Ilustrada no Pop

 

 

Réveillon na Paulista

De plantão no fim do ano, dei um pulo no Réveillon da av. Paulista, o equivalente paulistano à quizumba carioca de Copacabana. Já tinha um tempo que eu não encarava essas festas de Ano-Novo esquema muvuca - a última tinha sido em Copacabana mesmo, em 2004 (e lá assisti a outros, assim como em Salvador, no igualmente simbólico Farol da Barra).

Comparativamente, achei o esquema organizado na av. Paulista pior do que o do Rio. E isso mesmo descontando, obviamente, as diferenças intransponíveis, como a falta de um mar e o fato de que a Paulista é pouco larga (tomando-se o palco como centro - ele fica no meio da avenida - quase não tem espaço lateral para o público se espalhar). Isso faz com que os lugares mais próximos do palco sejam poucos e apertados. Mas ok, não há o que fazer com isso, só mudando a festa de lugar mesmo.

Dentre os problemas solucionáveis, a altura do palco é uma questão - na melhor das hipóteses, é uma faca de dois gumes; como ele é muito alto (25m, porque os carros e ônibus precisam passar debaixo dele, ou a montagem e desmontagem paralizaria a avenida por muito tempo), dá pra vê-lo de qualquer lugar, mesmo se você tiver um gigante na sua frente. Por outro lado, é o tempo todo olhando pra cima, o que cansa rapidamente.

Mais problemática do que a altura é a distância a que o povão fica - como tem (diferentemente de Copa, pelo menos nos que eu vi) as famigeradas áreas VIP na frente (que não chegam a encher), a fila do gargarejo (para aquela galera que chega horas antes e fica espremida na grade, sem poder sair) está a pelo menos uns 100m do palco. Some-se a distância com a altura e pronto: para a maior parte do público, é impossível distinguir qualquer coisa no palco. Área VIP tem que ser lateral (e havia uma dessas), a frente do palco tem que ser para os fãs, para a turma do gargarejo - isso é melhor para todos, inclusive para os artistas.

Pior do que isso, e inacreditável, os imensos telões que ficam nas laterias e no fundo do palco não transmitem os shows - em vez disso, ficaram a noite toda passando clipes "artísticos", de uma inutilidade gritante; é verdade que havia uma série de telões espalhados ao longo das laterais da avenida, para quem está mais para trás, transmitindo os shows, mas nada justifica que os telões principais (e centrais) não transmitam os shows.

Por fim, a área para cadeirantes, em frente ao palco, era de acesso virtualmente impossível (ou muito mal sinalizado) - basta dizer que haviam apenas cinco cadeirantes nela (num evento que reuniu 2,5 milhões de pessoas, segundo as projeções divulgadas, é difícil acreditar que fossem tão poucos). Vi uma cadeirante sendo puxada do meio da multidão, com enorme sacrifício (bombeiros tiraram ela e a cadeira por cima da cerca).

Descontados esses problemas estruturais, o que restou? Uma queima de fogos muito chocha (e debaixo de chuva) e poucos shows realmente eficientes - dos que eu vi, Dudu Nobre e Edson & Hudson foram os que mais animaram a galera (Maria Rita e Martinho da Vila passaram quase batidos, apesar de a filha da Elis ter feito uma boa apresentação; não cheguei a tempo para a Pitty e não fiquei para ver KLB cantando Beatles nem a bateria da Mocidade Alegre).

De qualquer modo, é justo registrar que a impressão geral (e superficial, obviamente, já que não dá pra apurar como estão 2,5 milhões de pessoas) é de que tudo transcorreu razoavelmente bem, e a maioria das pessoas parecia estar em clima de festa mesmo, sem maiores irritações ou contratempos - ou seja, o evento, aparentemente, cumpre seu objetivo público. O que não quer dizer que não possa ser melhorado.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 22h10

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Um clipe

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 13h55

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Estereótipos de fãs de bandas indies

É uma bobagem, evidentemente, mas uma bobagem divertida (e quem vai atirar a primeira pedra e dizer que nunca estereotipou alguém a partir do som que a pessoa ouve?): estereotipando as pessoas a partir de suas bandas indies favoritas.

Os mais engraçados: fãs de Joanna Newsom (gente que pensou em fazer amizade com um esquilo) e fãs de Devendra Banhart (gente que pensou em se tornar um esquilo).

Inspirada pela lista de estereótipos baseados nos autores que você lê.

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h49

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Como acabar com um blog

Até pouco mais de um mês atrás, o Idolator era dos blogs que faziam uma das coberturas mais interessantes e divertidas de música pop. Com boa dose de ironia e acidez, cobria desde "American Idol" e Kanye West até lançamentos de bandas indies. Mas o Idolator mudou. Para MUITO pior. Morreu, basicamente, ao ser vendido a uma empresa de porte médio.

O Idolator era tocado por Maura Johnston e Brian Raftery (este um ex-journo da "Spin" que deixou o Idolator em 2007 para escrever um livro). O blog estava sob o guarda-chuva da Gawker, que abriga também blogs e sites como Gizmodo e Kotaku, entre outros.

No início de novembro, o Idolator foi vendido para a Buzznet, espécie de grande rede social que em 2008 havia abduzido outro influente blog pop, o Stereogum (este por US$ 5 milhões). A Buzznet, que cresceu com o dinheiro de fundos de investimento norte-americanos, recentemente recebeu aporte da gravadora Universal.

Resuiltado: de textos críticos, espertos, recheados de humor, o Idolator agora abriga relatos insípidos, desprovidos de conteúdo analítico; espécie de releases.

Uma fonte de informação a menos.

Escrito por Thiago Ney às 20h43

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This is how you remind me

Se você fosse escolher uma banda para classificar como "principal banda dos anos 00", qual seria?

A Billboard aparentemente resolveu surpreender, e deu o título para o Nickelback (que aparece em sétimo na lista de "artistas da década", mas como só tem artistas solo antes dele, é a primeira banda da lista).

Escrito por Thiago Ney às 14h25

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A força que nunca seca

Foto: Patricia Stavis/Folha Imagem

Assisti, no último sábado, ao novo show de Maria Bethânia, muito apropriadamente intitulado "Amor, Festa, Devoção".

É um show espetacular. A Bethânia é uma dessas raras artista que precisa ser assistida ao vivo, independentemente do que se ache dela ou de suas músicas (eu gosto), porque ela é de uma teatralidade e expressividade únicas - seus shows são bem pensados, têm roteiro, um conceito que perpassa cada detalhe (cenários, repertório, roupas, textos que são lidos), são obras fechadas e bem acabadas; sua voz (e a projeção que ela dá à voz) é de uma afinação e de uma potência impressionantes. Mesmo que você não goste de nada daquilo (do jeito "explode coração" dela e de seus fãs), que não seja sua praia, é difícil (se você for isento) não reconhecer os méritos, a força daquele conjunto que está em cena. Não por acaso suas performances volta e meia ficam para a história da MPB - vide "Opinião" (que não era só dela), "Rosa dos Ventos" etc. A importância que ela dá aos shows pode ser vista em seu próprio site, que organiza bem didaticamente suas turnês ano a ano, com roteiros, fichas técnicas, fotos etc.

No repertório do show atual, o destaque (pro meu gosto) são os momentos dedicados aos ritmos populares (as canções "baianas" e as modas de viola). Um destes momentos foi bem registrado no vídeo abaixo:

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h10

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Rollo Jean

Já que o segundo disco do Mika não é nem de longe tão bom quanto o primeiro, talvez seja hora de olharmos pra um novo Mika.

Com vocês, o incrível Rollo Jean (confiram, no MySpace, "Cellar of Love" ou a bowiana "Mars Drive"):

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 02h05

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As pessoas que estragaram a década

Já estamos em plena temporada de listas, com o duplo advento do fim do ano e da década 00. Daqui pra frente vão ser tantas e tão variadas que certamente vão cansar mesmo o mais ardoroso fã delas. Então, antes de a paciência ir pro ralo, uma boa coletânea pra ler é a que o "Guardian" fez, intitulada "The People Who Ruined the Decade" e centrada em gente do mundo cultural/pop. Apesar do título, nem tudo é crítica (por exemplo, na lista está David Simon, por "estragar qualquer drama de TV que não seja 'The Wire'", que ele criou). 

Os destaques incluem Jessica Simpson ("ela transformou a estupidez em algo sexy"), Al Gore ("o rei da inconveniência e inventor do documentário-deprê"), Michael Cera ("desde 2003 iludindo os indies desajeitados a acreditar que eles vão conquistar aquela garota"), Frank Black ("o desbravador dos retornos", desde que reuniu o Pixies, abrindo caminho para a série infinita de "comebacks"), Josh Homes ("aquele roqueiro ruivo que suavizou os Monkeys") e Chris Martin ("justamente quando o Bono finalmente se deu conta de que toda sua carreira até então tinha sido um lixo, surge um novo").

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 00h59

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Manifesto

Na sexta-feira (11 de dezembro), Laerte, Lourenço Mutarelli, Rafael Grampá, Angeli, Caco Galhardo e vários outros cartunistas/escritores pintarão ao vivo dois enormes painéis que serão vendidos ou rifados. O objetivo é arrecadar dinheiro para ajudar o dramaturgo Mário Bortolotto, baleado por três tiros na madrugada do último sábado, na praça Roosevelt.

Tirei o texto abaixo do blog do Grampá.

*****

Nessa sexta-feira, dia 11/12, a partir das 19 hs, vai acontecer na Praça Roosevelt um MANIFESTO ARTÍSTICO PELA MELHORA DE MÁRIO BORTOLOTTO E PAZ NA PRAÇA ROOSEVELT.

Esse manifesto tem o intuito de continuar o movimento que vem ocorrendo contra a violência ocorrida na semana passada e unir forças para a recuperação do nosso querido e grande amigo. O Teatro não pode parar e os artistas tem o dever de se mobilizar para que as tragédias da vida se transformem e mudem um pouco a realidade gritante.

O Marião está se recuperando muito bem mas precisará de muitos recursos após sua saída do hospital. Por isso a arte está se mobilizando em prol da sua recuperação.

Produziremos 2 MEGA painéis pintados AO VIVO pelos artistas Lourenço Mutarelli, Laerte, Rafael Grampá, Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Coutinho, Angeli, Guazzelli, Fábio Cobiaco, André Kitagawa, Caco Galhardo, Marcelo Campos e muitos outros, que serão rifados. Sorte de quem ganhar essas obras inéditas na história dos quadrinhos nacionais feita a 6 mãos cada! Eu mesmo vou comprar muitos número pois quero MUITO um desses painéis históricos pra mim! 

Divulguem para seus amigos e particpem desse movimento, compre a rifa e adquira uma obra inédita da exposição!

Me sinto muito feliz de poder fazer algo contra toda a violência que que foi causada.

Esperamos vcs lá!

Ah, também será feita a sessão da peça “Brutal” a meia noite com verba revertida.

Vai perder? Acho que não!

Abraço,

R. Grampá

Escrito por Thiago Ney às 17h05

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Cultura e violência

Texto que saiu hoje na Ilustrada.

*****

Seria irresponsável colocar a culpa no poder público pelo ocorrido com Mário Bortolotto no sábado passado. Mas o episódio joga luz sobre uma questão que está na pauta há décadas, mas que não recebe tratamento adequado: a revitalização urbanística e cultural da região central de São Paulo.

Na capa da Ilustrada desta quarta, o secretário da Cultura Carlos Augusto Calil fala sobre o assunto.
Bortolotto levou três tiros durante tentativa de assalto ao Espaço Parlapatões, na pça. Roosevelt. Assim como a “baixa Augusta”, de uns três, quatro anos para cá, a pça. Roosevelt tornou-se um reduto cultural do centro de São Paulo.
¦Enquanto na região da Augusta o povoamento foi motivado por clubes e casas de shows (Vegas, Studio SP, Inferno, Outs etc.), que trouxeram na esteira restaurantes, cabeleireiros, lan houses, na Roosevelt a ocupação deu-se com o teatro.

Em dezembro de 2000, o grupo Os Satyros instalou-se na praça. Hoje, são seis teatros, muitos deles com bares anexos. O público foi à praça, que se tornou um local de convivência em vez de ponto de venda e de consumo de drogas, como era conhecido anos atrás.
O que é comum à Augusta e à Roosevelt? Ambas ganharam nova vida devido exclusivamente à iniciativa da sociedade. Não houve qualquer apoio ou política do governo para a ocupação das regiões.

Um projeto orçado em R$ 40 milhões destinado à reurbanização da praça Roosevelt está parado na Prefeitura. Não há verba para a realização das obras. Enquanto isso, com a proibição de funcionamento dos bares durante a madrugada, a praça e sua horrenda estrutura em concreto ficam abandonadas à noite, com iluminação insuficiente e segurança inexistente.
O governo de SP prevê gastar R$ 311,8 milhões com o Teatro de Ópera e Dança, que será montado na área batizada de Nova Luz. Não adianta brincar com semântica; Nova Luz ainda é Cracolândia. Será que alguém do governo tem coragem de passear pelas ruas da região durante a noite? Não vale levar escolta policial ou seguranças.

A vida noturna de São Paulo tornou-se uma das mais movimentadas do mundo. Todo final de semana, os clubes recebem DJs expressivos; há incontáveis opções de shows; os bares multiplicam-se e multiplicam ofertas de empregos; há excursões vindas do interior para assistir a peças de teatro.
O que o governo faz? Incentiva esse tipo de manifestação? Empresários e produtores culturais ouvidos por esta coluna, que preferem o anonimato, afirmam que a burocracia da prefeitura, por exemplo, dificulta como pode a obtenção de alvarás. Assim, fica mais fácil para fiscais corruptos extorquirem dinheiro dos estabelecimentos por motivos os mais variados.

Interditam-se casas noturnas. Obrigam-se os bares a fechar as portas. Todos sabem o que ocorre. O governo sabe. Mas não toma atitude.

Escrito por Thiago Ney às 14h04

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Dá-lhe Mengo!

Como diz o Djavan, "inda bem que eu sou Flamengo! Mesmo quando ele não vai bem, algo me diz, em rubro-negro, que o sofrimento leva além".

Pra não dizerem que eu fiz um post puramente futebolístico, vamos colocar uma trilha sonora pra comemorar o hexa (e pra lembrar que não há time mais cantado em música do que o rubro negro carioca... Jorge Ben, Moraes Moreira, Gilberto Gil, Djavan, Bebeto, Bezerra da Silva, Jackson do Pandeiro etc. etc. etc. todos já cantaram o Flamengo)

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 00h42

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Pixie, Mallu, sujinho...

Mallu Magalhães lança nesta sexta seu segundo disco. Como o primeiro, chama "Mallu Magalhães". Diferentemente do primeiro, traz canções bem variadas, que vão do pop ao folk, da psicodelia à valsa, do reggae ao blues.

O disco é ótimo. Compre/baixe/ouça sem medo.

"My Home Is My Man" é energia pura. "Compromisso" vem apoiada por assobios ótimos. "Versinho de Número Um" lembra Mutantes. "É Você Que Tem" possui uma delicadeza que emociona. "Bee on the Grass" está mergulhada em psicodelia.

Mallu cresceu. E acertou.

*****

Finalmente sai no Brasil o disco de estreia da pós-adolescente Pixie Lott, popstar no Reino Unido. Pop redondo. Ouça "Boys and Girls". 

*****

Neste sábado tem set do irlandês Phil Kieran no D-Edge. Kieran é o cara que fez "Alloy Mental". E que passeia sem medo por electro, tecno, minimal, pode ser rápido ou lento, pesado ou sutil.

*****

O Sujinho abriu uma hamburgueria. Fica na mesma r. Maceió que hospeda uma das casas da rede. O ambiente da lanchonete é mais clean, menos rústico que o dos restaurantes. Mas algumas características permanecem: não aceita cartões de crédito e débito; as carnes são caprichadas; e o excepcional repolho curtido no azeite pode ser adicionado aos sanduíches.

Escrito por Thiago Ney às 16h02

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Vocais e Noise

O cultuado grupo americano Dirty Projectors iniciou no último sábado uma miniturnê pelo Brasil. Tocaram em Goiânia, no Rio (no domingo, no teatro Odisseia) e, às 20h desta quarta, se apresentam em São Paulo, no clube Clash.

Para muita gente (eu incluso), "Bitte Orca", o mais recente disco dos caras, está entre os lançamentos deste 2009. O Dirty Projectors é liderado pelo imprevisível Dave Longstreth. Em show do DP, não dá para adiantar como ele estará: se tranquilo e focado ou imparável com sua guitarra.

Uma das coisas legais do DP é a forma como eles usam vocais em suas canções. Três vocalistas femininas dividem vozes de faixas como "Stillness Is the Move", compondo e desenvolvendo a harmonia dessas faixas. Fiz uma rápida entrevista com Longstreth, em que ele comenta: "Adoro a voz, é o meu instrumento favorito. Não há muita racionalidade, é algo instintivo, emocional. Reunir vozes em uma canção é algo que soa majestoso".

Abaixo, o Dirty Projectors com "Cannibal Resource", no Goiânia Noise.

*****

E vale a lembrança. Consolidado como o maior festival independente de rock do país, o Goiânia Noise chegou em novembro à 15ª edição. Não é pouco, se lembrarmos que, no Brasil, mesmo festivais que são bancados por grandes empresas não conseguem se sustentar por poucos anos.

Escrito por Thiago Ney às 18h32

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Morrissey e suas músicas favoritas

Moz, o ex-vocalista dos Smiths etc. etc. etc., participou do programa "Desert Island Discs", da Radio 4 (BBC), no qual, além de falar de sua vida e de sua carreira, escolheu e comentou oito gravações que levaria para uma ilha deserta (ainda dá pra ouvir o programa on-line, pelos próximos dias):

1 - New York Dolls - "(There's Gonna Be A) Showdown" - "Acho que eles mudaram tudo, e sou muito agradecido por isso", diz Morrissey.

2 - Marianne Faithful - "Come and Stay with Me" - "Eu subia na mesa e cantava essa música quando tinha 6 anos, o que é bastante pevertido da minha parte, se você prestar atenção na letra" 

3 - Ramones - "Loudmouth" - "Acho que o mundo é uma bagunça hipnotizante... o que nos leva a essa música, aos Ramones"

4 - Velvet Underground - "The Black Angel's Death Song" - "Ouvindo Lou Reed no Velvet Underground estamos, na verdade, ouvindo o WH Auden do mundo moderno, não em forma de poesia impressa, mas de barulho gravado"

5 - Klaus Nomi - "Der Nussbaum"

6 - Nico - "I'm Not Saying"

7 - Iggy and the Stooges - "Your Pretty Face is Going to Hell"

8 - Mott the Hoople - "Sea Diver" - "É uma faixa que me faz sentir carregado, emotivo, triste" 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 16h08

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Blur, a volta, o documentário

Já viram o trailer de "No Distance Left to Run"?

Falando em voltas (a do Blur já acabou, aliás), os Strokes não só vão gravar disco em 2010 como já começaram a marcar shows.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h02

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Ingressos pro Metallica

Foi o leitor Rapha quem deu a letra, num comentário no post anterior:

"Já ta dando rolo na venda dos ingressos pro Metallica. Sumiram as meias do site um minuto após o início das vendas".

De fato, entrei no site da nossa velha conhecida Ticketmaster (não um minuto após o início das vendas) e as meias já tinham sumido - não só elas, aliás (arquibancada, por exemplo, não tinha mais de nenhum tipo).

Como ainda havia ingressos disponíveis (de pista, por exemplo), entende-se que a Ticketmaster está se valendo da lei municipal que restringe a venda da meia-entrada a 30% da lotação do lugar.

Como já falamos aqui mais de uma vez, já há decisão de segunda instância na Justiça contra essa limitação da venda de meia-entrada.

Escrito por Thiago Ney às 13h23

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Ilustrada no Pop é uma extensão da cobertura do caderno Ilustrada da Folha.

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