Ilustrada no Pop

 

 

Hallelujah!!!

Como foi o Natal? O meu, com o Chris Liebing na madrugada pós-ceia, foi ótimo. O alemão fez um set de tecno puro, sem pingar pro minimal, sem apelar pro hard, jogando faixas novas em cima de clássicos do tecno alemão.

Bem, até a primeira semana de janeiro este blog ficará em estado anestésico. O ritmo normal retorna em 5 de janeiro. Enquanto isso, a novidade mais palpitante do mundo pop vem da parada britânica: Leonard Cohen ocupa nesta semana o primeiro E o segundo lugares da lista, com a clássica faixa "Hallelujah". Mas Cohen está no topo por vias tortas: durante o meio da semana, uma versão açucarada da faixa, da cantora Alexandra Burke, estava bem à frente em vendagens e o primeiro lugar estava quase certo.

Aí fãs do Cohen fizeram uma movimentação na internet para tentar tirar Burke do topo e colocar ali Jeff Buckley, morto em 1997, aos 30 anos, dono de uma excelente (e, para muitos, definitiva) versão de "Hallelujah". Mas nem com os esforços dos fãs Buckley conseguiu ultrapassar Burke. A lista então fechou com Burke em primeiro e Buckley em segundo.

E não pára por aí. A versão original da faixa, cantada pelo próprio Cohen, chegou ao 36º lugar da parada.

 

Escrito por Thiago Ney às 19h13

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Madonna: choro e emoção

E Madonna foi embora. Sem o Jesus (parece). Na semana passada, fiz na edição impressa da Ilustrada uma lista básica dos "melhores de 2008". Entre os shows, MGMT, Jesus & Mary Chain etc. Mas devo refazer essa lista. Não dá para não citar o show da Madonna no Morumbi, no último domingo. Talvez tenha sido a apresentação em que ela mais saiu do roteiro nessa "Sticky & Sweet" tour. Falou bastante com a platéia, disse que adorou o público brasileiro (claro...), agradeceu a equipe, os filhos e até chorou. Estou longe de me posicionar ao lado da patriotada que se vê por aí, em que o Brasil e o brasileiro são sempre os melhores em tudo, mas uma coisa não dá para negar: o público brasileiro de shows pop é f**a. Se em Cardiff a platéia assistia ao show parada, apenas aplaudindo entre as canções, no Brasil os 60 mil fãs de cada show pulavam, gritavam, cantavam todas as faixas.

Muito se falou nos 50 anos de Madonna. E quem teria estofo para substituir essa cinquentenária? Britney? Christina Aguilera? Beyoncé? Kylie? Nenhuma delas têm o carisma-profissionalismo-esperteza de Madonna. Sabe seguir os ventos da música e se vestir adequadamente em cada situação; cerca-se dos melhores profissionais, da RP Liz Rosenberg ao produtor Stuart Price; move-se com desenvoltura tanto em clubes minúsculos como num estádio como o Morumbi.

Ao vivo, muitas das faixas do disco "Hard Candy" ganham arranjos mais elogiosos do que em disco. Uma delas é a balada "Miles Away", tocada por Madonna com o público fazendo vocal de apoio; outra é "Beat Goes On", produção do Pharrell Williams, que aparece com mais peso e groove. E Madonna consegue dar novo brilho a canções como "Vogue", "Borderline" e "Like a Prayer". Aos 50 anos, Madonna ainda mostra-se insubstituível no pop.

Escrito por Thiago Ney às 14h22

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O ano em quadrinhos

Interrupção pontual nas férias só pra avisar que o Telio Navega, o homem dos quadrinhos em "O Globo", convocou uma galera que escreve sobre o tema (entre eles, este que vos escreve) pra eleger seus favoritos do ano e botou a lista lá no Gibizada. Deu "Chibata" na cabeça. Minha favorita, "Leões de Bagdá", ficou em segundo.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h30

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Mix da semana

Quer conhecer um pouco mais sobre dubstep? Então vá ao site do Essential Mix, obrigatório programa que rola todo domingo na Radio 1, a emissora da BBC. O convidado desta semana é o DJ e produtor inglês Rusko, que coloca na receita até um quebrado e surpreendente remix de "I Kissed a Girl", da Katy Perry. O mix fica no ar até o próximo domingo. 

Escrito por Thiago Ney às 19h13

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Masturbação cultural

Há marmanjos que gostam de brincar de RPG. Há aqueles que se emocionam com o disco do Marcelo Camelo. Tem gente que discute vinho. Assim, é até normal encontrar pessoas que "analisem", "discutam" e "teorizem" sobre "jornalismo cultural".

A Ilustrada completa 50 anos e, para celebrar a grandiosa data, promoveu nesta semana debates iluminados sobre esse instigante assunto que é o jornalismo cultural brasileiro. Figuras ilustres e experientes conhecedoras dos meandros noticiosos, como Caetano Veloso, Lobão, Maria Rita Kehl e Cacá Diegues, entre outros, opinaram extensivamente sobre o tema. Não é por nada, mas queria saber o que o Cacá Diegues fez de relevante nos últimos 30 anos que o credencia a vomitar a respeito de cultura, jornalismo ou jornalismo cultural.

Há alguns dias, o ombudsman da Folha publicou em sua coluna a opinião de vários ex-editores da Ilustrada (e também do atual) sobre como eles acham que deva ser a cobertura cultural num jornal diário e impresso. Algo do que foi dito: "a Ilustrada envelheceu"; "precisa ser novidadeira, assertiva e atrevida, atender expectativas, mas saber surpreender e incomodar, dosar serviço com reportagem investigativa e ser campo fértil para idéias novas"; "ser cada vez mais crítico ao mercado, fugir das armadilhas do deslumbramento, da superficialidade e da ingenuidade, as pragas do jornalismo cultural"; "submeter as políticas culturais públicas e o marketing da indústria de entretenimento à investigação jornalística; aprimorar os serviços; recompor o valor intelectual e polêmico da crítica; retomar o entusiasmo pelo debate, o gosto da provocação e o prazer das rupturas e das descobertas"; A Ilustrada é filha de período em que o debate cultural era mais coletivo e concentrado em poucos lugares; (...) Talvez a tarefa principal seja atar as pontas dispersas"; "a tendência é abraçar essa 'cauda longa'. O diferencial será a capacidade de pinçar nessa 'cauda longa' as manifestações mais originais, capazes de formar, elas mesmas, suas próprias 'caudas'. Para isso, apostar naquilo que é totalmente inusitado"; "nem é dada a palavra ao artista, mas sim ao crítico, ao colunista, ao articulista, sem que haja tampouco o confronto das idéias. Que seja dada a palavra aos criadores"; "análise, interpretação e crítica. A Ilustrada do futuro deveria se basear nesse tripé. A cereja no bolo seriam reportagens exclusivas. E uma medida a ser tomada ontem: jogar fora tabelas e roteiros"; "a vontade de eterna juventude (valorizar o novo pelo novo, sem pôr em xeque sua consistência) pode ter ficado anacrônica. Para satisfazer e manter fiel público mais maduro será necessário esforço mais amplo de aprofundar informação e opinião". Então. Já colocamos as instruções no quadro de avisos da redação da Ilustrada e prometemos segui-las. Valeu pelos toques!

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Parece que os debates promovidos pela Ilustrada contagiaram mais gente. Como André Forastieri. Do alto de uma cadeira do bar Exquisito num dia qualquer da semana, deliciando-se com um carinha que cantava covers de MPB, Forastieri pergunta: "com tanto blog, cadê a nova geração de jornalistas culturais do cacete?". Forasta, com tanto blog, site, revista e jornal por aí, se você não encontra coisas interessantes talvez seja hora de parar de ler tanta HQ de super-herói. Alguns exemplos de blogs: www.popload.com.brhttp://www.oesquema.com.br/trabalhosujo; http://www.spiceee.com/pensaletes/; http://donttouchmymoleskine.wordpress.com/; http://bimahead.blogspot.com/; http://vitrola.blogspot.com/.O Álvaro Pereira Jr., quando não está falando mal do Cansei de Ser Sexy, também gasta algumas linhas para ensinar como se faz jornalismo cultural. Ele até já fez um "manual do crítico", com sete regras que devem ser seguidas à risca. (No início desse texto, antes de apontar as regras, ele esclarece: "Sempre relutei em fazer esse tipo de 'manual do crítico' porque, primeiro, nunca fui nem sou crítico de música em tempo integral e, segundo, desconfio de fórmulas prontas"). Se você não é assinante do UOL, entre no blog do Forasta; ele republicou o texto do Álvaro.

Camilo Rocha, um dos caras que melhor escrevem sobre música no país e que não desperdiça nosso tempo relembrando como as coisas eram melhores antigamente (coisa comum entre o "pessoal da velha geração"), também entrou no assunto. Em seu blog no Rraurl, ele sentencia: "(...) agora, na internet, em tempos de Perez Hilton e gente falando de música mal e toscamente, eu acredito que o bom texto musical não só tem espaço como é mais necesário do que nunca". E arremata citando alguns dos críticos que considera valerem a pena, como Lester Bangs e Simon Reynolds. Meu pitaco: 99% dos que citam Lester Bangs por aí não leram uma linha sequer do cara (o Camilo entra no 1%); e Simon Reynolds...  bem, ele conhece música pop, mas a maioria dos seus textos é tão emocionante quanto um discurso do presidente da Petrobras sobre o pré-sal.

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Aí você pergunta: "Se o assunto é bobagem, por que eu perco tempo escrevendo isso?". Bem, porque eu não tenho nada pra fazer neste início de noite de sexta, enquanto espero para assistir ao Holger e ao Dave Clarke.

Escrito por Thiago Ney às 20h48

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Imagens do dia

                                                                                        Cornelius Poppe/EFE

Diana Ross, na cerimônia de entrega do Nobel da Paz, na Noruega, na quinta 

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                                                   Odd Andersen/Associated Press

A electro-pop sueca Robyn, também no Nobel da Paz

Escrito por Thiago Ney às 18h42

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Will.I.Am produzindo U2????

Existe alguém com mais opiniões sobre tudo do que Caetano Veloso? Aparentemente, sim. Kanye West informa ao mundo que Will.I.Am, do Black Eyed Peas, está produzindo o próximo diso do U2. Duvida? Vá ao blog do Kanye. Segundo outras fontes, tipo jornais, sites e revistas gringos, quem está mexendo no álbum é Daniel Lanois, que já trabalhou com o U2. Mas o Kanye, bem, o Kanye deve saber algo que não sabemos...

Escrito por Thiago Ney às 19h05

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De Eminem ao Pavement

Já circula na net a nova música de Eminem. "Number One" é a primeira produção oficial do vocalista desde que ele lançou a compilação "Curtain Call", em 2005, que trazia três faixas inéditas. "Number One" estará em "Relapse", disco que ele promete lançar em 2009. "Number One" começou a circular em alguns blogs e em sites como o Rapid Share, mas a gravadora do rapper foi rápida e tirou a canção do ar. Mas ainda dá para ouvi-la aqui e ali. A faixa é produzida por Dr. Dre e traz Eminem num vocal rápido, sobre piano e batidas mais lentas. O resultado? Meio decepcionante. Em época de Kanye West e Lil' Wayne, Eminem, pelo menos com "Number One", parece estar uns oito anos atrás.

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O Justice lançou na Europa o documentário em DVD "A Cross the Universe", com imagens da turnê mundial da dupla. No You Tube, dá para ver a faixa "Phantom II", em que a apresentação do duo pode ser comparada a um show punk:

 

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Pavement é daquelas bandas indies que eu curtia muito anos atrás, mas que agora me dizem muito pouco. Mas não dá para ignorar o relançamento de "Brighten the Corners", o quarto disco da banda americana, lançado originalmente em 1997. A nova versão do álbum vem em dois CDs, com as músicas remasterizadas, adicionadas de 34 faixas não lançadas no disco e um libreto de 62 páginas.

Escrito por Thiago Ney às 15h21

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Ingressos pro Radiohead - atualizado

Atenção: se você tem cartão de crédito internacional, já dá para comprar ingressos para os shows do Radiohead no site da banda.

Atualização: no site do Radiohead, os ingressos para o show de SP já estão esgotados. Ainda há para o show do RJ. Para os paulistanos, resta agora esperar pela venda no site brasileiro ou nos pontos-de-venda.

Escrito por Thiago Ney às 19h07

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Sobre o Radiohead

As vendas para os dois shows do Radiohead no Brasil (20 de março, na pça da Apoteose, Rio; 22 de março, Chácara do Jockey, SP) começam à meia-noite desta sexta (ou seja, daqui a algumas horas). Pelo site www.ingresso.com, dá para comprar com cartão de crédito (não com cartão de débito, como havia informado erroneamente a organização). Pelos pontos-de-venda (bilheterias do Pacaembu e do Maracanazinho), apenas com dinheiro, a partir das 9h desta sexta-feira. Dá para comprar meia-entrada (não haverá limite de ingressos) tanto pelo site como nos pontos-de-venda. O preço da inteira é R$ 200. A capacidade para o show de SP é 30 mil pessoas; a do Rio, 35 mil. Segundo os organizadores, o sistema da ingresso.com aguenta até cem mil acessos simultâneos. O telefone de atendimento é 0/xx/21/3035-7621, e o e-mail, atendimento@ingresso.com.br.

Escrito por Thiago Ney às 16h17

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O LCD Soundsystem e os Muppets

A melhor banda do mundo está ficando cada vez melhor. Abaixo, "New York I Love You", mas com a incrível participação de Caco, o sapo. E faça o favor de assistir até o final!

 

Escrito por Thiago Ney às 13h02

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Free the chicken

Bi-curious mais famosa do pop, Katy Perry apontou suas músicas preferidas a pedido do Drowned in Sound. Entre as escolhidas, faixas de Chromeo, Paul Simon e de uns curitibanos que a gente conhece bem.

Escrito por Thiago Ney às 12h50

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Aqui e ali

"Chinese Democracy" pode até não estar vendendo nada, mas o lançamento do novo disco do Guns N' Roses está rendendo. Tem a história da Dr. Pepper, em que a empresa, no início do ano, soltou que daria uma lata do refrigerante a qualquer um se o Guns lançasse o disco em 2008. O Guns lançou o disco em 2008, e a Dr. Pepper teve de cumprir o que prometeu. Em 30 de novembro, um domingo, eles abriram o site da empresa para as pessoas se cadastrarem para receber um cupom que seria trocado por uma lata de refrigerante. A promoção seria válida apenas para aquele dia. Acontece que milhões de pessoas tentaram acessar o site e, claro, o sistema caiu. A Dr. Pepper então deixou o site no ar por mais um dia e abriu um número de telefone. A promoção irritou os empresários da banda, e um advogado de Axl Rose mandou uma carta pro presidente da Dr. Pepper dizendo que a empresa estava abusando dos consumidores e utilizando, sem permissão, a imagem do Guns. Parece que tem mais gente atrás da promoção da Dr. Pepper do que de "Chinese Democracy"...

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Já falei aqui do Asteroids Galaxy Tour, né? O coletivo dinamarquês, que processa soul + psicodelia + timbres espaciais, graças a um comercial do iPhone, está começando a bombar nos EUA. A banda, da ótima vocalista Mette Lindberg, acaba de excursionar pelos EUA, está sendo caçada por selos e gravadoras e preparar o lançamento de mais um EP, que sucede o primeiro, "Around the Bend". Abaixo, dance com "The Sun Ain't Shining No More".

 

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Um tempo atrás, alguém colocou na net uma versão de "Runnin' With the Devil", do Van Halen, mas apenas com a voz do David Lee Roth. É sensacional. Agora outro alguém fez a mesma coisa, só o David cantando, mas com a faixa "Hot for Teacher". Tá aqui:

 

Escrito por Thiago Ney às 21h05

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O Copa de Curitiba

Reportagem que saiu nesta quarta na Ilustrada sobre a ótima banda curitibana Copacabana Club. A edição impressa traz também um texto do Lúcio Ribeiro sobre os não menos ótimos Holger.

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Curitiba é hoje um dos principais centros do bom pop-rock feito no Brasil. Vêm da capital paranaense, por exemplo, os experimentalistas ruído/mm; a complexidade sutil do combo Wandula; o folk nervoso do Bad Folks; a esperta banda new wave Sabonetes. Mas converse com um curitibano (melhor: com um roqueiro curitibano) e invariavelmente você ouvirá reclamações de como a cidade é parada, não tem nada para fazer...
"Sempre fomos assim. O povo reclama de tudo mesmo. Mas tem bastante banda rolando aqui, sim", conta Alec Ventura, 30, multiinstrumentista do Copacabana Club, banda que sintetiza a excelente safra roqueira desenvolvida em Curitiba nos últimos anos.
O Copacabana Club é o caçula da turma. Acabou de completar um ano de vida, mas nesse pouco tempo traz na bagagem o EP "King of the Night" _uma jóia composta por quatro faixas irrepreensíveis_ e 17 shows _o último deles ocorrido na Funhouse, em São Paulo, em que a carismática vocalista Camila Cornelsen terminou cantando no meio do público.
Junte a performance de Camila com as melodias extremamente caprichadas de músicas como "Come Back", "Just Do It" e "It's Us" e o resultado é uma banda dona de uma irresistível mistura de rock de garagem, synthpop e new wave.


A idéia de montar uma banda surgiu de Ventura, que após tocar no extinto grupo ESS e de uma temporada em Londres (de 2001 a 2006), voltou a morar em Curitiba.
Certa noite, ele encontrou Luciano Frank, um dos donos do bar James. "Queríamos fazer um som juntos. A única prioridade era que fosse algo dançante. O ESS era mais eletrônico, agora queríamos algo mais orgânico, com um baterista mesmo", conta Ventura. Assim, surgiu o convite à baterista Claudinha Bukowski, que já havia tocado antes em banda.
"Em seguida, apareceu Camila, 25. "Ouvi eles conversando sobre montar uma banda. Todos eles já tinham experiência. Eu estava ao lado e disse: 'Não sei tocar nada, mas quero entrar na banda'. Aí eles me convidaram para participar do primeiro ensaio. Fizeram algumas melodias e eu cantei alguma coisa em cima. E deu certo."
Para quem nunca havia cantado em público, Camila mostra uma performance de veterana: "Eu fazia balé e sapateado, então estava acostumada a dançar em frente a uma platéia", conta. "Mas desde o nosso primeiro show essa história de ser vocalista aconteceu bem natural, sempre me senti à vontade", diz ela, que cita Karen O., do trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs, como referência. "Gosto de performance, de figurino, de maquiagem."


Primeira faixa do EP "King of the Night", "Just Do It" é um delicioso passeio de riffs de guitarra a la Strokes e de uma new wave ensolarada.
"Adoramos melodia", afirma Ventura, que toca guitarra, sintetizador e bateria eletrônica. Sobre o lado dançante do Copacabana Club, ele explica: "Quando montamos a banda, estávamos bem influenciados pela disco, mas pelo lado mais sombrio, dark. E também pelo electropop dos anos 80. São músicas que funcionam bem na pista", diz. "Além disso, gostamos bastante de Stevie Wonder, Stereolab, Sondre Lerche."
Na banda, Ventura é encarregado de compor as melodias e Camila, as letras.
Nesse pouco tempo de vida, já tocaram em bares e casas de shows em Curitiba, além de Rio de Janeiro, Florianópolis, Santa Maria, São Paulo. Estão escalados para o Pré-Grito Rock 2009, em Porto Alegre, na semana que vem.
Melodias, letras, ótima performance ao vivo... Só uma coisa parece não encaixar na banda: o nome, Copacaban Club. Copacabana?
"Não tínhamos idéia de como chamar a banda, aí as meninas sugeriram Copacabana. Não sei por quê. Depois o baixista veio com o Club. Acabou ficando", diz, rindo, Ventura.

Escrito por Thiago Ney às 19h27

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Vaso ruim...

Lembra do Ronaldo Esper? Então, ele apareceu sábado no Glória. Olha como foi...

Escrito por Thiago Ney às 19h14

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Melhores do ano - Ryan Adams

A pedido da revista Filter, o cantor Ryan Adams soltou sua lista de melhores lançamentos do ano. Dá uma olhada:

Testament - "The Formation of Damnation"
Krallice - "Krallice"
The Killers - "Day and Age"
The Smiths - "The Sound of The Smiths: The Very Best of The Smiths"
Metallica - "Death Magnetic"
Mariah Carey - "E=MC"
Coldplay - "Viva la Vida"
Fleet Foxes - "Sun Giant EP"
Ihsahn - "Angl"

Escrito por Thiago Ney às 19h02

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Nokia Trends: do Marrocos a Kid Sister

E no sábado rolou em São Paulo o Nokia Trends, festival que uniu música dançante a arte e tecnologia. Entre artistas como Bomb the Bass, N.A.S.A. e Kid Sister, havia uma interessante exibição de imagens fotográficas feita pelo coletivo Cia de Foto. Após captar imagens do próprio festival com telefones celulares, eles editavam e mixavam as fotos, que eram exibidas em dois telões no evento.

Mais até do que o próprio line-up (meio murcho...), talvez a principal sacada dos organizadores foi o local. Um dos mais antigos e tradicionais cinemas de São Paulo, o Cine Marrocos está(va) há tempos desativado, localizado no Centro, próximo ao Teatro Municipal. Os produtores souberam preservar a arquitetura clássica do cinema, com um portentoso hall de entrada e um charmoso saguão. A pista foi montada onde antes ficava a sala do cinema, com o palco ao fundo. Para um evento corporativo, a decoração até que não ficou tão carregada. Um dos problemas estruturais foi a temperatura ambiente: estava quente demais, abafado, principalmente na pista, e era preciso buscar ar fresco perto da saída.

                                        Fotos Rosa Bastos/Folha Imagem

A dupla N.A.S.A., no Nokia Trends

Desde há alguns anos, o Nokia Trends se pretende um festival moldado em cima de música jovem, nova e dançante, com algumas atrações mais antigas. Foi assim em anos anteriores, com bandas como Underground Resistance, Phoenix, Soulwax etc. Neste edição 2008, a impressão que dá é que os organizadores buscaram seguir essa fórmula, mas o resultado mostrou-se inferior. O toque veterano veio com Bomb the Bass, produtor inglês que está entre os responsáveis pela popularização da dance music; o americano Z-Trip fazia a ponte entre o hip hop e o rock, ingredientes que ganharam temperos dançantes com a dupla N.A.S.A.; comparada a Santogold e M.I.A., a vocalista Kid Sister joga rimas de rap em cima de bases gordas e dançantes; havia ainda os brasileiros Dubstrong, Roots Rock Revolution e Mauricio Fleury, entre outros.

Das principais atrações, o Bomb the Bass foi o primeiro a subir ao palco, por volta da 0h10 da madrugada de domingo. Além de Tim Simenon, o Bomb the Bass, via-se mais três músicos mexendo em laptops, efeitos e imagens, exibidas num telão. Para não parecer datado, algo que viajou ao Brasil apenas para satisfazer nostálgicos, o grupo mostrou faixas novas, do disco "Future Chaos", lançado neste ano. São faixas que trazem ecos de dub, deep house e minimal, num tom viajante e abstrato. As músicas antigas, como "Beat Dis", foram repaginadas conservando-se pouquíssimas características originais. O resultado? Uma paisagem sonora complexa, que dava pouco espaço para dançar; houve passagens inspiradas, com sobreposição de camadas interessantes, mas o show poucas vezes conseguiu fugir do tédio.


Apresentação do Bomb the Bass

Formado por Zegon e pelo norte-americano Squeak E. Clean, o N.A.S.A. posicionou-se no fundo do palco, colocando vários dançarinos fantasiados à frente. A proposta era fazer uma celebração dançante, e para isso muniram-se de músicas próprias, faixas novas de outros artistas e alguns hits manjadíssimos (como "Killing in the Name"). A apresentação foi irregular, alternando-se entre a novidade dançante e a banalidade clássica. Mas saíram-se (bem) melhor do que o americano Z-Trip, que falava bobagens ao microfone e faxia scratches bobos em cima de músicas batidíssimas. Farofa.


A norte-americana Kid Sister

Talvez a grande surpresa da noite foi a vocalista de Chicago Kid Sister. Músicas como "Family Reunion" trazem a cantora rimando rápido, com batidas que vão do electro puro à electro-house. Kid Sister passa pelo hip hop, pelo electro, pela house, pelo r&b, com o apoio de duas incansáveis dançarinas. O público queria diversão. Ela soube dar.

Escrito por Thiago Ney às 23h35

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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