Ilustrada no Pop
 

Mais festival em São Paulo

O calendário paulistano de festivais fica mais cheio com a chegada do SP Noise, braço do Goiânia Noise que será montado na capital paulista nos dias 21 e 22 de novembro. O festival rola no clube Easy (av. Marquês de São Vicente, 1.767, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3611-3121). Para o dia 21/11 (sexta-feira), os ingressos custam R$ 55 (antecipado) e R$ 65 (no dia); para o dia 22/11, custam R$ 65 (antecipado) e R$ 80 (no dia).

A escalação do SP Noise:

Sexta-feira

Black Mountain (Canadá - palco 1)
Flaming Sideburns (Finlândia) - palco 2)
Motek (Bélgica - palco 1)
Os Ambervisions (palco 2)
The Tormentos (Argentina - palco 1)
Black Drawing Chalks (palco 2)
 

Sábado

Vaselines (Escócia - palco 1)
Black Lips (USA - palco 2)
The Ganjas (Chile - palco 1)
Do Amor (palco 2)
Calumet-Hecla (USA - palco 1)
Homiepie (palco 2)

Os ingressos antecipados podem ser comprados na Sensorial Discos (r. 24 de Maio, 116; tel. 0/xx/11/3333 1914). A censura é 16 anos.

Escrito por Thiago Ney às 19h02

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Tim Festival: Klaxons

Foi bom, não ótimo. O show do Klaxons no Tim Festival, na "noite dos cancelamentos" (na tenda na Arena de Eventos, o Gossip deu o cano; no auditório Ibirapuera, Marcelo Camelo virou atração principal depois da não-vinda do Paul Weller), foi roqueiro, sujo, mas não tão empolgante quanto outros shows da banda (como o que vi no Roskilde, na Dinamarca, no ano passado). Será que o pouco público (provavelmente a tenda, com capacidade para 4.000 pessoas, estava com 1/3 da lotação) ajudou a diminuir a temperatura da apresentação? Talvez. Apenas na parte da frente do palco via-se gente pulando e dançando músicas como "Gravity's Rainbow"; mais atrás, as pessoas assistiam a tudo imóveis.

O show foi relativamente curto (cerca de 50 minutos), mas o suficiente para uma banda que tem apenas um disco. Ao vivo, o Klaxons é mais rocj do que dance; as guitarras (e mesmo o baixo) ficam mais barulhentos, sujos e acentuados do que os sintetizadores. O grupo torna-se dos mais interessantes do pop hoje ao reunir faixas rápidas e diretas com canções melódicas, oitentistas e de clima new wave. Pelas duas músicas novas que mostraram, vemos que o Klaxons está olhando mais para o garage rock do que para as raves.

Antes teve o Neon Neon: decepcionante. Quer dizer: se o Gossip estivesse na escalação, o Neon Neon seria encarado apenas como uma banda de abertura, para aquecer e entreter o público que chega ao festival. Com a falta de Beth Ditto, o Neon Neon ganhou um peso que o grupo não possui. Fica visível que eles são apenas uma banda-projeto (entre os integrantes, está o vocalista do Super Furry Animals). O Neon Neon é uma dupla, que no show ganhou a adição de outros músicos, entre eles o figura Har Mar Superstar, gordinho e careca cuja função era a de animar o público com caretas e malabarismos. Foi a melhor coisa do Neon Neon, para você ver como foi o show...

Escrito por Thiago Ney às 18h49

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Tim - a noite dos cancelados

Fotos: Sidinei Lopes/Folha Imagem

A noite mais esvaziada pelos artistas (Gossip e Paul Weller, que tocariam nela, cancelaram) causou igual reação no público e foi ainda mais vazia do que a anterior, no Tim Festival do Ibirapuera.

Não estive na tenda onde tocaram Neon Neon e Klaxons, mas o Thiago, que tava lá, disse que tinha um terço da lotação (no Kanye West tinha metade). No auditório, que esgotou os ingressos enquanto Paul Weller estava escalado pra tocar, havia muitas poltronas vagas, certamente pertencentes a fãs que preferiram ter sua grana de volta. O show de Roberta Sá, que abriu a noite, estava vazio, com umas 150 pessoas (o auditório comporta 800), e o de Arnaldo Antunes, que fechou, estava ainda mais deserto, porque o público, que foi pra ver Marcelo Camelo, se mandou.

Foi pena essa esvaziada, porque Roberta Sá é a melhor cantora dessa nova safra e seu show, principalmente na parte mais samba, é muito, muito bom (a parte "trilha de novela" é meio mala, mas aturável). A moça canta muito, está muito bem cercada (de instrumentistas e compositores) e tem tudo para ser um sucesso nacional. Foi a segunda vez que a vi ao vivo (fora a participação no show do João Donato, naquele evento bossa nova) e ela já está no meu iPod há mais tempo ainda.

O show do Arnaldo também foi legal. Eu entendo a ojeriza que ele causa em largos setores com seu tipo de composição, com sua voz e seu estilo, mas eu sempre gostei de várias músicas dele, desde a fase dos Titãs (como "Não Vou me Adaptar", que ele tocou ontem) até a carreira solo, com boas canções como "Fora de Si" e covers como "Judiaria" (do Lupicínio Rodrigues), ambas tocadas ontem, com participação do Edgar Scandurra, que vestiu uma camiseta remetendo ao Paul Weller, se eu vi direito (o terninho já era mod total).

E teve, é claro, a estrela da noite, o homem que quase encheu o auditório sozinho - não havia grandes buracos na platéia de Marcelo Camelo, é preciso dizer, mas não estava "lotação esgotada", como o pôster do lado de fora anunciava (por conta, como já disse, da saída do Weller). O ex-Los Hermanos tocou com a torcida a favor, é claro, mas uma torcida bem mais comportada do que ele estava acostumado na época da banda - a certa altura do show, ele mencionou o estranhamento: "Vocês estão bem, todo mundo confortável? 'cês 'tão tão calados."

O show é interessante, para quem gosta de Los Hermanos (teve duas músicas da banda, inclusive, "Pois É" e "Morena") - é um show para assistir sentado mesmo, observando como os oito músicos no palco (Camelo + a banda Hurtmold) desenvolvem o repertório cheio de nunaces do disco solo. Há bons momentos ("Menina Bordada", "Janta", "Doce Solidão") e maus momentos (como a acústica "Passeando", em que Camelo encarna um João Gilberto barbudo), e o show ainda precisa de mais tempo de estrada para chegar no ponto, mas o público gostou.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h51

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Tim Festival: Kanye West

O preço dos ingressos afugentou o público do show de Kanye West, ontem (22 de outubro), na estréia da parte pop do Tim Festival. A tenda montada no Ibirapuera, com capacidade para 4.000 pessoas, tinha, no máximo, metade de sua lotação. Dava para circular à vontade no local, até as proximidades do palco.

A apresentação de SP foi a mesma que Kanye West fez no Madison Square Garden em agosto; palco simulando um planeta desabitado, um telão enorme atrás do palco, um telão quadrado se move para cima e para baixo, muitos fogos, fumaça; West muitas vezes "atua": conversa com Jane, o computador inteligente que comanda sua nave; e é até "engolido" por um dinossauro. Diferentemente de Nova York, em que a banda se posicionava à frente do palco, num fosso, em SP a banda foi colocada atrás do palco (muita gente pensou que ele estava cantando sobre bases pré-programadas).

                                                        Ricardo Saibun/Divulgação

A falta de público acabou influenciando no clima do show, que poderia ser mais animado, vibrante. Em algumas faixas menos conhecidas, a temperatura ficou morna, fria. Mas Kanye sabe das coisas; além de ótimo letrista e rimador, tem talento para produzir bases e arranjos criativos, que fogem da estrutura tradicional do rap. Como em "Diamonds from Sierra Leone" ou "Stronger". Ou mesmo em "Love Lockdown", do disco que será lançado em novembro, que ele cantou no final do show e não estava no setlist. O rap não é o tipo de música mais performática que existe, longe disso, mas Kanye soube manter o ritmo afiado mesmo estando sozinho no palco, armado apenas com um mircofone.

**********

Mais tarde o Tim Festival recebe Neon Neon e Klaxons (normalmente, Klaxons ao vivo é uma paulada). E Arnaldo Antunes, Roberta Sá e Marcelo Camelo no auditório.

Escrito por Thiago Ney às 17h39

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Tim Flop

A maior deflação de todos os tempos e mais de mil convites distribuídos não evitaram que o show do Kayne West na parte paulista do Tim festival, ontem, fosse um fiasco de público; a tenda, para 4.000 pessoas (reduzida, segundo me disse a assessoria, para 3.500 por causa de umas árvores que têm no espaço), estava com meia lotação só, se tanto.

E isso, é bom repetir, mesmo com mais de 1.000 convidados e com os ingressos, que custavam R$ 250 (entrada inteira), sendo vendidos a R$ 20 pelos cambistas!!! Foi a maior deflação que eu já vi, parecia ação na Bovespa, nas últimas semanas. Quando o show já tava ali pela quinta música, vi cambista que não conseguiu vender, para um grupo, 4 ingressos por R$ 70 no total!

À parte isso, o público que foi, gostou, pelo que se viu - cantou, pulou, levantou e balançou os braços; era um público estranho, uma mistura de playboyzada forte com uns manos do rap (Mano Brown e Ice Blue estavam lá, com o mau humor de sempre; D2 também, saindo do ar como sempre). Eu conhecia pouco de Kanye West e não fiquei empolgado com o que vi. Mas o Thiago deve ter adorado, fã que é, e deve escrever aqui.

De resto, dei um rápido pulo no Auditório Ibirapuera e vi quatro músicas da bem mais interessante Stacey Kent, incluindo uma boa versão de "Waters of March".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h32

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O novo Ryan Adams

Tanto com sua ex-banda, Whiskeytown, como na carreira solo, Ryan Adams é dos mais prolíficos artistas do pop. Não passa um ano sem que esse americano, autor de "New York, New York", lance um disco. Entre hoje e amanhã, o iLike hospeda o novo álbum de Adams, "Cardinology". O disco deve sair oficialmente na semana que vem.

Escrito por Thiago Ney às 16h07

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Baú do Lasciva Lula

E-mail simpático, de uma banda simpática:

"Oi, Marco Aurélio e Thiago, tudo bem?

Quando o Lasciva Lula acabou, fizemos um pacto de gravar e
disponibilizar todas as músicas que tínhamos no momento. Um ano
depois, estão lá em www.myspace.com/lascivalula

Abaixo, a nota derradeira.

Abraço,
Felipe.

"Assim que decidiram pelo fim da banda, em novembro de 2007, os quatro
integrantes do Lasciva Lula firmaram um pacto: gravar e disponibilizar
na internet as músicas inéditas que tinham naquele momento. Quase um
ano depois, 'Vontade de beijar Caetano', 'Entre gêmeos e leão', 'O
mistério da moça' e 'Carta ao Cals' - além de 'Família feliz', sobra
de estúdio do disco 'Sublime mundo crânio' - estão no myspace
da banda. O canto do cisne da lula libidinosa - uma forma de
agradecer a quem nos acompanhou e compartilhar momentos de prazer em
fazer música. É o fim da banda e tudo continua bem assim."

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h59

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Cancelamento Weller - o empresário fala

Falei com Mike Greek, o responsável pelo agendamento dos shows internacionais do Paul Weller e o homem que era citado no comunicado oficial do Tim sobre o cancelamento. Queria saber dele duas coisas: quando ficou decidido que o show não rolaria e se foi considerada a substituição do pianista. Eis o que ele disse, com tradução simultânea abaixo.

Hi Marco,

Cancellation of the shows was confirmed on Friday 17th October when we realised that the immigration issues were not possible to solve.

Paul is not considering solo or stripped down shows this year and as Andrew is an integral part of the touring band we could not consider playing without him.

We tried everything with the help of the festival organisers to make these shows work but in the end through no fault of any one individual or organisation we could not make it work.

Paul is disappointed to let his fans down in the region and will try to rectify this in the future.

Regards

Mike

 

Oi Marco

O cancelamento dos shows foi confirmado na sexta-feira, 17 de outubro, quando percebemos que não seria possível resolver os problemas de imigração.

Paul não está considerando [fazer] shows solo ou com banda reduzida este ano e, como Andrew é parte integral da banda, não poderíamos considerar tocar sem ele.

Tentamos de tudo, com a ajuda dos organizadores do festival, para fazer os shows acontecerem, mas, no fim, sem que isso seja culpa de um indivíduo ou de uma organização, não conseguimos.

Paul está desapontado por deixar na mão seus fãs na região e tentará corrigir isso no futuro.

Saudações,

Mike

Com isso, acho que podemos encerrar esse caso com a seguinte avaliação:

1) erra Paul Weller por cancelar o show por causa desse problema bizarro; pode ser uma avaliação equivocada, já que eu não testemunhei o desenrolar dos fatos, mas parece birra de gente mimada, que ficou espantada por não conseguir um visto para vir tocar no Brasil e, em vez de tentar contornar o problema para não cancelar o show em cima da hora, simplesmente se lixou; como eu já perguntei antes, se fosse como headliner de Glastonbury, será que ele teria a mesma atitude? Achei falta de respeito.

2) erra a organização do Tim ao demorar três dias para anunciar o cancelamento do show e quase cinco dias para anunciar o esquema de devolução do dinheiro; a desculpa de que eles queriam anunciar os substitutos antes de explicar como devolveriam o dinheiro simplesmente não cola: se ficaram sabendo na sexta, 17/10, poderiam no mesmo dia ter soltado um comunicado do tipo "Paul Weller não vem mais, vamos devolver o dinheiro de quem quiser assim e assado, mas também estamos tentando encontrar artistas substitutos, então quem preferir esperar por essa informação antes de trocar seu ingresso, esteja à vontade". Simples assim, resolvia o problema de quem queria o dinheiro de volta o mais rápido possível e, para quem quisesse arriscar esperar pelos "artistas substitutos" (como se tivesse alguma chance de ser o Radiohead...), ótimo, decisão do dono do ingresso. Do modo como fizeram, foi só esconder informação e prejudicar o público, que ainda está em dificuldades para ter seu dinheiro de volta pelo cancelamento do Gossip, há mais de um mês.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h05

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Nokia Trends ressuscita Cine Marrocos

Da edição impressa da Ilustrada de hoje:

O tradicionalíssimo Cine Marrocos, na região central de São Paulo, voltará a ser um destino cultural da cidade. O cinema será palco do Nokia Trends, festival de música e arte multimídia que acontece em 29 de novembro.
A Prefeitura de SP autorizou a realização do festival no local, que poderá receber até 2.500 pessoas.
Um dos nomes internacionais do festival já foi fechado: é o veterano produtor Bomb the Bass (alter ego do inglês Tim Simenon). O cara é tido como um dos protagonistas da explosão da cultura do DJ, com faixas como “Megablast” e “Beat Dis”, no final dos anos 1980.
“Future Chaos”, novo disco do Bomb the Bass, tem participação de Mark Lanegan (ex-Screaming Trees), em uma faixa que ganhou um remix de Gui Boratto.
Um dos nomes meio nacionais/ meio internacionais já confirmados é a dupla N.A.S.A., formada pelo brasileiro Zegon e pelo americano Squeak E. Clean (irmão do cineasta Spike Jonze). O disco de estréia dos dois sai em fevereiro e será provavelmente o álbum com o maior número de convidados da história do pop: Karen O., Kanye West, David Byrne, Chuck D., M.I.A., Tom Waits, Spank Rock e muitos outros...
Mais atrações serão escaladas. A parte multimídia do evento tem curadoria de Giselle Beiguelman.

Escrito por Thiago Ney às 12h15

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Kanye West vaza música pelo Twitter

Essa é demais: Kanye West mostra ao mundo, pelo Twitter, "Heartless", uma das mais faixas mais legais de "808s & Heartbreak", disco que sai só no final de novembro. Essa versão de "Heartless" já é a finalizada, que estará no álbum. Aperitivo pros shows dele em São Paulo (nesta quarta, 22/10) e no Rio (sexta).

Escrito por Thiago Ney às 21h46

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Arnaldo Antunes e Roberta Sá no Tim

Arnaldo Antunes e Roberta Sá foram escalados para o lugar de Paul Weller no Tim Festival, acabou de anunciar a organização do evento. Os dois brasileiros tocarão na mesma noite de Marcelo Camelo, na quinta-feira, em São Paulo, e no sábado, no Rio de Janeiro.

Escrito por Thiago Ney às 18h33

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O Phil Collins em Kanye West

Kanye West inaugura nesta quarta (22 de outubro) a faceta pop desta que deve ser a mais comentada, xoxada e zicada edição do Tim Festival. Primeiro veio o cancelamento do Gossip (por um "inesperado conflito de agenda"), depois o cancelamento do Paul Weller (seu pianista não teria obtido visto de trabalho). Mas, antes disso, muita gente já reclamava dos preços dos ingressos (R$ 250 para Kanye West; R$ 150 para outros dias pop). O fato é que esse formato do Tim Festival há algum tempo já desagrada a muitos. Ter de comprar um ingresso para cada palco (ou um ingresso por dia) encarece bastante o valor a ser gasto com entradas. E R$ 150 para ver bandas não muito conhecidas como MGMT e Klaxons deve afastar muitos fãs do festival. Tanto que vários sites e blogs estão fazendo promoções, dando ingressos do evento, coisa que não havia em edições de anos anteriores.

Será que o Kanye West levará 4.000 pessoas ao Ibirapuera, com o ingresso a R$ 250? O que dá para dizer é: o show dele é grandioso, produção absurda, que faz referências a viagens espaciais e ao computador inteligente de "2001 - Uma Odisséia no Espaço". Kanye deu entrevista no hotel em que está em SP, após a audição de seu novo disco, "808s & Heartbreak", que deve sair no final de novembro e que foi ouvido através do iPhone do rapper, que ele conectou nos equipamentos da sala do hotel. "Sempre gostei muito de ficção científica, então esse show é como realizar um sonho de infância", me disse ele.

                                                       Talita Virginia/Folha Imagem

Kanye West veio a SP com seu moletom de casquinha de sorvete

Sobre o disco: se em "Graduation", o anterior, ele flertava com Daft Punk e eletrônica, em "808s & Heartbreak" Kanye volta os olhos para os anos 80 e o synthpop daquela década. Perguntei quais foram as inspirações para o novo disco: "Boy George, Phil Collins, Tears for Fears, Gary Numan". Sim, Phil Collins inspirou Kanye West... E o resultado, acredite, não ficou ruim; as músicas de "808s..." têm batidas pop, melódicas e Kanye continua inspirado tanto na criação de rimas como no arranjo das faixas.

E ainda alfinetou artistas e bandas que demoram a lançar discos: "Não sei por que os popstars não gostam de trabalhar. Todo mundo trabalha bastante, por que não um popstar? Eu vou ao estúdio quase todos os dias". Na segunda (20/10), ele iria a um estúdio em SP trabalhar em uma faixa do próximo disco da Beyoncé.

**********

A frase da semana vai para Guy Ritchie, que diz estar sendo espionado pela Madonna depois que eles anunciaram a separação: "Isso é um divórcio, não a Guerra Fria".

Escrito por Thiago Ney às 17h05

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Ainda o cancelamento Weller

Segundo a assessoria, a organização do Tim está procurando uma atração para substituir Paul Weller - não disseram que nomes têm em mente, mas pode ser nacional ou internacional, segundo eles (convenhamos que, pra ser internacional, ou seria alguém de terceiro escalão ou um milagre - vão fazer um contrato e armar viagem e show em dois dias?).

Ainda segundo a assessoria, o substituto de Weller teria de ser alguém que combinasse com essa noite "Bossa Mod", que tem o Marcelo Camelo como outra atração (a parte bossa, é claro). Como a combinação Paul Weller + Marcelo Camelo já me parecia suficientemente bizarra, pelas diferenças de som entre os dois, quase qualquer coisa pode entrar aí.

De resto, o caso ainda precisa ser mais bem esclarecido, mas uma pergunta se impõe: se a três dias de tocar no Reading ou no Glastonbury um músico do Paul Weller se machucasse, ele cancelava o show?

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 10h37

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Paul Weller cancela vinda para o Tim

Acabou de chegar, via assessoria de imprensa do Tim:

No início da noite de sexta-feira, o músico Paul Weller foi obrigado a cancelar as duas apresentações que faria esta semana no TIM Festival, devido a problemas com o visto de um dos integrantes da banda que o acompanha.

Nascido no Brasil e residente em Londres desde os dois anos de idade, o pianista anglo-brasileiro Andrew John Gonçalves, hoje com 31 anos, teve o visto de trabalho em seu passaporte britânico suspenso, mesmo depois de inicialmente autorizado.  Apesar de todas os esforços - que incluíram apoio político e diplomático nos dois países - , não foi possível alterar a decisão, já que nossa legislação não permite a concessão de visto de trabalho a cidadãos brasileiros.

A alternativa apresentada seria a obtenção de passaporte brasileiro em regime especial.  Mas a inexistência da documentação brasileira mínima necessária inviabilizou este caminho.  A outra alternativa possível, do ponto de vista legal, seria a renúncia de Andrew à nacionalidade brasileira.  Entretanto, este pedido levaria de 30 a 60 dias para tramitar nas diversas instânicas, até ser publicado no Diário Oficial e transmitido de volta a Londres após a sua conclusão.

Na quarta-feira, 22 de outubro, a organização do evento anunciará a nova configuração do palco Bossa Mod, onde os artistas se apresentariam, e dará as orientações para aqueles que desejarem trocar seu ingresso ou receber o dinheiro de volta.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 10h27

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PERFIL

Thiago Ney Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000.
Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.

Marco Aurélio Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005.
Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen

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