Ilustrada no Pop

 

 

Creamfields (e férias)

Devido às minhas férias, este blog terá poucas atualizações nos próximos dias.

Neste final de semana estará (espero) muito movimentado porque estarei em Liverpool, para cobrir o Creamfields, festival enorme dedicado à eletrônica e que terá, em suas várias tendas, no sábado e no domingo, gente como Erol Alkan, Richie Hawtin, Calvin Harris, Audio Bullys, Crookers, Tiga, Switch, Major Lazer e vários de dubstep, como Benga, Rusko, Caspa etc.

Não sei se já escrevi aqui, mas o Creamfields terá uma edição brasileira em janeiro (provavelmente no penúltimo fim de semana do mês), em Florianópolis.

Escrito por Thiago Ney às 14h12

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Música do ano?

Sério. Se não for a música do ano, está entre elas.

"Fuck You", Cee Lo Green.

Escrito por Thiago Ney às 17h30

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"Aqua" profunda

O Angra acaba de lançar um disco.

O nome do objeto é "Aqua".

Abaixo, divido com você alguns trechos do release.

"...Desta vez os músicos estavam completamente inspirados. O sentimento de banda, de companheirismo e de, efetivamente, mostrar aquela velha gana e atitude positiva voltaram com força total."

"O design da capa e arte do CD foi criado pelo (...), com supervisão (...), que transmitiram o conceito das letras, que têm o elemento água como tema central. 'A Tempestade', última peça escrita pelo poeta inglês Shakespeare, revela uma história de dor e reconciliação que serviu de base para a criação deste conceito e o título. O termo em latim 'Aqua' engloba as variáveis deste elemento da natureza, já que a água pode representar a fúria das marés e das tempestades, bem como o perdão e a sabedoria nos momentos de calmaria."

"O enredo da história criada pelo Angra se desenrola após uma grande tempestade, que aconteceu na costa de uma ilha e, enquanto as águas turvas rodeiam um navio, sua tripulação luta com todas as forças para não ser abatida. A partir desse ponto, a banda desenvolveu uma narrativa que irá prender a atenção dos ouvintes. Todos sabem, quando o Angra some e trabalha com serenidade, vem com um trabalho marcante. 'Somos da mesma substância que os sonhos'."

É isso.

Escrito por Thiago Ney às 17h12

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Festival terá Janelle e Mayer

A movimentada temporada de shows e festivais no Brasil neste segundo semestre terá continuidade no início do ano que vem.

Mayer Hawthorne e Janelle Monáe (sim, Janelle Monáe!) já fecharam contrato para se apresentarem em um festival que será montado em três cidades brasileiras em janeiro de 2011.

Amy Winehouse também deve vir na mesma época (começo do ano que vem). Será que é para o mesmo festival?

Escrito por Thiago Ney às 16h51

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Mars Volta no SWU

O Mars Volta, banda de Omar Rodriguez-López e Cedric Bixler Zavala, estará no SWU.

Eles tocarão na primeira noite do evento, que terá também Rage Against the Machine, Mutantes, Marky, Twelves entre outros.

Na segunda noite estarão Dave Matthews Band, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime, Capital Inicial, Jota Quest.

E, na terceira, Linkin Park, Incubus, Pixies, Avenged Sevenfold, Cavalera Conspiracy, Yo La Tengo, Erol Alkan, Gui Boratto, Anderson Noise, entre outros.

SWU, se você não sabe, acontece entre 9 e 11 de outubro, em uma fazenda em Itu (interior de SP).

Escrito por Thiago Ney às 16h41

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Imagens do dia

                                                    Balazs Mohai/Associated Press

John Lydon, em show do PIL no festival Sziget, na Hungria

                                  Bryan Bedder/France Presse

Rihanna em show no Madison Square Garden (NY)

Escrito por Thiago Ney às 11h36

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Melhores e piores voltas

O "Independent" fez duas listas com as melhores e piores voltas da música. Duas coisas que nunca saem de moda no pop: voltas e listas.

Listas são sempre divertidas, mesmo não concordando com elas. Entre as piores voltas, por exemplo, eles colocaram a do Limp Bizkit, que, convenhamos, não teria como fazer uma volta minimamente digna.

As melhores voltas

1. Blur
2. Elvis Presley
3. Take That
4. Brian Wilson
5. Johnny Cash
6. Green Day
7. Bob Dylan
8. New York Dolls
9. Leonard Cohen
10. The Eagles


As piores voltas

1. East 17
2. Sex Pistols
3. Van Halen
4. The Doors
5. Britney Spears
6. Mötley Crüe
7. All Saints
8. The Smashing Pumpkins
9. Velvet Underground
10. Limp Bizkit

Faltou alguém? Jesus & Mary Chain? Pavement? Soundgarden? Gang of Four? Los Hermanos? Queen?

Escrito por Thiago Ney às 18h07

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Gold Panda vem aí

O Fourfest, evento que vai trazer o excelente Caribou ao clube Clash, em São Paulo, em 27 de outubro, terá outra atração gringa.

É o inglês Gold Panda, projeto de um londrino de 29 anos.

Uma referência básica do Gold Panda é o Four Tet (que, inclusive, foi sondado para vir para o Fourfest). Ele remixou Bloc Party e Little Boots, entre outros.

Até 20 de setembro, o ingresso para o mini-festival custa R$ 70. Dá pra comprar por aqui.

Abaixo, o vídeo do Gold Panda para "Back Home".

Escrito por Thiago Ney às 16h25

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Lolla 2010 em pílulas - 2

  • Os mais subestimados pela organização do festival: The xx, tocando no quarto maior palco do festival e nitidamente precisando de algo maior para acomodar a multidão que queria vê-los; Edward Sharpe & The Magnetic Zeros, tocando num palco ainda menor do que o do xx e fazendo com que várias pessoas se espremessem e chegassem a subir em árvores para assitir, era outro que encheria palco maior.

  • Os superestimados: Jimmy Cliff tocou no mesmo palco que o xx e não chamou nem metade do público deste; aliás, a escalação do velho reggaeiro também leva o Troféu Roberto Medina de Escalação de Festival, porque ele ainda por cima tocou imediatamente antes do Strokes (ou seja, horário nobre), na mesma área; outro que recebeu palco muito maior do que o que merecia foi o X Japan, que, sabe-se lá como, tocou no maior palco disponível.

  • O X Japan também leva o troféu De Onde Menos se Espera É que Não Sai Nada Mesmo: o que você esperaria de uma banda japonesa de hair-metal farofa para fãs de mangá e anime?

  • Merecia melhor sorte: Nneka, a Lauryn Hill da Nigéria, tocou no palco principal, mas ao meio-dia de domingo, debaixo de chuva. Resultado: ninguém viu (foi, de longe, o show a que eu assisti mais de perto, no main stage). Uma pena, porque foi um show ótimo, em que ela não se importou com as condições adversas e mandou ver. O pequeno público se sentiu privilegiado, num grande show particular.

  • Da série "Como é que eu nunca tinha ouvido antes?": além da Nneka (que foi inclusive capa da Ilustrada, deu entrevista pra Adriana Ferreira), que é ótima, Edward Sharpe & The Magnetic Zeros. O vocalista (que também canta no Ima Robot e não se chama Edward Sharpe, aliás) é daqueles em que você bate o olho e pensa: "Pô, já dei um trocado pra esse cara na rua", no melhor estilo hippie-mendigo. A banda é daquele gênero "sempre cabe mais um", tipo o I'm From Barcelona. E o som é um pop-folk animado, com destaque para o hit "Home", que aparentemente só eu não conhecia entre toda a plateia. O refrão é fofura total: "Home/ let me come home/ Home is wherever I'm with you".

  • Falando em fofura, a cena "cute" do festival, vista várias vezes: bebês curtindo os shows com fones de ouvido gigantes como proteção

  • Camiseta mais indie: "I like bands that don't even exist yet"

  • Sabe quando você gosta de umas três músicas de uma banda e vai assistir ao show torcendo para gostar de mais? Fui eu indo ver o Blitzen Trapper. Infelizmente, só gostei mesmo das que eu já conhecia, "Furr" e "Wild Mountain Nation". Pior só quando a banda não toca nem a única que você conhece/gosta - meu caso com o Frightened Rabbit (que não tocou "The Twist")

  • Da série "Não acredito que eu não vi": sem dúvida nenhuma o momento mais surpreendente do festival foi o crowdsurfing da Lady Gaga durante sua participação-surpresa no show do desconhecido (mas amigões dela) Semi-Precious Weapons (e põe semi-precious nisso). Eu estava passando exatamente ao lado do palco em que esse show estava rolando (sem ter visão dele, no entanto), a caminho do New Pornographers, e ouvi claramente o vocalista fazer um discurso sobre como a Lady Gaga era o máximo, como patrocinava o rock etc. e tal. Só que nada no discurso permitia supor que a própria Gaga estava ali no palco, e prestes a se jogar na massa. Então ouvi e passei batido. Perdi.

  • Falando em Lady Gaga, dei um rápido confere na mocinha que estava sendo vendida como "a nova sensação da dance music, o próximo fenômeno tipo Kei$ha e Gaga", a inglesa Neon Hitch, que nem lançou disco ainda, mas já morou com a Amy Winehouse e tem o mesmo produtor da Kei$ha. É animadinha, uma dance music com percussão ao vivo, mas só peguei duas músicas (sendo uma delas uma cover de "Seven Nation Army"), então não consigo dizer o quanto tem de hype e o quanto pode virar algo grande. A ver.

  • Momento "Não é só no Brasil": som baixo para o Green Day, principal atração do sábado; revista na entrada tomando filtros solares (sob um sol escaldante), repelentes (num parque cheio de mosquitos) e garrafas de água (pelo menos não tentaram faturar à custa da saúde do público e colocaram bebedouros gratuitos lá dentro)

  • Momento "É só no Brasil": festival barrar menor por causa da venda de bebida alcoólica. Checa a identidade de quem quer beber, dá uma pulserinha para os que podem e vamos lá. Não vi problemas nesse esquema.

  • O livrinho com a programação do festival, distribuído gratuitamente e em farta quantidade, era sensacional: formato pocket, 128 págs., mapa + cronograma dos shows destacável, ficha de cada banda, dicas e ainda um cartão do iTunes que dá direito a baixar 40 músicas de artistas que tocaram no festival; aliás, não usei o meu código, se alguém se interessar, deixa um recado (e o e-mail) aí nos comentários.  

  • Ideia a ser copiada: app gratuito para celulares com mapa da área do festival, lista de todos os shows (mais biografias dos artistas), palcos e horários, mais a possibilidade de fazer um cronograma dos shows a que você quer assistir, dia a dia, hora a hora; e um simulador de chama de isqueiro, para o indefectível momento de levantar o celular na hora da balada.

  • Ideia a nunca ser copiada: shows de artistas badalados (principalmente os que atraem público semelhante) concorrendo entre si no mesmo horário; dentro da cultura americana, faz sentido; no Brasil, não.

 

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 06h14

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Lolla em fotos

 

"Queijo coalho - Brazilian style beach cheese". Depois da água de coco e do açaí, que já haviam chegado, só falta o mate e o biscoito Globo

 Show do xx teve demanda muito maior do que a oferta de espaço

  Nada como pensar no público: rede pra descansar

 

Nada como pensar no público 2: água de graça

 Fim de semana no parque: o Lollapalooza acontece no Grant Park, que fica na beira do Lago Michigan, no centro de Chicago. É muito bonito e o visual da cidade se integra bem à paisagem

 

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 05h20

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Lolla 2010 em pílulas - 1

  • Tinha me esquecido de como o Soundgarden (que fechou o Lolla na noite de domingo, no palco principal) é bom. Eu gostava muito deles nos anos 90, tinha o "Superunknown" e o "Down on the Upside", mas depois meio que parei de ouvir a banda (em parte porque, depois da separação, o Chris Cornell montou outro grupo de respeito, o Audioslave, que eu ouvi muito). Assistir ao show deles foi lembrar da incrível força da banda, de como são bons músicos e pesam a mão nos instrumentos. Chris Cornell continua com uma das melhores vozes do rock, grave, mas segurando os agudos sem fraquejar, a mesma voz (e os mesmos cabelos) da era grunge. Teve uma sequência com "Rusty Cage", "Blow Up the Outside World", "Let me Drown", "Flower", "Outshined" (com Cornell indo pra galera), "Jesus Christ Pose" e "Fell on Black Days" que foi de arrasar. Só não foi um show perfeito porque foi um tanto longo e com um repertório com erros e acertos - por exemplo, das quatro do "Down on the Upside" que eles ensaiaram, tocaram as duas piores, deixando de fora "Pretty Noose" e "Ty Cobb". Também não tocaram "My Wave" nem "The Day I Tried to Live".

  •   
  • O Strokes poderia ter feito um show histórico no Lollapalooza se tivesse apresentado algumas músicas de seu próximo álbum (e se elas prestassem, é claro); era essa a expectativa quando eles foram anunciados na escalação do festival, meses atrás. Mas, como se sabe, o novo álbum que sairia neste ano ficou para o próximo e o show "só" teve o (ótimo) repertório antigo. Foi bem legal (assisti só aos últimos 45 minutos), mas, convenhamos: a banda é muito nova para fazer uma dessas turnês de "reunião", com cara de caça-níquel. E certamente não estão fazendo esses shows pelo prazer de tocar juntos, porque ficou claro que o clima na banda está estranho - Julian Casablancas ouviu um "fala menos e canta mais" do Albert Hammond Jr. e não gostou; depois, no bis, o vocalista sugeriu uma jam, mas seus colegas não toparam, num clima de "vamos acabar logo com isso". No total, um show com menos de 90 minutos.

  • Um dos shows mais divertidos do Lolla foi o do Cypress Hill. Tinha ótima lembrança da vinda da banda ao Brasil, em 1996, num show sensacional, com público e banda em sintonia na empolgação (e ainda topei com B-Real e Sen Dog no meio da plateia depois do show, pedindo maconha pra galera). A dupla (mais o DJ Muggs) não me decepcionou, fez mais um show absolutamente empolgante, divertido e cheio de grandes canções pra pular, pra cantar, pra dançar: do hit máximo "Insane in the Brain" a "When the Shit Goes Down", "Hits from the Bong", "I Ain't Goin' Out Like That", "I Wanna Get High" (o repertório do "Black Sunday" dominou, como sempre - e acertadamente) e "How I Could Just Kill a Man". B-Real acendeu uma tora impressionante antes de cantar "I Wanna Get High" (melhor momento não há, é claro), dando o sinal de legalize pra vasta galera de maconheiros (nunca vi tanta gente puxando os mais variados cachimbos simultaneamente; e olha que tinha polícia, mas eles não se aproximaram, até porque ia ser difícil prender todo mundo). Mas o fato é que o show do Cypress Hill, com sua mistura de hip hop, rock e ritmos latinos, é muito animado mesmo para quem não fuma nada. Torço para que eles confirmem a vinda para o SWU, e que toquem no mesmo dia do Rage - ver as duas bandas tocando juntas "How I Could Just Kill a Man" seria, sem dúvida, um momento inesquecível.

  • Das bandas que já estão confirmadas para vir ao Brasil, vi o Green Day (que é aquilo de sempre, um show legal, principalmente se você tem 14 anos de idade e está indo a seu primeiro show de rock; Billy Joe, um entertainer competente e experiente, usa todos os truques manjados), um pedaço do Phoenix (incluindo "1901", que foi a única que eu gostei) e trechos de Hot Chip, Fuck Buttons e Yeasayer (nenhum deles é minha praia, mas o show do Hot Chip foi mais animadinho, até porque esse último álbum deles é o melhor). Em suma, desse bloco, nada que eu esteja ansioso para rever em breve.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 04h33

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Gagapalooza

  • Lady Gaga fez o show mais concorrido do Lollapalooza 2010, que terminou ontem, depois de três dias de shows, em Chicago. Num evento para 90 mil pessoas, ela atraiu pelo menos uns 60% do público presente, na mesma hora em que os Strokes se apresentavam (assim como o 2ManyDJs). Era quase impossível se mover, tamanha a quantidade de gente assistindo. Ninguém repetiria a façanha, nem Green Day nem Soundgarden, que tocaram no mesmo palco de Gaga, fechando as duas outras noites.

  • E o que a Stefani dos EUA apresentou pra essa massa? Um musical da Broadway, basicamente - só que em clima de pista de dança, é claro. O show tem uma historinha que vai sendo contada com a ajuda de vários cenários, figurinos, coreografias e até diálogos roteirizados. Na história, Gaga vai levar seus amigos (incluindo uma clone da Grace Jones) para o tal "Monster Ball" que dá nome à turnê. Não vi o show por inteiro (sai na metade para conferir os Strokes), mas o clima me pareceu uma mistura de auto-ajuda com Marilyn Mason, algo na linha "freak is beautiful", se aceite do jeito que você é, just dance.

  • Um ponto fraco do show é o excesso de discurso de Gaga entre as canções (isso sem contar todo o texto que ela fala como parte da história); ok, interação com o público é bacana, mas a loira fala tanto (e volta em meia com um discurso que mistura conselho com auto-ajuda) que a impressão que fica é que ela está tentando rebater o argumento mais comum de seus críticos (a de que ela seria só forma, sem conteúdo). E o choque entre essa tentativa de discurso "consciente" e o tom claramente hedonista e egocêntrico de seus sucessos é nítido.

  • E o pior é que essa autodefesa (talvez inconsciente) é desnecessária, porque ninguém vai ao show de Gaga para meditar sobre questões profundas; os fãs querem é se jogar na ferveção e acompanhar que figurino bizarro e que atitude escandalosa virão a seguir. Querem se divertir e cantar "Just Dance", "Poker Face", "Bad Romance", "Telephone" etc. E é exatamente isso que eles ganham. Dúvido que alguém tenha saído insatisfeito.

  • Tem playback? Tem bases instrumentais e vozes gravadas, sem dúvida. Mas Lady Gaga canta de verdade, isso também fica claro. Sua voz às vezes fica baixa, mas ela canta. E arfa. Usando o tempo todo um daqueles microfones do tipo atendente de telemarketing, dá para escutar cada vez que ela fica arfando, sem fôlego, cansada com a correria. Isso é um tanto estranho.

  • Resumo da ópera: um show que merece ser visto, provavelmente o grande show pop a ser visto na atualidade. Pode-se criticar Gaga por várias coisas (e não falta gente pra fazer isso), mas ela sabe armar uma festa, sabe como chamar atenção, causar sensação, lançar moda e divertir sua plateia. Desdenhar disso como se fosse fácil, como se fosse mera questão de marketing, é birra boba. Gaga não chegou ao centro dos holofotes à toa. Que venha para o Brasil.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 03h05

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Lollapalooza

E se o maior show pop da atualidade acontecesse na mesma hora em que uma das melhores bandas dos anos 2000 subia ao palco? Lady Gaga ou Strokes? Esse foi só um dos dilemas (o maior deles, sem dúvida) do Lollapalooza, que está rolando em Chicago. Eu vi uma hora de cada show, e não me arrependi da decisão.

E se três shows que vão rolar no Brasil fossem na mesma hora? Foi o caso do sábado, com Green Day, Phoenix e Empire of the Sun simultaneamente. Assisti a uma hora e pouco do Green Day (que começou 15 minutos mais cedo e fez o show mais longo do festival, com 2h30), peguei uns 45 minutos de Phoenix - e não deu pra ver o Empire of the Sun, só ouvi um trecho da apresentação enquanto caminhava de um show para o outro.

Amanhã tem outra bola dividida, Arcade Fire x Soundgarden - mas, como eu acabei de ver o Arcade Fire em NY (na quinta), vou ficar com o Soundgarden na íntegra.

Na segunda eu posto um resumo do que foi o festival. Mas, até agora, foi bem bom. Dá pra acompanhar a transmissão ao vivo pela AOL.

Escrito por Thiago Ney às 03h20

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Festival cancelado

O Tribaltech é a primeira vítima do grande número de festivais e shows pop que acontecem no segundo semestre.

O evento, que aconteceria no próximo dia 21, foi cancelado. Ele receberia Derrick Carter, Marcelo D2, Céu, Sathosi Tomiie, entre outros, distribuídos entre quatro palcos, além de mostra de arte e cinema.

Os organizadores justificam dizendo que foram vendidos até agora poucos ingressos, o que inviabilizaria a sua realização.

Para os organizadores, essa pouca procura pelos ingressos teria ocorrido devido "ao grande volume de eventos culturais confirmados para o segundo semestre de 2010".

Veja aqui alguns dos festivais que acontecem em 2010.

Escrito por Thiago Ney às 16h38

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Magnetic e Manic

O Black Eyed Peas é a atual maior banda do mundo?

Porque, tendo como parâmetro o desenho da turnê brasileira, eles estão entre os maiores.

O grupo liderado pelo will.i.am e pela Fergie fará nove shows no Brasil, passando por Fortaleza, BH, Rio, Porto Alegre, Florianópolis, Recife, Salvador, Brasília e São Paulo. Vejas as infos completas aqui.

Em São Paulo, em 4 de novembro, tocam no estádio do Morumbi. Não é nada pouco, já que não será uma apresentação única no Brasil. É um show que terá, basicamente, público apenas paulista.

Será que é culpa apenas de "Gotta Feeling"?

*****

Dubstep. DUBSTEP.

Não tem coisa mais legal sendo feita na eletrônica do que dubstep. Ou não?

Me passaram ontem por email o Magnetic Man, trio inglês que funciona tanto na pista quanto no fone do computador do seu trabalho. Veja abaixo um teaser de "Karma Crazy" e, na íntegra, a ótima "I Need Air".

*****

Lembra do Manic Street Preachers? Eu lembro, lembro que eles fizeram faixas incríveis como "Motorcycle Emptiness", "A Design for Life", e muitas coisas do tipo vergonha alheia.

Bem, em setembro eles lançam "Postcards from a Young Man", o décimo disco da banda e que, segundo o vocalista James Dean Bradfield, será "vergonhosamente pop". Isso é uma das coisas que me faz gostar dos Manics: são descaradamente, digamos, desavergonhados, não têm medo do ridículo, não se preocupam em estar na moda ou coisas do tipo. O novo single, "(It's Not War) Just the End of Love", beira a cafonice, mas é divertido.

Escrito por Thiago Ney às 20h19

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Samba Roque

Oxalá o genial Roque Ferreira comece a ganhar o destaque popular que merece agora que Roberta Sá lançou um disco só com músicas dele, o ótimo "Quando o Canto É Reza", mais um acréscimo à lista de melhores discos nacionais de 2010.

Não é o primeiro CD dedicado à obra de Roque, mas Roberta (que já havia gravado a sensacional "Laranjeira") tem bem mais exposição do que a baiana Clécia Queiroz, que lançou o bom "Samba de Roque" no ano passado (e que tem uma faixa que aparece no disco da Roberta, "Xirê"). Quem também dedicou quase um disco inteiro ao baiano de Nazaré das Farinhas foi Maria Bethânia, que gravou quatro músicas dele no seu "Encanteria" (2009), mais três em "Tua" (2009), incluindo uma citação de "A Mão do Amor", que Roberta Sá também regravou.

Roque lançou um único disco, "Tem Samba no Mar", em 2004, com repercussão quase nula (e atualmente fora de catálogo) apesar de ser uma obra cheia de canções brilhantes como "Quebradeira de Coco", "Garaximbola" (duas que Mariene de Castro regravou), "Luz de Candeeiro", "Ralador" e "Sucupira" (com o parceiro frequente Paulo César Pinheiro, ex-marido de Clara Nunes, que gravou Roque já em 1979, no seu ótimo "Esperança"). Nele também está "Samba pras Moças", o sucesso que deu nome ao disco que, quase dez anos antes, havia causado o segundo estouro de Zeca Pagodinho.

Depois disso, seu nome começou a se disseminar entre a galera sambistas do Rio, especialmente a nova geração Lapa/Santa Teresa, que o convidou para parcerias diversas - Teresa Cristina, Pedro Luis (marido de Roberta Sá), Zé Paulo Becker etc. Numa conversa com Teresa Cristina, há uns dois anos (ela havia acabado de gravar "Chula Cortada", de Roque, no projeto Três Meninas do Brasil), ela me falou sobre como o baiano era prolífico - depois de ela o conhecer e dizer como gostaria de fazer uma parceria com ele, recebeu em questão de dias três ideias de músicas vindas dele.

É pena que essa hiperprodutividade não tenha se refletido em mais discos autorais (e, por extensão, em shows dele próprio), mas ao menos a encorpada obra de Roque Ferreira segue se disseminando. Seria uma pena, no entanto, que o homem passasse à história como uma eminência parda, um desconhecido (para o público) compositor de grandes sucessos.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 03h08

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Kanye West e o Twitter

A história do Twitter está dividida em duas: antes e depois de Kanye West.

O rapper-cantor-multimilionário-com-o-ego-do-tamanho-da-Austrália fez um perfil na rede há poucos dias e está, digamos, imparável.

Kanye tuita bêbado em sueco; dá conselhos sobre a vida; reclama que uma comissária de bordo o acordou durante um voo.

Ele é seguido por mais de 400 mil pessoas e segue apenas uma. Um sujeito pacato de Coventry (Inglaterra), que ele escolheu aleatoriamente. Resultado: o sujeito ficou mundialmente conhecido e avisou que não quer mais dar entrevistas.

"I won't be speaking to anybody else, surprisingly not everyone wants to be famous. That's all I'm saying - peace out x", disse o agora famoso Steven Holmes.

A "Vanity Fair" brincou com os tweets de Kanye, comparando com bilhetes da sorte de biscoito chinês.

O Paul and Storm foi mais longe. Fez um mash-up entre os tweets de Kanye e os cartuns da "New Yorker". Como esse abaixo.

 

 

Escrito por Thiago Ney às 19h49

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Almaz penadas

A ideia era promissora, na teoria: Seu Jorge (um cantor carismático e com uma voz peculiar, ainda que mal trabalhada) se juntando a um pedaço da Nação Zumbi (o guitarrista Lucio Maia, o baterista Pupilo e o percussionistas Gustavo da Lua), uma das melhores bandas do país, para formar um novo grupo, Almaz, dedicado a covers (coisa em que a Nação já tinha experiência, como Los Sebosos Postizos).

Mas o resultado, que pode ser ouvido no disco "Seu Jorge and Almaz", fica aquém do que poderia. E isso apesar de o repertório escolhido ser bacana e variado - vai desde artistas mais esperados, como Jorge Ben ("Errare Humanun Est") e Tim Maia ("Cristina"), até os completamente inesperados, como Kraftwerk ("The Model") e Altemar Dutra ("Tudo Cabe num Beijo", que acabou não entrando na versão final do disco), passando por representantes diversos do samba como Nelson Cavaquinho ("Juízo Final"), Martinho da Vila ("Cirandar") e Noriel Vilela ("Saudosa Bahia").

O problema é que as versões são pouco inspiradas, com raras exceções - e eu julgo a partir do show da banda em Nova York, além do disco. Diversas faixas seguem um esquema bem parecido - a guitarra "viajante" de Lúcio Maia + vocais idem de Seu Jorge - e são francamente cansativas. Outras acrescentam pouco à versão original (caso de "Cristina" e de "Saudosa Bahia", que ainda assim são duas das melhores do disco; na última, é notável como o timbre de Seu Jorge se aproxima do de Noriel Vilela, um cantor sensacional que ficou esquecido). Não sei por que "Tudo Cabe num Beijo" ficou de fora do disco, já que é uma das melhores.

 No show, um dos melhores momentos foi a versão de "Ziggy Stardust", com Lúcio Maia brilhando na guitarra (apesar da letra tosca de Seu Jorge em português). No mais, o que o público queria eram os velhos sucessos de Seu Jorge, que só apareceram de improviso no bis (e ainda assim só "Burguesinha" e "Carolina").

 

No blog Pelo Mundo, Cristininha Fibe publicou uma entrevista pós-show (que custou salgados US$ 45, mais caro do que o Flaming Lips e o National, que tocaram no mesmo lugar, na mesma semana) com Seu Jorge, me que ele explica a decisão de lançar o disco e a turnê primeiro no exterior.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 15h53

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