Ilustrada no Pop

 

 

Documentários pauleira

Acabei de receber um e-mail de assessoria falando sobre este documentário dedicado ao Ratos de Porão, com estreia marcada para 9 de maio, em São Paulo. Nem sabia que esse projeto estava em andamento, mas acho ótima ideia - o Ratos é uma das bandas mais interessantes e mais pé na jaca do cenário nacional. E são divertidos pacas nos shows, assisti a uma meia dúzia já (inclusive um com o Sepultura, na turnê do "Roots", a última do Max) e sempre achei divertido, se você entende o clima.

Além desse, vale lembrar do "Brasil Heavy Metal", outro documentário nacional que vem por aí. E, é claro, o "Flight 666".   

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h44

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A culpa é da chuva - e do público

Um rapaz mandou uma carta pro Guia da Folha da última sexta reclamando do caos no show do Iron Maiden em São Paulo. "A desorganização começava já na chegada, com inúmeros flanelinhas e filas quilométricas e sem segurança", dizia ele, concluindo com o drama da saída: "Algumas luzes foram desligadas meia hora depois do show e parte das barras de proteção e grades de ferro ficou jogada pelo caminho, machucando muitas pessoas".

A resposta da Mondo Entretenimento é um primor: "Quanto à demora na entrada, as pessoas chegaram muito cedo e a chuva atrasou a abertura dos portões. Na saída, todo o público quis sair ao mesmo tempo e a segurança teve de retirar tapumes para alargar a passagem".

Lembrou a inacreditável explicação dada para os problemas do show do Elton John, né não? O público, esse estorvo... não fosse por ele (e pela chuva, essa sem-noção que cai nas horas erradas), todos os shows dariam certinho! Onde é que já se viu todo mundo pensar em ir embora quando acaba o show?

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h36

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Radiohead - temporada de caça

Então, aparentemente, a maioria das pessoas que assitiu ao show do Radiohead gostou bastante do que viu (no alarms, no surprises até aí). O outro lado da moeda é que a maioria achou a organização precária, para dizer o mínimo (no alarms, no surprises até aí também). Festival após festival, grande show após grande show, a gente vai, cobre, e volta com críticas suficientes pra encher páginas e páginas. Só nas últimas semanas, o show do Iron Maiden em Interlagos foi o caos e o do Radiohead na Chácara do Joquéi, idem. Dando voz aos leitores, portanto:

Ricardo, SP - Que lugar é aquele? E, em particular, que LIXO de estacionamento era aquele? Quem chegou depois das 18h pagou R$ 35 pra deixar o carro no ponto mais alto de um morro enlameado, escuro e cheio de mato. Sem exagero: se tivesse chovido de verdade, metade do público não conseguiria sair dali. Não conseguiriam "escalar" o estacionamento escorregadio, nem haveria carro que desse conta de superar a lamaceira. Fora isso, a tal chácara, talvez pra fazer jus ao nome, tinha poças d´água por toda parte e fedia a esterco. Lamentável...

Marcelo Promenzio, SP - O tão esperado show do Radiohead em São Paulo, foi exemplo notável de como não se produzir um evento. Primeiramente pela escolha do local, numa região de dificil acesso, cheia de obras, sem transporte público suficiente, sem áreas para estacionamento, ou seja sem condições para receber um evento dessa proporção. Parece que a organização do evento não se preocupou em fazer uma parceria com a prefeitura para que houvesse uma estrutura de transporte público como da Formula 1 ou de outros eventos de grande porte. Isso aliviaria em boa parte do transtorno para se chegar ao local... parecia trânsito de hora do rush. A chacara do Jockey é um lugar para treinamento de cavalos e nós, o público, fomos tratados como animais, sendo obrigados a pisar em poças fétidas que aparentemente recheadas de esterco, banheiros impraticáveis, falta de áreas descanso

Anderson, PR - Para um evento em que foram cobrados R$ 200 de entrada foi um completo absurdo. Na entrada os seguranças tratavam as pessoas como gado. Dentro do local lama, banheiros horríveis e comida a preços extorsivos. Na saída nem se fala, se há alguém mais exaltado seria fácil de acontecer uma tragédia. Musicalmente inesquecível, estruturalmente revoltante.

A questão do estacionamento talvez seja a que deu problemas mais sérios (e já não foi a primeira vez, aliás): segundo descrição de repórteres aqui da Folha, alguns pilantras arrombaram portões de terrenos vizinhos e foram colocando carros para dentro (a R$ 50); ao fim do show, o povo que estacionou se deparou com os donos no local, reclamando da invasão ilegal, e seus carros detonados.

Por fim, uma questão que parece secundária para o público presente, mas que foi bem observada pelo ombudsman da Folha, que estava lá:

"Outro aspecto que me chamou a atenção foi que – em contraste com o que eu costumava ver em shows parecidos nos EUA – não há cestas de lixo para a plateia usar. Durante todo o espetáculo, faxineiras percorriam o espaço para recolher copos e sujeiras do chão. Típico do Brasil: em vez de educação cívica, exploração de mão de obra barata para manter a higiene."

Na mosca. Conversei com uma das faxineiras e perguntei quanto ela ganhava para trabalhar ali: R$ 25, para ficar limpando das 19h às 5h. Não deve faltar muito pra esse tipo de coisa se encaixar no que a OIT define como 'trabalho em condições análogas à escrivadão'.

Enfim, o acerto na parte musical foi prejudicado pelos incontáveis erros de organização.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h59

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Menos Radiohead?

Trecho do texto do Thiago na capa da Ilustrada de hoje (on-line para assinantes do jornal e do UOL):

"Ingressos
A escalação do Los Hermanos no Just a Fest é um indício da popularidade que a banda ainda conserva. O grupo carioca foi procurado pelos organizadores porque Radiohead e Kraftwerk, as principais atrações, não conseguiram atrair o público esperado.
Até o início da tarde de ontem, ainda havia ingressos disponíveis para as duas datas do Just a Fest, no Rio e em São Paulo."

Então é assim: o Radiohead sozinho não atrairia 30 mil pessoas em São Paulo e 35 mil no Rio (que é a carga que foi colocada à venda); aí chamaram o Los Hermanos e, ainda assim, não esgotaram previamente as entradas - e há uma boa chance de que não esgotem at all (ps: acaba de sair a notícia de que esgotaram em São Paulo: http://musica.uol.com.br/ultnot/2009/03/20/ult89u10423.jhtm; não que isso mude o ponto central deste post). E isso porque a expectativa da organização era de que os ingressos para São Paulo se esgotassem em 8 de dezembro do ano passado (quando o Los Hermanos nem estava incluído).

Agora, o que isso nos diz? É um sinal sobre o preço dos ingressos? É um sinal de que o Radiohead, pelo menos no Brasil, só é um fenômeno de mídia? Sinceramente, não sei. Mas alguma coisa isso indica, não?

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 11h36

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Mais Radiohead?

Thom Yorke já está no Rio. Hospedado no Fasano.

De saco cheio com tanto Radiohead? Então fica com esse vídeo estiloso de "Zero". Que música boa...

Escrito por Thiago Ney às 17h50

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A vez dos Copas

E rolou no último fim de semana, em Curitiba, show de lançamento do clipe de "Just Do It", um já hit dos ótimos Copacabana Club. A música vai ser lançada em single, ao lado de um remix do também curitibano Boss in Drama. No show, os Copas mostram que são das bandas mais divertidas do país hoje. Faixas como "Sex Sex Sex" e "Come Back" são roqueiras e dançantes na medida. Aqui está o remix do Boss in Drama e, abaixo, o caprichado clipe de "Just Do It".


Copacabana Club - Just Do It from Banzai Studio on Vimeo.

Escrito por Thiago Ney às 17h03

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Radiohead, "Creep" e "Karma Police"

O Radiohead fez o segundo show no México, antes de vir ao Brasil. O setlist de segunda-feira foi diferente daquele tocado no domingo: por exemplo, "Creep", "The Bends" e "Karma Police" entraram no segundo show; "Fake Plastic Trees", "My Iron Lung", "Just" e "Street Spirit" caíram, entre outras mudanças. Veja o setlist do segundo show no México:

1- "15 Step"
2- "There There"
3- "The National Anthem"
4- "All I Need"
5- "Kid A"
6- "Karma Police"
7- "Nude"
8- "Weird Fishes/Arpeggi"
9- "The Gloaming"
10- "Talk Show Host"
11- "Videotape"
12- "You And Whose Army?"
13- "Jigsaw Falling Into Place"
14- "Idioteque"
15- "Climbing Up The Walls"
16- "Exit Music (For a Film)"
17- "Bodysnatchers"

Primeiro bis:
18- "How To Disappear Completely"
19- "Paranoid Android"
20- "Dollars And Cents"
21- "The Bends"
22- "Everything In Its Right Place"

Segundo bis:
23- "Like Spinning Plates"
24- "Reckoner"
25- "Creep"

Abaixo, a gritaria dos mexicanos com "Karma Police"

Escrito por Thiago Ney às 16h42

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Ideias

Árvore recarregadora. Daqui.

Apenas um cômodo.

Escrito por Thiago Ney às 18h32

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A quem interessar

Está para entrar em cartaz (pelo menos nos EUA) "When You're Strange", documentário sobre o Doors.

*****

Rafaella di Laurentis está produzindo "McGiver", filme baseado na série "Profissão: Perigo".

*****

Aqui dá para ver o trailer de "The Limits of Control", filme do Jim Jarmusch com Bill Murray.

*****

Anthony Bourdain comenta (e apavora com) programas de TV de gastronomia.

*****

Trent Reznor diz que o disco novo de Chris Cornell é constrangedor. Cornell chama Reznor de "Judas". Tudo via Twitter, claro.

Escrito por Thiago Ney às 18h15

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Pet Shop Smiths

No "Observer", Johnny Marr entrevista Neil Tennant e Chris Lowe, os Pet Shop Boys (a dupla está pra lançar "Yes"; o primeiro single do disco, "Love Etc.", ganhou remix do Gui Boratto). Na entrevista a Marr, os Pet Shop Boys falam sobre coisas tão importantes quanto juro alto ou crise econômica: os anos 1980 foram melhores do que os 1990? O pop pode ser arte?

Escrito por Thiago Ney às 18h02

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Boas da semana

 
CB 3 Anos - Um dos bons locais para comer bem e ouvir rock completa três anos com festa especial. CB (r. Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-8971); terça, a partir das 24h; R$ 20

Funhell - Quarta fervida: público colorido, electro-rock, jogação. Funhouse (r. Bela Cintra, 567, Consolação; tel. 0/xx/11/3259-3793); quarta, a partir das 23h; R$ 10

Freak Chic - A festa recebe o animado live do curitibano Boss in Drama. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022); sexta, a partir das 24h; de R$ 30 a R$ 40 

Claro Intelecto - Após a não-vinda no ano passado, o inglês finalmente mostra seu live PA. D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022); sábado, a partir das 24h; R$ 60

Ludo - Estreia do projeto que pretende reunir house, disco-punk, acid etc., com Marcio Vermelho e Pareto. Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); sábado, a partir das 24h; de R$ 30 a R$ 35

Radiohead - Finalmente, a banda em SP. E ainda tem Kraftwerk e Los Hermanos. Chácara do Jockey (r. Francisco Morato, 5.100); domingo, a partir das 17h30; R$ 200

Escrito por Thiago Ney às 17h50

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Semana Radiohead

E começou ontem, domingo, a semana em que o Radiohead será o assunto principal do mundo pop. Thom Yorke e cia. fizeram ontem o primeiro show da turnê latino-americana, na Cidade do México. Na sexta, é a vez da pça. da Apoteose (Rio) e, domingo, da Chácara do Jockey (SP). Ainda há ingressos pros dois shows (mais infos aqui).

No México, o setlist do show de domingo (haverá outro na cidade nesta segunda) não fugiu àqueles apresentados na turnê mundial, no ano passado. Muita coisa do "In Rainbows", do "Kid A", e velharias do "The Bends". Dá uma olhada:

1- "15 Step"
2- "Airbag"
3- "There, There"
4- "All I Need"
5- "Nude"
6- "Weird Fishes"
7- "The Gloaming"
8- "The National Anthem"
9- "Faust Arp"
10- "No Surprises"
11- "Jigsaw Falling Into Place"
12- "Lucky"
13- "Reckoner"
14- "Optimistic"
15- "Idioteque"
16- "Fake Plastic Trees"
17- "Bodysnatchers"

Primeiro bis
18- "Videotape"
19- "Paranoid Android"
20- "House of Cards"
21- "My Iron Lung"
22- "Street Spirit (Fade Out)"

Segundo bis
23- "Pyramid Song"
24- "Just"
25- "The One I Love (REM)"/"Everything In Its Right Place"

 Veja como ficou "Lucky":

*****

Antes de embarcar para o México, o guitarrista Ed O'Brien disse à "BBC" que a banda já está trabalhando em novas faixas e que o Radiohead deve excursionar pela Europa no meio do ano.

*****

No México, Radioheadmania. O jornal "Excelsior", por exemplo, fez uma cobertura da passagem de som da banda... O jornal também conta como foi o primeiro dos dois shows grupo no México.

*****

Após tocar no México, a banda desembarca no Rio na quarta à noite.

Escrito por Thiago Ney às 13h59

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"Borderline", pelo Flaming Lips + novo do Metric

E, vejam vocês, parece que o Wayne Coyne, além de ficar batendo boca em público com o Arcade Fire, ainda continua fazendo música. Essa cover de "Borderline", da Madonna, ficou bem legal. Começa meio "onde é que isso vai parar?", mas engrena quando entra o vocal, e vai bem daí por diante.

***********************************

Já o novo disco do Metric, "Fantasies", já começa bem legal, com "Help I'm Alive" e "Sick Muse"; ainda não ouvi todo, mas está em streaming no site da banda (eu ia colocar aqui, mas é daqueles que começa a tocar sozinho quando o site carrega, e isso é chato pacas). 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h44

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Radiohead - set list 2006

Em 2006 eu vi o Radiohead no V Festival, na Inglaterra. Foi um show espetacular em todos os sentidos - visualmente, em termos de animação da banda e do público e, principalmente, por conta do set list. Não sei o que eles vão tocar aqui no Brasil, mas é fácil supor que, pela inclusão de músicas do "In Rainbows", não vai ser um set list exatamente como o daquele dia. O que é uma pena, aliás, porque eu assistiria de novo um show idêntico a esse, sem tirar nem por:

"Airbag"
"2+2=5"
"The National Anthem"
"My Iron Lung"
"You And Whose Army?"
"Bodysnatchers"
"The Bends"
"Nude"
"No Surprises"
"The Gloaming"
"Paranoid Android"
"All I Need"
"Pyramid Song"
"Lucky"
"Just"
"Idioteque"
"Street Spirit (Fade Out)"

Encore 1:
"A Wolf At The Door"
"There There"
"Karma Police"
"True Love Waits"
"Everything In Its Right Place"

Encore 2:
"Creep"

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h11

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Maiden in Rio

Vim ao Rio para acompanhar a passagem do Iron Maiden por aqui; comentários pontuais:

1) "Flight 666", o filme que teve pré-estreia mundial na cidade, no sábado, é um bom filme para fãs - no Odeon, teve coro e tudo em clássicos como "Aces High"; como cinema, é fraco. Os diretores (os mesmos de "Metal: A Headbanger's Journey", que é melhor) são pouco experientes e isso fica evidente para qualquer um que consiga se distanciar um mínimo (ou seja, que não esteja ali assistindo a um culto, como boa parte dos fãs estavam): as cenas de palco alternadas com as cenas de estrada mais as entrevistas cansam rapidamente, porque são todas iguais (e amontoam todos os clichês disponíveis); muda a música, mas não mudam as tomadas (no milésimo close na fila do gargarejo fazendo o chifrinho com as mãos, dá vontade de sair da sala) nem a estrutura careta do filme. Pior do que isso, achei que o filme só reforça os velhos estereótipos sobre os headbangers (só aparecem clones de Beavis e Butthead, é impressionante), o que é um desserviço à classe.

2) Ainda sobre o filme, fiquei com a impressão de que o Brasil aparece pouco, em comparação com outros países: é um trecho de "Heaven Can Wait" em São Paulo, uma entrevista com a figuraça que fez 172 tatuagens do Maiden (e que é pastor!) e duas cenas rapidíssimas de Curitiba e Porto Alegre

3) Sobre a cerimônia em si, rolou um favorecimento aberto e descarado aos jornalistas estrangeiros que foram convidados a vir ao país para assistir à pré-estreia; eles ficaram fisicamente na frente dos brasileiros (que estavam em um cercadinho) e tiveram preferência na hora de sentar ao lado da banda no cinema; ou seja, podiam ter lançado o filme em Londres

4) Sobre o show, na praça da Apoteose, ele foi basicamente o mesmo que São Paulo viu no ano passado (e verá hoje de novo). As mudanças do set list foram as seguintes: sairam "Revelations", "Heaven Can Wait", "Moonchild", "Can I Play with Madness" e "The Clairvoyant" e entraram "Children of the Damned", "Wrathchild", "Phantom of the Opera", "The Evil that Man Do" e "Sanctuary". Em suma, foi um grande show, ancorado em um repertório realmente espetacular; é difícil que a banda venha a fazer qualquer coisa do nível dessa turnê daqui pra frente. Sorte de quem viu.

5) Ou Bruce Dickinson se confundiu ou o show de ontem foi um fiasco de público: no palco, o vocalista falou que aquele era o "maior show do Maiden no Rio, para 50 mil pessoas" (ele falava, obviamente, de shows individuais, sem contar festivais). A estimativa oficial divulgada pela produção, com base em informações da polícia, foi de 22 mil pessoas presentes. Ou seja, se Dickinson estava certo (e era um show de 50 mil ingressos), então vendeu menos da metade. Se não me falha, o show era para 40 mil, ou seja, vendeu pouco mais da metade, um resultado ruim ainda assim

6) E, pra fechar, pra série "Onde está o dinheiro?", uma declaração do empresário da banda, Rod Smallwood, em entrevista a "O Globo": "Quando viemos em 2005 [ao Brasil], os shows não nos renderam um centavo, mesmo com públicos de mais de 20 mil pessoas".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 14h42

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Database e Fatboy Slim

O Database foi chamado pra remixar uma das faixas do Brighton Port Authority, o projeto do Fatboy Slim que traz participações do Iggy Pop, David Byrne, Dizzee Rascal etc. Mas essa união está indo mais longe. O Database, dupla formada por Lucio Morais e Yuri Chix, acaba de assinar contrato com o selo Southern Fried, do Fatboy Slim. O duo vai lançar na Europa um single com duas versões de "Miami" (colaboração com o Bonde do Rolê) e ainda a ótima "French Winter".

Escrito por Thiago Ney às 16h05

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Dwarfed Punk

Gênio.

Escrito por Thiago Ney às 18h26

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De Mickey Rourke a "Watchmen"

Com insistência de Robert Downey Jr. (no Globo de Ouro e no Oscar, segundo a "Variety"), o renovado Mickey Rourke fará o vilão em "Homem de Ferro 2". Por apenas US$ 250 paus (leia-se: 250 mil dólares). O agente dele está tentando aumentar esse valor.

*****

Você está de que lado: dos que curtiram ou dos que odiaram "Watchmen"? Nos EUA, noticia-se a fuga de várias pessoas durante algumas sessões.

*****

Scissor Sisters, ainda mais camp (se isso é possível), em "Do the Strand", cover do Roxy Music.

Escrito por Thiago Ney às 15h38

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Imagens do dia

Daqui.

Escrito por Thiago Ney às 15h19

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South Park e Jonas Brothers

Aproveitando o anúncio das apresentações do Jonas Brothers no Brasil: teve início nos EUA a 13ª temporada de South Park. No primeiro episódio, Kenny leva a namoradinha a um show do Jonas Brothers. É demais. Veja por aqui.

Escrito por Thiago Ney às 14h19

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A maratona Michael Jackson

Michael Jackson anunciou uma série de dez shows em julho, na O2 Arena, em Londres (a mesma que recebeu show do Zeppelin um tempo atrás). Os ingressos sumiram. Empolgados, os agentes do popstar anunciam uma residência de 45 (sim, quarenta e cinco) noites na cidade inglesa (os shows devem terminar apenas no início de 2010. O "Daily Mirror" soltou um provável setlist dos shows (e se for isso mesmo, não está ruim, não...):

1) Billie Jean
2) Wanna Be Startin' Something
3) Rock With You
4) The Way You Make Me Feel
5) Don't Stop Till You Get Enough
6) I Just Can't Stop Loving You
7) Human Nature
8) Smooth Criminal
9) Girlfriend
10) Man in the Mirror
11) Beat It
12) One Day in Your Life
13) Heal the World
14) You Are Not Alone
15) Remember The Times
16) Thriller

Quarenta e cinco noites de Michael Jackson em Londres. Será que Londres aguenta?

Escrito por Thiago Ney às 13h48

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Jack "Blues" White

Jack White forma nova banda. Com Alison Mosshart (The Kills), Jack Lawrence e Dean Fertita, ele aparece sob o nome The Dead Weather. Muito mais do que no White Stripes ou no Raconteurs, White vai atrás das entranhas do bluesgrass nas duas faixas que rodam pela rede: "Hang You from the Heavens" e "Are Friends Electric?", inusitada cover de Gary Numan. Esta última está no vídeo abaixo.

Escrito por Thiago Ney às 13h35

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Imagens do dia

Arte e urbanismo. Por que esse diálogo não acontece com uma frequência maior? (via)

Escrito por Thiago Ney às 18h06

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Super festa adolescente

Já falei aqui sobre o Wavves? Acho que sim, mas um motivo pra voltar à banda é esta entrevista do Nathan Williams, o cara por trás do Wavves, ao Drowned in Sound. O Wavves é dos nomes mais surpreendentes a aparecer nos últimos meses: garage-rock-surf-noise-pop, tudo junto, tudo bem misturado. Na entrevista ao DIS (entrevista que nem é essas coisas, mas vá lá...), Williams diz que grande parte das influências que o perseguem surgiram na época em que ele trabalhava numa loja de discos em San Diego. Se você não conhece Wavves, dê uma olhada em "So Bored"...

... e em "Teenage Super Party":

Escrito por Thiago Ney às 17h42

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Mais Warp

Mais sobre a Warp. O selo está promovendo votação para que o público escolha as faixas que entrarão numa coletânea que está sendo chamada de "definitiva". As dez faixas mais votadas, além de algumas escolhas dos fundadores do selo, entrarão no disco. "Windowlicker", do Aphex Twin, está liderando a votação (como não poderia deixar de ser). Entre aqui e faça suas escolhas.

Escrito por Thiago Ney às 16h23

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Pop "inteligente"

Texto publicado nesta quarta na Ilustrada.

*****

Em muitos sites e revistas por aí, o nome Micachu & the Shapes recebe não apenas espaço considerável, mas elogios variados. Um adjetivo que se associa à música do grupo é "inteligente".
Não vou aqui fazer apologia da burrice ou da estupidez, mas há algo que incomoda quando o termo "inteligente" é utilizado para descrever uma banda pop. Serve, muitas vezes, para esconder experimentalismos inúteis ou pretensão descabida. Um gênero inteiro foi colocado sob esse guarda-chuva. No início dos anos 1990, época da massificação da dance music, alguém criou o termo IDM: intelligent dance music.
Servia, basicamente, para descrever produtores de eletrônica que faziam música de ritmo fragmentado, permeada por ruídos, para ser ouvida sentado, fumando um charuto e "analisando" cada batida. Boa parte do bom selo Warp (o duo Autechre é o principal exemplo) foi rotulada dessa maneira. Essa era a IDM, a dance music inteligente -em contrapartida, a dance music que se ouvia nas pistas e nas raves era o quê? Em alguns artigos, o Micachu & the Shapes é descrito como "pop inteligente". Porque suas canções apresentam variação rítmica absurda, feita a partir de guitarras simples, samples obscuros ou com o barulho de um aspirador de pó.
Micachu & the Shapes são Mica Levi, inglesa de 21 anos, Raisa Kahn e Mark Pell. O trio acaba de lançar "Jewellery", disco que sai pelo recomendadíssimo selo Rough Trade e que foi produzido por um nome forte da IDM: Matthew Herbert. Em faixas como "Vulture" e "Lips", rápidas, dinâmicas, quase intraduzíveis, o inteligente cai bem. Mas por metade do disco a banda parece tentar colocar o máximo possível de referências em três ou quatro minutos. Aí soa apenas confuso e bobo. Nada inteligente.

*****

Lembra do show da Lily Allen no Planeta Terra? Talvez pelo excesso de cigarros e álcool, sua voz estava fraca e, como consequência, a apresentação foi chocha.
No segundo disco, "It's Not Me, It's You", lançado há pouco, Allen troca o pop-ska-retrô por um pop-electro-dance. Em entrevista a esta coluna, ela conta que decidiu mudar o direcionamento de suas faixas para tornar os shows mais legais: "Não queria ficar fazendo a mesma coisa, me repetir. Por isso decidi mudar de produtor. Além disso, queria canções que tornassem os shows mais energéticos".
O que não mudou foram as letras: ainda pessoais e baseadas em histórias cotidianas: "A inspiração [para compor] vem de todo lugar, das experiências que tenho com meus familiares, lendo o jornal, assistindo a TV, saindo com meus amigos", diz ela, que elogia a banda Keane (que faria show em São Paulo ontem).
Uma das melhores músicas do disco é a que tem o título mais polêmico: "Fuck You". "Não, pelo contrário", diz Allen, sobre se o nome da canção causou problemas. "Muita gente disse que gosta da música, inclusive gente da gravadora."

Escrito por Thiago Ney às 14h25

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Oasis confirma shows no país

E o Oasis confirmou quatro shows no Brasil, em maio. Com o bom "Dig Out Your Soul" nas costas, a banda toca no Citibank Hall, no Rio (7 de maio), na Arena Skol Anhembi, em São Paulo (9 de maio), na pedreira Paulo Leminski, em Curitiba (10/5), e  no Gigantinho, em Porto Alegre (12/5). Os ingressos, parece, começam a ser vendidos em 20 de março.

Será que o Noel estará de bom humor? Será que o Liam vai dar piti?

*********

Vejo no UOL que o Keane levou mais de 5 mil pessoas ao Credicard Hall, nesta terça-feira. Sei que muita gente torce o nariz pra banda, que provavelmente será eternamente comparada ao Coldplay. Acho um engano. A música do Keane vai muito além das baladas românticas (não que o coldplay seja só isso, mas  enfim...). Suas letras não caem em lamentações, e eles vão de faixas mais roqueiras ("Is It Any Wonder?") e namoros com a soul music ("Spiralling"). Se você, como eu, não conseguiu ir, aqui uma pista de como foi: Keane fazendo cover de "Under Pressure":

Escrito por Thiago Ney às 12h55

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Dan Deacon novo

O novo disco do Dan Deacon, responsável por uma das apresentações mais caóticas da história do Tim Fest, está em streaming no NPR.

Escrito por Thiago Ney às 18h15

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Follow me on...

Tirando eu e o Ronaldo, todo mundo está no Twitter. A Slash Film colocou o endereço dos microposts de vários diretores, atores e roteiristas.

Entre eles: Wes Craven; Fred Durst; Jon Favreau; David Lynch; JJ Abrams; Kevin Smith; Diablo Cody; Neil Gaiman; Russell Brand; Jimmy Fallon; Demi Moore; Ewan McGregor; Elijah Wood.

Escrito por Thiago Ney às 18h11

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A nova do Mickey

O grupo capixaba Mickey Gang distribuiu via e-mail "Horses Can't Dance", faixa muito mais dance (sem trocadilho...) do que a indie "I Was Born in the 90's". Meio disco, meio electro, meio new wave, "Horses Can't Dance" é para ouvir na pista (mas dá para ter uma noção do estrago que ela faz aqui).

Escrito por Thiago Ney às 17h32

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Amy Winehouse e sinfonia de ringtones

Primeiro foi o trio cuiabano Macaco Bong. Agora, Amy Winehouse. A diva etílica inglesa teve seu visto de entrada negado nos EUA. Se o Macaco BHong foi impedido de tocar no South by Southwest, no Texas, na semana que vem, Winehouse não poderá se apresentar no Coachella, em abril. Talvez mais até do que os headliners (Paul McCartney, Cure, Killers), Winehouse era o nome que mais chamava a atenção na escalação do Coachella. Agora o festival terá apenas Yeah Yeah Yeahs, Franz Ferdinand, Morrissey, Beirut, Gui Boratto, Fleet Foxes, TV on the Radio, Mastodon, Hercules and Love Affair, Friendly Fires, Supermayer, My Bloody Valentine, Lykke Li...

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Little Boots está chegando em todas. A inglesinha de "Stuck on Repeat" aparece com "Every Little Earthquake", em remix assinado por Clap Mike Amour. A versão começa com um teclado que lembra bastante "Strings of Life", clássico tecno do Derrick May. Ouça por aqui.

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Coletivosmo, anonimidade e imprevisibilidade são características da arte digital ou web art. Características que estão em "Suite para Mobile Tags - Movimento #1", trabalho da artista e pesquisadora Giselle Beiguelman e do músico Mauricio Fleury. O projeto será apresentado pela primeira vez nesta segunda, dentro da edição carioca do File. Basicamente, o trabalho é baseado em combinações de ringtones. Munido de um aparelho celular capaz de ler código de barras (o evento coloca à disposição do público esses aparelhos), o(s) visitante(s) aponta(m) o celular para qualquer um dos oito módulos espalhados pela área. Isso faz com que sejam disparados ringtones de cada um dos módulos. Teoricamente, é possível ouvir mais de 16 milhões de músicas a partir das combinações de ringtones. "O trabalho funciona com duas pessoas simultaneamente, mas com oito fica melhor", diz Beiguelman. Se você não esta´no Rio, dá para visualizar o trabalho pelo www.qartcode.net. A dupla deve trazer a obra para a edição paulistana do File.

Escrito por Thiago Ney às 16h10

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Smashing Pumpkins

If All Goes Wrong- Duplo

Eu não gostava do Smashing Pumpkins (a bem da verdade, conhecia pouco) até assistir ao fantástico show da banda no último dos Hollywood Rock, em 1996, na praça da Apoteose - aliás, num comentário paralelo, como eram bacanas os Hollywood Rock e como foi particularmente bom este derradeiro, que teve Page e Plant, Supergrass, White Zombie, Cure, Black Crowes, Raimundos e Chico Science.

Enfim, o show dos Pumpkins (ancorado no "Mellon Collie") foi tão pauleira, a banda e a plateia estavam tão pilhadas, o clima estava tão sensacional (e foi na sequência do White Zombie, que já tinha sido um senhor aquecimento), que eu lembro que, no do The Cure, que foi logo depois (e durou três horas), eu fui pra arquibancada e dormi.

Dois anos depois, a banda voltou ao Brasil (com o "Adore" na bagagem) e eu fui lá ver de novo, é claro, esperando outro momento histórico. O show, no finado Metropolitan (que hoje tem outro nome), na Barra da Tijuca, foi uma lástima: a banda estava de mau humor, não tocaram nada dos hits - e, quando tocaram, foram versões péssimas, como a de "Bullet with Butterfly Wings" -, se perderam naquelas músicas-viagem longuíssimas e chatíssimas, o público foi murchando... enfim, um show horrível.

Lembrei desses shows ao assistir ao DVD duplo "If All Goes Wrong", que tem um disco com um documentário sobre o processo de remontagem da banda sete anos após seu fim (em 2000) - com Billy Corgan e o baterista junkie Chamberlin, sem D'Arcy e James Iha - e outro com shows ao vivos dessa nova formação, a mesma que gravou o fraco "Zeitgeist". O DVD mostra como Billy Corgan simplesmente perdeu a linha após a saída de D'Arcy e Iha, como ficou rancoroso e chato - e, como reflexo disso, brigou com várias plateias ao longo da turnê, por só tocar músicas novas e malas.

Corgan parece acreditar (vide essa entrevista ao "Chicago Tribune") que foram as plateias que mudaram, não ele e esse Smashing Pumpkins fake que ele construiu: 

"Descobrimos com “Zeitgeist” que o público alternativo não é mais alternativo. É um público pop que escuta Nickelback. Então, se tocamos uma música de 10 minutos, ninguém escuta. Temos que criar singles como “1979” e canções que soem bem no rádio. Temos que fazer esse tipo de canção."

Ou seja, o problema de Corgan é o público, que não quer nada novo, só os velhos hits. Esse tipo de dilema (tocamos músicas novas ou só os hits?) é corriqueiro na música e, em geral, é falso: o que o público quer é música boa, ponto. Se tudo que você tem de bom são suas velhas músicas, então é isso que o público quer ouvir. Se você tem boas canções novas pra apresentar, então o público vai reagir a elas. Não tem a ver com quão velha ou nova a canção é, ou quanto ela tem de duração. Se sua música de 10 minutos é boa como "Thru the Eyes of Ruby" ou "X.Y.U.", vai gerar boa reação. Agora, se é mala como "United States", sinto muito. 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 03h26

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Circle Jerks no Brasil

O texto abaixo é de Jean Canuto, nosso parceiro de Ilustrada e headbanger profi!

American Hardcore em São Paulo

Agora vai: pela primeira vez no Brasil para duas apresentações, uma única em SP e outra em Porto Alegre, os veteranos do hardcore norte-americano Circle Jerks sobem amanhã ao palco da Eazy. O grupo é capitaneado pelo figuraça Keith Morris, primeiro vocalista e fundador do Black Flag, outro nome dos mais importantes do gênero. Outro integrante bem conhecido dos Jerks é o guitarrista Greg Hetson, que também presta serviços ao Bad Religion. A banda havia cancelado apresentação marcada ano passado por conta de problemas de saúde de Morris, que foi internado com uma crise desencadeada por problemas de diabete.
Sobre o Circle Jerks não há muito a dizer a não ser lembrar que qualquer antologia e/ou documentário que se preze a respeito de hardcore e punk rock (não só o americano) lhes reserva bom destaque, já que ajudaram a criar suas bases. Além disso ainda podem ser vistos de forma descolada tocando no filme "Repo Man" (no Brasil acompanhado do subtítulo, "A Onda Punk") do britânico Alex Cox. O baixista do grupo, Zander Schloss, é um colaborador habitual do cineasta e faz uma ponta também como ator.
Outra boa pedida é conferir o documentário "American Hardcore: The History of American Punk Rock 1980-1986", que trata especificamente do lado americano da força, cuja trilha sonora curiosamente foi lançada no Brasil há tempos, mas o filme que é bom ainda permanece inédito.
Para contornar o problema a alternativa para os adeptos do "faça você mesmo" é vê-lo pelo Youtube, onde se encontra na íntegra, dividido em várias partes. Abaixo um aperitivo:

 


CIRCLE JERKS EM SÃO PAULO
Amanhã, a partir das 18h
Bandas de aberturas: Nitrominds e Bandanos
(show do Circle Jerks pontualmente às 21h)

Local: Eazy – Av. Marquês de São Vicente, 1767
Info: (11) 3611-3121 – www.eazy.com.br

Ingressos:
R$ 60 (preço promocional antecipado)
R$ 50 (meia-entrada * à venda na Loja Estrondo)
R$ 100 (na porta, se sobrar)

Postos de venda de ingressos antecipados em SP:

Consulado do Rock – Galeria do Rock
Estrondo – Galeria do Rock
London Calling - Rua 24 de Maio, 116
 
CIRCLE JERKS em PORTO ALEGRE
Domingo, 08/03, a partir das 21h
Bandas de abertura: Pernalonga, Mundano, Tamborellos,
Tommis Atacantes, Simplez

Local: Revolution Music Pub – Av. Plínio Brasil Milano, 75
Bairro Higienópolis - Porto Alegre - Info: (51) 3023-4161

Ingressos:
R$ 40,00 (primeiro lote)
R$ 50,00 (segundo lote)
R$ 70,00 (na porta, se sobrar)

Postos de venda de ingressos antecipados em Porto Alegre:

Loja Tow In Board Shop
Rua 24 de outubro, 484 - Bairro Moinhos de Vento
Tel: (51) 3346.4562

Loja Tow In Board Shop
Barra Shopping Sul - Piso Guaiba - Loja 2020
Tel: (51) 3248.6946/3266.4902

Escrito por Thiago Ney às 13h25

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Tim desiste do Tim Festival

A operadora Tim desistiu de bancar o Tim Festival (e o Prêmio Tim de Música). A empresa diz que pretende investir em outras ações de marketing. A info veio daqui. O mercado de festivais, que está numa espécie de limbo por causa da crise econômica, sofre uma bela baixa. Executivos de empresas que costumam bancar esses festivais pop estão, segundo produtores de shows, esperando para ver o que acontece (tradução: se a crise piora ou melhora).

Atualização: a Dueto, promotora do Tim Festival, confirma que a Tim desistiu de bancar o evento. A produtora deve correr atrás de outra empresa para bancar o festival.

Escrito por Thiago Ney às 18h12

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Aqui e ali

Escrevi na Ilustrada desta quarta como o Yeah Yeah Yeahs acertou a mão em "It's Blitz!", o terceiro disco do trio, que deve sair na semana que vem (o lançamento iria ser em abril, mas como houve o vazamento...). Já havia comentado algumas músicas do disco, e gente aqui do jornal me pergunta quando eu vou parar de falar no Yeah Yeah Yeahs. Não dá pra parar de falar no YYY!

"It's Blitz!" é surpreendente (não apenas por abrir espaço a um YYY totalmente diferente, mas por mostrar uma banda já bem experiente). Surpreendente porque se nos dois primeiros álbuns o YYY era calcado basicamente de guitarras sujas e do vocal agudo, quase gritado, da Karen O., agora a banda é feita de sintetizadores, grooves pop, e vocais variados. E experiente porque traz uma banda que sabe onde quer chegar, diferentemente de grupos que passam pelo terceiro disco derrapando em experiências sem sentido ou que repetem fórmulas de CDs anteriores.

Mas isso tudo é blablablá. Ouça "Zero", o primeiro single, deliciosamente pop; ou "Heads Will Roll", que vai da new wave ao pós-punk à disco; a boa balada "Runaway"; o climão celebratório de "Soft Shock"; a neo-disco "Dragon Queen"; a etérea "Hysteric"... "It's Blitz!" é f**a!

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E o remix do Gui Boratto pro Pet Shop Boys? O paulistano já havia feito remix para os ingleses (para "I'm In Love With a German Film Star"). Neil Tennant curtiu tanto que mandou um e-mail pro Gui Boratto pedindo nova colaboração. Então enviou para São Paulo as partes da faixa "Love Etc", que está no novo disco do PSB. E em oito minutos Boratto nos conduz numa viagem tech-house-trance-pop, conservando algumas linhas vocais originais. Por aqui você ouve não apenas o remix para "Love Etc", mas algumas das faixas de "Take My Breath Away", o novo e excelente disco do Gui Boratto, que ganha lançamento nesta quinta, no Clash.

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O metal ganhou uma enciclopédia. No Metallum: Metal Archives, dá para encontrar zilhões de bandas de qualquer gênero do metal, desde grupos de "death metal progressivo" a "black metal pagão". Demais.

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E uma das notícias da semana no pop é a volta da Britney Spears. Ela iniciou sua turnê nesta terça, em show em Nova Orleans, nos EUA. As críticas falam menos sobre a qualidade das músicas e mais sobre como Britney conseguiu finalizar um show de 90 minutos sem fazer nenhuma trapalhada. Dá uma espiada: 

Escrito por Thiago Ney às 16h41

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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