FORGOTTEN BOYS procura um tecladista e percussionista. A idéia não é substituir (veja abaixo texto de Chuck postado no site da banda em 25 de janeiro), mas sim acrescentar novos músicos e renovar sua sonoridade. A banda pretende apresentar sua nova formação no dia 27 de fevereiro no Centro Cultural São Paulo. Os interessados em fazer teste devem entrar em contato com contato@forgottenboys.com.br
“Pessoal, aqui é o Chuck escrevendo pessoalmente. Infelizmente os boatos e fofocas chegaram antes, mas, estou aqui para confirmar que estou realmente saindo dos Forgotten Boys. Foram praticamente 10 anos me dedicando a uma das bandas mais legais que conheço. Sinto-me honrado de ter feito parte desse período e de ter dividido as experiências que vivi com o Gustavo, o Arthur, o Flávio, o Zé e o Fralda, mas, é hora de mudar de rumo. O motivo da saída é bem simples, tocar minha vida de maneira diferente. Não pretendo parar de fazer música, trabalhar com música e nem de tocar música, apenas minha vida não é mais compatível com o que se espera de um Forgotten Boy. Portanto, gostaria de chamar todos para o show do Studio SP (confira na agenda para mais informações), que será meu último com os Forgotten Boys, e o último deles comigo. Mas, por favor, sem o clima da despedida... ok!? Isso é chato. Os Forgotten Boys seguem firmes, fortes e sendo minha banda favorita, isso é o que importa. Mais notícias vocês devem ter em breve sobre o futuro. Um grande abraço e nos vemos no Studio SP dia 30! Boas vibrações, paz e amor pra todos!”
Os shows do Kiss e do Iron Maiden em São Paulo (isso pra ficar em apenas dois que eu me lembro de cabeça) terão a venda de meia-entrada limitada a 30% da capacidade dos locais onde acontecem as apresentações (Anhembi e Autódromo de Interlagos, respectivamente).
Os organizadores citam a Lei nº 11.355/93, que é do município de São Paulo (e da época do Maluf), para justificar a restrição a apenas 30% dos ingressos (de fato, o artigo 2o desta lei estabelece esse limite). Só que há um porém: essa lei municipal entra em conflito direto com a lei estadual nº 7.844/92, que é anterior e que não estabelece tal limite. Mais do que isso, entra em conflito também com o Estatuto do Idoso (que é federal), já que os idosos também têm direito à meia-entrada (e, pelo estatuto, sem restrição de quantidade).
"Para o advogado Alberto Carlo Frazatto, membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional São Paulo), de acordo com o princípio da hierarquia das leis vale a aplicação da lei estadual. Segundo ele, a lei municipal não pode limitar o que a lei estadual regulamenta."
"Por ser uma questão de direitos difusos, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) pode entrar com uma ação civil pública pela suspenção do artigo. Além disso, aqueles estudantes que se sintam lesados podem recorrer ao Procon ou ao Juizado Especial Cível, através de uma reclamação ou denúncia."
Saíram os locais e preços do Kiss (no Rio é na Apoteose, dia 8; e da formação original só vêm o Gene Simmons e o Paul Stanley) e que Deus nos proteja da facada:
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 12 anos; 12 anos e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); 14 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados)
Capacidade: 38.000 pessoas
Abertura de vendas: 12/02/2009
PREÇOS DE INGRESSOS
NORMAL
PISTA
R$170,00
PISTA VIP
R$350,00
- Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário. Venda limitada na forma da Lei nº 11.355/93.
- Cliente Citibank tem direito a comprar ingressos com antecedência à abertura oficial das vendas.
LOCAL DE VENDA – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Citibank Hall: de 2ª a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h – Av. dos Jamaris, 213 - Moema;
Essa cara feia que o Franz Ferdinand está fazendo aí acima é pra você que baixou o novo disco deles pela internet (ou seja, ilegalmente). A banda aparentemente mudou de opinião sobre a pirataria na internet, e para pior (o que seria compatível com o novo disco, aliás, que, ainda que não seja ruim, é o mais fraco que eles já fizeram).
O velho FF pró-downloads apareceu numa entrevista para a "Playboy" norte-americana, em 2006, e mais nitidamente quando eles gravaram "Sound and Vision", do Bowie, para uma coletânea da Radio 1, e colocaram em seu site oficial uma mensagem que encorajava os fãs a "apontarem seus browsers para o Limewire", um popular programa de downloads.
Eis que agora a banda se uniu ao xerife da web e está mandando os sites tirarem do ar links para download do novo álbum. Segundo conta o Torrent Freak, eles têm mandado e-mails com o seguinte teor:
"Em nome da Domino Records e do Franz Ferdinand, gostaríamos gentilmente de pedir que vocês não coloquem cópias de ‘Tonight’ em seu site. Entendemos que vocês são fãs da banda e estão promovendo o Franz Ferdinand, mas a gravadora e a banda apreciaria enormemente sua co-operação na remoção dos links para os arquivos piratas em questão."
Esse e-mail simpático fica bem mais agressivo quando os sites não tiram os links do ar, como mostra a matéria do Torrent Freak. Em suma, não dá pra saber se a banda aprovou esse tipo de ação ou se a iniciativa é da gravadora unilateralmente, mas enquanto não se manifestarem, estarão corroborando (o velho "quem cala consente"). Os sinais no horizonte (não especificamente esse caso, que é menor) indicam que há uma nova temporada de caça aos piratas tomando forma. Fiquemos de olho.
Hoje e amanhã tem o show do Little Joy no Clash, em São Paulo, com ingressos já esgotados (isso apesar de custarem R$ 60, sem refresco). Haverá um terceiro show na cidade, no mesmo local, em 5/2, com as vendas começando hoje também. Abaixo, o texto do Thiago falando com o Amarante sobre a banda e os shows, publicado na Ilustrada de hoje:
"Ele nasceu por acaso, como projeto paralelo de integrantes de duas conhecidas bandas. Para um grupo como esse, de pretensão zero, foi uma surpresa a intensa procura por ingressos para os shows do Little Joy em São Paulo.
Inicialmente, fora anunciada apenas uma apresentação na cidade, hoje, no clube Clash. As entradas evaporaram. Anunciou-se nova data: amanhã. De novo, lotação esgotada (500 lugares). Para saciar a sede dos fãs, haverá um show extra, em 5 de fevereiro, cujos ingressos começam a ser vendidos hoje.
"Não imaginava, foi surpreendente, vendeu muito rápido", disse Rodrigo Amarante, por telefone, à Folha. "São Paulo já nos recebeu bem antes mesmo de a gente chegar aí", falou o músico, em Porto Alegre, onde a banda faria show ontem, o primeiro no Brasil.
Parte dessa expectativa gerada pelo Little Joy vem do currículo dos integrantes da banda: Amarante é guitarrista do Los Hermanos, e Fabrizio Moretti, baterista dos Strokes (o Little Joy é formado ainda pela vocalista americana Binki Shapiro).
Mas o Little Joy saiu da sombra de Los Hermanos e Strokes graças a um disco elogiável, que acaba de sair no país. Em canções como "Brand New Start" e "No One’s Better Sake", o trio amarra influências de pop ensolarado dos anos 1960, folk e canções de clima relaxado.
"As versões ao vivo são bem parecidas [com as do disco]", conta. "Tocamos o disco todo, até porque é curto." (O álbum, homônimo, traz 11 faixas que se estendem por 30 minutos.)
"Tocaremos música nova, que fizemos na estrada, e um cover", adianta. "É uma banda nova, não dá para fazer show de uma hora e meia." O Little Joy nasceu de um encontro entre Amarante e Moretti, durante um festival em Lisboa, em 2006. Os dois se deram bem, começaram a compor juntos e a parceria foi progredindo.
"A banda começou por acaso. Fizemos música sem a intenção de lançar disco. Aí a coisa foi crescendo. Depois de dois meses, gostamos das canções e resolvemos gravá-las."
Então surgiu a Rough Trade, lendário selo britânico. "A Rough Trade mostrou interesse em lançar o álbum, e foi aí que percebemos que outras pessoas poderiam gostar da música", lembra Amarante.
"O primeiro disco que comprei foi ‘Hatfull of Hollow’, dos Smiths, que havia sido lançado pela Rough Trade. É uma gravadora importante."
No final de 2008, o Little Joy iniciou uma série de shows que desembocam agora no Brasil. E o que começou por acaso ganha força inesperada. "Fizemos uma intensa turnê pelos EUA e, depois, alguns shows na Europa. E recebemos convites para tocar em vários festivais. Agora vamos ver o que fazer."
Explica-se o "ver o que fazer": os Strokes devem entrar em estúdio para gravar novo disco e o Los Hermanos retornará aos palcos no festival Just a Fest, em 20 e 22 de março.
"Vamos tentar conciliar o Little Joy com os Strokes, ver se o Fabrizio consegue fazer os shows. Mas vamos continuar."
Se o Little Joy vai continuar, a situação do Los Hermanos é um pouco diferente. "Recebemos convite para abrir para Radiohead e Kraftwerk. Adoramos as duas bandas, não tinha como dizer não. Mas é algo isolado. O Marcelo [Camelo] tem vários shows solo, eu tenho os meus com o Little Joy..."
Quentin Leo Cook ficou conhecido como Norman Cook quando era baixista do Housemartins, aquela banda inglesa que ficou célebre aqui pela "melô do papel" (pelo menos era assim que chamavam no Rio), mas que tinha coisa bem maisanimada no currículo. Depois ele virou Fatboy Slim e se tornou o fenômeno mundial que dispensa maiores comentários.
Agora o sujeito trocou de nome de novo (pelo menos em termos artísticos). O novo projeto do rapaz se chama The Brighton Port Authority (ou BPA) e o disco é "I Think We're Gonna Need a Bigger Boat" (uma citação, levemente modificada, da clássica frase de "Tubarão"), com uma lista de convidados respeitável, entre eles Iggy Pop, que virou um boneco no bom clip de "He's Frank":
1) Saiu o preço do Manu Chao em São Paulo (11/2, Espaço das Américas, abertura: Zafenate): R$ 90 (inteira); à venda na Ingresso Rápido; suspeito que as demais cidades ou já começaram as vendas ou começarão em breve (a assessoria não me avisou)
2) Mônica Bergamo informou na Ilustrada de ontem que o Kissvai voltar ao Brasil: 7/4 em São Paulo, 8/4 no Rio
3) A volta do Iron Maiden ao país (ainda com a turnê Somewhere Back in Time) ganhou mais uma data (18/3, BH, no Mineirinho); Recife, que veria a banda nesse dia, foi para 31/3; e vem aí o filme!
4) Irineu Franco Perpétuo, colaborador da Ilustrada, organizou (com Sergio Amadeu) um livro que coleta artigos sobre um tema que está bem explicado no título: "O Futuro da Música Depois da Morte do CD"; a obra está disponível para download (PDF) sob licença Creative Commons.
Encravada em local privilegiado do litoral francês, na Côte d'Azur, Cannes tem cerca de 80 mil habitantes, mas recebe quatro vezes mais gente durante o verão europeu. No inverno, para compensar a falta de turistas, a cidade organiza alguns festivais, como o de cinema, o de jóias e o Midem, de música. Enquanto Cannes esbanja charme, o Midem exala caretice. Enquanto Cannes é "Gossip Girl", o Midem é "Everwood". Difícil encontrar coisa mais chata do que um grupo de executivos de gravadoras e editoras ainda tentando descobrir um jeito de ganhar grana com internet. Mas o Midem é, talvez, a maior feira do setor: em 2008, recebeu 9 mil participantes. Nesse mar de gente, dá para pescar algumas coisas bem interessantes.
Um dos principais sucessos da feira, encerrada nesta quarta, foi, sem dúvida, o Guitar Hero. Em certos momentos, havia filas de gente querendo brincar com a guitarra e a bateria do game. Já nas conferências realizadas durante o evento, brilharam os representantes da indústria asiática: China, Coréia, Malásia, Índia. Na China, o papo sobre música e internet já está em outro patamar; sites como QQ Music são ainda maiores e mais ambiciosos do que o iTunes, fornecendo não apenas venda de faixas, mas games e uma série de aplicativos relacionados aos artistas. Na Índia, artistas ganham grana não fazendo shows, mas trilhas para filmes de Bollywood; na Coréia e na Malásia, o celular domina o mercado digital, muito mais do que os computadores. Quase 90% do mercado de música digital coreano é abocanhado pelo celular. Pessoas fazem o download de faixas pelos aparelhos, e usam as músicas como ringtones ou ringback tones; além de comprar ingressos para shows e participar de sorteios.
Um dos que conseguem enxrgar no meio da neblina é Brian Messsage, empresário de Radiohead e Kate Nash, entre outros. Diz que a chave do negócio é flexibilidade, e que dar música de graça pela rede pode acrescentar valor a um artista. "Não significa apenas dar música de graça, mas em estimular o interesse do público em um artista".
Festivais como Roskilde (Dinamarca), South by Southwest (Austin), e North by Northeast (Toronto) estiveram no Midem, fazendo contatos para levar bandas aos eventos. Algumas das principais empresas de telefonia celular e tecnologia também estavam na feira, exibindo não apenas aparelhos com grande capacidade de armazenamento de músicas, mas as parcerias que estão fechando com artistas e gravadoras: bandas recebem dinheiro para liberarem novos discos e canções para celulares.
O Midem abrigou alguns shows, como do chato Jamie Cullum, do inclassificável Patrick Wolf e do estranho folk Seth Lakeman, que canta e toca violino. Amanhã ou sexta, um pouco mais sobre o Midem.
Escrevi na edição impressa da Ilustrada desta quarta sobre o remix de "Day 'N' Nite", do rapper americano Kid Cudi, feito pelos maximalistas italianos Crookers. Pois me passaram que, em apenas uma semana, a faixa teve cerca de 10 milhões de audições nos MySpaces dos dois. Um recorde para o portal. O Kid Cudi é da turma do Kanye West (participou do álbum "808's & Heartbreak") e lança seu primeiro disco, "Man on the Moon", ainda no primeiro semestre deste ano. Um vídeo caseiro com o remix está abaixo.
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Vi no Trabalho Sujo, que pegou do Pop Up: o selo britânico Rough Trade lança o single "Catchy Chorus", do Autoramas, e chama o grupo de "a banda independente mais importante do Brasil". O single sai em vinil 7 polegadas com apenas 200 cópias.
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Lily Allen, que está para lançar o segundo disco, fez um cover de "Straight to Hell", do Clash, para o disco beneficente "Heroes". (Uma curiosidade: "Straight to Hell" foi a faixa sampleada pela MIA em "Paper Planes".) Veja abaixo a versão da Lily.
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Falando na Lily Allen, ela tocou em um programa de rádio a nova faixa da MC inglesa Ms. Dynamite, "Bad Gyal". Fazia tempo que eu não ouvia falar dela, talvez desde que lançou o matador single "Dy-na-mi-tee", em 2001 ou 2002. Bem, ela retorna com uma faixa que recicla r&b, rap, bhangra, funk e mais e mais. Vale a pena:
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E os Garotas Suecas? Escrevi sobre eles há um tempo, a respeito de um elogioso comentário que a banda recebeu de uma das Sleater-Kinney. A banda está em turnê pelos EUA e caiu no You Tube uma versão ao vivo de "Bacana Bacana", tocada dentro do programa "Fearless Music", em Nova York (programa que já recebeu de Supergrass a Paramore).
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Faz dias que o Copacabana Club não aparece por aqui. Então segue "King of the Night", do show no clube Inferno, em SP, no início de janeiro.
Se eu bem entendi o Microsoft Songsmith, ele funciona assim: você canta (com um microfone) qualquer coisa e o troço cria uma base musical a partir dos seus vocais, vendo o que combina mais com o modo como você está cantando.
Pra mim, é um karaokê ao contrário, e eu já acho o karaokê original uma desgraça. Uma galera já começou a pegar vocais de canções famosas e jogar no Songsmith, pra ver o que ele cria em cima. Dá uma olhada em como ficou "Roxane", do Police:
O Pitchfork fez uma lista com outras versões, incluindo "Creep", do Radiohead, e "Wonderwall", do Oasis. Be afraid!
E já que Elton John tem sido um tema bem popular, vamos fechar a cobertura da passagem dele por aqui com uma crítica sobre o show do Rio, ontem à noite. Quem escreve é Sergio Costa, da sucursal da Folha no Rio:
Elton John: papai-e-mamãe com suíngue e simpatia no Rio
SERGIO COSTA
DA SUCURSAL DO RIO
Um missionário inglês. Ou melhor, a representação explícita num palco do "papai-e-mamãe": tradicional porque é bom, bom por ser tradicional.
Elton John, depois do morno show em São Paulo, veio ao Rio na noite de segunda-feira para empatar. Jogou ao melhor estilo do futebol bretão de antigamente. Abusou do "chuveirinho": cruzou vários sucessos como se fossem bolas altas sobre a platéia para ver se os fãs entravam de cabeça e definiam o jogo.
Demorou. Nas preliminares, tentou cozinhar o galo. Os dedinhos curtos mas ágeis ao piano abriram os trabalhos pontualmente às 22h com "Funeral for a Friend"e uma longa jam session, na qual demonstrou suas habilidades manuais, com direito a solo no piano e citações incidentais à bossa nova, "Garota de Ipanema" inclusive.
Diante da impaciência da plateia, ávida pelo óbvio, John alçou a primeira bola sobre a área, "Tiny Dancer". Gol comemorado pelo público com muitos beijos _na boca_ e furtivas lágrimas nas arquibancadas e pistas vips do Sambódromo carioca.
A partir daí, a tática do chuveirinho deu certo. As bolas _no caso, canções_ lançadas sobre a área da Apoteose despertavam reações equivalentes às da torcida na "mátria" do ludopédio. Batiam na trave, passavam raspando, morriam nas mãos do goleiro, mas davam a sensação de um grande jogo. Urrúúúú! Urrava a platéia _ou melhor, a torcida_ com poucos cabelos brancos naturais ou evidentes.
Mas não foi um grande clássico, apesar da exibição de um craque com suingue no teclado e simpatia por trás dos óculos lilás. O tipo está meio gasto, é verdade. De fraque preto e camisa vermelha, uma combinação de cores simpática à maioria da platéia local, flamenguista com certeza, demonstrou a elegância de um Obina de volta das férias na Bahia com overdose de acarajé.
Nos pés, sapatões vermelhos com salto da era "cavalo-de-aço" (os mais velhos hão de se lembrar do estilo) e passos pelo palco com perninhas presas capazes de denunciar que o melhor, como ídolo pop, já passou.
Mas em que pese os mais de 60 anos, Elton John dedilhou com categoria o piano característico de suas baladas, soltou a voz apoiado pela ótima banda e, sem intervalo, fez perto de duas horas e meia de show na quentíssima noite carioca. Suou a camisa na Apoteose para uns 28 mil que, de alguma forma, o tiveram como trilha sonora incidental da vida.
Elton John de "Tiny Dancer", "Bennie and the Jets", "Rocket Man", "Daniel" e 'Your Song" é próximo, mas diferente das baladas açucaradas para a amiga Lady Di ("Candle in the Wind') ou concessões ao pop barato de "Sacrifice" e outras. A pegada rock and roll em algum momento se perdeu.
No fim do jogo, uma impressão peculiar do futebol inglês: 0 a 0 é vitória, 1 a 0, goleada. A galera até esperava mais, mas foi bom pra você, não foi?
Não sei quando essa onda começou, mas o YouTube está tirando o som de vídeos que reproduzem música com direitos autorais, como indica a imagem abaixo:
Topei com um caso desses hoje, quando fui procurar um vídeo com a música "Illegal Smile", do John Prine, e me deparei com este aqui, censurado. Se o YouTube for começar a fazer isso com todos os vídeos que têm trilha sonora com direito autoral registrado, não vai sobrar muita coisa...
Ainda bem que, como diz o refrão de "Illegal Smile", "felizmente eu tenho a chave para fugir da realidade" (vale dizer que o contexto em que eu estou usando é diferente do dele!):
Fria, chuvosa, mas com uma comida ótima, Cannes abriga, desde o último sábado, o Midem, uma das mais importantes feiras relacionadas aos negócios da música. O evento pode ser dividido em dois: o Midem em si, tradicional, com estandes de gravadoras, distribuidoras, agências, empresas de tecnologia etc., onde executivos estão atrás de oportunidades (traduzindo: dindim); e o MidemNet, onde debates e conversas tentam esclarecer como está e para onde vai a relação entre música e internet.
O MidemNet é, sem dúvida, o que mais interessa. Ali debatem gente ligada ao Google, ao MySpace, a empresas de telefonia, a selos indies, além de analistas de tendências e especialistas em mercados como China, Rússia, Malásia, Japão, Leste Europeu etc. Muitas das conversas são interessantes, apresentam fatos e opiniões relevantes, mas incomoda um certo papo com gosto de requentado. Por exemplo: gente ligada a editoras ainda sem saber como ganhar dinheiro com downloads. Estamos em 2009, já passamos por Napster, Audiogalaxy, Soulseek, o iTunes é uma realidade, há serviços de downloads legais até no Brasil, e ainda assim as editoras (empresas que detêm o direito autoral de uma canção) continuam perdidas e intransigentes.
Em várias mesas essa questão foi discutida, mas sem que os participantes chegassem a um consenso. Um fato curioso: a Apple, dona da maior loja de downloads do mundo, não está no Midem. Por quê? Porque a Apple é vista mais como um inimigo do que um parceiro pelas gravadoras e editoras. Certo ou errado, um exemplo: "Não acho que os artistas recebam remuneração justa [do iTunes]. Steve Jobs se deu bem em cima de nós, assim como havia ocorrido com a MTV", disse Tim Clark, empresário de artistas como Robbie Williams.
As gravadoras brigam com os provedores de internet. Querem que esses controlem com mão de ferro os usuários que fazem download; as editoras querem que os portais paguem licenças para esses downloads. Essa é a posição de Geoff Taylor, da British Phonographic Industry (BPI), órgão que reúne as gravadoras britânicas. Nicholas Lansmann, representante das empresas de internet, contra-argumentou, dizendo que é muito difícil, quase impossível, conseguir licenciar músicas pelo atual sistema desenvolvido pelas editoras. Ele sugere que se faça uma "licença padrão", um preço fixo, para determinadas regiões, como a Europa.
O problema, que existe há algum tempo, é esse. As editoras querem acordos caso a caso, enquanto os portais lutam por licenças simplificadas. E, assim, fica mais fácil procurar música em torrent.
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David Eun, vice-presidente do Google, em uma das mesas mais concorridas, chamou a atenção para o You Tube. Afirma que a ferramenta deve ser encarada pelas gravadoras e editoras como "oportunidade de capitalização", e não como algo maléfico. E lembrou da Warner, que retirou do site os vídeos de seus artistas. Para ilustrar seu ponto de vista, Eun citou o Weezer, cujo vídeo de "Pork and Beans" já foi visto por mais de dois milhões de pessoas. Por meio de uma ferramenta chamada Insight, o Weezer e a gravadora checam a origem do tráfego para o vídeo, onde estão seus fãs e, assim, poderiam planejar ações de marketin e itinerários de turnês.
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Música e celular: união que não tem como dar errado. Assim foi centrada a palestra de Jim Balsille, da Blackberry. Ele enfatizou as "diversas ferramentas" que surgiram com a tecnologia 3G de celular, e citou como exemplo uma parceria entre a Blackberry e a Ticketmaster, que possibilita aos usuários do fone comprar ingressos de shows de forma "rápida" e "fácil". E disse ainda que a Blackberry vai lançar, em março, um portal de música. "Daqui a alguns anos, a indústria fonográfica será totalmente diferente de como a conhecemos hoje", afirmou.
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Outro papo que já está meio passado, mas que muita gente insiste em ignorar, é o da aproximação entre músicos e fãs. Um exemplo é ele, Kanye West, que mantém um ativo blog em que costuma alardear seu ego diariamente e indicar bandas que gosta. "É totalmente autêntico, é ele quem escreve os posts. Você não pode pagar para colocar coisas ali, e já teve gente que tentou pagar", disse Bryan Calhoun, da Sound Exchange, que trabalha com Kanye.
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E entre todos os estandes do Midem, sabe qual é um dos mais populares?: O do Guitar Hero...
Em mais um episódio para a extensa lista de casos de desrespeito ao público em shows, as 24 mil pessoas que compraram ingressos de pista comum (R$ 250) para o show de Elton John em São Paulo, na noite de sábado (17/1), foram submetidas a uma inacreditável fila de quase dois quilômetros de extensão e mais de uma hora de duração (e parte do tempo sob chuva!) para entrar no Anhembi, o sambódromo paulista, onde aconteceu o evento.
A fila foi criada por dois erros crassos da organização: 1) só abriram dois portões para escoar 29 mil pessoas (24 mil na pista comum, 5 mil na VIP - que, obviamente, não teve fila); 2) demoraram mais de uma hora para liberar a entrada do público (que devia começar às 17h).
As justificativas para os dois erros são, como direi... singelas. Fala a assessoria de imprensa:
1) "Por mais que você tenha várias catracas, tem que ter fila porque tem revista, checagem de ingressos e de documentos"; ou seja, a fila é o nosso destino manifesto. Tem fila porque tem que ter fila. E ai de você se quiser entrar rápido!
2) "Tivemos que segurar a abertura [dos portões] porque tiveram que cobrir os equipamentos e não podemos deixar o público entrar com operários trabalhando"; ou seja, a culpa é da chuva, que caiu a semana inteira em São Paulo, mas aparentemente não o suficiente para que alguém pensasse que, ora vejam, poderia chover no dia do show.
Mas tudo bem porque, depois de pagar R$ 250 e perder mais de uma hora na fila embaixo de chuva, chegando lá dentro tudo estava uma maravilha. A menos, é claro, que você:
1) tivesse levado comida ou bebida, que foram tomadas na entrada porque só se pode consumir o que se vende lá dentro - copo de água a R$ 3, "lanche natural" a R$ 8, salgadinhos a R$ 5
2) fosse deficiente físico, porque para chegar na apertadíssima área reservada aos cadeirantes e idosos era preciso simplesmente atravessar a multidão que ficava espremida no gargarejo
3) fosse da turma do gargarejo, porque, mesmo com o sacrifício de chegar cedo e se espremer lá na frente, ficava a 50 m de distância do palco (que era o espaço da área VIP, com ingressos a R$ 550) e ainda corria o risco de ter sua visão impedida pelas câmeras da Globo (tinha uma grua e duas plataformas com câmeras)
4) estivesse interessado em ouvir o que o Elton John falava entre as músicas, já que o volume do microfone estava inaudível mesmo para quem estava na área VIP. O som, no geral, oscilou dependendo da área em que você estivesse (melhorou no final)
Falando do show em si, estou longe de ser fã do Elton John (e a que eu mais gosto, a cover de "Pinball Wizard", ele não tocou), mas achei a apresentação, calcada em velhos hits, boa para os fãs. Não foi espetacular, a voz do sujeito já não está mais essas coisas, mas houve boas sequências (como a que teve "Goodbye Yellow Brick Road", "Daniel", "Rocket Man" e "Honky Cat"), as babas que o público adora ("Sacrifice", "Don't Let the Sun Go Down on Me", "I Guess that's Why They Call it the Blues", "Your Song"), o visual extravagante (um blazer de cauda longa, com motivos tropicais!). Acho improvável que a platéia tenha se decepcionado com a apresentação, em suma. Mas, tendo em vista o tipo de público do Elton John (e o tipo de show), nada justifica essa apresentação não ter tido lugares sentados.
Pois bem, eis as datas e locais do Manu Chao em sua nova passagem pelo Brasil; até onde eu me lembro, vai ser a maior turnê que ele já fez por aqui:
11/02 São Paulo - Espaço das Américas
13/02 Salvador - Concha Acústica
14/02 Aracaju - Festival de Verão - Praia Atalaia
16/02 Brasília - Arena
18/02 Rio de Janeiro - Fundição Progresso
20/02 Balneário Camboriu - Rancho Maria's
21/02 Guaratuba falta confirmar o local.
Chao esteve no país pela última vez (pelo menos em missão oficial) em dezembro de 2007, para dar entrevistas e promover seu último disco, "La Radiolina", mas não fez shows (a menos que você considere tocar pro Serginho Groissman um show).
Vi a turnê desse disco em outubro de 2007, em Londres, na lendária Brixton Academy, abarrotada de gente. Foi, como sempre, um show espetacular e muito energético - quem já o viu no palco com sua (ótima) banda sabe que o sujeito é uma força da natureza, fica quicando o tempo todo.
Assim que mais informações pintarem, eu atualizo aqui.
Péricles Martins, mais conhecido como Boss in Drama, está com a agenda movimentada. Produz faixas para Bonde do Rolê, Killaqueenz e Girls Got Child (os dois últimos, da Austrália) e prepara lançamento do EP "Your Favorite EP", que sai no próximo dia 26, no MySpace. O primeiro single é a disco-funk-electro "Favorite Song", que você pode ouvir aqui.
Aproveitando que vai recomeçar a infeliz temporada "de olho nas toupeiras", uma proposta: que tal trocar todos os "BBB" por um show de calouros tipo os da TV japonesa? (atenção para a aparição de Barack Obama!)
Armado com um distinto piano, Elton John inaugura no sábado a temporada de grande shows no Brasil. Um show de Elton John é, na verdade, um grandioso espetáculo musical, em que a cenografia luminosa e as imagens no enorme telão são tão importantes quanto a execução das faixas. São Paulo (no sábado; Arena Skol Anhembi) e Rio (segunda; praça da Apoteose) verão um Elton John comportado, bem diferente do maluco que imprimia deboche e excessos ao rock and roll dos anos setenta.
Se nos determos no Elton John das melosas "Candle in the Wind" e "Don't Let the Sun Go Down on Me", ficamos com a impressão de que esse senhor, que recebeu o título de "sir", é um artista conservador, convencional. Não foi sempre assim.
Elton John era respeitado por gente como John Lennon (ele é padrinho de Sean Lennon), David Bowie (os dois "competiam" como "divas glam") e ganhou elogios de Dylan e Pete Townshend. Seu quinto disco, "Honky Château" (1972), foi ao número 1 da Billboard ao trazer músicas como "Rocket Man" e "Honky Cat". Aqui ele já criara parceria com o letrista Bernie Taupin.
O vinil duplo "Goodbye Yellow Brick Road", lançado em 1973, é o disco mais famoso e bem-sucedido do cantor (até hoje, já vendeu mais de 30 milhões de cópias). Estão nele faixas como "Goodbye Yellow Brick Road", "Saturday Night's Alright for Fighting" e "Bennie and the Jets". Elton John era grande fã de Buddy Holly e da música negra americana, e fazia questão de colocar essas influências em vigorosas melodias ao piano.
No final dos anos 1970, os elogios à música de Elton John começam a rarear. Ele interrompe a parceria com Taupin em "A Single Man", disco de 1978 que não vai bem em vendagens. A partir dos anos 1980, excursionou sem parar (inclusive realizando um famoso show em Moscou), tocando para milhares de pessoas e focando suas composições em baladas e faixas pop menos inspiradas. E tentou ganhar novos fãs ao tocar ao vivo com gente como Axl Rose, Pete Doherty e Eminem.
Esses shows no Brasil terão (ainda bem) repertório vasto. "Rocket Man" e "Your Song", por exemplo, serão mostradas ao vivo. Talvez valham o exercício de nolstalgia.
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Diego Cagnato Camila Cornelsen, do Copacabana Club
Na última sexta rolou em São Paulo o minifestival "Curitiba Vai Pro Inferno", com shows de quatro bandas curitibanas no clube Inferno. Apesar do atraso (a última banda encerrou o evento às 5h...), valeu a pena ficar até o final. O evento foi aberto pelo instrumental ruído/mm (ruído por milímetro). Vários instrumentos (guitarras, baixo, teclado, bateria...) criam paisagens sonoras abstratas, que exigem a atenção dos ouvintes. Quem se entrou no clima da banda viu um show original e estimulante.
O festival foi encerrado pelo Copacabana Club. Já falei deles por aqui (e devo continuar falando...): new wave, britpop, electro-pop estão a serviço de grudentas e dançantes melodias nas mãos desse quinteto. A banda tem apenas pouco mais de um ano de vida, mas é incrícel a postura de palco da vocalista Camila Cornelsen. Canta e dança muito bem, brinca com o público, mantém o clima lá em cima mesmo quando a banda sofre com alguns problemas de som. Faixas como "Just Do It", "Come Back" e "Sex Sex Sex" mostram que essa banda sabe compor usando apenas o necessário: não há excessos de guitarra; a bateria eletrônica não é invasiva, não há riffs supérfluos. São canções redondinhas, bem tocadas e divertidas. Precisa mais? Veja se eu estou exagerando aqui.
Curitiba Vai Pro Inferno - Quatro bandas da capital paranaense em SP; Inferno (r. Augusta, 501, Consolação; tel. 0/xx/11/3120-4140); sexta, a partir das 23h; de R$ 10 a R$ 15
La Noche Cool - Show da Juliana R. e discotecagem que vai da chanson ao psycho-folk; Berlin (r. Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3392-4594); sexta, a partir das 23h; R$ 12
John Selway - Após passar por uma pequena reforma, o Clash reabre com set do norte-americano; Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500); sexta, a partir das 24h; de R$ 40 (mulher) a R$ 50 (homem)
Dubversão - Se você gosta de dub, este é o projeto, capitaneado por Yellow P.; Tapas Club (r. Augusta, 1.246, Consolação; tel. 0/xx/11/2574-1444); sexta, a partir das 23h30; R$ 15
Matthew Dear - Tecno, minimal, tecno-pop, grooves, tudo entra no live PA desse texano; D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022); sábado, a partir das 24h; R$ 80
Memetics - O sobrado mais animado de São Paulo abriga discotecagem do reverenciado Guab; Neu (r. Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca); sábado, a partir das 23h; R$ 15
Miranda Kassin - Se Amy Winehouse não vem até nós...; Studio SP (r. Augusta, 591, Consolação; tel. 0/xx/11/3129-7040); sábado, a partir das 23h; R$ 25
Justice e arquitetura. É sério: a cruz, símbolo da dupla francesa, inspirou o desenho de uma casa, feito pelo escritório de arquitetura Planda. A dica veio daqui e o vídeo explicativo sobre o projeto está abaixo.
Faz algum tempo que não curto muito mash-ups, mas esse é demais: Animal Collective + Jamie Principle. O Animal Collective acaba de lançar o disco "Merriweather Post Pavilion", que traz "My Girls" como uma das faixas. Pois "My Girls" tem melodia beeeeeem parecida com a de "Your Love", clássico house produzido pelo norte-americano Jamie Principle. ("Your Love" já havia ganhado uma versão roqueira pelas mãos do Friendly Fires.) Pois alguém notou a semelhança (descobri via este cara) e fez um mash-up com "My Girls" e "Your Love". Ficou ótimo! Ouça abaixo. (Em seguida rola um mash-up feito com "Your Love" e Justin Timberlake.)
Curitiba vai pro inferno. Parece maldição do Zé do Caixão, mas é o nome do minifestival que reúne, nesta sexta-feira (9 de janeiro), quatro bandas da revigorada cena rock da capital paranaense.
Sabonetes, Heitor e Banda Gentileza e as excelentes ruído/mm (lê-se ruído por milímetro) e Copacabana Club são as bandas escaladas para o evento, que rola no clube Inferno (r. Augusta, 501, Consolação; SP; tel. 0/xx/11/3120-4140) a partir das 23h. Ingressos: de R$ 10 a R$ 15.
ruído/mm é um septeto formado em Curitiba há pouco mais de quatro anos. No palco, encontra-se teclado, quatro guitarras, contrabaixo, bateria e uma sanfona. A música é instrumental, alternando-se, basicamente, entre passagens lentas e delicadas e sequências ferozes e rápidas. Folk, psicodelia, rock, punk e pós-rock são termos que podem ser utilizados para classificar o que o ruído/mm faz. Ao retirar os vocais e focar na instrumentação, o grupo procura criar paisagens visuais e despertar sensações nos ouvintes (coisas comuns no rock instrumental). André Ramiro, um dos integrantes, explica a este blog: "A idéia do instrumental é trabalhar como cinema, como uma trilha sonora, dar ênfase na parte visual da música".
O ruído/mm
A banda já lançou dois EPs: "Série Cinza" e, o mais recente, "Praia", que contém o épico "Praieira". "Nossa idéia é nunca fazer um disco que dure mais de 40 minutos. Pra não cansar o ouvinte", avisa André.
Copacabana Club
Já o Copacabana Club é conhecido deste espaço. Assisti a um fantástico show deles na Funhouse, há alguns meses, em que a vocalista, a carismática Camila Cornelsen, terminou a apresentação gritando no meio do público. New wave, power-pop, Primal Scream, garage rock. Está tudo ali, como nas imediatas "Just do It" e "Come Back", que estão no primoroso EP "King of the Night".
O Copacabana Club (ô nominho feio...) está em estúdio gravando outras duas músicas, "Sex Sex Sex" e "Miss Melody". "Temos dez faixas prontas, que tocamos nos shows, e outras três que ainda não estão 100%", conta Camila. "Uma delas é uma balada romântica." Será a primeira faixa lenta gravada pelo quinteto. "Queremos fazer músicas que tenham alto astral. Talvez por isso nunca gravamos uma balada, pois todas ficavam muito tristes. Essa é a primeira que tem um clima para cima."
Os horários dos shows:
0h - ruído/mm; 1h - Heitor e Banda Gentileza; 2h - Sabonetes; 3h - Copacabana Club.
Enquanto eu estava fora, Laerte lançou um blog, Manual do Minotauro, no qual está, inclusive, colocando comentários (ainda muito esporádicos, infelizmente). Se eu soubesse, já teria incluído na minha lista de melhores quadrinhos de 2008.
E já que estamos falando dos Coutinho, vale lembrar que o filho do homem também tem um blog e, dentre outras coisas, escreve sobre seu projeto com Daniel Galera, "Cachalote", que muita gente boa já está alardeando como a melhor HQ brasileira em muito tempo.
Alfred Shaheen, o criador das camisas havaianas, morreu. Ele tinha 86 anos
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O trio Peter, Bjorn and John está com música nova. E eles passaram a faixa pra quem? Bem, os suecos passaram "Nothing to Worry About" para este blog.
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Quer ouvir algumas faixas de "Years of Refusal", novo disco do Morrissey? Clique aqui.
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Adorava Ash, banda da Irlanda do Norte de power-pop que fez, entre outras coisas bem legais, "Shining Light" e "A Life Less Ordinary". O grupo tinha como guitarrista a fofa Charlotte Hatherley, que saiu da banda e já lançou dois discos solo, em que mergulha na união entre ruídos e melodia. O terceiro, "Cinnabar City", que sai em algum dia ainda neste 2009, trará a pegajosa "This Is Pop", que dá para ouvir aqui. Vai que vale a pena.
"Tenho 34 anos. Faz literalmente uma década desde que eu fui a um show, fechei meus olhos, dancei como uma boba e queria que aquele momento nunca terminasse. Tudo o que eu pensava foi em querer que todos os que eu conheço pudessem testemunhar esse show."
Geraldo Filme (Foto: arquivo pessoal Heron Coelho)
Quando me mudei do Rio pra São Paulo, em 2004, não achava que a cidade era o "túmulo do samba" - já conhecia bem (e gostava muito de) AdoniranBarbosa - mas também não tinha muita idéia de como o samba corria por aqui.
Aí, logo nas minhas primeiras semanas, me levaram numa segunda-feira ao Ó do Borogodó, aquele típico bar de samba que a maioria dos cariocas acha que só existe na Lapa. Quem estava cantando (e bem) era uma cantora nova, Fabiana Cozza. A certa altura, ela cantou uma música que eu nunca tinha ouvido, mas que gostei de cara. Um colega do grupo em que eu estava me informou: era "Batuque de Pirapora", do Geraldo Filme.
Foi assim que eu conheci e passei a gostar dessa grande figura do samba paulista, Geraldo Filme, que está sendo homenageado a partir de hoje no CCBB de São Paulo com a série de shows intitulada "É Tradição e o Samba Continua..." (tirada da letra de outro grande clássico seu, a sensacional "Tradição (Vai no Bexiga pra Ver)". O show de hoje é exatamente com a Fabiana Cozza (mais o Quinteto em Branco e Preto). A programação é semanal, toda terça, até 3/2 (a cada semana um par de artistas, pelo menos; semana que vem tem outras duas instituições que me apresentaram por aqui: Comunidade do Samba da Vela e Osvaldinho da Cuíca).
Eminem está pra lançar novo disco, e o primeiro single, "Crack a Bottle", está em sua versão final no You Tube. A faixa tem (a característica) produção do Dr. Dre (rap "west coast", de batidas meio lentas, quase preguiçosas, mas suingadas) e participação (dispensável...) do 50 Cent.
A propósito de pergunta de leitor nos comentários. A festa de lançamento do disco do Little Joy (banda de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti) acontece no clube Clash em 28 de janeiro. Os ingressos custarão R$ 60 (antecipado) e R$ 70 (na porta) e começam a ser vendidos no próximo dia 14. Para comprar: lojas Chilli Beans dos shoppings Ibirapuera e Anália Franco e da galeria Ouro Fino. Também dá pra comprar ingressos no próprio clube, em horário de funcionamento noturno. A festa começa às 22h, mas a banda não deve entrar no palco antes da meia-noite. O carioca Mauricio Valladares será o DJ da noite. O Little Joy toca ainda em Porto Alegre (27/1; Bar Opinião), Belo Horizonte (30/1; Freegels) e Rio de Janeiro (6/2; Circo Voador).
A "Rolling Stone" brasileira chegará às bancas na sexta-feira (9 de janeiro) com um especial sobre os melhores de 2008 segundo a revista. Para a "RS", o destaque nacional foi a banda NX Zero, porque recebeu vários prêmios e faz uma média de 15 shows por mês. O destaque internacional é Katy Perry. Abaixo, as listas de melhores discos e canções do ano, segundo a revista.
1 - "Paper Planes", M.I.A. 2 - "Viva La Vida", Coldplay 3 - "Human", The Killers 4 - "Machine Gun", Portishead 5 - "Never Miss a Beat", Kaiser Chiefs 6 - "Mercy", Duffy 7 - "Pork & Beans", Weezer 8 - "I Kissed a Girl", Katy Perry 9 - "Time to Pretend", MGTM 10 - "The Shock of the Lightning", Oasis
Melhores discos nacionais
1 - "Artista Igual Pedreiro", Macaco Bong 2 - "Mallu Magalhães", Mallu Magalhães 3 - "Na Confraria das Sedutoras", 3 na Massa 4 - "Donkey", CSS 5 - "Labiata", Lenine 6 - "Punx", Guizado 7 - "Japan Pop Show", Curumin 8 - "Pareço Moderno", Cérebro Eletrônico 9 - "Inclassificáveis", Ney Matogrosso 10 - "Conecta ao Vivo no Cinemathèque", Marcos Valle
Melhores discos internacionais
1 - "Dear Science", TV On the Radio 2 - "Modern Guilt", Beck 3 - "Third", Portishead 4 - "Jukebox", Cat Power 5 - "Oracular Spectacular", MGMT 6 - "Lay it Down", Al Green 7 - "Consolers of the Lonely", The Raconteurs 8 - "Viva La Vida or Death and All His Friends", Coldplay 9 - "Acelerate", R.E.M 10 - "Day & Age", The Killers
Uma das principais gravadoras independentes do país, a Monstro Discos, sediada em Goiânia, virou tema de documentário. A história do selo será exibida em curta realizado pelas produtoras Feelmes e Sertão Filmes. O documentário, dirigido por Antonio Guerino, traz cenas de shows e depoimentos dos sócios do selo. Ainda sem um título definido, o filme deve ser lançado até maio. É a semente da qual brotará a realização de um longa documental sobre o selo e um longa ficcional _este sobre a cena roqueira de Goiânia e que tem como título "Em Terra de Cowboy Quem Toca Guitarra É Doido".
Se Elton John e o Little Joy inauguram a temporada de shows do ano (o primeiro nos dias 17 e 19 deste mês, em SP e no Rio; o segundo, em Porto Alegre, SP, BH e Rio, entre 27/1 e 6/2), o inimitável Morrissey aparece com "Years of Refusal", nono disco de estúdio, com lançamento previsto para 16 de fevereiro. O álbum, claro, já circula na net, e o primeiro single, "I'm Throwing My Arms Around Paris", pode ser encontrado facilmente. Se a música é uma típica faixa Morrissey (nem uma balada, nem uma pedrada), o disco "Years of Refusal" é quase todo vitaminado por um rock agressivo (e com a característica ironia agridoce do Morrissey). Se "You are the Quarry" e "Ringleader of the Tormentors", os anteriores, já tiravam Morrissey de uma certa mediocridade que o acompanhava nos anos 1990, pós-Smiths, "Years of Refusal" corrobora a boa fase desse inglês único, dono de letras como "Something Is Squeezing My Skull", "It's Not Your Birthday Anymore" e "All You Need Is Me".
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O Arcade Fire está com faixa nova. Para ouvir "Burning Bridges", é simples: entre aqui, digite seu email e eles te mandam o MP3 da música. "Burning Bridges" na verdade não é nova; é uma faixa inédita que será finalmente lançada com "Miroir Noir", documentário sobre a produção do mais recente disco da banda, "Neon Bible", e que contêm também cenas de shows do grupo. E a música vale a pena? Bem, "Burning Bridges" é apenas a versão instrumental de "Burning Bridges, Breaking Hearts", ou seja, eles reeditaram a faixa e a vendem como algo "inédito". Do jeito que ficou, não parece uma faixa instrumental, mas uma faixa... sem vocal. Em entrevista ao Pitchfork, Win Butler, vocalista do AF, confirmou que a banda fez a trilha de "The Box", próximo filme do Richard Kelly (de "Donnie Darko"), e que eles já estão preparando álbum novo.
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Prince, ele, também aparece com novidades. Em dezembro de 2008, o multiinstrumentista, cantor, compositor e esquisita figura do pop, soltou quatro novas faixas num programa de rádio da Indie 103, emissora de Los Angeles. São elas: "Crimson and Clover" (um cover de Tommy James), "4Ever", "Wall of Berlin" e "Colonized Mind". Prince agora colocou no ar o site www.lotusflow3r.com, em que aparece a mensagem "January 2009: an entirely new galaxy awaits..." e onde dá para ouvir algumas dessas faixas novas, como a inédita "(There'll Never B) Another Like Me". Ele diz que em 2009 lançará não um, mas TRÊS novos discos.
Sobre as músicas, o cover é meio chatinho, com uma guitarra alta mas inócua; já "(There'll Never B) Another Like Me" é um funkão típico de Prince: batidinhas quebradas, um vocal safado e um refrão bem amarrado.
O primeiro show a que assisti em 2009 foi o dessa moça aí acima, a baiana Mariene de Castro. Tinha ouvido falar dela pela primeira vez na participação que ela fez no CD/DVD que a Beth Carvalho lançou no ano passado (apesar de ter gravado em 2006), dedicado aos sambas da Bahia. Como eu estava em Salvador na sexta passada (02/1), quando ela ia se apresentar no seu projeto Santo de Casa, fui lá conferir se a moça era isso tudo que andavam vendendo.
E ela é. É verdade que estava jogando em casa, para um público (de cerca de 2.500 pessoas) completamente fã, mas nada disso tira seu mérito como cantora. Com uma voz ótima e de grande alcance (lembrando uma Alcione jovem, ocasionalmente), um domínio de palco absoluto e muita noção de performance (lembrando Clara Nunes, de quem cantou "Ê Baiana" e "Conto de Areia"), Mariene é carismática e se vale de um ótimo repertório (que mistura seu único disco com clássicos do samba baiano como Caymmi etc.) para fazer um show muito animado e muito bem amarrado.
O show teve ainda a participação (dispensável) do Seu Jorge, que não tinha colírio e, portanto, entrou de óculos escuros, mandando uma de suas tradicionais frases nonsense ("Obrigado, Mariene, obrigado a esse público, só o topo da cadeia alimentar, classe média alta mesmo").
Noves fora, é mais uma grande sambista da nova geração (junto com minha favorita Roberta Sá) que merece atenção. Que volte a São Paulo e que lance um novo disco!
No domingo (ou seja, ontem, 4/1), já em São Paulo, assisti ao show de Chico César no Sesc Vila Mariana, turnê de seu último disco, o bom "Francisco Forró y Frevo", que, como o título indica, é dedicado aos ritmos nordestinos (mas com leves toques de eletrônica, graças à produção de Bid e à mixagem do pau-pra-toda-obra Mário Caldato Jr.).
O show foi nessa toada forro/frevo, com boas canções novas como "Girassol", a divertida "Feriado" e "Dentro" (que, por acaso, tem a participação do Seu Jorge, mas não a teve ao vivo), além de "sucessos que o público sempre quer ouvir" tipo "Pensar em Você" (que ele fez pro Roberto e, numa boa jogada, misturou com uma do Roberto, "Nossa Canção") e a indefectível "Mama África". Foi um bom show, animado como sempre (inclusive pela figura carismática e divertida que é o paraibano), ainda que limitado pelo formato do teatro, em que o público fica sentado - é nitidamente um show para ser visto em pé, dançando (há, inclusive, uma quadrilha - que, obviamente, não pôde ser executada com a platéia nas cadeiras).
E, com isso, começamos 2009. Logo logo vem tia Elton por aí e, é claro, tem os "creeps" chegando...
ps: naquela velha conversa sobre rádios, que volta e meia reaparece por aqui, ouvi muito a ótima Rádio Educadora durante minha estadia em Salvador. É um exemplo (basicamente de MPB, até onde eu ouvi) a ser seguido.
Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000. Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.
Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005. Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen
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