Novo cancelamento: Stone Temple Pilots
Depois de Nine Inch Nails e Gossip, mais uma banda teve show cancelado em São Paulo. Segundo comunicado da Time for Fun (a mesma que produz os shows da Madonna no Brasil), a apresentação do Stone Temple Pilots no dia 14 de outubro, no Credicard Hall, não acontecerá por "problemas técnicos". Estranho é que 14 de outubro é daqui a poucos dias, e esse show nem vinha sendo divulgado direito. Quem comprou ingresso pode pegar o dinheiro de volta na bilheteria do local. Mais: será que até o final do ano outras bandas deixarão de vir por "problemas técnicos", ou de agenda ou...?Escrito por Thiago Ney às 19h31
Gossip cancela Tim Festival
Chegou agora a info: o Gossip cancelou os dois shows que faria no Tim Festival: em 23/10, em São Paulo, e em 25/10, no Rio. O motivo: "conflito de datas" na agenda da banda. Quem já comprou ingresso poderá pegar o dinheiro de volta ou trocar por uma outra noite no festival. Neon Neon e Klaxons estão confirmados para essas datas.Escrito por Thiago Ney às 20h52
Fleet Foxes - entrevista
Das mais surpreendentes bandas a aparecer neste ano, o Fleet Foxes é tema da capa da Ilustrada desta quinta (9 de outubro). O texto está abaixo.
Fotos David Belisle/Divulgação
Quase uma experiência religiosa. Descrição perfeita da América rural. Doce melancolia. Puro prazer. Utilizando instrumentos simples, o Fleet Foxes faz música que desperta sensações variadas no ouvinte. Já as críticas à banda são uniformes: se baseiam em elogios.
Quinteto saído de Seattle, a terra do grunge, o Fleet Foxes surpreendeu o mundo pop no início do ano, com uma apresentação descrita como arrebatadora no festival South by Southwest, no Texas. Em junho, com o lançamento do disco de estréia, homônimo, os aplausos se multiplicaram.
A empolgação em torno do Fleet Foxes é motivada pela beleza de suas canções, que são compostas a partir de harmonias vocais complexas (duas, três ou até quatro vozes criando climas distintos).
Nesse sentido, são comparados a bandas como Beach Boys e Crosby, Stills & Nash, artistas que ficaram famosos por construir canções que possuem arranjos sinuosos mas que conservam um viés pop.
"Crescemos ouvindo Beach Boys e bandas que se preocupavam com a harmonia das canções, então há uma preocupação com isso nas nossas músicas", diz à Folha, por telefone, Casey Wescott, tecladista e vocalista do grupo. "Pensamos nos arranjos vocais, na forma como as letras são cantadas. A melodia tem de ser forte...".
Além de Wescott, o Fleet Foxes é formado por Robin Pecknold, vocalista e guitarrista; Skye Skjelset, guitarrista; Joshua Tillman, baterista e vocalista; e Christian Wargo, baixista.
Pecknold é o principal compositor, responsável por letras que muitas vezes funcionam como paisagens desenhadas por rios, árvores, montanhas, pôr-do-sol. Coisas que já foram cantadas por muita gente, mas que ganham contornos às vezes agressivo, às vezes inconformista, com o Fleet Foxes.
Van Morrison, Crosby, Stills & Nash, Beach Boys, Bob Dylan, The Zombies, The Birds, até Marvin Gaye _o Fleet Foxes mergulha fundo no cancioneiro do rock e emerge com material suficiente para produzir um amálgama criativo e original. Até Mutantes pode ser citado como influência da banda.
Bandolins e piano são utilizados para emprestar às canções um clima insinuante. "O bandolim possui notas com um brilho diferente, que tornam a melodia mais distinta. Já o piano traz uma certa sensação de calmaria à canção. Talvez sejam esses detalhes que façam a banda soar diferente de outros grupos."
Pecknold já tentou explicar a origem das músicas do Fleet Foxes: "Nos sentimos bem-sucedidos se fazemos uma canção em que cada instrumento faz algo interessante e melódico. Nos inspiramos na tradição da música folk, pop, corais gospel, psicodelia barroca, música da Costa Oeste [dos EUA], música tradicional da Irlanda e do Japão, trilhas sonoras. E somos inspirados pela música de nossos amigos de Seattle".

Para penetrar no mundo pastoral e alegremente bucólico do Fleet Foxes, um bom ponto de partida é "White Winter Hymnal", uma espécie de hino que faz lembrar Arcade Fire _ela e outras canções podem ser ouvidas no www.myspace.com/fleetfoxes.
Wescott comenta um pouco sobre a música: "Robin apareceu com a canção e então fomos ao estúdio que mantenho em casa para terminá-la. Gravamos boa parte das músicas assim, na minha casa. Fizemos essa canção bem rápido, na verdade, porque queríamos que ela soasse simples. Demoramos muito mais para fazer o arranjo de outras canções".
Escrito por Thiago Ney às 18h10
Com a palavra, Noel Gallagher
"Claro que eu amo o Liam, mas não tanto como eu amo Pot Noodles"
"É algo legal não morar nos EUA, onde as armas são acessíveis, porque eu estouraria a cabeça dele. O problema é que eu não poderia atirar nele, pois minha mãe me mataria"
Sobre Jay-Z ser escalado para o Glastonbury: "Não dá para ter hip hop em Glastonbury. É errado"
"[Tomar drogas] é como levantar de manhã e tomar uma xícara de chá"
"Não somos arrogantes, apenas achamos que somos a melhor banda do mundo"
Sobre Damon Albarn e Alex James, do Blur: "Espero que eles peguem Aids e morram"
"Gente ultrapassada não deveria entregar prêmios a quem está em alta. Eu sou extremamente rico e você não é"; para Michael Hutchence, do INXS, que entregou prêmio ao Oasis no Brit Awards, em 1996
"É difícil ser modesto em épocas como essa, então eu não vou nem tentar... Você são todos uns merdas"
Sobre a obsessão com os Beatles: "O ponto é: eles chegaram lá antes de mim. Se eu tivesse nascido na mesma época que John Lennon, eu teria chegado lá... Bem, eu certamente seria melhor do que Gerry & The F***ing Pacemakers"
"Kylie Minogue é apenas um pequeno e idiota demônio"
Frases de Noel Gallagher compiladas pelo "Mirror".
Keith Bedford/Reuters
Há outras:
Repórter: "Estou aqui com uma das estrelas do Oasis..."
Noel: "Como assim, 'uma das estrelas'?"
"No ano que vem espero arrumar um ou dois stalkers. Porque você não chegou lá até ter um stalker"
"A partir de agora, a gente só bebe Pepsi"; depois de ter sido processado pela Coca-Cola
"Se estivesse nos Beatles, eu teria sido um bom George Harrison"
"Você já olhou para o céu e pensou 'Tenho orgulho de estar vivo'? Bem, depois de ouvir System of a Down, eu pensei 'Na verdade eu estou vivo e presenciei a pior banda de todos os tempos'"
Escrito por Thiago Ney às 13h44
Planeta Terra e HMF - ingressos
Segundo a assessoria do Planeta Terra, restam apenas 3 mil ingressos para o festival, que rola em 8 de novembro. Atrações: Offspring, Jesus & Mary Chain, Bloc Party ao vivo, Kaiser Chiefs, Calvin Harris, Animal Collective, Foals, Felix da Housecat, Mallu Magalhães... A previsão de público é 15 mil pessoas. Já o Helvetia Music Festival, que rola neste sábado, já vendeu 18 mil ingressos. As atrações: Fischerspooner, Mauro Picotto, Judge Jules, Markus Schulz, Marco V., Gabri Fasano, Mau Mau etc.
Escrito por Thiago Ney às 18h58
Carla Bruni e "Juno"
Cantora, modelo, ex de Mick Jagger e atual primeira-dama da França, Carla Bruni fez um cover de "Anyone Else But You", balada fofa do Moldy Peaches que serviu como tema do filme "Juno". Até que ficou bem boa essa versão...
Escrito por Thiago Ney às 16h56
Seis diretores que estão fazendo os clipes serem cool de novo
Este é o título de um post do blog da Wired; o sexteto que eles destacam:
Cat Solen (que fez o vídeo aí embaixo, da ótima "At the Bottom of Everything", do Bright Eyes, num estilo Gondry)
Rik Cordero (que fez um vídeo para o Nas, entre outros)
Matthew Cullen (de "Porks & Beans", do Weezer)
Vincent Moon (do blog francês La Blogotheque, que tem a ótima série Les Concerts a Emporter)
Vincent Morisset ("web-friendly director", como ele se define; fez o vídeo interativo de "Neon Bible", do Arcade Fire)
Keith Schofield (que fez "Move", do CSS, além do célebre viral em que brinca com cenas de filmes pornô)
Escrito por Thiago Ney às 13h56
Quem lê tanta notícia?
Um post interessante no Life's a Pitch, um blog do Arts Journal, medita sobre uma velha questão: que influência o jornalismo tem no sucesso de um produto cultural qualquer?
Eles citam um músico, Caleb Burhans, que ganhou grande destaque na edição dominical (tradicionalmente o dia mais lido) do "New York Times" - duas páginas no jornal, quatro na versão on-line, mais vários penduricalhos. Uma divulgação dos sonhos de qualquer artista, em suma.
Resultado prático? Desde então, as músicas do sujeito no MySpace não foram ouvidas nem 50 vezes por dia - hoje, por exemplo, estão em 37 audições. "Isso significa: 1) que o MySpace morreu; 2) que o "Times" não têm influência sobre o que seus leitores ouvem; 3) ambos?", se pergunta o Life's a Pitch. Eles ponderam que os textos do "NY Times" não davam link para o MySpace do cara (nem no texto on-line). Mas será essa toda a diferença?
Escrito por Thiago Ney às 12h37
De Paul Weller ao Duran Duran
Após a festa de três anos do Vegas, que rolou no último dia 3, a sequência de festivais e shows que acontecem em São Paulo neste segundo semestre prossegue com Young Knives (quarta, 8/10, no Clash), Karl Bartos (quinta, 9/10, no Clash), Audiofly (quinta, no D-Edge), Matias Aguayo (sexta, 10/10, no Vegas) e o Helvetia Music Festival (sábado, 11 de outubro), com Mauro Picotto, Fischerspooner etc. Mais para a frente, desembarcam dois nomes veteranos no pop-rock: Paul Weller, o líder e cérebro do Jam (donos de uma de minhas músicas prediletas), dentro do Tim Festival, e o Duran Duran, que toca em SP em 21 e 22 de novembro, no Via Funchal (além de Rio, 23/11, e Porto Alegre, 25/11). Abaixo, trechos de entrevistas com Simon Le Bon, vocalista do Duran Duran, e com Paul Weller.
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Jim Cooper/Associated Press
John Taylor, Roger Taylor, Simon Le Bon, Nick Rhodes
Ilustrada no Pop - Os shows no Brasil serão os mesmos vistos na Europa?
Simon Le Bon - Desenvolvemos esse show durante o último ano. Sabemos quais canções funcionam... E temos um grande repertório, mudamos o set list de show para show, para que fique interessante para nós mesmos. Será um show diferente daquele que tocamos na Europa, dos shows dos EUA. Vamos ensaiar daqui a alguns dias. Será bem divertido.
Ilustrada no Pop - Quantas pessoas estão na banda?
Simon Le Bon - Quatro dos integrantes originais: eu, Nick Rhodes, Roger Taylor e John Taylor. E ainda temos um guitarrista muito bom, um saxofonista e uma vocalista de apoio.
Ilustrada no Pop - O que achou da recepção de “Red Carpet Massacre” (disco lançado no ano passado)?
Simon Le Bon - Acho que fizemos um grande disco, tenho certeza que os fãs gostaram. Trouxe vida nova à banda.
Ilustrada no Pop - Como surgiu a decisão de trabalhar com Timbaland? O que achou da parceria dele com Madonna e com Björk?
Simon Le Bon - Queríamos algo mais funky, algo novo, e todos concordamos que ele era a pessoa certa. Ele trouxe novos ares. Aprendemos muito com Timbaland e com Justin. Eles nos ensinaram a focar na energia de uma canção; quando achamos algo quente, trabalhar naquilo em se preocupar com o que está por trás da música.
Ilustrada no Pop - O Duran Duran é visto como uma banda dos anos 1980. Como foram os anos 1990 e, nos anos 2000, onde a banda se encaixa?
Simon Le Bon - Não sei, você que me diga! Estou dentro de tudo e assim fica difícil enxergar as coisas... É tarefa de outras pessoas fazer isso. Não penso nessas coisas, apenas entro em estúdio e gravo algumas músicas.
Ilustrada no Pop - O grunge e o britpop foram cruciais para deixar o Duran Duran encostado?
Simon Le Bon - Os anos 1990 foram dificeis. Não porque havia outras coisas, mas também porque éramos muito populares nos anos 1980, e as pessoas não querem ficar ouvindo a mesma coisa por muito tempo; querem algo novo... Mas continuamos, graças ao nossos fãs hardcore. E foi bom porque ali nasceu “Wedding Album” [de 1993], um de nossos discos mais bem-sucedidos. E graças a ele estamos aqui, agora.
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France Presse
Paul Weller
Ilustrada no Pop - Já sabe como será o repertório dos shows no Brasil?
Paul Weller - Ainda não sei. Mudo muito as músicas que entram nos shows. Algumas antigas devem entrar, sim.
Ilustrada no Pop - Você vê a influência do Jam no rock de hoje? Quais bandas seguem seus passos?
Paul Weller - Muita gente já disse que foi influenciada pelo Jam nesses anos todos. Não sei, não quero parecer arrogante... Sei que Graham Coxon (Blur) e Noel Gallagher (Oasis) já declararam serem fãs do Jam... Fazíamos um tipo de rock que era bem britânico, que focava no que acontecia no Reino Unido naquela época.
Ilustrada no Pop - Gosta das bandas novas? O que ouve?
Paul Weller - Ouço todo tipo de música, não apenas bandas novas. Mas dessas recentes gosto de Arctic Monkeys, acho que Alex Turner tem um talento enorme, gosto de The Enemy, gosto de bandas americanas, como Yeah Yeah Yeahs, Black Mountain, Strokes, Kings of Leon...
Ilustrada no Pop - Li que os outros caras do Jam iriam reformar a banda. O que você acha disso?
Paul Weller - Não me interessa. Não dá para ficar recriando o passado. Gosto do futuro, gosto do agora.
Escrito por Thiago Ney às 19h05



