Ilustrada no Pop

 

 

Tchau, Oasis

E Noel não aguentou mais o Liam e saiu do Oasis.

Oasis sem Noel Gallagher não é Oasis (o Liam pode chamar até o Robertinho do Recife, mas sabe que não dá pra substituir o irmão).

Cópia medíocre dos Beatles, marqueteiros sem vergonha, banda decadente. Dá pra atacar os Gallagher em várias frentes, mas ouça "Live Forever", "Fade Away", "Roll With It", "Slide Away", "Acquiesce", "Up in the Sky", "Listen Up", "Stay Young" e veja como Oasis era das mais empolgantes bandas dos anos 1990.

Marqueteiros? Duvido. Se fossem, Liam Gallagher não largaria uma tour gigantesca da banda nos EUA em 1996 porque estava de saco cheio dos americanos e queria comprar uma casa em Londres. Os EUA não perdoaram o grupo depois dessa. Cópia dos Beatles? Mas uma cópia e tanto...

Estamos em 2009. A época dos Oasis já era faz algum tempo. Mas não é nada bom ter a certeza de que nunca mais ouviremos músicas como "Rock and Roll Star".

Escrito por Thiago Ney às 13h42

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Flash

1) How many roads? Bob Dylan fazendo piada sobre emprestar sua voz para o GPS dos carros

2) Sabe aquelas velhas coletâneas de bandas iniciantes, tipo a lendária "Paredão", que rolou no Rio na década de 90? A Deckdisc fez algo do gênero e botou online: http://www.deckdisc.com/sacolao/

3) Uma canção nova do Pearl Jam, "Supersonic", está online, assim como o vídeo da igualmente nova "The Fixer", aparentemente dirigido pelo Cameron Crowe 

4) Vão banir as bandeiras que a galera costuma levar para os festivais britânicos (e europeus, no geral), porque aquilo atrapalha a visão de quem está mais atrás; Reading vai vetar o crowdsurfing também, o que eu acho presepada; quem for pego fazendo vai ser levado pra fora (não vai ser expulso do festival, mas vai perder o show a que estiver assistindo, dizem os organizadores)

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h24

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Primal Scream de volta

Como vocês devem ter visto, o Planeta Terra começa uma corrida de recuperação, anunciando o Primal Scream... e, pelo que eu ouvi, o festival está com boa chance de atropelar o Maquinaria, no fim das contas! Aguardemos.

Por ora, a dúvida é que fica é: se o Maquinaria vai ter dois dias, por que concentrar tudo de bom em um só, e justamente no dia em que vai rolar o Terra? Convenhamos, né, é uma competição em que todo mundo perde - os dois festivais, o público, as bandas (que não vão ter toda a plateia que poderiam ter).

E vou dizer, tendo a chance de ver o Faith no More no Rio, eu já me sentiria mais inclinado a ver o sensacional Primal Scream de novo. Até porque no Tim (do Rio, 2004) eles abriram pro Libertines, uma inversão de valores vergonhosa.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h55

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Friendly Fires - que show...

E nesta segunda rolou a segunda edição do Popload Gig, festival que teve Friendly Fires, Copacabana Club e Brollies & Apples. Vi as duas primeiras. Sobre o Copacabana Club: não foi o melhor deles que vi, mas o show teve as costumeiras doses de animação, cor e músicas dançantes.

Friendly Fires foi fora de série. A banda fez a temperatura do Studio SP subir lá em cima, o povo se espremia e tentava dançar, cantava junto. Os caras são, além de bons músicos, carismáticos, principalmente o guitarrista Edd Gibson e o vocalista Ed MacFarlane (este dançava e rebolava como um jovem Mick Jagger). Os singles "Kiss of Life", "On Board", "Skeleton Boy" e "Paris" (emocionante esta última) se sobressaíram.

Abaixo algumas fotos, feitas por Lívia Ramirez.

Escrito por Thiago Ney às 17h02

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Polaróide em ação

O grupo SX-70, de alguns apaixonados pela câmera Polaróide (entre eles, Fernando Costa Netto, ex-editor do "Notícias Populares"), realizou uma ação na av. Heitor Penteado, em Sâo Paulo, dias atrás. Ampliaram várias fotos feitas com Polaróide em formato "lambe-lambe" e colaram em muros da avenida. A ação foi registrada em foto e vídeo, pela Cia de Foto.

Escrito por Thiago Ney às 18h51

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Festivais no mesmo dia

Neste ano já não teremos muitos festivais. Aí os poucos que estão confirmados serão realizados na mesma data. O Maquinaria, que terá Faith No More e Jane's Addiction, entre outros, acontecerá em 7 de novembro, mesmo dia do Planeta Terra, que será montado no Playcenter e cujas atrações ainda não são conhecidas. Será que Mike Patton, Perry Farrell e cia. tomarão público do Planeta Terra?

 

Escrito por Thiago Ney às 14h39

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Mais música nova do Radiohead

Depois de "Harry Patch (In Memory Of)", faixa beneficente que é vendida a 1 libra no site oficial da banda, o Radiohead já estaria com mais uma música. Estaria, na condicional, porque "These are My Twisted Words" vazou no fórum de discussão do At Ease, site de fãs da banda. A faixa:

Escrito por Thiago Ney às 23h29

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Maria Gadú

Assisti, na semana passada, ao show de Maria Gadú, 22, no Tom Jazz, em São Paulo. A mocinha, que anda muito bem falada lá pras bandas do Rio (Caê elogiou, a imprensa elogiou, a Som Livre/Globo contratou), foi levemente criticada na Ilustrada. Eu tinha ouvido as músicas dela no MySpace e tinha gostado de algumas coisas, então fui lá conferir ao vivo. O que eu achei:

1) A voz da moça é bem peculiar, muito interessante e agradável (quando ela não estoura os agudos). O Marcus Preto, no texto pra Ilustrada, comparou a Marisa Monte e, ainda que eu entenda onde ele ouviu Marisa na voz da Gadú (em certos tons, lembra mesmo), não acho que é a comparação mais adequada - não saí do show (nem do MySpace) pensando "nossa, é a nova Marisa Monte"; a voz da Gadú é mais rouca, mais masculinizada, eu diria; é uma outra praia, uma coisa bem particular dela e seu grande trunfo, o que faz crer no potencial da garota

2) O visual é o clássico tomboy; nem sei qual é a da moça (nem é relevante, aliás), mas, no público, havia uma forte presença de mulheres em grupo.

3) Ela tem 22 anos e, fisicamente, parece ter a idade que tem; mas, quando canta, parece bem mais velha, muito mais velha - e eu não acho que isso seja vantagem, pelo contrário. Quando ela falava entre as músicas, visivelmente tímida e nervosa, parecia ter 15 anos, mas cantando, com um repertório samba aqui, jazz acolá, banquinho e violão, meio cool, meio rock, parecia envelhecida; muita gente deve achar isso "maturidade", "personalidade" ou coisa do tipo; eu acho caretice mesmo

4) O repertório, aliás, é uma coisa meio barro, meio tijolo, que me cansou muito mais ao vivo do que em disco; depois de uma hora de show, fiquei pensando que essa moça está mal orientada: ela tem visual rocker, postura rocker, voz talhada pro rock, e tá ali fazendo aquela coisa banquinho+violão+som cool, algo nitidamente limitado. Estão tentando transformá-la numa Adriana Calcanhotto de voz grossa, quando ela poderia perfeitamente entrar no vácuo que ficou com a morte da Cássia Eller (que, aliás, fez muito bem essa coisa "banquinho e violão" sem perder a postura rock n' roll)

5) Noves fora, Maria Gadú me pareceu uma cantora de grande potencial, mas seguindo uma estrada meio errada; não sei se ela está tomando o rumo que quer e que escolheu (se for o caso, ok, cada um traça seu caminho), ou se está só seguindo o mestre na tentativa de emplacar. Eu acho que ela poderia ser o que Cássia Eller já foi, em termos de nicho, de espaço na música brasileira, mas também pode seguir essa linha Calcanhotto até virar Ana Carolina, se for o que prefere. Vai ser um desperdício, mas...

Abaixo, alguns trechos do show:

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h18

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Pílulas

1) Será que o Franz Ferdinand vai ficar horas num avião pra tocar só no VMB, sem fazer um showzinho aberto que seja? Seria um desperdício, né?

2) Com a confirmação do Faith no More na Chácara do Jockey (depois do Killers ter sido confirmado para lá também), o lugar vai se firmando como palco preferencial para shows de médio porte em São Paulo (considerando que grande porte é o Morumbi), para horror de muita gente que se lembra dos perrengues passados por lá (estacionamento precário, lama etc. etc. etc.). Vamos ver o que vem por aí, mas é pedir muito esperar que as empresas aprendam com erros passados para não repeti-los?

3) Da série "Estava escrito", um rapper que se nomeia C-Murder matou um garoto de 16 anos

4) E, no Brasil, um deputado e apresentador de TV do Amazonas está sendo acusado de mandar matar traficantes rivais para bombar a audiência de seu programa (além de se livrar da concorrência no tráfico)

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 18h30

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The Stone Roses

Neste 2009 faz 20 anos do lançamento do primeiro disco dos Stone Roses. Melhor disco de estreia da música pop. Será? Não custa lembrar que esse é um álbum que traz "I Am the Resurrection", "She Bangs the Drums", "(Song for My) Sugar Spun Sister", "I Wanna Be Adored", "Waterfall", "Made of Stone"...

Se hoje faz-se uma festa para a mistura de dance music com rock, os Stone Roses impulsionaram essa onda lá em 1989, época de ouro das raves britânicas, da popularização do ecstasy, da descoberta de Ibiza como pólo europeu de clubes... o Stone Roses condensava esse espírito hedonista e inconsequente nesse álbum de estreia, por meio de canções que são gemas melódicas.

E os quatro eram ótimos músicos. Ian Brown ensinou Liam Gallagher a se comportar num palco; John Squire era economicamente perfeito na guitarra; Mani é um baixista dos mais carismáticos; e Reni é um monstro na bateria (Pete Townshend queria convidá-lo pra tocar no Who...).

Para celebrar a data, o "Guardian" exibe filmagens das gravações do épico "Fool's Gold" (que, curiosamente, não entrou na primeira edição do álbum).

E, abaixo, "I Am the Resurrection" ao vivo em Blackpool, em 1989.

Escrito por Thiago Ney às 17h59

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Imagem do dia

Alto-falante-manta. Por Chris Luomanen.

Escrito por Thiago Ney às 16h52

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O fim das revistas de música

Artigo da "Slate" aponta as "três principais razões por que as revistas de música [como a "Vibe" e a "Blender", que fecharam, mais a "Spin" e a "Rolling Stone", que andaram apertadas] estão morrendo", à parte erros editoriais e más decisões comerciais:

1) Há menos superstars, e os mesmos artistas aparecem na capa de todas as revistas

2) As revistas de música têm menos a oferecer para quem gosta de música, e quem gosta de música precisa delas menos do que nunca

3) As revistas de música foram uma versão inicial das redes sociais. Mas hoje em dia há "redes sociais" propriamente ditas

No artigo, para quem se interessar, eles destrincham cada um desses pontos com argumentação.

Escrito por Thiago Ney às 12h33

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You Tube do dia

"The Auction", ótima faixa do Holger, num vídeo caprichadíssimo.

 

Escrito por Thiago Ney às 19h08

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Cultura e impostos

Saíram recentemente duas reportagens interessantes tratando de impostos na área cultural:

1) Em "O Globo" de domingo, uma reportagem intitulada "A cultura da sonegação" mostra que existe uma rede de empresas que vendem notas fiscais "a artistas, produtores culturais, autores e outros prestadores de serviço". "Ao optar pelo uso da nota fiscal de terceiros, em vez de cobrar como pessoa física autônoma ou abrir a sua própria empresa, o prestador de serviços deixa de recolher os impostos previstos para esse tipo de transação como autônomo ou pessoa jurídica", diz um trecho do texto. Em outro, o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel diz do que se trata: "É uma prática inusual e ilegal. É um caso de simulação, com indício de crime contra a ordem tributária". Espera-se que esse tipo de coisa seja levado em consideração nas discussões sobre uma lei federal para a meia-entrada.

2) Reportagem na Ilustrada de hoje, terça, fala sobre a votação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Emenda Constitucional "que propõe a imunidade tributária para gravações de obras desenvolvidas por artistas e compositores brasileiros". Resumindo a grosso modo, é assim: o mercado da música fica livre de pagar IPI e ICMS e, em troca, o preço dos CDs cai, eles passam a vender mais e o mercado fonográfico nacional está salvo. Atentem, na matéria, para a estimativa de queda nos preços dos CDs, segundo o presidente da Som Livre.   

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 20h13

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Primeira mulher no "NME"

Com a saída do controverso Connor McNicholas (acusado de transformar a publicação em espaço de divulgação para bandas esquecíveis e adolescentes), o "New Musical Express" ganhou há poucos dias um novo editor: é Krissi Murison, jornalista esperta que já estava escrevendo para o semanário britânico. Desde o seu lançamento, em 1952 (sim, há quase 60 anos...), o "NME" nunca havia sido comandado por uma mulher.

Tudo bem, o "NME" já não vende tanto quando nos anos 70/80, já não agrega entre seus críticos bambas como Steven Wells... mas ainda é uma fonte importante para sabermos o que está rolando na música pop de hoje. Das poucas publicações impressas que se preocupam em registrar bandas e artistas realmente novos, que não têm medo de arriscar.

O jornalismo musical (melhor do que "crítica musical", né?), infelizmente, está tomado por homens. E homens, sabemos, geralmente são mais chatos, rasos, pedantes e obtusos do que mulheres. O próprio "NME" é (era) um exemplo vivo disso. Recentemente, Lily Allen meteu a boca no semanário porque, durante uma daquelas eleições dos mais descolados do ano e tal, deram a capa da publicação pro Muse e colocaram Beth Ditto (ca escolhida como mais descolada) & cia em espaço menor. "White boys with guitars" (nas palavras ácidas do eterno John Peel) formavam as bandas que ganhavam destaque no "NME". Em tempos de Lily Allen, La Roux, Little Boots, Regina Spektor, Amy Winehouse e tantas outras, é legal ver uma mulher pilotando uma das mais importantes publicações de música do mundo. Até vou voltar a acompanhar o "NME"...

Escrito por Thiago Ney às 17h08

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Verão

Opa! Voltei. Sei que você sofreu com a minha ausência por aqui, por isso celebro essa volta com "Deli", faixa do quarteto catalão Delorean (sim, em homenagem ao carro/máquina do tempo de "De Volta para o Futuro"). Ainda estamos no inverno, mas "Deli" já é a música do verão.

Escrito por Thiago Ney às 16h50

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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