Ilustrada no Pop

 

 

Pôster

Morrissey by Jermaine Rogers

O que precisa pra gente começar a ter uma cultura de pôsteres bacanas para grandes eventos/shows? Artistas capazes a gente tem, shows de peso idem. Será que é muito caro fazer um pôster artístico tipo esses, em vez desses anúncios horrorosos que a gente vê por aí (nos jornais, então...)?

Nine Inch Nails
Wilco by Mike Klay
 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h47

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Multa

Da série "Boas iniciativas para implantar no Brasil": o "Guardian" dá a notícia de que Madonna foi multada em dolorosas (não pra ela, é claro) £135 mil (quase meio milhão de reais) por ter atrasado seu show no estádio de Wembley em 11 de setembro - a coroa devia ter entrado no palco às 20h30, mas entrou às 21h10 e, com isso, atrasou o horário de encerramento do show (o que acarreta custos extras para o estádio e problema pro público que perdeu o metrô, que fechou). Por isso tomou uma multa de £50 mil para cada 15 minutos de atraso, como é regra em Wembley (George Michael já havia tomado uma facada de £130 mil no ano passado, por seu atraso).

É claro que, como Madonna embolsou £6,3 milhões só com esse show de Wembley (p/ 74 mil pessoas), esses £135 mil de multa são um troco. Mas já é alguma coisa e faria um bem danado se fosse adotado por todas as casas de show, não?

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h36

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O patrão da música brasileira

André Haidar Midani é um homem de bastidores, um dos maiores executivos que a indústria da música já teve no Brasil - trabalhou nas mais importantes gravadoras (EMI-Odeon, Warner, Phonogram, Capitol etc.) e nas mais importantes gravações da bossa nova, da MPB anos 60/70, do Brock dos anos 80... praticamente todos os nomes de peso da música brasileira foram seus artistas (a exceção foi Roberto Carlos).

Com um currículo desses, era de se esperar que "Música, Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download", a autobiografia que Midani acaba de lançar, fosse um livro histórico sobre a música brasileira, uma obra definitiva. Ninguém teve tanto acesso (e tão íntimo) a tanta gente que fez a história da MPB como Midani; poucos tiveram seu nível de poder na indústria da música e, portanto, acesso a tudo (de legal, ilegal, certo e errado) que as gravadoras fizeram e fazem para vender discos. Se contasse tudo que sabe, Midani certamente escreveria uma extensa (e interessantíssima) enciclopédia, em vez de um livro de menos de 300 páginas.

Mas Midani é um homem de muitos amigos e, na escolha entre contar boas histórias e preservar os amigos, ele ficou com a segunda opção, para azar dos leitores. "Não quis contar o baixo astral. Não ia invadir a intimidade dos meus artistas", disse ele em entrevista a Luiz Fernando Vianna, na Folha (disponível aqui, só para assinantes do jornal ou do Uol). É um argumento torto, porque Midani não tem nenhum problema em contar casos picantes/problemáticos de muita gente, notoriamente executivos de gravadoras mas também de artistas como Raul Seixas (que lhe ofereceu uma carreira de cocaína, como desafio) e Rod Stewart (que também é retratado como um cocainômano egocêntrico incontrolável). Mas os medalhões da MPB com quem trabalhou - Chico, Caetano, Gil, Bethânia, Gal, Elis etc. etc. etc. - só ganham elogios.

Mas esse é apenas um dos motivos pelos quais seu livro fica aquém do que seria de se esperar. O outro está ligado à edição, ou à falta dela: escrito basicamente a partir de sua memória, aos pedaços, o livro é confuso em diversas partes. Situações e datas se sucedem sem muita organização (e com repetições), falta pesquisa que dê contexto e embasamento aos fatos ("não lembro direito" é uma frase que Midani usa diversas vezes, enquanto descreve eventos ou fala de pessoas; francamente...) e também um bom trato no estilo do texto mesmo.

No epílogo do livro, Midani explica a gênese do projeto: "Fernando Morais tinha a intenção de escrever um livro sobre a história da música brasileira contemporânea, cujo enredo me teria [o cacófato é dele] como fio condutor. O tempo passava e o Fernando, concretamente, não aparecia." (pág. 287). Ao chegar a este ponto, o leitor lamenta que Morais não tenha tocado esse projeto - certamente seria uma obra superior a de Midani. Sem o escritor, Midani decidiu pelo pior, escrever sozinho. Diz ele: "Você não vai escrever livro algum. Vai escrever uma história para teus filhos, tua mulher, teus amigos... Esquece o livro. E lembre-se: escreve como você fala! - diziam as vozes da minha mulher e da minha consciência." (pág. 288).

"Música, Ídolos e Poder" não é um livro ruim, longe disso - é de fácil leitura, tem casos interessantes (apesar das restrições que Midani se impôs) e a própria história de vida do executivo, bastante movimentada. Ele apenas desperdiça o potencial de uma boa fonte, que um escritor profissional certamente saberia aproveitar melhor (mesmo sem revelar os podres das celebridades). E como já é o segundo caso do tipo recentemente, é de deixar os leitores preocupados. Mas ainda há tempo para Fernando Morais fazer o livro dele!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h25

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About U$

Estava viajando e não vi o Skol Beats, mas cheguei pra trabalhar no About Us, no domingo à tarde, no campo aberto da Chácara do Jockey, em São Paulo. Gosto do Ben Harper e, tendo perdido o show dele no ano passado, queria vê-lo de novo (eu vi o do Free Jazz, de 98, que foi ótimo).

O festival ocorreu sem tumultos visíveis, apesar de estar bem cheio (23 mil pessoas, segundo estimativa do engenheiro responsável pelo evento; a capacidade era 30 mil); a chuva sinistra que ameaçou cair ficou só na ameaça mesmo, o que colaborou bastante. E o público (em larga parte patricinhas e mauricinhos, vários no clima hippie-chique que caracterizava o festival, com canga e tal) também era tranqüilo.

Mas como ninguém consegue organizar nenhum show grande nesse país sem cometer pelo menos algum desrespeito flagrante ao público, o About U$ também teve sua parte "pagou, dançou": foi a venda de comida.

Havia apenas um lugar vendendo qualquer coisa comestível (e bem longe do palco), contra três bares que vendiam bebida (cerveja a R$ 5) e duas barracas que vendiam camisetas (de R$ 50 e R$ 65); ou seja, a fila para quem queria comer era considerável.

Pior: com proposta natureba, o festival não vendeu nenhuma das tradicionais porcarias desse tipo de evento (cachorro-quente, batata frita etc.); preferiu vender porcarias "orgânicas" e, graças ao rótulo, cobrar pequenas fortunas por cada lanchinho sem vergonha - uma minúscula "pizza orgânica" de mussarela e tomate custava R$ 7; os sanduíches (de "frango verde", "patê de tofu" etc.) custavam R$ 9; o "suco orgânico", em caxinha, R$ 4. E ainda havia uma inacreditável "castanha orgânica" (R$ 6).

Segundo uma leitora nos informou, eles estavam barrando a entrada de comida (ela levou e foi forçada a jogar fora), o que me parece um crime duplo - por forçar as pessoas a pagar caro para comer a péssima "comida orgânica" e por ser um caso de venda casada injustificável, possivelmente passível de processo.

De resto, o som oscilou (estava ensurdecedor no show do Seu Jorge e foi caindo daí por diante, ficando incomodamente baixo no show do Ben Harper; no da Dave Matthews Band, que fechou a noite, voltou a melhorar um pouco), mas os shows transcorreram bem e pontualmente. Achei o do Ben Harper aquém do que ele pode render (inferior ao do Free Jazz, que foi num espaço menor, fechado), mas ok, com bons momentos (como "Don't Take that Attitude to Your Grave", "Waiting for You" e "Better Way"). Teve também o dueto com a Vanessa da Mata (com beijo na boca e dancinha) em "Boa Sorte/Good Luck", que foi a mais cantada pelo público.

Foto: Sidinei Lopes/Folha Imagem

Dave Matthews fechou o evento com um show de duas horas e meia, que teve uma canja de Ben Harper na cover de "All Along the Watchtower" (que tanto um quanto outro costumam fazer sozinhos); o estilo da DMB não é muito a minha praia, mas os fãs (e eram muitos, pelo que se viu) adoraram o show, que teve hits (tipo "Ants Marching", "What Would You Say?" e "Warehouse") e músicas novas ("Cornbread" e "Eh Hee").

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h39

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Zeppelin em turnê? Não, segundo Plant

Robert Plant negou que esteja interessado em participar de uma suposta turnê do Led Zeppelin. Em comunicado enviado por seus assessores, Plant afirma que terminará a série de shows que atualmente faz com Alison Krauus e que depois disso não sairá em turnê com nenhuma banda ou projeto por dois anos. "É frustrante e ridículo que essa história continue a ser levantada quando todos os músicos envolvidos nela estão interessados em seguir em frente com seus projetos individuais." E finaliza: "Desejo sucesso a Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham em seus futuros projetos".

Escrito por Thiago Ney às 13h50

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Nova da Britney

Apareceu a nova música de Britney Spears, "Womanizer". Vai na linha do último disco dela, "Blackout" (2007), com batidas electro-pop e vocal filtrado, reprocessado. Mas é BEM mais trash. Dependendo do ponto de vista, pode ser até divertido... O refrão é mais ou menos assim: "Boy, don't try to front -ah-ah/ I know just what you are ah-ah/ Boy, don't try to front ah-ah/ I know just what you are ah-ah".

Escrito por Thiago Ney às 16h19

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Zeppelin em turnê?

Robert Plant aparentemente topou se juntar a John Paul Jones e Jimmy Page para uma turnê mundial do Zeppelin, que passaria por grandes festivais americanos, como o Coachella e o Bonnaroo. Segundo o "Sun", Plant não queria reunir a banda novamente. Por isso, Page e Jones já estariam coordenando audições com alguns vocalistas. Ao saber da história, Plant mudou de idéia e mandou dizer aos parceiros que topa reviver "Stairway to Heaven" e "Black Dog" em troca de alguns trocados. Os três fizeram um concorrido show em Londres no final do ano passado.

Escrito por Thiago Ney às 15h12

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Melhor capa do mês

Lembra a polêmica capa da "New Yorker" com caricatura de Barack Obama na Casa Branca como terrorista? A "EW" desta semana entra na onda com dois dos melhores apresentadores/comediantes dos EUA: Jon Stewart e Stephen Colbert.

Dá para ler a matéria no site da "EW".

Escrito por Thiago Ney às 00h13

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Seu voto por uma música

O Wilco quer que você vote. Quer dizer, você não, os norte-americanos, nas eleições presidenciais de novembro. Como motivação, a banda colocou em seu site uma versão de "I Shall Be Released", música do Bob Dylan. Na versão, ao vivo, o Wilco está com os ótimos Fleet Foxes. Para pegar o arquivo, basta entrar no site, colocar nome e e-mail e prometer que votará nas próximas eleições. Vai lá. O cover ficou ótimo -e olha que eu nem sou muito fã do Wilco.

Escrito por Thiago Ney às 23h51

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Aqui e ali

Não sei muito sobre Zeca Viana & Onomatopéia Bum!, apenas que são de Recife e que a banda é formada pelo Zeca Viana (que também é do Volver) e pela Maíra Egito. Tocaram no festival No Ar Coquetel Molotov há alguns dias e têm entre suas pérolas "Late, Leite Night". Rita Lee + B52s + new wave tosca:

E eles têm ainda "You and I". Parece até outra banda.

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Elas vão mais ou menos na linha do Cool Kids: hip hop com influência de 80s e batidas electro. Shunda K. and Jwl B, que formam a dupla Yo Majesty, já são motivos de burburinho em blogs e MySpace há algum tempo. A mais nova da dupla é "Club Action", de vocais rápidos e letra meio sacana: 

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Já ouviu o novo Streets, "Everything Is Borrowed"?

Mike Skinner joga os vocais em cima de uma base lenta e grooveada. O cara sabe forjar beats e climas.

Escrito por Thiago Ney às 21h37

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Sobre os hermanos

Escrevi na edição impressa da Ilustrada de 19 de setembro sobre o disco solo de Marcelo Camelo e sobre as novas faixas de Rodrigo Amarante, ambos do Los Hermanos. Elogiei as três músicas do Little Joy, a banda de Amarante com Fabrizio Moretti, do Strokes, e disse que "Nós" (o nome do disco de Camelo visto de ponta-cabeça) "beira o insuportável". Muita gente reclamou. Alguns fizeram comentários pertinentes, equilibrados, apontando supostas delicadeza e sensibilidade nas canções de Camelo. Há os fãs desequilibrados, que não entendem pontos de vista divergentes. Normal. Não vou fazer um tratado ou um ensaio sobre "Nós" porque 1) prefiro perder meu tempo assistindo à nova temporada de "Mad Men"; 2) esse disco não merece.

Repito aqui o que escrevi na Ilustrada: "Nós" (ou "Sou" ou "Sou/Nós") possui o que o Los Hermanos tinha de pior: a inútil idealização de uma época que não volta mais; a melancolia auto-indulgente; letras tão idílicas que fariam João Gilberto passar por contestador; arranjos que vão na direção do samba-canção e da tradição MPBística, mas que tateiam sem chegar a lugar nenhum.

Um leitor me escreve: mas a banda de Amarante não faz mais ou menos a mesma coisa, apenas revisita o pop dos anos 1960? Não. Enquanto o Little Joy usa o pop dos anos 1960 como mera referência, como se celebrasse aquela época sem saudosismo, Camelo parece inconsolável e perdido na sombra da tradição do samba-canção, da bossa nova; uma busca por um tempo que não volta mais. Soa fake, insosso, anódino, rasteiro. Faz do disco uma chatice sem tamanho.

É só o meu ponto de vista. Marcelo Camelo tem vários fãs por aí que podem teorizar sobre as qualidades de seu disco. Com o que me resta de sensibilidade escorrendo pelos poros, prefiro ficar com "Ataque dos Aliens" e "To Fix the Gash In Your Head".

Escrito por Thiago Ney às 19h38

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De assobios a Jack White

Os assobios sensíveis de "Young Folks" eram as principais referências, mas o show do Peter Bjorn and John na terça-feira (23 de setembro), no Studio SP, em São Paulo, foi uma surpresa agradável. Porque a banda sueca, no palco, cercou-se de guitarras ruidosas com direito a certa pose de rockstars.

A apresentação, contagiante, elétrica, compensou a espera (o PBJ começou depois da 0h30) e quase nos faz esquecer o transtorno que é enfrentar o Studio SP completamente lotado (calor; fumaça de cigarro...). O disco "Writer's Block", de 2006 e que traz "Young Folks", serviu de alicerce para o trio, que ignorou "Seaside Rock", álbum todo instrumental lançado recentemente.

A "fofura" de "Young Folks" foi substituída por uma energia que a música não possui em disco, como dá para perceber no vídeo abaixo:

Quando se possui talento para construir melodias, coisa inerente ao PBJ, a missão fica muito mais fácil. A banda não se acomodou e emoldurou as canções com ruídos, bons riffs e até com tímidos solos, em que Peter Morén subia no retorno e fazia poses e caretas de guitar-hero.

O PBJ continua nesta quarta (24/9) a turnê pelo país, ainda no Studio SP, ainda parte da Invasão Sueca. A abertura fica com o Shout Out Louds, e vale a pena chegar cedo (na terça o SOL começou as 22h50). A voz de Adam Olenius lembra a de Robert Smith, do Cure, mas a banda soa mais como uma mistura de Beach Boys com Arcade Fire: refrãos grudentos apoiados por sintetizadores marcantes e melodias que correm num crescendo.

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Cultuada no circuito indie americano, a banda Silver Jews é tema de um documentário.

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Nos EUA, "O Poderoso Chefão" ganha caixa com cinco DVDs: três com os filmes e dois com bônus. As cópias foram restauradas a pedido de Coppola. Será que chega aqui? Chegou. A caixa já está à venda, mas com quatro discos, e não cinco como na versão americana.

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Saber parar é uma arte. Para poucos, claro. O Weezer planeja novo disco.

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"Human" é o nome do novo single do Killers. Foi produzido por Stuart Price, um cara que fez algumas coisas legais ("Confessions on a Dance Floor") e outras constrangedoras (como este remix). "Human" está entre as constrangedoras. Que tecladinho cafona... Se o RPM voltasse, faria algo parecido.

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Jack White e Alicia Keys estão em "Another Way to Die", música-tema do novo James Bond. Dá para ouvir aqui. Tem a guitrarra blueseira característica de Jack White e a voz de Alicia Keys meio tímida. Pareceu bem mais ou menos.

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Dos comediantes bem-sucedidos saídos do "Saturday Night Live", Chevy Chase é um dos que menos gosto (parece antipático, arrogante). Mas ele conta ótimas histórias nesta entrevista feita pelo impagável Howard Stern. Se você manja inglês e conhece um pouco da carreira de Chase e do "SNL", vale muito a pena. É demais. Entre outras coisas, ele diz que foi preso no porão pelos pais, por apontar uma faca a um garoto que o provocou na escola, e fala sobre bastidores do "SNL".

Escrito por Thiago Ney às 18h06

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Entrevista: Peter Bjorn and John

Eles ficaram bastante conhecidos no ano passado com os assobios de "Young Folks", mas o trio sueco Peter Bjorn and John pretende mostrar muito mais do que esse hit nos dois shows que faz em São Paulo, nesta terça (23 de setembro) e quarta (24/9) no Studio SP (r. Augusta, 591, Centro; tel. 0/xx/11/3129-7040; horário: 22h; R$ 100). Em SP, o Peter Bjorn and John toca na Invasão Sueca, evento que traz também a banda roqueira Shout Out Louds.


Os sempre animados Peter Bjorn and John

O PBJ, que tocou no último final de semana no festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife, já lançou quatro discos (o último deles, "Seaside Rock", saiu há poucos dias e é todo instrumental). O trio privilegia melodias redondas, como se vê em "Young Folks", mas não se acanha em ir atrás de rock um pouco mais barulhento, com algumas distorções de guitarras, ou de baladas melancólicas. O vocalista Peter Morén falou a este blog, por telefone.

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Ilustrada no Pop - Como foi o show em Recife?
Peter Morén - Foi ótimo, havia público bom e todos pareciam felizes. Além disso, arrumamos um tempo para nadar no mar e graças a Deus não fomos atacados por tubarões! Nos disseram que era perigoso.

Ilustrada no Pop - O que está achando do Brasil? Conhecia algo daqui?
Peter Morén - Estou achando ótimo, queria ficar por mais tempo. Não conheço muito do Brasil, acho que o tanto quanto outros europeus a respeito da história, dos problemas políticos. Mas admiro a música de vocês, que é fantástica. Adoro coisas antigas, como Caetano, Jorge Ben, Milton Nascimento, coisas dos anos 1960 e 1970. O CSS é muito bom, mas não conheço outras bandas novas.

Ilustrada no Pop - Vocês lançaram um disco instrumental ["Seaside Rock"]. Por que escolheram esse formato? Não queriam usar vocais?
Peter Morén - O fato é que nós sempre quisemos fazer isso. Um disco soa menos pretensioso se não possuir letras... Letras têm muita força dentro de um disco. E assim pudemos utilizar vários instrumentos incomuns à banda, como violinos, saxofones. Às vezes o disco soa estranho, infantil, ingênuo, mas de um jeito bom. Achamos que era a hora certa de um disco instrumental.

Ilustrada no Pop - Quando sai o próximo disco com vocal?
Peter Morén - Está quase pronto. Será lançado na primavera [na Europa; no primeiro semestre de 2009]. Talvez você não reconheça a banda... Temos um estilo, mas nesse disco usamos novos instrumentos, muitos pianos. O clima parece um pouco mais frio, mais baseado em sintetizadores. Trabalhamos bastante nos arranjos, que às vezes estão minimalistas, com notas esparsas de guitarra. Mas há, por exemplo, uma canção reggae, uma meio rap, outra que é meio pop anos 60... Mas não temos bossa nova ou samba!

Ilustrada no Pop - Para descrever sua banda, muitos fazem comparações com grupos como Belle & Sebastian e Teenage Fanclub. O que acha disso? Gosta dessas bandas?
Peter Morén - Não sei... Adoro Teenage Fanclub e gosto de algumas coisas do Belle & Sebastian. Não conseguiria descrever nossa banda, pois temos diferentes backgrounds; gostamos de bandas pop dos anos 60, 70 e 80, e de algumas coisas mais clássicas. É algo diversificado e os discos do Teenage Fanclub soam quase iguais. Não que eu não goste deles. Talvez temos outras influências. Gostamos de Big Star [banda cult dos EUA do início dos anos 1970 que é forte influência no Teenage Fanclub], por exemplo, mas também de muitas outras coisas.

Ilustrada no Pop - "Young Folks" fez do Peter Bjorn and John uma banda conhecida mundialmente. Hoje você ainda gosta de tocar essa música ou ela te irrita?
Peter Morén - Houve um período no ano passado, em que fazíamos shows quase todos os dias, e na época ficamos irritados com algumas canções, não apenas aquela. Hoje, como não nos apresentamos por algum tempo, não vejo problema nenhum. Além disso, não dá para ficar muito irritado quando uma canção te abriu tantas portas. Irrita um pouco quando alguém vai ao show esperando apenas uma canção, não conhece nada além daquilo. Mas esse é um problema do público, não da banda.

Ilustrada no Pop - Muitas bandas suecas estão conseguindo certo destaque no pop. Existe uma forte cena sueca? O que você poderia falar sobre as bandas de lá?
Peter Morén - A Suécia tem uma história rica na música pop. Acho que agora há muitas bandas conhecidas por causa da internet. Antes precisava-se de contrato com gravadora, boa distribuição... Nós suecos somos bons em inglês, aprendemos cedo a falar essa língua, por isso é fácil compor em inglês, e isso te faz conhecido em vários países. Além disso, em outros países, como a França, eles possuem raízes musicais muito fortes. Na França há a chanson, no Brasil, a bossa nova. Na Suécia somos influenciados por músicas de vários países e conseguimos trabalhar essas influências de modo original. Uma outra razão é que quando entramos em estúdio, experimentamos muito mais do que as bandas britânicas, por exemplo.

Escrito por Thiago Ney às 18h59

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Brasília vs. Toronto

De Brasília, vem o Nancy, grupo que com boas guitarras e o belo vocal de Camila Zamith fez uma das melhores faixas do rock brasileiro, "Keep Cooler". De Toronto, o trio psycho-folk-rock Born Ruffians, que integra o selo Warp e lançou há pouco o disco de estréia, "Red Yellow and Blue". O encontro dos dois resultou em um remix para "Keep Cooler".

Nancy - "Keep Cooler (Born Ruffians remix)"
Nancy - "Keep Cooler"

Escrito por Thiago Ney às 17h43

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Boas da semana

Boas da semana

Vai! - Mais absurda noite de SP; vejas as infos aqui

Fuego! - De house a tecno, com Camilo Rocha e Witchdoktors; Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500); sábado, a partir das 24h; de R$ 35 a R$ 50 (mulher VIP até 1h)

Discotexxx - Para se jogar na disco-vintage da Leiloca Pantoja; Astronete (r. Matias Aires, 183-B, Consolação; tel. 0/xx/11/3151-4568); sábado, a partir das 23h; R$ 15

Avesso/DFA Connection - Com set de electro-disco do Shit Robot; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 3231-3705); sábado, a partir das 24h; de R$ 30 a R$ 35

Hotzilla - Nesta edição, com os Gente Bonita; Caravaggio (r. Álvaro de Carvalho, 40, Centro; tel. 0/xx/11/3253-4297); domingo, a partir das 19h; R$ 15

Escrito por Thiago Ney às 16h28

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Espaço publicitário nas letras de música

"Eu tomo uma Coca-Cola, ela pensa em casamento", "Oh Lord, won't you buy me a Mercedes Benz", "Eu vou ser o maior, comprei um Simca Chambord", "Maybe a Greyhound could be my way"... é extensa a relação de produtos citados em letras de música (diversas vezes de forma crítica, é claro). Não sei por que, mas nunca tinha me passado pela cabeça que a indústria da música fizesse o que já é comum há tempos no cinema e na TV: o chamado "product placement", ou seja, a boa e velha inserção comercial de produtos - o sujeito paga para que seu produto apareça em cenas de filme, novelas etc.

Isso até eu ler a ótima história que o "Listening Post", um dos blogs da "Wired", botou no ar, sobre um banana que mandou uma oferta de product placement pra pessoa errada - um sujeito da Anti-Advertising Agency

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h27

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Vai!

Hoje (19 de setembro) rola uma das noites mais divertidas de São Paulo, a Vai!. Abaixo, texto que saiu hoje na edição impressa da Ilustrada. As fotos são de Gilberto França/Divulgação.

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Passava das 2h da madrugada de 16 de agosto passado. Ao lado dos DJs, em cima de uma mesa, um rapaz pelado vai se lambuzando de uma tinta preta pegajosa, ao som de "Paint It Black", dos Stones. Em outro clube, a performance poderia causar escândalo na pista de dança. Não no Glória, não na festa Vai!, a mais absurdamente divertida da noite de São Paulo.
Projeto que acontece no Glória uma vez por mês, às sextas-feiras, a Vai! chega hoje à oitava edição _terá uma performance provavelmente tão surreal quanto a descrita acima, e o público reagirá como se fosse a coisa mais normal do mundo. Porque a festa trouxe de volta algo que havia se perdido na noite paulistana: a "montação" _produção cujos excessos visuais se refletem no comportamento das pessoas.
É um contraponto à seriedade que toma conta de clubes da cidade, que apostam na escalação de top DJs e nomes internacionais para atrair público. Na Vai!, o que menos importa é quem está tocando _porque com gente que mistura "Blade Runner", paetês, new rave e gótico dos anos 80 como referência para se vestir e se maquiar, a festa será divertida.


"As pessoas dão risada, cantam junto com a música, há uma energia libertária. Não é aquela coisa séria do final dos 90", diz Dudu Bertholini, estilista da Neon e freqüentador da festa. "É um público que gosta de ‘montação’, mas de um jeito nonsense. Há uma mistura de códigos, de influências. Há um pouco de glam, de gótico, de new romantic. As pessoas brincam com esses códigos sem se ater a eles."
A Vai! é pilotada pelo casal Paula Reboredo, 29, e Gilberto França, 27, que mantêm o blog de moda de rua Freakstyle (www.freakstyle-freakstyle.blogspot.com), a loja/brechó B. Luxo e uma página na revista Serafina, da Folha. Como Paula e Gilberto iam ao Glória "montados", foram convidados pelos proprietários do clube a comandar uma noite no local.
"Atraímos um público jovem, então tudo é fresco, não estamos viciados em nada, não vivemos outras experiências. Quem é mais velho já viveu isso, já se 'montou' e está cansado. Talvez por isso tenha dado certo", diz Reboredo.


O clima que envolve a pista da Vai! lembra o que existia há pouco mais de 15 anos, em clubes como o Sra. Krawitz. "Na época, a 'montação' imperava, era comum as pessoas se produzirem para sair à noite. Hoje já não rola tanto", diz o promoter Nenê "Krawitz" Ribeiro, 43.
"Visualmente a Vai! é muito interessante", diz o artista plástico Rodolpho Parigi, 30. "É um clima tropicalista-tecnológico. É como se todos usassem uma máscara, assumem uma postura que não seria possível sem aquela produção. É um universo feliz, bonito e exagerado", resume.

VAI!
Quando: hoje, a partir das 23h30
Onde: clube Glória (r. 13 de Maio, 830, tel. 0/xx/11/3287-3700; não recomendado para menores de 18 anos)
Quanto: de R$ 25 a R$ 35

Escrito por Thiago Ney às 13h59

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Briga em BH

Lucas Guedes chamou a atenção num comentário do post anterior pra essa notícia bizarra: o festival Pop Rock, que estava marcado para 8 e 9 de novembro em BH (com gente como Offspring e Maroon 5), está judicialmente impedido de acontecer por descumprir um acordo entre duas rádios! Achei a história toda muito estranha, dos processos anteriores (em torno do nome "pop rock", que, pra mim, é um gênero) ao acordo firmado.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h47

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Aqui e ali

Enquanto o show do Stone Temple Pilots no Brasil foi para o limbo, Scott Weiland tem uma música nova, "Paralysis", em áudio no site da "Spin". Weiland lança o segundo disco-solo, "Happy in Galoshes", em 25 de novembro. (ps: tem outra nova, "Missing Cleveland", no MySpace dele; mas "Paralysis" é melhor)

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Conhece o The Airbone Toxic Event? Não? Nem eu. Até saber que eles escreveram uma carta aberta ao Pitchfork, reclamando da resenha do disco deles no site (o álbum ganhou 1,6 como nota). Essa coisa de artista reclamar de crítica está ficando engraçada...

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Será que eu estou viajando ou "Only By the Night", o novo do Kings of Leon, é BEM bom? Se você ainda não ouviu o single "Sex on Fire", clique no "vídeo" abaixo:

 

Outra que vale a pena é "Crawl", mais lenta, com vocal pop:

Eu pelo menos não dava nada por esse disco do KoL.

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Sabe aqueles textos pretensiosos do tipo "200 lugares para conhecer antes de morrer", "1.505.231 discos para ouvir antes de chegar aos 30 anos"? Sam Jordison fez o contrário: escreveu "Sod That!: 103 Things Not To Do Before You Die". Sobre o que não fazer antes de morrer, o livro traz dicas como "andar de gôndola em Veneza" e "ler Ulisses".

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Não morro de amores pelo afro-rock do Vampire Weekend, mas "Cape Cod Kwassa Kwassa", em remix feito pelo Teenagers, ficou ótima.

Escrito por Thiago Ney às 17h49

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Mallu Magalhães e os adolescentes

É engraçado como a Mallu Magalhães mexe com as pessoas: alimenta paixões em alguns pela voz doce e o jeitão de criança; desperta ódio em outros por causa da voz doce e jeitão de criança. Nos últimos dias, sem querer, Mallu foi colocada no meio de uma discussão intensa entre adolescentes e o festival Planeta Terra. Mallu, do alto dos seus 16 anos, vai se apresentar no evento (dia 8 de novembro), ao lado de Bloc Party, Jesus & Mary Chain e tantos outros. O ponto é que o Planeta Terra tem censura de 18 anos. E tem muito teen chiando porque não pode ir a um festival que terá como uma das atrações uma garota de 16 anos... Dá para visualizar o drama na comunidade do festival no Orkut.

A este blog, Mayara Manão, de 15 anos, diz que conhece menores de idade que compraram ingressos para o festival. Ela sintetiza a revolta adolescente: "QUERO MUITO IR AO FESTIVAL!!! Achei uma decisão patética [a censura de 18 anos], afinal é apenas uma apresentação musical patrocinada por companhia de internet e não de bebida e afins...  E eles estão vendendo para menores! Qual o intuito de fazer isso se seremos barrados na porta? Não tenho nada contra a Mallu, mas acho que se ela pode [ir ao festival], outros menores também podem! Ela vai tocar e nós, assistir aos shows".

No ano passado, o Planeta Terra passou por problema semelhante. A edição 2007 também tinha censura de 18 anos, mas esqueceram de contar para os sites e bilheteiros que vendiam ingressos. Resultado: muitos adolescentes com ingresso na mão foram barrados na porta do festival. (Leia reportagem que saiu na Ilustrada no ano passado; para assinantes do UOL ou da Folha.)

Escrito por Thiago Ney às 15h27

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Offspring no Planeta Terra

Estava em negociação. Daqui a poucos dias será confirmada a presença da banda de pop-punk Offspring no Planeta Terra. O Breeders também está confirmadíssimo.

Escrito por Thiago Ney às 15h08

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Temporada de shows: primeira baixa

A temporada de shows e festivais do segundo semestre em São Paulo sofreu a primeira baixa: foi cancelada a apresentação do Nine Inch Nails no Via Funchal, que ocorreria em 7 de outubro. A data que a banda faria em Porto Alegre já havia caído, por causa da baixa vendagem de ingressos. Será que São Paulo terá público pagante para Skol Beats, About Us, HMF, Haagen-Dazs Music, Tim Festival, Planeta Terra, R.E.M., Madonna, Nokia Trends...?

Atualização: segundo a produtora Mondo, o Nine Inch Nails cancelou o show por "imprevistos técnicos". Se alguém, por algum imprevisto técnico, comprou ingresso, receberá o dinheiro de volta a partir de sexta (19/9), nas bilheterias do Via Funchal.

Escrito por Thiago Ney às 20h07

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Kylie x Planeta Terra

A australiana Kylie Minogue fará show em São Paulo em 8 de novembro, mesmo dia do Planeta Terra. Ingressos para vê-la cantando "Can't Get You Out of My Head" no Credicard Hall serão vendidos a partir de 25 de setembro e custam entre R$ 80 e R$ 300. Clientes Citibank podem comprar a partir de 13 de setembro.

Escrito por Thiago Ney às 19h35

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Entonces...

O blog Dominódromo completa um ano e arma comemoração nesta terça (16 de setembro), com a primeira edição da festa Entonces... A atração da noite é o argentino Juan Stewart, que com seu laptop faz uma espécie de post-ambient-folk music. A festa acontece no Na Mata Café (r. da Mata, 70, SP), a partir das 21h. Ingressos custam de R$ 20 a R$ 25.

Escrito por Thiago Ney às 12h26

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Entrevista com Mike Mignola

Mike Mignola é o criador e desenhista de "Hellboy", a HQ. Em julho participei de uma mesa-redonda com ele (e mais cinco jornalistas do mundo todo) em Los Angeles, para falar de "Hellboy 2 - O Exército Dourado", segundo filme com seu personagem dirigido pelo mexicano Guillermo del Toro (este uma figura sensacional, com quem fiz uma entrevista individual que saiu na Ilustrada quando o filme estreou no Brasil).

Sendo Mignola fã de quadrinhos, a conversa descambou para outras adaptações e para a expectativa em torno de "Watchmen". Eis o que rolou:

 

Pergunta: O que o sr. achou de "Hellboy 2"?

Mike Mignola: Eu gostei do filme. Precisei assistir mais de uma vez para meu cérebro pegar tudo, mas consigo me ligar a ele.

P: Apesar das mudanças em sua criação?

Mignola: Não foi uma surpresa, eu sentei com Guillermo e começamos a fazer uma adaptação de uma das minhas histórias, mas depois de umas oito horas de trabalho vimos que não funcionava e decidimos criar algo novo. Depois que ele fez o roteiro, eu participei da pós-produção, onde houve mudanças na história. Então não foi uma surpresa gigante, o tom de algumas coisas estava diferente do que eu esperava, mas eu sabia o que ele estava fazendo. A maior mudança que houve é que, no primeiro filme, ele estava meio que prestando homenagem ao meu trabalho, mas também adaptamos meus personagens ao mundo de Del Toro e, nesta seqüência, ele desenvolveu isso mais, agora os personagens são dele, para que faça o que quiser.

P: No primeiro filme há bastante da HQ, enquanto este é mais uma visão do diretor. Isso o incomoda?

Mignola: Não. Acho que quanto mais confortável ele se sentir com os personagens, tratando-os como se fossem deles, melhor será o filme. Não será a mais fiel das adaptações do meu trabalho, mas, como estamos falando de cinema, o melhor é termos um bom filme de Guillermo del Toro. Quando o encontrei no primeiro filme, eu disse que ele podia fazer as mudanças que quisesse, desde que fizesse um bom filme. Ser uma adaptação do meu trabalho era uma preocupação secundária.

P: E qual é o segredo para fazer uma boa adaptação de HQs para as telas, sem incomodar os fãs?

Mignola: É preciso ser fiel ao espírito do material original. "Homem de Ferro" é um bom exemplo: é um filme bem diferente dos detalhes da história original, mas é muito fiel ao espírito do personagem. É bem diferente de um filme como "Quarteto Fantástico" que, para um cara como eu, que cresceu lendo as HQs deles, não tinha nada a ver com os personagens que eu conhecia. E isso não tem a ver com copiar os detalhes perfeitamente, mas com perceber o que fez aquele material funcionar [nas HQs] em primeiro lugar. Não é preciso ser fã da HQ [para fazer uma adaptação], mas é preciso entendê-la.

P: Esta temporada cheia de adaptações de HQs é algo positivo para os quadrinistas?

Mignola: Acho que há prós e contras. Há não muito tempo, nós achávamos que as HQs iam desaparecer, porque as vendas estavam despencando. Então, de maneira cínica, é possível dizer que enquanto Hollywood estiver procurando por material para filmar, os quadrinhos vão continuar existindo. Por exemplo, a Warner Bros. é dona da DC Comics, e muita coisa que a DC publica não é lucrativa, mas a Warner os incentiva a continuar porque pode render um filme em algum momento. Minha própria editora, a Dark Horse, produz filmes e eu sei que eles publicam coisas que nunca vão fazer um centavo como quadrinhos, mas que podem ser desenvolvidas como filmes. Então, do ponto de vista de um criador de HQs, é benéfico ter uma editora que quer publicar seu trabalho. Se você é um artista que está desenvolvendo algum quadrinho, convença os estúdios de que eles podem render um filme ou alguma coisa para a TV, e vai conseguir publicar seu livro.

P: O sr. escreve já tendo em mente que seus personagens podem virar filme?

Mignola: Quando você cria um personagem chamado Hellboy, certamente não está pensando que ele pode virar um filme. Nunca imaginei que estaria aqui hoje, nunca achei que haveria um filme. Fazia quadrinhos há dez anos e só queria desenhar monstros, mas ninguém me mandava roteiros que me dessem vontade de desenhar, então eu vi que a única maneira de desenhar o que eu queria seria criando meu próprio personagem, e assim surgiu o Hellboy. Meu único objetivo era que a HQ vendesse o suficiente para que eu pudesse continuar fazendo-a, em vez de ter de voltar para a Marvel ou para a DC e desenhar um Batman ou algo do tipo.

P: Que HQs o inspiraram na hora de criar Hellboy?

Mignola: É difícil apontar uma HQ em particular. Eu cresci lendo a Marvel, então "Thor", que tinha bastante mitologia, teve uma grande influência. Mas eu queria criar algo mais geral, uma HQ que reunisse tudo que eu gostava nos quadrinhos.

P: O sr. tem alguma adaptação de HQ preferida?

Mignola: Eu mudo de opinião, recentemente achei "Homem de Ferro" [Mignola não havia visto o então inédito "Batman - O Cavaleiro das Trevas"] fantástico, como cresci lendo Marvel, fico mais excitado com os filmes dela. Acho que eles estão ficando muito bons nisso, certamente vai haver alguns filmes ruins no caminho, mas atualmente tenho visto mais boas adaptações do que ruins.

P: "Watchmen" vai dar certo?

Mignola: Estou muito curioso sobre ele. Há alguns anos, quando começaram a falar em fazer [o filme de] "Watchmen", não achava que funcionaria, porque achava que grande público não entenderia. Para nós, fãs de HQs, é fácil entender o que acontece em "Watchmen", toda a coisa de desconstruir os super-heróis, mas para o público normal de cinema era preciso mostrar mais filmes de super-heróis normais para que, quando eles assistissem a "Watchmen", eles entendessem o que foi feito. Como nos últimos anos têm havido muitos filmes de super-heróis comuns, quando o público assistir a "Watchmen" vai entender porque ele é diferente.

P: O sr. acha que as adaptações de quadrinhos mais recentes têm mirado um público mais amplo do que apenas os adolescentes leitores de HQs?

Mignola: Elas têm que fazer isso. Se só os fãs de HQs fossem ao cinema, os filmes seriam um fiasco, é preciso ser atraente para um público maior. Isso é uma das coisas que eu achei brilhantes em "Homem de Ferro", eles tinha um elenco fantástico, não só atores conhecidos de adaptações, mas gente como Gwyneth Paltrow. Isso muda a percepção do público sobre os filmes de HQs. E há também muitas adaptações que não são necessariamente de super-heróis, então o público não sabe que são quadrinhos, como "Estrada para a Perdição", com Tom Hanks.

P: E essa obrigação de ampliar o público não dilui os filmes, restringindo o que é possível fazer nas telas?

Mignola: Acho que não dá para generalizar. Há quadrinhos que são escritos para um público mais jovem e outros que são para adultos. Isso talvez seja algo que as platéias em geral ainda não tenham notado, que se um quadrinho é para maiores de 18 anos, quando viram filmes devem manter essa censura. Em "O Procurado", um filme claramente para maiores de 18, eles mudaram a HQ, tiraram as fantasias que os personagens usavam, talvez porque não queriam que um filme violento sobre assassinos parecesse com os de super-heróis fantasiados. "Watchmen" vai ser o grande teste disso, porque presumo que vá ter censura 18 anos [e os personagens são fantasiados].

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h29

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Aqui e ali

Jonathan Lethem (autor dos livros "A Fortaleza da Solidão e "Brooklin Sem Pai Nem Mãe"; e de perfil de Bob Dylan para a "Rolling Stone") formou uma banda de rock. Mais ou menos. A história começou porque Lethem é fã da ultracult banda americana The Silos. Certa noite, deu de cara com um show da banda e se apresentou ao vocalista, Walter Salas-Humara. Mandou alguns livros para o músico, que depois o convidou para escrever algumas letras. Essas letras foram transformadas em músicas e a dupla criou o projeto I'm Not Jim. Nele, Lethem recita os versos das canções, tipo spoken-word. A brincadeira já tem dois shows agendados: na livraria Housing Works Bookstore e dentro do CMJ, espécie de maratona nova-iorquina de shows. Mais infos na "New York".

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Meu disco preferido das últimas semanas? "Fantasy Black Channel", do Late of the Pier, que saiu há pouco na Europa. Daria, preguiçosamente, para chamar de disco-punk ou qualquer coisa que lembre "dance/rock". Mas a banda atinge o objetivo pelos caminhos menos fáceis, usando como guia a psicodelia, electro, new wave, distorções. Ao ouvir "Bathroom Gurgle", me lembrei de quando conheci "Atlas", do Battles. Porque como "Atlas", "Bathroom Gurgle" nos desconcerta em tantas idas e vindas, de texturas mais experimentais a melodias bem pop. Começa com bateria e teclado oitentistas, mas logo saímos do território da new wave para um clima cósmico-psicodélico e, em seguida, para um pequeno intervalo que lembra Killing Joke. O vídeo de "Bathroom Gurgle":

O grupo lança "Bathroom Gurgle" como single, com remixes do ótimo Duke Dumont, além de Breakbot, Nightmoves e Tronik Youth (Ouça aqui.) . Esse espírito voltado para as pistas deve ter sido alimentado por Erol Alkan, que produziu o álbum e é amigo desses nomes e de Switch, que é dono de uma versão para outra faixa do Late of the Pier, "Space and the Woods". Recomendo também "Heartbeat", "Broken" e "Focker".

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Adoro listas. A "Esquire" faz 75 anos e para celebrar a data publica uma lista dos 75 livros que toda pessoa deveria ler.

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Sábado passado (13 de setembro) rolou Crew, projeto que empresta animação e cores fortes à noite de SP. Nesta edição, no Glória, a festa ganhou brilho mais intenso com set do Sany Pitbull. Muita gente critica o cara, porque ele não faz "funk carioca autêntico" ou porque seus sets trazem muitos hits manjados. Mas é exatamente isso: Sany não pára no funk carioca, sabe que o funk carioca é o que é porque assimilou as mais diversas referências e nas suas mãos até "Smells Like Teen Spirit" e Benny Benassi soam novos e irresistíveis.  

Escrito por Thiago Ney às 20h32

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Imagem do dia

                                                                    Karoliina Paatos/France Presse

O pastor Haka Kekilinem (esq.) comanda missa em Maentsaelae (Finlândia), enquanto uma banda de heavy metal toca na cerimônia

Escrito por Thiago Ney às 17h11

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The Coral - minissérie

O Thiago falou recentemente sobre o bom The Coral, que está lançando uma coletânea; agora, o "Guardian" botou on-line uma minissérie que vai contar a história da banda. O primeiro episódio estreou hoje e, em seus 3'47'', é meio bizarro (com referência a Bergman, por exemplo) e meio engraçadinho. E tem uma boa versão acústica de "Dreaming of You".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h40

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R.E.M.: preços em SP

Estão abaixo os preços dos ingressos para os shows do R.E.M. em São Paulo, em 10 e 11 de novembro, no Via Funchal:

pista VIP (espaço mais próximo do palco, em pé): R$ 500
pista: R$ 200      
mezzanino: R$ 300  
camarote: R$ 500

Começam a ser vendidos na segunda-feira (dia 15/9), nas bilheterias do Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olímpia), pelo site www.viafunchal.com.br ou pelo tel. 0/xx/11/3188-4148.

Para os shows de Porto Alegre (6/11) e do Rio (8/11) ainda não há infos.

Escrito por Thiago Ney às 19h03

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Planeta Terra: ingressos e bandas

O primeiro lote de ingressos para o Planeta Terra começa a ser vendido no sábado (dia 13 de setembro) pela Ticketmaster. Cada ingresso custa R$ 80. O festival acontece em 8 de novembro, no mesmo local em que ocorreu a edição anterior (Villa dos Galpões; av. das Nações Unidas, 20.003, zona sul, SP), com as seguintes bandas:

Jesus & Mary Chain
Bloc Party
Kaiser Chiefs
Breeders
Animal Collective
Spoon
Foals
Mallu Magalhães
Curumin

O Offspring está em negociação e deve integrar o line-up; outra banda também deve ser anunciada.

Haverá ainda uma tenda dance com: Calvin Harris (DJ set), Felix da Housecat, Mylo e Mau Mau.

Escrito por Thiago Ney às 19h45

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Imagem do dia

                                                  Axel Heimken/Associated Press

Escultura dos Beatles na Beatles-Platz, praça de Hamburgo (Alemanha)

Escrito por Thiago Ney às 17h47

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Kanye West: o vídeo da confusão

Kanye West foi detido nesta quinta-feira (11 de setembro), no aeroporto de Los Angeles, acusado de agredir um fotógrafo. Um câmera da equipe da TMZ filmou a confusão:

E é bom lembrar: Kanye se apresenta no Brasil em outubro, dentro do Tim Festival.

Escrito por Thiago Ney às 17h06

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Boas da semana

Boas da semana

Bill Callahan - Com voz grave e levada folk, ele canta "Dress Sexy at My Funeral"; Studio SP (r. Augusta, 591, Consolação; tel. 0/xx/11/3129-7040); quarta-feira, às 22h; R$ 35

Money Mark - Tecladista e DJ que acompanha os Beastie Boys, toca em São Paulo escudado por banda; Sesc Pompéia (r. Clélia, 93, Pompéia; tel. 0/xx/11/3871-7700); quinta e sexta, às 21h; de R$ 7,50 a R$ 30

Moving - A noite de prog-electro-house recebe set da dupla escocesa Slam; D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022); quinta, a partir das 24h; de R$ 20 a R$ 60

Circuito - O esloveno Umek retorna a SP com set que reúne tecno influenciado por beats acelerados de disco; Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500); sexta, a partir das 24h; de R$ 40 a R$ 55

Rraurl 11 anos - Vá comemorar a festa do ótimo site e ouça sets de Bag Raiders e Sanny Pitbull; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); sexta, a partir das 24h; R$ 30

Ghetto Luxo - Tem set de dubstep do Bruno Belluomini (às 23h) e de neo-disco com José Roberto Mahr; Audio Delicatessen (r. Mourato Coelho, 651, Vila Madalena; tel. 0/xx/11/3097-0880); sexta, a partir das 22h30; de R$ 15 a R$ 25

Crew - Óculos do Kanye West, tubinhos fluorescentes, gritaria... Glória (r. 13 de Maio, 830, Bela Vista; tel. 0/xx/11/3287-3700); sábado, a partir das 24h; de R$ 15 (quem for de óculos escuros) a R$ 35

Hotzilla - Pós-punk, electro e indie, com Enéas Neto e Bezzi. Caravaggio (r. Álvaro de Carvalho, 40, Centro; tel. 0/xx/11/3237-0908); domingo, a partir das 19h; R$ 15  

Escrito por Thiago Ney às 18h12

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Tim Festival: preços

Os ingressos para o Tim Festival começam a ser vendidos em 16 de setembro (terça-feira). Os preços estão abaixo:

São Paulo – Auditório do Ibirapuera
 
21 de outubro - Sonny Rollins
Horário: 20h30
Preço: R$ 250
 
22 de outubro - Sophisticated Ladies, Esperanza Spalding, Stacey Kent, Carla Bley
Horário: 20h30
Preço: R$ 150
 
23 de outubro - Bossa Mod, Marcelo Camelo, Paul Weller
Horário: 20h30
Preço: R$ 150
 
24 de outubro - The Cats, Tomasz Stanko Quintet, Enrico Pieranunzi Trio, The Bill Frisell Trio
Horário: 20h30
Preço: R$ 150
 
25 de outubro – Sonny Rollins
Horário: 11h
Entrada franca
 
25 de outubro - Rosa Passos
Horário: 20h30
Preço: R$ 80

ATENÇÃO: 20% dos ingressos do auditório Ibirapuera (para as últimas quatro fileiras) serão vendidos a R$ 30 (R$ 15 para estudantes).

 
São Paulo – Arena de Eventos – Parque do Ibirapuera

22 de outubro - Kanye West
Horário: 21h
Preço: R$ 250
 
23 de outubro - Neon Neon, The Gossip, Klaxons
Horário: 21h
Preço: R$ 150
 
24 de outubro - Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
Horário: 19h
Preço: R$ 60
 
25 de outubro - Cérebro Eletrônico, The National, MGMT
Horário: 21h
Preço: R$ 150


 
Rio de Janeiro – Marina da Glória
 
23 de Outubro

Sonny Rollins
Horário: 20h30
Preço:  R$ 250 (Filas A a O); R$ 120 (Filas P a Y)
 
Rosa Passos (22h) - R$ 80
 
24 de outubro

Sophisticated Ladies, Esperanza Spalding, Stacey Kent, Carla Bley
Horário: 20h30
Preço: R$ 140
 
Kanye West (Horário: 21h30) - R$ 250
 
The National, MGMT (Horário: 22h30) - R$ 140
 
Tim Maia Racional com Instituto (Horário: 1h) - R$ 40
 
25 de outubro

The Cats, Tomasz Stanko Quintet, Enrico Pieranunzi Trio, The Bill Frisell Trio
Horário: 20h30
Preço: R$ 140
 
Neon Neon, The Gossip, Klaxons
Horário: 21h30
Preço: R$ 140
 
Marcelo Camelo, Paul Weller
Horário: 22h30
Preço: R$ 140
 
Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Música Magneta, Switch, DJ Yoda, Sany Pitbull, Database
Horário: 1h
Preço: R$ 80
 

Escrito por null às 20h30

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Madonna: mais um show em SP

Madonna fará um terceiro show em São Paulo: no dia 21 de dezembro, também no Morumbi.

Para o segundo show do Rio (15 de dezembro), as vendas começam à 0h de sábado (13 de setembro).

Para o terceiro show de SP, as vendas começam à 0h de domingo (14 de setembro).

Segundo os organizadores, as vendas para esses dois shows serão feitas apenas nos pontos-de-venda e por telefone (4005-1525 e 4004-1007). Não serão feitas pela internet.

Por tel., as vendas começam a partir da 0h; nos pontos-de-venda (aceitos todos os cartões de crédito e dinheiro. Sujeito a taxa de conveniência) e nas bilheterias oficiais:

São Paulo:

Ginásio do Ibirapuera (Rua Manoel da Nóbrega, 1361): aberto todos os dias das 10h às 20h, a partir de domingo dia 14 de setembro. No dia 14 de setembro, excepcionalmente abrirá às 6h.

Parque Villa Lobos (Rua Senador Queiroz Filho S/N - Entrada do Detran): aberto todos os dias das 12h às 18h, a partir de segunda-feira dia 15 de setembro.(AOS DOMINGOS ESTARÁ FECHADO).

Parque Anhembi: (Avenida Olavo Fontoura, 1209 - em frente ao Pavilhão de Exposições do Anhembi): aberto todos os dias das 10h às 20h, a partir de domingo dia 14 de setembro. No dia 14 de setembro, excepcionalmente abrirá às 6h.

Rio de Janeiro:

Rampa externa Via Parque Shopping (Avenida Ayrton Senna, 3000): aberto todos os dias das 10h às 20h, a partir de sábado dia 13 de setembro. No dia 13 de setembro, excepcionalmente abrirá às 6h.

Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502): aberto todos os dias das 10h às 20h, a partir de sábado dia 13 de setembro. No dia 13 de setembro, excepcionalmente abrirá às 6h.

Bilheteria oficial (aceitos todos os cartões de crédito e dinheiro):

São Paulo: Av. das Nações Unidas, 17.981, aberto todos os dias das 12h às 20h, a partir de domingo dia 14 de setembro.

Rio de Janeiro: Maracanãzinho (Rua Prof. Eurico Rabelo, s/n): aberto todos os dias das 12h às 18h, a partir de sábado dia 13 de setembro.

Assim, a agenda de Madonna no Brasil ficou:

14/12 - estádio do Maracanã (esgotado)

15/12 - estádio do Maracanã (à venda em 13/9)

18/12 - estádio do Morumbi (esgotado)

20/12 - estádio do Morumbi (esgotado)

21/12 - estádio do Morumbi (à venda em 14/9)

Escrito por Thiago Ney às 18h56

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3 Minutos com... Boy George

3 Minutos com... Boy George

Ex-líder do Culture Club (banda de synth-pop inglesa do início dos anos 1980, que deu ao mundo hits como "Karma Chameleon"), Boy George retorna a São Paulo para um show nesta terça (9 de setembro), às 22h, no Via Funchal (r. Funchal, 65; tel. 0/xx/11/3188-4148). O preço dos ingressos vai de R$ 140 (pista) a R$ 220 (camarote).

Ele falou rapidamente a este blog, por telefone. Entre outras coisas, diz que recentes problemas com a polícia não o afetaram e que agora é "uma nova mulher".

*****

Ilustrada no Pop - Como será a apresentação em São Paulo
Boy George - Será fabulosa! Claro que vai. O show é um mix de canções clássicas com algumas novas. Será um show deslumbrante. Tenho uma banda maravilhosa que toca comigo há vários anos.

Ilustrada no Pop - Como avalia sua nova fase, suas canções mais recentes? Vão na mesma linha das antigas?
Boy George - Claro que elas não são como minhas coisas antigas. Esta entrevista é igual à última? Claro que não. Tenho um single que sai em 12 de outubro. Para mim é melhor do que tudo o que fiz. Esse novo single é bem dance, com guitarra espanhola. Lembra um pouco "Generations of Love" [faixa de 1998, da carreira-solo de George].

Ilustrada no Pop - Você costuma se apresentar como DJ. É algo que gosta?
Boy George - Adoro discotecar. Na última vez que vim a SP, toquei como DJ e tive uma noite ótima. Mas cantar ao vivo é algo a que estou mais acostumado.

Ilustrada no Pop - Você teve de cumprir pena limpando lixo em Nova York por ter sido acusado de manter um rapaz em cárcere privado. O que pode falar a respeito?
Boy George - Há muitas coisas negativas na minha vida, é apenas isso o que querem ver... Eu prefiro relaxar. Mostrar às pessoas o brilhante artista que sou. O futuro é lindo. Não quero falar disso agora. Não afeta quem eu sou. Não quer dizer que minha vida seja apenas aquilo. É uma nuvem que será removida do céu. Eu mudei. Sou uma nova mulher.

Ilustrada no Pop - Há chance de uma reunião do Culture Club?
Boy George - Não. Nunca, nunca, nunca. Não preciso deles. Eles precisam de mim. Por que alguém gostaria de voltar à sua ex-esposa? A única razão para uma volta seria dinheiro. E eu não preciso de dinheiro. Ainda consigo pagar meu aluguel.

Escrito por Thiago Ney às 19h46

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"Thank you Mario!"

A música é só ok, mas o título é ótimo: "Thank You Mario, but Our Princess is in Another Castle", a célebre frase que encerrava as fases do "Mario Bros."; a premissa também é jóia: a letra é narrada da dramática perspectiva do Toad. Do Mountains Goats eu só conhecia a boa "This Year", talvez seja o caso de ouvir mais.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h49

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Madonna: mais um show

A Live Nation, empresa norte-americana que agencia Madonna, confirmou mais um show da cantora no Brasil: dia 15 de dezembro, no estádio do Maracanã, no Rio. A este blog, a assessoria da Time For Fun, que produz a turnê brasileira, diz que essa informação ainda não é oficial. Lembrando: há poucos dias, antes de a Time For Fun confirmar o segundo show em SP (que acontece em 20/12), a apresentação já estava sendo divulgada pela Live Nation.

A assessoria da Time For Fun acaba de confirmar o segundo show da Madonna no Rio. Infos de preços e venda de ingressos devem sair no início da semana que vem.

Escrito por Thiago Ney às 12h54

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R.E.M. em Porto Alegre, Rio e SP

A confirmação oficial deve sair em poucos dias, mas o R.E.M. fechou quatro shows no Brasil. São eles:

6 de novembro - Porto Alegre (estádio São José);
8 de novembro - Rio de Janeiro (HSBC Arena);
10 e 11 de novembro - São Paulo (Via Funchal).

Ainda não há info de preço de ingressos.

Eis um exemplo de set list dessa turnê que vem ao país: o trio tem tocado uma média de 25 músicas por show (já vão ser apresentações mais longas que a do Rock in Rio 3, portanto), privilegiando o "Accelerate", mas também tocando boas velharias (tipo "Gardening at Night" e "Get Up") e os hits inevitáveis ("Losing my Religion" e "The One I Love", por exemplo).

Escrito por Thiago Ney às 18h56

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Tim Fest melhora em 2008

E o Tim Festival 2008 tem tudo para ser melhor do que a versão 2007. Quer dizer, não precisa muito para fazer algo melhor do que o caos que foi a edição do ano passado, certo? Mas há duas boas razões para ter boas esperanças: o festival saiu do Anhembi (foi para o Ibirapuera, no mesmo local em que ocorreu o Motomix deste ano; mas o Tim será coberto) e o line-up está mais bem servido. Além disso, quem é de SP nem precisará viajar ao Rio, pois a escalação paulistana está mais equilibrada do que a carioca (no Rio, vai bater horário de MGMT + National com Kanye West, no dia 24 de outubro; e Gossip + Klaxons com Paul Weller, no dia 25/10).

Veja a escalação pop de SP (na Arena de Eventos do Ibirapuera, local coberto):

22 de outubro (21h): Kanye West
23 de outubro (21h): Neon Neon, The Gossip, Klaxons
24 de outubro (19h): Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
25 de outubro (21h): Cérebro Eletrônico, The National, MGMT

O que eu já vi: Kanye West (show grandioso, espacial-kitsch; e o cara sabe compor e tem a manha como produtor); Klaxons (pesado e dançante; guitarra vs. teclados); Dan Deacon (anárquico... até demais); MGMT (psico-new wave-pop; não perca!); The National (entre os Smiths e Joy Division); Gogol Bordello (legal... nos primeiros 20 minutos).

O que eu não vi e quero muito ver: Gossip (Beth Ditto, do Creamfields para o Ibirapuera); Switch (um dos mais originais DJs/produtores do momento)

Ainda não foram divulgados os preços do festival, nem quando começam as vendas.

Escrito por Thiago Ney às 14h00

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Só pra lembrar

Da matéria da Folha que anunciava a compra da CIE Brasil (a atual Time for Fun, ou T4F), em 9 de maio de 2007:

"O Gávea Investimentos, banco de investimentos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, comprou ontem o controle das operações da empresa de entretenimento CIE (Corporação Interamericana de Entretenimento) na América do Sul, por US$ 150 milhões. (...) Fernando Alterio, sócio e diretor da CIE no Brasil, continuará no comando da nova empresa. (...) No Brasil, a CIE é dona do Credicard Hall, do Teatro Abril, do Citibank Hall em São Paulo e no Rio e controla a empresa de venda de ingressos Ticketmaster."

E, é claro, não podemos esquecer que, antes da confusão das vendas, tivemos as irregularidades e os preços abusivos.

De resto, tudo que a empresa tem a dizer sobre o caos das vendas para Madonna em SP é o seguinte:

"Quais problemas técnicos ocasionaram a pane na internet e call center?

Demanda muito acima do previsto. Na primeira hora de vendas foram 77.000 acessos simultâneos. Na segunda hora, 42.000 acessos simultâneos. A lentidão do site de vendas, que abriu à meia-noite de terça-feira, não supriu a demanda e transbordou para o call center que abriria mais tarde e causou uma nova lentidão em ambos os sistemas.

Quais ingressos já estão esgotados para os shows em SP?

Às 16h de quarta-feira, estavam esgotados: pista vip (shows 18 e 20/12), cadeira superior laranja, vermelha e azul (18 e 20/12), cadeira inferior azul e vermelha (18 e 20/12) e cadeira inferior laranja (20/12)."

 

 

Escrito por Thiago Ney às 18h06

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Caos, desorganização, pouco caso

A resposta ao título do post abaixo? Não. Parece que neste país ninguém sabe vender ingressos para shows concorridos. Vide U2, João Gilberto, Caetano + Roberto... Mas os problemas não param aí. Em grandes shows, o sistema de som não funciona (ou é muito baixo ou tem muito grave ou o vocal é inaudível...); há empurra-empurra na entrada do público; alimentos e bebidas são caros e ruins; o preço de estacionamento e de guardadores de carros é extorsivo... Precisa ser muito fã e ter muita paciência para enfrentar um show de proporções médias ou grandes em São Paulo.

Para o show de Madonna, fiquei da meia-noite às 5h30 de hoje (3 de setembro) tentando comprar um ingresso pelo site. Claro que não consegui. Mas o ponto não é nem o "não conseguir" (se há mais gente interessada num show do que a capacidade de público que esse show comporta, conseqüentemente muitos ficarão sem ingressos). O ponto é que há ingresso, mas o site não funciona. Porque é malfeito.

Para poupá-lo de um relato extenso e mal-humorado, os "pontos altos" da minha produtiva madrugada atrás da Madonna.

Meia-noite - Site remete apenas ao show do Rio de Janeiro, que já estava esgotado

0h30 - Site pede para eu escolher o cartão de crédito (Bradesco, Amex ou outros). Escolho. O site me ignora e permanece parado

0h40 - Tento por outro computador. O sistema continua achando que eu quero assistir ao show do Rio

0h45 - A etapa de escolha do cartão de crédito permanece intransponível

1h - O sistema continua achando que eu quero assistir ao show do Rio

1h55 - Chego à página do show de SP

2h20 - Escolho o dia do show (20 de dezembro)

2h30 - Escolho o setor (pista)

2h35 - Escolho a quantidade (três)

2h55 - O site cai; começo tudo de novo

3h10 - Chego à página do show de SP

3h13 - Escolho o dia (20/12)

3h15 - Escolho o setor (pista)

3h18 - Escolho a quantidade (três ingressos)

3h20 - Digito e-mail e senha que havia cadastrado anteriormente no site

3h35 - Sou levado à página de compra, em que digito novamente os seis primeiros números do meu cartão

3h40 - Confirmo a compra

3h42 - Mensagem pede para aguardar contato da loja com a confirmação da compra

3h44 - Em vez de mensagem de confirmação, recebo mensagem de erro. O site cai. Começo de novo

3h50 - Escolho dia do show, setor e quantidade de ingresso (dois)

3h55 - Aparece em meu carrinho cinco ingressos (os dois dessa compra e os três da compra anterior...)

4h05 - Excluo três ingressos do meu carrinho de compras, mas não consigo sair dessa página

4h15 - Finalmente chego à página para confirmar compra

4h17 - "Compra não concluída. Falha ao processar o pedido"

4h20 - Começo novamente

4h25 - Reservo dois ingressos de pista pro dia 20/12

4h27 - No meu carrinho de compras, aparecem quatro ingressos...

4h30 - Não é piada: o site cai novamente

4h40 - O sistema parece estar fora do ar

4h50 - Site volta; extremamente lento

5h15 - É o fim.

**********

Segundo amigos, teve gente que conseguiu comprar ingressos, pelo site, antes da meia-noite (por meio de um endereço que começava por números).

Teve empurra-empurra e arrastão promovido por cambistas no ginásio Ibirapuera. Muitos fãs que haviam acampado na porta do ginásio foram agredidos pelos cambistas, que tomaram a frente da fila pouco antes do início da venda de ingressos. Segundo relatos, não havia ninguém da organização do show ou da polícia para prestar ajuda.

As vendas por telefone também não funcionaram. Incrível a incompetência dos organizadores: divulgaram o horário errado (não começava a vender às 6h, mas às 9h...).

O caos, a desorganização e o pouco caso dos organizadores do evento com o público nesse episódio alimentam histórias dramáticas e desesperadas de fãs da cantora. Algumas estão nesta comunidade do Orkut. Outras, aqui.

Vi o show da Madonna há poucos dias, em Cardiff (País de Gales). A produção impressiona; Madonna está muito bem e cantando como nunca. Mas nada justifica o que está havendo no Brasil.

Escrito por Thiago Ney às 15h59

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Ninguém sabe vender ingressos neste país?

Começaram as vendas para os shows da Madonna e lá vão os fãs novamente quebrar a cara na busca por um ingresso. As vendas ainda estão rolando (quer dizer, isso que eles chamam de "venda") e nós ainda estamos apurando, mas já podemos apontar três erros, a essa altura:

1) depois de anunciarem -a imprensa, inclusive - que os ingressos do Rio estavam esgotados na tarde de ontem, liguei para o telefone da Ticket for Fun e fui informado de que ainda havia ingressos de arquibancada, às 20h15 de ontem;

2) o site que cuidaria das vendas para os shows de São Paulo - e que, segundo a assessoria, teria "opção de acesso via vários servidores para o consumidor. Assim, logo na página inicial, ele pode escolher qual servidor irá utilizar"não funciona;

3) segundo a assessoria, "às 6h [de hoje, quarta-feira], os ingressos [para os shows de São Paulo] podem ser adquiridos pelo call center"; azar dos bobos (como eu) que acordaram a essa hora pra tentar comprar: foram saudados com a mensagem que informava que "nosso horário de atendimento é de 2a a domingo, das 9h às 21h". 

Abaixo, a manifestação oficial da Time for Fun, após apontarmos os problemas (com minhas réplicas entre colchetes):

"Sobre a lentidao com o site da Ticktes For Fun ocorridos na madrugada de hoje:

- Houve um número excepcional de acessos ao site, muito acima de qualquer expectativa, ocasionando lentidão no sistema [não sei quem é que traça essa "expectativa" de acessos ao site, mas certamente não é pessoa competente; se você fosse fazer uma expectativa da procura por ingressos para esses shows da Madonna, ia chutar baixo ou ia se preparar para uma das maiores procuras de todos os tempos? É preciso ser vidente para prever isso com uma margem de erro aceitável?]

- A empresa se pronunciará ao longo do dia

- O call center abriu as 7:30 [não é verdade; liguei às 7h40 e caí na mesma mensagem de "começamos às 9h"; a partir das 8h30, foi pior: quando a ligação completava, depois de selecionar a opção de compra, ela caia; isso aconteceu duas vezes comigo; de qualquer modo, essa informação não explica por que o call center não foi aberto na hora anunciada, 6h]

- A empresa está trabalhando para corrigir a lentidão [sem maior sucesso, até às 9h42]"

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 08h21

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Wiki-sound

A Amazon colocou no ar, em versão beta, o Sound Unwound, plataforma que tem a pretensão de unir a Wikipedia e o All Music. Por ali, encontra-se biografia, discografia e fotos de bandas e artistas pop (principalmente), além de links para vídeos no You Tube, links para sites relacionados (inclusive Wikipedia...) e uma bem ilustrada (ainda que não completa) "linha do tempo" sobre a banda em questão. Se há alguma info errada, o usuário pode editar o texto (após criar uma conta). E, claro, dá pra comprar música via Amazon.

Escrito por Thiago Ney às 21h02

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Space Cat Oddity

Depois de Julian Casablancas + Pharrell Williams em comercial da Converse, Cat Power cantando "Space Oddity", clássico do Bowie, para propaganda da Lincoln. Tem só 30 seg., e não ficou ruim, não:

Escrito por Thiago Ney às 18h34

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Boas da semana

Boas da semana

Semana C.H.E.I.A. em São Paulo.

Crew - Além de Database, Zegon e o resto do clã, tem o norte-americano Tittsworth, que acaba de lançar o primeiro disco-solo (que traz participações de Kid Sister, DJ Assault, entre outros); terça-feira, às 23h30; D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda); R$ 15 a R$ 25

Karaokiss - Porque o karaokê da Liberdade ficou muito "hype" Funhell - Sem Karaokiss (que rola apenas no final do mês), a noite terá Gil Barbara e Spavieri; quarta-feira, às 23h; Funhouse (r. Bela Cintra, 567, Consolação); R$ 10

Jackpot - Com o Bo$$ in Drama, incensado por vários blogs gringos; quarta, às 24h; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação); de R$ 10 a R$ 20

Rockfellas - A noite ganha perfume extra com a banda francesa de meninas Pastiscines; quinta-feira, às 24h; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação); de R$ 10 a R$ 20

Debut - Clássica noite do underground paulistano; para esquecer que existe sexta-feira; quinta, às 24h; Torre (r. Mourato Coelho, 569, Vila Madalena); R$ 10

Circuito - Só pelo Gui Boratto a noite já chamaria muita gente; mas ainda tem o escocês Funk D'Void; sexta-feira, às 24h; Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda); de R$ 40 a R$ 55

Strip Poker - Com Joakim, um dos mais talentosos produtores franceses, que vai do electro à house, brinca com o tecno e raspa no disco-punk; sexta, às 24h; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação); de R$ 25 a R$ 35

Batalha de dança - Depois da batalha de iPod... A noite promete; sexta, às 24h; Glória (r. 13 de Maio, 830, Bela Vista); de R$ 20 a R$ 35

Orloff Five - Inaugura a temporada de festivais do segundo semestre com Hives, Plastiscines, Melvins, Tittsworth e Vanguart; sábado, a partir das 19h; Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olímpia); de R$ 100 (pista) a R$ 180 (camarote) 

Discology vs Quebrada - O animado projeto torna-se imperdível com o set de Mike Simonetti, que recria a disco music como poucos; sábado, às 24h; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação); de R$ 30 a R$ 35

 

Escrito por Thiago Ney às 18h20

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