Ilustrada no Pop

 

 

A história de "Thriller", o clipe

E aí, galera? Mal aí o sumiço, mas as novas funções no jornal drenam absolutamente todo meu tempo (e mais um pouco).

Bom, um ano da morte de Michael Jackson, várias coisas rolando, mas de longe o que eu vi de melhor foi esse artigo da "Vanity Fair" contando os bastidores de "Thriller", o melhor clipe de todos os tempos (me lembro da primeira vez que o assisti, criança, provavelmente em 1984 mesmo, num programa de TV das tardes de sábado - talvez Raul Gil, talvez Bolinha, não lembro exatamente; lembro que morri de medo, mas, como quase todo mundo, fiquei absolutamente fascinado).

"Thriller" tinha tudo para não ter virado um fenômeno: seria o sétimo (!) single e o terceiro clipe ("Billy Jean" e "Beat It" foram os primeiros) de um disco que havia sido lançado há um ano e que acabara de perder a liderança das paradas. Ninguém levava fé num terceiro clipe, muito menos na canção título do álbum (nem Jackson, nem a gravadora). Quando o diretor John Landis apresentou a conta (US$ 900 mil), a gravadora não quis bancar (daí armou-se um esquema comercial absolutamente inovador de venda para TV e vídeo). MJ tinha trauma de horror desde criança (graças ao monstro do seu pai) e, sendo então uma testemunha de Jeová, não estava exatamente aberto para o clima sexy que o diretor John Landis queria dar ao clipe - a atriz que faz a namoradinha de Jackson, Ola Ray, então com 23 anos, já tinha sido playmate da "Playboy".

Como todos esses rolos foram vencidos é uma história sensacional, cheia de detalhes curiosos (entre as visitas ao set, Fred Astaire, Marlon Brando e Jacqueline Onassis). A reportagem também tem trechos reveladores sobre a psique de MJ, como este:

"Um dia ele [MJ] ligou para o departamento de arte da gravadora e perguntou à diretora de arte se ela poderia retocar seu nariz em uma célebre foto quando criança. 'Quero que você reduza as minhas narinas', Jackson pediu. 'O.K., mas por quê, Michael?', ela perguntou, tentando convencê-lo de que seu rosto estava bem daquele jeito. 'Não quero ficar parecido com meu pai', Jackson respondeu. 'Cada vez que eu olho essa foto, acho que estou parecendo com meu pai.'"

A autora do texto, Nancy Griffin, cobriu a gravação do clipe para a revista "Time" e chegou a fazer uma ponta: ela é a garota na bilheteria do cinema. Ela termina seu texto com uma observação interessante: "Para mim, 'Thriller' parece ter sido a última vez em que todo mundo no planeta ficou excitado ao mesmo tempo, pela mesma coisa: não importa onde você fosse no mundo, as canções [do disco] estavam tocando, e você podia dançar ao som delas. Desde então, a fragmentação da cultura pop destruiu nosso senso de euforia coletiva, e eu sinto falta disso."

Recomendo a leitura. 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 19h21

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Em ritmo de Copa

Tem alguém aí?

*****

Eu sei, estou meio relapso com este blog. É que fiquei bem ocupado na editoria da Copa da Folha. Depois de 11 de julho, volto a movimentar mais isso aqui.

Enquanto isso, fique com a música do verão (do verão do hemisfério Norte, claro).

A música é "Summer", do Magic Kids, excelente banda de Memphis contratada pelo não menos excelente selo True Panther (Girls, Lemonade, Delorean...).

*****

Mesmo com os bolões, com álbum de figurinhas, com o Maradona, com a torcida da Dinamarca, ainda assim tem gente que reclama da Copa.

Tipo, tempo de Copa é tempo de ler coisas como isso que o Paul Doyle postou no site do "Guardian", durante o relato minuto a minuto de França x África do Sul:

"As for Domenech, the French are petitionning Judas Iscariot to move over a bit in the Devil's jaws to give a bit of space down in the seventh circle for the worst national manager of all time".

Ou isso aqui:

Escrito por Thiago Ney às 19h59

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Strokes e Macca

No post abaixo, você leu sobre um show pequeno que marcou o retorno dos Strokes. A banda fez, neste final de semana, a volta aos palcos grandes.

Os Strokes tocaram no Isle of Wight Festival, na Inglaterra.

O canal ITV transmitiu as duas primeiras faixas do show, "New York City Cops" e "The Modern Age". Veja esta última abaixo.

*****

Quem fechou o Isle of Wight, neste domingo, foi Paul McCartney.

Ele tocou 27 músicas e deve ter tirado lágrimas dos fãs de Beatles com versões de "Eleanor Rigby", "Paperback Writer", "Helter Skelter".

Dá uma olhada no setlist e sinta o DRAMA.

"Venus And Mars Rockshow"
"Jet"
"All My Loving"
"Letting Go"
"Let Me Roll It"
"Long and Winding Road'
"1985"
"'I'm Looking Through You"
"Blackbird"
"Here Today"
"Dance Tonight"
"Mrs Vandebilt"
"Eleanor Rigby"
"Something"
"Sing the Changes"
"Band On The Run"
"Obla Di Obla Da"
"Back in the USSR"
"Paperback Writer"
"Let It Be"
"Live and Let Die"
"Hey Jude"
"Day Tripper"
"Get Back"
"Yesterday"

Escrito por Thiago Ney às 20h44

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A volta dos Strokes

Os Strokes acabam de fazer show extra-concorrido em Londres.

A apresentação foi no Dingwalls, casa pequena (500 pessoas) em Camden, no norte da cidade inglesa.

Foi o primeiro show da banda nova-iorquina em quatro anos.

Os ingressos, que custavam oficialmente 10 libras, chegaram a ser vendidos na porta por 500 libras (cerca de R$ 1.350).

A banda fez show "greatest hits". Uma espéice de ensaio para apresentações que farão no circuito de festivais.

O setlist:

"New York City Cops"
"The Modern Age"
"Hard To Explain"
"Reptilla"
"What Ever Happened"
"You Only Live Once"
"Soma"
"Vision Of Division"
"I Can't Win"
"Is this It"
"Someday"
"Red Light"
"Last Night"
Bis:
"Under Control"
"12:51"
"Juicebox"
"Heart In A Cage"
"Take It Or Leave It"

Quando aparecer vídeo do show, coloco aqui.

*****

Não sei se já contei essa história aqui, mas em 2001, antes do lançamento do primeiro disco da banda, "Is This It", vi um show deles em Londres.

Os ingressos custavam 10 libras. Tive que pagar 100 libras pra entrar. E vi duas japonesas pagando mais para um cambista.

Escrito por Thiago Ney às 20h19

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Dúvidas

Não acho que seja um problema fazer pose de guerrilheira e comer "truffle fries", mas por que a MIA fala mal da Lady Gaga e lança uma música, "XXXO", que é idêntica às faixas da Lady Gaga?

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Por que o Eduardo Fischer escreveu em seu twitter, em 7 de abril, que faria o anúncio oficial sobre o Woodstock Brasil em "30 dias" e, até agora, nada foi anunciado?

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Será que as sensacionais Warpaint conseguirão fazer algo tão bom quanto "Elephants"?

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Por que um grupo tão bom e original como o Coral não está entre os maiores do mundo? Li que eles voltaram de um recesso. Estão com turnê marcada pela Europa. E lançam disco em julho.

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Na sexta, Heartthrob (Hot Hot) ou It's Alive (Vegas)? No sábado, Crew (Glória), Memetics (Neu) ou Decadence (Alberta)?

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Celtics ou Lakers?

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"Dirty South Dance 2", do A-Trak, ou o "Dj Kicks" do James Holden?

*****

"1963" ou "Sub-Culture"?

 

Escrito por Thiago Ney às 15h31

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