrício Peçanha 7h às 8h - Murphy
Tenda Terra
20h às 21h - Flow & Zeo 21h às 22h - Marcelinho CIC 22h à 0h - DJ MFR 0h às 2h - Miguel Migs 2h às 4h - Renato Cohen 4h às 6h - Christian Smith 6h às 7h - Propulse 7h às 8h - Blake Jarrel
Preços
Lote 1 – Até 7 de setembro: R$ 80 (R$ 40 para estudantes)
Lote 2 – Até 26 de setembro: R$ 100 (R$ 50 para estudantes)
Fatboy Slim está com projeto novo. The Brighton Port Authority, ou BPA. Uma das faixas é "Toe Jam", que tem nos vocais Dizzee Rascal e David Byrne. Acontece que Fatboy Slim pediu um remix à dupla paulistana Database. A versão original você pode ouvir no MySpace do BPA; o remix está abaixo, junto com a releitura que o Database fez de "D.O.D.", música do MixHell.
Saíram as infos sobre a festa de três anos do Vegas, que acontece em 3 de outubro na Flex (av. Marquês de São Vicente, 1.767, São Paulo). O line-up da noite:
Pista 1
0h - André Juliani 1h - Glass Candy 2h30 - James Murphy & Pat Mahoney (LCD Soundsystem - special disco DJ set) 5h - Mau Mau
O ingresso custa R$ 70 no dia do evento e R$ 50 antecipadamente (no Vegas, r. Augusta, 765; tel: 0/xx/113231-3705; e na Eastpak, r. Augusta, 2.685; tel: 0/xx/11/3089-5591; compra somente em dinheiro, convites sujeitos à disponibilidade).
Acabamos de receber uma resposta da assessoria de imprensa Ticketmaster sobre o que houve com a venda de ingressos pro show do Stone Temple Pilots, marcado para 14/10.
A empresa começou a vender ingressos (não disseram quando nem por que começaram antes da data oficialmente anunciada para início das vendas, 20/8) e algumas pessoas chegaram a comprar, como o Rapha, que escreveu pra cá.
Aí, a banda ligou hoje para os promotores dos shows na América do Sul e mandou suspender a venda, porque a vinda deles estava ameaçada (os motivos, novamente, não foram revelados). Segundo a assessoria da Ticketmaster, "a banda pediu um prazo de 24 horas, que termina amanhã, para responder se vai conseguir ou não cumprir a agenda de shows na América do Sul".
É isso, então. Nem todas as respostas estão na mesa (apesar de termos feito todas as perguntas, mas a Ticketmaster vocês sabem como é...), vamos ver se elas aparecem. E torcer para que a quarta traga a confirmação do show.
Há duas rádios novas em São Paulo, e rádio nova é sempre esperança renovada de uma programação decente - mesmo que, no quesito "rádio", SP esteja bem melhor do que cidades como o Rio, como já falamos antes.
A Oi FM chegou com muita propaganda, como tudo que envolve telefônicas em geral. Ouvi trechos de 15 minutos nos últimos dias, quando andei de carro, e achei que a rádio anda dando uma no cravo, outra na ferradura, alternando indie-pop-modernete com pop/dance-para-as-massas (entrei no site para ouvir enquanto escrevo e já tivemos Robbie Williams e Magic Numbers). A favor da rádio, ela já conseguiu me surpreender, o que é sempre algo positivo para o ouvinte (ser surpreendido, digo). Vindo para a Folha hoje de manhã, ouvi uma seqüência com "Deeper Shade of Soul", do Urban Dance Squad, e "Chicken Payback", do Bees - nada novo (nem bandas, nem músicas), mas, pelo menos pra mim, muito bom e surpreendente. É cedo para avaliar se a rádio vai prestar (até porque, como eu disse, ouvi pouco), mas há perspectivas, há esperança. A conferir.
O exato oposto - ou seja, uma rádio que já estréia com cara de mais do mesmo - é a tal Mitsubishi FM, "uma realização do Grupo Bandeirantes de Rádio em parceria com a Mitsubishi Motors e a Agência África". Ela entrou no meu rádio enquanto eu zapeava em busca de algo decente e parei nela porque me surpreendi com meu display mostrando o nome da banda e da canção que estava sendo tocada (Rolling Stones - "Emotional Rescue"). Achei isso muito bacana, ainda mais nessa era em que, pra descobrir o que está tocando, você precisa ter muita sorte de topar com o locutor enumerando 500 músicas ao mesmo tempo (quando fazem isso). Mas foi tudo que a rádio tinha a oferecer de bacana, aparentemente. Ouvi trechos dela também, e ainda menos do que a Oi (ou seja, a avaliação é parcial), mas me pareceu uma mistura da fórmula das rádios de "classic rock" com as "light FM". Se é isso que o povo dos 4x4 ouve, imagino a tortura que deve ser participar de um rally.
Dois álbuns emblemáticos do britpop (ao lado de "Different Class", do Pulp, e "Parklife", do Blur) são "(What's the Story) Morning Glory?", que o Oasis lançou em 1995, e "Urban Hymns", disco do Verve de 1997. Não que, para mim, sejam os melhores (do Oasis, prefiro "Definitely Maybe", com "Up in the Sky", "Rock and Roll Star", "Slide Away", principalmente nesta versão de Knebworth, "Live Forever"...; do Verve, "A Northern Soul", que traz "History", "A New Decade", "On Your Own", "This Is Music"...), mas são os mais bem-sucedidos das duas bandas ("Morning Glory" é o terceiro disco mais vendido no Reino Unido, com 4.304.500 cópias, atrás apenas de "Sgt. Pepper", dos Beatles, e "Greatest Hits", do Queen; enquanto "Urban Hymns" traz os hits mais conhecidos do Verve, como "Bittersweet Symphony").
Entende-se por que esses discos foram (são ainda) um sucesso; são recheados de músicas praticamente perfeitas. Letras bem feitas, que se encaixam com precisão à melodia. Parece que foram compostas sem nenhuma dificuldade, que saíram naturalmente. Agora, ouvindo os discos mais recentes do Oasis (principalmente "Standing on the Shoulders..." e "Heathen Chemistry") ou os álbuns do Richard Ashcroft temos a sensação de que letra e melodia não pertencem à mesma música; há um exagero de guitarra, o vocal soa falso...
Toda essa ladainha para chegar ao dois próximos discos de Oasis e Verve. O do Verve já está todo na internet. Não me parece, nem de longe, ter a mesma força dos álbuns passados. Gostei de três faixas, "Valium Skies", "Love Is Noise" e "Sit and Wonder", que lembram, sem nostalgia, como o Verve acertava nos anos 1990; já "Columbo" tem mais de sete minutos (num evidente excesso de pretensão...); "Appalachian Springs", "Judas" e "I See Houses", são baladas modorrentas; "Noise Epic" é um "épico" com nada a dizer... Triste.
"Dig Out Your Soul" ainda não caiu todo na rede. Apenas algumas faixas, como "The Shock of the Lightning", "Falling Down" e "Ain't Got Nothin". A primeira lembra as músicas mais rápidas de "Definitely Maybe", com parede de guitarra e Liam quase gritando. "Falling Down", a original, é bem melhor do que o fraco remix que ganhou do Chemical Brothers. Traz Noel no vocal, um dos melhores que ele já fez para a banda, em música meio climática, com uns bons efeitos de guitarra; já "Ain't Got Nothin", com letra do Liam Gallagher, é a mais fraca das três, lembra rock tradicional e careta dos anos 1970; tomara que o álbum não siga essa linha.
A Blender perguntou às campanhas de Barack Obama e John McCain quais as músicas que os candidatos mais gostam. O resultado:
Obama
1. Ready or Not - Fugees 2. What's Going On - Marvin Gaye 3. I'm On Fire - Bruce Spingsteen 4. Gimme Shelter - Rolling Stones 5. Sinnerman - Nina Simone 6. Touch the Sky - Kanye West 7. You'd Be So Easy to Love - Frank Sinatra 8. Think - Aretha Franklin 9. City of Blinding Lights - U2 10. Yes We Can - will.i.am
McCain
1.Dancing Queen - ABBA 2. Blue Bayou - Roy Orbison 3. Take a Chance On Me - ABBA 4. If We MakeIt Through December - Merle Haggard 5. As Time Goes By - Dooley Wilson 6. Good Vibrations - The Beach Boys 7.What A Wonderful World - Louis Armstrong 8. I've Got You Under My Skin - Frank Sinatra 9. Sweet Caroline - Neil Diamond 10. Smoke Gets In Your Eyes - The Platters
Algumas considerações:
- A música mais nova escolhida por McCain é "Take a Chance on Me", lançada em 1977 pelo Abba;
- A música mais velha colocada por Obama é "You'be So Easy to Love", que ganhou versão de Sinatra em 1961;
- Nenhum escolheu Beatles; os dois escolheram Sinatra;
- Melhor cena imaginada a partir dessas listas: John McCain ao som de "Dancing Queen".
Fui ontem cobrir o primeiro show de João Gilberto em São Paulo, o primeiro do baiano no Brasil nos últimos cinco anos, o que teve a venda de ingressos mais caótica dos últimos muitos anos, o mais hypado etc. e tal. Meu primeiro show de João Gilberto.
Foi uma experiência divertida, tanto pelas situações e figuras bizarras com que topei quanto pelo show em si - é mesmo só um velhinho, um banquinho e um violão, mas como é bonito, gostoso de ouvir. Ir a trabalho sempre deixa o repórter ligado, tenso, ainda mais quando você precisa entregar um texto até 0h30 no máximo e o show acaba à 0h06 (graças ao atraso gigante do astro, que às 21h15 - ou seja, 15 minutos depois da hora em que devia estar no palco - ainda jantava tranquilamente no hotel), mas foi uma experiência válida.
Abaixo, o texto que eu escrevi pra Ilustrada, numa correria inacreditável - ou seja, desculpem o mau jeito, mas pelo menos dá pra entender o clima do evento.
"São 22h35, mais de uma hora e meia de atraso para o show de João Gilberto em São Paulo, ontem, e no palco entram dois homens carregando o tapete e a cadeira em que o músico vai se sentar. Vendo a cena, Luiza, filha do cantor, pergunta à mãe, do colo da babá: "Mas pra quê cadeira, se ele nem vem?"
Prova de que a menina conhece bem a fama do pai, mas ele veio. Entrou no palco do Auditório Ibirapuera às 22h45, carregando o violão no ombro e caminhando devagar, sob aplausos da platéia que enchia os 806 lugares e que o esperava pacientemente desde às 21h.
"Obrigado, desculpem o atraso. Dizem tanto que eu atraso, mas eu não atraso não, é que ontem eu fiz uma viagem, cheguei hoje e atrasei", diz o músico a seus fãs, antes de abrir o show com "Aos Pés da Cruz", indiferente ao barulho das máquinas dos fotógrafos, liberados para registrar apenas o primeiro minuto do show.
Findo o trabalho dos profissionais, um silêncio absoluto se instala na sala, até ser quebrado pelo característico barulho de um computador sendo desligado, vindo do telão onde são projetadas imagens abstratas, no fundo do palco.
O público, assustado, faz um "oooh", já esperando pela primeira reclamação da noite, mas o baiano segue impávido, entrando na segunda canção ("13 de Ouro") e emendando na seqüência dois clássicos de Tom Jobim ("Wave" e "Caminhos Cruzados").
As pausas, ao fim de cada canção, são muito breves, apenas segundos para os aplausos. Com o pé direito em cima de um caixote, para deixar a perna adequada à altura do violão, João parece bem calmo, quase descontraído _chega a balançar as pernas levemente em diversas ocasiões, acompanhando a subida de tom das canções.
Antes de tocar "Doralice", a quarta canção do show, o astro diz "São Paulo, I love you", e pede licença para falar, começando a louvar Henri Maksoud e seu hotel homônimo, no qual está hospedado.
"É um símbolo da hospitalidade brasileira, desse povo grande, todos são tão grandes. Um beijo, Henri", finaliza, puxando palmas da platéia.
A paciência do cantor seria novamente testada em "Preconceito", quando flashes começaram a estourar na coxia direita do palco e assim permaneceriam por diversas canções. Na platéia, sua filha Luiza começou a reclamar, em tom baixo, ouvindo "psiii" da mãe.
Os clássicos da bossa nova vão se sucedendo: "O Pato" (com direito a um ajuste na corda do violão antes de começar), "Corcovado", "Samba do Avião", "Lígia" _estas três, também de Tom Jobim, o mais tocado da noite.
Caymmi também é lembrado, na seqüência, com "Você já Foi à Bahia?" e "Rosa Morena".
Não tarda e vem "Desafinado", seguida por "Estate". Às 23h27, o marco da bossa nova: "Chega de Saudade", sem que o público se atreva a acompanhar cantando.
Pouco depois, termina a primeira parte do show: João agradece ao público e sai, ovacionado de pé. Em menos de um minuto, volta à sua cadeira e canta "Chove lá Fora".
Para concluir a apresentação, à 0h02, canta "Garota de Ipanema". Quatro minutos depois, tudo está encerrado, sem reclamações e com o público de pé.
Cinquenta anos e 35 dias desde a gravação de "Chega de Saudade", como frisou Zuza Homem de Mello na abertura de seu discurso ontem à noite, "nosso artista maior" atrasou 1 hora e 37 minutos para subir ao palco. Foi quase o tempo que levou para esgotarem os ingressos para o show.
Confira o hora a hora da primeira apresentação de João Gilberto no Auditório Ibirapuera:
18h40 - João Gilberto desembarca em São Paulo e segue para o hotel Maksoud Plaza
21h - o auditório está vazio
21h03 - chegam a filha e a empresária Claudia Faissol
21h07 - liberam a entrada para o público
21h34 - foyer esvazia. Fica apenas a imprensa. Sobem os últimos espectadores
21h43 - Zuza Homem de Mello avisa pelo áudio: "Gente, como vocês já perceberam, vamos ter de esperar mais um pouquinho. Nosso artista, como vocês bem sabem, não é conhecido pela pontualidade, mas pelo violão. O avião já decolou e ele está a caminho".
21h50 - entra uma música ambiente
22h02 - dá o primeiro sinal, mas sem nenhum sinal da chegada de João Gilberto (com o perdão do trocadilho)
22h11 - segundo sinal
22h17 - do lado de fora, uma produtora tensa avisa: "O carro está chegando, precisa ser rápido" [referindo-se à barreira de seguranças para que o músico pudesse entrar].
22h20 - primeira palma de reclamação, mas público não aderiu
22h20 - entram dois carros. No da frente, tem um dublê _cabeludo. João desce, faz cara de assustado com a multidão e fica sem saber por onde andar. Um turbilhão de flashes estouram assim que ele desce.
22h26 - entram tapete, microfone e cadeira. A filha dele pergunta: "Mas para que cadeira se ele nem vem?".
22h29 - os japoneses Ken Kondo e Toshihiko Usami testam som.
22h30 - entra a água numa mesinha, que fica intocada até o final do show.
22h31 - palmas de protesto ecoam, pedindo a entrada do cantor.
22h32 - desce o telão do auditório e toca o terceiro aviso.
22h33 - apaga a luz. Entra uma voz: "Ocupem seus lugares". O público, já sentado, dá risada.
22h35 - entra Zuza Homem de Mello para anunciar o início do show. É aplaudido comedidamente pelo público comportado, sem muita raiva pelo atraso.
22h37 - entra João Gilberto, é aplaudido de pé. Pede desculpas: "Desculpem o atraso. Dizem tanto que eu atraso. É que fiz uma viagem ontem. Tava em Nova York. Cheguei hoje, e aí atrasei. Desculpem, desculpem".
22h38 - canta a primeira música, "Aos Pés da Cruz"
22h40 - João segue impávido, mesmo com o barulho dos fotógrafos e até de um computador desligando, que vazou para o áudio do show.
22h41 - afina o violão ao começo de cada música. Canta "13 de Ouro"
22h43 - "Wave"
22h46 - "Caminhos Cruzados"
22h49 - fala com o público: "São Paulo, I love you". "Eu vou dizer uma coisa: tem um homem chamado Henri Maksoud, que criou um hotel que é tão lindo, é um símbolo de hospitalidade brasileira. É bem um símbolo desse povo grande, todos são tão grandes no progresso. Um beijo, Henri", e bate palmas.
22h51 - "Doralice", canta, enquanto marca mais forte, até animado pode se dizer, o compasso com o pé no chão
22h53 - "Meditação"
22h56 - "Preconceito"
22h58 - "Disse Alguém", uma versão de "All of Me"
23h02 - "O Pato"
23h03 - "Corcovado"
23h06 - "Samba do Avião"
23h08 - "Lígia", quando cantou a primeira versão da letra, como faz habitualmente, e não a mais conhecida.
23h11 - "Você Já Foi à Bahia?"
23h14 - "Rosa Morena"
23h17 - "Morena Boca de Ouro"
23h19 - "Desafinado", quando cantou a expressão "Isso é bossa nova", que às vezes evita
23h23 - "Estate"
23h25 - "Só Vou pra Casa"
23h27 - "Chega de Saudade", o maior sucesso de João Gilberto e o marco dos 50 anos da bossa nova, ninguém canta junto, por reverência
23h32 - "Isto Aqui o que É"
23h35 - Levanta, o público aplaudindo o acompanha, agradece e sai
23h36 - Volta para o bis de meia hora, senta e emenda "Chove Lá Fora"
23h39 - "O grande Tito Madi", elogia. "Essa música é linda", e canta um trecho dela de novo.
23h40 - Diz: "Vou cantar uma música do meu amigo Sérgio Ricardo. Acho muito bonita. Sérgio é paulista de Marília". Canta "O Nosso Olhar"
23h43 - tosse. "Vou cantar uma música de Denis Brean, que já foi pro céu", emenda "Bahia com H".
23h46 - agradece. "Conheci Denis Brean na TV Excelsior. Falei que gostava de ‘Bahia com H’. Ele disse: ‘Nunca estive lá’. E olha o que ele fez", repete um pedaço da música.
23h50 - "Da Cor do Pecado"
23h53 - "Retrato em Branco e Preto"
23h55 - "Samba de uma Nota Só"
23h58 - "Guacyra"
22h59 - "Pra Machucar Meu Coração"
0h02 - "Garota de Ipanema" encerra o show, às 0h06.
Os irmãos Ronson, a partir da esq.: o produtor Mark, a DJ (e, dizem, namorada de Lindsay Lohan) Samantha, a estilista Charlotte.
Filho de uma socialite americana e de um milionário britânico do setor de imóveis, os irmãos Ronson cresceram numa casa freqüentada por gente como Al Pacino e Keith Moon (que deu informais aulas de bateria a Mark). A matéria é divertida e as fotos, melhores ainda.
Depois de disputarem as provas individuais, hoje foi dia da Ticketmaster e da Ticketronic ficarem frente a frente para estabelecer quem é o pior vendedor de ingressos do país: a primeira vendeu entradas para os dois shows de Roberto Carlos e Caetano Veloso em São Paulo, a segunda vendeu para o show de João Gilberto no Rio.
Foi uma disputa apertada, com as duas equipes demonstrando que são realmente craques nesse negócio de não vender. O começo foi bem equilibrado (às 10h, hora oficial de início das vendas - o que, como já vimos antes, pode não dizer muito -, ambos os sites começaram a dar pau), mas às 10h24 a Ticketronic assumiu a dianteira, informando em sua home que os ingressos estavam esgotados (e não estavam, como ficou comprovado dois minutos depois, com o site voltando a oferecer os ingressos).
A Ticketmaster usou a velha tática do "service unavailable", enquanto a Ticketronic ia desenvolvendo seu jogo, anunciando (às 10h31) ao "prezado usuário" que "visando manter a qualidade do atendimento prestado aos nossos clientes estamos limitando o acesso ao site a 25.000 clientes simultâneos." Se 25 mil clientes conseguem acessar o site simultaneamente, quanto tempo é preciso para vender 1.400 ingressos? Parece questão de matemática básica.
Às 10h37, temendo ficar pra trás na disputa e passar imagem de competência que seria totalmente injusta, a Ticketmaster fez uma jogada de efeito: deixou alguns felizardos evoluírem até a página de seleção de lugar e de ingressos, onde se lia que "cada usuário poderá adquirir no máximo 8 ingressos para cada evento"; o limite oficial, anunciado pelos organizadores, era de 2 ingressos por pessoa
Daí por diante, foi show de bola da Ticketmaster, com várias jogadas de efeito: às 10h45, o site estava "under construction"; às 10h54, estava "em manutenção". No da Ticketronic, a evolução era lenta, cheia de idas e voltas, e era virtualmente impossível concluir a compra.
Perto das 11h, a assessoria de imprensa do evento ligou para avisar que os ingressos para Roberto e Caetano em São Paulo (os da Ticketmaster) se esgotaram às 10h53. Os da Ticketronic também já acabaram, aparentemente, mas não há confirmação oficial ainda.
A disputa, portanto, acabou num incrível empate técnico (isso se houvesse técnica envolvida no processo). Mas é possível que a Ticketmaster leve o título de "pior vendedora de ingressos do país" nos critérios de desempate, já que demonstrou anteriormente que, além de incompetência técnica, também tem incompetência jurídica, desrespeitando o Código de Defesa do Consumidor com seu modelo de vendas (acusação da qual a Ticketronic se livrou, até agora).
As medalhas, evidentemente, serão entregues pelo Itaú (patrocinador) e pela Dueto (produtora), ambos recordistas da modalidade "não tenho nada a ver com isso".
Segundo a Ticketmaster, o Stone Temple Pilots faz show no Credicard Hall em 14 de outubro. As vendas começam na quarta (dia 13 de agosto). Os ingressos vão de R$ 80 a R$ 300. Nos anos 1990, o STP era chamado de cópia do Pearl Jam; hoje, o grupo virou cult... No site da banda, ainda não há menção a esse show.
Começou às 10h de hoje (terça-feira, 12 de agosto) a venda de ingressos para o show de Roberto Carlos e Caetano Veloso em homenagem à bossa nova, no Teatro Municipal do Rio, em 22 de agosto. Se não houve uma pane enorme como nas vendas para o João Gilberto em SP, o site da Ticketronic ficou lento e saiu do ar em vários momentos. O telefone (21-3344-5500) permaneceu com sinal de ocupado. Neste momento (13h), o site parece estar OK. Há apenas seis ingressos disponíveis no setor balcão simples e cerca de 60 na galeria.
Atualização: segundo a assessoria do evento, os ingressos acabaram às 12h57.
Está no ar o portal OEsquema, que reúne os blogs Urbe (do Bruno Natal), Trabalho Sujo (Alexandre Mash-Up Matias), Mau Humor (Arnaldo Branco) e Conector (Gustavo Mini, integrante do Walverdes, das melhores bandas roqueiras do país). Pra comemorar o nascimento do portal, os caras colocaram para download um mix gigantesco do João Brasil.
Se os excelentes remixes e produções do Database iam em direção à french house e ao electro rock, em "Ugly Edits" eles voltam para os anos 1970 e a disco music. Yuri Chix e Lucio Morais colocaram na página deles no MySpace o álbum virtual "Ugly Edits", em que resgatam, reprocessam e recriam diversas faixas antigas. A primeira delas, "Ugly Intro", por exemplo, bebe em "Moments Aren't Moments", da Dionne Warwick. Em seguida, vem uma versão irrepreensível para "Party People", da banda soul americana The Main Ingredient. Os 12 edits da dupla que estão em "Ugly Edits" comprovam o que eu já havia comentado por aqui: o Database dificilmente erra a mão. As versões para "Turn Your Love Around", do George Benson, e "Realce", do Gilberto Gil, já são tocadas em pistas por aí. É exemplar o modo como costuram e dão um cheiro novo a "Burnin' Alive" (Tony Rallo and The Midnite Band), "My Love is Always" (Fats Gaines Band), "Deep Down" (Ennio Morricone), "Fight the Power" (Public Enemy) e "Ugly End" (que contém samples de "Move On Up", do Curtis Mayfield, e de "Here We Come, Here We Go, Here We Are", do JB's).
"Ugly Edits" traz ainda edits dos Twelves (para "Be Like You", faixa do Alan Parsons Project), Fisk, Cello Zero (para "Mad World", do Tears for Fears), Fabrizio Martinelli, Bo$$ in drama e Midnight Martyn. Um dos grandes lançamentos do ano.
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O Franz Ferdinand colocou no site oficial do grupo o áudio para "Lucid Dreams", faixa nova que sairá no game Madden 09. A música é bem grooveada, com guitarra e baixo em levada soul/funk. Não é tão hit/pop quanto "Take Me Out" ou "Do You Want To", mas o Franz não é banda só de hits, certo?
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A parceria Oasis-Chemical Brothers voltou a ser acionada em "Falling Down", música que estará no próximo disco dos Gallaghers, "Dig Out Your Soul" (lançamento: 6 de outubro). O remix não é nada demais; na verdade, os C. Brothers jogaram uns efeitos e deram uma acelerada no ritmo. Legal mesmo é o edit "Not Today Thanks Noel Re-edit", feito pelo Outlaws (Outlaws é projeto do inglês Peter Kirk, que mora na Austrália e é do cast da Modular). Outlaws usa em sua versão apenas os efeitos colocados pelo Chemical Brothers. E aí, sim, a faixa ganha versão decente. Dá pra encontrar no Hype Machine.
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Uma das bandas mais criminosamente subvalorizadas é o combo de Liverpool The Coral. Em setembro eles lançam a coletânea "The Singles Collection", que trará, claro, os diversos singles dessa banda que deita e rola na psicodelia dos anos 1960. O disco virá com a nova "Being Somebody Else", cujo vídeo já está no ar.
(Gostou? É boa, mas não tanto quanto "Dreaming of You", "Pass it On" ou "Something Inside of Me".)
Olimpíadas, João Gilberto causando em São Paulo, rodada de Doha... E Paris Hilton. A ubber-celebrity apimenta a eleição presidencial americana com sua resposta ao anúncio de John McCain que a comparava com Obama. Na resposta, no ar há dois dias, Paris diz que vai se candidatar a presidente, mas que não promete mudanças "como o outro cara. Eu sou apenas hot". E chama McCain de "velho enrugado de cabelos brancos".
Claro que ela falou esse texto de improviso, não teve ajuda de ninguém.
O Helvetia Music Festival soltou a escalação do evento, que rola em 11 de outubro. Terá Mauro Picotto, Fischerspooner, Marco V., entre outros. Tirando o Picotto, nada que seja tão sensacional assim.
Voltando ao tema, fiz uma matéria que está na Folha de hoje, depois de falar com muita gente (dos produtores a fãs que compraram ingresso, passando pelo Procon), e cujos pontos principais são os seguintes:
Sabe os 806 lugares do Auditório Ibirapuera para cada dia de show? Pois é, são exatamente isso, 806 lugares - ingressos postos à venda para o público, foram 506. A Dueto me disse que são 300 convidados por dia, aí incluindo "cota do João Gilberto, cota do Itaú, cota do Auditório, cota de imprensa e cota dos curadores do evento". Ou seja, estamos falando de 1.012 ingressos postos à venda para dois dias de show de João Gilberto. E vocês achavam que 1.612 era pouco!
Com este número ainda mais reduzido de ingressos, não preciso nem dizer quanto tempo um sistema decente levaria para vendê-los, né?
Bom, como se colocar uma carga tão mínima já não fosse problema suficiente, encontrei gente que conseguiu comprar antes das 10h (o horário oficial de início das vendas). Me enviaram o e-mail de confirmação (que é emitido automaticamente pela Ticketmaster quando a operação se completa, no site) como prova e, de fato, o horário de recebimento dele é 9h29 (a pessoa me disse que começou a comprar por volta das 9h10, parou um pouco porque estava trabalhando, retomou a compra e concluiu). Ou seja, sabe-se lá quantas das parcas 1.012 entradas foram vendidas antes da hora
Segundo o Procon-SP, essa venda antes da hora é irregular, desrespeita o Código de Defesa do Consumidor; mas essa é só uma das irregularidades: as outras são não permitir que o comprador selecione seu lugar e sujeitar a confirmação da compra "à disponibilidade de lugar", que é o que deixou todo mundo com dúvida se conseguiu ou não ingresso para o show
A Ticketmaster, em sua defesa, disse que não sabia sobre venda antes do horário oficial (vai averiguar), que a impossibilidade de escolher o assento é praxe mundial dela e de outras empresas do gênero e que o que acontece depois do sujeito escolher seu ingresso e dar os dados do seu cartão de crédito no site é apenas uma "colocação de pedido", não uma "ordem de compra", ou seja, as duas etapas de confirmação (do cartão e da disponibilidade de lugar) são normais, pré-compra
A empresa também disse que seu site não saiu do ar: “O problema com a banda no site começou às 8:45 e o mesmo não ficou fora do ar, mas com um tempo de resposta muito lento devido a quantidade de acessos. Dependendo do browser utilizado pelo usuário (Internet Explorer 5, 6, 7, Mozilla Firefox, etc.) o acesso expirava por time-out. No caso de navegadores com um time-out maior (Firefox, por exemplo) o site era carregado, porém demasiadamente lento devido a quantidade de acessos simultâneos. O problema foi corrigido pelo provedor às 10:50 com a correção no link contratado. Os acessos se normalizaram após este horário.”
Tentaram comprar ingresso pros shows de João Gilberto em São Paulo?
Quem tentou provavelmente se deparou com o caos, com o site da Ticketmaster dando "service unavailable" por pelo menos uma hora, telefones ocupados por mais de uma hora etc. e tal. Tudo previsível - tanto a altíssima demanda pelos pouquíssimos ingressos (806 por dia) quanto a total inépcia da Ticketmaster, da Dueto e do Itaú (os três envolvidos no evento) para lidar com isso.
A decisão de concentrar as vendas apenas na internet e por telefone (ao contrário do Rio e Salvador, que terão venda em bilheteria também) foi justificada pela Dueto, produtora do evento, assim: "Priorizamos esse tipo de venda para evitar o desconforto da fila e a frustração de quem chega à bilheteria só para descobrir que acabaram os ingressos".
Claro, claro, melhor do que o desconforto de filas (ainda mais num dia de chuva em São Paulo, como hoje) é deixar o povo desconfortável em casa mesmo (ou no trabalho, que é onde devia estar a maioria das pessoas). Tentar comprar um ingresso foi um exercício de muita, muita paciência e insistência, um desrespeito injustificável ao consumidor, a maioria gente que ia gastar R$ 360 numa única entrada. Uma coisa é o sujeito acessar o site ou completar a ligação e descobrir que os ingressos acabaram (pode-se questionar o tamanho do lugar escolhido para os shows, mas isso não é o que está em questão aqui). Outra coisa é o sujeito simplesmente não conseguir acessar o site nem ser atendido ao telefone. Foi o que aconteceu com toda a equipe da Ilustrada que estava mobilizada nessa campanha. Certamente foi o que aconteceu com a maior parte do público.
A Dueto e o Itaú jogaram a culpa na Ticketmaster, como se não tivessem sido eles que a escolheram como vendedora oficial de entradas. A culpa, obviamente, cabe a todos os envolvidos. Mas como a Ticketmaster é a ponta final, é a operadora de fato da venda de ingressos, foi ela quem soltou um comunicado oficial pra explicar a bagunça. Ele dizia o seguinte, no único dos três parágrafos que tem informações:
"Devido ao grande número de interessados na compra destes ingressos via internet e call center, houve espera no atendimento de algumas pessoas. Em razão da grande procura, os ingressos esgotaram-se em 1 hora e 23 minutos."
Bom, a parte que é pura cara de pau eu não preciso nem explicitar, né? O detalhe que talvez passe batido é o seguinte: não foi "em razão da grande procura" que os ingressos esgotaram-se em "1 hora e 23 minutos", como propagandearam a Ticketmaster e os demais envolvidos (em comunicado à parte). O que fez com que os ingressos levassem "1 hora e 23 minutos" para serem vendidos foi exatamente a pane no sistema de vendas! Sem ela, os ingressos (vale lembrar, 1.612, no total) teriam sido vendidos em cinco minutos.
Ou seja, o discurso do "olha quanta gente quis comprar, em menos de uma hora e meia acabou" é de uma ignorância notável. Com tão poucos ingressos e tanta gente querendo comprar, se a Ticketmaster tivesse telefonistas o suficiente e um site que preste, os ingressos teriam acabado em menos de um minuto (é o que acontece, por exemplo, com grandes shows no exterior, mesmo os vendidos pela mesmíssima Ticketmaster, acreditem). Quanto tempo vocês acham que levou para parcas 1.612 pessoas (isso, claro, sem falar que cada um podia levar até 2 ingressos, ou seja, poderia ser ainda menos gente do que isso) se interessarem e tentarem comprar? Segundos, é claro.
Tem ainda muitos outros pontos a criticar (por exemplo, a bizarrice de não poder escolher lugar! R$ 360 e seu assento é decidido sem sua participação!), mas eu preciso sair agora para uma cabine. Há uma matéria na Ilustrada de amanhã, tratando desse tema.
Bienal do Livro vem aí e, como já anunciamos com o livro de entrevistas da "Rolling Stone", vai rolar uma enxurrada de lançamentos ligados à música. Alguns chegaram aqui e já me chamaram a atenção, negativamente, antes mesmo d'eu lê-los (ou seja, isso não é uma crítica ao texto, que eu não posso fazer ainda):
"Almanaque do Rock", do Kid Vinil; até acho que o livro deve ser bacana, porque o autor manja do assunto. Mas precisava ser maisum "almanaque", esse formato que a Ediouro já cansou de abusar, acreditando, aparentemente, que as pessoas não gostam de ler um livro inteiro, integral, com texto bem desenvolvido?
"Metendo o Pé na Lama - Os bastidores do Rock in Rio de 1985", começa com a seguinte pérola de Cid Castro, o autor, no que ele denomina de "pré-fácil" (viu o trocadilho criativo?): "O rock n' roll foi minha primeira paixão. Nasci com ele nos anos 60 e, durante toda a minha infância, serviu de fundo musical para minhas inocentes brincadeiras. Na adolescência, me masturbava ao seu ritmo [os negritos são meus] e, na juventude, participei de enormes orgias com ele. A suruba mais marcante aconteceu em 1985, quando copulei com mais de 1 milhão de pessoas, por mais de 90 horas seguidas. E sem tirar de dentro!". Uma mistura de "oversharing" com pura e simples falta de qualidade pra criar metáforas, como se vê. Suficiente pra não querer ler nem os parágrafos seguintes.
E Obama não apareceu. O candidato-celebridade (segundo o McCain...), dizia-se no Lollapalooza, iria fazer um minidiscurso no palco principal durante o show de Kanye West. Obama não foi, mas Kanye, no meio da apresentação, fez uma lembrança ao candidato democrata: tocou um trecho de "Don't Stop Believin'", rockão tipo guilty-pleasure do Journey. Foi engraçado. O show de Kanye foi bem bom, hip hop dançante, cheio de referências pop. Tá certo que o ego dele é maior do que o lago Michigan, mas o cara sabe como conduzir um show. E incrível como muita gente dançava e cantava todas as faixas.
Você sabe que está diante de uma banda que sabe exatamente o que faz e onde quer chegar quando, no show, não há nenhum excesso; o vocalista não precisa pular de um lado pro outro, o guitarrista solta apenas as notas necessárias. Assim foi a apresentação do National, pouco antes do show do Kanye, num palco secundário. A voz de barítono de Matt Berninger é o ponto que primeiro chama a atenção no grupo. As letras fogem da banalidade e as músicas vão da melancolia a um barulho controlado.
Tão preocupados com a originalidade em disco, ao vivo o Gnarls Barkley soou como mais uma banda que pega soul music, coloca uns elementos eletrônicos mas não sabe bem como conciliar um ao outro. Mesmo faixas mais conhecidas, como "Run", soaram cansadas.
Melhor se saiu o bardo apocalíptico Saul Williams, com uma mistura de electro-hip hop-ficção científica-rock. O cara, figura, apareceu com uma pena na cabeça e o rosto pintado. Sua banda tinha um tecladista que parecia o Darth Vader. Já tinha visto dois shows do Black Kids. Os dois bons. O do Lollapalooza não fugiu à regra. "Hurricane Jane" fica ainda melhor ao vivo.
Se na sexta o Radiohead teve a honra de fechar o Lollapalooza sem competição (todos os outros oito palcos do evento já tinham encerrado), no sábado havia dois headliners: a fúria nostálgica do Rage Against the Machine, no palco principal, e o Wilco, heróis locais de Chicago, no segundo palco. Os dois shows iniciariam às 20h30, mas muita coisa boa começou a rolar antes.
Em três dias de evento, o Lollapalooza reúne 130 bandas. Numa área enorme do Grant Park, região central de Chicago, entre 70 mil e 75 mil pessoas espalham-se pelos oito palcos do festival e por áreas que concentram desde barracas de produtos orgânicos até a "Obama store" (não havia uma McCain store). E como fica numa região de fácil acesso, no Lollapalooza não há área de camping como em outros grandes festivais. (E o fantástico skyline de Chicago como moldura dessa paisagem.)
Cidade com temperatura que varia entre extremos, Chicago chega a receber mais de 30 graus Celsius no verão. No sábado, 26 graus foram suficientes para dar a sensação térmica de que estávamos em uma praia brasileira. Foi com um sol ardente que a dupla Ting Tings subiu ao palco principal às 12h45, já com público bem numeroso. É um rock-bubblegum com estrutura idêntica a de canções de bandas e girls-groups pop dos anos 1960, com melodia simples e refrão pegajoso. Mas a receita ganha corpo ao vivo, principalmente pela performance da loirinha Katie White na guitarra/vocal. Se o produtor Calvin Harris havia pegado para si "Great DJ" ao remixá-la com classe, o Ting Tings tomou a música de volta ao fazer uma versão mais pesada e ainda assim grooveada do hit. No final da apresentação, o público cantou em "That's Not My Name" e "Shut Up and Let Me Go".
Logo depois do Ting Tings, em palcos menores e próximos, competiam no horário o psycho-rock Dr. Dog (médio) e o psycho-noise-disco-punk Foals (otimo). Foi o segundo show do Foals que eu vi em poucos dias, e ao vivo esse quinteto inglês é inclassificável. Suas faixas têm estrutura não linear, arranjos quebrados; bateria, baixo e guitarras possuem linhas sinuosas, mas de alguma forma isso tudo encaixa-se bem e de uma maneira dançante. Abaixo, a faixa que encerrou o show.
O palco MySpace, próximo ao principal, foi tomado por uma massa à espera do MGMT. Tirando os grandes que tocaram no palco principal, nenhuma outra banda atraiu tanta gente quanto esta dupla. Havia tanta gente que o sistema de som desse palco não era suficiente para ser ouvido por quem estava muito atrás ou nos lados do espaço. O show teve o formato qque tanto agrada/odeia que assiste ao MGMT ao vivo: na primeira metade entram as faixas mais climáticas, viajantes, lentas; na segunda metade, vêm os hits "Electric Feel", "Time to Pretend" e a emblemática "Kids" (esta ganhou um solinho de guitarra hard rock). Como "Kids" é legal...:
O que eu mais quero é ouvir "Kids" no Brasil (no Tim Festival, em outubro)... Após "Kids", não esperava muita coisa naquele meio de tarde de sábado, mas o Booka Shade estava ali, num palco próximo, terminando seu show. Após uma faixa nova, finalizaram com o hit "Body Language". A animação do público mostra que dance music boa não cabe apenas dentro de um clube noturno; num parque, com o sol rachando... "it's the beat".
Do outro lado do parque, no palco que seria fechado pelo Wilco, Explosions in the Sky e Broken Social Scene (me) surpreenderam. O primeiro pela maneira como alternava com habilidade momentos calmos, sutis com passagens rápidas e pesadas. O segundo porque ao vivo eles me parecem mais diretos e concisos do que em disco. A electro-funk Uffie não deixou saudade, enquanto Jamie Lidell decepcionou (foi de um soul quadrado, com banda, a experimentações vocais bobas apoiadas por efeitos eletrônicos).
As pernas não aguentaram e Wilco e Rage Against the Machine ficaram para trás. Segundo relatos, o show do RATM teve de ser interrompido três vezes, para o público acalmar e não esmagar quem estava na frente do palco. Ou seja, uma apresentação normal do RATM.
Ontem teve Radiohead, Bloc Party, CSS, Grizzly Bear, Duffy, Holy Fuck e tantos outros no primeiro dia do Lollapalooza. Não consegui ir porque o MGMT e o Gogol Bordello não deixaram. Em entrevista antes do show do grupo no Metro, casa tradicional aqui de Chicago, Eugene Hutz, o vocalista do Gogol Bordello, falou não apenas de sua banda, mas também de Madonna. Ele atuou em "Filth & Wisdom", filme dirigido pela Madonna. Perguntei o que tinha achado da experiência; ele: "Ela é uma boa garota... E, sabe, vou cantar com ela em dezembro, em São Paulo".
O show do Gogol no Metro, na noite de sexta, foi impressionante. Impressionante pela adoração que os americanos têm pela banda e impressionante porque não parecia que eles haviam tocado poucas horas antes no palco principal do Lollapalooza. Foram duas horas em que o palco do Metro foi tomado pela energia caótica dos nove integrantes do grupo. Acho que das 1.100 pessoas que lotavam o lugar, apenas eu não estava pulando. Ah, o Elijah Wood, quase ao meu lado, também estava quietinho.
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Além do Gogol, o MGMT também vai ao Brasil, em outubro, pro Tim Festival. Falei com Ben Goldwasser, o tecladista da dupla, antes do show deles no Double Door, ontem. Comentei que muita gente estranha os shows do MGMT, principalmente pelas faixas mais psicodélicas, e que as pessoas costumam amar ou odiar os shows. Ele respondeu que notou que os fãs da banda esperam ouvir apenas músicas como "Kids" ou "Electric Feel", por isso saem decepcionados, e que o MGMT "não é uma banda dance". "Kids" e "Time to Pretend", os dois principais hits do MGMT, foram duas das primeiras faixas gravadas pela dupla. Será que o MGMT vai virar totalmente prog?
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Não sei por que, mas hoje muita gente mandou e-mail avisando que o Be Your Own Pet terminou. Fiquei triste com a notícia.
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Hoje e amanhã, Lollapalooza. Para ter idéia de como será este sábado no festival, um dos primeiros shows do dia, às 12h45, é do Ting Tings.
Na quinta-feira à tarde, andava com amigos pela av. Michigan, uma das principais vias de Chicago, quando um sujeito magrinho e cabeludo passou por nós. Alguém comentou: "Não é o vocalista de alguma banda?". "Será que é o do Black Kids?" Era Reggie Youngblood, o vocalista do Black Kids. Meio cambaleando, ele parou em frente a um carinha que tocava guitarra na rua e ficou olhando. Depois de um tempo, deu uma gorjeta pro cara e saiu andando. Aí em seguida entrou na loja da Apple. Não porque ele estava atrás de um iPod, mas porque iria rolar dentro da loja uma espécie de Minipalooza: a partir das 19h, haveria pocket-shows de Black Kids, Foals e The Kills, três grupos que tocam também no gigantesco (mais de 130 bandas) Lollapalooza, entre hoje (sexta) e domingo), no Grant Park, em Chicago.
Como era de graça e o espaço não era assim um Maracanã (devia caber umas 100 pessoas), formou-se uma fila na porta da loja. O que confundia algumas pessoas que paravam na fila achando que era para comprar o iPhone... Antes do Minipalooza começar, o Flosstradamus misturava Daft Punk com Estelle em DJ set. Aí vieram os Black Kids e tocaram cinco faixas, entre elas a ótima "Hurricane Jane" e "Hit the Heartbreaks".
Uma mistura de Battles com psicodelia e noise é o que encontramos no show do Foals, banda inglesa que em novembro estará no festival Planeta Terra. O baterista é incontrolável, um dos guitarristas beira a insanidade e o outro deu uma volta pelo público fazendo "air bateria".
Mais comportado (e chatinho...) foi o Kills. Falta alguma coisa à dupla... Talvez um integrante?
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Quem pode com a Miley Cirus/Hanna Montana? Aos 15 anos, Miley já tem dois discos que chegaram ao número 1 da parada americana. Seu "Blackout" está no topo nesta semana, após vender 371 mil cópias. A lista da Billboard traz também algumas anomalias típicas do rock americano, tipo Tom Petty e Dave Matthews. Desta vez é Kid Rock, que tem álbum na quarta posição da parada.
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Jack White vs. Alicia Keys.
A dupla estrelará a próxima música-tema de "Quantum of Solace", o próximo 007. "Another Day to Die" foi composta por White, e na gravação ele toca bateria e divide o vocal com Alicia. E parece que a cantora não estava muito feliz com a músic. Teve que ser convencida a terminar o projeto. "Quantum of Solace" deve estrear em novembro.
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A loiríssima galesa Duffy tenta, aos poucos, conquistar a América. Seu disco de estréia, "Rockferry", toma grandes prateleiras nas lojas e ela estampa a capa da última "Spin". Meio blues, meio country, o disco é até legal. O show que eu vi, no Coachella, foi arrastado...
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E a gente pensando que o esporte americano é civilizado e que o futebol brasileiro é que é violento... Vários colunistas dos jornais de Chicago dedicam espaço aos torcedores do Cubs, tradicional time de beisebol da cidade. Dizem que os fãs do Cubs estão "incontroláveis" e se perguntam se é o início de uma onda de vioência entre torcidas. É que há alguns dias torcedores do Cubs espancaram um fã do White Sox (o outro time de beisebol da cidade) durante uma festa de aniversário de uma criança de dois anos. O fã do White Sox perdeu a visão de um olho. Nesta semana, torcedores do Cubs foram a Milwaukee para assistir ao jogo contra o Brewers. Após a partida, três fãs do Cubs desceram de um ônibus e bateram no adversário. O cara teve que passar por uma cirurgia na mandíbula. E isso porque esta temporada é uma das melhores da história do Cubs, que não ganha um campeonato há 100 anos.
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Sabe a dupla de comediantes Cheech & Chong? Pois Cheech Marin, 62, e Tommy Chong, 70, anunciaram que voltarão a excursionar juntos após 25 anos. A "Light Up America" tour começa em setembro. E lançam um filme sobre a turnê.
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Por enquanto é isso. Nesta sexta começa o Lollapalooza, com Radiohead, CSS, Bloc Party. Mas acho que só vou conseguir ir no sábado e no domingo...
Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000. Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.
Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005. Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen
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