Gente como Fred Zero Quatro e Lily Allen são um refresco dentro dos debates de cultura pop. Porque, diferentemente da maioria dos artistas, não se apegam ao oba-oba, tentam fugir do discurso fácil, raso, cômodo, do senso comum que impera nos discursos envolvendo música e internet.
Duas semanas atrás, em entrevista à Folha, Zero Quatro criticou o que chama de "fundamentalismo tecnológico": a aceitação universal de que a pirataria deve ser aceita e que é inútil lutar contra. Dias antes, Peter Mandelson, ministro de Negócios do Reino Unido, anunciou plano de desconectar _sem a necessidade de processo judicial_ usuários acusados de fazer download ilegal de arquivos (de música, games, filmes etc.).
Como reação a Mandelson, artistas como Radiohead, Robbie Williams, Billy Bragg criaram o Featured Artist Coalition, grupo que apoia a troca de arquivos sem autorização. Lily Allen, então, iniciou uma campanha em que ataca a pirataria, dizendo que o download ilegal é prejudicial principalmente aos novos artistas. Ela foi apoiada por Elton John e James Blunt.
Não concordo com muitos dos argumentos de Zero Quatro e de Lily Allen, mas eles são corajosos ao permanecer distantes de uma maioria que se baseia em falácias e em ações hipócritas. Falácias como as de Chris Anderson, cuja "teoria" da cauda longa (muitos se manterão vendendo pouco) já foi desmantelada e que lança um livro, "Free - O Futuro dos Preços", em que enaltece a economia gratuita _gratuita para os outros, claro, pois as 88 páginas de "Free" custam, no Brasil, R$ 59,90. E ações hipócritas como a do Radiohead, que enriqueceu dentro do esquemão das gravadoras e que depois, para ganhar uns trocados em cima dos fãs que fariam de qualquer jeito o download do disco, lançou "In Rainbows" no formato "pague quanto quiser" (ou seja: em vez de não receber nada com o inevitável vazamento do álbum na internet, a banda ganhou bom dinheiro maquiando o lançamento digital do disco).
Mas Zero Quatro e Lily Allen esquecem diversos fatos. No Brasil, pouquíssimos artistas ganhavam dinheiro com disco. Artistas médios e pequenos conseguiam, no máximo, pagar as contas com a venda de CDs; o grosso da receita vinha de shows e de publicidade.
Outro ponto. Faz-se o download ilegal hoje porque a indústria do entretenimento ainda não conseguiu acompanhar o desejo e a necessidade dos consumidores. É inexplicável sermos obrigados, no Brasil, a esperar meses para assistirmos a uma série de televisão, ou de não termos a possibilidade de baixarmos, por um preço justo, o novo álbum de artistas gringos. Se o preço for justo, e a oferta, variada, continuaremos pagando.
Thom Yorke dá um tempo no Radiohead para sair em turnê solo baseada nas faixas de seu disco "The Eraser". A banda que o acompanhará será formada por Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers), Joey Waronker (baterista que já trabalhou com Beck e Smashing Pumpkins), Nigel Godrich (produtor do Radiohead) e Mauro Refosco, percussionista brasileiro de Santa Catarina que integra a banda Forró in the Dark.
O grupo, que não tem um nome, fará dois shows no Orpheum Theatre, em Los Angeles, em 4 e 5 de outubro. "Nas últimas semanas eu montei a banda por diversão, para tocar 'The Eraser' ao vivo e novas músicas", disse Yorke ao Dead Air Space, blog do Radiohead.
Desde o ano passado, vem aparecendo nos cinemas uma safra recorde de documentários nacionais com foco em música, algo a ser festejado. Assisti a boa parte deles, o mais recente sendo "Herbert de Perto", dedicado ao vocalista dos Paralamas do Sucesso e dirigido pelos amigos (dele) Roberto Berliner e Pedro Bronz.
É um filme legal (devo dizer que sou fã de Paralamas), explicitamente laudatório - o que era esperado, mas é uma pena, já que Herbert se meteu em bate-bocas animados, na década de 80; relembrar um pouco disso e dar voz a seus detratores sem dúvida tornaria o filme mais completo e permitiria lembrar outros aspectos do personagem.
Além dele, lembrando de cabeça o que mais eu vi:
1) "CoraçãoVagabundo" - centrado em Caetano Veloso, foi o que eu menos gostei, da safra atual; achei amador, no pior sentido - parece trabalho universitário ruim (o diretor, Fernando Grostein Andrade, é iniciante, se não me falha), com erros cinematográficos primários (foco, iluminação, som, enquadramento etc. etc. etc.); e é "amador" no sentido (também negativo) de estar totalmente apaixonado por Caetano, outra figura que certamente sairia melhor retratada em filme se fosse dada voz a seus inimigos.
2) "Loki" - fala de Arnaldo Baptista, um sujeito cuja obra eu conhecia pouco (só Mutantes) e cuja história eu só tinha lido por alto; talvez por isso, por não esperar nada, tenha sido o que mais me surpreendeu - é um bom filme (venceu prêmio do júri popular em festival) e me levou a ir atrás do bom disco homônimo.
3) "Titãs - A Vida até Parece uma Festa" - acho que foi o que eu mais gostei, principalmente porque é muito engraçado e tem muita música (e nos faz lembrar de como os Titãs foram sensacionais por um longo período). Saiu em DVD recentemente, com extras, ainda não assisti pra ver o que entrou.
4) "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei" - pau a pau com o dos Titãs na disputa pelo topo da lista, o filme aproveita bem seu bom personagem, tem ótima trilha sonora e imagens de arquivo e é bem divertido. Só não achei tão isento quanto os diretores (e fãs de Simonal) afirmaram que era - mas nada que estrague o prazer de assistir ao filme.
5) "Waldick, Sempre no meu Coração" - pau a pau com o do Caetano em termos de amadorismo, desperdiçando um bom personagem; tem o mérito de não fugir de algumas polêmicas, mas é só. Tem vários momentos toscos constrangedores - em suma, um equívoco.
Dos mais legais programas de rádio que esse país já teve, a nova versão do Garagem já está no ar, desta vez dentro do portal Showlivre. No primeiro programa, os convidados são Zé do Caixão e Lobão, que falam entre músicas novas de Flaming Lips, Wilco e do incrível The XX, além de Cramps e Joy Division, entre outros.
O Garagem, que já passou pelas rádios Gazeta, Brasil 2000 e pelo UOL, é apresentado pelos amigos Paulo César Martin, o Paulão, e André Barcinski.
Foi um show muito alegre o da Lily Allen no Via Funchal (SP), na noite de quarta.
Não por acaso a mocinha expressou sua felicidade com o bom andamento do show em diversos momentos da noite, genuinamente feliz e sorridente; pouco depois, postou lá no seu Twitter: "Sao Paulo, best gig ever..."
E o que fez a diferença entre o show catastrófico no Terra e o de ontem?
1) Lily passou no teste do bafômetro, dessa vez; como ela mesma lembrou durante o show, se desculpando, no Terra ela estava "seriously drunk"; ontem, sóbria, era outra pessoa
2) O show liberou a entrada de menores de 18 anos, que haviam sido barrados no Terra; e a presença dessa plateia mais nova fez muita diferença na animação da noite
3) O Via Funchal é um local fechado, menor do que o Terra, um ambiente muito melhor para um show como o de Lily
Ou seja, com todas as condições a favor, o show foi realmente empolgante. Ela já abriu a noite com a melhor música do segundo disco, "Everyone's at It", e de cara ficou claro que a coisa ia ser agitada - o público (largamente "girlfriend") gritava, cantava junto, gravava os movimentos da moça e pulava sem parar.
E não é difícil entender o carisma que Lily Allen tem sobre as meninas (que se identificam com as letras, com o visual, com a postura) e sobre os meninos (a mocinha começou com pouca roupa e foi tirando mais ao longo do show). Ela é desbocada, pé na jaca (ficou bebendo durante o show, além de puxar um cigarro eletrônico já no começo e ficar fumando a noite toda), alegre - e, é claro, tem um bom repertório, é uma artista interessante.
Momentos de destaque: "Smile" (o grande hit) e "Not Fair" (uma das boas do novo disco) ganhando um peso eletrônico absurdo, em sua segunda metade (ela começou ambas "normais" e aí virou para um batidão poderoso), transformando o show numa noitada séria, pista fervendo; "The Fear" (nitidamente o maior hit do segundo disco); e a cover de "Womanizer", da Britney, que abriu o bis.
De resto, vale registrar que a mocinha cantou à vera, mas rolou um playback também, pelo menos nos refrãos de algumas músicas (era nítido, quando ela levava o microfone à plateia, que continuava uma voz guia no fundo, mais baixa).
Foi um grande show o do Beirut em São Paulo, na última sexta (11/9). "Grande" no sentido da animação e da qualidade, é claro, porque, na duração, foi dos mais curtos (internacionais) que eu já vi.
Banda animada, público ainda mais animado, cantando (gostei particularmente do coro em "A Sunday Smile"), gritando, dançando.
O que nos leva à questão do título do post: aparentemente, a organização do show não sabia que tipo de público ia ver o Beirut.
Porque armaram um esquema de mesas que: a) reduziu a capacidade do lugar (os ingressos se esgotaram); b) foi um estorvo para o tipo de show e de público - todo mundo ficou de pé logo na primeira música, e assim foi até o fim.
Ou seja, claro está que colocar mesas na pista, sem deixar nenhum espaço para uma plateia em pé, foi um erro - e um erro que atrapalhou todo mundo, organização, banda e, principalmente, a plateia. A pergunta é: era um erro evitável? Foi uma surpresa todo aquele povo querer ficar em pé e o mais próximo possível do palco? Eu devo dizer que esperava que o show fosse em pé, me espantou quando fiquei sabendo que seria com mesas.
Quem queria ficar sentado dançou, quem comprou lugar mais pra frente dançou, os seguranças tentavam, em vão, impedir a galera de invadir a área VIP... enfim, uma baderna.
Entendo que esse tipo de decisão, sobre a configuração da casa (mesas ou não, pista vip ou não), envolve uma série de considerações - preços, expectativa de lotação, tipo de público, tipo de música etc. Mas, sei lá, acho que dava pra ter feito coisa melhor, no caso do Beirut.
Por fim, registre-se que os seguranças impediram a galera de atender o convite da banda para dançar no palco, como rolou em Salvador; tudo bem que, como em Salvador, ia subir uma muvuca gigante ao mesmo tempo e as chances de problemas seriam grandes.
Por outro lado, quem frequenta o circuito hardcore sabe que o palco pode servir facilmente para o público, sem tumulto. Se o artista autoriza o público a subir (como o Iggy Pop fez também, por exemplo), não dá pra tentar liberar de modo civilizado?
Com um certo atraso li a matéria do "Link" sobre o sensacional projeto Rain Down.
"O Rain Down é um projeto colaborativo entre fãs do Radiohead para a realização de um DVD do show realizado pela banda no Brasil, focando o show de São Paulo, que aconteceu no dia 22 de março de 2009. A edição é toda feita com vídeos amadores gravados por pessoas que estavam lá ou publicaram conteúdo em sites como Youtube", diz a descrição no site do projeto.
É uma ideia muito boa, usando o som original (da mesa de som) e diversos vídeos gravados por quem tava lá. Dá pra baixar e gravar um DVD com capinha e tudo! Também dá pra assistir música a música, nos links que estão lá.
Intervalo em Belém pra dividir com você o João do Morro, dica de gente bem antenada de Recife. João do Morro é rápido, é quebrado, é malaco, é showman.
João do Morro já tem disco, já tocou no RecBeat e já tem vídeo circulando no YouTube há um ano. No Recife Rock tem duas faixas novas dele. Quando eu voltar do Pará, falo mais do João do Morro. Enquanto isso, Papa Frango! Papa Frango!!!
Estarei no interior do Pará nesse final de semana, então vou ficar fora daqui por um tempo. Chego em Belém sexta à tarde e no início da noite pego um barco para uma viagem (incrível, imagino) de 12 horas.
Enquanto eu passo o fim de semana ouvindo bastante technobrega e melody, você talvez dê de cara por aí com o Girls, dupla (de meninos) de San Francisco que está sendo tratada como aposta grande pelo selo Matador. Culpa do assédio em torno de músicas como "Hellhole Ratrace" e "Lust for Life".
O Girls é formado por Chris Owens e Chet White. O primeiro diz que fazia parte do grupo religioso Children of God, criado nos EUA nos anos 1960, e que deixou o culto quando adolescente. Viajou por vários países até chegar a San Frrancisco. Califórnia anos 60, Jesus & Mary Chain, Beach Boys, o clima do Girls vai mais ou menos por aí. Veja aqui o vídeo de "Hellhole Ratrace" e abaixo o espetacular (não é exagero!) clipe de "Lust for Life".
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The XX. Acho que não existe banda no mundo que está tão comentada quanto esse quarteto londrino. O espectro musical encontrado em pepitas como "Crystalized", "Basic Space" e "Islands" vai de Velvet Underground a Glass Candy e Timbaland. Os vocais são quase melancólicos, falados, despejando letras sobre sexo e desesperança. Não é o tipo de banda que exala apelo popular, mas isso é o de menos, certo?
Abaixo, o XX em "Hot like Fire", cover da Aaliyah.
Já viu "Distrito 9"? O filme estreou nos EUA no início de agosto. Aqui no Brasil, deve chegar em outubro, com um indesculpável atraso (como alguns sites adoram atrasos, o filme já circula por aí). "Distrito 9" tem produção do megahollywoodiano Peter Jackson, mas é conduzido estilo câmera na mão pelo novato Neil Blomkamp (29 anos). Blomkamp é sul-africano, e é da pariferia de Johhanesburgo que ele inicia o roteiro que envolve aliens, segregaçao e perseguição.
Já pegou Kombi, van, enfim, esses transportes coletivos populares de menor porte? No Rio eles são mais comuns do que em São Paulo (aqui também tem, mas não circulam tanto nas áreas centrais da cidade).
Enfim, em Nova York, é claro, também tem disso. São as chamadas "Dollarvans", que por US$ 1 levam a galera das quebradas. Aí alguém teve a ideia (facilmente copiável por aqui, aliás) de convidar rappers, músicos, comediantes para se apresentarem dentro dos veículos, enquanto eles carregam passageiros. E gravam essas apresentações, e jogam na rede.
E anunciam hoje de manhã shows do Prodigy em São Paulo (23 de outubro) e no Rio (24 de outubro). Tanto em SP como no RJ há dois tipos de ingressos de pista: aquele para a pista "normal" e aquele para a pista "premium".
Os ingressos para as pistas "normais" custam R$ 180 em São Paulo e R$ 150 no Rio. Para as pistas "premium", R$ 350 em SP e R$ 250 no Rio.
A ganância dos promotores é a única justificativa para tal procedimento. Sabem que o fã de determinado artista está disposto a tudo para ficar perto do ídolo, e sabem que tem gente que paga o preço que for apenas para ganhar um lugar em uma "área VIP". Aquele fã que não tem direito a carteira de estudante, que não falsifica carteira de estudante, que não tem dinheiro suficiente para pagar um preço quase extorsivo pelo ingresso, é alijado da parte de frente do palco, o que deixa qualquer show de grande porte menos interessante.
E o Brasil é provavelmente o único país do mundo em que casas de show de tamanho pequeno ou médio dividem o público de pista dessa maneira esdrúxula e nada justa. Será que algum dia isso vai mudar?
1) E, como já discutimos antes, o Planeta Terra acabou atropelando mesmo o Maquinaria, pelo menos no papel. Com a confirmação de Maxïmo Park, Sonic Youth e Ting Tings, o Terra tem mais e melhores atrações, custando menos. E o local (o Playcenter) também pode acabar se mostrando melhor que o do Maquinaria (a execrada Chácara do Jockey).
2) Assisti ao Maxïmo Park em Londres, quando eles estavam lançando o segundo disco (hoje, já têm um terceiro). Não foi nada menos do que espetacular - o vocalista, Paul Smith, é um dos malucos mais pilhados do mundo. Se a banda vier com a mesma pilha e a plateia estiver na deles, vai ser memorável.
3) Falando em show memorável, o Prodigy vai voltar (23/10 no Via Funchal, SP, 24/10 no Credicard Hall, Rio). Quem assistiu ao show deles em 1998 (pelo menos o do Rio, que foi o que eu vi; não sei como foi em SP) não esquece: escuridão total, som estourando, clima punk - teve até gás lacrimogênio; o Metropolitan parecia uma sucursal do inferno, a banda em estados alterados da mente (boa parte da plateia, idem), enfim, um dos shows mais hardcore que eu já vi. Nessa volta da banda, o preço já é hardcore, como mostra o Thiago aí acima.
Será lançado nesta sexta (11 de setembro) o primeiro número da edição brasileira da "Mixmag", revista britânica sobre dance music e cultura clubber. Quem traz a publicação pro Brasil é a editora SAX, responsável também pela edição brasileira da "Billboard". Inglês que mora no Brasil há algum tempo, Dom Phillips edita a revista. A tiragem será de 30 mil exemplares e a periodicidade, bimestral. O preço? R$ 10,90. A capa do primeiro número:
O troço é aberto e colaborativo, ou seja, dá pra acrescentar novos discos e suas respectivas posições geográficas; e o Brasil tá meio vazio, nesse quesito.
Explode - Nova festa do clubinho. O som? Tipo, global underground; Neu (r. Dona Germaine Burchard, 421); sexta, a partir das 23h; de R$ 10 (até meia-noite) a R$ 15
Circuito - Após tour na Europa, Gui Boratto reaparece em São Paulo. E ainda tem Murphy, Marcelinho CIC e Pil Marques; Clash (r. Barra Funda, 969, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3661-1500); sexta, a partir das 23h; de R$ 50 a R$ 65
Party Intima - Rock novo, ferveção, suor; Audio Delicatessem (r. Mourato Coelho, 651, Vila Madalena; tel. 0/xx/11/2609-1412); sexta, a partir das 23h; R$ 30
Mundo Livre SA - Em comemoração aos 15 anos de "Samba Esquema Noise"; Studio SP (r. Augusta, 591, Consolação; tel. 0/xx/11/3129-7040); sábado, a partir das 23h; R$ 25
Mothership - Com o polonês Marcin Czubala, o tecno encontra o erudito; D-Edge (al. Olga, 170, Barra Funda; tel. 0/xx/11/3666-9022); sábado, a partir das 24h; de R$ 40 a R$ 60
Memetics - Um dos sábados mais animados de SP, com o DJ Guab desconstruindo músicas e corações; Neu (r. Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca); sábado, a partir das 23h; R$ 15
Discology vs. Bate Estaca - Sem Camilho Rocha, mas com Claudia Assef, Mau Mau, Daniel Cozta, DaDa Attack e Luca Lauri; Vegas (r. Augusta, 765, Consolação; tel. 0/xx/11/3231-3705); sábado, a partir das 23h30; R$ 35
Um tanto mais pra frente (6 de outubro) chega o novo do Raveonettes, que anda soltando algumas demos do que vem por aí, tanto no MySpace quanto no site da gravadora. É coisa boa, principalmente "Last Dance".
E a dupla dinamarquesa é uma que merece voltar ao Brasil, porque teve uma recepção muito abaixo do que merecia, na primeira passagem; fizeram um grande show no Curitiba Pop Festival, mas o bando de fãs que esperava pelo Mercury Rev não agitou nada. Um dos três maiores desperdícios (show bom com plateia fraca) que eu já testemunhei, os outros dois sendo o Blur no Rio (que não tinha ninguém) e um show do Chico Science e Nação Zumbi abrindo pros Paralamas, também no Rio (no mesmo local, aliás, o Metropolitan, na Barra, que hoje é um qualquer coisa hall).
E-mail da assessoria do Maquinaria Festival (o que vai ter Faith no More, Jane's Addiction e Evanescence) avisa que os ingressos de meia-entrada (os inteiros custam R$ 200 e R$ 450 pra pista VIP) terão "venda limitada na forma da Lei nº 11.355/93", o que significa dizer que vão vender apenas 30% dos ingressos como meia-entrada (no dia 8, que interessa a muito menos gente, eles dizem que vão aumentar a cota de meia-entrada, mas não dizem quanto será essa nova cota).
Como já mostramos antes aqui, já há jurisprudência contra essa limitação da venda de meia-entrada em São Paulo - uma garota que foi obrigada a comprar inteira pro show do Oasis de 2006 (porque a cota de meias já estava esgotada) entrou na Justiça contra os produtores do show e ganhou em duas instâncias.
Thiago Ney, 35, trabalhou no Notícias Populares entre 1997 e 2000. Está no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, desde 2001.
Marco Aurélio Canônico, 31, está na Folha de S.Paulo desde 2005. Foi repórter da Ilustrada, correspondente da Folha em Londres e, desde fevereiro de 2009, edita o Folhateen
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