Fim de semana cheio em São Paulo. Rapidinho: nesta sexta tem Crew no Glória, com a dupla Flosstradamus, de Chicago. Rock+electro+rap tudo junto. Um dos principais nomes do electro, o alemão Anthony Rother faz DJ set no Clash. E a sempre recomendada dupla Booka Shade se apresenta ao vivo na Pacha.
No sábado tem Haagen-Dazs no galpão Vila dos Ipês (av. Mofarrej, 1.505; Vila Leopoldina). O line-up: 22h30 - Diogo Accioly; 24h - Database; 1h - Emanuell Bassoleil x VJ; 1h30 - Vhs or Beta; 3h - The Glimmers; 4h30 - Uffie & Feadz; 6h - Yuksek; 7h - Laico. Já o D-Edge recebe o top Ricardo Villalobos, que no ano passado fez um set histórico de oito horas no clube. E, no Glória, rola festa de dois anos da noite Gente Bonita.
Entrei hoje no MySpace do Gossip e notei que, além de uma música nova (a interessante "1000 Things"), eles tacaram lá um pedido de desculpa pelo cancelamento do Tim (com direito a piada referindo-se ao famoso estilo de depilação conhecido lá fora como "brazilian"):
"To our Brazilian fans (and fans with brazilians): We are dreadfully sorry about cancelling our festival tour out there! We love you deeply and PROMISE to make our brazilian debut soon! We are currently tied up in studio land and we offer you 1,400,000 apologies! When we arrive on yr land we promise to greet you with 1,000 flowers!"
Deve sair nos próximos dias a lista dos DJs mais populares promovida pela revista britânica "DJ Mag". O mineiro Anderson Noise vai aparecer na 26ª posição (é o único brasileiro da lista). Os dez primeiros:
1 Armin van Buuren 2 Tiesto 3 Paul van Dyk 4 Above & Beyond 5 David Guetta 6 Ferry Corsten 7 Sasha 8 Marcus Schulz 9 John Digweed 10 Infected Mushroom
Carl Cox está em 12º; Richie Hawtin, em 15º; Sven Vath, em 24º; Daft Punk, em 38º; Chris Liebing, em 69º; Justice, em 73º; Skazi, em 86º; Chemical Brothers, em 90º; Fatboy Slim, em 92º; Booka Shade, em 99º.
o DJ escocês Calvin Harris não virá mais ao Planeta Terra, festival que acontece em 8 de novembro em SP. Segundo os organizadores, Harris passou por uma cirurgia recentemente e foi proibido por seus médicos de fazer viagens longas. Eles dizem que até amanhã (quarta) devem anunciar um substituto.
E foi no sábado, o último dia do evento, que o Tim Festival - São Paulo ganhou ares de festival. A tenda montada no Ibirapuera, se não estava cheia, recebeu público considerável (cerca de 3.000 pessoas), maior do que o dos outros dias de festival. Os shows dessa noite corresponderam. The National fez a apresentação mais, digamos, intensa do evento: a voz de barítono de Matt Berninger conduz com distinção a música da banda, com guitarra e bateria que ecoam de Smiths a Joy Division. É uma banda que está em seu melhor momento, tanto que o show foi baseado no último disco, "Boxer", de 2007: "Fake Empire", "Mistaken for Strangers", "Start a War', "Slow Show" ganham ainda mais densidade ao vivo.
Em seguida, o MGMT fez um show dividido em duas partes (o que já é comum para a banda): canções longas, que vão do psicodelismo ao rock básico dos anos 1970, com alguns solos; e faixas mais pop, como "Electric Feel", "Time to Pretend" e, claro, o hino "Kids". É incrível como uma banda consegue soar tão distinta entre uma música e outra. Muita gente não gostou da parte "prog" do MGMT; achei que funcionou bem ao vivo.
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Sobre o festival em São Paulo, algumas considerações.
A estrutura do festival estava infinitamente melhor do que aquela do ano passado. Não dá pra comparar o ambiente do Ibirapuera, arborizado, agradável, com o do Anhembi, feito de concreto e ao lado da marginal Tietê. Não houve grandes atrasos, os banheiros e bares ficaram a maior parte do tempo sem filas (claro que o público pequeno contribuiu pra isso...) e algumas bandas fizeram shows bem bons (Klaxons, MGMT, National). Não curto muito o Gogol Bordello, mas impressionou como eles conseguiram levantar o público. E, pelo que vi do Dan Deacon, no final, o cara causou (no bom sentido, claro).
Mas algumas coisas não funcionaram. E uma tem a ver com a outra. O formato do Tim, com apenas um ou dois shows por dia, faz com que o preço dos ingressos fique mais caro. E para atrair público nesse formato de evento, é preciso ou colocar ingresso barato ou escalar banda com apelo pop. E não fizeram nem uma coisa nem outra. A um preço menor do que R$ 150, talvez mais gente tivesse ido ver o Klaxons. E os cancelamentos de Gossip e Paul Weller não fizeram nada bem ao festival.
O National, que eu conhecia pouco, começou bem, mas ali pela quinta música eu me dei conta de que eram todas iguais (uma coisa mezzo Arcade Fire, mezzo Interpol) e cansei.
O MGMT, cujo disco eu já tinha ouvido (e não tinha gostado), me surpreendeu muito - não sei por que eles se dão ao trabalho de fazer disco, se são tão melhores ao vivo. Foi um grande show, pesado e estridente (o som estava de estourar tímpanos), muito melhor do que eu esperava. A seqüência que começou com "Weekend Wars" e terminou com "Time to Pretend", passando por "The Youth", "Electric Feel" e pela interminável "Metanoia" (de 14 minutos), foi muito boa.
O Thiago, que estava tão empolgado quanto o público do lugar, certamente vai ter mais a falar do que eu.
O que eu queria comentar, para encerrar a cobertura do Tim, é uma matéria que está no Globo Online, "Organizadores fazem balanço positivo do festival"; o repórter Leonardo Lichote ouviu Monique Gardenberg, a produtora do festival, e os curadores Ronaldo Lemos e Hermano Vianna. E a análise deles sobre o festival deste ano é tão descolada da realidade (pelo menos da que se viu aqui em São Paulo) que me impressionou - pareceu o presidente Lula e seus ministros falando que a "crise não vai afetar o Brasil, que aqui está tudo uma maravilha".
Pelo texto, presume-se que eles estejam se referindo à parte carioca do festival (que eu não acompanhei e, portanto, não sei dizer como foi). Porque frases como a do Ronaldo Lemos dizendo que, ao contrário de edições passadas, "este ano nenhum palco sofreu com a falta de público" não podem estar levando em conta o que se viu em São Paulo, é claro.
Mas, mesmo levando em conta que essa análise se refira aos shows no Rio e que, por lá, o festival tenha sido um estouro (afinal, não tem uma concorrência como a do Terra dali a duas semanas), desconsiderar o fiasco que foi em São Paulo (e relativizar os fiascos que foram os cancelamentos do Gossip e Paul Weller) me parece um equívoco. Até porque São Paulo é, reconhecidamente, o lugar em que qualquer atração, das mais indies às mais pop, tem público (não à toa todos os shows passam por aqui, se tiverem que escolher um único lugar no Brasil).
Enfim, acho compreensível uma edição de festival dar errado; mas quando os erros são tratados com empáfia, as chances de que eles se repitam são imensas.
O calendário paulistano de festivais fica mais cheio com a chegada do SP Noise, braço do Goiânia Noise que será montado na capital paulista nos dias 21 e 22 de novembro. O festival rola no clube Easy (av. Marquês de São Vicente, 1.767, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3611-3121). Para o dia 21/11 (sexta-feira), os ingressos custam R$ 55 (antecipado) e R$ 65 (no dia); para o dia 22/11, custam R$ 65 (antecipado) e R$ 80 (no dia).
A escalação do SP Noise:
Sexta-feira
Black Mountain (Canadá - palco 1) Flaming Sideburns (Finlândia) - palco 2) Motek (Bélgica - palco 1) Os Ambervisions (palco 2) The Tormentos (Argentina - palco 1) Black Drawing Chalks (palco 2)
Sábado
Vaselines (Escócia - palco 1) Black Lips (USA - palco 2) The Ganjas (Chile - palco 1) Do Amor (palco 2) Calumet-Hecla (USA - palco 1) Homiepie (palco 2)
Os ingressos antecipados podem ser comprados na Sensorial Discos (r. 24 de Maio, 116; tel. 0/xx/11/3333 1914). A censura é 16 anos.
Foi bom, não ótimo. O show do Klaxons no Tim Festival, na "noite dos cancelamentos" (na tenda na Arena de Eventos, o Gossip deu o cano; no auditório Ibirapuera, Marcelo Camelo virou atração principal depois da não-vinda do Paul Weller), foi roqueiro, sujo, mas não tão empolgante quanto outros shows da banda (como o que vi no Roskilde, na Dinamarca, no ano passado). Será que o pouco público (provavelmente a tenda, com capacidade para 4.000 pessoas, estava com 1/3 da lotação) ajudou a diminuir a temperatura da apresentação? Talvez. Apenas na parte da frente do palco via-se gente pulando e dançando músicas como "Gravity's Rainbow"; mais atrás, as pessoas assistiam a tudo imóveis.
O show foi relativamente curto (cerca de 50 minutos), mas o suficiente para uma banda que tem apenas um disco. Ao vivo, o Klaxons é mais rocj do que dance; as guitarras (e mesmo o baixo) ficam mais barulhentos, sujos e acentuados do que os sintetizadores. O grupo torna-se dos mais interessantes do pop hoje ao reunir faixas rápidas e diretas com canções melódicas, oitentistas e de clima new wave. Pelas duas músicas novas que mostraram, vemos que o Klaxons está olhando mais para o garage rock do que para as raves.
Antes teve o Neon Neon: decepcionante. Quer dizer: se o Gossip estivesse na escalação, o Neon Neon seria encarado apenas como uma banda de abertura, para aquecer e entreter o público que chega ao festival. Com a falta de Beth Ditto, o Neon Neon ganhou um peso que o grupo não possui. Fica visível que eles são apenas uma banda-projeto (entre os integrantes, está o vocalista do Super Furry Animals). O Neon Neon é uma dupla, que no show ganhou a adição de outros músicos, entre eles o figura Har Mar Superstar, gordinho e careca cuja função era a de animar o público com caretas e malabarismos. Foi a melhor coisa do Neon Neon, para você ver como foi o show...
A noite mais esvaziada pelos artistas (Gossip e Paul Weller, que tocariam nela, cancelaram) causou igual reação no público e foi ainda mais vazia do que a anterior, no Tim Festival do Ibirapuera.
Não estive na tenda onde tocaram Neon Neon e Klaxons, mas o Thiago, que tava lá, disse que tinha um terço da lotação (no Kanye West tinha metade). No auditório, que esgotou os ingressos enquanto Paul Weller estava escalado pra tocar, havia muitas poltronas vagas, certamente pertencentes a fãs que preferiram ter sua grana de volta. O show de Roberta Sá, que abriu a noite, estava vazio, com umas 150 pessoas (o auditório comporta 800), e o de Arnaldo Antunes, que fechou, estava ainda mais deserto, porque o público, que foi pra ver Marcelo Camelo, se mandou.
Foi pena essa esvaziada, porque Roberta Sá é a melhor cantora dessa nova safra e seu show, principalmente na parte mais samba, é muito, muito bom (a parte "trilha de novela" é meio mala, mas aturável). A moça canta muito, está muito bem cercada (de instrumentistas e compositores) e tem tudo para ser um sucesso nacional. Foi a segunda vez que a vi ao vivo (fora a participação no show do João Donato, naquele evento bossa nova) e ela já está no meu iPod há mais tempo ainda.
O show do Arnaldo também foi legal. Eu entendo a ojeriza que ele causa em largos setores com seu tipo de composição, com sua voz e seu estilo, mas eu sempre gostei de várias músicas dele, desde a fase dos Titãs (como "Não Vou me Adaptar", que ele tocou ontem) até a carreira solo, com boas canções como "Fora de Si" e covers como "Judiaria" (do Lupicínio Rodrigues), ambas tocadas ontem, com participação do Edgar Scandurra, que vestiu uma camiseta remetendo ao Paul Weller, se eu vi direito (o terninho já era mod total).
E teve, é claro, a estrela da noite, o homem que quase encheu o auditório sozinho - não havia grandes buracos na platéia de Marcelo Camelo, é preciso dizer, mas não estava "lotação esgotada", como o pôster do lado de fora anunciava (por conta, como já disse, da saída do Weller). O ex-Los Hermanos tocou com a torcida a favor, é claro, mas uma torcida bem mais comportada do que ele estava acostumado na época da banda - a certa altura do show, ele mencionou o estranhamento: "Vocês estão bem, todo mundo confortável? 'cês 'tão tão calados."
O show é interessante, para quem gosta de Los Hermanos (teve duas músicas da banda, inclusive, "Pois É" e "Morena") - é um show para assistir sentado mesmo, observando como os oito músicos no palco (Camelo + a banda Hurtmold) desenvolvem o repertório cheio de nunaces do disco solo. Há bons momentos ("Menina Bordada", "Janta", "Doce Solidão") e maus momentos (como a acústica "Passeando", em que Camelo encarna um João Gilberto barbudo), e o show ainda precisa de mais tempo de estrada para chegar no ponto, mas o público gostou.
O preço dos ingressos afugentou o público do show de Kanye West, ontem (22 de outubro), na estréia da parte pop do Tim Festival. A tenda montada no Ibirapuera, com capacidade para 4.000 pessoas, tinha, no máximo, metade de sua lotação. Dava para circular à vontade no local, até as proximidades do palco.
A apresentação de SP foi a mesma que Kanye West fez no Madison Square Garden em agosto; palco simulando um planeta desabitado, um telão enorme atrás do palco, um telão quadrado se move para cima e para baixo, muitos fogos, fumaça; West muitas vezes "atua": conversa com Jane, o computador inteligente que comanda sua nave; e é até "engolido" por um dinossauro. Diferentemente de Nova York, em que a banda se posicionava à frente do palco, num fosso, em SP a banda foi colocada atrás do palco (muita gente pensou que ele estava cantando sobre bases pré-programadas).
Ricardo Saibun/Divulgação
A falta de público acabou influenciando no clima do show, que poderia ser mais animado, vibrante. Em algumas faixas menos conhecidas, a temperatura ficou morna, fria. Mas Kanye sabe das coisas; além de ótimo letrista e rimador, tem talento para produzir bases e arranjos criativos, que fogem da estrutura tradicional do rap. Como em "Diamonds from Sierra Leone" ou "Stronger". Ou mesmo em "Love Lockdown", do disco que será lançado em novembro, que ele cantou no final do show e não estava no setlist. O rap não é o tipo de música mais performática que existe, longe disso, mas Kanye soube manter o ritmo afiado mesmo estando sozinho no palco, armado apenas com um mircofone.
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Mais tarde o Tim Festival recebe Neon Neon e Klaxons (normalmente, Klaxons ao vivo é uma paulada). E Arnaldo Antunes, Roberta Sá e Marcelo Camelo no auditório.
A maior deflação de todos os tempos e mais de mil convites distribuídos não evitaram que o show do Kayne West na parte paulista do Tim festival, ontem, fosse um fiasco de público; a tenda, para 4.000 pessoas (reduzida, segundo me disse a assessoria, para 3.500 por causa de umas árvores que têm no espaço), estava com meia lotação só, se tanto.
E isso, é bom repetir, mesmo com mais de 1.000 convidados e com os ingressos, que custavam R$ 250 (entrada inteira), sendo vendidos a R$ 20 pelos cambistas!!! Foi a maior deflação que eu já vi, parecia ação na Bovespa, nas últimas semanas. Quando o show já tava ali pela quinta música, vi cambista que não conseguiu vender, para um grupo, 4 ingressos por R$ 70 no total!
À parte isso, o público que foi, gostou, pelo que se viu - cantou, pulou, levantou e balançou os braços; era um público estranho, uma mistura de playboyzada forte com uns manos do rap (Mano Brown e Ice Blue estavam lá, com o mau humor de sempre; D2 também, saindo do ar como sempre). Eu conhecia pouco de Kanye West e não fiquei empolgado com o que vi. Mas o Thiago deve ter adorado, fã que é, e deve escrever aqui.
De resto, dei um rápido pulo no Auditório Ibirapuera e vi quatro músicas da bem mais interessante Stacey Kent, incluindo uma boa versão de "Waters of March".
Tanto com sua ex-banda, Whiskeytown, como na carreira solo, Ryan Adams é dos mais prolíficos artistas do pop. Não passa um ano sem que esse americano, autor de "New York, New York", lance um disco. Entre hoje e amanhã, o iLike hospeda o novo álbum de Adams, "Cardinology". O disco deve sair oficialmente na semana que vem.
Quando o Lasciva Lula acabou, fizemos um pacto de gravar e disponibilizar todas as músicas que tínhamos no momento. Um ano depois, estão lá em www.myspace.com/lascivalula
Abaixo, a nota derradeira.
Abraço, Felipe.
"Assim que decidiram pelo fim da banda, em novembro de 2007, os quatro integrantes do Lasciva Lula firmaram um pacto: gravar e disponibilizar na internet as músicas inéditas que tinham naquele momento. Quase um ano depois, 'Vontade de beijar Caetano', 'Entre gêmeos e leão', 'O mistério da moça' e 'Carta ao Cals' - além de 'Família feliz', sobra de estúdio do disco 'Sublime mundo crânio' - estão no myspace da banda. O canto do cisne da lula libidinosa - uma forma de agradecer a quem nos acompanhou e compartilhar momentos de prazer em fazer música. É o fim da banda e tudo continua bem assim."
Falei com Mike Greek, o responsável pelo agendamento dos shows internacionais do Paul Weller e o homem que era citado no comunicado oficial do Tim sobre o cancelamento. Queria saber dele duas coisas: quando ficou decidido que o show não rolaria e se foi considerada a substituição do pianista. Eis o que ele disse, com tradução simultânea abaixo.
Hi Marco,
Cancellation of the shows was confirmed on Friday 17th October when we realised that the immigration issues were not possible to solve.
Paul is not considering solo or stripped down shows this year and as Andrew is an integral part of the touring band we could not consider playing without him.
We tried everything with the help of the festival organisers to make these shows work but in the end through no fault of any one individual or organisation we could not make it work.
Paul is disappointed to let his fans down in the region and will try to rectify this in the future.
Regards
Mike
Oi Marco
O cancelamento dos shows foi confirmado na sexta-feira, 17 de outubro, quando percebemos que não seria possível resolver os problemas de imigração.
Paul não está considerando [fazer] shows solo ou com banda reduzida este ano e, como Andrew é parte integral da banda, não poderíamos considerar tocar sem ele.
Tentamos de tudo, com a ajuda dos organizadores do festival, para fazer os shows acontecerem, mas, no fim, sem que isso seja culpa de um indivíduo ou de uma organização, não conseguimos.
Paul está desapontado por deixar na mão seus fãs na região e tentará corrigir isso no futuro.
Saudações,
Mike
Com isso, acho que podemos encerrar esse caso com a seguinte avaliação:
1) erra Paul Weller por cancelar o show por causa desse problema bizarro; pode ser uma avaliação equivocada, já que eu não testemunhei o desenrolar dos fatos, mas parece birra de gente mimada, que ficou espantada por não conseguir um visto para vir tocar no Brasil e, em vez de tentar contornar o problema para não cancelar o show em cima da hora, simplesmente se lixou; como eu já perguntei antes, se fosse como headliner de Glastonbury, será que ele teria a mesma atitude? Achei falta de respeito.
2) erra a organização do Tim ao demorar três dias para anunciar o cancelamento do show e quase cinco dias para anunciar o esquema de devolução do dinheiro; a desculpa de que eles queriam anunciar os substitutos antes de explicar como devolveriam o dinheiro simplesmente não cola: se ficaram sabendo na sexta, 17/10, poderiam no mesmo dia ter soltado um comunicado do tipo "Paul Weller não vem mais, vamos devolver o dinheiro de quem quiser assim e assado, mas também estamos tentando encontrar artistas substitutos, então quem preferir esperar por essa informação antes de trocar seu ingresso, esteja à vontade". Simples assim, resolvia o problema de quem queria o dinheiro de volta o mais rápido possível e, para quem quisesse arriscar esperar pelos "artistas substitutos" (como se tivesse alguma chance de ser o Radiohead...), ótimo, decisão do dono do ingresso. Do modo como fizeram, foi só esconder informação e prejudicar o público, que ainda está em dificuldades para ter seu dinheiro de volta pelo cancelamento do Gossip, há mais de um mês.
O tradicionalíssimo Cine Marrocos, na região central de São Paulo, voltará a ser um destino cultural da cidade. O cinema será palco do Nokia Trends, festival de música e arte multimídia que acontece em 29 de novembro. A Prefeitura de SP autorizou a realização do festival no local, que poderá receber até 2.500 pessoas. Um dos nomes internacionais do festival já foi fechado: é o veterano produtor Bomb the Bass (alter ego do inglês Tim Simenon). O cara é tido como um dos protagonistas da explosão da cultura do DJ, com faixas como “Megablast” e “Beat Dis”, no final dos anos 1980. “Future Chaos”, novo disco do Bomb the Bass, tem participação de Mark Lanegan (ex-Screaming Trees), em uma faixa que ganhou um remix de Gui Boratto. Um dos nomes meio nacionais/ meio internacionais já confirmados é a dupla N.A.S.A., formada pelo brasileiro Zegon e pelo americano Squeak E. Clean (irmão do cineasta Spike Jonze). O disco de estréia dos dois sai em fevereiro e será provavelmente o álbum com o maior número de convidados da história do pop: Karen O., Kanye West, David Byrne, Chuck D., M.I.A., Tom Waits, Spank Rock e muitos outros... Mais atrações serão escaladas. A parte multimídia do evento tem curadoria de Giselle Beiguelman.
Essa é demais: Kanye West mostra ao mundo, pelo Twitter, "Heartless", uma das mais faixas mais legais de "808s & Heartbreak", disco que sai só no final de novembro. Essa versão de "Heartless" já é a finalizada, que estará no álbum. Aperitivo pros shows dele em São Paulo (nesta quarta, 22/10) e no Rio (sexta).
Arnaldo Antunes e Roberta Sá foram escalados para o lugar de Paul Weller no Tim Festival, acabou de anunciar a organização do evento. Os dois brasileiros tocarão na mesma noite de Marcelo Camelo, na quinta-feira, em São Paulo, e no sábado, no Rio de Janeiro.
Kanye West inaugura nesta quarta (22 de outubro) a faceta pop desta que deve ser a mais comentada, xoxada e zicada edição do Tim Festival. Primeiro veio o cancelamento do Gossip (por um "inesperado conflito de agenda"), depois o cancelamento do Paul Weller (seu pianista não teria obtido visto de trabalho). Mas, antes disso, muita gente já reclamava dos preços dos ingressos (R$ 250 para Kanye West; R$ 150 para outros dias pop). O fato é que esse formato do Tim Festival há algum tempo já desagrada a muitos. Ter de comprar um ingresso para cada palco (ou um ingresso por dia) encarece bastante o valor a ser gasto com entradas. E R$ 150 para ver bandas não muito conhecidas como MGMT e Klaxons deve afastar muitos fãs do festival. Tanto que vários sites e blogs estão fazendo promoções, dando ingressos do evento, coisa que não havia em edições de anos anteriores.
Será que o Kanye West levará 4.000 pessoas ao Ibirapuera, com o ingresso a R$ 250? O que dá para dizer é: o show dele é grandioso, produção absurda, que faz referências a viagens espaciais e ao computador inteligente de "2001 - Uma Odisséia no Espaço". Kanye deu entrevista no hotel em que está em SP, após a audição de seu novo disco, "808s & Heartbreak", que deve sair no final de novembro e que foi ouvido através do iPhone do rapper, que ele conectou nos equipamentos da sala do hotel. "Sempre gostei muito de ficção científica, então esse show é como realizar um sonho de infância", me disse ele.
Talita Virginia/Folha Imagem Kanye West veio a SP com seu moletom de casquinha de sorvete
Sobre o disco: se em "Graduation", o anterior, ele flertava com Daft Punk e eletrônica, em "808s & Heartbreak" Kanye volta os olhos para os anos 80 e o synthpop daquela década. Perguntei quais foram as inspirações para o novo disco: "Boy George, Phil Collins, Tears for Fears, Gary Numan". Sim, Phil Collins inspirou Kanye West... E o resultado, acredite, não ficou ruim; as músicas de "808s..." têm batidas pop, melódicas e Kanye continua inspirado tanto na criação de rimas como no arranjo das faixas.
E ainda alfinetou artistas e bandas que demoram a lançar discos: "Não sei por que os popstars não gostam de trabalhar. Todo mundo trabalha bastante, por que não um popstar? Eu vou ao estúdio quase todos os dias". Na segunda (20/10), ele iria a um estúdio em SP trabalhar em uma faixa do próximo disco da Beyoncé.
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A frase da semana vai para Guy Ritchie, que diz estar sendo espionado pela Madonna depois que eles anunciaram a separação: "Isso é um divórcio, não a Guerra Fria".
Segundo a assessoria, a organização do Tim está procurando uma atração para substituir Paul Weller - não disseram que nomes têm em mente, mas pode ser nacional ou internacional, segundo eles (convenhamos que, pra ser internacional, ou seria alguém de terceiro escalão ou um milagre - vão fazer um contrato e armar viagem e show em dois dias?).
Ainda segundo a assessoria, o substituto de Weller teria de ser alguém que combinasse com essa noite "Bossa Mod", que tem o Marcelo Camelo como outra atração (a parte bossa, é claro). Como a combinação Paul Weller + Marcelo Camelo já me parecia suficientemente bizarra, pelas diferenças de som entre os dois, quase qualquer coisa pode entrar aí.
De resto, o caso ainda precisa ser mais bem esclarecido, mas uma pergunta se impõe: se a três dias de tocar no Reading ou no Glastonbury um músico do Paul Weller se machucasse, ele cancelava o show?
Acabou de chegar, via assessoria de imprensa do Tim:
No início da noite de sexta-feira, o músico Paul Weller foi obrigado a cancelar as duas apresentações que faria esta semana no TIM Festival, devido a problemas com o visto de um dos integrantes da banda que o acompanha.
Nascido no Brasil e residente em Londres desde os dois anos de idade, o pianista anglo-brasileiro Andrew John Gonçalves, hoje com 31 anos, teve o visto de trabalho em seu passaporte britânico suspenso, mesmo depois de inicialmente autorizado. Apesar de todas os esforços - que incluíram apoio político e diplomático nos dois países - , não foi possível alterar a decisão, já que nossa legislação não permite a concessão de visto de trabalho a cidadãos brasileiros.
A alternativa apresentada seria a obtenção de passaporte brasileiro em regime especial. Mas a inexistência da documentação brasileira mínima necessária inviabilizou este caminho. A outra alternativa possível, do ponto de vista legal, seria a renúncia de Andrew à nacionalidade brasileira. Entretanto, este pedido levaria de 30 a 60 dias para tramitar nas diversas instânicas, até ser publicado no Diário Oficial e transmitido de volta a Londres após a sua conclusão.
Na quarta-feira, 22 de outubro, a organização do evento anunciará a nova configuração do palco Bossa Mod, onde os artistas se apresentariam, e dará as orientações para aqueles que desejarem trocar seu ingresso ou receber o dinheiro de volta.
Depois que alguns leitores que compraram ingresso pro Gossip pela internet apontaram que estão tendo problemas em conseguir o dinheiro de volta ou o ingresso extra, falamos com a Ticketmaster, que respondeu o seguinte:
"O SAC entrou em contato com esses clientes, ofereceu a opção do ingresso extra ou reembolso. Optando pela 1ª, o cliente retira seus ingressos extras (WILL CALL) na data do evento escolhido."
Já sabemos, pelos depoimentos aqui, que muita gente ainda não recebeu esse telefonema. Quem já recebeu? Funcionou?
A dica veio do repórter especial da Folha Mario Cesar Carvalho: o projeto "ISelect", em que David Bowie escolheu e comentou as faixas preferidas de sua carreira para um CD que foi distribuido com o britânico "Mail on Sunday", está em versão traduzida (incluindo português de Portugal) no Bowie Net; as faixas, infelizmente, não estão disponíveis para download, mas convenhamos que isso também não é problema, né?
depois daquela extensa cobertura sobre o caos da venda de ingressos (João Gilberto, RC&CV, Madonna etc.) o tema deu uma baixada de bola, mas parece que muita gente ainda está com problemas variados, seja na Madonna ou na troca/devolução do Tim. Quem estiver com problemas, avisa aqui, por favor, que a gente dá uma olhada.
Outra: tem menor comprando ingresso pro Terra?
ps: da série "Pra que correr?", acabei de dar uma olhada no site da Ticketmaster e, salvo engano, há ingressos disponíveis para TODOS os shows de Madonna no país, para a maior parte dos setores (no Rio, tem para todos os setores; em SP esgotou a Pista VIP)
Está prevista para 15 e 16 de janeiro de 2009: a Rio Music Conference levará a um hotel no Rio discussões e palestras envolvendo artistas e executivos ligados à produção e ao negócio da música eletrônica. A notícia saiu no blog do Camilo Rocha. Como música eletrônica é algo não apenas para discutir, mas para dançar, deve haver apresentações de DJs em clubes da cidade.
Eternos protagonistas do grunge de Seattle no início dos anos 90 (e final dos 80), o Mudhoney volta ao Brasil para uma extensa turnê que já passou por Londrina, São Carlos, chega a São Paulo nesta quinta (16 de outubro) e sexta (17/10), no clube Clash (shows começam às 21h; ingressos de R$ 50 a R$ 60), depois vai a Belo Horizonte e Goiânia (na festa de 10 anos do selo Monstro Discos). A banda recentemente lançou álbum, "The Lucky Ones", que saiu no Brasil pela Inker. Abaixo, entrevista com o vocalista do Mudhoney, Mark Arm.
Flávio Florido/Folha Imagem Mark Arm, em show do Mudhoney no Olympia, em SP, em 2001
Ilustrada no Pop - O disco mais recente do Mudhoney ["The Lucky Ones", 2008] parece ao mesmo tempo mais rápido e mais dançante do que os anteriores. Concorda? Mark Arm - Os dois discos anteriores ["Under a Billion Suns", 2006; "Since We've Become Translucent", 2002] eram similares. Quando pensamos em produzir este, queríamos algo diferente. Normalmente, quando entramos no estúdio, nós não sabemos o que vamos fazer. Mas desta vez conversamos bastante antes e decidimos colocar ênfase no ritmo, no groove. Dois terços das canções começaram a partir de uma batida de bateria. Normalmente começamos as músicas por riffs de guitarra. Além disso, queria ver o que aconteceria se eu não tocasse guitarra.
Ilustrada no Pop - É uma nova direção que a banda vai seguir? Mark Arm - Não sei se é uma nova direção. Talvez seja uma "velha direção", já que estamos nessa por 20 anos e nessa altura não dá para fazer nada completamente novo.
Ilustrada no Pop - Vocês estavam no festival que comemorou os 20 anos da Sub Pop. Como foi? O que acha do legado que a Sub Pop vem deixando? Mark Arm - O legado da Sub Pop... É difícil, pois é como me perguntar sobre o legado do Mudhoney. Não consigo ser objetivo, pois estou envolvido com os dois [Arm trabalha na Sub Pop].
Ilustrada no Pop - A Sub Pop chegou ao seu ponto mais alto na época do grunge? Mark Arm - Os maiores sucessos da Sub Pop aconteceram nos últimos quatro anos, com Postal Service, cujo álbum quase foi platina, The Shins, que chegou ao top 3 da Billboard. Teve também Band of Horses, Flight of the Conchords. As pessoas se enganam quando acham que a Sub Pop é sinônimo de rock pesado, como TAD ou Nirvana. Há as bandas pop, que alcançaram até sucesso maior.
Ilustrada no Pop - Uma dessas bandas recentes e bem-sucedidas da Sub Pop é o Fleet Foxes. Gosta deles? Mark Arm - Hummmm... Na verdadde... Eles fazem bem o que fazem, mas não é o meu tipo de música. Eu nunca gostei muito de Crosby, Stills & Nash quando era adolescente... Mas estou feliz pela Sub Pop que eles estejam na gravadora. E eu sou minoria na Sub Pop, pois quase todo mundo lá realmente adora eles.
Ilustrada no Pop - Você ainda ouve muita banda de rock hoje? O que gosta? Mark Arm - Na verdade não sei muito sobre bandas novas, o que é compreensível, já que estou com mais de 40 anos. No meu iPod, a maioria das coisas é velha. Algumas beeeem velhas, como Louis Armstrong nos anos 1920...
Ilustrada no Pop - E quais os planos para o Mudhoney nos próximos meses? Mark Arm - Temos alguns shows nos EUA. Em janeiro vamos para o Japão. Depois, não sei. Na primavera [no hemisfério norte] não vamos fazer nada, pois Guy [Maddison, baixista] terá que voltar a trabalhar, ele é enfermeiro [num hospital em Seattle].
E parece que pelo menos uma parte dos culpados pelo caos das recentes vendas de ingressos capitaneadas pela Ticketmaster caiu; da coluna da Mônica Bergamo de hoje:
Site fora do ar, espera na linha, inúmeros problemas técnicos... As confusões com a compra de ingressos dos shows de Madonna, de João Gilberto e de Caetano Veloso e Roberto Carlos culminaram em demissões. O diretor de operações da Time 4 Fun, Ricardo Barbosa, e o responsável na empresa pela Ticketmaster Brasil, Marcelo Takahara, saem em novembro
Já falamos bastante aqui dos festivais paulistanos. Em novembro, uma semana antes do Nokia Trends, acontece a 14ª edição do Goiânia Noise Festival. A escalação está abaixo:
Censura: 18 anos – *Em cumprimento às normas e legislação em vigor, não será permitida a entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados de pais ou responsáveis
"O Filho da Costureira e o Catador de Batatas", de Bruno D’Angelo e Ricardo Giassetti, chama a atenção pelo formato bastante inovador: é um mangá bilíngue (português/japonês) e com duas histórias que são contadas em paralelo (uma no sentido de leitura ocidental, outra no oriental), até se encontrarem no meio da HQ, que fez parte oficialmente do Centenário da Imigração Japonesa e faz um retrato histórico da chegada dos japoneses a um Brasil que ainda vivia os efeitos dos anos de escravidão.
"Chibata", dos cearenses Hemeterio e Olinto Gadelha, retrata o tristemente célebre episódio da Revolta da Chibata, que gerou música, dentre outras coisas. É uma história comovente de como um marinheiro humilde, João Cândido Felisberto, levantou um motim contra os castigos físicos e as péssimas condições de trabalho que eram impostas aos marinheiros no início do século passado.
Com lançamento previsto para novembro, "Che", escrita em 1968 pelo argentino Hector Oesterheld e desenhada pelo uruguaio Alberto Breccia e por seu filho, Enrique, é um álbum clássico que foi lançado três semanas depois da morte de Ernesto Guevara e censurado pela ditadura argentina. Até onde me lembro, não foi publicado no Brasil, ou seja, sua edição pela Conrad é uma excelente chance de ler um clássico sul-americano.
No próximo dia 20, o AC/DC lança o 16º sexto disco de estúdio, "Black Ice". Além da chegada do álbum à lojas, dois fatos correlatos jogam luz sobre disco e banda:
Segundo dados da NielsenSoundscan (empresa que contabiliza a vendagem de discos nos EUA), desde 1991 o AC/DC já vendeu nos EUA 26,4 milhões de cópias de seus álbuns, atrás dos Beatles e na frente dos Stones e do Led Zeppelin (apenas em 2007, o grupo vendeu nos EUA 1,3 milhões de álbuns). Tudo isso sem o apoio do iTunes, hoje a maior loja de discos dos EUA. O AC/DC vende tanto disco que os diretores da Wal-Mart decidiram criar, na maioria das lojas, seções específicas para o AC/DC, com venda de CDs, vinis, camisetas e merchandising em geral.
Depois de Nine Inch Nails e Gossip, mais uma banda teve show cancelado em São Paulo. Segundo comunicado da Time for Fun (a mesma que produz os shows da Madonna no Brasil), a apresentação do Stone Temple Pilots no dia 14 de outubro, no Credicard Hall, não acontecerá por "problemas técnicos". Estranho é que 14 de outubro é daqui a poucos dias, e esse show nem vinha sendo divulgado direito. Quem comprou ingresso pode pegar o dinheiro de volta na bilheteria do local. Mais: será que até o final do ano outras bandas deixarão de vir por "problemas técnicos", ou de agenda ou...?
Chegou agora a info: o Gossip cancelou os dois shows que faria no Tim Festival: em 23/10, em São Paulo, e em 25/10, no Rio. O motivo: "conflito de datas" na agenda da banda. Quem já comprou ingresso poderá pegar o dinheiro de volta ou trocar por uma outra noite no festival. Neon Neon e Klaxons estão confirmados para essas datas.
Das mais surpreendentes bandas a aparecer neste ano, o Fleet Foxes é tema da capa da Ilustrada desta quinta (9 de outubro). O texto está abaixo.
Fotos David Belisle/Divulgação
Quase uma experiência religiosa. Descrição perfeita da América rural. Doce melancolia. Puro prazer. Utilizando instrumentos simples, o Fleet Foxes faz música que desperta sensações variadas no ouvinte. Já as críticas à banda são uniformes: se baseiam em elogios.
Quinteto saído de Seattle, a terra do grunge, o Fleet Foxes surpreendeu o mundo pop no início do ano, com uma apresentação descrita como arrebatadora no festival South by Southwest, no Texas. Em junho, com o lançamento do disco de estréia, homônimo, os aplausos se multiplicaram.
A empolgação em torno do Fleet Foxes é motivada pela beleza de suas canções, que são compostas a partir de harmonias vocais complexas (duas, três ou até quatro vozes criando climas distintos).
Nesse sentido, são comparados a bandas como Beach Boys e Crosby, Stills & Nash, artistas que ficaram famosos por construir canções que possuem arranjos sinuosos mas que conservam um viés pop.
"Crescemos ouvindo Beach Boys e bandas que se preocupavam com a harmonia das canções, então há uma preocupação com isso nas nossas músicas", diz à Folha, por telefone, Casey Wescott, tecladista e vocalista do grupo. "Pensamos nos arranjos vocais, na forma como as letras são cantadas. A melodia tem de ser forte...".
Além de Wescott, o Fleet Foxes é formado por Robin Pecknold, vocalista e guitarrista; Skye Skjelset, guitarrista; Joshua Tillman, baterista e vocalista; e Christian Wargo, baixista.
Pecknold é o principal compositor, responsável por letras que muitas vezes funcionam como paisagens desenhadas por rios, árvores, montanhas, pôr-do-sol. Coisas que já foram cantadas por muita gente, mas que ganham contornos às vezes agressivo, às vezes inconformista, com o Fleet Foxes.
Van Morrison, Crosby, Stills & Nash, Beach Boys, Bob Dylan, The Zombies, The Birds, até Marvin Gaye _o Fleet Foxes mergulha fundo no cancioneiro do rock e emerge com material suficiente para produzir um amálgama criativo e original. Até Mutantes pode ser citado como influência da banda.
Bandolins e piano são utilizados para emprestar às canções um clima insinuante. "O bandolim possui notas com um brilho diferente, que tornam a melodia mais distinta. Já o piano traz uma certa sensação de calmaria à canção. Talvez sejam esses detalhes que façam a banda soar diferente de outros grupos."
Pecknold já tentou explicar a origem das músicas do Fleet Foxes: "Nos sentimos bem-sucedidos se fazemos uma canção em que cada instrumento faz algo interessante e melódico. Nos inspiramos na tradição da música folk, pop, corais gospel, psicodelia barroca, música da Costa Oeste [dos EUA], música tradicional da Irlanda e do Japão, trilhas sonoras. E somos inspirados pela música de nossos amigos de Seattle".
Para penetrar no mundo pastoral e alegremente bucólico do Fleet Foxes, um bom ponto de partida é "White Winter Hymnal", uma espécie de hino que faz lembrar Arcade Fire _ela e outras canções podem ser ouvidas no www.myspace.com/fleetfoxes.
Wescott comenta um pouco sobre a música: "Robin apareceu com a canção e então fomos ao estúdio que mantenho em casa para terminá-la. Gravamos boa parte das músicas assim, na minha casa. Fizemos essa canção bem rápido, na verdade, porque queríamos que ela soasse simples. Demoramos muito mais para fazer o arranjo de outras canções".
"Claro que eu amo o Liam, mas não tanto como eu amo Pot Noodles"
"É algo legal não morar nos EUA, onde as armas são acessíveis, porque eu estouraria a cabeça dele. O problema é que eu não poderia atirar nele, pois minha mãe me mataria"
Sobre Jay-Z ser escalado para o Glastonbury: "Não dá para ter hip hop em Glastonbury. É errado"
"[Tomar drogas] é como levantar de manhã e tomar uma xícara de chá"
"Não somos arrogantes, apenas achamos que somos a melhor banda do mundo"
Sobre Damon Albarn e Alex James, do Blur: "Espero que eles peguem Aids e morram"
"Gente ultrapassada não deveria entregar prêmios a quem está em alta. Eu sou extremamente rico e você não é"; para Michael Hutchence, do INXS, que entregou prêmio ao Oasis no Brit Awards, em 1996
"É difícil ser modesto em épocas como essa, então eu não vou nem tentar... Você são todos uns merdas"
Sobre a obsessão com os Beatles: "O ponto é: eles chegaram lá antes de mim. Se eu tivesse nascido na mesma época que John Lennon, eu teria chegado lá... Bem, eu certamente seria melhor do que Gerry & The F***ing Pacemakers"
"Kylie Minogue é apenas um pequeno e idiota demônio"
Frases de Noel Gallagher compiladas pelo "Mirror".
Keith Bedford/Reuters
Há outras:
Repórter: "Estou aqui com uma das estrelas do Oasis..." Noel: "Como assim, 'uma das estrelas'?"
"No ano que vem espero arrumar um ou dois stalkers. Porque você não chegou lá até ter um stalker"
"A partir de agora, a gente só bebe Pepsi"; depois de ter sido processado pela Coca-Cola
"Se estivesse nos Beatles, eu teria sido um bom George Harrison"
"Você já olhou para o céu e pensou 'Tenho orgulho de estar vivo'? Bem, depois de ouvir System of a Down, eu pensei 'Na verdade eu estou vivo e presenciei a pior banda de todos os tempos'"
Segundo a assessoria do Planeta Terra, restam apenas 3 mil ingressos para o festival, que rola em 8 de novembro. Atrações: Offspring, Jesus & Mary Chain, Bloc Party ao vivo, Kaiser Chiefs, Calvin Harris, Animal Collective, Foals, Felix da Housecat, Mallu Magalhães... A previsão de público é 15 mil pessoas. Já o Helvetia Music Festival, que rola neste sábado, já vendeu 18 mil ingressos. As atrações: Fischerspooner, Mauro Picotto, Judge Jules, Markus Schulz, Marco V., Gabri Fasano, Mau Mau etc.
Cantora, modelo, ex de Mick Jagger e atual primeira-dama da França, Carla Bruni fez um cover de "Anyone Else But You", balada fofa do Moldy Peaches que serviu como tema do filme "Juno". Até que ficou bem boa essa versão...
Um post interessante no Life's a Pitch, um blog do Arts Journal, medita sobre uma velha questão: que influência o jornalismo tem no sucesso de um produto cultural qualquer?
Eles citam um músico, Caleb Burhans, que ganhou grande destaque na edição dominical (tradicionalmente o dia mais lido) do "New York Times" - duas páginas no jornal, quatro na versão on-line, mais vários penduricalhos. Uma divulgação dos sonhos de qualquer artista, em suma.
Resultado prático? Desde então, as músicas do sujeito no MySpace não foram ouvidas nem 50 vezes por dia - hoje, por exemplo, estão em 37 audições. "Isso significa: 1) que o MySpace morreu; 2) que o "Times" não têm influência sobre o que seus leitores ouvem; 3) ambos?", se pergunta o Life's a Pitch. Eles ponderam que os textos do "NY Times" não davam link para o MySpace do cara (nem no texto on-line). Mas será essa toda a diferença?
Após a festa de três anos do Vegas, que rolou no último dia 3, a sequência de festivais e shows que acontecem em São Paulo neste segundo semestre prossegue com Young Knives (quarta, 8/10, no Clash), Karl Bartos (quinta, 9/10, no Clash), Audiofly (quinta, no D-Edge), Matias Aguayo (sexta, 10/10, no Vegas) e o Helvetia Music Festival (sábado, 11 de outubro), com Mauro Picotto, Fischerspooner etc. Mais para a frente, desembarcam dois nomes veteranos no pop-rock: Paul Weller, o líder e cérebro do Jam (donos de uma de minhas músicas prediletas), dentro do Tim Festival, e o Duran Duran, que toca em SP em 21 e 22 de novembro, no Via Funchal (além de Rio, 23/11, e Porto Alegre, 25/11). Abaixo, trechos de entrevistas com Simon Le Bon, vocalista do Duran Duran, e com Paul Weller.
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Jim Cooper/Associated Press John Taylor, Roger Taylor, Simon Le Bon, Nick Rhodes
Ilustrada no Pop - Os shows no Brasil serão os mesmos vistos na Europa? Simon Le Bon - Desenvolvemos esse show durante o último ano. Sabemos quais canções funcionam... E temos um grande repertório, mudamos o set list de show para show, para que fique interessante para nós mesmos. Será um show diferente daquele que tocamos na Europa, dos shows dos EUA. Vamos ensaiar daqui a alguns dias. Será bem divertido.
Ilustrada no Pop - Quantas pessoas estão na banda? Simon Le Bon - Quatro dos integrantes originais: eu, Nick Rhodes, Roger Taylor e John Taylor. E ainda temos um guitarrista muito bom, um saxofonista e uma vocalista de apoio.
Ilustrada no Pop - O que achou da recepção de “Red Carpet Massacre” (disco lançado no ano passado)? Simon Le Bon - Acho que fizemos um grande disco, tenho certeza que os fãs gostaram. Trouxe vida nova à banda.
Ilustrada no Pop - Como surgiu a decisão de trabalhar com Timbaland? O que achou da parceria dele com Madonna e com Björk? Simon Le Bon - Queríamos algo mais funky, algo novo, e todos concordamos que ele era a pessoa certa. Ele trouxe novos ares. Aprendemos muito com Timbaland e com Justin. Eles nos ensinaram a focar na energia de uma canção; quando achamos algo quente, trabalhar naquilo em se preocupar com o que está por trás da música.
Ilustrada no Pop - O Duran Duran é visto como uma banda dos anos 1980. Como foram os anos 1990 e, nos anos 2000, onde a banda se encaixa? Simon Le Bon - Não sei, você que me diga! Estou dentro de tudo e assim fica difícil enxergar as coisas... É tarefa de outras pessoas fazer isso. Não penso nessas coisas, apenas entro em estúdio e gravo algumas músicas.
Ilustrada no Pop - O grunge e o britpop foram cruciais para deixar o Duran Duran encostado? Simon Le Bon - Os anos 1990 foram dificeis. Não porque havia outras coisas, mas também porque éramos muito populares nos anos 1980, e as pessoas não querem ficar ouvindo a mesma coisa por muito tempo; querem algo novo... Mas continuamos, graças ao nossos fãs hardcore. E foi bom porque ali nasceu “Wedding Album” [de 1993], um de nossos discos mais bem-sucedidos. E graças a ele estamos aqui, agora.
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France Presse Paul Weller
Ilustrada no Pop - Já sabe como será o repertório dos shows no Brasil? Paul Weller - Ainda não sei. Mudo muito as músicas que entram nos shows. Algumas antigas devem entrar, sim.
Ilustrada no Pop - Você vê a influência do Jam no rock de hoje? Quais bandas seguem seus passos? Paul Weller - Muita gente já disse que foi influenciada pelo Jam nesses anos todos. Não sei, não quero parecer arrogante... Sei que Graham Coxon (Blur) e Noel Gallagher (Oasis) já declararam serem fãs do Jam... Fazíamos um tipo de rock que era bem britânico, que focava no que acontecia no Reino Unido naquela época.
Ilustrada no Pop - Gosta das bandas novas? O que ouve? Paul Weller - Ouço todo tipo de música, não apenas bandas novas. Mas dessas recentes gosto de Arctic Monkeys, acho que Alex Turner tem um talento enorme, gosto de The Enemy, gosto de bandas americanas, como Yeah Yeah Yeahs, Black Mountain, Strokes, Kings of Leon...
Ilustrada no Pop - Li que os outros caras do Jam iriam reformar a banda. O que você acha disso? Paul Weller - Não me interessa. Não dá para ficar recriando o passado. Gosto do futuro, gosto do agora.
Agora que o VMB do playback já passou, vamos às opções que restam em São Paulo:
Vegas 3 Anos: se depender apenas do line-up, é candidata a festa do ano. James Murphy & Pat Mahoney, Glass Candy (não perca o set neodisco dessa dupla; eles tocam à 1h), Ewan Pearson, entre outros. A festa rola nesta sexta, na Flex (av. Marquês de São Vicente, 1.767, Barra Funda); ingressos vão de R$ 50 a R$ 70
Circuito: a concorrida noite recebe, durante a noite inteira de sexta, o esloveno Valentino Kanzyani e o sérvio Marko Nastic; Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda); de R$ 40 a R$ 55
CCJ Independente: Festival de bandas indies, com Pata de Elefante, Julia Says, Bazar Pamplona, Fossil, Black Drawing Chalks e Luisa Mandou um Beijo; Centro Cultural da Juventude - anfiteatro (av. Dep. Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha); a partir das 16h de sábado; grátis
O Bloc Party fez playback no VMB. Sim, o Bloc Party fez playback no VMB! Vi muita gente indignada, furiosa com a banda: "como assim, eles vêm até o Brasil e fazem playback?!?!". Foi, aparentemente, uma enorme tiração de sarro do Bloc Party com a MTV Brasil. Porque Kele Okereke e cia. nem fizeram questão de disfarçar que não estavam tocando nada; pelo contrário: durante "Banquet", a segunda música (a primeira foi "Talons", do terceiro disco, que está pra ser lançado), Kele Okereke começa a correr por todo o palco, pelos corredores do Credicard Hall, se joga no público. A música rolando e ele com o microfone lá embaixo, dando risada. Ganharam uma grana pra tocar na premiação e ainda tiraram uma. O show da banda no Planeta Terra fica ainda mais essencial.
Para variar, o VMB transcorria de forma chata, monótona, sem graça (até o Marcelo Adnet parecia perdido ali). Aí veio o Bloc Party e escancarou como tudo ali era tosco. E quando o assunto é tosquice, o Bonde do Rolê é rei; com Péricles Bo$$ in Drama como DJ, Gorky, Pedro e as duas meninas entraram nos ombros de vários marmanjos de sunga, tipo go go boys. Tocaram "Solta o Frango" e finalizaram com "Mais uma Vez", uma "adaptação" de "One More Time", do Daft Punk. Gênios.
Fora isso, teve Ben Harper e Vanessa da Mata, Marcelo D2, Mallu Magalhães, NX Zero, Marcos Mion e o Fresno estragando "Evidências", clássico de Chitãozinho e Xororó.
Está no site oficial de Simon Le Bon e cia: o Duran Duran fará dois shows em São Paulo, nos dias 21 e 22 de novembro, no Via Funchal. Segundo o site, os ingressos custarão de R$ 200 (pista) a R$ 400 (camarote e pista VIP). Ingressos à venda a partir de 4 de outubro no Via Funchal.
Atualização: O Duran Duran se apresenta também no HSBC Arena, no Rio (em 23 de novembro), e no Pepsi On Stage, em Porto Alegre (em 25 de novembro).
Saiu hoje na edição impressa da Ilustrada texto meu sobre "Dig Out Your Soul", o novo disco do Oasis (colo o texto abaixo da foto). Alan McGee, dono do extinto selo Creation e "descobridor" do Oasis (ele viu show da banda em Glasgow em 1993), escreve no blog do "Guardian" que "Dig Out Your Soul" seria tão importante quanto "Revolver", dos Beatles, ou "Beggars Banquet", dos Stones. A observação, claro, causou enorme polêmica entre os leitores do jornal britânico. Me lembrei de algo parecido que rolou na Folha em... maio de 1996 (chequei após uma busca no arquivo do jornal). Em reportagem sob o título "Alquimia pop do Oasis supera Beatles", Thales de Menezes escreve, empolgado (como deveria ser todo texto sobre música pop, diga-se), que Noel Gallagher "atingiu a perfeição pop. Uniu a capacidade de fazer canções que grudam no ouvido com sofisticações de escrita e arranjos que nem Lennon e McCartney ousaram em sua fase mais criativa". E encerra o texto: "Os Beatles podem ter feito antes. O Oasis faz melhor".
Muita gente ainda lembra desse texto e, hoje, fica fácil criticar o Thales pelo exagero. Mas, em 1996, o Oasis era a principal banda roqueira do mundo; incorporaram o "zeitgeist" como nenhuma outra (como o Nirvana havia feito em 1991, por exemplo). Tirando os álbuns "Definitely Maybe" e "Morning Glory", os Gallaghers lançavam single perfeito atrás de single perfeito (músicas como "Whatever", "Round are Way", "Fade Away", "The Masterplan", "Half the World Away", "Listen Up", "Stay Young", "Acquiesce", "Rockin' Chair", por exemplo, saíram apenas em singles, não em disco; muitas delas só apareceram em álbum com o lançamento da compilação de lados B da banda). Fora tudo o que o grupo mais ou menos sintetizava à época: Cool Brittania, o fim da era do Partido Conservador no comando do governo, a chegada do Trabalhismo, o renascimento das artes britânicas (Will Self, Nick Hornby, Damien Hirst, Tracey Emin etc.)... Pelo menos entre 1994 e 1997, o Oasis foi a trilha sonora pop de uma época. O Oasis mudou, o mundo mudou, mas é legal ver que eles ainda conseguem produzir discos como "Dig Out Your Soul".
Darryl Dyck/Associated Press Liam Gallagher em show em Vancouver, em agosto
Da Folha de hoje:
Mais do que qualquer outra banda, o Oasis é aquela que definitivamente mexe não com fãs, mas com torcedores _há fanáticos que os apóiam incondicionalmente; e há os que vaiam a cada novo lance. “Dig Out Your Soul” deve reforçar essa dualidade. Porque enquanto uns vêem energia e talento para lapidar boas melodias, outros apontam arrogância e cópia sem-vergonha do cânone roqueiro. Como nos outros discos da banda, os que torcem contra encontrarão munição farta: “Waiting for the Rature” “empresta” riff de “Five to One”, do Doors; em “I’m Outta Time”, Liam se “inspira” nas baladas de Lennon; “(Get Off Your) High Horse Lady” “lembra” um Stones freak. Para esses, melhor continuar com Radiohead. Se você curte Oasis, cara... esse é o melhor disco da banda desde... (coloque aqui “Definitely Maybe” ou “Morning Glory”). Não é preciso ir longe; ouça a introdução de “The Shock of the Lightning” e em poucos segundos você estará fazendo air guitar (nem vai dar bola para o refrão esdrúxulo, que diz “Love is a litany/ A magical mystery”...). “Bag it Up” é psicodélica na medida; Liam Gallagher está fantástico em“The Turning”; se os Chemical Brothers usassem guitarras, soariam como em “To Be Where There’s Life”; “The Nature of Reality” tem andamento sinuoso e criativo. Não tem erro: é ótimo.
Ontem (23 de setembro) rolou show da tecktonikYelle no clube Glória, em São Paulo.
Julia Moraes/Folha Imagem Yelle, durante show no Glória, em SP
Electro, funk, pop bagaceiro, coreografias que lembravam Carnaval baiano... Foi mais ou menos por aí a apresentação da francesa. O mérito de Yelle é fazer colocar cores e graça em cima de batidas duras de electro. Ontem, claro, não faltou o hit "A Cause des Garçons".
Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000. Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.
Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005. Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen
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