Ilustrada no Pop

 

 

The Staggers

E eis que, 40 anos depois, surge um novo The Sonics, vindo da Áustria: The Staggers (ou Incredible Staggers, ainda não entendi qual é o nome certo). Como diria a Marisa Monte, barulhinho bom.

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Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h54

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Lily Allen de volta

A mocinha volta ao país pra mostrar seu último disco em São Paulo (16/9) e no Rio (17/9). Tomara que, dessa vez, esteja sóbria, né não? E que liberem para menores de 18, barrados do Terra.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h26

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O novo Arctic Monkeys

"Crying Lightning" (do vídeo acima) e "My Propeller" sugerem que a banda tirou o pé do acelerador, mas não perdeu o peso - nem a qualidade. Mas, é claro, são apenas duas das novas músicas de "Humbug", o próximo álbum dos Monkeys.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 01h58

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De volta aos 90

Capa do Segundo Caderno de "O Globo" de hoje, assinada por Leonardo Lichote, fala dos 15 anos do "Da Lama ao Caos", o disco de estreia de Chico Science e Nação Zumbi, que, numa boa sacada, ele chama de "'Chega de Saudade' da geração anos 1990".

Na matéria, tem uma boa frase do Lucio Maia: "O rock brasileiro dos anos 80, de uma forma geral, virou as costas para o Brasil. A onda era imitar bandas inglesas e americanas. 'Da Lama ao Caos' é uma ode à música brasileira, a proposta de uma nova forma de tocar coco, maracatu, ciranda, samba".

Isso me fez lembrar de uma discussão que tivemos por aqui na época em que fizemos uma lista dos 50 principais discos brasileiros para comemorar os 50 anos da Ilustrada: a década de 90, em especial a primeira metade (e, em particular, o ano de 1994), foi sensacional para o pop/rock brasileiro - e, desde então, minha impressão é de que não houve mais nada parecido por aqui, em termos de sucesso popular, de impacto cultural, de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Há exatos 15 anos, em 94, saíram "O Rappa", "Raimundos", "Calango" (do Skank) e "Sobre Todas as Forças" (do Cidade Negra), além do "Da Lama ao Caos"; no ano seguinte, sairiam "Usuário", do Planet Hemp, e "Lavo Tá Novo", do Raimundos; mais um ano, 96, e saíam "Rappa Mundi", "Afrociberdelia" (CSNZ) e "Samba Poconé" (do Skank). E isso são os que eu lembro assim, de cabeça, porque, pesquisando, certamente aparecem mais. Enfim, foi uma fase realmente gloriosa para o pop/rock nacional. Assisti a incontáveis shows de toda essa galera, boa parte desde o início das carreiras. Havia a impressão de um movimento, de camaradagem entre as bandas (várias tocaram juntas), uma "cena", digamos.

Talvez essa impressão seja um tanto saudosista, coisa de quem foi adolescente nos anos 90. Mas, agora que estamos prestes a fechar a década 00, será que houve um momento similar a esse de 94 a 96? Quem foram os Planet Hemp, Nação Zumbi, Rappa, Raimundos, Skank dos anos 00? Tenho uma certa dificuldade em identificá-los, devo admitir.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h40

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Sem Depeche

Como a Tarciane avisou nos comentários do post sobre os shows do segundo semestre, um dos mais aguardados, o do Depeche Mode, foi pras cucuias porque a banda teve que refazer seu calendário de shows europeus, depois que alguns foram cancelados porque o vocalista Dave Gahan machucou a perna. Aí é aquila história do cobertor curto, precisou puxar pra cobrir a parte de cima, a parte de baixo fica descoberta.

"Depeche Mode wishes to sincerely apologize to their Brazilian fans for this news", tá no site oficial.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 01h44

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Mayer Hawthorne

Como bem disse a "Esquire", o sujeito é mais branco que um copo de leite e, na capa de seu primeiro (e recém-lançado) disco, parece o Tobey McGuire numa cena de filme do Wes Anderson. Só que isso não impede Mayer Hawthorne de fazer uma soul music que remete aos clássicos.

O disco do rapaz, estadunidense do Michigan, é muito bom (e não é preciso buscar muito pra encontrar uma galera brasileira ligada). Ele cita entre suas influências gente como Isaac Hayes e Barry White, mas diz que seu álbum é mais inspirado em Smokey Robinson e Curtis Mayfield.

E, fora isso, o sujeito está lançando uma coluna de conselhos sentimentais, pra qual os internautas podem escrever com seus dilemas!

Dá uma olhada no vídeo do primeiro hit, "Just Ain't Gonna Work Out", que foi lançado como single num disco de vinil em formato de coração (vermelho):

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 01h17

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Estados Desunidos da Eurásia

O Muse está fazendo uma espécie de "caça ao tesouro online" que vai levar ao primeiro single ("United States of Eurasia") do novo álbum do grupo, "The Resistance". Quem tiver paciência, avisa quando a música estiver audível na rede.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h53

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Shows - o que vem por aí

Matéria do Thiago (que, a propósito, entrou em férias) na capa da Ilustrada de hoje dá uma lista dos shows que estão prometidos para o segundo semestre no Brasil:

JULHO

Cat Power (dia 18, no Via Funchal, São Paulo; 19, na HSBC Arena, Rio)

AGOSTO

Little Joy (dia 14, na Fundição Progresso, Rio; dia 15, no Via Funchal, em São Paulo)

Friendly Fires (dia 15, no Circo Voador, Rio; dia 17, no Studio SP)

Information Society (dia 7 no Vivo Rio; 8 no Chevrolet Hall, em BH; 12 no Via Funchal, em São Paulo; 13 em Jaguariúna e 14 em Ribeirão Preto)

Chuck Berry (dia 19, no Via Funchal, São Paulo)

Thieves Like Us (em data a definir, no Glória, São Paulo)

SETEMBRO

Beirut (4 e 5, no Teatro Castro Alves, em Salvador; 8 e 9, no Teatro Oi Casa Grande, no Rio; 11, no Via Funchal, em São Paulo)

Jerry Lee Lewis (dia 16, no Pepsi on Stage, em Porto Alegre; dia 18, no Credicard Hall, em São Paulo)

OUTUBRO

Laura Pausini (dia 4, no Citibank Hall, no Rio; 6 e 7 em São Paulo, no Credicard Hall)

Depeche Mode (dia 22, no Citibank Hall, no Rio; dia 24, na Arena Anhembi, em São Paulo)

Tony Bennet (dia 21 em Porto Alegre, no Teatro do Sesi; dia 23 em Brasília, no Centro de Convenções; dia 24 em Salvador; 26 e 27 no HSBC Brasil, São Paulo; 29 no Vivo Rio; 31 no Chevrolet Hall, em Recife)

NOVEMBRO

Twisted Sister (dia 14, Via Funchal, São Paulo)

AINDA NÃO CONFIRMADOS OFICIALMENTE

Foo Fighters (pro Oi Fashion Rock, em 24/10, no Rio)

Coldplay (em novembro)

The Killers (em novembro)

AC/DC (em novembro)

Linkin Park (em novembro)

Faith no More (em novembro, no Planeta Terra, em São Paulo)

Gogol Bordello (em novembro)

Toots and the Maytals (em novembro)

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h26

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Dead Weather

Está audível on-line o disco da nova banda do Jack White, The Dead Weather. Comecei a ouvir agora e não fiquei impressionado pelas primeiras faixas - em comparação com o White Stripes e o Raconteurs, perde feio. Mas vamos ver o resto.

Atualização: vi no Boing Boing hoje o vídeo da autoentrevista que a banda fez, na base da bagaça (é intitulada "The Dead Weather: their oral history and future plans; an explanation and apology from the band themselves"); eis o vídeo, em inglês:

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 17h38

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Dylan Mashed

Bob Dylan + The Police ("I Can't Stand Along the Watchtower"), Bob Dylan + Yeah Yeah Yeahs ("Freight Train Control"), Bob Dylan + Pixies ("Blowin' in My Mind")... coisa de um francês que se nomeia Totom e que tem uma vasta coleção de mashups.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 03h06

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Noite paulistana

Na coluna do Thiago dessa semana, mais do que a abertura de um novo clube, me chamou a atenção a história do "intercâmbio" (na falta de termo melhor) de DJs que vai rolar:

Dois novos clubes se apresentam à noite de São Paulo, que vai mudar (bem) de cara até o final do ano. Um pouco do que está rolando segue abaixo. Na já bastante movimentada Barra Funda, abre até o final deste mês o Alley, clubinho de corpo e alma indies, que terá capacidade para cerca de 150 pessoas. A programação do Alley ainda está sendo formatada, mas haverá noites com o pessoal da Maldita (do Rio), Lúcio Ribeiro e Tiago Guinness. O sistema de som e de luz serão, me dizem, caprichados. O clubinho, que já recebe algumas festas-teste, está localizado na r. Barra Funda, próximo ao Clash.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 01h45

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Ouça no volume máximo!

Tinha uns discos, se bem me lembro, que vinham com esse recado no encarte (na verdade, eram LPs... de quem era, era Legião? Enfim, esqueci). Bom, lembrei disso por conta dessa notícia bizarra: o Dinosaur Jr está fazendo um recall da versão europeia do seu último disco porque ele soa alto demais!

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h56

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Yellow

Só pra registrar, o caso da "revolta" do vocalista do Detonautas acabou em uma das maiores amareladas de todos os tempos. Depois daquele discurso "pode me demitir", eis que Tico Santa Cruz partiu para a linha do "respeito a minha gravadora" e "coordenadores de rádios, eu digo apenas o que vocês deixarem eu dizer".

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 21h55

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Tecladinho

Sem nenhum motivo aparente, festejemos a combinação tecladinhos + guitarra.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 12h46

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We care a lot

1) O Arctic Monkeys botou lá no MySpace deles a primeira música de estúdio ("Crying Lightining") do próximo disco deles; e é bem boa

2) James Cimino, nosso colega de Folha, viu e avisou: Tico Santa Cruz, dos Detonautas, liberou uma música inédita da banda no Twitter. Disse o cantor: "Música disponível p todos http://migre.me/3ioF se a gravadora descobrir que estou fazendo isso, to na rua. Livre. Inédita. BAIXA MERRMO!!!". Os fãs começaram a repassar e baixar e, aparentemente, a gravadora viu e mandou parar. Numa sequência de twitts, Santa Cruz foi informando: "RT de Twitter tem poder. Recebi um e-mail da Gravadora agora me pedindo para tirar a música de lá. NÃO TIRO!!!!!! NÃO TIRO!!! me demitam." "Não quero seu dinheiro, quero seus ouvidos. Obrigado a quem está colaborando com o RT da música. LIBERDADE!!!" "Dinheiro eu ganho trabalhando nos shows." Bom, não sei bem o que pensar sobre essa história; pode ser uma armação autopromocional, pode ser algo que realmente aconteceu (a briga com a gravadora), com uns leves toques de exagero ("se a gravadora descobrir, to na rua", "me demitam") ou pode ser, de fato, a sincera revolta de um cantor contra o sistema, vai saber. Por profissão, sou cético com essas coisas, até ter apurado por conta própria.

3) O Panic at the Disco! quebrou ao meio, no que deve ser uma boa notícia pros fãs, porque mostra que a banda ainda existe, aparentemente; eu achei que já tinha acabado 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 09h07

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Morreu o melhor texto pop

Fiquei sabendo agora há pouco: Steven Wells morreu vítima de câncer dias atrás (em 23 de junho).

Talvez você nunca tenha ouvido falar nele. Porque aqui no Brasil conhece-se muito mais (e copia-se muito mais) o conservadorismo e o pedantismo de gente como Robert Christgau e Simon Reynolds do que o texto direto, onomatopeico, cortante e extremamente engraçado de Steven Wells.  

Steven Wells era o tipo de jornalista que lemos não importa sobre o que escreva. Porque ele escrevia sobre tudo. Pop, punk, socialismo, futebol, homofobia. E o mais legal: sempre na contramão do senso comum.

Wells tornou-se bastante conhecido no "NME", para onde começou a escrever, acho, no início dos anos 1980. Poucos escapavam de sua fúria. Odiava Morrissey e o culto aos Smiths; odiava Bruce Springsteen e todos os caras que fazem "daddy rock"; odiava a pretensão vanguardista do Sonic Youth; odiava a suavidade de Belle & Sebastian; era fanático pelo Leeds Utd. Não concordava com muitas de suas opiniões, mas lia tudo o que escrevia.

Nos últimos anos, dava para encontrá-lo no "Philadelphia Weekly" e no "Guardian". Jornais "sérios", "adultos", mas que não domesticaram a agressividade e a inquietude de Wells.

No "PW", escreveu alguns textos indispensáveis sobre o tratamento por que passava. Sem auto-piedade, com muito humor e sarcasmo.

Não tente conhecer mais sobre Wells por aqui. Muita gente boa (Everett True, Barbara Ellen) comentou ou escreveu sobre ele.

do "Guardian": http://bit.ly/gzXWL; http://bit.ly/VeC2W; http://bit.ly/bZGBZ; http://bit.ly/CsvST

do "PW": http://bit.ly/11s4PW.

Até o vocalista do Los Campesinos!, banda espinafrada por Wells, lamenta a morte: http://bit.ly/HZTfr.

Steven Wells tinha 49 anos.

Escrito por Thiago Ney às 19h11

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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